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Livrinho: Dona Galinha e o Ovo de Páscoa

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Livrinho de Eliana Sá

Published in: Education
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Livrinho: Dona Galinha e o Ovo de Páscoa

  1. 1. DONA GALINHA E 0 OVO DE PÁSCCM ilustrações de Roberto Caldas
  2. 2. Que dia gostoso! De sol! Dona galinha até pensou: “hoje está bom para um passeio”. Então empurrou o portão do galinheiro com o bico e saiu para dar uma voltinha. ; i . A ' , I' X i N Í : xr N “ A › N a¡ -1 ' . I / k V *i › / j l . . v ' . f_ (i I l , - v* ; / l l x A! “~r A . "É" - 7 L. «. - - ' u). ¡ . K z' É? r"w V _ -
  3. 3. s-: ;;; x_ f? ) - í”'. ,í; >, c: w . _r w ° 'íi, ~I_7~íÊr* ° . W ' v 'w . axa ___' ix *"i Cisca daqui, cisca dali, dona galinha deu de cara com uma coisa brilhante, muito estranha! Parecia um ovo. .. o ovo mais bonito que ela ~. já vira em sua vida! ij-»s- - Que ovo mais enfeitado! Só pode ser ovo de pavão. .. Na verdade, dona galinha não sabia que era domingo de Páscoa e que alguém tinha deixado cair um ovo de chocolate no quintal. Ainda muito des conñada, dona galinha tocou, escutou, cheirou o ovo e criou coragem: - Vou levar ele para casa! / , I i 1' / , " ' í" Y . x a a ; a ' A I i . - T* " «Nr li _/ ,V , i 'É V É. T "_/ . - '/ í z I'M
  4. 4. E lá se foi dona galinha com o ovo pelo bico, toda contente. Colocou-o nuJn canto escondido do galinheiro e começou a i ri i f' pensar: como V011 chocá-lo? ... i i i ' l j l / í / › _t" › x_ r í/ «mv v r_, , ' , *v 4 _ ' 7- r . v-f J '~ “ã ¡ r “N __ -"*›- 'e 7-_ » - ____ _D i "Í. " r A › ' ' , à É *ÍÍ l Íg. . V' 4 . .R / í
  5. 5. A essa altura, todo o galinheiro já comentava a história. O senhor papagaio, que havia enxergado tudo lá do seu poleiro, dava a noticia aos quatro ventos do terreiro: - Alô. .. Atenção para uma noticia chocante. .. Encontrado ovo enfeitado com um laço de ñta amarela, de pais desconhecidos. Mais informações com dona galinha, no fundo do quintal.
  6. 6. Foi aquele corre-corre. Todos queriam Ver o tal ovo. Ele era mesmo bonito, diferente, mas meio esquisito! ... Dona galinha, que tinha achado o ovo, dizia ser direito seu chocá-lo. Mas dona perua, dona galinha d°angola, dona pata, dona gansa. .. Todas queriam ser mãe dele. q : f r; r *'“' y Á/ w¡
  7. 7. Pronto a confusão estava armada. Deixar que outra tivesse a glória de chocar o lindo ovo? Nem pensar! Dona galinha queria para si todas as honras. -Se quiser, comadre - disse dona gansa - eu posso choca-lo! - Eu também! estou quase sem serviço em casa- disse dona perua. - Eu ajudo. .. - Eu quero. .. - Eu preciso. .. q . f? _ x p q -_ _ _W - Calma! Calma, senhoras - gritou * c~ * 2 dona galinha. - não se incomodem, ' _ , ~ porque eu x_ _ mesma quero chocar esse ovo. a . ex Quero ter o prazer de ver o lindo . . g o bebê que sairá de dentro dele. u '-55 i ni "gq , " .79 . .h ã), 4 , ,. ' . .. ' 3'_ . Í _v J.
  8. 8. As comadres causaram de tanto insistir, mas ainda esperaram algum tempo para ver se pelo menos poderiam ter a chance de trocar com l i dona galinha pelo menos uma vez de chocar o ovo. ç Que nada, não tiveram essa chance. Dona galinha mais que depressa, se colocou em cima do ovo, ajeitou-se, abriu as asas, para deixa-lo 2. L, bem quentinho. ,a v í * d* i : x w» a "ádiw w. r/ l , ,. i ' . /7 I_ 1 f ¡ / l . 1 . « a . Ãsk / v/w-Mí, ¡t! ,r . rs , F A52") / * “ '”' / . _ / / x . " X , x ' / ~. / f f « _ 1 "t c ~, 1 »s *a . l Ç _ a . ~1 ~ " l _-. ~ : -____- a __. _ . A _Ar- 4'_
  9. 9. O tempo foi passando, o calorzinho aumentando e nem sinal do bebê. Às vezes as comadres apareciam para saber noticias do ovo e para dar palpites. - Como é comadre, já nasceu? - perguntou dona carijó. - Sente mais para frente, comadre. Uma pontinha do ovo está de fora - falou dona galinha d°ango1a. - Abra mais as asas. Quem sabe adianta- exclamou dona pavoa. - Levante um pouco para descansar - disse dona gansa.
  10. 10. De repente, dona galinha sentiu algo se mexer embaixo dela. É claro! Só podia ser o bebezinho. Finalmente! Saiu de lado e olhou para baixo de si. - Não entendo! Em vez de quebrar, o ovo encolheu! Do ninho do lado dona pata gritou: - Congrdre , comadre, desista! Isso não Vai dar certo! ,xi a z-*x Z 'w m __7 r q. ,N r4- _ -4-1.? 7:7 T à* 7
  11. 11. Dona galinha pensou, pensou. .. E, para não dar o braço a torcer, saiu devagar e sem jeito de cima do ovo, resolvida a escondê-lo das amigas. Carregou-o até a cerca e o colocou atrás de uma pilha de sacos de adubo. - Já que não consegui, ninguém mais toca no meu ovo. Amanhã quem sabe tento de novo. Então voltou para o ninho para chocar os seus próprios ovinhos, que estavam esquecidos até agora. - Com todo o tempo que perdi, já teria chocado uma porção! -A/ .z/ -AÍ lv x, ! l "~. ;:_›__': ~Í' _ - Çi l 2 j_ t4 ! k ¡ J k k x i IJ / a , - ^ ~ -. Í , *a x i l “X -_ , VX _J >-/ ” 7 a , K , _ , /-
  12. 12. Assim sempre disfarçando, dona galinha deixou o tempo passar e não contou para ninguém x que desistiu do lindo ovo. O dia continuou quase tão igual aos outros. A tardinha, como sempre, Pedro apareceu para recolher os ovos dos ninhos espalhados pelo quintal. Naquele dia Pedro demorou mais. Fuça daqui, ñiça dali. ..
  13. 13. Q, ““ Todo o galinheiro acompanhava com os olhos. O que será que ele procurava? i* i 'i i f- _ As aves começaram a desconfiar! , _x V i l Muitos espertos, dona galinha d°angola e o senhor papagaio já tinham 2, V' 'T i v , percebido tudo. Então, começaram a dar pistas a Pedro: n_ í, - - Tá íiaco! Tá fraco! Tá fraco! - gritava dona galinha d”angola, quando ele g! estava longe da cerca. j¡ J - Tá forte! Tá forte! tá forte! - ajudava o papagaio, quando Pedro se * W a aproximava dos sacos de adubo. ! I i 5 , f _ l “ f . A : t: * a l! X 1 ~ . _› -. › Í . q . V l 4 . , t l . a ' _ , ) l x r j _. -- - A. , , - q 1/ 4 j í. .. j; ' ' j' ) A: ' a ' l ' ~, / *i2 t l _ 'g 1.* . . _iu 1 | .z 'z
  14. 14. De repente! - Mãe! Achei! Achei! - Pedro gritou, feliz e saiu correndo em direção à casa, carregando o ovo colorido enfeitado. .. - Mãe, achei o ovo que o coelhinho da Páscoa escondeu para mim! Só que tá meio murcho! j , ' 'mx n? ? _. x. v l ' A N? n¡ ¡ . k z 1 *-. . I »x3 M' ' w '. ' ' “~__ 'g L = r « l ' Í t I l l l I l i l 7%_ x f_ ' r ›_ i-_ › , ' ; x . _ at». t - , 1 A t l i l v g t / ¡ ' 'k V ' v: í -. ,_~ j* . x ¡ Í lr "E "P7 ^ 'x , mr ~_ , _- _ * a -. ._y v 0"' ~" - , ..-› 7*¡r t / w _. l- ' a « _, " - _ ' * ' ix -' r' . n ~ l V' í _ j x _ _l 1 t . _/ , 1 _ 1 ' / i . h l Jr | t _ . 1M¡ r 'il l A h ¡ u-? v r - r . ,A / 4 __ › - Í _ A a . "¡"; ^."Ç . _
  15. 15. Coelho? Páscoa? Mas coelhos não botam ovos! ... Dona galinha entendeu tudo, tudo. Como evitar que todos soubessem o que realmente havia acontecido? Mas agora já era tarde, pois o galinheiro em peso olhava ñxo para ela. Dona galinha tonta do vexame e vermelha que nem tomate, apenas conseguiu falar: - Só mesmo uma boba como eu para chocar ovo de chocolate! 0.o . 'mpg . nvw- . . .

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