Infeccoes intestinais bacterianas

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Trabalho que descreve as infecções intestinais e as bacterias causadoras

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Infeccoes intestinais bacterianas

  1. 1. COMPONENTES:<br /> Caroline Gurgel Diogo Diógenes<br />INFECÇÕES INTESTINAIS BACTERIANAS<br />
  2. 2. Habitualmente não passa de uma doença desagradável e de curta duração nos países industrializados, porém, nos países em desenvolvimento, constitui uma das principais causas de mortalidade de lactentes e crianças em desenvolvimento. <br /> As doenças diarréicas matam mais de 5 milhões de crianças anualmente e contribuem para a desnutrição e o retardo do crescimento naquelas que sobrevivem. Por essas razões, o controle da doença diarréica constitui uma importante meta da Organização Mundial de Saúde (OMS)<br /> DIARRÉIA:<br />
  3. 3.
  4. 4. *Em 2000 a 0MS calculou que 2,1 milhões de pessoas morreram no mundo de diarréia, uma boa parcela por ter ingerido alimentos contaminados.A contribuição para a contaminação destes alimentos parte dos próprios consumidores que negligenciam as práticas seguras de manipulação do alimento em suas residências. Pontos básicos como lavar corretamente as mãos durante a preparação dos alimentos , cozinhar em temperaturas adequadas, refrigerar alimentos e sobras adequadamente e reaquecer corretamente estas sobras, são melhorias perfeitamente atingíveis. <br />
  5. 5.
  6. 6. Causadoras de diarréia secretória (aquosa):<br />*Vibrio Cholerae, EscherichiacoliEnterotoxigênica, EscherichiacoliEnteropatogênica.<br /><ul><li>Causadoras de diarréia sanguinolenta e disenteria:</li></ul>* Shigella, Escherichiacolienteroinvasiva, Escherichiacoliêntero-hemorrágica, Samonella.<br />Principais bactérias patogênicas <br />
  7. 7.
  8. 8. Mecanismos naturais de defesa<br />Uma vez no interior na boca estes microorganismos irão enfrentar barreiras físicas e químicas, naturais do organismo, ao longo do canal alimentar até chegar ao destino final.<br />Entre estes mecanismos de defesa destacam-se:<br />* Acidez estomacal que, associada à ação das enzimas digestivas, formam a primeira barreira natural.<br />* No intestino, os microorganismos deparam-se com a mucosa intestinal, que funciona como uma barreira mecânica à penetração no organismo. Qualquer dano na mucosa facilitará a penetração no organismo. Há também o muco que produzido pelas células caliciformes que o microorganismo terá que ultrapassar para atingir o epitélio e chegar nos receptores que permitirão a adesão e colonização.<br /> *Ácidos biliares secretados para o duodeno e produtos de degradação de componentes dos alimentos são inibitórios para muitos microorganismos.<br />* A motilidade intestinal é um mecanismo de proteção muito eficiente. O constante movimento para eliminação do conteúdo do lúmen contribui para a eliminação de microrganismos patogênicos. A ingestão de alimentos ricos em fibras aumenta o bolo fecal estimulando sua eliminação e dificultando o acesso dos microorganismos à mucosa.<br />*A microbiota intestinal exercem um efeito importante na proteção, pois, por serem adaptados ao local tem melhores condições de sobrevivência, competindo pelos nutrientes disponíveis de forma mais eficiente e impedem a implantação de novas espécies.<br /> Caso o microorganismo ultrapasse todas estas barreiras enfrentará a defesa imunológica que irá tentar fagocitar o microorganismo através dos leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos) presentes na corrente sanguínea e pelos macrófagos presentes nos tecidos.<br />
  9. 9. Vibrio Cholerae,<br /><ul><li>São do gênero Vibrio e pertence à família Vibrionaceae, são bacilos Gram-negativos, retos ou curvos, aeróbios ou anaeróbios facultativos e são móveis devido a presença de um único flagelo polar.
  10. 10. Apresentam antígenos de parede O sendo a espécie dividida em mais de 100 sorogrupos diferentes, porém, somente dois sorogrupos: O1 e O139 são patogênicos. São divididos em dois biotipos: clássico e o El Tor.
  11. 11. Não faz parte da flora natural humano, sendo um habitante normal de águas de estuários, onde vive em estreita associação ao fitoplâncton.
  12. 12. A patogênese da cólera esta intimamente associada à produção da enterotoxina colérica produzida pelo bacilo e sua ação sobre as células da mucosa intestinal que sofrem desequilíbrio no balanço eletroquimico pois a enterotoxina aumenta o nível de AMP cíclico decrescendo o fluxo de sódio no tecido e produzindo um fluxo de cloro (e água) para fora do tecido e para dentro do lúmen resultando em diarréia intensa.</li></ul>É eliminado pelas fezes e vômitos de pessoas infectadas, sintomáticas ou não, e pode transmitir-se a outras pessoas de 2 modos: <br />transmissão indireta - via mais freqüente e responsável pelas epidemias. A ocorrência de casos <br />é devida à ingestão de água ou de alimentos contaminados.<br />transmissão direta - menos freqüente, potencialmente pode ocorrer em ambiente domiciliar ou institucional, através das mãos contaminadas (do próprio infectado ou de alguém responsável por sua higiene pessoal ou de sanitários), levadas à boca.<br />
  13. 13. O isolamento do V.cholerae, a partir da cultura direta das fezes e após enriquecimento em água peptonada alcalina, é feito em meio seletivo TCBS (tiossulfato,citrato,bile e sacarose). O diagnóstico será confirmado pela análise das características bioquímicas e sorológicas da cepa isolada.<br />O período de incubação varia de seis horas a cinco dias<br />a infecção pode variar desde a ausência de sintomas (mais freqüente) até à sintomatologia clássica que são os quadros mais graves. O quadro clássico de cólera corresponde aos casos com diarréia súbita e intensa, líquida (com aspecto de água de arroz), sem sangue, sem febre, acompanhada ou não de vômitos e cãibras musculares. Na ausência de tratamento adequado, a perda de água e eletrólitos pode que conduzir a estado de desidratação profunda.<br />Complicações - a doença pode provocar insuficiência renal aguda, aborto e parto prematuro, hipoglicemia ( mais grave em crianças), e outras complicações mais raras como, colecistite e úlcera de córnea. O atendimento rápido e adequado reduz a taxa de letalidade para menos de 1%.<br />A terapia indicada é a reposição de fluidos, através da injeção intravenosa de solução de lactato de Ringer ou outra solução semelhante. Nos casos moderados, usa-se a reidratação oral. O antibiótico de escolha é a tetraciclina.<br />
  14. 14. Escherichia coli<br />A Escherichia coli é uma bactéria bacilar Gram-negativa assume a forma de um bacilo e pertence à família das Enterobacteriaceae. São aérobias e anaerobias facultativas. O seu habitat natural é o lúmen intestinal dos seres humanos e de outros animais de sangue quente.<br />Existem, enquanto parte da microbiota normal no intestino, em grandes números. Cada pessoa evacua em média, com as fezes, um trilhão de bactérias E.coli todos os dias. A doença é devida à disseminação, em outros órgãos, das estirpes intestinais normais; ou nos casos de enterite ou meningite neonatal à invasão do lúmen intestinal por estirpes diferentes daquelas normais no indivíduo.<br />Variantes: Sub-tipos mais importantes:<br />E.coli Enteropatogênica: causam diarréias não sanguinolentas epidêmicas em crianças, especialmente em países pobres. Têm um fator de adesão aos enterócitos e produzem enterotoxinas, resultando em destruição dos vilos do intestino delgado, com má absorção dos nutrientes e conseqüente diarréia osmótica. Há também febre, náuseas e vômitos. As saladas são muitas vezes regadas com águas contaminadas transmitindo a diarréia.<br />E.coli Enterotoxinogênica: São a causa mais comum de diarréia do turista, sendo ingeridas em grandes números em comida mal cozida ou água contaminada com detritos fecais. Resolve com imunidade durante vários meses, logo o turista normalmente só é apanhado uma vez. Infectam principalmente o intestino delgado. Sintomas adicionais são dores violentas abdominais, vômitos, náuseas e febre baixa.<br />E.coli Enteroinvasiva: são invasivas e destrutivas da mucosa intestinal, causando úlceras e inflamação. O resultado é diarreia aquosa inicial seguida em alguns doentes de diarreia com sangue e muco, semelhante à da disenteria bacteriana.<br />
  15. 15. E.coli Enterohemorragica: causam diarreia aquosa inicial que pode progredir em colite hemorrágica e síndrome hemolítico-urémico (que ocorre em 5% das infecções por EHEC). Têm fímbrias aderentes e produzem uma toxina semelhante à shiga-toxina produzida pela Shigella. Podem provocar anemia, trombocitopenia e insuficiência renal aguda potencialmente perigosa.<br />Diagnóstico: O diagnóstico é feito pela cultura de amostras dos líquidos infectados e observação microscópica com análises bioquimicas. São usadas técnicas genéticas para identificar genes presentes no genoma da E.coli.<br />Tratamento: A E.coli pode ser resistente a um número crescente de antibióticos, mas uma estirpe raramente é-o a mais de dois ou três fármacos. Antibióticos aconselhados são a aminopenicilina, cefalosporinas, quinolonas, estreptomicina, ácido nalidixico, ampicilina, cefalotina, ciprofloxacina, gentamicina, levofloxacina, nitrofurantoina, trimetoprim e/ou cotrimazole. A escolha do antibiótico é feita por testes in vitro de susceptibilidade.<br />Em caso de enterite com diarreia abundante deve ser administrada água com um pouco de sal e açúcar (soro caseiro), especialmente em climas quentes e em crianças para evitar a desidratação potencialmente perigosa.<br />A E.coli está entre as principais causas de:<br />Toxinfecção alimentar é uma causa importante de Gastroenterites.<br />Infecção do tracto urinário (ITU) (é a mais frequente, cerca de 80% dos casos, causa desta condição em mulheres jovens, podendo complicar em pielonefrite. Resultam da ascensão do organismo do intestino pelo ânus até ao orificio urinário e invasão da uretra, bexiga e ureteres. Frequentemente causadas pelo serovar UPEC. Também conhecida como cistite da lua de mel devido à propensão para aparecer em mulheres sexualmente activas); Colecistite, Apendicite, Petitonite (se perfurarem a parede intestinas ou do tracto urinário. A mortalidade é alta), Meningite (a maioria dos casos de meningite em neonatos é causada pela E.coli, Infecções de feridas), Septicémia (causam 15% dos casos da multiplicação sanguinea frequentemente fatal contra 20% por Staphylococcus aureus. É uma complicação de estágios avançados não tratados de doença nas vias urinárias ou gastrointestinais. A mortalidade é relativamente alta.)<br />
  16. 16. Shigella<br />As Shigella são bacilos não-móveis Gram-negativos anaérobios facultativos, pertencentes à familia Enterobacteriaceae. Há várias espécies que podem causar disenteria, como S.dysenteriae (sintomas mais graves), S.flexneri, S.boydii e S.sonnei (menos grave).<br />As Shigella produzem a shiga-toxina que destroem os ribossomas das células humanas, impedindo a síntese protéica e matando a célula.<br />Ocorre principalmente em países pouco desenvolvidos, porque a sua transmissão é eficazmente combatida pelas medidas de (higiene) básicas. Nos países desenvolvidos é responsável por cerca de 7% dos casos de intoxicões são alimentícias. Há nestes países 1 caso por cada 1.000 pessoas por ano. É mais frequente em doentes com SIDA/AIDS.<br />Só infectam o ser humano, bastando algumas centenas ingeridas em água ou comida contaminadas, ou por transmissão direta fecal oral, para provocarem a doença. Também pode ser transmitida em casos raros por moscas que transportam as bactérias em pequenos pedaços de fezes nas sua patas para os alimentos.<br />Progressão e sintomas: O perído de incubação é de doze a cinquenta horas.A ingestão das bactérias leva à invasão da mucosa do intestino e sua extensa destruição (necrose) devido à invasão e à produção de shiga-toxina. A destruição severa das células da mucosa (os enterócitos), leva à perda da capacidade de absorção de água, e à hemorragia dos vasos locais, com perda adicional de muco acentuada após destruição das células caliciformes. O resultado é a <br /> diarréia sanguinolenta e mucóide abundante, denominada disenteria.<br />
  17. 17. Sintomas: febre;dor abdominal;Vontade constante de evacuar, podendo evacuar mais de 8 vezes no dia;diarréia aquosa (fezes líquidas esverdeadas com pedaços de muco e, às vezes, sangue); náuseas e vômitos;dor de cabeça;convulsões nas crianças;dor muscular (mialgia);espasmos dolorosos da musculatura do reto.<br />Diagnóstico: Cultura de amostras fecais com identificação microscópica e bioquímica. Ingerir água frequentemente ao dia!<br />Tratamento: É administrado um liquido com eléctrolitos (ou água com sal e açucar) para evitar a desidratação, e antibióticos como penicilina, quinolonas e cefalosporinas.<br />
  18. 18. Salmonella<br />São bactérias Gram-negativas, em forma de bacilo, na sua maioria móveis (com flagelos peritríquios), não esporulado, não capsulado, sendo que a maioria não fermenta a lactose. As salmonelas são um gênero extremamente heterogêneo, composto por três espécies, Salmonella subterranea, Salmonella bongori e Salmonella enterica.<br />Dentre as de maior importância para a saúde humana destacam-se a Salmonella Typhi<br />Patogenese: A salmonela, após ser ingerida pelo hospedeiro, passa pelo estômago, de onde entra para o meio interno, ligando-se por meio de fímbrias específicas da espécie às células M.<br /> Epidemiologia: Salmonella Typhi, o Homem é o único reservatório. A salmonelose febre tifóide é endémica nos países subdesenvolvidos. Embora tenham sido encontradas resistências via plasmídeos ao cloranfenicol, ampicilina, a Salmonella Typhi têm baixa dose infecciosa (ao contrário de outros serótipos de Salmonella).<br />Factores de risco: Idade;Imunossupressão;Leucemia;Anemia;Menor acidez gástrica.<br />Transmissão: Ingestão de alimentos contaminados por ex: ovos, peixes, leite, queijos, maionese caseira, etc, Ingestão de água contaminada, Disseminação fecal-oral;Contacto com pessoas doentes ou portadores assintomáticos.Por animais como ovinos, suínos, coelhos, cães, aves marinhas, roedores, mamíferos marinhos, gatos e cavalos.<br />Diagnóstico laboratorial: Para identificação do micro-organismo, realizam-se hemoculturas, que na primeira semana da doença, dão resultado positivo. Podem também fazer-se cropoculturas, mas só após a terceira semana da doença dão resultado positivo. Outros métodos incluem a reacção de Widal, que fazem a pesquisa de anticorpos anti-O, anti-H e anti-Vi da Salmonella<br />
  19. 19. Doenças: Patologias como gastroenterite, septicémia, febre entérica causam os sintomas da salmonelose.<br /> Vacinação: Apenas em populações com alto risco. A vacina é baseada no antígeno do polissacarídeo VIi.<br />Tratamento: Como antibiótico de primeira linha, atualmente é usada a ciprofloxacina, mas para gestantes e crianças, é usada a cefotrioxona. No passado, o antibiótico de primeira linha era o cloranfenicol, mas devido aos seus efeitos adversos (anemias aplásticas e trombocitopenias irreversíveis), foi excluído da terapêutica.<br />

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