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MAPEAMENTO CULTURAL DOS BAIRROS
Carapina
Morro do Querosene
Nossa Senhora das Graças
Planalto
Santa Efigênia
Santa Helena
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SUMARIO
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O Guia que ora se apresenta é fruto de uma parceria exitosa entre duas organiz...
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Os dados apresentados nesse Guia são fruto de vasto trabalho de campo realiza-...
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•	 São Tarcisio - 465 pessoas
•	 Santa Terezinha – 4.413 habitantes
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Nas festas, destaque para os eventos religiosos, como barraquinhas, festa junina...
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Bolsistas da comunidade: Janaína Maria da Silva
e Suelen Maria dos Santos
História da comunidade
No meio...
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O calçamento foi construído a partir da mobilização do Padre João Verbeek, religioso
holandês, que era o padre responsá...
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Francisco Raimundo da Paixão, o Chicão, era um sapateiro vindo da área rural, parti-
dário de Jango e afeito à reforma ...
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Principais festas
FESTAS MÊS LOCAL
Baile da 3ª Idade Uma vez por mês Igreja Católica Sta. Terezinha
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dos Pioneiros, importante espaço de sociabilidade da cidade. A Prefeita Municipal, Elisa
Costa, esteve presente e, sens...
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Classificação: pinturas em tecidos, madeira e
reciclagem
Nome: Luciana Souza
Contato: Luciana Souza
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Música
Classificação: MPB
Nome: Miguel
Contato: Miguel Ângelo Souza
Endereço: Rua São Salvador, nº. 52 -...
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planalto
Bolsistas da comunidade:
Felipe Ferreira dos Santos e
Natanel Mendes Costa
História da
comunidade
A formação d...
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Quanto ao calçamento, inicialmente as ruas do bairro eram de paralelepípedo, de-
pois o asfalto foi sendo implantado. O...
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planalto
oficinas de grafite, música, capoeira, futsal, basquete e artesanato, ministradas respecti-
vamente por Nilton...
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Artista destaque
Artesanato nasce para filho
Elizete, 44 anos, seis filhos e cinco
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N° de componentes: 01
Necessidades/dificuldades do grupo: valo-
rização do seu trabalho.
Classificação: pintur...
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Dança
Classificação: capoeira
Nome: Capoeira Raiz do Brasil
Contato: Bruno Elizar Mendes
Endereço: Rua 3, nº. ...
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Bolsista da comunidade:
Carolina Santos Ferreira
História da
comunidade
O bairro de São Tarcisio
é um dos m...
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arcar com seus gastos, o SAAE ligou a água encanada no bairro na década de 1950.
Muitos outros moradores, no entanto, s...
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A escola antiga foi implantada por religiosos católicos, através de doações. A insti-
tuição era coordenada...
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pela Dona Maria das Graças, no “beira rio”, e as organizadas pelo Sr. Antônio Pereira,
na antiga travessa 1...
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que estou nadando entre nuvens, a poesia para mim é um hobby, utilizo como terapia e
para demonstrar o amor...
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Cadastro de artistas
Artesanato
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Bolsistas da comunidade: Luiz
Júnio Alves da Silva, Iana
Kelle Ferreira de Bessa e
Tatiane Rodrig...
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No entanto, a construção das moradias era muito precária. Primeiro devido ao elevado
preço dos materiais de construção....
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A energia elétrica também tardou a ser implantada. De acordo com alguns informan-
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Perfil cultural
A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o...
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Cadastro de artistas
Artesanato
Classificação: bordados manuais, pedraria e
crochê
Nome: Cristina...
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Tel.: (33) 3276-2475
Tempo de atividade: 02 anos
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Bolsistas da comunidade:
Áquila Daniely Fernandes
Ramos e William Bastos
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História da
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o leito do rio Doce, o córrego Figueirinha e os bairros vizinhos. Segundo relatos, tinham
que acordar de madrugada para...
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recebeu os primeiros postos de energia, ocorrendo, a partir deste momento, a gradativa
extensão da energia par...
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Guia Cultural de Governador Valadares - Volume I - Favela é Isso Aí

  1. 1. MAPEAMENTO CULTURAL DOS BAIRROS Carapina Morro do Querosene Nossa Senhora das Graças Planalto Santa Efigênia Santa Helena Santa Terezinha São Tarcisio Clarice Libânio (Org.)
  2. 2. guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
  3. 3. guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 SUMARIO APRESENTAÇÃO..............................................................................................5 PREFÁCIO.........................................................................................................7 BANCO DA MEMÓRIA • PERFIL CULTURAL DAS COMUNIDADES..............11 SANTA TEREZINHA....................................................................................13 PLANALTO.................................................................................................21 SÃO TARCÍSIO...........................................................................................29 NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS..............................................................37 CARAPINA.................................................................................................47 SANTA EFIGÊNIA.......................................................................................55 MORRO DO QUEROSENE / BAIRRO SANTA EFIGÊNIA............................61 SANTA HELENA.........................................................................................67 ENTIDADES E INSTITUIÇÕES QUE ATENDEM ÀS COMUNIDADES..............77 EQUIPE E CONTATOS.....................................................................................83
  4. 4. 5 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 O O Guia que ora se apresenta é fruto de uma parceria exitosa entre duas organiza- ções: Favela é Isso Aí - sediada em Belo Horizonte - e Núcleo Cidade Futuro, de Gover- nador Valadares. O envolvimento compartilhado viabilizou a realização desse trabalho, que também contou com o fundamental apoio da Secretaria de Estado da Cultura (via Lei Estadual de Cultura, na primeira etapa, e Fundo Estadual de Cultura, na segunda), da Prefeitura de Governador Valadares, da Vivo e da Gráfica e Editora O Lutador. A Associação Favela é Isso Aí é uma organização não governamental que tem como principal objetivo a divulgação da produção cultural e artística das periferias. A entidade surgiu no final de 2004, a partir do lançamento Guia Cultural de Vilas e Favelas, que identificou e cadastrou cerca de sete mil artistas nas 226 vilas, favelas e conjuntos habi- tacionais de Belo Horizonte. Um dos principais projetos desenvolvidos atualmente pela entidade é o Banco da Memória, que tem como objetivo propiciar a articulação e dar visibilidade para os artistas das comunidades, apoiando e registrando a diversidade cultural local. Após as ações de mapeamento cultural, os dados são disponibilizados ao público através do site do projeto (veja www.favelaeissoai.com.br/comunidades.php), que já contempla cerca de 50 comu- nidades em Belo Horizonte e interior mineiro. Em Governador Valadares, o Favela é Isso Aí estabeleceu parceria com o Núcleo Ci- dade Futuro, associação sem fins lucrativos que atua em prol de políticas que possam fortalecer as organizações do Terceiro Setor, em especial as da área cultural da Região do Vale do Rio Doce (MG). A associação tem como eixo estratégico e central de atuação a Cultura e o Desenvolvimento e sua missão é promover o diálogo, o debate e a mobiliza- ção entre as esferas governamental, privada e a sociedade civil, objetivando a consolida- ção de efetivas ações no campo das políticas de cultura e desenvolvimento. O Núcleo Cidade Futuro busca a consolidação de trabalho e produção de tecnologias sociais com foco em quatro áreas de atuação: Formação e Capacitação em Gestão Cultu- ral; Diagnóstico e Informações Culturais; Patrimônio Histórico e Cultural, e Audiovisual, com ênfase em Memória. As informações que vocês verão nas próximas páginas buscam descortinar um olhar sobre a cultura das comunidades de Governador Valadares, tendo início a partir de oito delas: Carapina, Nossa Senhora das Graças, Planalto, Querosene, Santa Efigênia, Santa Helena, Santa Terezinha e São Tarcísio. O mapeamento do patrimônio imaterial encontrado nessas comunidades apresenta- se como oportunidade ímpar não somente para o conhecimento da realidade local, mas também, e principalmente, para o fortalecimento e divulgação dos artistas residentes nessas comunidades, que tantas dificuldades enfrentam para desenvolver sua arte com qualidade. Importantes também são as informações sobre as entidades e instituições que aten- dem aos moradores dos bairros mapeados, serviço de utilidade pública fundamental para a população desses territórios. Nosso especial agradecimento aos jovens bolsistas que participaram dos trabalhos, moradores das comunidades pesquisadas, que contribuíram de maneira decisiva para o resultado que se apresenta agora ao público e que, espera-se, irá contribuir para um novo olhar sobre esses bairros e sua cultura.
  5. 5. guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
  6. 6. 7 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 O Os dados apresentados nesse Guia são fruto de vasto trabalho de campo realiza- do entre 2009 e 2010, tendo como foco oito comunidades da cidade de Governador Valadares. Ele pretende ser um primeiro volume de uma série, cuja continuidade visará abranger outros bairros da cidade. Antes de passar à apresentação dos resultados das pesquisas, faz-se fundamental contextualizar essas comunidades na história valadarense, na esteira da expansão urbana e surgimento de novos bairros na cidade, nos meados do século XX. Figueira do Rio Doce, até então distrito do município de Peçanha, alcançou a sua emancipação política no ano de 1938. Um ano após, a recém criada cidade muda o seu nome para Governador Valadares, em homenagem ao então governador de Minas Gerais. Interessante apontar que, diferente da maioria das cidades brasileiras, Governador Valadares se desenvolveu a partir de um planejamento prévio, pautado em um ideal de modernização e racionalidade urbana. As décadas de 1940/50 em Governador Valadares demonstraram um notável cresci- mento econômico, trazendo a convicção de que a cidade seria um pouso adequado para aqueles que buscavam alcançar sucesso material e boas condições de vida. Desta forma, chegaram à cidade inúmeros migrantes, que tentavam a sorte buscando empregos no ramo da extração de mica - mineral utilizado na indústria de guerra - e de madeira. A mica era exportada para Alemanha e Japão, mas após a aliança entre Brasil e Estados Unidos, no período da segunda guerra mundial, tal produto passou a ser re- manejado somente pra esse último. A cidade passa a ser vista internacionalmente. No fim da década de 1950 o ramo da mica entra em decadência restando apenas algumas pequenas refinarias do mineral. É justamente neste momento que surge a necessidade de abrigar esta enorme massa de trabalhadores braçais e desempregados que vinham da zona rural mineira e nordes- tina. Importante mencionar que a implantação da rodovia Rio-Bahia, no início dos anos quarenta, contribuiu significativamente para este quadro de crescimento populacional em Governador Valadares. Alguns dados apontam que entre as décadas de 1940 e 1950 a população da cidade aumentou de 5.734 para 20.357 habitantes e, na década seguinte, passou surpreenden- temente para 70.494 habitantes. A partir das grandes mudanças econômicas, surgem novos bairros na cidade para abrigar os trabalhadores. Inclui-se nesse caso a maior parte das comunidades que foram mapeadas nesse trabalho, diversificando ainda mais o perfil sociocultural de Governador Valadares. Em fins da década de 1960 e início da década de 1970, Governador Valadares entra num período que muda a dinâmica desenvolvimentista de então. Os valadarenses, em busca de uma vida melhor, começam a emigrar, primeiramente para os Estados Unidos e depois para outras regiões do globo. Essa dinâmica migratória tem decrescido muito nos últimos anos, devido às dificuldades legais de aceitação de imigrantes nos países em foco. Nos dias atuais, de acordo com dados fornecidos pela Prefeitura, as comunidades pesquisadas somam, juntas, mais de 25 mil habitantes, assim distribuídos:
  7. 7. 8 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 • São Tarcisio - 465 pessoas • Santa Terezinha – 4.413 habitantes • Planalto – 1.628 habitantes • Carapina – 2.784 pessoas • Nossa S. das Graças – 4.177 moradores • Querosene – 1.276 moradores • Santa Helena – 9.663 habitantes • Santa Efigênia - 780 pessoas. Através da seleção e capacitação de jovens bolsistas moradores nesses bairros, partiu- se para o cadastramento da situação cultural encontrada nos oito locais. Os próprios jovens, supervisionados pelas equipes Favela é Isso Aí e Cidade Futuro, foram a campo para pesquisar as manifestações culturais locais, as principais festas, os artistas em ativi- dade; mapear os principais serviços e entidades que atendem aos bairros e, por fim, ouvir moradores mais antigos e lideranças representativas. Como resultado, foram cadastrados 176 grupos culturais nas oito comunidades, que envolvem cerca de 890 artistas em suas atividades. Vale destacar que predominam as manifestações ligadas à música, seguidas daquelas relacionadas às atividades artesanais, em suas mais diversas formas. Na música, os estilos mais presentes são o funk e a música religiosa, católica ou evan- gélica, seguidos do samba e pagode, do forró e do sertanejo. Entretanto, também há representantes de vários outros estilos, entre eles o rock, o pop, a MPB, o rap, a música instrumental e o canto coral. Quanto às atividades artesanais, a arte do bordado é a mais disseminada entre os cadastrados, seguida dos trabalhos manuais em tricô, crochê, pintura em tecido, objetos em madeira e materiais reciclados. Também há os artistas ligados às artes plásticas, principalmente pintura, desenho e grafite; ao teatro, em especial a comédia e as atividades circenses; e à dança, com desta- que para a capoeira, o break, axé, dança de rua, dança de salão, balé e jazz. Cada bairro tem sua característica particular, que o leitor poderá conferir nas próxi- mas páginas: desde as bordadeiras do bairro Santa Helena, até os músicos do bairro São Tarcísio, a diversidade cultural é o que marca a cara das comunidades de Governador Valadares.
  8. 8. 9 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1 Nas festas, destaque para os eventos religiosos, como barraquinhas, festa junina, festas das padroeiras e outras atividades comunitárias. Para atendimento das demandas da comunidade, foram cadastrados 45 entidades ou equipamentos públicos, alguns no próprio bairro, outros atendendo a mais de um dos bairros, outros ainda localizados no centro da cidade, servindo à população do mu- nicípio como um todo. Por esse motivo, optou-se por apresentá-los agrupados ao final do volume. Desse total, são 10 associações de moradores; sete equipamentos de saúde; 12 esta- belecimentos de ensino, nos diversos níveis; uma biblioteca; dois CRAS – Centro de Refe- rência da Assistência Social; dois núcleos ligados à segurança; um centro de convivência; sete serviços religiosos ou assistenciais; uma lavanderia comunitária e dois equipamentos de esporte e lazer. Espera-se que as informações aqui relatadas possam contribuir para divulgar a rica cultura presente nesses bairros, mas também para registrar e fortalecer a memória local, as manifestações populares e a arte feita nas comunidades. Bom proveito, leitor! Clarice Libânio | Antropóloga e coordenadora-executiva Favela é Isso Aí Juliano Nogueira de Almeida | Historiador Colaboração: Ruivan Ferreira Gomes | Historiador
  9. 9. guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
  10. 10. 11
  11. 11. 12
  12. 12. 13 santaterezinha Bolsistas da comunidade: Janaína Maria da Silva e Suelen Maria dos Santos História da comunidade No meio de suas ruas estreitas, as tradi- cionais conversas na porta das casas marcam o cotidiano do Bairro de Santa Terezinha, que atualmente possui mais de 4.500 moradores, segundo a Secretaria de Planejamento do município. Os mais antigos dizem que a vida no bairro melhorou muito e que ocorreram muitas conquistas. A ocupação do bairro se intensificou no início da década de 1950. Os morados antigos informaram que no início ocorreram algumas invasões e doações de lotes pelo poder públi- co municipal, mas o que predominava eram as compras de lotes por aproximadamen- te um Conto de Réis, para serem pagos ao longo de 10 anos. Dentre os moradores mais antigos se destacam o Sr. João e a Dona Conceição. Muitos vinham de cidades como Peçanha, Coluna e Coroaci. A prefeitura comprou o terreno de um fazendeiro e agrônomo. As primeiras casas eram de “casqueira” (madeira ruim). Muitos moradores conseguiam as tábuas nas ma- deireiras próximas. Por sinal, muitos deles trabalhavam nestes estabelecimentos, que passavam por um momento de produção intensa. Também era muito comum a constru- ção de casas de barro. De acordo com informações de um morador antigo, a Rua São Luiz era a entrada do bairro. Neste ponto tinha uma porteira na esquina com a Rua Salvador e para cima era pasto. Dentre as ruas mais antigas pode-se citar as ruas São Salvador, São Luiz, Curitiba e Florianópolis. A infraestrutura nesta época era muito precária. A água utilizada inicialmente era do córrego Figueirinha, que não era poluído. As mulheres lavavam roupas no rio Doce. Além disso, tinha um chafariz perto do atual pos- to do SAAE. Contam os antigos que algumas pessoas vendiam água do Figueirinha na Rua do Sapo, no bairro Nossa Senhora das Graças. Com o tempo, as águas foram sendo poluídas a ponto de se tornarem impróprias para o uso doméstico. Surgiu um chafariz na Rua São Luiz, perto da casa do Sr. Coelho, que facilitou o acesso à água. A rede de água encanada foi instalada na mesma época que a energia elétrica. A rede de luz caia muito e o recurso era o uso de lampiões. O fogão era à base de pó de serragem, também adquirido nas serrarias da região.
  13. 13. 14 O calçamento foi construído a partir da mobilização do Padre João Verbeek, religioso holandês, que era o padre responsável pela igreja Católica do bairro de Santa Terezinha. Antes do calçamento as ruas eram enlameadas. Na década de 70 já havia água e luz, mas calçamento somente em uma parte do bairro. Os moradores do bairro - tendo à frente o Sr. Jair - se mobilizaram para pedir o calçamento que faltava ser concluído, o que ocorreu na década de 80. A rede de esgoto está presente na maior parte do bairro, mas infelizmente muitas pessoas jogam seus dejetos no Figueirinha. Este fato colabora para o aparecimento de roedores, insetos e a permanência de um cheiro desagradável na região próxima à mar- gem. A poluição atual das águas não condiz com a tradicional utilização do rio pelos pescadores do bairro de Santa Terezinha, que até sustentam carteira de pescador profis- sional emitida pela Marinha do Brasil e que ganhavam sua vida com esta profissão. As balsas são serviços tradicionais no bairro. Para atravessar o rio incontáveis pessoas já utilizaram os serviços do falecido Jesus Farias, um dos condutores de balsa mais antigos do Santa Terezinha. Com as enchentes, este serviço se torna perigoso, exigindo do condutor manobras ágeis e bem calculadas. No bairro também havia muitas lavadeiras, que utiliza- vam quaradores coletivos. Lavavam no rio Figueirinha, depois passaram para o rio Doce. Números apontam que os maiores volumes das enchentes foram os dos anos 1979, 1985, 1997, 2003 e 2005. Porém, de acordo com alguns moradores, a enchente que causou mais estragos foi a do ano de 1979, que durou aproximadamente 16 dias. Re- lembram tristemente que as casas de muitas pessoas foram embora nas águas do rio naquele ano. Com a enchente de 1979, muita gente ficou desabrigada. Muitos tiveram que per- noitar no grupo escolar, na igreja e na casas de parentes. As pessoas, sob a liderança do Sr. Jair, da associação do bairro, em uma manifestação de coletivismo se mobilizaram para tentar resolver os problemas dos impactos e os danos da inundação. Apesar dos problemas, as pessoas se demonstraram solidárias, afirmam os moradores antigos. A prefeitura também ajudou, mas muitos custaram para reconstruir suas vidas. Além da extração de madeira, houve um momento que alterou bastante a expectati- va de trabalho e de renda dos moradores do bairro. A ampla extração de mica renovou os ânimos dos moradores, mas gradativamente a fonte se esgotou. Depois surgiram outros minerais, apesar de não terem a mesma cotação da mica. Boa parte dos moradores do bairro de Santa Terezinha era egressa do campo. Tra- balhavam ou já haviam trabalhado com agricultura ou com prática extrativista de mica ou madeira. Muitos foram expulsos de suas terras no campo, mesmo tendo trabalhado e criado vínculos de décadas com a porção da terra do patrão que lhes foi destinada. Com a proliferação e intensificação dos movimentos rurais de esquerda, sobretudo das ligas camponesas - infladas durante o contexto de proposição de reformas de base pelo presidente João Goulart, no início da década de 1960 - muitos trabalhadores rurais do bairro Santa Terezinha se deixaram influenciar pelas novas propostas.
  14. 14. 15 Francisco Raimundo da Paixão, o Chicão, era um sapateiro vindo da área rural, parti- dário de Jango e afeito à reforma agrária. Ele se confrontou com os fazendeiros da região ao se tornar adepto da reforma agrária, “na lei ou na marra”. Após semanas de agitação, no final do mês de março de 1964, às vésperas do golpe militar, os fazendeiros rumaram fortemente armados até a sede do Sindicato dos Traba- lhadores Rurais na Lavoura, localizado no Bairro Santa Terezinha, na sapataria do Chicão. No bairro estavam sendo recrutadas pessoas para ocupar as terras devolutas, sobretudo após a proposta do presidente Jango de implantar a reforma no campo. Contam que foram disparados mais de trezentos tiros na Praça do Santa Terezinha. Durante estes confrontos, vários saíram feridos e algumas pessoas mortas. Até hoje mui- tos moradores não gostam de falar sobre este triste episódio. O posto policial, ativado na década de 1980, ficava inicialmente na Rua Florianópolis, depois se mudou para a Rua Juscelino Kubitschek, no início dos anos 2000. A creche que atende ao bairro fica atualmente no vizinho bairro São Paulo. A escola, que já existia desde a década de sessenta, deixou de atender em 2009, mas promete reabrir depois de concluídas as reformas. A igreja de Santa Terezinha funcionava junto à escola, em um terreno cedido pela prefeitura à Mitra Diocesana. Depois ocorreu a mudança da igreja para o local atual, também território pertencente ao bairro São Paulo. Um dos informantes lembra que no início dos anos de 1963 a comunidade recebeu a visita de alguns padres missionários, no mesmo ano de construção da capela antiga. A igreja tem um coral que funciona há décadas. Muitos dos que lá cantam ou can- taram faziam parte do coral da igreja de Nossa Senhora Lourdes. Dentre os participantes dos corais no bairro estão o senhores Edson Leite, Pedro Olavo, Sebastião Moura, João Costa e Juventino Prado. A banda do primeiro batalhão também tocava no bairro, a pe- dido do padre João Verbeek. Além da igreja católica que nomeia o bairro, a igreja Batista Renascer é bem antiga, por sinal já comemorou seus cinqüenta anos. Além destas igrejas existem outras evangélicas no bairro. Na Rua São Luiz e na Curitiba aconteciam festas juninas memoráveis. As barraqui- nhas da igreja, por sinal, são bastante tradicionais. Dizem que o pastel de maio da bar- raquinha é muito famoso. Antigamente tinham mais batuqueiros no bairro que tocavam, sobretudo durante o carnaval, lembra um morador antigo. Dentre os músicos se destacava o Cláudio Palmei- ra. Eles desfilavam mês de fevereiro, do Serra Lima até os Pioneiros. Os moradores também relembram o antigo campo do Cruzeirinho, que fica no bair- ro. Foram formados os times do Santa Terezinha, coordenado pelo Sr. Jair, e o time do Cruzeiro, que disputavam muitos jogos pela cidade e arredores. Dentre os pontos comerciais antigos do bairro se destacavam o Armazém Fé em Deus e também o bar do Sr. Juventino Prado. A pracinha é um local tradicional de socialização. O horto municipal - onde há um bosquinho - é um dos lugares mais freqüentados por quem quer praticar esportes no bairro. Tem pista de skate e tem palco para apresenta- ções, onde ocorrem shows de hip-hop e rock. Havia uma quadra no bairro, do lado do campo, hoje abandonada. Enfim, é preciso dizer que estas informações são apenas alguns fragmentos da me- mória dos moradores. No bairro existem muitas histórias a serem contadas. Por isso, e por outros motivos, os antigos moradores do bairro devem ser valorizados, pois carre- gam consigo as lembranças de momentos remotos, ligados ao processo de formação e consolidação deste tradicional bairro de Governador Valadares. santaterezinha
  15. 15. 16 santaterezinha Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Baile da 3ª Idade Uma vez por mês Igreja Católica Sta. Terezinha Barraquinhas Mês de maio Igreja Católica Sta. Terezinha Festa Junina Junho Igreja Católica Sta. Terezinha Festa da Padroeira Outubro Igreja Católica Sta. Terezinha Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade, revelou que existem pelo menos 22 artistas-solo e grupos culturais no bairro Santa Terezinha, que envolvem em suas ativida- des aproximadamente 208 pessoas. A maior parte da produção artística é na área da Música, somando sete cadastros (31,8%). Em segundo lugar está a área do Artesanato, com seis cadastros (27,3%) na comunidade. Em terceiro lugar a área da Dança, com quatro cadastros (18,2%). Foram também cadastrados três (13,6%) artistas ou grupos culturais da área das artes plásticas, um artista da Literatura e uma estilista, que desenha roupas de festas. As maiores necessidades relatadas pelos artistas são a falta de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico, além da divulgação de seus trabalhos, citadas cada uma por 11 dos artistas entrevistados (50%). Dois deles (9,1%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho. Artista Destaque Desenhar fantasias para o Mundo A bela vista do Pico do Ibituruna há doze anos serve de inspiração a Maria Aparecida, estilista e pedagoga. Durante oito anos foi dona e diretora de uma escolinha infantil. Com a necessidade de alugar fantasias para crianças, matriculadas na escolinha, descobriu um novo nicho de mercado e uma nova voca- ção. Desde então, desenhar fantasias e roupas para festas se tornou seu ofício. Montou a loja Mundo Fantasia, com to- tal apoio da família. No início, desenvolvia a atividade em um quarto. Ao perceber o cres- cimento do empreendimento, o pai lhe ofere- ceu o terraço. Após o aumento da demanda, ampliou a participação da família no negócio, mãe e irmãs começaram a auxiliar no atendi- mento aos clientes. Maria Aparecida disponibiliza tempo para ações junto à comunidade onde mora. Em 2009, ensaiou um grupo de crianças para inauguração do presépio de natal na Praça
  16. 16. 17 dos Pioneiros, importante espaço de sociabilidade da cidade. A Prefeita Municipal, Elisa Costa, esteve presente e, sensibilizada pela performance das crianças, a convidou para reapresentação no “Teatro Atiaia”. O ápice da produção chega com a Festa da Fantasia. Evento tradicional na cidade há 20 anos, já contou com a apresentação de Nando Reis, Rita Lee e Skank, dentre outros artistas brasileiros. Sempre acontece na Açucareira, antiga usina de cana-de-açúcar, tam- bém patrimônio histórico tombado de Governador Valadares. Maria Aparecida afirma que as maiores procuras são por aniversários temáticos e também por parte de moradores de cidades vizinhas. Uma das maiores dificuldades é encontrar matéria-prima na cidade para a confecção das fantasias. Seu desejo, hoje, é ampliar mais o negócio e iniciar a venda de acessórios: “devido à fragilidade dessas pe- ças, muitas vezes alugamos e elas voltam estragadas”, diz. Contato: Mundo Fantasia - Maria Aparecida Vilela Apolônio (33) 3221-7992 Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bordados em ponto cruz, va- gonite, macramê, hardanger (bordado tipo crivo), tricô, crochê Nome: Grupo de Mães Edelwais Contato: Dejanira Passos de Freitas Endereço: Rua Dona Zulmira Pereira da silva, nº. 558 – Bairro São Paulo – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.030-140. Tel.: (33) 3221-3644 / (33) 9989-6165 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: decoração infantil, enfeites, trabalho manual Nome: Nica Decorações Contato: Nilene Rodrigues Lima Endereço: Rua Curitiba, nº. 1109 – Bairro Santa Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-2954 / (33) 9964-7065 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para trabalhar. Classificação: bordados em ponto cruz, lem- branças para casamentos, bonecas, pintura em fraldas, imã de geladeira, porta jóias, pin- tura em gesso. Nome: Alessandra da Silva Souza Ligrorio Contato: Alessandra da Silva Souza Ligrorio Endereço: Rua Florianópolis, nº. 367 - Bairro Santa Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-160. Tel.: (33) 4141-1835 Tempo de atividade: 08 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceira para comprar matéria-prima e divul- gação. Classificação: bordados, pintura em tecidos Nome: Dulcinéia Alves Silveira Contato: Dulcinéia Alves Silveira Endereço: Rua Curitiba, nº. 835 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-9875 / (33) 8419-2939 Tempo de atividade: 38 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e divulgação. Classificação: bonecas de lã, cestinhas de garrafas pet Nome: Anna Frederica da Silva Contato: Anna Frederica da Silva Endereço: Rua Curitiba, nº. 603 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7237 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade com a visão. santaterezinha
  17. 17. 18 santaterezinha Classificação: pinturas em tecidos, madeira e reciclagem Nome: Luciana Souza Contato: Luciana Souza Endereço: Rua Curitiba, nº. 495 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7855 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e falta de valorização do seu trabalho. Artes Plásticas Classificação: pinturas em tela Nome: Luciana Souza Contato: Luciana Souza Endereço: Rua Curitiba, nº. 495 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7855 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e falta de valorização do seu trabalho. Classificação: pintura em telas Nome: Dulcinéia Alves Silveira Contato: Dulcinéia Alves Silveira Endereço: Rua Curitiba, nº. 835 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-9875 / (33) 8419-2939 Tempo de atividade: 38 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e divulgação. Classificação: desenhos Nome: Yuri Contato: Yuri Pereira dos Santos Endereço: Rua Porto Alegre, nº. 360 - Bairro Santa Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-470. Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Dança Classificação: balé e jazz Nome: Ministério de Dança Santa Terezinha Contato: Tiago Henrique de Souza Marçal Endereço: Rua José de Tassis, nº. 37 – Bairro São Paulo – Governador Valadares – MG – CEP: 35.250-030. Tel.: (33) 3272-6250 Tempo de atividade: 01 ano N° de componentes: 40 Necessidades/dificuldades do grupo: inte- resse e apoio da comunidade. Classificação: dança salão e outros estilos Nome: Banda Baile Contato: Kelly Dayane Oliveira Aguiar Endereço: Rua Florianópolis, nº. 247 – Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-160. Tel.: (33) 3272-3343 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 26 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: break, dança de rua Nome: Marver Crew Contato: Jhulyano Simões Silva Endereço: Rua São Salvador, nº. 109 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 8801-6256 Tempo de atividade: 02 N° de componentes: 10 Necessidades/dificuldades do grupo: pa- trocínio para participar de campeonatos. Classificação: capoeira Nome: Natura Ginga Contato: Gilsivanir Ferreira Rodrigues de Ma- cedo Endereço: Rua Aracajú, nº. 133 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-020. Tel.: (33) 9911-2096 / (33) 9908-5096 Tempo de atividade: 01 mês N° de componentes: 69 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e falta de instrumentos. Literatura Classificação: poesia Nome: Anna Frederica da Silva Contato: Anna Frederica da Silva Endereço: Rua Curitiba, nº. 603 - Bairro San- ta Terezinha - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-100. Tel.: (33) 3221-7237 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade com a visão
  18. 18. 19 santaterezinha Música Classificação: MPB Nome: Miguel Contato: Miguel Ângelo Souza Endereço: Rua São Salvador, nº. 52 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3271-8318 / (33) 8859-6422 Tempo de atividade: 20 N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espaço para ensaios, estrutura física, equi- pamentos em geral, investidores e músicos disponíveis. Classificação: gospel Nome: Ministério Serafins da Adoração Contato: Diogo Pereira Rossi Endereço: Rua São Salvador, nº. 284 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-0993 Tempo de atividade: 06 meses N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e apoio da sociedade. Classificação: forró universitário Nome: Maracangalha Contato: Diogo Pereira Rossi Endereço: Rua São Salvador, nº. 284 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-0993 Tempo de atividade: 08 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e apoio da sociedade. Classificação: forró universitário Nome: Trio Jequitibá Contato: Diogo Pereira Rossi Endereço: Rua São Salvador, nº. 284 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-0993 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 03 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação e apoio da sociedade. Classificação: religiosa católica Nome: Cantoria Santa Terezinha Contato: Creuza Maria de Cristo Endereço: Rua da Prata, nº. 21 – Bairro São Paulo - Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-480. Tel.: (33) 3221-0263 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 16 Necessidades/dificuldades do grupo: in- centivo e participação da família. Classificação: pagode (toca cavaquinho) Nome: Marcos Moreira Contato: Marcos Moreira Endereço: Rua São Salvador, nº. 391 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3083-0050 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: sertaneja Nome: Zé Jão e Adelado Contato: Adelado Morais Caldeira Endereço: Rua João Pessoa, nº. 173 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-230. Tel.: (33) 3221-1031 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: es- trutura financeira e divulgação nos meios de comunicação. Outras Classificação: estilista, cria roupas de festas e fantasias. Nome: Mundo Fantasia Contato: Maria Aparecida Vilela Apolônio Endereço: Rua São Salvador, nº. 333 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-690. Tel.: (33) 3221-7992 Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: en- contrar matéria-prima na cidade. Teatro Classificação: arte circense Nome: Palhaço Fofoquinha Contato: Silvestre Pereira de Oliveira Endereço: Rua Omar Magalhães, nº. 780 - Bairro Santa Terezinha – Governador Valadares – MG – CEP: 35.030-740. Tel.: (33) 9971-1609 Tempo de atividade: 25 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação, figurinos e maquiagem.
  19. 19. 20
  20. 20. 21 planalto Bolsistas da comunidade: Felipe Ferreira dos Santos e Natanel Mendes Costa História da comunidade A formação do bairro Planalto está associada ao processo de expansão urba- na da cidade de Governa- dor Valadares. Muitos mo- radores vieram de fora da cidade, de municípios como Virginópolis, por exemplo. Outros chegaram de bairros de Governador Valadares, como o Nossa Senhora das Graças e o Altinópolis. Dentre os primeiros moradores estão Dona Angélica e os senhores João, Manoel Lima, Sebastião Luiz e Eurico Pereira. Segundo alguns moradores antigos, o bairro surgiu aproximadamente no início da década de setenta. O terreno era pasto de uma fazenda, que foi loteada e vendida atra- vés de financiamento da Caixa Econômica Federal. Vale mencionar que boa parte do bairro precisou ser aterrada. O material de construção vinha do centro da cidade em carroças ou caminhões. Atualmente, existe loja de material de construção no bairro, o que facilita bastante a realização de construções, poupando trabalho, dinheiro e tempo. As casas, em sua imensa maioria, sempre foram de tijolos, apesar de não terem rebo- que. As casas da Caixa Econômica eram praticamente iguais. Mas também existiam casas de barro batido e folhas de compensado. Inicialmente as pessoas tinham muita dificuldade para conseguir água. As famílias buscavam água em bicas, por exemplo, uma que ficava em frente ao posto de gasolina, na BR-116. Apesar de não ter tardado muito a ser implantada, a rede de água era muito precária. Às vezes faltava água por semanas e o carro pipa tinha que ser enviado. De- vido a esta situação, as mulheres lavavam roupa e as pessoas se banhavam no córrego Figueirinha. De acordo com entrevistados, a água ainda falta. É comum a comunidade ficar dois ou três dias sem água, até mesmo na escola. Isto dificulta o andamento das aulas. Ape- sar disso, o serviço de abastecimento de água melhorou muito, sobretudo depois da construção da caixa d’água. A rede de água vinha do Altinópolis. A rede de esgoto, por sua vez, foi sendo construída gradativamente. Hoje em dia ela apresenta bom funciona- mento. A energia se estabeleceu no bairro de forma mais rápida. Nos meados da década de setenta já existia energia nos postes. No entanto, eram poucos os que tinham luz em casa. Com o tempo a Prefeitura cedeu vários padrões simples, outros moradores com- praram padrões por conta própria.
  21. 21. 22 Quanto ao calçamento, inicialmente as ruas do bairro eram de paralelepípedo, de- pois o asfalto foi sendo implantado. O asfalto chegou primeiro no “Acesso 2”, depois na Avenida A e, gradativamente, em outras ruas do bairro. A avenida A é uma das principais ruas que cortam o bairro e abrigava algumas das primeiras casas que lá surgiram. Há alguns anos um pedaço da Rua 5 desmoronou. O problema ainda persiste, o que impos- sibilita a passagem do ônibus. A Rua 7 e a 2 também carecem de um bom calçamento. O caminhão de limpeza quase não vinha, o lixo tinha que ser queimado nos lotes. Atualmente vem três vezes por semana e os funcionários da Prefeitura varrem a rua uma vez por semana. O transporte é razoável, passam dois ônibus dentro do bairro. No início não tinha ônibus direto, era preciso ir a pé ao centro ou pegar ônibus no “Acesso 2”. Um dos principais líderes da comunidade era o Zé Teixeira. Foi o primeiro presidente da associação de bairro e ajudou na luta para de implantação da escola. Depois vieram outros, como Valderci, Salvador, Carlão e Edvaldo. A associação, que acompanhou o desenvolvimento do bairro, não tem sede. As pessoas se reúnem no salão da igreja de São Francisco, na avenida A. A igreja de São Francisco, tal como inúmeras casas do bairro, foi construída a partir de um mutirão. A capela é do início de ocupação do bairro. Era pequena, depois foi ampliada. A imagem do santo chegou com a ampliação da igreja. Colocaram a torre e aumentaram o tamanho, depois fizeram um painel do santo em azulejo no frontão da igreja. O padre veio da igreja de Lourdes. As donas Elvira e Elza eram responsáveis pelo salão paroquial e, atualmente, estes serviços são prestados pela senhora Beth e Claudi- céia. Além da igreja de São Francisco, há outras igrejas no Planalto, como a Assembléia de Deus, que já existe a um bom tempo no bairro, e outras mais novas. Esses espaços, além de agregarem os fiéis durante as cerimônias e cultos, servem como importantes espaços de socialização. No salão paroquial são oferecidas oficinas para a garotada. Na falta de uma creche no bairro, as crianças participam de diversas atividades, sobretudo esportivas e lúdicas, desenvolvidas no espaço da igreja de São Francisco. No mês de maio acontecem barra- quinhas. Segundo moradores, vem gente até mesmo de fora para participar da festa. Também acontecem festas de fim de ano e de comemoração do dia das crianças. As únicas opções de lazer no bairro são o pátio da igreja e o espaço da escola. A igre- ja tem um lote onde se pretende construir uma área de lazer, mas, segundo moradores, a verba está curta para dar início às obras. Nos espaços da escola e da igreja acontecem
  22. 22. 23 planalto oficinas de grafite, música, capoeira, futsal, basquete e artesanato, ministradas respecti- vamente por Nilton, Natália, Nelson, Maurício, Roberto e Nelzinha. A Escola Adélia Ribas começou junto com o bairro. Passou por várias reformas, como uma das maiores conquistas da comunidade escolar, que foi a construção da quadra. An- tes só havia até a quarta série do Ensino Fundamental e hoje a escola oferece até a oitava série. A cantina foi ampliada, colocaram cobertura na quadra e fizeram quiosques. Não tem posto de saúde no bairro, quando os moradores precisam de assistência médica básica vão até o CRAS. Antigamente, no local atual do CRAS ficava um posto policial. Atualmente a polícia faz rondas rotineiras no bairro. A maioria das pessoas que moram no bairro trabalha como pedreiros, domésticas, costureiras e mais uma diversidade de profissões. Dentre os comércios mais antigos estão os estabelecimento dos senhores Arcelino, Severino, Dagmar e Bacana. No bairro existia um campo e um time de futebol, o União Planalto, coordenado pelo Carlinhos Huck e pelo Sebastião Cardoso. O time participava de disputas regionais e alcançou importantes vitórias. Os moradores antigos faziam algumas serenatas no bairro. Dentre os seresteiros e músicos antigos do Planalto - que inclusive se encontravam no bar do Dica, no “Acesso 2” - estavam Zé do Posto, o Sargento Adão, o senhor Dida e o próprio senhor Dica. Estas lembranças e outras, ligadas às lutas, às vivências e às amizades, fazem do bair- ro Planalto um bairro bastante peculiar dentro da cidade. Este breve histórico demonstra que apesar do bairro ter se formado bem depois que muitos outros da cidade, ele apre- senta uma rica história marcada por suas especificidades e seu próprio contexto. Principais festas FESTAS DIA / MÊS LOCAL Festa Junina Junho Igreja Católica São Francisco de Assis Festa de São Francisco 05 de Outubro Igreja Católica São Francisco de Assis Festa dia das Crianças 12 de Outubro Igreja Evangélica Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo menos 19 artistas-solo e grupos culturais no bairro Planalto, que envolvem em suas ati- vidades aproximadamente 73 pessoas. A maior parte da produção artística é na área do Artesanato, somando 11 cadastros (57,9%). Em segundo lugar está a área da Música, com quatro cadastros (21,0%) na comunidade. Em terceiro lugar vem a área da Dança, com três cadastros (15,8%). Foi também cadastrado um artista da área das artes plásticas. A maior necessidade relatada pelos cadastrados é a de recursos materiais e financei- ros para produção do trabalho artístico, citada por 11 dos artistas entrevistados (57,9%). Cinco deles (26,3%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ ou apresentar seu trabalho.
  23. 23. 24 planalto Artista destaque Artesanato nasce para filho Elizete, 44 anos, seis filhos e cinco netos, mais um a caminho, sempre foi batalhadora. Interessou-se pelo cro- chê há 16 anos, quando estava grá- vida, para fazer roupas para o bebê, quando nascesse. É uma verdadeira autodidata na arte do crochê. Con- ta: “ninguém me ensinou, tive que aprender a fazer sozinha”. Desenvolveu também habilidades com materiais reciclados, compondo com garrafas pets, rosas, flores, den- tre outras formas. No momento, além das roupas para bebês, cria também peças para adultos, como biquínis e saias: “só não fiz vestidos ainda”, diz. Apesar de sempre estar criando, o ofício contribui pouco para renda da casa. Às ve- zes, alguns vizinhos passam à sua porta, gostam de exemplares expostos na janela ou já sabendo de sua habilidade, encomendam uma peça ou outra. Mas, na maior parte do tempo, o crochê e o artesanato em material reciclado são hobby. Elizete comenta que um dos maiores problemas que enfrenta é escoar os produtos e por isso seria interessante se tivesse alternativas para vendas. Além disso, um dos seus maiores sonhos é poder ensinar seu trabalho “passar para frente, multiplicar, ensinar as pessoas”. Contato: Elizete - (33) 9968-5906 Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bordados em ponto cruz, bis- cuit, enfeites artesanais Nome: Meire Araujo de Souza Contato: Meire Araujo de Souza Endereço: Rua 3, nº. 562 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 8807-8011 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial muito caro e falta de valorização do seu trabalho. Classificação: bordados em ponto cruz, crochê, porta retratos com jornais reciclados, flores com garrafa pet Nome: Elizete Ferreira da Silva Contato: Elizete Ferreira da Silva Endereço: Rua 6, nº. 293 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 130. Tel.: (33) 9968-5906 Tempo de atividade: 16 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial muito caro. Classificação: pinturas em pano de prato Nome: Bruna Eliza Mendes Contato: Bruna Eliza Mendes Endereço: Rua 3, nº. 26 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 9989-1551 Tempo de atividade: 01 ano
  24. 24. 25 planalto N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: valo- rização do seu trabalho. Classificação: pintura em tecidos, fraldas e panos de prato Nome: Rosinei Rodrigues dos Santos Contato: Rosinei Rodrigues dos Santos Endereço: Rua 8, nº. 173 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 640. Tel.: (33) 3221-0672 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- téria-prima e espaço para trabalhar. Classificação: crochê, roupas Nome: Eva Félix Barbosa Contato: Eva Félix Barbosa Endereço: Rua 9, nº. 499 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 100. Tel.: (33) 9904-6932 Tempo de atividade: 40 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade para a montagem do trabalho. Classificação: bordados em ponto cruz, cro- chê Nome: Creuza Alves Pinto Contato: Creuza Alves Pinto Endereço: Rua 7, nº. 57 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 140. Tel.: (33) 8852-7634 Tempo de atividade: 33 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de material. Classificação: bordados em ponto cruz, bis- cuit, bonecas Nome: Clélia Maris Alves Barbosa Contato: Clélia Maris Alves Barbosa Endereço: Avenida A, nº. 678 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-7558 Tempo de atividade: 16 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: local para venda do trabalho e falta de valorização. Classificação: artesanato com gesso e mate- rial reciclado Nome: Maria de Lourdes Pereira Contato: Maria de Lourdes Pereira Endereço: Rua 10, nº. 718 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 080. Tel.: (33) 3221-9490 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de material. Classificação: artesanato com material reci- clado Nome: Dilma Miranda de Souza Contato: Dilma Miranda de Souza Endereço: Rua 7, nº. 348 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 140. Tel.: (33) 3273-2039 Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bijuterias, artesanato em gesso e com material reciclado Nome: Eliene Rocha Soares Contato: Eliene Rocha Soares Endereço: Avenida A, nº. 681 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 8807-4770 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: entalhe em madeira Nome: Jorge Vieira Nascimento Contato: Jorge Vieira Nascimento Endereço: Avenida A, nº. 989 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 8889-0648 Tempo de atividade: 34 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de verba. Artes Plásticas Classificação: grafite Nome: Elifas Rodrigues Contato: Elifas Rodrigues da Silva Endereço: Rua 7, nº. 763 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 140. Tel.: (33) 8817-4158 Tempo de atividade: 01 mês N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: mate- rial, apoio, local para produzir o seu trabalho.
  25. 25. 26 planalto Dança Classificação: capoeira Nome: Capoeira Raiz do Brasil Contato: Bruno Elizar Mendes Endereço: Rua 3, nº. 27 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 99188501 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e espaço próprio. Classificação: hip-hop Nome: Asas do Hip Hop Contato: Werly Batista Fernandes Endereço: Rua 2, nº. 297 - Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 090. Tel.: (33) 8438-2191 Tempo de atividade: não informou. N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial e espaço. Classificação: axé Nome: Quebra aí GV Contato: Jéssica Ferreira de Souza Endereço: Avenida A, nº. 1004 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-2644 Tempo de atividade: não informou N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para ensaiar. Música Classificação: gospel (toca violão) Nome: Moisés Henrique Pereira Brandão Contato: Moisés Henrique Pereira Brandão Endereço: Rua 3, nº. 245 – Bairro Planalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054- 150. Tel.: (33) 3273-7661 Tempo de atividade: 01 ano e 05 messes N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: dedi- lhar o instrumento e fazer escala de notas. Classificação: MPB Nome: Natália Aparecida Barcelos Contato: Natália Aparecida Barcelos Endereço: Avenida A, nº. 540 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-4751 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: me- lhor remuneração pelo trabalho e valorização das pessoas. Classificação: instrumentista - toca violão, cavaquinho, percussão e bateria em vários estilos Nome: Tiago Alves de Moura Contato: Tiago Alves de Moura Endereço: Avenida A, nº. 669 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 3221-1183 Tempo de atividade: 08 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: in- veja. Classificação: música popular (toca violão e sanfona) Nome: Jorge Vieira Nascimento Contato: Jorge Vieira Nascimento Endereço: Avenida A, nº. 989 – Bairro Pla- nalto – Governador Valadares – MG – CEP: 35.054-180. Tel.: (33) 8889-0648 Tempo de atividade: 34 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de verba.
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  28. 28. 29 sâotarcísio Bolsista da comunidade: Carolina Santos Ferreira História da comunidade O bairro de São Tarcisio é um dos mais antigos da cidade de Governador Va- ladares, para alguns o pri- meiro. É um bairro peque- no, tem pouco mais de uma centena de imóveis, mas são muitas as histórias que marcam o lugar. De acordo com moradores antigos do bairro, o São Tarcisio surgiu em uma região ribeirinha, onde se encontrava um pasto e uma pedreira. Muitas casas da Rua Prudente de Moraes - a rua mais importante da época - tinham quintais que se estendiam até a margem do Rio Doce. Alguns moradores disseram que a parte do bairro denominada “Beira Rio” era área verde e foi ocupada um pouco mais tarde. Outros moradores con- tam que a região fazia parte da fazenda do Quintiliano de Souza Costa, primeiro Juiz de Paz do município, sendo posteriormente loteada. Grande parte dos primeiros moradores ocupou clandestinamente os lotes. Outros tantos compraram de terceiros, venderam e revenderam. Atualmente muitas casas tive- ram seus documentos regularizados, outras estão em processo de legalização. Dentre os primeiros moradores do bairro, muitos já falecidos, podemos citar as donas Maria Rosa, Maria Francisca e Lia e os senhores Geraldo Vieira, Cabral, Tião, Orlandino, Zezinho Paranhos, José Maria, Elieser Gomes, Walter Pereira e Antônio Buenos Aires. Muitos moradores vieram de outras cidades da região do Rio Doce, como Tarumirim, e de outras regiões de Minas Gerais, como Raul Soares, município pertencente à Zona da Mata mineira. As primeiras casas levantadas eram de madeira. Muitos destes casebres foram cons- truídos de tábuas compradas ou ganhadas em serrarias próximas, por exemplo, a do José Nascimento Ferradeiro, conhecido com Zé Português, que ficava do lado do bairro. Inicialmente a falta de água encanada não era um problema tão grave, uma vez que a poluição ainda não ameaçava o rio. Os moradores utilizavam a água do Rio Doce para lavar roupas e vasilhas, para se banharem e até mesmo para beber. Para muitas senho- ras a água do rio era fonte de renda. Existiam muitas moradoras do bairro que lavavam roupa para fora utilizando as águas do rio. Houve pessoas que até vendiam água do rio no alto do Carapina. Com o passar do tempo os moradores começaram a buscar novas formas para se obter água. Alguns, por conta própria, compraram canos e puxaram a água da Rua Prudente de Morais. Apesar de ser um serviço para poucos, pois os moradores deveriam
  29. 29. 30 arcar com seus gastos, o SAAE ligou a água encanada no bairro na década de 1950. Muitos outros moradores, no entanto, somente tiveram acesso ao serviço a partir da década de setenta. No início, a iluminação do bairro era à base de querosene. Os antigos contam que utilizavam ferro a brasa, uma vez que quase todos tinham fogão à lenha. Alguns mais inovadores utilizavam bateria de caminhão para ter uma alternativa energética em casa. A energia elétrica foi colocada na década de setenta, após um abaixo assinado ter sido enviado ao governador do Estado, por intermédio de um político de Governador Valada- res. Poucos dias depois do pedido à CEMIG, começaram a serem implantados os postes, meses depois a energia chegou. A falta de calçamento era um dos problemas mais sérios do bairro. Por sinal, esta dificuldade demorou um pouco para ser sanada. No início tinham mais trilhas do que ruas. Com o tempo, foram surgindo as primeiras vias. Merece destaque a antiga Travessa 13 de Maio, hoje Geraldo Vieira, em homenagem ao primeiro educador do bairro. A Rua Cláudio Manoel, no “beira rio” – também importante para o processo de ocupação do bairro – ficou muito tempo sem calçamento. Vale destacar que o calçamento das primei- ras ruas era construído com espécies de tijolinhos. Um serviço precário do bairro – que já melhorou em grande medida, mas que precisa ser resolvido por completo, na opinião dos moradores – é o de limpeza. Foi somente nos últimos anos que o recolhimento de lixo chegou ao “beira rio”. As melhorias do bairro se deram através da luta dos moradores, das articulações das lideranças e do apoio de políticos. Em 2006, através de um projeto da SEPLAN, iniciaram reformas e pinturas nas casas, em uma tentativa de quebrar os estigmas e dar um ar mais alegre, semelhante a do pelourinho em Salvador. De acordo com alguns relatos, a associação de moradores do bairro surgiu no início da década de 1990. Os principais líderes do bairro foram Joaquim Honorato, Eliseu, Idelfonso, Joel, Elisangela, Sérgio e Anselmo. O papel destes líderes para as conquistas do bairro foi essencial, destacando-se a construção do aterro e da murada, obras que contaram com o trabalho coletivo dos moradores.
  30. 30. 31 sâotarcísio A escola antiga foi implantada por religiosos católicos, através de doações. A insti- tuição era coordenada pelas damas de caridade, especialmente pela Irmã Luiza. Tempos depois a escola foi transferida. A escola atual do bairro, Valdete Nominato, foi implanta- da na virada da década de oitenta para noventa. Ao longo de sua existência ocorreram reformas na escola, destacando a construção do muro e do pátio. Os episódios mais trágicos da história local estão associados a várias enchentes que o bairro presenciou. A enchente de 1997 levou muitas casas embora. Segundo alguns mo- radores, foi a pior. As águas chegaram devagar, mas causaram muito estrago. A enchen- te de 1979 também deixou tristes marcas na história do bairro, relembram os moradores antigos. Muitos ficaram desabrigados e tiveram que se mudar da comunidade. Muitos moradores se dedicavam à pesca no rio Doce, alguns como profissionais. Pescavam com botes e redes e retiravam do rio inúmeros peixes, como corvina, piau, grumatã, traíra, cascudo e outros. Daí a tradicional moqueca de cascudo feita no bairro por algumas pessoas. Na antiga travessa 13 de Maio, em tempos bem remotos, existia um antigo cemitério. Quando iniciaram as obras de melhoria na travessa, os moradores entraram em contato com as ossadas que lá estavam depositadas. Este fato mexeu bastante com o imaginário de alguns moradores. Contam que uma moradora viu um homem muito misterioso na travessa, ele tinha focinho de porco e pé de boi. A surpresa foi tão medonha que a mo- radora chegou desesperada na casa dos vizinhos. Os moradores do “beira rio” também contam um “causo” muito curioso. Dizem que houve uma época em que pedras misteriosas caiam inesperadamente na rua. Com o tempo virou rotina, às 18 horas começava a saraivada e terminava de madrugada. As pedras eram grandes e não se tinha nenhuma suspeita de quem as atirava. Chamaram a polícia, o padre e o pastor, mas nada resolveu. Certo dia um menino misterioso foi visto descendo uma rua do bairro sozinho. Contam que em um piscar de olhos a criança de- sapareceu e depois disso nunca mais as pedras apareceram. Alguns serviços públicos nunca existiram no bairro, talvez pela proximidade em rela- ção ao centro da cidade. Tanto a policlínica quanto a creche utilizada pelos moradores não se situam no São Tarcisio. Antigamente o Dr. Raimundo Teixeira Resende, médico e político da cidade, atendia as pessoas do bairro, até mesmo gratuitamente, em seu consultório, na Rua Barão do Rio Branco. Em casos de urgência ele ia pessoalmente ao bairro atender os enfermos. Dentre os comerciantes mais antigos do local destacam-se os senhores Joaquim Ho- norato, Toledo e Antônio Buenos Aires. Dentre as primeiras profissões do bairro estão a de pescador, lavadeira e pedreiro. As novenas de natal são tradicionais. Um das principais organizadoras é a dona Lia, como dito, uma das moradoras mais antigas do bairro. A maioria dos católicos vai à mis- sa na Igreja Matriz, que fica bem próxima. No São Tarcísio atualmente tem uma capela católica, que faz parte da congregação “O caminho”, que chegou ao bairro em 2009. Esta congregação presta assistência a dependentes químicos. Existem inúmeras igrejas evangélicas próximas, merecendo destaque a antiga Igreja Presbiteriana. No bairro, nas margens do rio, existe uma pista de pouso de asa delta e paraglider. Levando em consideração a fama da rampa de salto do Ibituruna para os amantes deste esporte, a pista de pouso do São Tarcísio demonstra a sua importância. No mesmo local da pista se encontra um campo de futebol, onde animais pastam tranquilamente. Neste lugar também ocorre a Feira da Paz, um importante espaço de socialização do bairro. An- tigamente aconteciam quadrilhas no São Tarcísio. As mais famosas eram as organizadas
  31. 31. 32 sâotarcísio pela Dona Maria das Graças, no “beira rio”, e as organizadas pelo Sr. Antônio Pereira, na antiga travessa 13 de Maio. Fica então a curiosidade por conhecermos um pouco mais sobre a história do bairro de São Tarcísio, um dos mais tradicionais da cidade. Para quem se interessar mais, é suge- rida uma boa conversa com os moradores antigos, os verdadeiros guardiões da memória destes tempos que não voltam mais. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina / julina Junho / julho Rua Geraldo Vieira Santos Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo me- nos 17 artistas-solo e grupos culturais no São Tarcísio, que envolvem em suas atividades aproximadamente 51 pessoas. A maior parte da produção artística é na área da Música, somando 10 cadastros (58,8%). Em segundo lugar está a área do Artesanato, com quatro cadastros (23,5%). Foram também cadastrados um artista da área das artes plásticas, um da Literatura e um da Dança. A maior necessidade relatada é a de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico e divulgação, citadas cada uma por oito dos artistas entrevistados (47,0%). Dois deles (11,7%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho. Artista destaque Uma vida de versos Iracema, 86 anos, poeta, nascida e criada em Governador Valadares. Ao longo da vida adquiriu vários prêmios na literatura. Um destes é o troféu de 1º lugar no Festival da Poesia, no próprio mu- nicípio e o de 2º lugar, em outro festival, na região leste, também por suas graciosas poesias. Quando adolescente recitava em auditórios, escolas e ginásios. Sempre gostou das letras e por isso se tornou professora, exercendo a profissão durante 38 anos, me- nor somente que o tempo dedicado à poesia, 60 anos. Conta que enquanto atuou como professora utilizou po- emas em suas aulas, nunca deixando de lado a arte de recitar. Além da dedicação, utiliza a poesia para presentear amigos e também como terapia. Segundo ela um grande hobby e esforço em homenagem ao filho falecido. Dona Iracema diz que “quando pego minhas poesias parece
  32. 32. 33 sâotarcísio que estou nadando entre nuvens, a poesia para mim é um hobby, utilizo como terapia e para demonstrar o amor que tenho ao meu filho que faleceu.” Contato: Iracema - (33) 3277-2563 Confira abaixo Folha Seca, a poesia premiada. FOLHA SECA Iracema Torres Carreira Folha Seca que vai voando, Sem saber onde parar... O vento sopra levando-a, Sempre... sempre para o ar! E lá vai a Folha Seca, Quase chegando ao céu, Quando as nuvens a encobrem, Parecendo um grande véu! Ah! Folha Seca tão leve! Cuidado prá não se machucar... Se cair pelos caminhos, Alguém pode em você pisar! Tome cuidado, Folha Seca, Não caia em mau lugar! Voa mais um pouquinho, Procura pousar no mar! Lá são grandes as espumas, Podem juntas correr e bailar. Quanta aventura, Folha Seca, Com as espumas se misturar! Seu destino não será mau Com tanta liberdade assim, Quem me dera, Folha Seca, Um destino assim prá mim!
  33. 33. 34 sâotarcísio Cadastro de artistas Artesanato Classificação: flores e ornamentação com materiais orgânicos Nome: Daípe Contato: Daípe Ferreira Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 244 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3279-0017 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro e não tem local próprio para pro- duzir. Classificação: bonés e peças em crochê, casi- nhas feitas com revistas e palitos Nome: Ageu José Pinto Contato: Ageu José Pinto Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 376 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3225-4960 Tempo de atividade: 12 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- terial de trabalho. Classificação: bonecas de espuma e brinque- dos de garrafa pet Nome: Isaac Alves Vieira Contato: Isaac Alves Vieira Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 8 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3279-0201 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro. Classificação: bordados em chinelos Nome: Iraci das Graças Tavares Contato: Iraci das Graças Tavares Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 363 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-0067 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Artes Plásticas Classificação: desenho e grafite Nome: Grupo de grafite do centro de convi- vência Contato: Laryssa Ludmyla Freitas Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 16 – Bair- ro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-2239 / (33) 3271-3595 Tempo de atividade: 03 anos N° de componentes: 05 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de patrocínio e falta interesse de pessoas do grupo. Dança Classificação: Hip Hop – dança de rua Nome: Grupo de Hip Hop do Centro de Con- vivência Contato: Laysa Roberta Freitas Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 255 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-2239 Tempo de atividade: 05 meses N° de componentes: 12 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro e patrocínio. Literatura Classificação: poesia Nome: Iracema Torres Contato: Iracema Torres Carreira Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 65 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 3277-2563 Tempo de atividade: 60 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: es- quecimento, falta de memória. Música Classificação: sertaneja Nome: Isaías Lopes da Silva Contato: Isaías Lopes da Silva Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 255 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-2239 Tempo de atividade: 20 anos
  34. 34. 35 sâotarcísio N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de patrocínio. Classificação: vários estilos Nome: Casa dos tambores Contato: Flávio Santos do Nascimento Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 51 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 9974-4458 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de leis de incentivo à cultura, local e modos para divulgação do trabalho. Classificação: erudita e sacra (evangélica) Nome: Zilmar Emerick Eller Contato: Zilmar Emerick Eller Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 9 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3225-0252 / (33) 8818-1060 Tempo de atividade: 39 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio e reconhecimento do trabalho. Classificação: sertaneja de raiz Nome: Os Brotinhos de Minas – Marão e Mo- rani Contato: José Agostinho de Sá Endereço: Rua Rio Doce, nº. 14 - Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-480. Tel.: (33) 8825-0027 Tempo de atividade: 50 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio e oportunidade para tocar. Classificação: MPB Nome: Filipe Ferreira Gomes Contato: Filipe Ferreira Gomes Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 321 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 8445-4208 Tempo de atividade: 16 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pa- trocinador. Classificação: sacra Nome: Ministério de Jovens Kerigma Contato: Cynara Iglesia Lacerda da Silva Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 20 – Bair- ro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3271-5602 Tempo de atividade: 07 anos N° de componentes: 05 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de compromisso das pessoas do grupo. Classificação: evangélica Nome: Karolayne da Silva Cantanhede Contato: Karolayne da Silva Cantanhede Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 16-A – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 9963-6125 Tempo de atividade: 05 meses N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdade de aprendizado. Classificação: gospel Nome: Isaac Alves Vieira Contato: Isaac Alves Vieira Endereço: Rua Cláudio Manoel, nº. 8 – Bairro São Tarcísio - Governador Valadares – MG – CEP: 35.020-120. Tel.: (33) 3279-0201 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de dinheiro. Classificação: eletrônica com musica de raiz (congo, maracatu e folclóricas) Nome: Mundo Pacumã Contato: Felipe Fernandes do Nascimento Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 51 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 9975-5680 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: pro- dutor, empresário, gravar um CD, criar um site, meios de divulgação e financiamento. Classificação: reggae de raiz brasileira Nome: Quilombo Contato: Felipe Fernandes do Nascimento Endereço: Rua Geraldo Vieira dos Santos, nº. 51 – Bairro São Tarcísio – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.020-620. Tel.: (33) 9975-5680 Tempo de atividade: 09 anos N° de componentes: 07 Necessidades/dificuldades do grupo: tocar na cidade, pois são mais valorizados fora.
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  36. 36. 37 nossasenhoradasgraças Bolsistas da comunidade: Luiz Júnio Alves da Silva, Iana Kelle Ferreira de Bessa e Tatiane Rodrigues de Souza História da comunidade O bairro Nossa Senhora das Graças é um dos mais antigos de Governador Va- ladares. Antigamente era chamado de bairro do Sapo, em função da grande quan- tidade destes anfíbios que viviam em uma lagoa que se localizava próxima à serraria do senhor Ladislau Polonês. Relatos apontam que ocorreu participação direta de norteame- ricanos - que chegaram a Governador Valadares atraídos pela mineração de mica - no aterro do local, criando condições básicas para o desenvolvimento do bairro. A mudança do nome do bairro ocorreu devido à construção de uma igrejinha católica, dedicada a Nossa Senhora das Graças. O local onde se formou o bairro era uma antiga fazenda da Família Carapina que, de acordo com alguns informantes, foi vendida para uma empresa que tinha vultosos negócios no ramo de madeireira, pecuária e imobiliária. Em uma parte do bairro, onde é o posto da Grã Duquesa, existia um imenso areal, com uma cancela por onde passava o gado. A forma de ocupação principal do bairro foi via compra de lotes, através da empresa proprietária ou de outros vendedores indiretos. Interessante notar que, apesar de ser vizinho do centro, o Nossa Senhora das Graças demonstra um traçado bem diferente da região central de Governador Valadares, apresentando em boa parte de seus limites quarteirões com formatos irregulares e várias ruas estreitas. Percebe-se, além disso, que a ocupação do bairro ocorreu de forma gradativa, se tornando mais notável a partir da década de 1950 e, ainda, o desenvolvimento de sua infraestrutura incidiu de forma lenta e nem sempre eficaz. Os relatos de moradores antigos contam que no início dos anos cinqüenta existiam poucas casas no local. O que predominava era um imenso pasto enlameado. Por sinal, a prática da pecuária leiteira era presente neste período de formação do bairro. Com a intensificação do loteamento, a situação melhorou um pouco. Os primeiros moradores chegavam principalmente do interior mineiro, de cidades como Peçanha, Malacacheta, Poté, Aimorés e outras. Geralmente estas pessoas compra- vam os lotes a preços relativamente baixos, se comparados a outros lugares da cidade.
  37. 37. 38 No entanto, a construção das moradias era muito precária. Primeiro devido ao elevado preço dos materiais de construção. Segundo em função do difícil transporte dos mes- mos. No bairro ainda não existiam lojas do ramo, por isso o material de construção vinha da região central, chegando de automóvel e de carroça. Informantes relembraram que quando chovia os automóveis somente circulavam com correntes nas rodas. A situação melhorou um pouco com a implantação da linha férrea no início da déca- da de 1950. Os trilhos se limitavam até onde atualmente é o fórum, na Rua Prudente de Morais, depois eles subiram a Rua São Paulo, até alcançar o Nossa Senhora das Graças, perto da antiga fábrica de manteiga. Estas melhorias ajudaram no fornecimento de ma- terial de construção e conseqüente desenvolvimento do bairro. O calçamento não ultrapassava os limites da Rua 7 de Setembro. De forma gradativa, ele chegou à região do Hotel Indaiá, na Avenida Minas Gerais, aonde se localizavam fa- mílias com renda melhor. A partir deste momento, o calçamento se espalhou timidamen- te pelo bairro ao longo de vários mandatos municipais, com destaque para o início da década de oitenta. Atualmente o calçamento está presente em aproximadamente 76% do bairro. Vale lembrar que anteriormente a esta etapa de implantação do calçamento foi preciso abrir as ruas sendo que, inicialmente, existiam apenas a Avenida Minas Gerais e algumas outras poucas ruas. Segundo moradores antigos, também ocorreram alagamentos que obrigaram algu- mas pessoas a circularem até mesmo de canoas. Outro problema relembrado por esses moradores era a falta de rede de esgoto. Na avenida tinha uma vala a céu aberto que, além de ser foco de mosquitos, era muito perigosa, pois pessoas e animais de montaria caiam dentro dela. No início da década de 1980 foi construída uma rede pluvial que resolveu esta questão. O abastecimento de água também era bastante complicado durante o início da ocu- pação. Primeiro vieram os chafarizes, que inclusive serviam a outros bairros e, por isso, faziam com que se formassem filas enormes, gerando alguns conflitos. No início da década de 1950 o SESP (Serviço Especial de Saúde Pública) se uniu a prefeitura para a implantação do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). No entanto, a água enca- nada demorou alguns anos para chegar até o Nossa Senhora da Graças. Segundo dados da Prefeitura, atualmente mais de 99% do bairro têm água encanada. A rede de esgoto, por sua vez, atende a aproximadamente 95% do bairro.
  38. 38. 39 nossasenhoradasgraças A energia elétrica também tardou a ser implantada. De acordo com alguns informan- tes, o início deste serviço na região corresponde à virada da década de 1950 a 1960, época em já existia uma quantidade considerável de moradores no bairro. Tal como a água e o calçamento, a energia elétrica foi implantada de forma gradual até alcançar, na atualidade, a quase totalidade da área. Segundo moradores antigos, boa parte da melhoria da infraestrutura do bairro ocor- reu durante a prefeitura de Raimundo Albergaria. Segundos estes informantes, a família Albergaria residia no bairro e por isso, quando prefeito, este político voltou suas ações para a melhoria do Nossa Senhora das Graças. Por sinal, os relatos apontam que os Al- bergarias foram os primeiros líderes a lutarem de forma mais intensa pelo melhoramento do bairro e, por isso, tinham bastante legitimidade perante a população. Dentre os primeiros comerciantes se destacam o Sr. Jorge e o Sr. Zé Lourenço, pro- prietários de antigos armazéns, além do Sr. Pedro, dono da farmácia e do Sr. Sebastião, dono do açougue. É interessante notar que, apesar da grande diversidade de profissionais encontrados no bairro - sem levar em consideração os muitos trabalhadores informais e os desempregados, em função da falta de oportunidades na cidade - muitos moradores antigos, tal como o Sr. José Ferreira, trabalhavam para a Companhia Vale do Rio Doce, na época uma empresa estatal. Dentre os locais de socialização do bairro se destacam a tradicional feirinha, que fun- ciona às terças-feiras, e as igrejas e templos do bairro. A igreja mais antiga é aquela que dá nome à comunidade: a de Nossa Senhora das Graças. No início de formação do bairro existia uma capelinha, que, posteriormente, foi subs- tituída por uma igreja maior, a atual. A capelinha foi construída onde se localizava a an- tiga selaria de Eloi Almeida, com recursos advindos, sobretudo, de leilões. Os principais responsáveis pela empreitada foram o próprio Eloi, o seu genro Divino Fernandes e o Sr. Quim Campos do Amaral, além dos poucos moradores que viviam no arredor. A igreja de Nossa Senhora das Graças, além de ser um espaço tradicional de convívio social, também se destaca em função de sua referência geográfica dentro do bairro. Antes, quando ainda existia a fazenda dos Carapinas, os limites do bairro se davam até as adjacências da igreja. As barraquinhas, as festas juninas e os leilões promovidos pela igreja também deixam lembranças na memória coletiva. Por fim, depois de tantas mudanças e melhorias, os moradores, de forma geral, de- monstram uma grande satisfação em morar ali, principalmente em função de sua boa lo- calização dentro da cidade e por ter uma infraestrutura adequada para a grande maioria dos moradores. Atualmente a população do bairro gira em torno de mais de uma dúzia de milhares de pessoas. Alguns costumes antigos, como preparar chás e remédios natu- rais com plantas como algodão, arnica, boldo e outros, ainda permeiam este tradicional e memorável bairro de Governador Valadares. Principais festas FESTAS MÊS LOCAL Festa Junina Junho Rua Caratinga Barraquinhas Maio e Novembro Igreja Nossa Senhora das Graças Festa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Julho Igreja Nossa Senhora das Graças
  39. 39. 40 bairronossasenhoradasgraças Perfil cultural A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo me- nos 32 artistas-solo e grupos culturais no bairro Nossa Senhora das Graças, que envol- vem em suas atividades aproximadamente 107 pessoas. A maior parte da produção artística é na área do Artesanato, somando 14 cadastros (43,7%). Em segundo lugar está a área da Música com 11 cadastros (34,4%) na comuni- dade. Em terceiro lugar vem a área das Artes Plásticas, com três cadastros (9,4%). Foram também cadastrados dois artistas da área da literatura, um da Dança e um do Teatro. A maior necessidade relatada por eles é a de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico, opinião esta expressa por 11 dos artistas entrevistados (34,37%). Cinco deles (25,62%) disseram ter necessidade de espaço para produzir, en- saiar, expor e/ou apresentar seu trabalho. Artista destaque Samba Rock e Soul Music na contramão da indústria cultural Como o samba rock nasce de uma profusão de ritmos, brasileiros e norteamericanos, assim Geraldo André de Souza, 35 anos, jornalista e líder do Grupo Samba Town, exerce sua cátedra de músico. Conta que desde menino teve conta- to com a música, pois “vem de uma família de músicos”. Observando os pais e tios exercendo as práticas artísticas, aprendeu a tocar bateria e pandeiro, dentre outros instrumentos, além de produzir suas próprias canções. Geraldo sempre gostou de música, de vários tipos e estilos diferentes. Há pouco tempo con- vidou amigos para tocarem juntos e montaram o Samba Town, propondo-se a um caldeirão de ritmos. Fala que “isso era um projeto pessoal, individual, mas queria realizar com amigos”. Por não ser do circuito de música de massa o grupo enfrenta problemas com espa- ço para apresentações em Governo Valadares, relata o músico. Por isso, o grupo cava terreno em busca de público e produz seus próprios eventos, pratica recorrente entre os artistas. O grupo Samba Town é novo, mas, veio para “fazer Cultura e não para ser da indústria cultural” segundo o músico. Contato: Geraldo - (33) 3271-1090 / (33) 9915-5618 bebs@ymeio.com
  40. 40. 41 nossasenhoradasgraças Cadastro de artistas Artesanato Classificação: bordados manuais, pedraria e crochê Nome: Cristina Contato: Maria Cristina Batista Endereço: Rua Guarujá, nº. 657 - Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-220. Tel.: (33) 9112-3331 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: matéria-prima cara e falta valorização pelos trabalhos. Classificação: acessórios para cabelo, boneca e enfeites com imã, porta foto, bolsa Nome: Sol Contato: Solange Gonçalves Ferreira Endereço: Rua Iara, nº. 474 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240. Tel.: (33) 3272-1717 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: flores artesanais em papel cre- pom, bonecos, tapetes de retalhos Nome: Maria Gomes Contato: Maria Gomes de Souza Costa Endereço: Rua 3 de Outubro, nº. 27 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.058-350. Tel.: (33) 3276-2119 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pro- blemas de visão, enxergar melhor para fazer o trabalho. Classificação: pintura em tecidos, enxovais de bebês Nome: Ateliê Guty Guty Contato: Luciene Maria dos Santos Endereço: Rua Gentil Dias da Silva nº. 266 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-190. Tel.: (33) 3271-8328 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bijuterias Nome: Jane Contato: Jane Patrícia de Paula Endereço: Rua Arthur Forantini, nº. 412 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-020. Tel.: (33) 3273-4626 / (33) 9966-5830 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de matéria-prima. Classificação: bijuterias, cortinas em madeira e cristal Nome: Loja Tudo Artesanato Contato: Regiane Couto Endereço: Rua Cacique, nº. 113 – Bairro Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-050. Tel.: (33) 3271-3336 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras. Classificação: bordados e crochês Nome: Dona Bete Contato: Elizabete Almeida Endereço: Rua Arthur Forantini, nº. 382 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-020. Tel.: (33) 9908-6901 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordados em ponto cruz Nome: Deusuita Contato: Deusuita Pereira Fontoro Endereço: Avenida Minas Gerais, nº. 1801 – Bairro Nossa Senhora das Graças – MG – CEP: 35.060-360. Tel.: (33) 3276-4523 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: bordado (macramê), biscuit, pintura em tecidos Nome: Ezi de Paula Contato: Ezi de Paula Gomes de Carvalho Endereço: Rua Cacique, 156 – Bairro Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-050.
  41. 41. 42 nossasenhoradasgraças Tel.: (33) 3271-7390 / (33) 8804-7390 Tempo de atividade: 43 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras. Classificação: pintura em tecidos (pano de prato, centro de mesa) boneca de pano, flor de pano Nome: Gê Contato: Gecir Sena de Assunção Endereço: Rua Marajá, nº. 178 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-350. Tel.: (33) 8807-6440 / (33) 3275- 9578 Tempo de atividade: 04 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pro- blemas de visão. Classificação: bordados, velas artesanais, bijuterias, reciclagem com pet, origami Nome: Nida Contato: Evanilda Meireles Pereira Endereço: Rua Itanhomim, nº. 702 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-310. Tel.: (33) 3276-6623 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- téria-prima cara. Classificação: tapetes de tiras de tecidos Nome: Dona Marta Contato: Marta Damasceno Duarte Endereço: Rua Iara, nº. 342 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240. Tel.: (33) 3272-2434 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceira para comprar material. Classificação: cadeiras artesanais de vime, ratá, junco, bambu Nome: Edi Moura Contato: Ediberto Moura Lima Filho Endereço: Rua 2 de Julho, nº. 390 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.058-080. Tel.: (33) 3278-3051 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: ma- téria-prima cara. Classificação: artesanato em pedras Nome: Froede Contato: Roberto Trindade Froede Endereço: Avenida Presidente Tancredo Neves, nº. 538 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440. Tel.: (33) 3275-1475 / (33) 8808-9741 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para produzir, maquinário, financeiras. Artes Plásticas Classificação: pintura a óleo em tela, dese- nhos Nome: Luiz Contato: Luiz Carlos de Oliveira Gonzaga Endereço: Avenida Minas Gerais, nº. 1.342 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governa- dor Valadares – MG – CEP: 35.060-360. Tel.: (33) 4141-1339 / (33) 8802-8470 Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação, reconhecimento no mercado. Classificação: pintura (óleo em tela, acrílica) Nome: Ezi de Paula Contato: Ezi de Paula Gomes de Carvalho Endereço: Rua Cacique, 156 – Bairro Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-050. Tel.: (33) 3271-7390 / (33) 8804-7390 Tempo de atividade: 43 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: fi- nanceiras para pagar aluguel da galeria. Classificação: arte contemporânea Nome: Froede Contato: Roberto Trindade Froede Endereço: Avenida Presidente Tancredo Neves, nº. 538 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-440. Tel.: (33) 3275-1475 / (33) 8808-9741 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para produzir, financeiras. Dança Classificação: break, hip hop Nome: Art’ Style Crew Contato: Reinaldo Bruno Balbino Endereço: Rua Tarumirim, nº. 68 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala-
  42. 42. 43 nossasenhoradasgraças dares – MG – CEP: 35.050-060 Tel.: (33) 3276-2475 Tempo de atividade: 02 anos N° de componentes: 20 Necessidades/dificuldades do grupo: difi- culdades para viajar pra outras cidades. Literatura Classificação: poesia Nome: Manoel Rodrigues Contato: Manoel Rodrigues das Neves Endereço: Rua São José, nº. 48 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-480 Tel.: (33) 3271-7838 Tempo de atividade: 56 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: poesias e contos Nome: Nina Contato: Maria Nilda de Assis Souza Endereço: Rua Carangola, nº. 36 - Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-090. Tel.: (33) 3271-5801 Tempo de atividade: 25 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Música Classificação: forró Nome: Eclipse do Forró Contato: Geovane Francisco de Amorim Ro- drigues Endereço: Rua Inhapim, nº. 380 – Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-270. Tel.: (33) 3271-8425 / (33) 8801-4586 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 03 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação do trabalho, transporte do grupo. Classificação: bolero, samba, seresta Nome: JN Batuque seresta Sr. Matuzinho Contato: Joaquim Matuzinho dos Santos Endereço: Rua Tarumirim, nº. 317 - Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-500. Tel.: (33) 3278-2694 / (33) 9109-1101 Tempo de atividade: 20 anos N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: dificuldade de transporte para levar os instru- mentos. Classificação: axé, percussiva Nome: Axé Mondo Contato: Marcos Vinicius Endereço: Rua Tarumirim, nº. 316 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-500 Tel.: (33) 8813-9203 Tempo de atividade: 06 anos N° de componentes: 11 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: música religiosa de louvor Nome: Grupo Ministério de Louvor Contato: Lucas Melo Silva Endereço: Rua Iara, nº. 576 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240 Tel.: (33) 9955-8328 Tempo de atividade: 05 anos N° de componentes: 25 Necessidades/dificuldades do grupo: aprender a tocar instrumentos. Classificação: samba rock, soul Nome: Samba Town Contato: Geraldo André de Souza Endereço: Rua Guanhães, nº. 170 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-200 Tel.: (33) 3271-1090 / (33) 9915-5618 Tempo de atividade: 09 meses N° de componentes: 08 Necessidades/dificuldades do grupo: divul- gação da banda, espaço para se apresentar, barreiras pela cultura da música. Classificação: funk Nome: MC Guim Contato: Vitor Hugo Rodrigues de Oliveira Endereço: Rua Guanhães, nº. 284 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-200. Tel.: (33) 3084-0170 Tempo de atividade: 15 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: pre- conceito em relação ao funk. Classificação: Forró Nome: Beija Flor do Acordeon Contato: Adão Jorge de Souza Endereço: Rua Inhapim, nº. 75 C – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-270. Tel.: (33) 3225-6469 / (33) 9952-7694 / (33) 8859-3003
  43. 43. 44 nossasenhoradasgraças Tempo de atividade: 30 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: gospel Nome: Adão Cardoso Contato: Adão Cardoso dos Santos Endereço: Rua Iara, nº. 532 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-240 Tel.: (33) 3272-1717 / (33) 9965-9240 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 01 Necessidades/dificuldades do grupo: apoio financeiro para gravar CD, divulgação do tra- balho. Classificação: samba romântico Nome: Prata da Casa Contato: Vilmar de Souza Endereço: Rua São José, nº. 241 – Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-480 Tel.: (33) 8805-9699 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: Samba dolente Nome: Samba Esporte Futebol Clube Contato: Vilmar de Souza Endereço: Rua São José, nº. 241 – Bairro Nos- sa Senhora das Graças – Governador Valada- res – MG – CEP: 35.060-480 Tempo de atividade: 10 anos N° de componentes: 06 Necessidades/dificuldades do grupo: não tem. Classificação: DJ, toca vários estilos Nome: DJ Piu Contato: Ataíde de Rosa Reis Junior Endereço: Rua Marajá, nº. 59 – Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Valadares – MG – CEP: 35.060-350 Tel.: (33) 3276-0342 / (33) 8823-9434 Tempo de atividade: 11 anos N° de componentes: 02 Necessidades/dificuldades do grupo: espa- ço para apresentar, patrocínio, incentivo para realizar trabalhos voluntários. Teatro Classificação: teatro de rua, clown (palhaço) Nome: Palhaço Graveto / Grupo Território do Avesso Contato: Thiago Vinicius Lopes Endereço: Rua São Jorge, nº. 139 - Bairro Nossa Senhora das Graças – Governador Vala- dares – MG – CEP: 35.060-470 Tel.: (33) 3272-2566 recado / (33) 8804-4901 Tempo de atividade: 11 anos N° de componentes: 04 Necessidades/dificuldades do grupo: falta de estrutura e desenvolvimento para o traba- lho, valorização do artista.
  44. 44. 45
  45. 45. 46 guiaculturaldegovernadorvaladares-Vol.1
  46. 46. 47 carapina Bolsistas da comunidade: Áquila Daniely Fernandes Ramos e William Bastos Lagares História da comunidade Localizado sobre as en- costas de uma colina que se eleva sobre a planície do Rio Doce, o Alto do Carapina se desenvolveu a partir de uma polêmica política de expan- são territorial, praticada pela prefeitura local no início dos anos cinqüenta. A intenção era que a criação de novos bairros, e a consequente doação e venda de lotes a baixo custo, diminuiria a ocupação das áreas livres localizadas na região central da cidade. No entanto, como será visto, a ocupação deste bairro foi acompanhada por vários proble- mas relacionados à falta de infraestrutura básica para o bem-estar da população local. O morro do Carapina fazia parte da antiga fazenda de Antônio Carapina que, de acordo com alguns informantes, tinha a sede localizada entre a atual Escola Municipal Teotônio Vilela e a Igreja Nossa Senhora das Graças, no pé do morro. Segundo informa- ções, as famílias recebiam os lotes através da ocupação informal - em grande medida incentivada pelo poder público municipal - e através da compra, em média de 1.000 cruzeiros por lote. O início da ocupação do bairro e da construção das casas - que na maior parte dos casos eram de barro e tábuas e, por isso, infestadas de insetos como percevejos - foi bastante difícil. Não existiam ruas, o que predominava era um pasto, com buracos, lama e estreitos trilhos por entre o matagal. A região era de risco geológico, podendo ocorrer desmoronamentos e erosões. Desta forma, além do péssimo acesso dos moradores - que se sujavam na lama e machucavam-se constantemente, devido à precariedade do terreno - era muito complicada a entrada de material de construção no morro. Somente quando foi criada uma rua com condições mínimas de trânsito automotivo os caminhões passaram a ter acesso ao bairro. De modo geral, as pessoas levavam os materiais de construção em carroças, no lombo de mulas ou a partir do próprio esforço físico. À medida que as ruas foram surgindo, o trânsito de pessoas e veículos começou a melhorar. No entanto, os buracos e o lamaçal ainda causavam grandes incômodos, uma vez que a pavimentação tardou a ocorrer. Segundo informantes, as primeiras ruas a sur- girem no Carapina, que por sinal iniciavam no bairro Nossa Senhora das Graças, foram a Caratinga e a Inhapim. As casas, em grande medida, eram construídas pelos próprios moradores através de mutirões e de iniciativas individuais. No início da ocupação, a dificuldade para se obter água era um dos problemas mais graves. Não existia encanamento, as pessoas tinham que fazer longas caminhadas até
  47. 47. 48 o leito do rio Doce, o córrego Figueirinha e os bairros vizinhos. Segundo relatos, tinham que acordar de madrugada para pegar água. A escassez de água era tanta que muitas mães davam banho em várias crianças com a água de um mesmo balde. Com a implan- tação de alguns chafarizes nas proximidades a situação melhorou um pouco. Dentre estes chafarizes estão o da Rua Tupinambás, ao lado da linha férrea, que separa o morro do centro da cidade e os da Rua Ipiranga. De acordo com informantes, o padre Eulálio Lafuente lutou em prol destas melhorias, através de campanhas e mobilizações. Alguns chafarizes eram conhecidos a partir de nomes de pessoas. Os da Rua Ipiranga eram denominados Dona Filomena, Germiro dos Santos e Zé Enfermeiro. O da Rua Ca- ratinga de Manoel Preto. Apesar desta quantidade considerável de chafarizes, a situação não foi resolvida, muito pelo contrário. Os moradores antigos lembram que existiam filas enormes para encher as latas e era comum a formação de tumultos, sobretudo pelo fato de ali se encontrarem pessoas advindas de outros bairros que também passavam por problemas semelhantes. Em muitos casos a polícia tinha que intervir para acalmar os ânimos. Apesar disso, estes espaços apresentavam um lado de socialização extremamen- te positivo, na medida em que serviam também como local de encontros amigáveis, de bate-papo e até mesmo de articulação em busca de melhorias para o bairro. De acordo com alguns relatos, somente na virada dos anos sessenta para os setenta foi construída uma caixa d’água no alto do morro. No entanto, este serviço foi estendido para a maior parte dos moradores somente no início da década de oitenta. Um infor- mante afirmou que este processo foi concretizado graças à criação da associação de moradores, em agosto 1983. A implantação da entidade, estimulada pela população e pela prefeitura, trouxe também outras melhorias na infraestrutura do bairro. No início da ocupação do morro, a falta de energia elétrica também causava dissabor na população. As pessoas eram obrigadas a recorrerem à iluminação à vela, lamparina e lampião, sendo que algumas pessoas utilizavam até mesmo tochas para se locomoverem a noite pelo morro. Segundo relatos, foi em meados dos anos sessenta que o Carapina
  48. 48. 49 carapina recebeu os primeiros postos de energia, ocorrendo, a partir deste momento, a gradativa extensão da energia para o restante do bairro e suas respectivas casas. Como dito anteriormente, a grande quantidade de buracos e o barro que se forma- va nas tortuosas ruas e ruelas do Carapina dificultava o acesso dos moradores, seja por meio da circulação de pedestres ou de veículos. A melhoria do calçamento somente foi alcançada através da mobilização dos moradores, que sensibilizou a administração mu- nicipal, durante a década de oitenta, para o início das obras. A escadaria e as rampas, por sua vez, foram criadas a partir do esforço da Associação do Bairro, na época sob liderança de Samuel Domingues Gomes, atualmente falecido. Por sinal, a Associação do Bairro atualmente recebe o nome desta antiga liderança (Associação Samuel Domingues Gomes – ASDOG). Outro problema encontrado pelos moradores que ocuparam inicialmente o morro do Carapina foi a falta de estabelecimentos comerciais. Com o passar do tempo a situ- ação se reverteu e agora o bairro conta com até mesmo um supermercado. Dentre os comerciantes mais antigos destaca-se o Senhor Juquinha, dono de uma antiga mercearia que representava um ponto de encontro entre amigos e, também, o acesso à compra de gêneros alimentícios e outras miudezas. O desemprego também afetava a população do Carapina de modo perverso. Até hoje as pessoas reclamam da falta de oportunidades. A maioria dos moradores anti- gos era de famílias de lavradores que, ao se fixarem na cidade, mudavam de profissão, tornando-se funcionários de armazéns, pedreiros, domésticas, ambulantes e assumindo outras funções ligadas, sobretudo, à informalidade. Se o desemprego marca a história do bairro, algumas iniciativas merecem destaque no combate a este problema. Por exemplo: na década de 1990 foi criada uma lavanderia comunitária para mulheres que lavavam roupas para fora. A lavanderia era equipada com diversos tanques. As mulheres traba- lhavam em conjunto e, além disso, eram beneficiadas com a isenção da conta de água e de energia. Com o passar do tempo, a utilização da lavanderia, que atendia a 12 famílias e era administrada pelas próprias lavadeiras, diminuiu. No morro do Carapina existia um cruzeiro de madeira que, por sinal, segundo infor- mantes, estava associado com o antigo nome do bairro. O cruzeiro, que ficava na parte mais alta do morro, foi queimado, deixando lembranças aos antigos moradores. Estes contam que algumas pessoas derramavam água nos pés do cruzeiro em uma tentativa de trazer a chuva, demonstrando assim, um lado interessante da religiosidade local. Os antigos também contam que no morro tinha uma capelinha que, por vezes, pra- ticamente sumia em meio ao matagal. Devido a estas condições precárias, muitos fiéis desciam o morro com as crianças para irem à missa na catedral. Com o passar do tempo, no lugar da antiga capelinha foi criada a Igreja atual. Além desta igreja, a comunidade conta com uma capela-velório, bem como igrejas evangélicas de vários cultos, demons- trando a diversidade religiosa da comunidade. A comunidade está servida com três quadras de esporte e conta com um time que já venceu torneios até mesmo no Paraná. Além disso, também tem a sua disposição um posto de saúde e uma escola pública estadual que, de acordo com informantes, oferece ensino de qualidade. A associação dos moradores contou com várias lideranças. Dentre elas destacam-se duas, ambas falecidas. José Otávio dos Santos (Zé Lagoa), que segundo moradores era uma pessoa dinâmica, persistente e que negociava diretamente com os políticos. Merece destaque também o já referido Samuel Domingues Gomes. A Associação, segundo da- dos do ano de 2006, atendia a 1,2 mil crianças, 200 delas através da creche - uma con- quista histórica da população. Esta entidade possui ajuda do Fundo Cristão e de alguns

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