1Relatório do Projeto
2Operíodoqueantecedeuoinícioefetivodo projeto, entre o depósito dos valores– dia 13 de setembro – e a data de iníciodos tr...
3cio recebe visitantes, mas essas visitassão esporádicas e em pequeno núme-ro. De acordo com o Comandante dafortificação à...
4LTDS tem como principal eixo a cons-trução de relações dialogais e a pro-moção da participação ativa dos in-teressados no...
5Nos dias 14 e 17 de janeiro, alémda pesquisa interna, o entor-no do Palácio e Fortaleza foi ex-plorado, filmado e fotogra...
6Públicas da 5ª DL); dificuldades quan-to à inclusão do entorno pela falta deinfraestrutura local para receber turis-tas; ...
7visitas. Também por meio dela, procu-ramos identificar o administrador pú-blico responsável pela região do Morroda Concei...
8proprietária de grande parte dos imó-veis do lugar e responsável pela manu-tenção da capela setecentista de SãoFrancisco ...
9A maior modificação requerida ao pro-jeto para a sua adequação ao espaçofísico e ao funcionamento da institui-ção foi o i...
10Parceiros importantesNo dia 24 de maio, fizemos uma reu-nião com os representantes da Dire-toria do Patrimônio Histórico...
11tantes sítios históricos espalhadospor todo o país. Esse é o caso parti-cular da 5ª Divisão de Levantamento.Em função de...
12Esse material constou do “Guia paraGuias” criado especialmente parasubsidiar o trabalho dos guias de tu-rismo que atuari...
13A divulgaçãoCom o apoio da Assessoria de Impren-sa da Coppe, o projeto foi divulgado naimprensa, rádio e televisão, além...
14Vale ressaltar o destaque dado aoprojeto na revista “Pesquisa” da FA-PERJ, que contribuiu para o aumen-to do número de p...
15Do conjunto dos dados colhidos e doslimites existentes, tanto de cunho ma-terial como imaterial, de perfil insti-tuciona...
16Para isso, emitimos convites insti-tucionais chancelados pelo LTDS/COPPE/UFRJ, pela DPHCEx e pela FA-PERJ, com explicaçõ...
17Os guias de turismo convidados a traba-lhar no projeto eram recém-formadospelo único colégio da rede pública comformação...
18O desenho do serviçoPor respeito ao limite de capacidadede carga (de pessoas circulando) noPalácio e Fortaleza, coube ao...
19Na intenção de associar o percurso desubida do Morro da Conceição com oque seria visto internamente no Palá-cio, criamos...
20Na intenção de identificar os guias,foram encomendadas camisetas como logotipo de projeto e com uma ilus-tração do Palác...
21Realização de visitasacompanhadas pelosguiasEm pouco mais de dois meses, foramrealizadas as 64 visitas, conduzidase inte...
22Diferenças entre teo-ria e práticaDurante o período de execução do Pro-jeto Palácios do Rio, alguns fatos mo-dificaram o...
23Palácios do Rio. Na penúltima semanade realização do Projeto, os artistas doMorro da Conceição realizaram umanova versão...
24AvaliaçãoAo final dos percursos, os visitantesforam estimulados a responderem umquestionário de avaliação simples e rá-p...
25Resultados alcançadosA forma como o projeto foi concebidolevou-nos a alcançarmos os objetivosgradualmente e, na maioria ...
26A divulgação do projeto em diversasmídias levou à ampliação do acervocultural do carioca e dos visitantescom a oferta de...
27Outras fotosdo arquivodo projeto
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32Ficha TécnicaCoordenação Geral: Roberto BartholoCoordenação Executiva: Marisa EgrejasInventário Turístico: Ana Elizabeth...
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Relatório palácios do rio blog

  1. 1. 1Relatório do Projeto
  2. 2. 2Operíodoqueantecedeuoinícioefetivodo projeto, entre o depósito dos valores– dia 13 de setembro – e a data de iníciodos trabalhos – dia 13 de dezembro, foiutilizado para as buscas e negociaçõescom as instituições que dispunham depatrimônioedificadoqueseprestasseaodesenvolvimentodoprojeto.Naocasião,foram consultados a Secretaria de Esta-dodeTurismo,aSecretariaMunicipaldeTurismo, o IPHAN, entre muitos outros.A indicação final foi dada por Técnicosda CDURP (Companhia para o Desen-volvimento Urbano da Região Portu-ária) que sugeriram o antigo PalácioArquiepiscopal do Rio de Janeiro, noMorro da Conceição, Zona Portuária.Aquela região encontra-se no centro dasatenções da Prefeitura, sendo a área es-colhidaparaodesenvolvimentoeocres-cimento da cidade nos próximos anos.Atualmente, o referido Palácio da Con-ceição faz parte da Fortaleza da Con-ceição, e ambos pertencem ao ExércitoBrasileiro. Esses espaços abrigam a5ª Divisão de Levantamento GeneralAlfredo Vidal, dedicada à produção ecomercialização de cartas topográficasda Região Sudeste do país. No Palácio,além da parte administrativa, encon-tra-se também o Museu CartográficoPrimeiros passosdo Exército que contêm antigas peças eequipamentos utilizados historicamen-te para o levantamento cartográfico.O primeiro contato com o Comandan-te Chefe da 5ª DL foi realizado em 15de dezembro. Há muitos anos, o Palá-
  3. 3. 3cio recebe visitantes, mas essas visitassão esporádicas e em pequeno núme-ro. De acordo com o Comandante dafortificação àquela ocasião, o desen-volvimento do projeto Palácios do Rioem suas dependências poderia ajudara divulgar o espaço e intensificar as vi-sitas, o que estava dentro de seus pla-nos e incumbências administrativas.Confiantes na receptividade do Co-mandante, nós marcamos o início dostrabalhos de levantamento histórico einventário turístico do Palácio e seu en-torno logo após os festejos natalinos.Antes, porém, realizamos algumas reu-niões internas com os participantes doprojeto para deliberarmos sobre algu-mas necessárias adequações quanto aa nova localização, sobre as mudançasprevistas para o traçado ou do desenhourbano na região, sobre a possibilida-de de utilização de pesquisas anterio-res e dados já existentes. Perguntamo-nos qual seria o público alvo daquelaregião, que material deveríamos pro-duzir para a divulgação do projeto, seseriam necessárias alterações de cro-nograma, ajustes no orçamento etc.Vale observar que, desde a elaboraçãodo projeto para a submissão à FAPERJ,já imaginávamos serem necessáriasas adequações do que foi planejadoao Palácio em que fosse executado,uma vez que ele não havia sido escritocom o espaço físico definido a priori.No caso do antigo Palácio Arquiepis-copal, além do próprio palácio, enten-demos que seria importante incluir aFortaleza, as casas da vizinhança, osmoradores, ateliês, comerciantes e asinstituições do seu entorno, ampliandoe enriquecendo as visitas ao Palácio.Entretanto, para nós, o mais importan-te era a manutenção da metodologiae dos objetivos íntegros, apesar da am-pliação. A metodologia adotada pelo
  4. 4. 4LTDS tem como principal eixo a cons-trução de relações dialogais e a pro-moção da participação ativa dos in-teressados nos processos de decisão.Nas reuniões realizadas interna-mente ficaram evidentes o desejode tomar parte das discussões so-bre a turistificação do Morro im-plementada pela Prefeitura e a in-tenção de articular nosso projeto aoutros existentes na região. Alémdisso, tínhamos interesse em divul-gar o Curso de Formação Profissionalem Turismo, já que é o único cursopúblico para a formação de guiasde turismo. E questões tais como apossibilidade de formação de Guiade Atrativo (para os soldados envol-vidos na visitação e para moradoresinteressados) dentro do conceito deAnfitriões e que tipo de contribuição/ retribuição os visitantes do Paláciopoderiam legar à comunidade local.No dia 12 de janeiro foi realizada avisita inicial de pesquisadores e es-pecialistas integrantes da equipe doprojeto ao Palácio e Fortaleza da Con-ceição, com a finalidade de recolhi-mento de dados. Estes tinham comoobjetivo fotografar, filmar, desenhar,levantar documentação já sistemati-zada, perscrutar interesses turísticose apresentar as propostas iniciais.
  5. 5. 5Nos dias 14 e 17 de janeiro, alémda pesquisa interna, o entor-no do Palácio e Fortaleza foi ex-plorado, filmado e fotografado.Das visitas iniciais, foram observadasalguns pontos: dificuldade de adapta-ção específica quanto à acessibilidadede portadores de dificuldades de loco-moção; a precariedade da sinalizaçãourbana; se deveria ser utilizado o tradi-cional meio de apresentação da histó-ria local (pranchas desenhadas à mãopela Srª. Margaret Pellizzaro, RelaçõesConhecendo o palácio e seu entorno
  6. 6. 6Públicas da 5ª DL); dificuldades quan-to à inclusão do entorno pela falta deinfraestrutura local para receber turis-tas; as questões de segurança militarque impediriam a circulação plena ea qualquer hora pelo espaço da For-taleza; quais os critérios a serem uti-lizados para a participação dos guiasno projeto, dentre outros. Além disso,foi estabelecido o novo limite para oalcance do projeto, já que optamospor ultrapassar os limites físicos doPalácio: as abas do Morro da Concei-ção, marcado pelas Ruas Camerino, Sa-cadura Cabral, do Acre e Praça Mauá.Desse conjunto de questões, foramapontadas algumas soluções ou enca-minhamentos: verificar a possibilida-de de “vitaminar” o Museu sem gerarcustos; utilizar os espaços internospara realização de feiras ou de exposi-ção das obras dos artistas locais; iden-tificação dos portadores da memó-ria local e incluí-los como contadoresde histórias; pensar a visitação comocartografia viva. De todas, somentea última ideia, foi ampliada e desen-volvida, como será visto a seguir.).Para melhor conhecer o sítio em que es-taríamos realizando o projeto, aplicamosuma pesquisa qualitativa com os mora-dores do Morro da Conceição, procuran-do saber sua opinião quanto ao investi-mento no turismo (tanto pela Prefeitura,como este feito pela Universidade). Essedocumento serviria futuramente comomarco zero para avaliar o impacto dasLevantamento de dados, análise do potencial turístico e planejamento
  7. 7. 7visitas. Também por meio dela, procu-ramos identificar o administrador pú-blico responsável pela região do Morroda Conceição e as lideranças comunitá-rias. Para o levantamento do InventárioTurístico, optou-se pela utilização dosformulários padronizados pelo Minis-tério do Turismo, acrescidos dos dadossubjetivos observados localmente oucolhidos pelas pesquisas de opinião.É importante ressaltar que este levanta-mento histórico e turístico foi realizadopela equipe de pesquisadores do LTDS,auxiliada por um grupo de 8 guias de tu-rismorecém-formadospeloCursodeTu-rismo do Colégio Estadual Antônio Pra-do Junior. Esses pequeno grupo de guiasse interessou em participar dessa fasedo projeto, ainda que não tivéssemosnenhuma rubrica destinada a este fim.Uma vez decidido quem seriam aspessoas a serem entrevistadas, fo-mos ao campo e conversamos comum professor de História da UFF, umAntropólogo, um Guia de Turismo for-mado pelo Curso de Turismo do Colé-gio Antônio Prado Júnior, todos estesmoradores do Morro da Conceição.Ouvimos e registramos a opinião de doisespecialistas em Arquitetura e Históriado Rio acerca das mudanças que es-tavam por ocorrer naquela região. Apartir desses, outros foram indicados eentrevistados: a Venerável Ordem Ter-ceira de São Francisco da Penitência,
  8. 8. 8proprietária de grande parte dos imó-veis do lugar e responsável pela manu-tenção da capela setecentista de SãoFrancisco da Prainha; a Diretora Gerale a Adjunta do centenário Colégio Pa-dre Doutor Francisco da Motta (Ensi-no Fundamental) e Colégio Sonja Kill(Ensino Médio), ambos ligados à VOT;um especialista do INEPAC; a Secreta-ria de Saúde (que atua na região); co-merciantes locais; professores e a co-ordenação do Curso de Astronomia doObservatório do Valongo (UFRJ), situ-ado no cume do Morro da Conceição.Segundo nos foi indicado, conversa-mos com artistas contemporâneos quemantém seus ateliês no Morro e queseriam os responsáveis pela edição do“Projeto Mauá”, em 2011 (a importân-ciadesseprojetoparaoprojetoPaláciosdo Rio será detalhada mais adiante).Além desses, alguns moradores quevoluntariamente responderam aosquestionários.Foram também levantados dadosa partir de um Filme Documentáriochamado “Morro da Conceição...”,com roteiro e direção de CristianaGrumbach (http://www.crisisproduti-vas.com/filmes/morro-da-conceicao).
  9. 9. 9A maior modificação requerida ao pro-jeto para a sua adequação ao espaçofísico e ao funcionamento da institui-ção foi o inesperado fato de não haverpossibilidade de ampliar o expedientedo quartel para a visitação durante osfins de semana, justamente quando hámaior circulação turística nas cidades.O período para circulação de visitan-tes deveria se adequar às funçõesdo espaço escolhido, no horário desegunda a quinta, de 9 às 16 horas.Para nos adequarmos às condiçõeslocais, foram pensadas algumas al-ternativas de compactação das visi-tas de maneira que se mantivessemas 64 visitas idealizadas inicialmente.Do espaço ideal aoespaço realFicou acordado entre as par-tes que as visitas seriam organi-zadas em dois turnos, no períodode 3 de outubro a 8 de dezembro.
  10. 10. 10Parceiros importantesNo dia 24 de maio, fizemos uma reu-nião com os representantes da Dire-toria do Patrimônio Histórico e Cultu-ral do Exército (DPHCEx), órgão ligadoao comando central. Essa diretoriaé responsável pelo planejamento,coordenação e fiscalização das ativi-dades culturais, pela preservação dopatrimônio histórico, pela divulgaçãoda História Militar e pelo estímulo aoestudo e à pesquisa das tradições mi-litares. Busca em suas diretrizes coa-dunar-se com a política nacional decultura, valorizando tanto o patrimô-nio material, quanto o imaterial pre-sentes em suas tradições, suas expres-sões orais e artísticas e suas práticascastrenses. Por conta de sua ligaçãosimbiótica entre a história militar e doBrasil, muitas das unidades militaresdo exército encontram-se em impor-
  11. 11. 11tantes sítios históricos espalhadospor todo o país. Esse é o caso parti-cular da 5ª Divisão de Levantamento.Em função de nossos objetivos co-muns, eles consideraram a parceriacom o LTDS como bem vinda aos seuspropósitos, propondo-se a auxiliar-nos quanto aos procedimentos neces-sários para a execução do projeto nasinstalações da Fortaleza da Conceição.Vale ressaltar que, logo na primei-ra reunião, a equipe da DPHCEx de-monstrou forte interesse em estendero projeto Palácios do Rio para outrasunidades militares que estão sob suaresponsabilidade e são igualmentepatrimônios significativos para o país.Na ocasião, foram combinadas e as-sinaladas três zonas de circulação tu-rística dentro do Palácio e Fortalezada Conceição, para que não causás-semos problemas internos em rela-ção à segurança ou ao operacional.
  12. 12. 12Esse material constou do “Guia paraGuias” criado especialmente parasubsidiar o trabalho dos guias de tu-rismo que atuariam no projeto. Alémdo conteúdo histórico, o livreto con-tinha informações sobre os partidosarquitetônicos recorrentes no Morro,nomenclatura de alguns dos elemen-tos de arquitetura, glossário dos ter-mos cartográficos, condições físicasde acesso nas ruas do entorno, possi-bilidades de roteiros alternativos, no-mes, telefones e capacidade de cargados restaurantes, bares e ateliês doentorno; eventos e festas locais; mapaTratamento historio-gráficoQuanto ao formato da historiografiaque serviria de base para as pesquisasdos guias, foi escolhida a divisão emtrês períodos que retratam o relacio-namento da cidade com seus morros:Século XVI – a fundação da cidade e aproteção que os morros ofereciam aosseusmoradores;SéculoXVIIaXX–ava-lorizaçãodosbaixioseadesvalorizaçãodosmorroscomolugardehabitaçãooumesmo de defesa; Século XXI – a reva-lorização dos morros com a instalaçãodas UPPs e outras medidas de urbani-zação. Este trabalho de levantamentohistoriográfico contou com a colabo-ração especial de uma das professorasdo Curso de Formação Profissional deTurismo do Colégio Estadual AntônioPrado Júnior, que estabeleceu as li-nhas de pesquisa histórica consideran-do especialmente o interesse turístico.com os limites de atuação do projeto;casas comerciais de interesse turístico;locais turísticos da região, com respec-tivos endereços, horários de visitaçãoe números de contato. Constavamtambém informações sobre o acervodo Palácio e do entorno, do Obser-vatório do Valongo, do Jardim do Va-longo, da Capela de São Francisco daPrainha, entre outros. Esse guia infor-mava, também, sobre a metodologiautilizada no projeto, as sugestões deatividades lúdicas adotadas e indica-ções para roteiros de visitação dividi-dos em circuitos internos e externos.
  13. 13. 13A divulgaçãoCom o apoio da Assessoria de Impren-sa da Coppe, o projeto foi divulgado naimprensa, rádio e televisão, além deconstarem nas redes sociais dos guiase dos pesquisadores vinculados ao pro-jeto. Também foi construído um blogpara fornecer outras informações aosinteressados (www.palaciosdorio.blo-gspot.com.br).ComoapoiodaDPHCEx,foram impressos folhetos em quatroidiomas para serem entregues às agên-cias de turismo, aos turistas na saídado terminal marítimo ou aeroviário epara serem distribuídos pelos guias,acompanhado ou não dos convites.Além de servir de estudo de caso paraa Tese de Doutoramento de uma daspesquisadoras do LTDS, o projeto foitema de comunicação e palestra emsete encontros acadêmicos: Mesa deAbertura do Encontro Regional de Tu-rismo, História e Memória (UFF, Nite-rói, novembro 2010); Palestra na IXSemana de Museus (Museu Imperial/Instituto Brasileiro de Museus/ MinC,Petrópolis, maio de 2011); Apresen-tação de Trabalho no XXVI SimpósioNacional de História (USP, São Paulo,julho de 2011); Comunicação no Semi-nário Internacional Espaços Culturais eTurísticos em países Lusófonos (FórumdeCiênciaeCultura,UFRJ,Rio deJanei-ro, novembro 2011); Apresentação deTrabalho no 7º Seminário de CidadesFortificadas e 2º Encontro Técnico deGestoresdeFortificações(PrefeituradeBertioga, Santos, São Paulo, novembrode2011);XVJornadaTécnicadoMuseuHistórico do Exército – Forte de Copa-cabana (Rio de Janeiro, abril de 2012).
  14. 14. 14Vale ressaltar o destaque dado aoprojeto na revista “Pesquisa” da FA-PERJ, que contribuiu para o aumen-to do número de pessoas interessa-das em visitar o Morro da Conceição.
  15. 15. 15Do conjunto dos dados colhidos e doslimites existentes, tanto de cunho ma-terial como imaterial, de perfil insti-tucional ou popular, foi traçado umprimeiro elenco de roteiros possíveis,internos e externos, para a visitaçãoao Palácio da Conceição. De possedessa primeira ideia, retornamos aoMorro da Conceição para expô-lo aosmoradores, comerciantes, artistaslocais, instituições, etc. As críticas esugestões advindas foram considera-das, alterando-se os roteiros, quandoindicado. Depois de traçados os ro-teiros definitivos, voltamos mais umavez às ruas para informar a todos osinteressados diretos sobre o desen-volvimento do projeto: data de inícioe fim, objetivos, atividades desen-Relações dialogais na criação de roteiros:uma metodologia em construçãovolvidas, presença dos nossos guiaspelas ruas, circuitos realizados, entreoutros. Este comunicado em formatode carta, também tinha a função deconvidar as famílias para realizarem asvisitas e, caso quisessem participar deforma mais ativa, poderiam entrar emcontato conosco para que fosse possí-vel organizar roteiros que expusessemsua produção ou criando espaço paraa contação de histórias locais. Apenasuma senhora que participa de um gru-po de bordadeiras respondeu ao nossoconvite, solicitando-nos que os guiaslevassem os visitantes ao ateliê debordados. Segundo o relato dos guias,a experiência foi bastante exitosa.A construção de um roteiro dialogadodeveria ser completada com a parti-cipação dos visitantes. Como um dosprincipais objetivos do projeto eraincentivar a criação das redes de re-lacionamento profissional dos guiasde turismo, a estratégia utilizada foirepassar a esses últimos a função de“dialogador” ou de “mediador” entreo projeto e os turistas, intermedia-dos ou não por agências de turismo,empresas ou instituições com poten-cial para contratá-los futuramente.
  16. 16. 16Para isso, emitimos convites insti-tucionais chancelados pelo LTDS/COPPE/UFRJ, pela DPHCEx e pela FA-PERJ, com explicações sobre o proje-to e dos procedimentos para a visita,impressos em quatro idiomas. Essesconvites deveriam ser entregues pe-los guias às instituições ou pessoas,acompanhados com o seu cartão devisitas. Assim, mesmo que os visitan-tes não pudessem fazer a visita no pe-ríodo de realização do projeto, pode-riam a qualquer momento posterior,procurar o guia, ou mesmo, repassaro contato para outros interessados.O convite aberto também supria outrademanda percebida: os interesses dosguias não eram coincidentes. Ou seja,a uns interessava o trabalho com crian-ças e escolas, a outros, lhes pareciammelhor o turismo cultural com adul-tos, outros gostariam de se especiali-zar em turismo para pessoas idosas.O uso de convites abertos facultavaaos guias a livre escolha dos segmen-tos de atuação no mercado turístico.
  17. 17. 17Os guias de turismo convidados a traba-lhar no projeto eram recém-formadospelo único colégio da rede pública comformação profissional para guias de turis-monacidadedoRiodeJaneiro.Essaprer-rogativa assentou-se na constatação deque, os alunos que não construíram suasredesderelacionamentoprofissional atéo término do curso, dificilmente teriamoportunidadedeexporemseustrabalhosàsempresasouàspessoascompotencialpara contratá-los depois de formados.Doprimeirogrupodeguiasqueparticipouda fase exploratória, apenas uma guia se-guiu para a segunda fase. Os demais ter-minaramseafastandoporrazõespessoaisou profissionais. Embora não tenha sidodeclarado por nenhum deles, desconfia-mos que a falta de provisão financeirapara essa fase afastou alguns que teriamseengajadoapenasporcuriosidadeoufal-tadecompromissosmomentaneamente.Em 19 de agosto foi realizada a primeirareunião com uma nova leva de guias queatuariam no projeto. Nesse encontro, fo-Recrutamento e trei-namento dos guiasram apresentados os objetivos do proje-to, além de sua motivação, expectativase metodologia. Foi acordado, ainda, ocronograma de treinamento e de entre-ga de material. Nessa fase, salientou-se oestímulo aos encontros entre moradorese guias e as possibilidades de construçãode futuros relacionamentos profissionais.A fase de treinamento estendeu-sepor três dias, sendo um deles no inte-rior do Palácio e Fortaleza e os demaisno entorno. Os guias foram apresen-tados aos artistas e moradores que sedispuseram a participar ativamente doprojeto. Durante esse tempo, algunsguias desistiram e outros ingressaram,concluindo com um total de 9 guias.No planejamento original, as 64 visitasdeveriam ser realizadas por 16 guias, oqueresultavaemumtotalde4visitasporguia. Segundo a sugestão dos própriosguias engajados no projeto, ao invés deconvidar outros 7 guias para completaros 16, seria mais produtivo e interessantepara todos se aumentássemos o númerode visitas realizadas por cada um deles.Para tomarmos essa decisão, considera-mos que o material de estudo para o tra-balhoeramuitovolumosoeotreinamen-to também era dispendioso para apenas4oportunidadesdeatuaçãoprática.Oau-mentodenúmerodevisitasporguiadariaaestesmaischancesdemelhoraremseusdesempenhos (relatada por todos os queacresceram a carga horária), bem comode aumentarem a autoconfiança notrato com os visitantes e moradores.
  18. 18. 18O desenho do serviçoPor respeito ao limite de capacidadede carga (de pessoas circulando) noPalácio e Fortaleza, coube ao LTDS con-trolar o número de visitantes, agen-dando-os com antecedência mínimade 24 horas. Ou seja, o interessadoouvia a notícia, ligava para o Laborató-rio, agendava dia e horário, tomava ci-ência do lugar de encontro e do nomee telefone de seu guia. Na véspera,todos eram confirmados e, atendendoàs solicitações da 5ª DL, os nomes eos números de RG de todos os visitan-tes eram enviados para a instituição.Quem escolhia o ponto de encontroera o próprio guia que avisava ao LTDScom antecedência. O trajeto a ser per-corrido era negociado com os visitan-tes. Na véspera, conforme combinado,os guias entravam em contato com osateliês dos artistas, informando a pos-sibilidade de visita com seu grupo. Nodia e horário marcados, guia e turistasse encontravam e davam início à visita.
  19. 19. 19Na intenção de associar o percurso desubida do Morro da Conceição com oque seria visto internamente no Palá-cio, criamos uma série de atividadeslúdicas. Uma delas se utilizava de frag-mentos de imagens das edificações oude elementos de arquitetura na formade cartões, que eram entregues pelosguias aos visitantes, na intenção deque estes conseguissem identificarde onde as imagens teriam sido foto-grafadas. O tom era de desafio, o quetornava a brincadeira mais excitante.Essa atividade tinha a vantagem delevar os visitantes a observarem comAtividades lúdicasprogramadasatenção os partidos arquitetônicos doMorro da Conceição e de distrair opeso da subida das íngremes ladeiras.Conforme os visitantes encontravamos pontos, deveriam marcá-los em ummapa cego do Morro da Conceição,o que lhes remetia à dificuldade dalocalização em mapas ou importân-cia da leitura de cartas topográficas.Uma segunda atividade lúdica con-sistia em cartelas idênticas às ante-riores, mas cuja referência era frag-mentos da arquitetura e objetos dointerior do Palácio e Fortaleza. Comesses, a atividade se assemelhava aum jogo da memória onde os visitan-tes deveriam olhar as imagens antesde circularem com o guia. Contariampontos aqueles que conseguissemlembrar-se de maior número de ima-gens vistas. Esse jogo tinha a mesmafinalidade que o anterior, ou seja, au-mentar a percepção do partido arqui-tetônico da construção portuguesa,dos objetos e dos ornatos utilizados.A terceira atividade planejada,Mapa do Tesouro, deveria ser rea-lizada na rua, mas terminou sendoincorporada à primeira e a históriada invasão de corsários foi conta-da durante a subida das ladeiras.
  20. 20. 20Na intenção de identificar os guias,foram encomendadas camisetas como logotipo de projeto e com uma ilus-tração do Palácio da Conceição feitacombasenodesenhodaSra.MargaretPelizzaro, Relações Públicas da 5ª DL.A propósito desse assunto, foi utilizadauma montagem a partir das pranchasquecontamahistóriadoPalácioeForta-leza–comoconsentimentodaautora–nos folders, uniformes e convites, enri-quecendoecaracterizandoafolheteria.Identificação Uso de imagens
  21. 21. 21Realização de visitasacompanhadas pelosguiasEm pouco mais de dois meses, foramrealizadas as 64 visitas, conduzidase interpretadas por 9 guias. Duranteeste período, eles percorreram o Mor-ro da Conceição em diferentes rotei-ros, sempre objetivando a visitação aoPalácio da Conceição. Foram montadasopções que sugeriam a circulação porinstituições, como o Observatório doValongo, Pedra do Sal, Capela de SãoFrancisco da Prainha, dentre outros.Dentro do Palácio e Fortaleza, os guiasutilizaram aparelhos rádio-transmis-sores enquanto os visitantes utili-zavam aparelhos áudio-receptores.Esse cuidado se justifica em funçãodo combinado anterior de não inco-modarem os funcionários em suasfunções administrativas e técnicas.Os guias reportaram que esse cuida-do foi aceito ludicamente pelos visi-tantes, dinamizando a visita interna.
  22. 22. 22Diferenças entre teo-ria e práticaDurante o período de execução do Pro-jeto Palácios do Rio, alguns fatos mo-dificaram os planos previstos inicial-mente. Um deles foi ter sido realizadono período de chuvas. Cerca de 25%das visitas agendadas foram cancela-das ou adiadas por conta do clima des-confortável para caminhadas na rua.Nessas ocasiões, o combinado com osguias era de que eles deveriam estar apostos sempre que os visitantes agen-dados se mostrassem interessados,independente do clima. Caso o agen-damento fosse cancelado até a véspe-ra, os guias estariam liberados daque-la visita e não seriam pagos por ela.Para diminuir a possibilidade de perdadetempoevalores,asvisitaseramsem-pre confirmadas no dia anterior. Ape-sar de todo esse cuidado, ainda foramcomputados dois casos de no-show.Outro caso em que precisamos ajustaras visitas a uma situação não previs-
  23. 23. 23Palácios do Rio. Na penúltima semanade realização do Projeto, os artistas doMorro da Conceição realizaram umanova versão do Projeto Mauá. O obje-tivo desse projeto é abrir as portas dosateliês de arte do Morro da Conceiçãopara receber visitantes, a exemplo doque é feito em outros lugares do Rio deJaneiro, como Santa Teresa ou JardimBotânico. No ano de 2011, o ProjetoMauá foi coordenado pelo professordo Curso de Astronomia, que, ten-do visito a qualidade do trabalho dosguias, convidou-os para participarem.Para nós, coordenadores do Projeto,esse convite soou como uma avalia-ção positiva dos serviços prestados, ouseja, em relação às lideranças locais,consideramos que atingimos nossosobjetivos.ta foi a pequena capacidade de cargado Museu Cartográfico do Exército.Inicialmente, o número consideradoideal para a circulação foi de 25 pes-soas. Como as turmas escolares costu-mam ter entre 35 e 40 alunos, o limiteimpedia o agendamento de turmasde estudantes. A solução criada paradar conta desse problema foi dividiros grupos com mais de 25 pessoasem dois. Considerando a impaciên-cia natural das crianças, buscamos aparceria do Observatório do Valongo.As visitas internas no Observatóriodo Valongo foram acompanhadas porum professor que nos ajudou no quechamamos de “visitas casadas”: me-tade do grupo de estudantes seguiapara o Palácio e Fortaleza da Concei-ção, enquanto a outra metade se-guia para o Observatório do Valongo.Depois, trocavam. Nesses casos, foicontratada uma dupla de guias, reali-zando, cada um, uma visita completa.A parceria com o Observatório do Va-longo rendeu bons frutos ao projeto
  24. 24. 24AvaliaçãoAo final dos percursos, os visitantesforam estimulados a responderem umquestionário de avaliação simples e rá-pido, embora com perguntas abertase de cunho subjetivo (em anexo). Nototal, recebemos 180 questionáriosrespondidos. Desses, são destaquesas respostas que valorizam a apren-dizagem sobre a História do Rio de11%1%16%15%11%19%14%1%12%GuiasAlexandra Andreza AndersonEliana Eliane MiriamMirena Moisés Vitória36%22%21%21%Faixas etárias15 a 2526 a 4546 a 55acima 5564%6%6%8%9%7%Motivação da visitaculturallazertrabalhocult/lazercult/trab2%36%33%29%Escolaridadefundammédiouniverspósgrad32%68%Visitantes: sexomf5%4%10% 4%10%26%10%4%11%6%10%Pontospositivos (espontâneo) Interessanteduração ótimaTudo ótimolugareslindospercurso bomaprendizadomudança do olharorganização ótimamemória, patrimôniojogosem resposta68%1%2%3%3%2%7%2% 1%7%3% 1%Pontosnegativos (espontâneo)SemrespostasDivulgaçãoEsperava outra coisaNão houvePatrimônioPouco tempoSubida ruimInfraestruturaFalta de informaçãoJaneiro. Quanto a atuação dos guias,poucas foram as avaliações que des-qualificaram suas atuações (99% afir-maram que contratariam seus guias).
  25. 25. 25Resultados alcançadosA forma como o projeto foi concebidolevou-nos a alcançarmos os objetivosgradualmente e, na maioria dos casos,a ultrapassá-los com sucesso. No perí-odo inicial, por exemplo, foi realizadoo levantamento histórico e o inventá-rio turístico, construindo uma histo-riografia de base para a interpretaçãoturística com acento na valorização dopatrimônio material e imaterial. Essematerial forneceu suporte objetivoe subjetivo para a criação de rotei-ros dialogais e para a sistematizaçãodessa ação como uma metodologia.Entendemos que a criação de umametodologia de roteirização aberta àparticipação dos diversos agentes so-ciais ultrapassou os objetivos iniciais.Nossa presença e a metodologia pau-tada no diálogo ajudou a evidenciar anecessidade da criação de uma culturareceptivalocalprópriadessacomunida-de. Esta foi sendo percebida a partir deencontros comunitários que visavam àsuperação de algumas querelas locaisem favor do turismo organizado. Dessaforma, entendemos que o projeto ul-trapassou os objetivos iniciais uma vezque valorizou, enriqueceu e dinamizoua rotina, não só dos trabalhadores doPalácio, mas também dos moradoresdo entorno, colaborando para a per-cepção da necessidade de organizaçãopara a participação nos benefícios so-cioeconômicos do turismo.Ao final do projeto, recebemos das li-deranças locais, um convite para a cria-ção de uma oficina com o tema “Patri-mônio e Turismo”, onde deverão serdiscutidas questões ligadas à recepti-vidade turística tais como a importân-cia da preservação patrimonial ou téc-nicas do turismo receptivo. Mais umavez, consideramos esse convite comouma avaliação positiva do Projeto Pa-lácios do Rio.
  26. 26. 26A divulgação do projeto em diversasmídias levou à ampliação do acervocultural do carioca e dos visitantescom a oferta de atrativos turísticos e aintensificação do acesso público a es-paços urbanos que são bens patrimo-niais. Consideramos que ultrapassa-mos os objetivos iniciais uma vez quealém de realizarmos a visita no interiorde um Palácio - como descrito no pro-jeto -, conduzimos e interpretamos emum patrimônio físico e culturalmentemuito mais amplo.Avaliamos, ainda, que o projeto pro-porcionou aos guias novatos diversasoportunidades de exposição do seustrabalhos. A tabulação dos relatóriosdos guias sobre a experiência vivida,ainda não foi encerrado, mas pelosrelatos informais, observamos que,embora a avaliação geral tenha sidopositiva em numerosos aspectos, essetipo de inserção provocou um númeroreduzido de contratações imediatas.Além dos objetivos previstos inicial-mente no projeto, consideramos positi-vas os seguntes desdobramentos:. a parceria com a DPHCEx, que já pro-porcionou a criação de pelo menos umprojeto conjunto de desenvolvimentoturístico, também apoiado pela FA-PERJ, (Edital PensaRio 2011).. o interesse das mídias sobre a culturalocal, desmitificando o cotidiano dasfamílias no Morro da Conceição, valo-rizando o modus vivendi daquela po-pulação e elevando sua autoestima.. a (re)inclusão de antigos/novos sítiossimbólicos no mapa da cidade e a res-significação da história do Rio por par-te dos visitantes que declararam des-conhecer aquela parte da cidade.. o convite feito aos Guias do ProjetoPalácios do Rio para participarem doProjeto Mauá. Como já foi dito, esseconvite foi entendido pela equipe doLTDS como uma avaliação positiva dametodologia calcada no diálogo e navalorização do patrimônio e da culturalocal.
  27. 27. 27Outras fotosdo arquivodo projeto
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  32. 32. 32Ficha TécnicaCoordenação Geral: Roberto BartholoCoordenação Executiva: Marisa EgrejasInventário Turístico: Ana Elizabeth Queiroz, Edilaine Moraes, Fernanda Barcelos,Luiz Eduardo Baptista.Planejamento estratégico para a visitação: Marisa Egrejas, André da Paz e osinteressados diretos.Treinamento de Guias: Ana Elizabeth Queiroz, Lucia Miranda Boaventura, MariaMartha Maciel Alencastro de Souza e Equipe Técnica do TearLevantamento histórico: Lucia Miranda Boaventura e Beatriz Yumi WatanabeConteudista: Lucia Miranda Boaventura, Marisa Egrejas e Mariana AleixoRevisão: Maria Martha Maciel Alencastro de Souza e Alice MaiolinoGuias participantes da 1ª fase: Danúbia Faria, Elizabeth Guichard, Heloísa Santos,Márcia Maciel, Maria Amélia Vieira, Vitória M.Nascimento e Viviane PaivaGuias participantes da 2ª fase: Alexandra Gama, Anderson Paes, Andreza de An-drade, Eliana Carvalheira, Eliane da Silva, Mirena Voll, Míriam Bandeira, MoisésCaitano e Vitória M. NascimentoProgramação Visual: Marisa Egrejas e Beto TameirãoFotos: Marisa EgrejasDesenhos: Margaret Rose Bazilio Pellizzaro

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