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Relatório Participação 8. Forum Mundial da Água

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Relatório da participação do Prof. Everardo Mantovani no 8. Forum Mundial da Água

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Relatório Participação 8. Forum Mundial da Água

  1. 1. RELATÓRIO TÉCNICO PARTICIPAÇÃO EVENTO 8o FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA EVERARDO CHARTUNI MANTOVANI Professor DEA-UFV Coordenador Estudo do Potencial Hídrico da Região Oeste da Bahia Brasília 17 a 23/03/2018
  2. 2. 2 1. SOBRE O EVENTO: O Forum Mundia da Água é o principal evento mundial para debate da água, sendo que pela primeira vez é realizado no hemisfério Sul, trazendo a temática “Compartilhando Água”. O evento oportuniza um diálogo mundial, aberto e democrático, para estabelecer compromissos políticos relacionados à água. Também incentiva o uso racional, conservação, proteção, planejamento e gestão deste recurso em todos os setores da sociedade. O evento aconteceu de 17 a 23 de março de 2018, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães e no Estádio Nacional Mané Garrincha, sendo organizado no Brasil pelo Conselho Mundial da Água (WWC), pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), representado pela ANA e pelo Governo do DF. Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos. As sete edições anteriores foram realizadas em Marrakesh (Marrocos, 1997), Haia (Holanda, 2000), Kyoto (Japão, 2003), Cidade do México (México, 2006), Istambul (Turquia, 2009), Marselha (França, 2012) e Gyeongju e Daegu (Coreia do Sul, 2015). As atividades e discussões durante o 8º Fórum Mundial foram sobre o tema água em diversas vertentes, tais como água, energia, economia, alimentos, cidades, ecossistemas, debates políticos entre autoridades governamentais e parlamentares, grupo focal de sustentabilidade e no Fórum Cidadão, uma plataforma para incentivar a participação efetiva da sociedade civil, além de exposição e feira. O 8º Fórum Mundial da Água, realizado na cidade de Brasília, foi considerado o maior da história do evento e segundo os organizadores atendeu ao seu principal objetivo, que é colocar a água no topo da agenda política e da sociedade. Após sete dias de evento, o Fórum havia recebido 120,2 mil pessoas de 172 países diferentes. A abertura contou com a presença de 12 chefes de Estado, governo e altas autoridades internacionais, tendo a participação de representantes de importantes organismos internacionais, como a ONU e suas agências, Banco Mundial, BID, CPLP, OCDE entre outros. Os debates do Processo Temático contaram com 95 sessões, coordenadas por 430 organizações. Foram discutidos objetivos para serem levados ao Senegal em 2021 e metas até 2030 envolvendo os temas Clima, Pessoas, Desenvolvimento, Urbano, Ecossistemas, Finanças, Compartilhamento, Capacitação e Governança. Foram destacados, entre outros aspectos, a água como um direito humano para a vida, investimentos em tecnologia e em segurança hídrica, ações de adaptação tendo em vista as mudanças do clima, uso da água na agricultura e o consumo de energia. A Expo e a Feira do 8º Fórum Mundial da Água contaram com 87 expositores que representaram diferentes setores sociais: pavilhões nacionais, empresas públicas e privadas, organizações e associações da sociedade civil.Uma das inovações do fórum brasileiro foi o grupo focal de sustentabilidade, que dialoga com os objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A nona edição, em 2021, será em Dacar, no Senegal, e terá como tema Segurança Hídrica para Paz e Desenvolvimento.
  3. 3. 3 2. PARTICIPAÇÃO: 2.1 Palestra no Stand da CNA com o tema: Estudo do potencial hídrico da região Oeste da Bahia: Base para o desenvolvimento da agricultura irrigada. Palestra completa disponível no site: http://www.agroplusufv.com.br/projeto-urucuia 2.2 Reuniões técnicas sobre temas agricultura irrigada e recursos hídricos:  CPRM: Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais: Discussão de parceria para desenvolvimento do projeto AIBA/UFV/FUNARBE: Estudos de Recursos Hídricos do Oeste da Bahia. Reunião sob o comando do Assessor Direto do Presidente da CPRM Dr. Paulo Romano e participação de diversos Técnicos da Empresa. Presença do Diretor de Águas e Irrigaçao da AIBA José Cisino e Coordenador dos estudos Prof. Everardo Mantovani.
  4. 4. 4 Definido a promoção conjunta de uma reunião técnica para discutir os projetos em andamento no Aquífero Urucuia por parte da CPRM e AIBA/PRODEAGRO/IAIBA- UFV/FUNARBE.  DWFI/UNL : Instituto Water for Food da Universidade do Nebraska: Discussão sobre estudo para desenvolvimento de modelo de governança de uso de água para região Oeste da Bahia. Reunião com participação de Prof. Nicholas Brozovic, Jesse Starita e Kate Gibson (DWFI/UNL), Eliza Zanela (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande), José Cisino (AIBA) e Everardo Mantovani (UFV). O tema foi exaustivamente discutivo em cima da idéia de desenvolvimento de ações na área de governança, sendo apresentada a visão dos produtores e realizadas sugestões dos participantes. Ficou definida o envio de um rascunho de uma proposição na área para o Prof. Aziz encaminhar para discussão com o pessoal do DWFI/UNL sob coordenação do Prof. Nicholas Brozovic Diretor de Política DWFI/UNL.  Comitê de Bacia do Rio Grande BA: Discussão sobre o desenvolvimento de ações junto aos Comitês de Bacia do Rio Grande, Correntes e São Francisco relacionadas ao estudo para desenvolvimento de modelo de governança de uso de água para região Oeste da Bahia. Reunião com participação de Eliza Zanela (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande), José Cisino (AIBA) e Everardo Mantovani (UFV). O tema foi discutivo e ficou de definir uma data para realização da reunião com os membros do Comitê de Bacia do Rio Grande e o Comitê de Bacia do Rio Corrente.  EMBRAPA – Territorial – SP Discussão de parceria da Embrapa no projeto AIBA/UFV/FUNARBE: Estudos de Recursos Hídricos do Oeste da Bahia. Reunião com o Pesquisador Dr. Paulo A. V. Barroso da Embrapa Territorial sobre o desenvolvimento do projeto AIBA/UFV/FUNARBE: Estudos de Recursos Hídricos do Oeste da Bahia. O tema foi apresentado na palestra que ele estava presente, foram discutidos outros detalhes e foi apresentado pelo Dr Paulo a disponibilidade da Embrapa Territorial de auxiliar no projeto, oferta essa que será apresentada às equipes de coordenadores do estudo. 2.3 Participação em workshop sobre irrigação, recursos hídricos e água subterrâneas no Centro de Convenções Deputado Ulysses Guimarães. 2.4 Visita aos stands de diversos países e empresas. 2.5 Diversos outros contatos e reuniões técnicas.
  5. 5. 5 Proposta debatida pelo Setor Agropecuário no 8o Fórum Mundial da Água (com a participação do representante da região Oeste da Bahia Diretor de Águas e Irrigação da AIBA José Cisno) O setor agropecuário brasileiro, com mais de cinco milhões de produtores rurais, congratula os participantes do Conselho Mundial da Água e o governo brasileiro na organização do 8º Fórum Mundial da Água. A água será o tema de maior importância mundial no século XXI, o que suscita a necessidade de discutir as profundas implicações sociais, econômicas e ambientais no âmbito da sociedade brasileira e mundial, particularmente no que se refere à sua vital importância para atender às crescentes necessidades de segurança alimentar. O 8º Fórum Mundial da Água fornece uma oportunidade única de debate dos principais problemas e soluções relacionadas ao tema e é nesse sentido que os produtores rurais brasileiros chamam atenção para as seguintes mensagens e recomendações: I. A atividade agropecuária brasileira tem altos índices de sustentabilidade. Possuímos 66,3% de áreas com vegetação nativa no Brasil, dos quais 34% encontra-se em propriedades privadas, o que representa uma área equivalente a Alemanha, Espanha, França, Itália e Bélgica. II. Esse ativo ambiental deve ser reconhecido e sua manutenção incentivada por meio do investimento de tecnologias que verticalizem a produção, principalmente o uso sustentável da água. III. A ampla difusão de tecnologias ligadas à eficiência do uso da água, particularmente a irrigação, promove o desenvolvimento regional, aumento do índice de desenvolvimento humano – IDH, geração de renda e criação de empregos, além de garantir a segurança alimentar, devendo ser incentivada. IV. Assegurar que as áreas susceptíveis a secas severas tenham facilitados o acesso à tecnologia, ao crédito e ao mercado, potencializando a propriedade rural como uma unidade de negócio. V. O Brasil, com cerca de sete milhões de hectares irrigados, é um dos poucos, se não o único, país do mundo com capacidade de triplicar essa área com sustentabilidade, aumentando a oferta de alimentos, fibras e bioenergia para o mundo. VI. O Brasil utiliza apenas 2,6% de sua vazão para fins de irrigação, já desconsiderada a contribuição das bacias amazônicas. VII. A reservação da água para usos múltiplos e, particularmente, para a produção de alimentos, fibras, oleaginosas e biocombustíveis deve ser adotada como ação de segurança nacional. VII. O envolvimento dos agricultores de todo o mundo no esforço de gestão responsável da água deve ser potencializado com incentivos positivos à racionalização do uso dos recursos hídricos. VIII. Para isso é necessário que os Governos, Organismos Internacionais, Organizações Não- Governamentais, Empresas, consumidores e etc, reconheçam os produtores rurais como parte da solução dos problemas de gestão da água. IX. Nesse caso, pode ser citada uma série de Boas Práticas Agrícolas (BPAs) que contribuem na conservação do solo e oferta de água. Há de se enfatizar que as BPAs já são bastante difundidas no meio rural brasileiro, como no exemplo do plantio direto, que já atinge mais de 60% da área plantada. X. Os serviços ambientais das áreas rurais geram externalidades positivas, que beneficiam a sociedade, porém tem seus custos assumidos pelo produtor rural, sem qualquer tipo de compensação ou pagamento. Baseados no desenvolvimento sustentável, segurança alimentar e no potencial de crescimento social e econômico derivado da produção agropecuária, de maneira enfática, o setor agropecuário brasileiro convida a todos os atores presentes no 8º Fórum Mundial da Água a advogar programas mundiais, nacionais e regionais de fomento da agropecuária, em especial agricultura irrigada, o estímulo à reservação de água na propriedade rural e o pagamento dos serviços ambientais prestados.

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