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Bibliotecas como prática de responsabilidade social <ul><li>Ao eleger o tema “ As bibliotecas da USP e... a inclusão e a r...
As bibliotecas da USP e... a inclusão e a responsabilidade social <ul><li>[ ...] nos cabe a arte de exercitar a alteridade...
<ul><li>ARENDT, Hanna  Responsabilidade e julgamento.   São Paulo: Companhia das Letras, 2004. </li></ul><ul><li>FREIRE, R...
Bibliotecas como prática de responsabilidade social <ul><li>Obrigada! </li></ul><ul><li>Elisa Machado </li></ul><ul><li>[e...
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Bibliotecas como prática de responsabilidade social no brasil

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Bibliotecas como prática de responsabilidade social no brasil

  1. 1. Bibliotecas como prática de responsabilidade social <ul><li>As bibliotecas da USP e... a inclusão e a responsabilidade social </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><ul><li>Elisa Machado </li></ul></ul><ul><ul><li>Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO </li></ul></ul><ul><ul><li>Coordenadora-Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas – SNBP/FBN </li></ul></ul><ul><li>Rio de Janeiro, 30 de maio de 2011. </li></ul>
  2. 2. Responsabilidade <ul><li>Quando falamos de responsabilidade estamos falando de coletividade e, por conseguinte, de política . </li></ul><ul><li>Hoje percebemos uma forte tendência à desvalorização da atividade de agir conjuntamente , a supervalorização das realizações pessoais e o fim dos prazeres que não trazem expectativas e interesses particulares. </li></ul><ul><li>No entanto, dentre os diferente níveis de responsabilidade, acredito que estamos discutindo aqui, a responsabilidade para com o mundo, por meio de um agir consistente . </li></ul>
  3. 3. Responsabilidade <ul><li>Na concepção pública de vida, somos atores e expectadores e, estamos em busca do que Hannah Arendt chama de felicidade pública , a qual requer o cultivo de uma sociabilidade , uma espécie de exercício de humanidade . </li></ul><ul><li>É a compreensão do senso público que necessariamente diz respeito e está relacionado aos outros e não aos objetos. </li></ul>
  4. 4. Bibliotecas como prática de responsabilidade social <ul><li>Projeto de pesquisa do DEPB/UNIRIO. </li></ul><ul><li>Voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e a iniciação à pesquisa de estudantes de graduação, na área de Biblioteconomia . </li></ul><ul><li>Por meio dos diferentes projetos , de pesquisa, de extensão e de ensino, desenvolvidos na universidade temos a oportunidade de estreitar relações e ampliar o diálogo com a sociedade. </li></ul>
  5. 5. Objetivos <ul><li>Analisar os ações voltadas para a criação formação e/ou desenvolvimento de bibliotecas, lideradas por empresas privadas, sob a percepção de sua responsabilidade social. </li></ul><ul><li>Colaborar para a melhoria da qualidade dos investimentos públicos e privados na área Biblioteconomia. </li></ul>
  6. 6. Responsabilidade social <ul><li>É a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais que impulsionem o desenvolvimento sustentável da sociedade , preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais (INSTITUTO ETHOS DE EMPRESAS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL, 2010). </li></ul>
  7. 7. Responsabilidade social <ul><li>As reflexões que fundamentaram a noção de responsabilidade social, na área de Administração, no exterior, datam de 1950. </li></ul><ul><li>No Brasil, o tema surge indiretamente na literatura em 1968 . </li></ul><ul><li>Somente a partir dos anos 2000 que o assunto ganhou notoriedade, quando as principais revistas e eventos científicos passaram a considerá-lo efetivamente em sua pauta. </li></ul><ul><li>No entanto, de modo geral podemos dizer que no Brasil há uma institucionalização dos debates e pouca reflexão conceitual. </li></ul><ul><li>(FREIRE et al. 2008). </li></ul>
  8. 8. Responsabilidade social <ul><li>“ As maiores empresas doadoras de projetos sociais no Brasil de fato não doam dinheiro do seu bolso, e sim são captadoras de recursos, usando o modelo de aliança com outras empresas e/ou organismos internacionais para financiar suas idéias, com o qual ocupam, aliás, um espaço aberto pelas leis de incentivo dos governos federal e estaduais” (PAOLI, 2005, p. 399). </li></ul>
  9. 9. Responsabilidade social <ul><li>Em relação aos recursos destinados à estas ações , pesquisas apontam para o fato de que nem todas as empresas que se declaram socialmente responsáveis divulgam informações financeiras específicas sobre os recursos gastos em benefício público o que gera dúvidas sobre a existência, ou a dimensão dos investimentos à comunidade (MILANI, 2008). </li></ul>
  10. 10. Responsabilidade social <ul><li>Evolução dos nomes e objetivos dados ao ato de doação empresarial: </li></ul><ul><ul><li>Filantropia </li></ul></ul><ul><ul><li>Responsabilidade Social </li></ul></ul><ul><ul><li>Investimento Social </li></ul></ul><ul><li>Ativismo social voluntário do setor privado: </li></ul><ul><ul><li>Dentro do quadro geral do país de carências de acesso à saúde, educação, cultura e de tantos outros direitos universalizados, percebe-se um apelo à “criatividade social” e ao estímulo à participação de novos atores na questão social – o setor privados e as ONGs. </li></ul></ul>
  11. 11. Questões <ul><li>Quais as ações de responsabilidade social que tem a biblioteca como foco principal? </li></ul><ul><li>Quais os resultados e impactos dessas ações para a sociedade e para a área de Biblioteconomia? </li></ul><ul><li>Que tipo de empresa está investindo nessa área? </li></ul><ul><li>Como se dão esses investimentos? </li></ul><ul><li>O que leva uma empresa a escolher a biblioteca como o seu projeto de investimento social? </li></ul><ul><li>Quais as relações entre esses projetos e as políticas públicas para a área de bibliotecas no país? </li></ul><ul><li>Como os bibliotecários lidam com essa questão? </li></ul>
  12. 12. Algumas preocupações: <ul><li>Até que ponto o mercado , por meio do Terceiro Setor, esta assumindo o papel do Estado ; </li></ul><ul><li>A ambigüidade entre os interesses privados e a ação pública que se estabelece neste campo; </li></ul><ul><li>“ A preconização a iniciativa individual e privada contra a ineficiência burocrática do Estado e a politização dos conflitos sociais” (PAOLI, 2005, p. 386). </li></ul><ul><li>O “esvaziamento do conteúdo político da noção de espaço público ” (MACEDO, 2005, p.10); </li></ul><ul><li>O potencial inovador dessas ações x a aleatoriedade seletiva no tempo e no espaço no qual as ações acontecem (PAOLI, 2005). </li></ul><ul><li>A postura dos bibliotecários frente a esse processo. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Coleta de dados: </li></ul><ul><ul><li>Projeto </li></ul></ul><ul><ul><li>Empresa </li></ul></ul><ul><ul><li>Bibliotecário </li></ul></ul><ul><ul><li>Biblioteca pública </li></ul></ul>Projeto de pesquisa
  14. 14. <ul><li>Criação de um banco de projetos de responsabilidade social na área de Biblioteconomia. </li></ul><ul><ul><li>41 projetos: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>21 estão localizadas em São Paulo, 9 no Rio de Janeiro, 1 em Minas Gerais, 1 na Bahia, 1 em Pernambuco, 2 no Ceará, 2 no Paraná, 1 no Rio Grande do Sul,  2 em Brasília, 1 no Tocantins. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Esses números mostram que mais de 70% dessas ações se concentram na região Sudeste, seguido pela região Nordeste, região Centro–Oeste e região Sul. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Quanto a abrangência 21 projetos são de ordem municipal, 4 são estaduais e 16 são de amplitude nacional. </li></ul></ul><ul><li>Levantamento de fontes de informação sobre o assunto. </li></ul>Resultados
  15. 15. Bibliotecas como prática de responsabilidade social <ul><li>Embora a garantia de funcionamento e manutenção das bibliotecas públicas seja responsabilidade do Estado, os investimentos privados podem, de maneira complementar, colaborar na inovação, modernização e qualificação desses espaços e serviços. </li></ul><ul><li>Acreditamos que este cenário, quando apropriado de maneira consciente e crítica pelos gestores públicos, pode constituir-se em uma oportunidade para o estabelecimento de parcerias de qualidade na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. </li></ul>
  16. 16. Bibliotecas como prática de responsabilidade social <ul><li>Ao eleger o tema “ As bibliotecas da USP e... a inclusão e a responsabilidade social”, entendo que fomos convidados a refletir sobre a nossa ação política e nesse sentido, cabe lembrar que “ política não é uma qualidade dos indivíduos, essencial ou acidental, mas algo que ocorre entre os indivíduos, no espaço comum da vida pública ” (ARENDT, 2007). </li></ul>
  17. 17. As bibliotecas da USP e... a inclusão e a responsabilidade social <ul><li>[ ...] nos cabe a arte de exercitar a alteridade, de assumir responsabilidade por quem somos, pelo modo como agimos, e por que mundo somos responsáveis [...] a responsabilidade tanto para com quem sou, quanto para com o outro e para com a durabilidade do mundo, encontram pelo menos um afluente em comum [...] o espaço da ação que ao mesmo tempo separa e une os indivíduos, que os engendra e lhes confere esse mesmo poder, que não estaria locado nem na esfera puramente privada, de uma interioridade não compartilhada, nem em uma esfera pública desprovida do espaço político” (ARENDT, 2007). </li></ul>
  18. 18. <ul><li>ARENDT, Hanna Responsabilidade e julgamento. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. </li></ul><ul><li>FREIRE, Robson et. Al. Responsabilidade social corporativa: evolução da produção científica. In: Congresso Nacional de Excelencia em Gestão , 4, Niterói, 2008. </li></ul><ul><li>INSTITUTO ETHOS DE EMPRESAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL. O que é responsabilidade social. Disponível em: <http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/29/o_que_e_rse/o_que_e_rse.aspx> Acesso em: 16 out. 2010. </li></ul><ul><li>MACEDO, Myrtes de Aguiar. O comunitárismo na nova configuração das políticas sociais do Brasil. Em Debate . Rio de Janeiro, n. 1, 2005. Disponível em: < http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/cgi-bin/PRG_0599.EXE/6595.PDF?NrOcoSis=18410&CdLinPrg=pt > Acesso em: 28 jul. 2008. </li></ul><ul><li>MACHADO, Elisa Campos. Bibliotecas comunitárias como prática social no Brasil . São Paulo: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, 2008. [Tese de doutorado – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de SãoPaulo]. </li></ul><ul><li>MILANI FILHO, Marcos Antonio Figueiredo. Responsabilidade social e investimento social privado: entre o discurso e a evidenciação. Revista de Contabilidade e Finanças , v. 19, n.4, São Paulo, maio/ago. 2008. </li></ul><ul><li>OLIVEIRA, Francisco de. Privatização do público, destituição da fala e anulação da política: o totalitarismo neoliberal. In: OLIVERIA, Francisco; PAOLI, Maria Célia (Org.). Os sentidos da democracia : políticas do dissenso e hegemonia global. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 55-82. </li></ul><ul><li>PAOLI, Maria Célia. Empresas e responsabilidade social: os enredamentos da cidadania no Brasil. In: SANTOS, B. S. (Org.) Democratizar a democracia: os caminhos da democracia participativa. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. p. 375-418 . </li></ul>Referências
  19. 19. Bibliotecas como prática de responsabilidade social <ul><li>Obrigada! </li></ul><ul><li>Elisa Machado </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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