Trabalho de mec. dos solos i

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Trabalho de mec. dos solos i

  1. 1. 1 FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS CURSO ENGENHARIA CIVIL ADEMIR RIBEIRO ANDRÉ LUIZ VICENTE CARLOS RIBEIRO DANIEL FARIAS LUCAS SENA TAMIRES SILVA WADSON LÉCIO MECÂNICA DOS SOLOS I Identificação visual e táctil dos solos ITABUNA Setembro – 2013
  2. 2. 2 ADEMIR RIBEIRO ANDRÉ LUIZ VICENTE CARLOS RIBEIRO DANIEL FARIAS LUCAS SENA TAMIRES SILVA WADSON LÉCIO MECÂNICA DOS SOLOS I Identificação visual e táctil dos solos Atividade apresentada à disciplina Mecânica dos Solos I do curso de Engenharia Civil da FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências Unidade de Itabuna, para avaliação da I Unidade, tendo como professor orientador Prof. Antônio Carlos Totti Junior. ITABUNA Setembro – 2013
  3. 3. 3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO................................................................................................................. 4 1.1 Apresentação............................................................................................................... 4 1.2 Objetivo Geral............................................................................................................ 4 1.3 Objetivos Específicos................................................................................................. 4 1.4 Metodologia................................................................................................................ 4 2 IDENTIFICAÇÃO VISUAL E TACTIL DOS SOLOS................................................... 5 2.1 Areia........................................................................................................................... 6 2.2 Argila.......................................................................................................................... 8 2.3 Siltes........................................................................................................................... 10 2.4 Pedregulhos................................................................................................................ 11 2.5 Rochas......................................................................................................................... 11 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 13 3.1 Relação do solo com a construção civil...................................................................... 13 REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 14 QUESTIONÁRIO ................................................................................................................. 16
  4. 4. 4 1 INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação O presente trabalho acadêmico tem como princípio a identificação visual e táctil dos solos. 1.2 Objetivo Geral a) Identificar os solos . 1.3 Objetivos Específicos a) Identificar visualmente os solos; b) Identificar de forma táctil os solos: areia, argila, siltes, pedregulho e rocha. 1.4 Metodologia O método utilizado para a execução desta atividade, primeiro foi feito uma visita de campo ao Laboratório de Solos do Centro de Pesquisa da CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), e segundo coletamos amostras de solos utilizados na construção civil local.
  5. 5. 5 2 IDENTIFICAÇÃO VISUAL E TÁCTIL DOS SOLOS Souza Pinto (2006) informa que devido a impossibilidades de realizar ensaios de laboratórios para a identificação e classificação dos solos, é possível identificar o tipo de solo e o seu estado através da identificação tátil-visual, manuseando-se o solo e sentido sua reação e manuseio, o mesmo afirma que cada profissional deve desenvolver sua própria habilidade, é claro que isto exige experiências. O primeiro aspecto a considerar é a provável quantidade de grossos (areia e pedregulho) existente no solo. Os grãos de pedregulhos são bastante visíveis a olho nu. Souza, afirma que para sentir os grãos de areia, é necessário que o solo seja umedecido, de forma que os torrões de argila se desmanchem. É importante salientar o cuidado que se deve ter com as agregações de partículas argilossiltosas. Se amostra coletada do solo estiver seca, a proporção de finos e grossos pode ser estimada esfregando-se uma pequena porção do solo sobre uma folha de papel. As partículas finas (siltes e argilas) impregnam-se no papel, fiando isoladas as partículas arenosas. Para estimar os finos, ou seja, se eles apresentam características de siltes ou de argilas, alguns procedimentos podem ser feitos, tais como ( Souza Pinto ,2006): a) Resistência a seco - ao se umedecer uma argila, moldar uma pequena pelota irregular (dimensões da ordem de 2cm) e deixá-la secar ao ar, a pelota fica muita dura e, quando quebrada, divide-se em pedaços bem distintos. Ao contrário, pelotas semelhantes de siltes são menos resistentes e se pulverizam quando quebradas. b) Shaking Test - ao se formar uma pasta úmida (saturada) de silte na palma da mão, quando se bate esta mão contra a outra, nota-se o surgimento de água na superfície. Ao se apertar torrão com os dedos polegar e indicador da outra mão, a água reflui para o interior da pasta ( é semelhante à aparente secagem da areia da praia, ao redor do pé, quando se pisa no trecho saturado, bem junto ao mar). No caso de argilas, o impacto das mãos não provoca o aparecimento de água. c) Ductibilidade - ao se moldar um solo com umidade em torno do limite de plasticidade com as mãos, nota-se que as argilas apresentam-se mais resistentes nessa umidade do que os siltes.
  6. 6. 6 d) Velocidade de secagem - a umidade que se sente de um solo é uma indicação relativa ao Limite de Liquidez - LL e o Limite de Plasticidade - LP do solo. Secar um solo na mão do LL até o LP, por exemplo, é tanto mais rápido quanto menor o intervalo entre os dois limites, ou seja, o Índice de Plasticidade -IP do solo. Segundo Souza Pinto (2006), "para os projetos de engenharia, deve ser feito um reconhecimento dos solos envolvidos, para sua identificação, a avaliação do seu estado e, eventualmente, para amostragem, visando à realização de ensaios especiais. Amostragem em taludes, abertura de poços e perfurações no subsolo são os procedimentos empregados com esse propósito. 2.1 Areia Areia é um material de origem mineral finamente dividido em grânulos, composta basicamente de dióxido de silício, com 0,063 a 2 mm. Forma-se à superfície da Terra pela fragmentação das rochas por erosão, por ação do vento ou da água. Através de processos de sedimentação pode ser transformada em arenito. É utilizada nas obras de engenharia civil, em aterros, execução de argamassas, concretos e também na fabricação de vidros. O tamanho de seus grãos tem importância nas características dos materiais que a utilizam como componente. Constituída por fragmentos de mineral ou de rocha, cujo o tamanho varia, conforme a escala de Wentworth, maior que 64 µm (1/16 mm) e menor que 2 mm. O constituinte mais comum da areia em ambientes continentais interiores e em ambientes costeiros não tropicais é a sílica (dióxido de silício, ou SiO2), usualmente na forma de quartzo, o qual, devido a sua inércia química e elevada dureza (7,0 na escala de Mohs), é o mais comum dos minerais resistentes ao solo. A composição da areia é altamente variável, dependendo da rocha-fonte e das condições locais. As brilhantes areias brancas encontradas em zonas costeiras tropicais e subtropicais são calcários e podem conter corais e fragmentos de concha, além de outros materiais orgânicos, sugerindo que a formação da areia depende também de organismos vivos. Muitas areias, especialmente aquelas encontradas em grandes extensões da Europa meridional, possuem impurezas de ferro dentro dos cristais de quartzo, dando uma cor amarelo-escura. Depósitos de areia em algumas áreas contêm granadas e outros minerais resistentes à erosão, incluindo algumas pequenas pedras preciosas (turmalina,
  7. 7. 7 zircão, Egipto, China, etc.) Divisão granulométrica O tamanho de areia, segundo a NBR 7211/83, divide-se, granulometricamente, em: • areia fina (entre 0,06 mm e 0,2 mm); • areia média (entre 0,2 mm e 0,6 mm); • areia grossa (entre 0,6 mm e 2,0 mm). Formas de extração Normalmente é extraída do fundos dos rios com dragas, chamado dragagem, pode ser lavada em seguida, peneirada e posta para secar e utilizada conforme sua granulação. Sua extração pode contribuir para o meio ambiente, pois em algumas situações o processo de extração contribui para o desassoreamento dos leitos dos rios onde é realizado, quando não há o devido acompanhamento por especialistas. Usos • A areia é geralmente o principal componente do concreto; • É o principal componente na produção de vidro. • Em nevascas ou quando há presença de gelo, a areia é espalhada nas estradas para dar maior tração aos pneus evitando acidentes; • Fábricas de tijolos utilizam areia como aditivo à mistura de argila para o fabrico de tijolos; • A areia é muitas vezes misturada com tinta para criar um acabamento texturizado para paredes e tetos ou uma superfície não escorregadia ao chão; • Areia fina é usada, junto com outras substâncias, como composto de filtros de água; • Solos arenosos são ideais para certos tipos de culturas, como melancia, pêssegos, e amendoim e muitas vezes são preferidas para a produção leiteira intensiva devido às suas excelentes características de drenagem; • A areia é utilizada em paisagismo para fazer pequenas colinas e declives (por exemplo, na construção de campos de golfe); • Sacos de areia são usados para proteção contra inundações e, eventualmente, contra armas de fogo. Os sacos podem ser facilmente transportados quando vazios e, em seguida, preenchidos com areia local; • Ferrovias usam areia para melhorar a tração das rodas sobre os trilhos; • Areia é usada como peso para diversos usos, como, por exemplo, pesos de
  8. 8. 8 academia e o componente interno do suporte das fitas adesivas de escritório. 2.2 Argila As argilas são rochas sedimentares compostas de grãos muito finos de silicatos de alumínio, associados a óxidos que lhes dão tonalidades diversas, pode ser encontrada próxima de rios, muitas vezes formando barrancos nas margens é da família dos minerais filossilicáticos hidratados, aluminosos de baixa cristalinidade sua dimensões no geral são partículas menores do que 1/256 mm ou 4 µm de diâmetro. A argila divide-se em dois tipos: argilas primárias, originadas da decomposição do solo por ações físico-químicas do ambiente natural, através dos anos, apresentando-se normalmente na forma de pó; argilas secundárias, decorrentes da sedimentação de partículas transportadas através das chuvas e dos ventos, que se apresentam na forma pastosa ou de lama. Tipos de argila 1. Argila natural: É uma argila que foi extraída e limpa, e que pode ser utilizada em seu estado natural, sem a necessidade de adicionar outras substâncias; 2. Argila refratária: Argila que adquire este nome em função de sua qualidade de resistência ao calor. Suas características físicas variam, umas são muito plásticas finas, outras não. Apresentam geralmente alguma proporção de ferro e se encontram associadas com os depósitos de carvão. São utilizadas nas massas cerâmicas dando maior plasticidade e resistência em altas temperaturas, bastante utilizadas na produção de placas refratárias que atuam como isolantes e revestimentos para fornos; 3. Caulim ou argila da china: Argila primária, utilizada na fabricação de massas para porcelanas. É de coloração branca e funde a 1800°C - pouco plástica, deve ser moldada em moldes ou formas, pois com a mão é impossível; 4. Argilas de bola (Ball-Clay): São argilas secundárias muito plásticas, de cor azulada ou negra, apresenta alto grau de contração tanto na secagem quanto na queima. Sua grande plasticidade impede que seja trabalhada sozinha, fica pegajosa com a água. É adicionada em massas cerâmicas para proporcionar maior plasticidade e tenacidade à massa. Vitrifica aos 1300°C; 5. Argilas para grês: Argila de grão fino, plástica, sedimentária e refratária - que suporta altas temperaturas. Vitrificam entre 1250 - 1300°C. Nelas o feldspato atua como material fundente. Após a queima sua coloração é variável, vai do vermelho escuro ao rosado
  9. 9. 9 e até mesmo acinzentado do claro ao escuro; 6. Argilas vermelhas: São plásticas com alto teor de ferro resistem a temperaturas de até 1100°C, porém fundem em uma temperatura maior e podem ser utilizadas com vidrados para grês. Sua coloração é avermelhada escuro quando úmida chegando quase ao marrom, quando biscoitada a coloração se intensifica para o escuro de acordo com seu limite de temperatura de queima; 7. Bentonite: Argila vulcânica muito plástica, contém mais sílica do que alumínio, se origina das cinzas vulcânicas. Apresenta uma aparência e tato gorduroso, pode aumentar entre 10 e 15 vezes seu volume ao entrar em contato com a água. Adicionada a argilas para aumentar sua plasticidade. Funde por volta de 1200°C; 8. Argilas expandida: A argila expandida é produzida em grandes fornos rotativos, utilizando argilas especiais que se expandem a altas temperaturas (1100oC), transformando-as em um produto leve, de elevada resistência mecânica, ao fogo e aos principais ambientes ácidos e alcalinos, como os outros materiais cerâmicos. Suas principais características são: leveza, resistência, inércia química, estabilidade dimensional, incombustibilidade, além de excelentes propriedades de isolamento térmico e acústico. Características do material Hidroplasticidade: adquire plasticidade ao adiciona-se com a água. Granulométrica: Apresenta dimensão granulométrica muito pequena na faixa de 2micron. A granulométrica é uma das características mais importantes da argila, influenciando diretamente na resistência, plasticidade da pasta e permeabilidade dos materiais cerâmicos. Elevada superfície especifica: essa propriedade é muito importante, pois se torna mais reativa. Sonoridade: a argila tem a propriedade de emitir sons, através de pequenos batimentos após a cozedura. Impermeabilidade: Após cozimento e vidrada a peça se tona mais impermeável. Resistência - é a propriedade que as argilas adquirem após a secagem e depois da cozedura, de não sofrer deformações do seu aspecto, resistindo ao calor e à corrosão. Temos o uso da argila em muitos ramos da indústria, que utilizam o material de acordo com sua propriedade de interesse a atividade tais como: 1. Indústria Farmacêutica: devido a argila ser rica em sais minerais (ferro, silício e magnésio), que lhe conferem propriedades terapêuticas, assim é usada para tratamento para
  10. 10. 10 cicatrizante e desintoxicação celular. 2. Indústria da Construção Civil: Há uso de argila expandida como agregado em concreto leve, devido sua baixa densidade. A impermeabilidade também é interessante, assim o uso de argila para elaborar telhas cerâmicas, que possuem resistência mecânica satisfatória a sua solicitação. A capacidade de manter suas propriedades em altas temperaturas é interessante para elaboração de fornos rotativos com capacidade de até 1.500°C. 3. Outros. Cada indústria consome um de tipo de argila de acordo com sua propriedade favorável, assim mais uso industriais dessas argilas serão mencionados a baixo quando descritos outros tipos de argila. Estado das argilas – consistência Quando se manuseia uma argila, percebe-se certa consistência, ao contrário das areias que se desmancham facilmente. Por esta razão, o estado em que se encontra uma argila costuma ser indicado pela resistência que ela apresenta. A consistência das argilas pode ser quantificada por meio de um ensaio de compressão simples, que consiste na ruptura por compressão de um corpo de prova de argila, geralmente cilíndrico. A carga que leva o corpo de prova a ruptura, dividida pela área deste corpo é denominada resistência à compressão simples da argila (a expressão simples expressa que o corpo de prova não é confinado, procedimento muito empregado em Mecânica dos Solos). 2.3 Siltes Chama-se silte ou limo a todo e qualquer fragmento de mineral ou rocha menor do que areia fina e maior do que argila e que na escala de Wentworth, de amplo uso em geologia, corresponde a diâmetro > 4 µm e < 64 µm (1/256 = 0,004 a 1/16 = 0,064 mm).Classe de sedimentos não consolidados, cujas partículas tem um diâmetro entre 0,062 e 0,004 milímetros. Material sedimentar composto de pequenas partículas de minerais diversos, de tamanho compreendido entre a areia e a greda, ou seja, entre 0,05mm e 0,005mm de diâmetro, que normalmente constituem mantos situados no solo. Os solos coesos de tabuleiros costeiros ocupam extensão de mais de 64.000 km2 ao longo da faixa costeira do Brasil; cerca de 82 % desses solos estão situados na região Nordeste do País (Jacomine, 1996). Esses solos são derivados de sedimentos da Formação Barreiras e têm como característica peculiar horizontes minerais subsuperficiais, que apresentam consistência friável quando úmidos; contudo, quando secos, apresentam consistência dura, muito dura ou extremamente dura, exibindo forte coesão (Jacomine, 1996; Ribeiro, 2001b).
  11. 11. 11 O Silte está entre a areia e a argila e é o “primo pobre” destes dois materiais nobres. É um pó como a argila, mas não tem coesão apreciável. Também não tem plasticidade digna de nota quando molhado. Estradas feitas com solo siltoso formam barro na época de chuva e muito pó quando na seca. Cortes feitos em terreno siltoso não têm estabilidade prolongada, sendo vítima fácil da erosão e da desagregação natural precisando de mais manutenção e cuidados para se manter. 2.4 Pedregulhos Solos oriundos dos minerais ou partículas de rocha, possuem diâmetro compreendido entre 2,0 e 6,0 mm. Sendo arredondados ou semi-arredondados, recebem o nome cascalho ou seixos. As partículas dos solos grossos, dentre as quais apresentam-se os pedregulhos, são constituídas algumas vezes de agregações de minerais distintos, sendo mais comum, entretanto, que as partículas sejam constituídas de um único mineral. Estes solos são formados, na sua maior parte, por silicatos (90%) e apresentam também na sua composição óxidos, carbonatos e sulfatos. As partículas são equidimensionais, como cubos ou esferas e ele apresenta baixa atividade superficial (devido ao tamanho de seus grãos). Por conta disto, o quartzo é o componente principal na maioria dos solos grossos (areias e pedregulhos). Grupos Minerais: Óxidos - hematita, magnetita, limonita Carbonatos - calcita, dolomita Sulfatos - gesso, anidrita quartzo, presente na maioria das rochas, é bastante estável, e em geral resiste bem ao processo de transformação rocha-solo. Sua composição química é simples, SiO2. 2.5 Rochas As rochas naturais são muito utilizadas na construção e decoração de edifícios. A variedade é enorme, quer em termos geológicos, quer em termos cromáticos, o que dificulta o trabalho dos leigos que apenas querem comprar uma “pedra decorativa”. Para facilitar esse trabalho, abaixo são mostradas as definições do ponto de vista comercial, diferente das definições científicas. Rocha ornamental é, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um material rochoso natural, que, depois de submetido a diferentes graus ou tipos de beneficiamento ou afeiçoamento, pode ser utilizado para exercer uma função estética.
  12. 12. 12 Rocha para revestimento, também segundo a ABNT, é uma rocha natural que, submetida a processos diversos e graus variados de desdobramento e beneficiamento, é utilizada no acabamento de superfícies, especialmente pisos e fachadas, em obras de construção civil. As pedras ornamentais e de revestimento também são conhecidas por pedras naturais. Podem ser empregadas in natura como placas ou lajotas, sem qualquer polimento, em revestimentos. Comercialmente, as rochas ornamentais são definidas em duas principais categorias: os granitos e os mármores. Os granitos abrangem as rochas silicatadas, ao passo que os mármores incluem as rochas carbonáticas. Outras categorias são os quartzitos, serpentinitos, travertinos e ardósias. As designações comerciais são muitas vezes enganosas, pois têm critérios estéticos e decorativos sem qualquer relação com a natureza geológica da rocha. O padrão cromático é o principal critério utilizado para a qualificação comercial de uma rocha. Assim, e segundo as suas características cromáticas, os materiais são enquadrados em: Clássicos - Os materiais clássicos não sofrem influência de modismos. Inclui os mármores vermelhos, brancos, amarelos e negros, bem como granitos negros e vermelhos Comuns - Os materiais comuns são muito utilizados em revestimento. Neste grupo estão os mármores beges e acinzentados, além dos granitos acinzentados, rosados e amarronzados. Excepcionais - Os materiais excepcionais, pela sua raridade e preço, são normalmente utilizados para peças isoladas e pequenos revestimentos. Abrange os mármores azuis, violeta e verdes, além de granitos azuis, amarelos, multicores e brancos. Principais propriedades das rochas Dureza Os granitos (rochas silicáticas e silicosas) são mais resistentes ao desgaste abrasivo e também a riscos. Entre os granitos será tanto maior a resistência quanto maior a quantidade de quartzo. Entre os mármores (rochas carbonáticas), tanto maior é a resistência quanto maior o caráter dolomítico. Absorção de água
  13. 13. 13 Traduz-se pela porcentagem de espaços vazios intercomunicantes, ou seja, a porosidade efetiva dos materiais, os valores observados para as rochas silicáticas e silicosas são geralmente maiores que os das rochas carbonáticas. Os granitos e quartzitos, mesmo polidos e lustrados, estão assim mais sujeitos que os mármores ao manchamento por infiltração de líqüidos. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 3.1 Relação do Solo com a Construção Civil A análise do solo torna-se fundamental para que a construção civil não traga desdobramentos inesperados para a sociedade e, logicamente, para a natureza. Afinal, o solo é a base sobre a qual o projeto será erguido. O solo é um material de construção natural, produzido ao longo dos tempos, que se apresenta sob diversas formas. Do ponto de vista puramente técnico, aplica-se o termo solo a materiais da crosta terrestre que servem de suporte à construção. Tais materiais reagem sob as fundações e sofrem deformações, influenciando as obras segundo suas propriedades e seu comportamento. Aí nasce a importância da análise. O engenheiro florestal e técnico em geoprocessamento Marcos Paulo Ribeiro Kern, da Ecotech Consultoria Ambiental, destaca que verificar previamente o solo é indispensável para obras de qualquer tamanho. “Para as de pequeno porte e de caráter passageiro, muitas vezes a avaliação primária já identifica se é possível ou não construir naquela área. Em construções de casas e obras que não transferem muita carga para o solo, a análise não é imprescindível, mas recomendada para garantir a estabilidade de qualquer empreendimento”, destaca. Já as grandes obras devem ter atividades de maior cobrança e aos envolvidos atribui-se responsabilidade maior. Para empreendimentos maiores, é de suma importância avaliar a qualidade do solo e sua resistência, pois este deverá suportar uma enorme transferência de carga sem romper ou escoar. O processo e os riscos de uma análise mal feita ou não realizada no solo, as estacas são cravadas para dar sustentação a toda à obra. É o receptor final da carga dividida por elas, que nas obras maiores são chamadas fundações. Não analisá-lo traz um risco muito grande e o
  14. 14. 14 esforço que ele requer para suportar cargas, somado às variações de umidade que suporta, precisa ser avaliado sempre. Devem-se conhecer bem os limites de resistência do solo e a que ponto de umidade ele perde sua resistência. É importante observar a inclinação dos terrenos. Solos de encostas tendem a escorregar ao perder resistência. Já em locais planos eles tendem a ceder. Isso acontece devido à má impermeabilização e compactação que permitem à água ocupar os espaços vazios do solo, aumentando sua umidade e tornando-o menos resistente. Um caso recente que ficou nacionalmente conhecido aconteceu em uma obra do governo federal: o desabamento do teto do túnel Cuncas I, localizado entre a Paraíba e o Ceará, o qual integra as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Nordeste relativas à transposição do rio São Francisco. O incidente ocorreu no último mês de abril em Fortaleza e provocou a publicação, por parte do Ministério de Integração Nacional, de uma nota de esclarecimento na qual o órgão dizia que o solo possui consistência não uniforme nos arredores do desabamento. O governo garantiu que a análise do solo foi previamente realizada. Dickran Berberian, engenheiro, professor da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da empresa Infrassolo, estabelece uma ligação interessante que ajuda a entender a importância da análise do solo. “As chamadas sondagens de terreno estão hoje para a engenharia na mesma proporção que os exames clínicos preliminares apresentam-se para a medicina. Da mesma forma que um médico não opera o paciente sem examiná- lo, não deve haver obra sem sondagem”, compara. .
  15. 15. 15 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PINTO, Carlos de Souza. Curso Básico de Mecânica dos Solos em 16 aulas. 3ª Edição. São Paulo: Oficina de Textos, 2006. Outras referências para consultas, acessadas em 11 de setembro de 2013 www.btsinstitutokirimure.ufba.br/ http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-06832007000500003&script=sci_arttext> http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=9&Cod=59>
  16. 16. 16 QUESTIONÁRIO 1) Moldou-se um corpo de prova cilíndrico do solo, com 3, 57cm de diâmetro e 9cm de altura, que apresentou uma massa de 173,74g. Determine a massa específica natural do solo. Solução: O volume do corpo de prova, com as dimensões descritas, é de 90 cm³. Portanto, a massa específica é: 2) Quais são os índices físicos diretamente determinados por meio de ensaios de laboratório? Solução: Os índices diretamente determinados em laboratório são: a umidade, a massa específica dos grãos e a massa específica natural do solo. Os demais índices são calculados a partir desses, por meio de expressões que os correlacionam com os três citados. 3) Uma amostra indeformada de solo foi recebida no laboratório. Com ela realizou o seguinte ensaio: a) Determinação do teor de umidade (w). Tomou-se uma amostra que, junto com a cápsula em que foi colocada, pesava 119,92g. Essa amostra permaneceu numa estufa a 105ºC até constância de peso (por cerca de 18 horas), após o que o conjunto solo seco mais cápsula pesava 109,05g. A massa da cápsula, chamada tara, era de 34,43g. Qual é o valor da umidade? Solução: Massa de água: Massa da amostra seca : A partir da definição de umidade, tem -se :
  17. 17. 17 civilengenhar@gmail.com engenharciv.blogspot.com

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