Aula engmet - parte 3

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Engenharia de Métodos - Aula 3

Aula engmet - parte 3

  1. 1. ENGENHARIA DE MÉTODOS I – Parte III UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROF. NÍSSIA BERGIANTE 1° SEMESTRE/2013 NISSIABERGIANTE@ID.UFF.BR SL. 447 PV
  2. 2. PARTE 1 PARTE 2 (Diagram by Prof. Arnoldo Hax. Photograph courtesy of Jon Sepúlveda, stock.xchng.) MIT Opencourseware, 2005
  3. 3. Layout industrial e movimentação de materiais. Arranjo Físico industrial
  4. 4. AULA ANTERIOR http://www.slideshare.net/phpippe/13-tipos-de-processos-x-arranjo-fsico
  5. 5. Arranjo Físico http://www.righel.com/doc%2012-2004%20adm250.PDF
  6. 6. ARRANJO FÍSICO E FLUXO Preocupa-se com o posicionamento físico dos recursos de transformação. É decidir onde colocar todas as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal de produção. Mudança de arranjo físico é uma atividade difícil de ser realizada e de longa duração, em função dos recursos e das dimensões; O rearranjo físico de uma operação existente pode interromper o seu funcionamento o que pode levar à insatisfação do cliente ou a perdas na produção;
  7. 7. ARRANJO FÍSICO E FLUXO Arranjo inadequado pode levar a: Fluxos excessivamente longos ou confusos; Estocagem desnecessária de materiais; Formação de filas (clientes, mercadorias gargalos);  Tempos maiores de processamento;  Redução da flexibilidade; Aumento dos custos. –
  8. 8. ARRANJO FÍSICO E FLUXO Objetivos:  Obter um fluxo de informações eficiente  Obter um fluxo de trabalho eficiente  Utilizar melhor a área disponível  Facilitar a supervisão e a coordenação  Reduzir a fadiga do empregado  Isolar elementos insalubres (ruídos, vapores, iluminação, etc.)  Aumentar a flexibilidade para as variações necessárias  Clima favorável para o trabalho (motivação)  Impressionar favoravelmente clientes e visitantes Fonte: www.jlcarneiro.com
  9. 9. ARRANJO FÍSICO E FLUXO Levantamento da situação atual:  Planta baixa (escala preferível 1:50)  Vias de acesso e análise do ponto de localização  Análise das instalações do imóvel – Ar-condicionado, elevadores, saídas de emergência, geradores, áreas de circulação, instalações elétricas e lógicas, etc.  Possibilidades de adaptações (reforma) - Flexibilidade do imóvel  Limite de carga do imóvel  Preço do m2 (compra e locação) Fonte: www.jlcarneiro.com
  10. 10. ARRANJO FÍSICO E FLUXO Levantamento da situação atual:  Formato e amplitude das salas  Medidas e quantidade de móveis e equipamentos – Preparar miniaturas de acordo com a escala da planta baixa  Forma de uso das salas, móveis e equipamentos identificados – Identificação e análise das atividades dos funcionários – Estudo do fluxo de trabalho  Movimentos dos funcionários no desempenho de suas tarefas  Tempos de execução das várias operações  Adequação das máquinas e equipamentos  Aparência e ambiente proporcionado Fonte: www.jlcarneiro.com
  11. 11. ARRANJO FÍSICO E FLUXO O arranjo físico é a manifestação física de um tipo de processo. É a característica de volumevariedade que dita o tipo de processo. Em casos de mais de um tipo de processo, considera-se a importância relativa dos objetivos de desempenho na decisão sobre o arranjo ideal.
  12. 12. Arranjo Físico Tipos básicos de Arranjos Físicos • • • • Arranjo Físico Posicional (fixo) Arranjo Físico por Processo ou Funcional Arranjo Físico por Produto ou Linear Arranjo Físico Celular
  13. 13. Tipos de Arranjo Físico Process0/ Funcional Posicional Celular Arranjo Físico Produto ou Linha
  14. 14. Arranjo Físico http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo_trabalho.pdf
  15. 15. Arranjo Físico Cada tipo de processo pode adotar diferentes tipos, ou combinações de tipos de layout. http://www.slideshare.net/phpippe/13-tipos-de-processos-x-arranjo-fsico
  16. 16. Arranjo Físico http://www.slideshare.net/phpippe/13-tipos-de-processos-x-arranjo-fsico
  17. 17. Um bom Arranjo Físico proporciona: Segurança: demarcações passagens, isolamento de operações perigosas;  Minimiza distâncias: deslocamentos menores com ganho de tempo;  Boa sinalização (informação);  Conforto para os operadores (evitar fatores físicoambientais: iluminação, ruídos, vibrações, temperatura);  Facilidade de coordenação (gerência);  Facilidade de acesso às operações e máquinas (cotidiano e manutenção) Otimização e melhora do uso do espaço (racionalização)  Mudanças de operações caso necessário (melhoria em setups) http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo_trabalho.pdf
  18. 18. ARRANJO FÍSICO POSICIONAL Posicional ou de posição fixa (projectshop): Os recursos transformados não se movem entre os recursos transformadores. Usado quando: A natureza do produto como peso e dimensões, impedem outra forma de trabalho; Quando a movimentação do produto é inconveniente ou extremamente difícil ou insegura. Ex.: canteiro de obras, construção de uma rodovia, pontes, cirurgia de coração, estaleiro, etc...
  19. 19. ARRANJO FÍSICO POSICIONAL Fonte: www.mangabeira.adm.br
  20. 20. ARRANJO FÍSICO POSICIONAL Fonte: http://espacointeressenacional.blogspot.com.br
  21. 21. Fonte: http://www.flightglobal.com/airspace/media/a400m/ima ges/11458/airbus-a400m.jpg ARRANJO FÍSICO POSICIONAL
  22. 22. ARRANJO FÍSICO POSICIONAL VANTAGENS: •NÃO HÁ MOVIMENTAÇÃO DO PRODUTO •PARA PROJETOS DE MONTAGEM O PLANEJAMENTO É FACILITADO PELO USO DE SOFTWARES •POSSIBILIDADE DE TERCEIRIZAÇÃO DE ETAPAS. DESVANTAGENS: •COMPLEXIDADE NA SUPERVISÃO E CONTROLE DE MÃO DE OBRA; •NECESSIDADE DE ÁREAS EXTERNAS PRÓXIMAS À PRODUÇÃO PARA SUBMONTAGENS, ESTOQUES ETC. •PRODUÇÃO EM PEQUENA ESCALA E BAIXO GRAU DE PADRONIZAÇÃO.
  23. 23. ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO Ou funcional (jopshop)  Processos similares (ou processos com necessidades similares) ficam localizados juntos um do outro para que a utilização dos recursos transformadores seja beneficiada. Diferentes produtos ou clientes terão diferentes necessidades e, portanto percorrerão diferentes roteiros na operação. Assim, o padrão do fluxo na operação poderá ser bastante complexo. Ex.: hospital, bibliotecas, supermercados.
  24. 24. ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO Fonte: www.mangabeira.adm.br
  25. 25. ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO http://www.slideshare.net/phpippe/13-tipos-deprocessos-x-arranjo-fsico
  26. 26. ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO http://www.slideshare.net/phpippe/13-tipos-deprocessos-x-arranjo-fsico
  27. 27. Exemplo de Arranjo Físico por processo em uma biblioteca mostrando Fonte: Slack (2002) o caminho de apenas um cliente
  28. 28. ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO VANTAGENS: •GRANDE FLEXIBILIDADE PARA ATENDER MUDANÇAS NO MERCADO; •BOM NÍVEL DE MOTIVAÇÃO •ATENDE DIFERENTES TIPOS DE PRODUTOS; •MENOR INVESTIMENTO EM INSTALAÇÃO (quando máquinas são agrupadas, geralmente se tem menor custo de instalação. Por exemplo: máquinas que precisam de sistema de exaustão, sendo agrupadas, só será preciso criar um sistema)
  29. 29. ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO DESVANTAGENS: •LONGO FLUXO NA FÁBRICA (produto se desloca por distâncias maiores; •DIFICULDADE NO BALANCEAMENTO (devido a constante alteração de produtos); •EXIGE MÃO DE OBRA QUALIFICADA; •MAIOR NECESSIDADE DE PREPARO E SETUP DE MAQUINA (volume baixo resulta na necessidade de maior quantidade de preparo de máquinas)
  30. 30. ARRANJO FÍSICO CELULAR Os recursos transformados, entrando na operação, são préselecionados para movimentarem-se para uma parte específica da operação (ou célula), na qual todos os recursos transformadores necessários a atender a suas necessidades imediatas de processamento se encontram. Flexibilidade do layout Funcional + Simplicidade do layout Linear As células podem ser organizadas internamente por layout Funcional ou Linear. http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo_trabalho.pdf
  31. 31. ARRANJO FÍSICO CELULAR Célula: dois ou mais postos de trabalho distintos localizados proximamente, nos quais um número limitado de peças ou modelos é processado utilizando fluxos lineares. Pode ser arranjada como um arranjo físico por processo ou por produto. Ex. loja de departamento (diversas células), área específica em supermercados, maternidade em hospital) http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo_trabalho.pdf
  32. 32. ARRANJO FÍSICO CELULAR http://www.slideshare.net/phpippe/13-tipos-de-processos-x-arranjo-fsico
  33. 33. ARRANJO FÍSICO CELULAR Fonte: www.mangabeira.adm.br
  34. 34. ARRANJO FÍSICO CELULAR Família B de peças CÉLULA C CÉLULA A Família A de peças Matéria Prima C CÉLULA B Matéria Prima B Matéria Prima A Família C de peças Fonte: www.mangabeira.adm.br
  35. 35. ARRANJO FÍSICO CELULAR Fonte: http://www.fat.uerj.br/intranet/disciplinas/Arranjo%20Fisico%20Industrial/Apostila_AFI_UERJ_Henrique.pdf
  36. 36. ARRANJO FÍSICO CELULAR VANTAGENS: •AUMENTO DE FLEXIBILIDADE QUANTO TAMANHO DOS LOTES POR PRODUTO AO (menor tempo de setup porque há menor variedade de produtos em cada célula. Como menos setup pode-se diminuir o tamanho do lote, aumentando a flexibilidade); •DIMINUIÇÃO NO TRANSPORTE DE MATERIAL (distâncias percorridas pelo produto na célula são menores do que o caminho percorrido o arranjo por produto ou processo); •DIMINUIÇÃO DE ESTOQUES (devido a redução do lote mínimo e há redução de estoque em processo dada a redução do tempo de espera entre uma estação de trabalho e outra); •MAIOR SATISFAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS.
  37. 37. ARRANJO FÍSICO CELULAR DESVANTAGEM Investimento em reconfiguração do arranjo; Pode requerer capacidade adicional; Por ser específico para uma família de produtos uma célula pode ficar ociosa caso não haja programação de produção para aquela célula específica, mesmo que existam recursos na célula que pudessem estar sendo utilizados); http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo_trabalho.pdf
  38. 38. COMPARAÇÃO: Processo e Celular Por processo: Agrupamento de equipamentos por processo. Celular: Agrupa processos necessários a uma família de produtos. wwwp.feb.unesp.br/abilio/Textos/Exemplo%20de%20Arranjo%20fisico.pdf e Slack, Chambers e Johnston, 2002
  39. 39. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Também chamado de Arranjo Físico em fluxo ou em linha OU productflow layout, product layout e flow shop Envolve localizar de forma linear os recursos produtivos transformadores segundo a melhor conveniência do recurso que está sendo transformado. O fluxo de produtos, informações e clientes é muito claro e previsível no arranjo físico, tornando fácil o controle; Ex. Montagem de automóveis, programa de vacinação, restaurante self-service.
  40. 40. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Fonte: www.mangabeira.adm.br
  41. 41. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Fonte: www.mangabeira.adm.br
  42. 42. Fonte: http://conformacaomecanica.blogspot.com.br/2010/11/lamincao.html
  43. 43. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Caracterizado por ter uma única entrada e uma única saída. Nesse tipo de arranjo os postos de trabalho, máquinas e equipamentos são colocados em sequência lógica das operações que devem ser executadas (a sequência de transformações que o produto irá sofrer), não ocorrendo caminhos alternativos, o que facilita o controle do processo e minimiza o manuseio de materiais, ou seja, o material passa pelas operações e existe um único produto fabricado em grande quantidade. Fonte: http://www.fat.uerj.br/intranet/disciplinas/Arranjo%20Fisico%20Industrial/Apostila_AFI_UERJ_Henrique.pdf
  44. 44. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO VANTAGENS Possibilidade de produção em massa com grande produtividade: Especialização dos equipamentos e pessoas Controle da produtividade mais fácil: a velocidade da linha é facilmente ajustada. Peinaldo e Graemi, (2007)
  45. 45. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO DESVANTAGENS Alto investimento em automação/máquina. Costuma gerar tédio nos trabalhadores. Falta de flexibilidade. Fragilidade a paralisações.  Fluxo organizado pelos gargalos. Peinaldo e Graemi, (2007)
  46. 46. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Fonte: http://www.fat.uerj.br/intranet/disciplinas/Arranjo%20Fisico%20Industrial/Apostila_AFI_UERJ_Henrique.pdf
  47. 47. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Os equipamentos são especializados para se dedicarem à fabricação de um produto em particular e também é comum existirem máquinas duplicadas para balancear o fluxo. Quando se fala em arranjo em linha, não se trata necessariamente de uma disposição em linha reta. Uma linha de produção retilínea tende a ficar muito longa exigindo áreas de longo comprimento, o que nem sempre é possível. Para contornar este problema é comum que os engenheiros projetem linhas em forma de U ou S ou outra forma de circuito diferente, que possa ser exequível em função das instalações prediais de que a empresa pode dispor. Fonte: http://www.fat.uerj.br/intranet/disciplinas/Arranjo%20Fisico%20Industrial/Apostila_AFI_UERJ_Henrique.pdf
  48. 48. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Linha em forma de U requer praticamente a metade do comprimento de uma linha em forma reta. As pessoas trabalham mais próximas uma das outras e o caminho percorrido para o abastecimento da matéria prima ao lado da linha é menor. Peinaldo e Graemi, (2007)
  49. 49. ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO Fonte: http://www.fat.uerj.br/intranet/disciplinas/Arranjo%20Fisico%20Industrial/Apostila_AFI_UERJ_Henrique.pdf
  50. 50. ARRANJO FÍSICO MISTO Combinam elementos de alguns ou todos os tipos básicos de arranjo físico, ou usam tipos básicos de forma “pura” em diferentes partes da operação. Ex. um hospital geralmente possui arranjo por processo (cada departamento é um processo). Os departamentos podem ser arranjados de diferentes maneiras: Radiologia – arranjo por processo; Maternidade – arranjo celular Sala de cirurgia: arranjo posicional; Laboratório coleta de sangue: arranjo por produto.
  51. 51. Layout de Complexo de Restaurante O restaurante do tipo buffet é arranjado de forma celular, com cada área do buffet tendo todos os processos (pratos) necessários para servir os clientes em suas necessidades de entradas, prato principal ou sobremesa. No caso de clientes que desejem os três, eles terão de ser processados por meio das três células antes que o serviço se complete. http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo_trabalho.pdf
  52. 52. Layout de Complexo de Restaurante A cozinha é organizada conforme um arranjo físico por processo, com os processos (armazenamento, preparação da comida, processos de cozimento) agrupados. Diferentes pratos percorrerão diferentes roteiros entre processos dependendo de seus requisitos de processamento. O restaurante do tipo buffet é arranjado de forma celular, com cada área do buffet tendo todos os processos (pratos) necessários para servir os clientes em suas necessidades de entradas, prato principal ou sobremesa. No caso de clientes que desejem os três, eles terão de ser processados por meio das três células antes que o serviço se complete. No bandejão os clientes podem não se servir de todos os pratos disponíveis mas mover-se-ão na mesma sequência de processos. SLACK et al, 2002
  53. 53. Layout de Complexo de Restaurante O layout por processo consiste em centralizar em um mesmo local todas as máquinas destinadas a um tipo específico de operação, criando os conhecidos departamentos. O arranjo físico celular busca obter as vantagens do arranjo físico por processo, com as vantagens do arranjo físico por produto. Este tipo de arranjo procura localizar em um só local, conhecido como célula, máquinas diferentes que possam fabricar o produto inteiro. SLACK et al, 2002
  54. 54. Layout Misto – Produção de BOEING A maioria das instalações de manufatura usa uma combinação de mais de um tipo de arranjo físico. Como exemplo de arranjo físico híbrido considere a montagem final dos aviões comerciais da BOEING (modelos 737, 747, 757, 767 e 777). Durante a montagem final, cada unidade de aeronave é localizada num espaço de montagem de Posição Fixa. Entretanto, a cada 2 ou 3 dias, cada aeronave é retirada de seu espaço e empurrada até o espaço de montagem seguinte, onde diferentes tarefas de montagem são executadas. Deste modo, não obstante um avião ser montado durante 2 ou 3 dias numa localização fixa, ele percorre de 6 a 8 diferentes espaços de montagem, numa forma de arranjo físico Por Produto. Fonte: Cassas – disciplina de Gestão de Operações II
  55. 55. Selecionando um tipo de Arranjo Físico CUSTO FIXO POSICIONAL CUSTO VARIÁVEL Baixo, se comparado aos demais. Alto devido a grande variedade que exige maior especialização de mão de obra. PROCESSO CELULAR PRODUTO Alto devido ao alto grau de automação Baixo devido a reduzida especialização de mão de obra CUSTOS FIXOS: juros sobre capital investido em equipamentos, depreciação, aluguel do imóvel, salário da administração e segurança. CUSTOS VARIÁVEIS: matéria-prima, mão de obra, transporte, manutenção, comissão de vendas, perdas, embalagens e água/energia elétrica. Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  56. 56. Selecionando um tipo de Arranjo Físico •Os custos fixos tendem a aumentar à medida que se migra do arranjo posicional para o arranjo por produto. •Os custos variáveis por produto ou serviço, por sua vez, tendem a decrescer. •Os custos totais para cada tipo básico de arranjo físico dependerão dos volumes de produtos ou serviços produzidos. •Há faixas de volumes para as quais mais de um arranjo poderiam prover os custos de operação mínimos. wwwp.feb.unesp.br/abilio/Textos/Exemplo%20de%20Arranjo%20fisico.pdf
  57. 57. Selecionando um tipo de Arranjo Físico http://adm.online.unip.br/img_ead_dp/19590.PDF
  58. 58. Vantagens e Desvantagens dos tipos de Arranjo Físico Vantagens •Alta flexibilidade de mix e produto •Produto permanece imóvel Posicional •Alta variedade de tarefas para mão de obra. Desvantagens •Alto custo unitário •Complexa programação de espaços e atividades •Maior movimentação de equip. e m.o. Processo •Alta flexibilidade de mix e produto •Robusto em caso de paradas em etapas •Fácil supervisão de equip. e inst. •Baixa utilização de recursos •Alto estoques em processo •Fluxo complexo de difícil controle Celular •Equilíbrio entre custo e flexibilidade em operações de alta variabilidade •Lead-time baixo •Trabalho em grupo •Alto custo para reconfigurar o arranjo atual •Pode requerer capacidade adicional •Pode reduzir utilização dos recursos Produto •Baixo custo unitário para alto volume •Especialização de equipamento •Boa movimentação •Baixa flexibilidade de mix •Trabalho repetitivo •Susceptível a paradas para manutenção
  59. 59. PROVÃO 2000 – Uma fábrica fez o levantamento dos custos dos diversos tipos de arranjos físicos, em relação ao volume produzido. A figura abaixo representa esses vários tipos. O pessoal do departamento de marketing sugeriu uma previsão de vendas entre os níveis “a” e “b” assinalados no gráfico acima. Baseado no levantamento de custos, o Dr. Luiz Flávio, diretor de produção da fábrica, deve optar pelo (s) tipo(s) de arranjo físico: a) b) c) d) e) CUSTO $ POSICIONAL Posicional Celular Por produto a Por processo Por processo, celular e por produto simultaneamente. PROCESSO CELULAR PRODUTO b VOLUME Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  60. 60. Transpetro 2011 – Uma determinada empresa de serviços, para obter um fluxo de clientes mais eficiente, utiliza o arranjo físico por produto. Dentre as desvantagens do uso desse tipo de arranjo físico inclui-se o(a) a) aumento da velocidade dos serviços e de produção b) nível alto de utilização dos equipamentos e colaboradores c) sistema com baixa flexibilidade em resposta a mudanças no volume de produção d) tempo de treinamento menor se comparado a outro tipo de arranjo físico e) execução de tarefas rotineiras pelo setor de contabilidade e de compras Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  61. 61. Transpetro 2011 – Uma determinada empresa de serviços, para obter um fluxo de clientes mais eficiente, utiliza o arranjo físico por produto. Dentre as desvantagens do uso desse tipo de arranjo físico inclui-se o(a) a) aumento da velocidade dos serviços e de produção b) nível alto de utilização dos equipamentos e colaboradores c) sistema com baixa flexibilidade em resposta a mudanças no volume de produção d) tempo de treinamento menor se comparado a outro tipo de arranjo físico e) execução de tarefas rotineiras pelo setor de contabilidade e de compras Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  62. 62. Correios 2011 – Engenheiro de Produção Julgue os itens a seguir, referentes a arranjo físico e estudo de viabilidade econômica. As características de volume e variação de uma operação vão reduzir a uma ou duas opções os tipos de arranjo físico que poderão ser adotados. Certo Errado Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  63. 63. Correios 2011 – Engenheiro de Produção Julgue os itens a seguir, referentes a arranjo físico e estudo de viabilidade econômica. As características de volume e variação de uma operação vão reduzir a uma ou duas opções os tipos de arranjo físico que poderão ser adotados. Certo x Errado Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  64. 64. Correios 2011 – Engenheiro de Produção Julgue os itens a seguir, referentes a arranjo físico e estudo de viabilidade econômica. Estudos acerca da viabilidade econômica de um arranjo físico devem considerar as dimensões volume, variedade e grau de contato direto com o consumidor. Por outro lado, se as instalações forem as mesmas para qualquer situação, será dispensável a análise da dimensão variação, pois a variação de demanda inerente ao que será produzido geralmente independe dessas instalações. Certo Errado Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  65. 65. Correios 2011 – Engenheiro de Produção Julgue os itens a seguir, referentes a arranjo físico e estudo de viabilidade econômica. Estudos acerca da viabilidade econômica de um arranjo físico devem considerar as dimensões volume, variedade e grau de contato direto com o consumidor. Por outro lado, se as instalações forem as mesmas para qualquer situação, será dispensável a análise da dimensão variação, pois a variação de demanda inerente ao que será produzido geralmente independe dessas instalações. Certo x Errado Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  66. 66. Correios 2011 – Engenheiro de Produção Julgue os itens a seguir, referentes a arranjo físico e estudo de viabilidade econômica. Em regra, um arranjo físico posicional é mais viável economicamente que o arranjo físico por processo. Certo Errado Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  67. 67. Correios 2011 – Engenheiro de Produção Julgue os itens a seguir, referentes a arranjo físico e estudo de viabilidade econômica. Em regra, um arranjo físico posicional é mais viável economicamente que o arranjo físico por processo. Certo x Errado Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  68. 68. CODESP 2011 – Engenheiro de Produção As figuras abaixo demonstram uma reorganização de cinco agrupamentos de máquinas em uma indústria. Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  69. 69. Neste caso, partindo-se da figura 1 para a figura 2, ocorreu uma transformação de: (A) arranjo físico por produto para arranjo físico de processo. (B) arranjo físico de processo para arranjo físico celular. (C) arranjo físico de processo para arranjo físico por produto. (D) arranjo físico celular para arranjo curto-gordo. (E) arranjo físico celular para arranjo físico de processo. Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  70. 70. Neste caso, partindo-se da figura 1 para a figura 2, ocorreu uma transformação de: (A) arranjo físico por produto para arranjo físico de processo. (B) arranjo físico de processo para arranjo físico celular. (C) arranjo físico de processo para arranjo físico por produto. (D) arranjo físico celular para arranjo curto-gordo. (E) arranjo físico celular para arranjo físico de processo. Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  71. 71. O estudo do arranjo físico de móveis e equipamentos em qualquer local de trabalho é importante, pois disso depende o bem-estar e, consequentemente, o melhor rendimento das pessoas. Sabendo-se da importância de tal ferramenta, marque a opção que NÃO representa a finalidade de um estudo do arranjo físico: a. conseguir a eficiência no fluxo de documentos. b. melhorar o desempenho dos empregados. c. facilitar a utilização de máquinas, equipamentos, móveis e espaço físico. d. proporcionar total privacidade aos empregados, para que trabalhem sem supervisão.
  72. 72. O estudo do arranjo físico de móveis e equipamentos em qualquer local de trabalho é importante, pois disso depende o bem-estar e, consequentemente, o melhor rendimento das pessoas. Sabendo-se da importância de tal ferramenta, marque a opção que NÃO representa a finalidade de um estudo do arranjo físico: a. conseguir a eficiência no fluxo de documentos. b. melhorar o desempenho dos empregados. c. facilitar a utilização de máquinas, equipamentos, móveis e espaço físico. d. proporcionar total privacidade aos empregados, para que trabalhem sem supervisão.
  73. 73. 1. O arranjo físico de uma operação produtiva preocupa-se com o posicionamento físico dos recursos de transformação. O layout fixo ou posicional é aquele em que: A) os processos similares são realizados em uma área comum ou funcional, não importando o produto. B) o produto permanece em um local e os processos são movidos até ele em função do seu tamanho ou peso. C) grupos de máquinas não similares são colocados juntos para operar produtos que têm formas e necessidades de processamento semelhantes . D) equipamentos ou operações são dispostos de acordo com as etapas progressivas necessárias para a elaboração do produto.
  74. 74. 1. O arranjo físico de uma operação produtiva preocupa-se com o posicionamento físico dos recursos de transformação. O layout fixo ou posicional é aquele em que: A) os processos similares são realizados em uma área comum ou funcional, não importando o produto. B) o produto permanece em um local e os processos são movidos até ele em função do seu tamanho ou peso. C) grupos de máquinas não similares são colocados juntos para operar produtos que têm formas e necessidades de processamento semelhantes . D) equipamentos ou operações são dispostos de acordo com as etapas progressivas necessárias para a elaboração do produto.
  75. 75. O arranjo físico (leiaute) é de significativa importância na otimização das condições de trabalho, pois aumenta o bemestar e o rendimento das pessoas. O arranjo corresponde ao posicionamento das diversas estações de trabalho nos espaços existentes na organização, envolvendo, além da preocupação de melhor adaptar as pessoas ao ambiente de trabalho, segundo a natureza da atividade desempenhada, a arrumação de móveis, máquinas, equipamentos e matériasprimas para proporcionar melhor efeito ergonômico. Conceitualmente, os arranjos físicos são classificados em: por processo ou funcional; em linha ou por produto; posicional; celular. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes.
  76. 76. 98 O leiaute deve ser flexível, a fim de que possa ser alterado sempre que necessário, para melhor interação entre o próprio espaço físico e o fator humano. 99 Construção de uma estrada é um exemplo de arranjo físico por produto. 100 O arranjo físico no qual os processos similares ficam localizados juntos, como em bibliotecas e supermercados, é chamado arranjo funcional. 101 A montagem de um automóvel segue o princípio do arranjo posicional
  77. 77. 98 O leiaute deve ser flexível, a fim de que possa ser alterado sempre que necessário, para melhor interação entre o próprio espaço físico e o fator humano. VERDADEIRO 99 Construção de uma estrada é um exemplo de arranjo físico por produto. FALSO 100 O arranjo físico no qual os processos similares ficam localizados juntos, como em bibliotecas e supermercados, é chamado arranjo funcional. VERDADEIRO 101 A montagem de um automóvel segue o princípio do arranjo posicional FALSO
  78. 78. O diagrama mais comumente usado para documentar processos em gestão de produção é o de fluxo de processo. Esse tipo de diagrama usa diversos símbolos diferentes para identificar os diferentes tipos de atividades. Sobre a representação dada às atividades, observe os três símbolos que seguem. I II III Assinale a opção que corresponde à denominação das respectivas atividades. A) I - operação, II - estocagem e III - inspeção. B) I - inspeção, II - operação e III - estocagem. C) I - estocagem, II - operação e III - inspeção. D) I - estocagem, II - inspeção e III - operação
  79. 79. O diagrama mais comumente usado para documentar processos em gestão de produção é o de fluxo de processo. Esse tipo de diagrama usa diversos símbolos diferentes para identificar os diferentes tipos de atividades. Sobre a representação dada às atividades, observe os três símbolos que seguem. I II III Assinale a opção que corresponde à denominação das respectivas atividades. A) I - operação, II - estocagem e III - inspeção. B) I - inspeção, II - operação e III - estocagem. C) I - estocagem, II - operação e III - inspeção. D) I - estocagem, II - inspeção e III - operação
  80. 80. Existem três tipos básicos de arranjo físico (layout) de fábricas: posicional (ou por posição fixada); funcional (ou por processo); e linear (ou por produto). É correto afirmar que, em uma fábrica que produz cinco tipos de diferentes produtos: a) o layout posicional deve ser usado quando há uma máquina difícil de ser removida do local. b) o layout linear exige que o prédio tenha forma alongada. c) o layout linear é melhor para o setor de montagem de peças. d) o layout funcional é melhor para o setor de fabricação de peças. e) podem coexistir os três tipos de layout.
  81. 81. Existem três tipos básicos de arranjo físico (layout) de fábricas: posicional (ou por posição fixada); funcional (ou por processo); e linear (ou por produto). É correto afirmar que, em uma fábrica que produz cinco tipos de diferentes produtos: a) o layout posicional deve ser usado quando há uma máquina difícil de ser removida do local. b) o layout linear exige que o prédio tenha forma alongada. c) o layout linear é melhor para o setor de montagem de peças. d) o layout funcional é melhor para o setor de fabricação de peças. e) podem coexistir os três tipos de layout.
  82. 82. A decisão do arranjo físico a ser adotado em projetos envolve uma escolha entre os quatro tipos básicos (posicional, por processo, celular e por produto). A decisão da escolha do arranjo físico é influenciada por um entendimento correto das vantagens e desvantagens de cada um. Em relação às vantagens, podemos diferenciar cada arranjo. O quadro a seguir apresenta a descrição das vantagens dos tipos de arranjo físico. Analise cada uma delas de acordo com a ordem em que se apresenta.
  83. 83. Com base nas informações dadas, a opção que indica, respectivamente, os tipos de arranjos físicos especificados é A) I – Celular; II – por processo; III – produto; e IV – posicional. B) I – Produto; II – posicional; III – por processo; e IV – celular. C) I – Celular; II – produto; III – por processo; e IV – posicional. D) I – Produto; II – por processo; III – posicional; e IV – celular
  84. 84. Com base nas informações dadas, a opção que indica, respectivamente, os tipos de arranjos físicos especificados é A) I – Celular; II – por processo; III – produto; e IV – posicional. B) I – Produto; II – posicional; III – por processo; e IV – celular. C) I – Celular; II – produto; III – por processo; e IV – posicional. D) I – Produto; II – por processo; III – posicional; e IV – celular
  85. 85. 2 AULAS ATRÁS... http://www.slideshare.net/phpippe/13-tipos-de-processos-x-arranjo-fsico
  86. 86. Princípios do Projeto de Arranjo Físico PRINCÍPIO DA ECONOMIA DE MOVIMENTO O transporte nada acrescenta ao produto/serviço. As distâncias devem ser reduzidas ao mínimo para evitar esforços inúteis, confusões e custos maiores. PRINCÍPIO DA OBEDIÊNCIA AO FLUXO DAS OPERAÇÕES Materiais, equipamentos e pessoas devem se posicionar e movimentar-se em fluxo contínuo e de acordo com a seqüência do processo. Devem ser evitados cruzamentos, retornos e interrupções. PRINCÍPIO DA FLEXIBILIDADE Quanto menos rígido for o arranjo físico mais útil ele será. São freqüentes e rápidas as necessidades de mudança de projeto do produto, equipamentos, métodos de trabalho e volumes de produção. Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  87. 87. Princípios do Projeto de Arranjo Físico PRINCÍPIO DO USO DAS TRÊS DIMENSÕES Deve-se ter sempre em mente que os itens a serem arranjados, na realidade ocupam um certo volume, e não uma determinada área. Deve-se pensar na utilização de porões, sub-solos, etc. PRINCÍPIO DA SATISFAÇÃO E SEGURANÇA O arranjo físico deve proporcionar boas condições de trabalho e máxima redução de risco. Não se deve esquecer a influência que fatores psicológicos, tais como cores, impressão de ordem e impressão de limpeza, possuem para melhorar o moral do trabalho. Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  88. 88. NOVAS TENDÊNCIAS NOS ARRANJOS DE MANUFATURA Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  89. 89. Detalhamento do Projeto de Arranjo Físico MÉTODOS E FERRAMENTAS  Arranjo Físico Posicional Análise da alocação de recursos  Arranjo Físico Funcional/Processo  Arranjo Físico Celular  Arranjo Físico por Produto Cartas de relações Análise do fluxo da produção Balanceamento da linha Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  90. 90. Detalhamento: Arranjo Físico Posicional Neste layout a localização dos recursos não vai ser definida com base no fluxo de recursos transformados, mas na conveniência dos recursos transformadores em si. Técnica: análise de alocação dos recursos. Avalia os efeitos de se localizar os vários recursos de transformação em todas as localizações disponíveis na planta e da forma como esses recursos interagem entre si. Slack et al (2002)
  91. 91. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Um dos arranjos mais complexos de se planejar. Geralmente existe a possibilidade de inúmeras combinações. Para N centros de trabalho, haverão N! possíveis arranjos. Se existirem seis áreas diferentes para serem posicionadas, haverá 6! = 720 possibilidades de combinações diferentes!!! Devido a essa complexidade, dificilmente, na rotina prática das empresas, soluções ótimas serão possíveis. A maioria dos arranjos por processo é projetada por uma combinação de intuição, bom senso e tentativa e erro. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  92. 92. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Deve-se : 1. Identificar o fluxo de materiais e operações; 2. Levantar a área necessária para cada agrupamento de trabalho e suas restrições (exaustão, riscos, etc); 3. Identificar o relacionamento entre estes agrupamentos, ou seja, o quanto é conveniente/inconveniente aproximar certos tipos de operação. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  93. 93. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificação do fluxo de materiais e operações Consiste no levantamento da quantidade de materiais que será movimentada em cada fluxo, da quantidade de fluxos, da direção e do sentido destes fluxos. Também é necessário estimar o custo de cada movimentação. Ferramentas: Fluxograma e Carta MultiProcesso. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  94. 94. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Carta Multiprocesso Indica a sequência de operações determinados produtos devem passar. pelas quais Geralmente consiste em uma tabela em forma de matriz correlacionando o processo com os produtos a serem fabricados. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  95. 95. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Carta de Multiprocesso Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  96. 96. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Levantamento da área física para cada centro de trabalho O cálculo das áreas necessárias para cada centro de trabalho considera: Aresta viva: lado ou dimensão produtiva do equipamento – é o lado que o trabalhador opera a máquina.  Superfície ou área projetada (Sp): é a área correspondente à projeção ortogonal do equipamento em relação ao piso da fábrica. Geralmente é a área física da base do equipamento Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  97. 97. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Levantamento da área física para cada centro de trabalho O cálculo das áreas necessárias para cada centro de trabalho considera:  Superfície ou área de operação (So): é a área estritamente necessária para que o trabalhador possa operar o equipamento de forma segura e eficiente. Varia de acordo com o tipo de equipamento, operação, tamanho das peças, e tamanho do estoque. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  98. 98. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Levantamento da área física para cada centro de trabalho  Superfície ou área de operação (So): De forma geral é calculada por: So = Dimensão aresta viva x Aresta não viva 2 (Para: 0,5< Aresta não viva <2,0) Ou considerando-se uma faixa mínima de 0,50m quando o comprimento da aresta não viva for pequeno demais E uma faixa máxima de 2 metros quando a dimensão for grande demais. Se Aresta não viva <0,5 m, use 0,5 Se Aresta não viva >2,0, use 2,0 Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  99. 99. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Levantamento da área física para cada centro de trabalho O cálculo das áreas necessárias para cada centro de trabalho considera:  Superfície ou área de circulação (Sc): é a área prevista para permitir a circulação do fluxo de produtos, pessoas e materiais da operação produtiva. Geralmente é calculada: Sc = Área projetada + Área de operação 2 respeitando-se um limite máximo de 3 metros.
  100. 100. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Levantamento da área física para cada centro de trabalho O cálculo das áreas necessárias para cada centro de trabalho considera:  Corredores de passagem: são áreas destinadas à circulação comum de pessoas, materiais e veículos que não fazem parte direta do fluxo da produção. Depende da normatização e do grau de risco da atividade. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  101. 101. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Levantamento da área física para cada centro de trabalho São aconselhadas as seguintes larguras de corredores OPERÁRIOS: um único sentido de movimentação: 70~95 cm dois sentidos de movimentação: 150 cm cada sentido adicional de movimentação: 55 cm MATERIAIS: considerar a largura do meio de transporte e as folgas folga para transporte móvel e objeto parado: 15 cm folga para transporte móvel e objeto móvel: 30 cm REMOÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA MANUTENÇÃO E SERVIÇO:o corredor deve permitir a remoção da máquina maior. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  102. 102. http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo _trabalho.pdf
  103. 103. http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_layout_processo _trabalho.pdf
  104. 104. Exemplo: Arranjo Físico Funcional Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  105. 105. Exemplo: Arranjo Físico Funcional Área de Operação So = Dimensão aresta viva x Aresta não viva 2 So = 1 x 1/2 = 0,5m Área de Circulação Sc = Área projetada + Área de operação 2 So = 1 + 0,5 = 0,75 m 2 Corredor de Passagem 0,70 ~ 0,95m Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  106. 106. Exemplo: Arranjo Físico Funcional Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  107. 107. Exemplo: Arranjo Físico Funcional Área de Operação So = Dimensão aresta viva x Aresta não viva 2 So = 5 x 5/2 = 12,5m ~ 2,0 Área de Circulação Sc = Área projetada + Área de operação 2 So = 25 + 2,0 = 13,50 m ~~ 3,0m 2 Corredor de Passagem 0,70 ~ 0,95m Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  108. 108. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento O nível e a direção do fluxo são representados em diagramas de fluxo (ou cartas “de-para”). Registra o número de carregamentos transportados entre departamentos, a distância percorrida e o custo do transporte. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  109. 109. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  110. 110. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo Se a direção do fluxo entre centros produtivos faz pouca diferença para a decisão sobre arranjo físico, a informação pode ser simplificada Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  111. 111. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  112. 112. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo Forma alternativa de representação Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  113. 113. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo Em algumas operações, há diferenças significativas no custo de mover materiais ou clientes entre diferentes centros de trabalho. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  114. 114. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo A Figura mostra o custo unitário de transportar um carregamento entre cinco centros de trabalho. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  115. 115. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo Aqui, o custo unitário de mover cargas para centro D é sensivelmente maior do que o custo de mover cargas da maioria dos outros centros. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  116. 116. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Identificar o Relacionamento - Exemplo Unindo custo unitário/distância percorrida e carregamentos Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  117. 117. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Se a direção não é relevante podemos simplificar para Unindo custo unitário/distância percorrida e carregamentos Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  118. 118. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Objetivos do Arranjo Físico por Processo Minimizar os custos para operação, que são associados com o fluxo de recursos transformados ao longo da operação. Fonte: Slack et al (2002)
  119. 119. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Objetivos do Arranjo Físico por Processo Eficácia do arranjo físico = Σ Fij Dij Cij para todo i  j, onde: Fij = o fluxo em carregamentos ou jornadas por período, do centro de trabalho i para o j; Dij = distância entre o centro de trabalho i e o centro j; Cij = custo para transportar uma unidade entre a origem i e o destino j. Fonte: Slack et al (2002)
  120. 120. Exemplo de Arranjo Físico por processo  Um estudo de layout desenvolveu duas alternativas para localizar seis setores produtivos: A,B,C,D,E,F dentro de uma área determinada. Conhecendo as quantidades (em toneladas) que devem ser transportadas por mês entre os setores produtivos e os custos unitários de transporte determinar que alternativa apresenta o menor custo total de transporte. A 15 E B 10 18 D Alternativa 1 C 25 D C F 29 F A E B Alternativa 2 professor.ucg.br/.../Organização%20Industrial_%
  121. 121. Diagrama de Relacionamento e Custos Quantidade (t/mês) Setores Quantidade Setores Quantidade A-B A-C A-D A-E B-C B-E 100 50 80 30 80 60 B-F C-D C-F D-E D-F 100 50 80 90 30 Custos (por m por t) Distância Até 10 m Entre 11m e 20 m Acima de 20 m $ 1,00 1,50 2,00 professor.ucg.br/.../Organização%20Industrial_% 132
  122. 122. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Diagrama de Relacionamento Um método qualitativo alternativo de se indicar a importância relativa das relações entre centros é a carta de relacionamentos. Uma carta de relacionamentos indica o quão desejável é manter pares de centros juntos uns dos outros. Criado em 1961 por Ricardo Muther, analisa a proximidade entre as áreas, setores da produção ou departamentos. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  123. 123. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Diagrama de Relacionamento Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  124. 124. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional Diagrama de Relacionamento Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  125. 125. Avaliação Quantitativa: Arranjo Físico Funcional Em algumas atividades produtivas, o custo gerado pela movimentação de materiais pode ser significativo no custo total da produção. Geralmente quando a frequência, volume e/ou peso do material são expressivos e existe a necessidade de equipamentos de transporte como empilhadeiras, talhas, guindastes e/ou pontes rolantes. Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  126. 126. Avaliação Quantitativa: Arranjo Físico Funcional Custo do Transporte: Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  127. 127. Avaliação Quantitativa: Arranjo Físico Funcional - Exemplo Fonte: Peinado e Graemi (2007)
  128. 128. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional 1º) Colete informações: áreas requeridas por departamento e número de peças que percorrem os departamentos por mês. PARA CÓD. ÁREA Esmeril Pintura Furadeira Retrabalho Expedição DE m² A B C D F Esmeril A 90 1.000 2.000 Pintura B 20 4.000 5.000 Furadeira C 40 Retrabalho D 20 2.000 Envernizamento E 20 4.000 Expedição F 20 2º) Desenhe o arranjo físico esquemático: abaixo está o primeiro arranjo físico esquemático. As linhas mais grossas representam fluxos de alta intensidade 2000 D A 4000 2000 1000 4000 E B C 5000 F
  129. 129. Detalhamento: Arranjo Físico Funcional 3º) Ajuste o arranjo físico esquemático: o ajuste deverá levar em conta a forma do edifício. E 4º) Desenhe o arranjo físico: os departamentos deverão ter as dimensões reais do edifício e ocupando áreas que se aproximam de suas áreas requeridas. 9,0 m F 5000 E B 1000 4000 F B 4000 D A C D 2000 25,0 m A 2000 C Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  130. 130. MÉTODO DOS ELOS Baseia-se na determinação de todas as inter-relações possíveis entre as várias unidades que compõem o arranjo físico, de forma a se poder estabelecer um critério de prioridade na localização dessas unidades. Com ele é possível minimizar a movimentação de produtos, processos, documentos, e/ou pessoas entre os vários postos de trabalho envolvidos, tornando o fluxo de trabalho mais racional. Cury, 2002 e Borba, 1998
  131. 131. MÉTODO DOS ELOS Como fazer? 1. Identificar os tipos de processamento que existem na área estudada, definindo os postos de trabalho envolvidos e as respectivas quantidades médias, por processo de trabalho, no tempo médio estudado. Cury, 2002 e Borba, 1998
  132. 132. MÉTODO DOS ELOS Exemplo: Num órgão de planejamento de material de um departamento de uma grande empresas tem-se: 10 postos de trabalho, nos quais foram identificados 5 tipos de processo, cujos dados foram os seguintes: Cury, 2002
  133. 133. MÉTODO DOS ELOS Como fazer? 2. Definir a sequência dos postos de trabalho Cury, 2002
  134. 134. MÉTODO DOS ELOS 3. Montar o quadro dos elos, colocando em cada coluna os tipos de processos identificados Cury, 2002 e Macedo (2009)
  135. 135. MÉTODO DOS ELOS Como fazer? 4. O quadro de elos permitirá a elaboração do QUADRO DAS FREQUÊNCIAS, retratando o número de vezes que cada elo ocorre no período considerado.Assim pode-se identificar em quantos procedimentos cada elo interfere e quantas vezes cada um se verifica no período considerado. Na primeira coluna todos os pares dos elos Na horizontal, todos os processos Preenche-se a tabela com a quantidade média de processos realizados no elo. Cury, 2002
  136. 136. MÉTODO DOS ELOS Cury, 2002
  137. 137. MÉTODO DOS ELOS Como fazer? 5. Com base no quadro das frequências, constrói-se o QUADRO DAS SOLICITAÇÕES, traduzindo o número destas de cada posto de trabalho, no período analisado. Na horizontal: enumera-se os postos em ordem crescente Na vertical: enumera-se em ordem decrescente.  Coloca-se nos campos correspondentes o valor total do elo respectivo como visto no quadro das frequências, partindo da horizontal para a vertical. Cury, 2002
  138. 138. MÉTODO DOS ELOS Na horizontal: Elo 5-7=50 95 Elo 6-7=45 Na vertical: Elo 7-10: 30 Elo 7-9: 50 Elo 7-8: 15 190 95 Cury, 2002
  139. 139. MÉTODO DOS ELOS As principais ligações dos postos 4 e 7, os mais solicitados, devem ser colocadas próximas a eles Mais solicitados! Devem ocupar posições centrais na composição do layout. Postos de início e fim, devem ser posicionados perto da entrada e da saída. Cury, 2002
  140. 140. MÉTODO DOS ELOS Exemplo de uma solução: Cury, 2002
  141. 141. MÉTODO DOS ELOS Solução na prática: Cury, 2002
  142. 142. Detalhamento: Arranjo Físico Celular Resumo CÉLULA 1 Máquinas: M1 e M4 Peças; P1 e P3 CÉLULA 2 Máquinas: M2, M3 e M5 Peças; P2 e P4 Alternativas para produzir a peça P5: 1. Produzir a Peça 5 transportando lotes da peça entre as duas células. A vantagem dessa alternativa é que a utilização de máquina (a porcentagem de tempo em que as máquinas operam) das células seria mais elevada. As desvantagens são o custo adicional de manuseio de material e a complexidade adicional para coordenar a programação da produção entre as células. 2. Subcontratar a produção da Peça 5 a fornecedores fora da empresa. A vantagem dessa alternativa é que ela evita o custo adicional de manuseio de materiais e a complexidade da programação causada ao transportar lotes da peça entre as células. A desvantagem é que essa subcontratação pode custar mais do que para fazer a peça em casa. 3. Produzir a Peça 5 na job shop, fora das células de Arranjo Celular. A vantagem dessa alternativa é que ela evita o custo adicional de manuseio de materiais e a complexidade da programação causada ao transportar lotes da peça entre as células e qualquer custo adicional de subcontratação. A principal desvantagem dessa alternativa é que as máquinas nas quais a Peça 5 é feita (M1, M2, M3 e M5) já estão nas células do layout Celular. Se a Peça 5 tivesse de ser enviada novamente agora para a job shop para produção, máquinas adicionais talvez tivessem de ser compradas. 4. Comprar uma Máquina M1 adicional para produzir a Peça 5 na segunda célula. Essa alternativa atribuiria as Máquinas M1 e M4 e as Peças l e 2 à primeira célula e as Máquinas M1, M2, M3 e M5 e as peças 3, 4 e 5 à segunda célula. A vantagem dessa alternativa é que o custo adicional de manuseio de materiais e a complexidade de programação de transportar lotes da Peça 5 entre células são evitados. A desvantagem é o custo adicional de comprar outra Máquina A. Cassas – Disciplina Gestão de Operações II
  143. 143. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. SLACK, N. CHAMBERS, S.; JOHNSTON R. Administração da Produção. Tradução Maria Teresa Correia de Oliveira. Revisão Técnica Henrique Luiz Corrêa. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2008. http://www.fdc.org.br/pt/pesquisa/inovacao/cri/Documents/Natura_bruno _rondoni.pdf MIT Opencourseware, http://ocw.mit.edu/index.htm http://www.si.lopesgazzani.com.br/docentes/katia/AULA7ADM.pdf http://www.slideshare.net/danieljp/unidade-2-conceitos-funes-e-objetivosdo-sp © Steve Vasovsk and Jeremy Weinste n – ESD.60 Lean/Six Sigma Systems, LFM, MIT BARNES, Ralph Mosser. Estudo de movimentos e de tempos: projeto e medida do trabalho. 6 ed. São Paulo: Edgar Blücher, 1977. http://xa.yimg.com/kq/groups/19698351/598514251/name/ADM06++T%C3%A9cnicas+de+Mapeamento+de+Processos.pdf
  144. 144. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS       CASSAS, MARCO P. Disciplina de Gestão de Operações II LIMA, Gilson B. Alves. Notas de aula da disciplina de Engenharia de Métodos, Universidade Federal Fluminense – CTC / TEP, 2008. FARIAS FILHO, José Rodrigues. Notas de aula da disciplina de Gerenciamento da Qualidade Total, Universidade Federal Fluminense – CTC / TEP, 2002. DE BORBA, MIRNA. Material de Arranjo Físico. http://pt.scribd.com/doc/8862194/16/Metodo-Dos-Elos MACEDO, ROSEMBERG. Material Arranjo Físico. http://rhinfinity.com.br/media/arquivos/layout-exercicioelos.pdf PEINALDO, JURANDIR e GRAEMI, ALEXANDRE REIS. Administração da Produção. Operações industriais e serviços. Curitiba: UnicenP, 2007.  SLACK, Nigel et al. Administração da Produção. São Paulo: Editora Atlas, 1997.  RAMALHO, Luciano S. et al. Estudo do Setor de Arrecadação da Concessionária da Ponte Rio - Niterói S.A. : Uma Proposta de Melhoria na Fluidez do Tráfego. Universidade Federal Fluminense – CTC / TEP, 2003. SILVA, ADOLFO SERGIO FURTADO. Material Organização Industrial  * As figuras utilizadas neste documento foram extraídas da internet. Qualquer omissão de fonte pode ser comunicada a autora para devidos créditos.

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