Ana bela Martins - a leitura no outro lado do espelho

2,089 views

Published on

Ana Bela Pereira Martins
Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares
Encontro(s) em Tondela

Published in: Education
  • Be the first to comment

Ana bela Martins - a leitura no outro lado do espelho

  1. 1. Encontro(s) - Bibliotecas: Desafios na sociedade actualTondela, 31 de Março de 2011
  2. 2. Encontro(s) - Bibliotecas: Desafios na sociedade actual A leitura no outro lado do espelhoTondela, 31 de Março de 2011
  3. 3. A leitura no outro lado do espelhoNão nascemos leitores. Tornamo-nos leitores. O difícil é permanecermos leitores. Bérnard Épin
  4. 4. A leitura no outro lado do espelho“Ler para aprender. Esta fórmula parece-nos uma evidência,hoje em dia. Desde o séc. XIX saber ler e a prática da leitura definem as condições de acesso ao conhecimento. Ler é o instrumento imprescindível sem o qual aprender é impossível. Analfabetismo e ignorância tornaram-se sinónimos.” Chartir, Roger. Aprender a leer, leer para aprender
  5. 5. A leitura no outro lado do espelho “A questão da literacia (…) comporta hoje a intervenção de um factor novo, sob muitos aspectos, decisivo. Sinto-me tentado a chamar-lhe uma terceira cultura. É a da revolução electrónica, (…) a revolução que deu origem aos computadores actuais, à Internet, à teia global, ao marketing planetário (…) e aos meios teoricamente ilimitados de armazenamento e recuperação em bancos de dados e motores de busca. (…) Nenhum artefacto ou invenção, desde sem dúvida a domesticação do fogo pelo homem, terá exercido um impacto configurador sobre as actividades quotidianas da humanidade comparável ao exercido pelo PC e pelo portátil, pelo SMS, e pela Internet” Steiner, George, Os livros que não escrevi
  6. 6. A leitura no outro lado do espelhoFactores geradores de mudanças nas práticas:O desenvolvimento das democracias reclama uma cidadaniamais activa e crítica na interpretação das mensagensNovas formas de acesso à informação e ao lazerNovos cenários de aprendizagem da leitura e da escritaA internet introduziu novas comunidades discursivasRapidez e imediatismo dos motores de busca no acesso àinformação.
  7. 7. A leitura no outro lado do espelho A leitura adquire maior complexidade e diversidade (modelo humanista vs cultura tecnológica) :  Hipertextualidade substitui a linearidade da escrita em papel  O leitor constrói o seu percurso  Intertextualidade - toma decisões a partir de links que o levam a outros documentos ou outras partes do documento ( textos fragmentados)
  8. 8. A leitura no outro lado do espelho (cont.)  Integração de diferentes modos de representação do conhecimento (escrita, oralidade, som, imagem, vídeo)  Criam-se documentos mais complexos – novos registos verbais, abreviaturas, léxico específico, maior informalidade de estilo  Diluição da distância entre oralidade e escritaExigência de níveis mais elaborados de leitura para o sucessoescolar, individual e social
  9. 9. A leitura no outro lado do espelho A revolução digital que vem ocorrendo no presente modificou tudo de uma vez, os suportes de escrita, as técnicas de reprodução e disseminação e as maneiras de ler. Tal simultaneidade é inédita na história da humanidade. Chartier, Roger.
  10. 10. A leitura no outro lado do espelho “A leitura sofre a concorrência de outras fontes de diversão einformação, em especial os meios audiovisuais, que exercem desde a infância um poderoso fascínio (…) Porque dizemos que a concorrência de estas outras magias é desleal? Porque não joga sócom o brilho das suas imagens, ou com o caudal de informação, ou com a variedade dos seus conteúdos. O problema é que intoxica com a sua facilidade e rapidez.” Marina, José António. A magia de leer”.Barcelona: Plaza Janés, 2005
  11. 11. A leitura no outro lado do espelho Novos cenários para as práticas de leitura reclamam um novo sujeito leitor, apto a dominar literacias múltiplas, nos ambientes informacionais em que vivemos e nos movimentamos.Maior responsabilidade da escola e dabiblioteca na criação de condições favoráveis: à aprendizagem ao seu desenvolvimentoÀ sustentabilidade/permanência doshábitos de leitura. O leitor é um sujeito em construção
  12. 12. A leitura no outro lado do espelhoFormar leitores exige atender a uma tripla dimensão: ensinar a ler,a desfrutar a leitura, e a ler para aprender. Estas dimensões nãotêm carácter consecutivo; em qualquer momento em que seplanificam experiências educativas destinadas a promover aleitura resulta necessário tê-las em conta. Isabel Solé Gallart
  13. 13. A leitura no outro lado do espelho A biblioteca não é um fim em si mesmo, justifica-se pelacomunidade que serve. Constitui um equipamento educativo e cultural que, na articulação com os professores, se afirma como um agente dinâmico do desenvolvimento individual, colectivo e de apoio às práticas lectivas e de leitura.
  14. 14. A leitura no outro lado do espelhoStephen Krashen mostra: Impacto da BE no rendimento escolar, pelo acesso quepermite a materiais de leitura diversificados Alunos com maior acesso a diferentes fontes de materiaisde leitura – especialmente os que correspondem aosinteresses do aluno – lêem por vontade própria, em maiorquantidade, com mais frequência e obtêm melhoresqualificações Melhores condições para a leitura promovemcomportamentos leitores mais diversificados
  15. 15. A leitura no outro lado do espelhoBiblioteca, parceira do professorDisponibiliza equipamentos e recursos que sustentam a acção educativa eformativa do professor.Promove : • estratégias que aproximem a criança, o jovem do livro, criando-lhe a necessidade de ler e escrever, favorecendo a sua participação activa, reflexiva e crítica • experiências de leitura estimulantes, emotivas e satisfatórias •planificação e avaliação de estratégias que fortaleçam o crescimento de crianças e jovens enquanto leitoresAtenua as desigualdades no acesso ao livro ou outros suportes de leitura
  16. 16. A leitura no outro lado do espelhoBiblioteca, parceira professor Promove (cont) : • aprendizagem de técnicas de trabalho • uso crítico da informação; • formação leitores autónomos no acesso, selecção, tratamento e produção de todo o tipo de informação
  17. 17. A leitura no outro lado do espelho…- liberdade para aceder/ escolher as suas leituras- adequação ao percurso individual dos alunos- metodologias activas- a aprendizagem ao longo da vida- sensibilização das famílias- as parcerias externas, nomeadamente com a BibliotecaPública …
  18. 18. A leitura no outro lado do espelhoBiblioteca, parceira do professor • Promove o trabalho colaborativo com os professores • Desenvolve parcerias e trabalho de equipa • Constrói equipas flexíveis e complementares que favoreçam a partilha de saberes • Promove a utilização dos instrumentos da web 2.0 para facilitar a comunicação, colaboração e criatividade entre os utlizadores • Integra os conteúdos e os meios próprios à geração Net, criando novas oportunidades de envolvimento na construção do conhecimento
  19. 19. A leitura no outro lado do espelho “A leitura frequente é o melhor meio que possuímos para a apropriaçãoda linguagem e das suas criações. É o grande instrumento, o instrumento óbvio. A riqueza lexical, a argumentação, a explicação, a expressão dos sentimentos, a compreensão do outro, a liberdade de pensamento, adquirem-se através da leitura. Talvez isto seja o mais peculiar da nossa proposta: cremos que ler é necessário para nos apropriarmos dalinguagem, e que é importante fomentar o prazer de ler, porque assim se facilita essa apropriação.” Marina, José António. A magia de leer”.Barcelona: Plaza Janés, 2005
  20. 20. “Estamos seguros que se é a escola inteira que educa, (...) a biblioteca deve servir para reforçar esta unidade leitora. A leitura poderia ser o grande sistema circulatório que manteria vivo o organismo educativo”. Marina, José António. A magia de leer”.Barcelona: Plaza Janés, 2005ana.martins@rbe.min-edu.pt

×