Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Historia de Roma - Rostovtzeff

3,944 views

Published on

Livro sobre a história de Roma.

Published in: Education
  • Be the first to comment

Historia de Roma - Rostovtzeff

  1. 1. (__, (, (. (_ L( L <. _ › _Bizâncio era a "cópia terrena do Reino dos Céus". Ô autor- LÇLLLL(Liíktkk(L(, ((_(_(l((k(( Livros de interesse relacionado HISTÓRIA DAS CRUZADAS PAUL Rousssr . r i . Um vasto painel que situa as cruzadas en¡ 'sigzg/ ggaqeig ; ig- ~ ___ _ uificação. O autor define a cruzada em tem-nos “preciso 'estu-› - dando-a nas suas origens e na sua primciramanífestação: 'a expedição incentivada em 1095 'por Urbano II. A cruzada popular de 1096, oreino de Jerusalém, os Estados latinos, a civilização franco-muçulmana, as ordens militares, a quarta cruzada são alguns dos assuntos analisados por Paul Rousset commagistral clareza. ' t' “ ATÉÓCRACIA BIZANTINA A _ ' ' STEVEN RUNCIMAN " í 'E O pronôsito desse livro é descrever um Ímpério cuja constitui». ção se baseava numa clara convicção religiosa - a de que reconstítui as diversas formas através das quais o Imperador . tentou converter esta teoria em 'práticmteocrática e, porlaxi-b, _. as diferentes relações entre a Igreja e o'Estado, desde a époêa 3' de Constantino I aos últimos dias de Constantino XI. , il i . i» A ECONÔMÍA MEDIEVAL “v i n _ 'I u MICHAEL LE MÉNÉ ' ' ' ' Esse livro oferece ao leitor um quadro abrangente do que foi A Europa dos sébulos IV a XV, '_ com destaque para-os grande: : = fluxosda economia medieval dos séculos XI e XII, o periodo ' da grande abertura econômica represeniada pelo floresciraenlb das . técnicas agrárias, artesanais e comerciais do transgorte ç_ » das estruturas urbanas assentes, _dp ponto de vista econômico no capital burguês e na produtividade. “mw A Ç ÕÊTÓVTZEFF Jror de HÍSTÓÉÍÁRDAMGRÉCIA _ z A H A R - ZAHAR EDITORES ; fl 1 a cultura a serviço do progresso social ~ " i. " E°'T°RES J. i l. .
  2. 2. A M 0 R E D. A I R . o T m. H
  3. 3. L( C<(Ç(. ,(_L. LCLCÇK((ÊCÍLÊÍC (A L (Ç, C(<. '.((Í(: ' BIBLIOTECA DÊ CULTURA 'HISTÓRICA Quinta edipãb Thdução. ; Wallemír Dutra ZAHAR EDITORES RIO DE JANEIRO 'IS ~ ; DE RONI4/ I / I| MÍÍNIX| ÍÍX % * › 250113896 I' MÍÊOSTOVTZEFFX?
  4. 4. Título original: Rome ' Traduzido da versão inglesa de . LD. Duff, Publmda Em 1950 pela Oxford University Press. Int. de NOV? Ymkn EU^ Copírright © Oxford University PreSS. 1716-, 195? Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação. no todo ou em partà constitui violação do copyright. (Lei 5383) Edições brasileiras: 1961, 1967, 1974.1977 Capa: Érico . __, .,_, ¡7.›. .- " À-, w D! ;meu , A Á¡-r. a0!'. -_ : I ÉZ&2Í_. _._. -.M$2'b“° 1983 v Direitos para a língua portuguesa adquiridos por ZAHAR EDITORES S. A. Caíxá Postal 207 (ZC-00) Rio de Janeiro que se reservam a propriedade desta versão Impresa no Brasil 1. INDICE ; mm ANTIGA - Iran-rm ns arrumando '. . . . . . . . . . . . . A dLsperI-ño grega 2 a unidade (faltam: - Deturpação da História de Roma amiga - Importância das pesquisas ar- queológíca: - O melo físico da Itália - Contate: Je im¡- gmção. A rrÁm nz 800 A 500 A, c. : zmuscos, .armas z Lau-ams O Império Etrúrlo, liga de cidades - A ofda urbana - Arte¡ política e expansão atrasou: - O Lácio contra, a Etrúria - Crescimento de Roma, sua arganlmçño política, social 5 eco- nômlca - Queda dás marcos. ROMA-NO sécuw v 1-: EM rnmcirms no sécmo Iv A. c. . . . . Importância do Senado 2 da assembléia popular ~ Cresci- mento da plebe - Guerras com os' Sabino: e gaulzsss, que ta- maram a : idade - A influencia do derrota: modificações ln- tsmaé - Religlãzypalítlcn e nrganízação. uma. ; NA z-nnmm Mm-Amfno sácvm rv 2 PRINCÍPIOS no sácvrommc. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . As alianças de Roma - Guerras . com us : amam - Cala- nízação romana - Guerra com Pim: - Corltfole polttlco da Itália - A organização do Estado romano. HOMAECARTAGO . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . .. .. . . . . . . . . . I . .. Roma, potência militar - Crescimento de Cal-tuga e igual- dads de forças - O começa da guerra - Camas da vitó- ria de Roma mz Prhrnlra Guerra ? única - Desgraças de Cartazo. - A província ewanhala - O avanço do Aníbal e a reslsléncia romana - O recuo dos cnrtuglnasas e sua derrota na Segunda Guerra Pániaa. ' ROMA, o amam-I: nzuãmco I: curI-Aco No SÉCULO r¡ A. c. . . r Roma e o lnzlenlsvno - A expansão de Flllpe da Macedónia e a guerra contra ele - Rarmre' aa c 2a gregas - Novas guerra: contra a Macedónia e sua trmffonnoçãa em. provín- cla - As : :nuas da destruição de Cartaxo na Terceira Guer- ra Pántca. _ ll 34 43 às 67
  5. 5. ~. 1o'. 11. 12. 13. 14. ÍNDICE ASPRUVÍÊJCKMIIOMANÁB . . . . . . . . . . . . - - . ~ › . - › . - «- A organização dolls-todo romano e sua ouolupãa inicial - Pdñlclpuçño dos aliado: - A importância das 19'04"43”- noMÁ 1: A : rima APÓS As GUERRAS 'eúmcas z As : :numa ORIBNTAH - Influência das guerra. : na cida politica, social e financeira de' Roma - Posição do Senado - Nova: chase. ; : ociaia - A situação da llzflculfum na Itália - A cida intelectual -jieaçao contra a influência grega. ox cmcos x o wraxçc na nrzvowção POLÍTICA. z soam. :unem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O: defeito: do sistema exixiente - A questão dos aliados - O: radicais e seus obieiico: - A lei fnnnental - Agitaçães em Roma. AcvlümAclVllc-OSALTADOS-MÁRKOESLA . . . . . . . . . . A desorganização do Eaiado - Série do guerras iniciada: ' pela Senado - Ascensão da Mario anta o perigo na: frontei- ror- Revolta de escravo: na Sicilia ~ 0 oamsinata de Lí- vio Druso a a guerra "social" - Pressão do Oriente ›- Nova guerra cíuiI/ ,Mário e Silo - A derrota dos democratas e a ditadura de Sila. murro E càsrm: A sacumm raso na : :vamu crvn. Medidas excepcionais do Sermão para conter a aziiacão inter- , na a o perigo externo - Novo revolta de escravo: : Espartaw' - Pompeu a Grosso lutam pelo poder - Caiilina a Cicero - Aacomão de Céaar: o iriurwiraia - A conquista da Gália - Luto entre Parapan o César. DxfAnunA DE CÉSAR - A TERCEIRA lmss DA GUERRA cxvu. .. Casar no poder - Suas relações com a exército - Reorganb. zação do Ertdda rorrmno - Cenirollmzção do poder - Re- lação: com as província: - 0 Senado vence César, mas pardo a guerra civil - Nava iriunoiraio - Luta entre Antonia e Otaviano. lim/ m, rrÁun z AS rnovhvcns No sécuLo r A. c. Rca-irma da evolução politica e social de Roma - A situaçao do: procinciar- Importância do exército - As transições, da século I a. C, - A situação económica e cultural. o -nmcmnno 171-: AUGUSTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A monarouia militar - A tarefa da Otaviano: restauração -- Saw titulo: : princeps o Augusto - Noca Constituição - Or- ganização do Eoiodo a do exército - Marinho - A: finan- ça: de Augusio o do Extado - Awltuação interna - Politico externa. _ 79 IO7 119 N 134 149 ' 161 . ___. ___, _“ ÍNDICE 7 15. neuem) x : mn NA boca m; Avcvsao. . . . . . . . . . . . . . . .. . A atitude da: classes dominante: _ o corwoiio a. , liberdade J 18. 17. A 18. 19. 20. 21. 22. '- Dasinterosxs pela política e iruarana nela 'rcligiao _. o misticismo - Epicurismo - Culto de AuguLrto e sua rliuini. zação _ A literatura . tem entusiasmo - Roboruimplio de ' Roma. A nmasm JúLmcLAuor/ i . . . . . .L . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . . A Macacão de Augusto: precariedade da : ou: SÍICBNDTB: -- O papel da Senado - Tibério - Revolta do exercito - Var- pasiann - Evolução da obra de Augusto. A mana no DISPOTISMO ESCLARECDO: FLÁVIO: : E ANTONINOS 070312350 ao principado - O poder absoluto: Domiclano ~ Oscilawss no conceito de gone-mo - Marco Aurélio - Completada a organização do Roma como Estudo Mundial - Variações na politica externa. › AS PROVÍNCIAS nos : ácaros x a n nA ERA CRISTÃ . . . . , . . . A paz permanente - Império mundial, e não nacional - Missão cioilizadora - Crescimento urbano - Noca. : anexa- ; ães - O governo das' províncias - A fronteira - O Egito. o GOVERNO no ! Mrámo Nos 'D015 PRIMEIROS SÉCULOS BA Elm CRISTA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A centralização -' 0a- deporiamezxiox administrados: - O governo municipal o_a poder central - Crescimento do nú- mero dê funcionarios_ - A Justiça - Manutãnpña da ordem 7 A cida em Roma - A educação. - r zvourçio soou: a ECONÔMICA no mpánro Nos nois rm- wamos sácmos . . . . . . , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . Esplendor' do império - Aa' comunicações - As comunidade: - A vida urbana - A cidadania romana -- A: clones . Hr- periorer - Problema: economicos da produção - Decadên- cia técnica - Interferência . do Extado no comércio. ombro no IMPÉRIO No sécum ur m¡ zm. CRISTÃ . . . . . . Nuoo período do agitação a sangue - Septímio Severo - Colapso no: a maria de 'Alerandz-a: :Modern-se os i1n17ara~ dores impostos pelo exército - Ataque: externos - Trans- formação: no espirito do exército a do povo, AS REFORMAS m: DIOCLBCXANO z CONSTANTINO: o DESPOTIEMO MILITAR ORIENTAL Restauração do ordem - Óbjeiivo: de Diocleciona - A di- visão do poder - Modificações militares a administrativa - Airrrvcnto dos ! armarios - Intzmevrção extatal na economia. 193 205 228 238 253 264
  6. 6. !muros A zvoLuçln nenlcxon no Mah» Nos m2: ! mamae simao: m. nm uam¡ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Dncaddnoia do racionalismo - ! aureus ala religião - ML: - ticlsmo s Mamma - Renaxclnwntv d; miga: culto: - Religiões local: ~ O «mu» e a religião - O GflvHGnÍ-VM- nmümonncwnmgíomrmn . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . Divisão do império: @ocidental a o bizantíno - A vida na novo Estado - Diasoluçao e decndlnoia - Queda da popu- lação - Redução das atividade: económicas a ¡Intelectual! - A literatura uma, única rnanrfaztapão ds força. musa: no DEGLÍNID m mvnnnçxo ANTIGA . . . . . . . . . . . . . Pvrwsemudwldn-O caminhamos-Ni¡ Oriente, outras causa: - A distribuição da cultura - PI2114- tuzie de Hama, indiferença actos: : da: 014m3: . superiores - 0 refúgio: a religião - Deainterma pelo numa» preserva GWNOIDGZA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . r . . . . . . . . . . . . . . › . ›. 295 303 NOTA DO AUTOR A EISIÇÃO REVISTA DE 1928- As Monmmçõ introduzidas na segunda edição deste vo- lume são numerosas e pedem uma nota explicativa. Foram feitas para atender a meus críticos (e; decerto, a meus leitores). Não pude, naturalmente, modificar os resul- tados das pesquisas arqueológicas e . subsümí-los pelas dive- gações intuitiva. : e românticas desejadas por um de meus afí- ticos. Nem julgue¡ conveniente transformar minha História de Roma. num tratado sobre a Constituição ou o Direito Ho- manos, como sugeriu outro. Finalmente, há certas quea-tões controversa, sobre as quais não me é possível mudar de, op# niño, mesmo quando 83:0 opinião é considerada, por críticos mal lnformadçs, como erro. . Pareeeu-me, por eutra lado, oportuna e desejável a cor- reção de algumas expreàsõcs dribles, que poderiam ser toma- das por equívocos ou levar a incompreensões, ejaínda, de al- ns erros de impressão. Devo muito a meus crítico» pelo fato e me apontarem tals passagens, e esvectalmente ao Pr essor F. . B. Marsh, da Universidade VdoTeras, Em teve a genti- leza ds sugerir, a meu pedida, algumas mo 'ficações a serem feitas no litro. A ele, os meu: mais sinceros agradecimentos. M. R.
  7. 7. ADVERTENCIA Tendo em vista recentes descobertas arqueológicas e re› sultados de modemas posquisas históricas, o Prof. Elias I. Bíckezman, da. Universidade de Colúmbia, atualizou com a1- gm-nas notas certas passagens desta obra de Bostovtzeff. Es- - sas notas vão inseridas em pé de página. A Itália antiga -- Fonte: de informação N o SÉCULO a. C. , exatamente quando o mundo grego, _aLLñrdàmnstíbm @mesmo d . . : s,e. e_po1ítica, um processo 'oposto ocorria noutra . parte da Terra. Na “Itália, a uqfggçàoNpp - agàaaiñaân- pato e um goderosoimpéríg, incluindo tod península, co- , ____. .._. .__. .. _.__. _.. . __ meçava a formar-s Essa evoluçao ocorria não entre os co- Ionos gregos da Itáha e Sicília que, como se sabe, não foram capazes domanter uma união permanente nem mesmo entre si. Ocorria nas tribos italianas, que há longo temEo míntínham relações comugmuggs e grcgos, __çu)g_ çutura gro ua ente ÍsTdOtaramAEm virtude desse processo a; união, a Itália des- 4 tacou-se rapidamente no panorama político do século IV a. C. , e a partir do século II a. C. sua participação nos assuntos pú- blicos do Oriente tomou~se decisiva - os gregos tinham que -se inclina: à sua orientação. Esse estado de coisas; que fixou o curso da evolução da. humanidade durante muitos anos, suscita uma. questão funda- mental. Como foi possível, em solo italiano e à base de uma liga presidida por um de seus membros, criar um poder único, com um forte exército o um tesouro cheio, enquanto a Grécia, corn seu gênio criador, não conseguiu o mesmo resul- é tado, *apesar das numerosas tentativas? Em outras palavras: ' por que Roma, apenas uma cidade-Estado como Atenas ou
  8. 8. 12 HISTÓRIA DE ROMA Esparta, conseguiu resolver o problema _que atormgitaáraitanrt: Atenas como Esparta, e até as monarqums SWÊM n a 35 ' força militar pelos sucessores de Alexandre? › O nascimento desse impéfíí? , tend° Roma com! ) caPital' e sua extensão pela península e mais tarde pelo munâlü, 1113;: : sionou enormemente, como fato histórico, Os PeUfÊ 0195 0mm toriadores da antiguidade, fossem naturais da Ita a, 0 P . to criadores daquele império, ou gregos, 9 ? WWW *W935* a se inclinarem ante seu ímpeto. Grandes espírlms. 00m? Pág' bio, o historiador grego que descreveu _os dias de_ êxito e Roma- e suas brilhantes vitórips no Oriente e Ocidente no século II a. C. , e uma sucessao de eminentes estadistas Io- manos - homens de cultura e pulso - dedicaram suas_refl_e- xões a esse problema, procurando encontrar uma expliçaqi-ID satisfatória. A 'ustificativa que deram toi ditada pelas Idéias políticas e filas ficas Correntes em sua epoca- Partindo da suposição de que . êepüñp-eúdíil-d-e-ÊÊ tado de endg_em parte Õíqualldades m°~r§51 excelência de su nstitui ao_ os filósofos-histo- rladores gregos atribuíram o êxito de Roma a essas duas cau- sas: :legumes dos BÍÉAÚÊBSJãLEXfÊISW Qül-@çãi _rgigiaga - Constituição que realizava na pra a o ideal crgóso muito' antes pelos filósofos gregos, a partir _de Élatâg_ _ ›. porém, não podemos julgar que_ ¡ÉS-ii! GXPhÊBWÍJ 5913 'mente' A investigação sobre as condiçoes de vida em Roma e na Itália nos provou aquilo que Polibio começava a SUSPBÉWX 2° fim de sua vida: ue a idéia dos anti os sobre a Constituiçao romana e as virtu es morais e cívicas o povo de Roma â exo- gerada, não corresponde exatamente aos fatos e, de qu quer modo, não constitui uma resposta cabal à pergunta. ' E claro 'que as causas do_ êxito de Roma são mais com- plexas e profundas: só podem ser descobertas pelo estudo C111- , dadoso do melo histórico ãue modelou o curso da vida na Itália, a partir da antigüida e remota. Mas desse período_ an- ligo conhecemos pouco. Os gregos se interessavam Prmãl' palmente pela sorte de suas colônias na Sicília e 110 Sul ñ Itália. 'Conheciam as tribos italianas ; á no século_ VII a. Cu mas não tiveram a atgnção despertado por elas senao dois séculos mais tarde, principalmente no fim do século IV a. C. e Plin' clpio do século III a. C. Deve-se acrescentar; true a copiosa literatura histórica produzida pelos gregos sicilianos e italia- nos não chegou até nós, ou nos chegou apenas em fragmentos. A irma ANTIGA - FONTES na INFORMAÇÃO '13 Destes, os mais preciosos foram os copiados pelos escritores romanos, 'entre 100 a. C. e 100 a. D. , doliistoríador grego Timon, natural de Tauromenium (hojeTaorminig na Sicília, ue viveu em fins do século IV e primeira meta e do século I I a. C. , coligindo tudo o que então se sabia sobre a história dos diferentes clãs italianos. A tradição histórica, preservada pelos próprios italianos e remodelado pelos historiadores romanos dos últimos três sécu- los a. C. , nãosó é reduzida como. deliberadamente deturpaçla. . l As tribos italianas nãodispunham de registros contemporâ- " neos de fatos históricos. A arte daesorita lhes che on 'com atraso e pouco foi usada para perpetuar _a lembrança os acon- tecimentos. Havia uma zaga', _resid ente na Itálig que poderia. ter criado uma tradição histórica mais antiga - os eggsgos, cuja língua e escrita, porém, eram ininteligiveís à maioria dos italianos e mesmo aos homens de cultura de Roma. Na. ver- . _ dade, não é provável que a tradição etrusca viesse de um pas- sado muito remoto, ou merecesse muito crédito, pois raros são seus textos, preservados na pedra', que ultrapassam o século IV a. C. V Nessas condições, não é de surpreender que os historiado- res se espantassem quando', em fins do século III a. C. , come- çaram : i reunir fatos sobre a História primitiva de Roma e Itália. Seguindo as regras da pesquisa histórica então conhe- cidas, não encontraram quase nada na literatura grega ou na tradição local que lhes pudesse ajudar numa narrativa verídica dos acontecimentos ocorridos entre os italianos antes do século IV a. C. - A situação era um pouco melhor' em relação' aos séculos IV e III a. C. , quando havia, tanto na Itália. como na Grécia, pessoas interessadas na História italiana e que reãstra- ram fatos contemporâneos relacionados com' es tribos ita anas e com Roma. Os próprios romanos se destacaram entre essas pessoas. Para o. periodo mais remoto, tinham de confiar nas seguintes fontes: l). alusões casuais encontradas_ nos histo- ' riadores gregos do Sul da Itália; 2) @nf tililrlifffeitas pelos mesmos historiadores sobre o passado da Itália, acerca do qua] conheciam pouco e que procuravam ligar ao passado lendário da Grécia; ,3) listas de magistrados romanos, gue no entanto eram incompletgagexatas, pelo menos até 820 a. C. , quando o colégio de pontífioésrcomeçou a reunir, com o objetivo . de estabelecer um calendário, listas de cônsules, a elas acrescen- mndonoticias sobre os acontecimentos importantes - registro -. :¡
  9. 9. 14 mam m: nom esse conhecido como a "crônica dos pontifices"; 4) tradição oral, preservada em canções cantadas à mesa das antigas fa- mílias romanas ou ligadas aos mais _antigos monumentos exis- tentes na cidade; 5) antigüidndes ainda existentes em certas instituições civis e religiosas; 6) fragmentos de infonnaçoes derivadas da literatura histórica dos etruscos. sôbre tais bases nenhuma ¡Iistória conjunta deRoma e da Itália desde os tempos antigos poderia ser reconsütuida. Mas o orgulho nacional de Roma e o papel que ela começava a de- sempenhar na familia dos impérios helênicos exi 'am que, co- mo os outros impérios e cidades do mundo ci ' ' ado, tivesse uma História própria que remontasse às origens, ou seja, à fun- dação da cidade. Além disso, sua História deveria, de uma forma ou outra, estar ligada à História do mundo civilizado, ou, em outras palavras, à da Grécia, e ao mais antigo episódio desse História - a guerra de Tróia. Roma precisava ter um 'lugar no poema de Homero, o mais antigo monumento da tra- dição histórica grega. Nesse Líliímo periodo, era necessário mostrar como Roma se fortalecem cada vez mais, até tomar-se senhora da Itália, e como sua Constituição, aceita até pelos gregos como um modelo de perfeição, se fez gradualmente. [Com tais objetivos em vista, os primeiros historiadores de Roma - alguns dos quais imigrantes do helenizado Sul da Itália, como Ênio e Névio, que viveram e escreveram durante as guerras púnicas, ou romanos ue tiveram seu papel na po- lítica em fins do século III a. ., e na primeira metade do século II a. C. , homens como Fábio Píctor, Cincio Alimento, Caio Acílio (que escreveram em grego) e Marco Pórcio Catão, Cássio Hemina, Calpúrnio Piso, Cneu Célio e Cláudio Qua- drigário - criaram, com seus trabalhos reunidos, uma crono- logia mais ou menos aceita e uma História deRoma anti a bastante detalhada, de conteúdo altamente patriótico, mas e- vantada sobre bases pouco sólidas. Como assinalamos acima, esses autores quase não tiveram fontes dignas de crédito para aquele periodo primitivo. No esforço de formular uma nar- rativa ininterrupta do desenvolvimento da cidade apenas com os fragmentos da verdadeira tradição histórica, tiveram de . recorrer a uma série de , suggíi fundamentadas em inte reta ões fantasiosas e nada científicas tanto de pala- vras, e acionadas com antigas instituições religiosas e civis e que eles não compreendiam, como de nomes inscritos em certos monumentos levantados na infância de Roma. Deram crédito ram os fato _tgrig Inventaram novos heróis, para os quais não encontra. l I A narra ANHGA - son-rss nr: INFORMAÇÃO 15 . _a suposições de historiadores gregos, que pretendiam uma liga- ção fantasiosa entre a 11g' tória antiga § log¡a e a. Por esse processo conse ' am uma narrativ ' ÉS C0mP19Í3› desde ê Cheggtlluth de Enéias, quânldlflseê: herói fugiu para a Itália após a captura de Tróia, até a época em que já se tomava possívelutilizar fatos mais ou menos au. tênticos da História romana, preservados de uma goma mel-o 1389355718 P313 @$950 Oral, e também as mais antigas infor- ¡tiüãçgsei realmente autênticas, sobre assuntos intemos e ex- em . ' Desses fatos sean-históricos e sem ligação entre si, asso- ciados aos nomes de certos homens públicos de periodos an. vagos, mas aos quais dificilmente se poderia au-jbui¡ uma dam certa, os . historiadores 'romanos tentaram, novamente, estabe- lecer uma _narrativa corrente dos acontecimentos. Djgpgsk, (Â: segundo seu próprio cri- ãaetuooãfirmação na u-adição, e descreveram suas aventuras a amente - contaram como esses homens elevam¡ ao_ ma. acima de seus vizinhos e idealjzaram a Constituição m. a0 qufidní Êta. em grande parte, imaginário, e tomou_ a mais e a orado quando os autores da segtmda me. tada do século II a. C. e de princípios do século seguinte começaram a procurar no passado remoto elementos que apoias. sem as reformas políticas a sociais que defendiam. Pela análise cuidadosa desses trabalhos históricos é' - . . . P95' sivel alguns fatos politicos, religiosos e constitucionais, a parnr do seculo _VI a. C. Tais fatos, porém, são de caráter &t; geral queldificilmente se poderia constmírsõbre eles uma tóna continua e razoavelmente completa de Roma e da Ima '= ° = é°u1° V e grande parte do_ século IV a. c. Para éP°Ê95 mais TCHEQÍES, 85 obras doshistoriadores romanos são praticamente inuteis. Por essa razão os resultados da pesquisa ar l ' v queo ógica na Itália 5ã° de “R” especialmente no 'que se relaciona com ' épocas primitivas. Permitem-nos traçar a evolução cultural 5° P83 desde a Antiga Idade da-Pedra. Relacionar tais resul~ l *MW °°m 35 êfímñçües dos historiadores romanas - especm. mente com suas ínfonnações ; uma a dish-jbujçãowias meteu_ tes raças na Itália - não é tarefa fácil. Uns poucos pontos, mtretmlíii» podezmser tomados como certos, e sãoyde grande
  10. 10. 16 ' ins-rom m: nom importância para a compreensão da História posterior da pe- nínsula. . › o s: :- cia. A península ea enina uma 00g¡ _ _ _ ' tra! , que se prolonga pe _o Medíteflâüw- A Itália é l-“Ílltafia ao norte pelos Alpes, que apesar de parecerem, ?Primeira vista, formar uma barreira impenetxável enàrela M118 e a EW_ rcpa central, não são na. realidade tão fomndavels como P919' cem. Isso porque. os grandes rios daquela regiao ~Q= MLE9J com seus tiibutáriüs; a 511110390, e-. oz-ÍXQP: 3° “m5 " 335g? ? nos Alpes, e em possível seguir-lhes o curso até os 68m - deiros que levam_ dos-Alpes à Itália e descer dah, P931” V, a? dos rios que em sua maioria são tributários do g9, ate a ferhl planície norte-italiana. _ Gália era proporcionada por uma faixa de costa, sendo tam- - bém relativamente fácil penetrar na _Itália pela regiao do Da- núbio e seus tributários_- A cadeia apeniua. forma a. -espínha dorfãl_ da Península . italiana. Mergulha no mar, reaparece na Sicilia e está geo- logicamente ligada ao Norte da África. Essas montanhas são muito menos proibiüvas do que as da Grécia, pois cortam-nas um sem-número de vales férteis, 'e na antigüidade estavam revestidas de florestas e ricas pastagengelfl tüdas 35 3519390? Na costa oriental, aproximam-se do Adriáhco, exceto na Apu- lia, onde uma grande planície se coloca _entre ambos e propor- ciona pastagens excelentes para gado' e car-oeiras. No. cãi- dente as condições são diferentes. Ali eioste uma cadeia e vulcões, principalmente na Etrúríñ, Láctü; 0383951113 e “S ilhas adjacentes, inclusive a Sicília, e cuja atividade _Secular criou na encosta ocidental dos Apeninos_ planícies, muito fér- teis, cortadas de rios que correm da cadeia' central- para o_mat Tirreno. O maior deles, e o único adequado à uavegaçao, é o Tibre, que divide um dos vales em duas partes -_o Iiácío e a Etrúria. Outro vale é Campânia, separado _do Prime! ” Pc' los contrafortes da cadeia apenina. , que corre até o mar. . A fertilidade extraordinária de Campânia já foi 111611101093- . da. As planícies da Etrúria e do Lácio são mais pobres em formação geológica: o solo consiste em uma camada fértil de tufo calcário, poroso e vulcânico, sobre uma camada de argi- la impenetrável, sujeito portanto_ a se tornar pangírligso. Eja- tretanto, com uma drenagem c dadosa e um tra o persis- Uma outra ligação entre a Itália e a . ' . sobre lagos em plataformas sustentadas por pilastras, fincadas : N -' A ITÁLIA ANTlGA - FONTES os_ INFORMAÇÃO ' 17 tente, pode produzir boas colheitas, e mesmo quando parcial. mente submerso proporciona boa pastagem no invemo aos re, banhos dos vizinhos vales de terras altas. ' A costa italiana é menos rica de portos do que o litoral grego, embora tenha excelentes baías, principalmente na par- te ocidental. Os melhores portos são os de Nápoles e Gênova, e há também um número razoável de locais onde navios a 'vela de tamanho moderado podem abrigar-se conveniente- mente para deixar a carga. Portanto, em conjunto, a parte mais fértil da Itália é a que se volta para o oeste; suas planí- cies mais' produtivas estão no oeste, e ela se. líga ao ocidente tanto pela Sicília, separada apenas pelo pequeno estreito de Messina, como pela litoral do golfo de Gêuova. Contudo, a ligação com o oriente é igualmente próxima: o Pó corre para o Adriático, uma sucessão de ilhas aproxima sua costa leste ' do litoral oeste daCrécia, e a baía de Tarento proporciona acesso livre aos navios que vêm do golfo de Corinto. , cgyflisââs 8~Hgrá~fiw ams_- _saa que era, demandam eNoa _. oxLt: n, ado ' . _ Ambos se sentiam atraídos por sua riqueza natural, seu clima temperado, sua vegetação rica. Qs pastores e agricultores da Europa central eram tenv p todos pelas' pastagens_ _ercelentese _çíaínpÍTs férteis ao_ pagsgLque e ozlíiírã Ídãlçstn_ V 4 _ _Írtos do sul, _ que davam › acesso à próspera Campânia, aos férteis 'rios e valesdo Sul da - Itália e às florestas anti as dos montes vizinhos, que propor- cíonavam excelente ma eíra para construção de navios. Nessas condições, é fácil compreender ue a História an- tiga da Itália é como a História antiga da Grecia. Os povos da Europa central e oriental e da Ásia Menor atingiram o país pelo norte e pelo sul. - Os mais antigos habitantes egm_os, li; -_-. -> gúrios e iberos, ligados de perto aos aborígirííílíEspanha e Gália, e foram aos' poucos superados pelas tribos pertencentes ~ à população indo-européia da Europa central. Os mais. anti- gos _colonizadores da Europa central eram provavelmente la-'AJ custres em seu país de origem: suas aldeias eram construídas no fundo do lago, a certa distância da margem. A comunicação com a terra se fazia por uma -ponte móvel. Começaram cons- unindo aldeias semelhantes, nos lagos do Norte da Itália, e em se ida transferlram-se para a terra seca, onde levanta- ram al eamentos protegidos por muralhas de tema e. cercados ai'
  11. 11. i7 18 HISTÓRIA nz noMA por um fosso. Ali as casas tamliém eram colocadas numa pla- taforma sobre pilastras firmadas na parte interior a'. muralha. Foram estas as primeiras cidades fortificadas dos centro-euro- peus, que se transferiram para a Itália, e são chamadas em italiano de terramara, porque suas minas são ricas em uma fértil terra negra (terra mara ou mai-rui). Esses habitantes da terramarachegaram à Itália em principios da Idade do Metal - a idade do cobre e bronze. 1 Bem mais tarde, em fins da Idade do Bronze, quando o ferro começava a ser usado, che- ~ garam também alguns clãs indo-euzropetrs, que vinhamde lu- gares onde havia fortificações para refúgio contra inimigos e animais, nas montanhas e altos de morros. Esses homens &ou- xersm consigo implementos e armas mais aperfeiçoados, colo» cando em segundo plano tanto os habitantes lamrstxes como os aboríginesl Fundíndo-se entre si e com os antigos habi- ' tnntes e ocupando uma região após outra até a extremidade sul da península, dividiram-se _gradualmente em três grupos, cada qual com um dialeto diferente de uma língua comum a todos e semelhante ao celta. Tais grupos foram os úmbtíns¡ _os_1atinns e Os primeiros ocuparam o norte da Itália e parte o ceniro, indo os segundos para o curso infe- rior do vale do Tibre. O terceiro grupo procúmu os montes e vales do sul da península. Não era, porém, seu destino domina: : a costa. Os vales apúlios e as planícies venezianas - regiões mais férteis da costa. oriental 7 haviam sido ocupados antes pelos clãs ilirios, y vindos do litoral norte e leste do Adriático. Os mais fo pogulosos dessesséüs eram os iaFígins, que ocuparam a costa sudeste da Itália e_ que provav mente entraram na Itália na- mesma época dos lacustres. O litoral ocidentahpor outro la- do, exceto no curso inferior 'do Tibre, foi conquistado por in- vasores vindos de além-mar, em princípios do primeiro milénio. Ao norte, os italianos foram empurrados para asmontanhas ou dominados pelos atruscos, uma das raças , anatólias que emi- _ graram da Ásia no período de confusão e clispêrsfo de fins do segundo milênio. No sul toda a faixa da costa, exclusive a Apúlia no leste, mas inclusive a Campânia no oeste, foi ocu- 1 Novas descobertas mostram que a Pré-Historia clli' 1161!¡ foi bem mais comrflexn . do que o esquema simples da invasão indo-européia apresenta q no texto. ,a A ITÁLIA ANTIGA - FONTES ms INFORMAÇÃO 19 poda apóso século VIII a. C. , por imi rentes da Grécia. os últimos invasores da Itália foram os oe tas, a quem os roma. nos chamavam de gálios. Eram aparentaclos com os italia- nos e vinham, como estes, do norte - em parte da re ião que é hofe 9. França e em parte talvez do vale do Danú io. No sécuo VI a. C. , começaram a ocupar aos poucos o vale do Pó, expulsaudo dali os etruscos.
  12. 12. A Itália de 800 a 500 a. C. : etruscos, :amnitas e latinos ga? usamos que os etruscos surgiram na costa ocidental da Itá- lia, alí se estabeleceram e peneh-aram pelo interior até o vale do Pó e o' Adriático - desconhecemos, porém, os detalhes des- ' sa penetração. Não obstante, as escavações de seus aldea- mentos nos proporcionam um quadro vivo de sua vida, espe- cialmente dos séculos VI ao III a. C. , e alguns monumentos nos levam ainda mais longe no passado - até o século VIII a. C. Ainda não conseguimos decifrar qualquer texto etrusco gravado na pedra em alfabeto _ego exceto os nomes próprios e 'algumas palavras isoladas. o entanto, o número de monu- mentos preservados nos túmulos e nas ruínas de suas cidades é tão grande e tão variado que podemos formar uma idéia das condições politicas e sociais desse povo, de sua religião, há- bitos, arte e artesanatos. Nos séculos V e IV a. C. , o Império Etrúrio era uma liga de diversas cidades grandes, alguns portos de mar. Sua uni- dade diminuiu gradualmente, mas era ainda considerável, pro- vavelmente, quando o império foi criado. O etrusoos forma- t? vam a classàmaiaelegggla na população e: m. em- cidades "" o icadas e l: Trn'plarÉjadã§f"0l›'tínlía'ñ1 s a riqueza de vá- rias lentes: cüldVíVãrío solo fértil do país e criavam gado, tra~ balhavam as minas de cobre da Etrúría e as minas de ferro da . ilha de Elba, mantinham uma indústria ativa, especialmente Anmrnnaoorsoorc. › . _ 21 de metal e tecidos, além de um amplo comércio com o mundo grego e o Oriente através das colônias gregas do Sul da Italia e de Cartago ienicia. .Nos tempos anti os, a ÍTaÍBflLdÍhClL, mente se distinguia do comércio em to o o e ftíñâneo, .ca- ráter que manteve na Etrúria, até bem tarde: nos séculos V e IV a. C. , um 'marcador etrusco era para os gregos o mesmo que um pirata, A classe mais elevada consistia em proprietários de terra, comerciantes e fabricantes. O trabalho era em parte feito pelos ligúríos e italianos conquistados, presos ao solo e em parte (muito provavelmente) por escravos, capturados nas constantes guerras e ataques de piratas. 'Não há dúvida de. que esses proprietários de terra, comerciantes piratas e fabrlw cantes constituíam uma força oombativa na liga etrusca, por vezes pertencente a uma única cidade, outras constituída' de elementos vindos de várias cidades. Pouco sabemos sobre a Constituição da liga ou o gover- i no das cidades. É provável que em épocas primitivas cada cidade fosse ovemada por um rei, mais ! arde substituído por magistrados e eitos, pertencentes a familias nobres. Sua reli- gião e civilização eram formadas de elementos de várias ori- gens. Embora viessem seguramente do Oriente e fossem se-' melhantes às instituições que predominavam na Anatólia cer- ca de 1000 a. C. , sua ligação íntima com a Fenícla- e a Grécia aos poucos disfarçou as origensga civilização etrusca, dando- -lhe um caráter misto erigcõirgñíên "E perfeitamente pos- sivel que os conquístadores 'êTmscos'tenham, em muitos luga- res, recebido em sua sociedade a aristocracia nativa, que na época da conquista já possuía uma cultura bem desenvolvida e uma língua própria, talvez mesmo uma noção da escrita. E muito provável que nas cidades maiores e mais' ricas houvesse colonizadores gregos, principalmente artistas e artesãos de origem jônia. . A. vida da aristocracia nas cidades era muito semelhante à das cidades gregas contemporâneas, especialmente as da Ásia Menor e Sul da Itália. Pelas cenas que ornamentarn os tú- mulos etruscos e pelos vasos de estilo, gre o feitos na Etrúria, podemos ver como assavam o tem o. mpenhavamlse em aticavarn todos os as ortes atléiicos habituais na erra, r EEE -LQL, da Boxe, o_ Sonae a o . ._roma. na, _c,01'1i5l3.de_canos, caçLmpsaa; organizavam festivais ligados a cerimônias religiosas. As mulheres, ricamente vesti- das, também tomavam parte ativa nessas ocupações. Não m' ui¡
  13. 13. , 22 msróm na ROMA sabemos se a vida nas cidades etruscas desenvolveu-se nas mesmas linhas que na Ásia Menor e Sul da Itália, mas tal hipótese é altamente provável. Devemos supor também a exis- tência de dificuldades politicas entre as comunidades separa- damente e uma divisão social no coração de cada uma delas. E dessa forma podemos, oom toda a probabilidade, explicar a degenerescêncin gradual da liga etrusen. Escavações bem sucedidas nas cidades e cemitérios etrus- cos, realizadas por arqueólo os italianos, possibilitam-nos se- ãuir com precisão o desenvolvimento da arte etrusca, a partir' o século VIII a. C. Encontramos, aprincípio, o estilo geo- ¡ métrieo, característico da Itália, que mais tarde dá lugar às influências orientais. Ao mesmo tempo a Etrúria se transfor- ma _em mercado para os comerciantes da Grécia e do Oriente, especialmente da-Fenícía - e da combinação de todos esses elementos, surge uma arte independente e original, que se ma- nifesta na ar uitetirra, escultura, pintura e também na produ- çao industri , par-timilarmente nos objetos de bronze fundido, na manufatura de joalheria e dos metais gravados em relevo. Não se pode, porém, dizer que a arte etrosca atingiu grande perfeição. Sua arquitetura continuou por muito tempo, num estilo arcaico, não ultrapassando jamais as modificações dos modelos gregos e orientais. A escultura, que mostra grande habilidade técnica, nunca chegou às culmínânoias atin das pela Grécia. › conservou, durante muito tempo, um gosto o so- leto pelas cores vivas, e apenas num campo - o do retrato altamente realista - produziu obras notáveis. A pintura é talvez a mais atraente de suas artes - nela, embora seguindo o estilo e método dos autistas gregos, conseguiram expressar mas-próprias idéias, 'em temas tomados à vida diária, à His- “na 011 religião. As medonhas figuras de deuses infemais r demônios, por eles inventadas, bem como as da. morte e dos castigos futuros, sobreviveram à época e influiram na arte romana e na pintura medieval dos italianos. Na indústria e na concepção os etruscos atingiram um alto 'grau de habili- dade técnica, embora suas ióias impressionem mais pelo ta- manho, peso e amamentação do que pela finura da forma e do acabamento. * ' › - 'i A atividade politica dos eirusoos se iu duas direções. P310 1850 dqmm'. crê-fl¡ amigos fiéis dos enicios e cartagine- ses, queaceitavam de bom grado os serviços desses piratas aventureiros e ousados, desde que suas atividades se limites- A rrÁLui na 800a 500 A. ›c. ' › 23 sem aos gregos rivais de Cartago, evitando os aliados desta. Para a Fenicia, e mais tarde para Cartago, a Emitir¡ em um mercado desejável, para onde exportavam metais e matéria- -pr-ima, importando dali o estanho da Espanha e Cri-Bretanha, a prata e cobre da Espanha e ouro dos artigos manufaturados no Oriente. Os etruscos eram sem dúvida mais piratas do que, . comerciantes, e Cartago não temia sua concorrência: não co- nhecemos uma única colônia ou agência de comércio organi- - zada por eles. A hostilidade entre a Grécia e a Etrrúria, po- rém, .era aguda. Os piratas etmscos, agindo de acordo com a frota_ cartaginesa, impediram que' os gregos estendessem sua influência ao norte ou se estabelecessem na Sardenha e Cor- sega, e impediram-lhes quase totalmente o acesso às suas co- lônias na Gália e Espanha. A realização mais -notável dos etruscos foi a destruição, em 588 a. C. , da Alália, colônia fun- dada na Córsega pelos fócios. Massília, o principal centro . . grego na Gália, julgou necessário, naquele mesmo século, en- trar em entendimentos com Roma. Graças aos etruscos, os cartagineses puderam conter a expansão grega em direção ao _ oeste e norte. É certo que os esforços unidos desses aliados não puderam expulsar os gregos, em caráter definitivo, das águas ocidentais. Embora este: tivessem conquistado repetidas vitórias marítimas - em 474 a. C. Hieron da Siracusa derrotou -os eiruseos em Cumas, e em 453 a. C. os siracusanos envia- ram uma expedição contra a costa da Etária - foram força- dos a abandonar a esperança de acabar com a pirataria etrusca para sempre e a contentar-se com os lucros que lhes propor- cionavam os fomeeimentos de que necessitavam as cidades do inimigo. _ . '- . -- . e' Tal a situação no mar. Em terra, 'o dominio da Etni- ria aumentou progressivamente até a segunda metade do sécu- lo VI a. C. , embora ela não se empenhasse em nenhuma ati¡ vidade especial para isso. Não desejava a posse das montanhas italianas -- sua ambição estavalimitada ao. vale do Pó, no norte, e a Campânia, no sul. O primeiro foi inteiramente ocupado pelos etruscos e continuou sol) seu dominio até que '- Mos _celtas ali surgissem no século V a. C. Durante algum tem- po, seu movimento em direção ao sul teve igual êxito: dinas- _ -tias etruscas governaram Roma e provavelmente outras cida- des do Lácio; na Campânia, Gápua tomou-se um bastiâo; do _ poder etrusco e uma rival perigosa de Camas e Nápoles, do- Í minando numerosas pequenas cidades meio gregas, como No- . “-ç . .-__. ._-. . . .__-y-= -s›_. ...
  14. 14. x ' lipolítioo, económico e cultural de dois ' população italiana da península - os sa 24 mxrónm na nom 'la e talvez Pompéia. Essa expansão 'no sul foi. , porém, detida em parte pela oposição grega e em parte pelos novos e ím- portantes acontecimentos da História italiana. Esses awnbecimentos foram provocados pelo progresso e grupos pertencentes à Os primeiros viviam há muito lados 'aaa com as colônias gregas do sul e lutavam para conquistar parte do litoral onde elas se tinham instalado -~ ambícionavam principalmente a r-iquaa de Campânia. No leste, as poderosas tribos civiliza- das-que habitavam a Apúlia dominavam a costa e mantiveram os samnitas fora da região. Pouco sabemos sobre a organiza- 'ção dos samnitas, mas podenííisíiíjíõfTjüé 'se' Ílivfdiímíerñkãlf" boTmontanllesas isoladas e que na sua maioria eram pastores ignorantes da vida urbana. Algumas dessas üibos estavam “unidas em ligas que esporadicamente adquiríam bastante for- ça. Sua expansão foi promovida por uma instituição denomi- nada "A Fonte Sagrada', segundo a qual toda a geração mais nova de determinado clã era enviada à lula, pelos mais ve- lhos, sob a bandeira de ' tõtem sagrado - lobo, bezerro, boi ou corvo - a fim de con uistar novas. pastagens e campos virgens. . . Nosuxso dpssésxrlasy . e 1V; - c. . 925999195.. spaesêsrsrá. _muito mm 'seus vizinhos egos: aperfeiçoararn as armas, ado- taram os métodos egos e guerra, colocaram¡ organização _de clãs e ligas numa ese mais firme e começaram a levantar ci- dades próprias e a forrtificá-las. ?odeiam assim tomar uma outra as quase inçlefesas colônia? _giêiàí. """0"'c'omércio' oombsgregos enriqueceu-bee desenvolveu-lhes o gosto: nos túmulos do século IV a. C. encontramos excelentes pinturas e muitos objetos de ouro, prata e bronze, com vasos feitos se- gundo modelos gregos. Quanto mais perto estavam de Cam- pania, tanto mais sentiam a influência da civilização grega. Püderampfinalmg-ngghexpulsar dali os etruscos, tomar a mg rçÉã . das 449465 da rsélííegfàêâtmirzçépga sua câpitaLÍÍein' IN 438'à'. "C. ' Ali mesma' e florescem portanto, um novo e vigo- roso ramo do bcleuismo, que pode ser chamado de eco-sam- nita ou campaniano, e essa cultura é bem conheci _a por nós em 'virtude dos antigos monumentos e túmulos encontrados em muitas de suas cidades. Assim, portanto, os samnitas foram o povo que 'impôs um '”' limite à expansão dos etruscos no sul, mas que não estava A l _l . .17. l' _ ooítTaT-As maiores Fiestas, ÍeuentoíNe ãíolesfmuitoñorter anhaxnusooaãoolmcl 25 bastante consolidado para substituir os gregos nesse avanço. Suas forças estavam divididas g_c_xa_d_a_clj se empenhava Sepa. raElarrTente numa luta obstinaãa contre &Éidídes gregas d¡ píñ' serem destruídas, não deixaram nunca de continuar co- mo centros fortes e florescentes da vida e poliuca gregas, até sua absorção ? ele poderio romano. Çs samnius tiveram ou- tro obstáculo omrdável nos tiranos gregos da Sicília, especial- mente , os vemaores H§'Sifãçusa, sempre daejosos de es- tender sua' influência àscolónias gregas da Italia e prontos a apoia-las na luta contrl-fnkgíxsfartxinêtasãuyv”, - . / O outro arietejãue esmagou o poderio da Etrúria foi 03.5 LácítTÉssE era a"i'mica região através da ual os italianos tí- 'nhároacesso ao marfTarracína, Ãnoio e a. oz do Tibre ainda rtencíam aos latinos, cu'o domínio não foi contestado elos pe 1 _ gregos ou pelos etruscos - seus únicos rivais eram os vo cos, tribo das montanhas que ocupava os contrafortes dos Apení- nos entre o Lácio e Campânía - e a luiàa entre os dois era dura e continuada. 'O dominio do mar eterminou o futuro destino do Lúcio, e o fato de que os latinos não foram nunca afastados do litoral explicaese em conseqüência de duas causas. 3¡ Lm-Llmem' 1“g5I›. Q.. LÉCiQ.1JÃ9_$1ÍêPilmclllamente atraen- t_e aos eh-Irsgos, ggregqs, dopontq de vista comercial. A pla› níoie que limita o Tibre inferior “ao sul era um vale pantahoso cortado de sete saum, que tomavam difícil a comunicação. Ao sul dessa planlcie há uma estreita faixa montanhosa, _pro- pícia ao plantio de cereais e trínhas, e à criação de animais, mas de extensão muito limitada. Acima dessí faixa estavam as montanhas inacessíveis, habitadas pelos volscos, équos e sa› hinos, que ali apascentavam seus rebanhos, ›e que pouco se distinguíam de assaltantes. Custou aos habitantes dos montes Albano e Sabinos esforços árduos e demorados para conquis- tar a planície líicía e nela planta: : _ainda hoje, podemos ver a rede de canais de drenagem subterrâneos abertos para tomar a 'agricultura -possivel ali. E muito provável que tais canais fossem influência. dos etxuscos, que haviam aprendido tudo sobre drenagem e irrigação em sua antiga pátria, na Ásia Me- nor. A segunda causa da independência do Lácio e de _seu ¡f- rlominiof costa' está_ na rivalidade' entre gregos e etruscos, que otransfonnou numa espécie de Estado-tampão entre duas 'esferas de influências opostas. z-. n., x/-t, x^rxrxrxrxrxrxrxrxzxrx
  15. 15. (L LLC C_ LC( Cí. í, LLçCLL í xx' <Í lx 26 ' r-nsrónzn ns nom¡ Essa independência e ligação com o mar, conservadas du- rante séculos, forem de imensa importância para o desenvol- vimento do Lúcio e da raça latina. A con' nte de civilização, , vinda dtrGtécia, Ettúrla e Cartngo, ajudou a elevar o nível da vida econômica esocial. Ao mesmo tempo, o perigo cons- tante de ataque de três, se não quatro, direções ensinou o - povo a considerar-se como uma unidade só, ligada pelos laços do sangue e da religião. E, finalmente, a luta árdua contra o solo iraiçoeiro da planície temperou o espirito dos primeiros habitantes, prendendo-os fortemente à terra que _haviam do- minado à custa de esforçosqnigentes. ; , ' t: _ Não há dúvida de agia as primeiras nldeiasfe as primeiras shcíações politicas se matam nos montes do Lácio, e não nas planícies. As cidades que ali surgiram eram ricas e prós- peras, quando a vida nas planícies apenas começava a evoluir. ; ._Nos montes foram lançadas as bases das 'instituições que mais ' tarde vamos encontrar em Roma. E bem provável que o 1o- cal de_ Roma. , defendido pelas encostas e pelo rio, mais em hai- xo, .fosse ocupado originalmente por pastores, imigrantes' do Lácio e dos montes Sabinos. E ainda perfeitamente aceitável que tenham do duas povoações -- uma dos latinos no monte Palotina, e outra dos sabinos, no Quirinal. Ambas as elevações . eram defendidas -- a primeira em todos os seus quatro lados, a segunda apenas em três - por bnrrancos pro- fundos com encostas bem inclinados. A undição local pre- 7' servou a creu de e o Palatínodube_ qgLtísJJjlgtljgú Roma primitiva, fosse urna colônia de (1 des latinas ' rior que oferecia facilidade de travessia da margem esquerda. _ _íÊíVl? Í”h¡59á'$. ,-'IA11=7% él-ÉÍVíní°-. . 0 10031 @ileswlhídm pelo que supomos, por dominar o único' ponto sobre o Tibre infe- para a direita, do solo latino para o elrusco: em frente ao Palotina há uma ilha_ grande e bem isolada no Tibre, que fa- cilitava o lançamento de uma ponte sobre o rio. ' 7 Novas escavações provam n earisrància de cabana¡ (do mesmo tipo das representadas nas umas frmeráriu) nas duas elevações do Pa- latino, na pnmeitu fase da Idade do Ferro, ou seja, aproximadamente no século VIII a. C. O¡ túmulos descobertos sob a Forum no monte Esãulllnse no Quixinal são do mesmo período. Por entre lido, e Cn- pi lio _foi _ocupado cerca de 600 a. C. , e o futuro Forum foi calçado #'19 Mineira vez cerca da 575. Pubunto, o re stre arqneoló 'oo con- firma a data tradicional (753 "a. C. ) do esta ecímento de 'Ronald' A. rrÁun na 800 a 500 A. d. 27 _Não sabemos (guandu e como essas colônias latinas e sa- binas margens _o 'IÍíbre se conv “eram, numa comunidade forte_ ____e__ um Os relatosmijíã *encontramos nos líistõriiaügTr-es' antigos sem dúvida compilados de várias fontes, todas igualmente pouco Hdedignas_ A maioria desses relatos foram tomados dos historiadores gregos, que, como já dissemos, se esforçavam para aproximar a História de Roma e da Grécia, especialmente da guerra de Tróia. E impossível dizer até que ponto esse material literário foi suplementado pela tradição 'local meio mítica, ou até que ponto essas tradições represen- tam 'fatos reais. A principal delas, aceita pelos historiadores romanos, resume-se nisto: ue Roma deve sua origem a Enéias, __ imigrante de Iróiare. size Rrmããñêems» seus news. ou "fiéi- õãdãíiãTíêmotos, foi-amos fundadores da dãde. Do pri- nTeirTíiêsséswií-rnãosmdescen am: de' riíodo 'ou"outro, .os sete reis de Roma, que governaram até o estabelecimento da República. A5 ' tribui o começo_ da _República ao ano _508 a. C. e insiste 'e éinberessante notar - também no fefdde alguns reis da. antiga Roma serem de origem Sabina e que ainfluêiicia sabina se desincava na vida ds cidade. Essa interpretação é confirmada pelas cerimónias sabinas pratica- das na religião romana e talvez sirva de apoio à crença de que a nova era da História romana começou nando latinos e sabi- nos reuniram-se, fumando_ uma. comnni ade única nas mer- gens do Tibre. Várias datas foram mencionadas. por histo- riadores posteriores, como sendo as da” fundação da cidade - 814, 753, 751, 748 e 729 e. C. Não sabemos se partiram de qualquer prova documental para sua fixação, ou se a ela che- garam através de cálculos artificiais feitos com o objetivo de criar a impressão de ser Roma tão antiga como sua rival, Cur- rago, e a maioria das cidades gregas na Itália. É interessante' notar, porém, que os séculos VIII e VII a. , C. foram uma › época de grande prosperidade para muitas cidades do Lúcio - Preneste, por exemplo. Nosso conhecimento da História de Roma nos. séculos VIII e VII a, C. , e mesmo na primeira metade do século VI a. C. , é muito imperfeito. Todo o periodo constitui uma área de no Palatino. Levar mais longe a interpretação desse registro, Forúm. e sua correlação com' a História primitiva de Roma é muito di! oil, a O! problemas suscitadas são bastante óontroverses.
  16. 16. 'x ~' também existisse em Roma, como um conselho de ancíães para 28 msrónm DE ROMA suposições e é apresentado da modo diferente por diferentes historiadores. Pelos indícios fragmentários e pouco fidedignos ' à nossa disposição, podemos supor que durante o periodo Roma não só tornou-se gradativamente uma comunidade poderosa ' nas planícies latinas como também aumentou seu território a expensas de seus vizinhos que habitavam os montes. O cho- que entre 'estes e Roma assume uma forma lendária, que des- creve a erra contra Alba Longa - a principal cidade do Lá- cio e talgvtdz a mãe de Roma - e a destruição da rival. Essa vitória ajudou a. consolidar a união da planície latina, _sob a 'liderança de Roma, e a foi-talecer aposição militar e religiosa do rei que chefiava as forças romanas na luta contra seus vizinhos. ' _ Nossas informações sobre a Constituição da Roma antiga são tão reduzidas quanto nosso conhecimento de suas ativida- des políticas. Mas não há dúvida sobre um ponto - de que -nos tempos antigos foi govemada pelos reis. Há sobre isso duas indicações. Primeiro, em Roma durante o período histó- rico, como em Atenas, um dos sacerdotes tinha o título de rei (rea: sacromm). Segundo, quando faltavam à cidade magis- - trados eleitos, um funcionário chamado interrex promovia a eleição dos novos magistrados e realizava as funções governa- mentais. Outro fato está igualmente bem estabelecido - 'o de que a população da cidade se dividia. _gti_ grupos religiosos e, milit chamados 01m' , que incluíam todos os HBitíñtes com e E possível que essa classificação primitiva fosse artificial, como a divisão em phratriae e phylae na Grécia, e tivesse principalmente objeüvos militares. E tam- bém possivel que o número de curiae aumentasse em propor- ção ao crescimento da cidade latina. do Palatino. A divisão em curiue foi mantida em épocas posteriores, quando havia trinta delas, cada qual com seu centro de reuniões, membros representativos e ritos religiosos próprios. As curiae tinham ' também certas funções políticas: era atribuição sua, por meio de uma lei especial (lex cia-iate de ímperio), investir o magis- trado de seu poder executivo. " Devemos supor que desde. épocas imemoriais o Senado assistir o rei. Seus membros eram representantes das mais ricas e nobres familias (gentes) E provável que essas pessoas fossem comumente chamadas de "pais" (paires) e seus des- cendentes de "pair-feios", que já em época remota gozsvam de AIrÁuA ne 8001x500» c. 29 certos privilégios, entre os quais o . direitgnd _servir de inter/ RN. mediários entre o rei e os deuses: osçctílêgiqs_ _açpzaolnis-armn _ constituídos exclusivamente de patrícios, até épocas bem recen- tes. Os sacerdotes mais. destacados eram os fhmines, ou ofi- ciantes, ue supervisionavam, cada um deles, o culto de deter- minado eus; os áirgures, que previam o futuro no vôo -dos pássaros; os salii, ou dançarinos, que cultuavam Marte com 'danças sagradas; e os Zupercl, ou fraternidade do lõbo, ue , corriam em tomo dotpomeyjium, limite sagrado da cidade, a as- ' tando usini 'osmaus' espíritos e assegurando a fertilidade às. mulheres e aos rebanhos da comunidade. Mas os pontifices - a origem da denominação é desconhecida - eram aslmais altos ooadjutores do rei nos assuntos religiosos: preparavam os calendários religiosos da comunidade, serviam de conselheiros reais em assuntos de rimal e eram osguardiães do fas e ias, o direito religioso e civil. Í, .2,_Q_, ;_, W5, x , u¡ a _ O exército consistia em toda. ' opulação, em todo o povo romano (populus Romantis- ebíQ_ gui, o sentido da última palavra é_ controverso - ou populils Rbmnmzs Qulritium). Os patricíos tinham o -papel da cavalaria (celeres) nas campa- nhas, ou talvez utílizassem carros. Os reis eram, naturalmente, comandantes-chefes e também juizes e sacerdotes suprernos. Não sabemos se sua. autoridade era hereditária ou vitalicia. Seus decretos eram transmitidos ao povo, _em reuniões espe- cialmente convocadas (comiam). Pouco sabemos sobre as instituições sociais e econômicas. ' N , gidgniammunidade 'familia onde o poder ater-n aihsnluto, e 'gire inclui não s a mu er e os os mas também os dependentes - os ' clientes ou "ouvintesme os escravos. Devemos, porém, lem- brar que, juntamente com esse sistema patriarcal que predo- minava em Roma em épocas históricas, sobreviveram traços consideráveis de' outro sistema, chamado "matriarcal", no qual a mãe era considerada. mais importante do que o pai. Ari; 5113.23;íaiuniiiaJonslsüaeprinQpammeALgado_ (95995) e por essa razñoo dinheiro gps chamado pecunia, _ Na primi- 'fiiifñligião romana, porém, os deuses que pzotegiam a agri- cultura e os maus espiritos que a preiudicavàm são tão impor- tantas como os deuses correspondentes que prctegiam o gado, o ue mostra ter a agricultura, cedo, constituido o esteio daí¡ 9 ' KJ. vi : :econômica em Roma. f 49kg. ; a : gv . _c: i"
  17. 17. .apr *~-^-°“a" àsvánrra “fez com qnie'élà"s'é tomasse 3°? " › amora, um centro trocas, para onde as mercadtàññs ide: - ciam pelo : io_e subiam em navios gregos 5 ¡HM95- "m 55 ' tornou-se concorrente das cidades etnlscas adíawntal- e a _ viu-se forçada a pensar_ seriamente na'c0 Eá'_ . .E94 mtrltaneamente na Campaniá. ) E quasa9°It0-¡l“°-“m°“1°m° considerável do ggçifogqqupadarpelos GÊUSCOSniIJÍLSÊCUlD-à- rCTPossrvelmente ah . se estabeleceram em_ as_ 'cídãñà como Preneste e Túscul0. B? ! 513003 m¡ 9' m? ” te' mota. Um dos centros de predomínio etrusco no Lúcio em certamente Roma, onde a poderosa dinastia meio ctrusca dos Targuinos governou durante algum tempo. Como em toda. parte, os eu-uscos formaram em Roma uma casta dominante: da, qual a população nativa estava excluída, em? ” a 355m7 macia que possuia terras e _rebanhos_ Não é provável que 'tivessem dominado todo o_ Lácio, e nao puderam nnpioí] sua arlturs. aos habitantes latinos de Roma. Podemos e um' gp que a, nação latina tinha, já nessa época, uma cultura própria < gregos. @mimo etrusco. 13975111. ÍOÍ b . x9 *V 'al e talvez nm sistema de escrita - ambos copiados dos 'qdeírgdç se_r Eífíñíáçâõrlifíãâífcíã ' ad @mando-se Constituição durante o periodo de superioridade elruscã: a aristocracia fortaleceu-se e tornou-se mais_ fechada, enrique- ceu-se, e parte da população passou n_ depender economica- mente das grandes famílias. .O. .p1'. ÓP!2_n°m° dE da** ” -. Romatgvam , aparentemente , do E9599. N1'. '@. ... b. em 00H10_ R divisão dacomunidade em três tribos gentios, com nomes etrus- cos - Títias, Ramnes e Lavores, - as curtas, por sua vez, torna- ram-se ao mesmo tempo: ¡bdivisões das tribos. Sob a influên- oia etrusca, anamaria rei foi gqsxaéumgusmrsaaãa. Consistia no importam¡ ou autoridadL-. .supremancisalsulnh sr. .- '¡3_ e sabe§_P°Ã_$. ..§§; _'V1nàâ19_§_<J_. (E! f~_9P¡" (a convenientelémhrar zíüTíítíüstí penetrmm sí- " AHÁIJADE800A500A. C. 31 oiuyg)__a_yqn_t_ade dos deuses. O simbolo dessa autoridade absoluta ua dava. ao rei um poder de vida e morte, em um machado uplo ainda num feixe (farois) de varas. O rei era , smpLLpxsaedídLdLseis-omdozaaiasrsamalnicrmm 1275 por aoompanhanteusmmammmjmmmssam- 5 11195121¡régiojouzazidmdatAsiaMenoLpshLmm_r›$au : Larachadmaabzyslerahdegg, _tempo ngüggbolo _daaleidadégupremar À mesma-ético provavelmente, ' ser atribuído o direito exclusivo da aristocracia de servir no exército. Era. seu interesse admitir nas forças armadas o mláràimo de pessoas que não pertencessem às tribos aristo- c cas. ' ^ nas de uma revolução int5ga; _e_rg__og_1a, na g a, aristocra a localüfiêbítõüíTñdã-Arlos reis. A tradição ad corno o úíldm_o ré¡ ehnsoo de-Êoma, e não temos razão para duvidar disso. &embates; a; 0191311911295 ' ' si, surpreendente - _qvelmentercomunsmascidadgse ' ea A hipótese de que os nobres tivessem, em seguida, de 'fazer guerra, sem exito, contra um de seus vizinhos 'etruscos é bem provável. Também é perfeitamente' possivel que uma segunda conquista do Lácio tenha sidoabortada pela in- tervenção de Cumas na Campánia, ao lado do Lúcio. Assim, a partir define do século VI a. C. , Roma viveu sob uma Constituição planejada durante_ a supremacia etrusca, ten~ do como classe dominante a aristocracia. local, representada por centenas de familias de grandes proprietários de terra, co- ' ' meroiantes e pecuaristas. Essa arisotllolârlacía não eita puramente romana nem puramente etrusoa. _ ueLq osse sua ori- _ãemppggímá falava e escrevia o latim (d se s gLda _ , «crdades-latinasdo ug_ às etruscas. 'S tecia com- os nobres, não há dúvida de que a. população geral era pura- mente latina, tanto no território de Roms. como nas pequenas povoações e aldeias de planície latina, que Roma havia assi- milado antes do dominio etrusco, ,e mais ainda depois dele. t que a supremacia etruspa em Roi-na foi_ derrubada pela fo' a ue foi e ulsa do Lácio e qae-tm *"”¡ ão ("ía ap; _ A derrubada da dinastinetzuscannñrpprovoeou-qualquer' i 3,1 . E m0 33895,! ? YKQÂQEAQÍLBéLÇQASHMÇEmdeJoma-e-am-suas-MWP om . File. ciais, seja em sua influência sobre u tribos ví- y Le
  18. 18. 32 mexem na nom zinhas. Mesmo na época do§~ últimos reis etruscos, o poder dos Ta: uinos pode se¡ considerado como a força de uma úni- _ oa fam 'n etrusca, forte e rica, cujos membros governavam diferentes cidades latinas, enquanto o mais velho governava Roma. A Constituição continuou a roximadamente a mesm após a expulsão da din m- tadaiÊlflattinfõa nobreza romana em ar pre °$ menos ue não muito depois da expul: são dos Tarquinos outra famâa importante, a . dos Fábiosf govamou Roma durante sete anos inlnterruptos, de 485 a 479 a. C. Mais tarde, os principais magistrados foram esco- lhidos quase exclusivamente num gmpo muito limitado de familias “prineipesoas”. Quanto às ligações comerciais de Ro- ma, devemos notar que, imediatamente após a derrubada dos Tarquinos, foi estabelecido um uatado comercial com Cai-ta- ' o, na qual ela se destaca como a mais importante cidade do A cio. A ligação com Cartago foi herdada dos etruscos. . A _ orientação geral ? E sua política externa, porem, passou a. ser diferente: as relações com os vinnhos etruscos eram tensas e ela dedicou-se a ampliar : ma influência no Lácio. A tradição testemunha a formação de _Unla tanto politica como re- llgiosrgjggsetegidades la_ti_n_a_s, ainda no período de domí~ nio etrusco. Roma nãÊfEíi memlaTo dessa liga, inicialmente, e sua adesão, posteriormente, constitui prova clara de uma consolidação de forças do Lácio para permitir-lhe enfrentar seus vizinhos. A colonização sistemática das terras a eles toma- das contribui para ampliar os limites da liga. Esse curso dos acontecimentos no Lácio finalmente dete- ve o movimento dos etruscos em direçãoao sul. Perderam &eles a Campânia tão logo o Lúcio deu inicio a uma política ex- Àterna independente, e todas as cidades de importância, Roma inclusive, deixaram de pertencer à liga ehusca. E provável que os acontecimentos de Roma se repegissem em outras par- tes da nação etrusca. A ligação entre os diferentes membros da liga relaxou-se e em lugares remotos os habitantes nativos flnnaram-se, expulsando os conquistadcres etruscos, tal como no Lácio. Assim, no vale do P6, por exemplo, em Bononia (a modema Bolo ), e na Úmbrla, o elemento local passou ao primeiro plano. Isso explica a invasão do norte, com êxito, pelos celtas ou gálios, os últimos imigrantes de origem indo- Jeuropéia. E certo que os celtas surgíssem na Itália em época AHÁLlADE8(”_A5mA. O. 33 lilo posterior ao ! écul . C. , d 3mm ãgniftmk ° V315 300136. aexcetoe ãgãegãug consiãçãsãllnllaea: : da E brín. Seu aparecimento limitou as operações políticas . a na Itália a dimensões muito modestas: estava ' u] . da do pelos latinos e do norte pelos gálios, e era : :uiro PIOYÃV que essas duas nações viessem a ataca-la, antes de muito tenapo. .
  19. 19. C. LLLC. Ç( (g<_ C, L (.4_ i_ L QQ( Ç' Roma no século' V e em princípio: do século IV a. C. A mtrULsÂo da dinastia etrusca, que nossa tradição coloca em fins do século VI a. C. , não produziu qualquer modificação radical na. Constituição da cidade, como dissemos. Roma ; á era um poder, principalmente militar, com uma aristocracia que govemava uma população predominantemente agrícola. 0 dominio etzusco fora-lhe útil: ela se tomara maior, mais forte e mais civilizado, sua vida mais variada. A cidade de Roma, o centro do Estado, adquiúro grande importância co- mercial. Houve, portanto, 'or odificaçôesmas-relações_ spc¡ ' e e 'cas do ue na Constituição. : :agia constitucional de estoque foi esta: a aristocracia vito- riosa, a invés e escolher um novo rei, g_§1' dois líderes eleitos -- --por um man ato e um ano e com plena autoridade sobre os assuntos civis, ¡ni- litares e religiosos. Além disso, em caso de necessidade o poder real 'poderia ser temporariamente restabelecida, na pessoa de . um . tador, cujo mandato porém era limitado a seis meses. Dessa forma, o Sepgd_ e_ _a assembléia o ulgràadqnirlgap ' a. A segunda, que se reunia simplesmente u-” para registrar os editos reais, passou a votar "sim" ou nao nas questões que lhe eram submetidas pelos cônsules: Deveria . - haver guerra ou paz? Deveria determinadoicidadño ser punido com a morte? Deveriam ser admitidos novos cidadãos? De- . nom». NO secure v 35 variam as pessoas recomendadas pelos magistradoranuais para seus sucessores ser aceitas ourecusadas? Na vida social, a principal novidade foi. o ¡ Pà .1°. ÀQS_DLeh. eu§. A denominação é puramente po- litica', mas sua importância sob esse aspecto foi. certamente oon- seqüência das modificações graduais nas condições sociais e económicas. .Qg§_s_lgniíina~mi&dã_g; o termo indica a mul- tidão de ddádãos "que não pertenciam ao grupo de famílias atriciasl- daassim ci dã _dalioma s d 5" “se error. E plz s m uia também os Bentes, embora estes não fossem a_to. ts, l_izc_i_a_cl_e____g_gvgil, e_b_s, cujas fileiras “consistiram, desde o principimvem pessoas 'que ós nobres romanos não podiam transformar em clientes, u dgpgpdentçs¡ pertenciam aos an- tigos _l1ab_i. tani: es. lisn: es_da-%dE Quintas igopianosmNão sabemos se muito: puderam escapar à epen- dência social e econômica, especialmente durante o período de supremacia etrusca. Não há, porém, razões para duvidar da existência, 'á então, dgplggisjiueaemiomg. Aos poucos, ' o número esses cidadãos, que não pertenciam m 1313115111220, aumentou, provavelmente em conse ii ncia' de ares. Primeiramente, a imnggtâinciufampçi_ de Roma s gês fat ___ __ afro á forasteiros de outras partes da Itália, especialmenle HOMAMQEW* Lúcio, tal como a classe' dos 4 etoeci ura cnaa - ' enasV pelo desenvolvimento da uela ciae grega. Além disso, a lg í_____ndústría ÂQL§Í2uLêÀêLQ. cnescimenta= PD1ít199,de. B9m§- 0 govemo necessitava de artesãos para a manufatura de amas e convocou por isso bons carpinteiro e ferreiros à cidade, or- ganizando-os em corporações (collegiap-e dando-lhes vários privilégios. E, finalmente, à med? gua partes do Lácio iam sendo anexadas pela conquista ou acordo, a aristocracia local era destruída ouadmítida pelos pntricios em suas fileiras. Os pequenos proprietários, porém, dependentes da aristocracia lo- cal, freqüentemente se tomavam. . _pgpgses livres a ós a anexação. A-plebs, composta desse einen os, nâouéô' : Eiff- fluência da cultura. semi-ettusca dos nobres romanos e mos- trou-se mais sensível às influências gregas oriundas do Sul da Itália. Tal era a vida de Roma após a expulsão dos reis em prin- cípios do século V a. C. Os esforços da classe dominante ti-I nham por objeüvobonservar-Ihe a predominância snlbre o L6-- cio. Suas relações com os vizinhos eram cheias de perigos. As cidades etruscas viam com descontentamento sua crescente im- / S
  20. 20. 36 r-us-rónm DE ROMA > pertencia comercial, provocada pelo acordo com Cartago. Nas regiões mais próximas, as perspectivas melhorevarn, pois os latinas percehiam ue, sem a cooperação do poderio romano, ” Ír seria difícil resistir pressão constante dos volscQS e équos d” montanhas ou enfrentar o perigo de uma nova conquista etrus- ca. Portanto, atendendo a interesses comuns, era natural que a aliança de todas as comunidades laiinasçse consolidasse na# nela época. E Roma começou novamente a ter um papel e liderança nmsa federação, tal como no periodo de predomí- nio eirusco. Roma teve também de do n e dos mon- tes habitadas pelos sabinos, o que fez de modo geral com êxito. Sabemos que em 449 a. C. os _salinas_ sofreram esmagadora derrota, perdendo parte considerável ÓmjL Ro . - Ao mesmo tempo, ou talvezantes, a rica e nobre farm- randdbina dos Cláudios, com seus dependentes, transferiu-se para Roma e foi admitida nos círculos patxlcios. Migrações semelhantes de muitas cidades latinas eram bastante comuns e naturalmente aumentaram a importância e a força dos pa- trícios romanos. Mas a. questão principal da época era a luta! contra vizinhos mais poderosos ~ a cidade emisca de Veios, os volscoê e équos, que saíam das montanhas para atacar as comunidades latinas. Os volscos eram os mais perigosos, P015 seu objetivo era tomar o litoral _e isolar os latinos do mar. _Por isso, Romã lutou decididamente contra eles pela . posse da cida- de marítima de Âncio - seu esforços, conngados com o dos latinos, tiveram êxito: &Égggormjxp ps. .noyal. ll_ente pe- raxzgmltanhas e algumas colônias romanas - pevoa - _ lit es e agrícolas - foram fundadas em território __ . ÚÊÍTAVeI-snmrmmfamwtóarsubxe-vaos, a ue se seguiram a completa destruição da cidade e a anexação e seu território. Uma das duas tinha de dominar as margens do Ti- bre e controlar sua foz. Roma, se derrotada, teria sofrido a sorte de Veios. Qirase imediatamente após esse êxito um novo e sério como já dissemos, iniciaram no século V a. C. a conquista de ' ' perigo começou a ameaçar Roma. Os gauleses, ou gálios, (É província após província do Norte da Itália e a expulsão 'dos ocupantes eu-uscos. Cerca de 400 a. C. , invadiram a. Etmria e saquearam seus campos: tentaram tomar as cidades, mas e foram impotentes contra as muralhas de pedra e as fortlfi- cações. Mesmo assim, realizaram expedições cada vez maus noMA NO sacou) v ç 37 - ao sul, e numa delas atingiram e margem do Tibre e o territó- ; lata de lêem; A data em que ãsso ocorreu é óincerta: cerca de é a. . oi o rimeiro inc¡ ente ng_Hí_st ria internacional A, de Roma ecidoígirsãos. E quase certo q o l possuía então aquelas mmã as de pedra que ainda se vêem paátizialrnentele que tãazem o nomí de um rei lpnríhdáãio, Sérvio o - se eas exis 'ssem, os gau eses teriam a o no seu assalto à cidade. E provável que esta, exceto o Capitólio que encerrava o principal templo, fosse protegida apenas por mu- ros de terra. 0g_ auleses derrotaram o exército romano eJati- no nas margens do lia, tomaram e que ram a cidade, e re quísitaram alta soma de dinheiro. i As conseqüências desse desastre foram de imensa impor- tância para Roma. Ele rev e s não ateu 'a às necessidades da época e que a cidade precisava ser transformada numa fortaleza, do- tada de muralhas de pedra bastante resistentes. Além dissgkg_ T3/ / mríza. ganê_s_obzíg°“~°- Lácíqta »ma. .ui= iãa_mai. s.. . _ ama, .com Rgn_ ' _nliuma outra potência era bastante forte Irene . ataques. .As. guerras_. .com. aGália' influ notável, especialmente no _desenvolvi _ ç v _ _ dÉB' , na politica e economia_ À medida que Roma se to nEÍ/ a_ mais' rica e poderosa no curso do século V a. C. , sua orga- nização hereditária e aristocrática tomou~se cada ez 'mais instável. Os e e livres do 13559_ _dgksenriço _m mentararn de importância. Jos const_an_tes_gue_rras_§_ ? _e_'_t: ”ul_ re_§_f. oram forçados, mais de uma vez _a_p_e_tI_r_› xilro aoiplgh ícõnípletar as fileiras do _B-IFÉICIÉO cgmmçle¡ ¡PÉÉQEJLEE! $l9§ É? GÊIesÍÊÊossiVeÍ queo' sistema militar que traz o nome de' éí-'vikíTúlio _e foi introduzido definitiva- mente apósas guerras gaulesas tivesse começado a existir nes- . sa época ~ mais adiante falaremos dele. Com o crescimento _a do território romano, aumentou omúmermdgpropgetários de ' teria, livres mas não ios pois os plebeus que participa- vam de campanhas dgàrgijclreçglggiam comggeqompensa as ter- Q conguistadas. Muitos dependentes das Ífázfílliãsüõiñinãí tes eram, t vez, recompensados assim pelo serviço militar pres- tado e tornavam-se com isso economicamente independentes. K Aos poucos, cresceu entre__ospleheus. .Annoçãmdos-zintezessàã CQHHIDS_ e 0 Zação. Tiveram representantes, talvez inlõiãlmente os comandantes das tropas plebéiàs, recru- tados segundo as divisões territoriais, que eram chamadas "u-1- / // *r~«f'/ /
  21. 21. k C L (K, C VÀ primeira vitória na luta de classes foi conquistada quando 44 çaram o Senado e ospgajgjcios a _Emperor __e_ publicar '“ -Ê iliter e a ' ão de um . ak/ db, %¡_, ¡v(; f'(l_.7./ ; Mufu); as ~ ' pus-rom ms nora ' b_os'_', mas qu não devem ser oonfundidas com as três tribos perícias "gen 'as". Esses representantes eram por lSSO cha- 'mados "tábuas" e chegaram a ser defensores de todos os ple- beus. Quatro tribunos talvez fcssemtnc começo, eleitos anual- mente- representavam as quatro tribos em que se dividia a cidade de Roma; mais tarde, esse número passou s. dez. SUB forr _a __. _ 'dÊDlFeitFCivüÍas DozÊTábuas -Íjarça ide' 7150" _______ iõÍdepoisa lei. _de Canííleirjgerca de 4115 a. C. ) levantou_ g_ omibisâe. _ , . 2 rsliãiosn é 'úm'. n<2u<= .°w91í99êí de casamentos entre pa áOLLQLSÍIQI-IS- Finalmente, o lugar dos @mkv or ocupado, durante certo tempo, por seis tri- Bunos militares, alguns dela eleitos entre os plebeus. A gaulesa tornara clara : Lada "O de na 'tomaçerdpm substituir definitivamente a força composta exclusivamente de patricios que fura suficiente para as necessidades dos reis e da república ainda jovem. A tradição liga essa. criação de um exército de cidadãos e o levantamento das primeiras muralhas de pedra ao nome de um rei, Sérvio Túlio. De acordo com es- _ se sistema oipliwgpassaxannaiazsr-pattukmiaislnwvde _JP cidadãos romanos, com todos os direitos, deixando de perten- cer a uma clasdse inferior. Por OIàÍTO làdlta, Êtãfãísgyãs cidadãos quan opossuiam terras entre' _os '_ tes_o _Lo ' , eramíbñãídosdgtgggs i de_ 17's? 65 anca _a _à_ convocaçâTdõ cônsul e no @rato-ae ei¡ aaglãp_ íeÊliÍÍrÍHÍñÊHÍÕi-dlã em quatrÊÊÉiñfeítõíÍ-cba- medos legtones. A própria convocação era originalmente cha- mada class-is, mas o sentido da palavra modificou-Iso gradual- mente, passando a equivaler a divisão¡ depois a class_e , no sentido em que a. empregamos. A_ nmeira_ convocaçao, ou “classe”, incluía os cidadãos que tinham re a : ipa- -ra comprar uma a §IBLQQmplgta. Os mais ricos Hantre-d onvoc ois cavalo , e for- cav rnavam . Os cl a ãos mais po- _ bres, dasquatro classes / Eüánteg compareciam _com um equi- pamento menosJgg eto e me aro. QLartesíos foma- vam divisões separadas e pertenciam § , __ Os e não possuíam terrasjstavamexc o Lnmwgâçngr . ..í U _ distinguiam-se, como proletarii, os ass-ida! , ou “pessoas esta- belecidas". Eram, .porém, obrig dos a servir no › do exército. 17' miami-z wolmzxfílbg, vo» w' 'v3 '* mais for ? à comumdãdê. nom; NO sáovno v 39 . Lassem ar consistia em todos os cidadãos que serviam “EBÉLCML stava dividida em 193 cenmriae; elogia _gsjñnmlg proggg/ _Lggisbdecldlaíqugstõesdíegggna 'ggmgkabsolida gu condenava os cidadãos julãados por crimes' capitais. A nova organização aumentou gran ementa o pode- rio militar de Roma, mas sua adoção forçou as velhas familias patricias a abrirem mão de sua supremacia politica, criando para os plebeus oportunidades de conseguir terras, com isso ampliando e fortalecendo a base de sua nova organização. -É portanto muito provável que a tradição esteja certa, ao fixar as datas das leis criadas por Licínio e Séxtio, tribunos da plébs, em _367-366 a. C. A ós essgs_l_szis, novas terras conquistadas foram distfbuídas pxJnÊE ente entre _gs plebeus, e o conw Êado, já restaurado, abriu-se 5 mesma classe: tanto plebeus como patrícios podiam ser eleitos para ele. Mais ou menos na mesma época, todos os cidadãos romanos receberam o di- reito, conhecido como ias provacutionis. de a elar ara a as- pular qqmiuenteuçudemorteéprovadLpe ' los cônsul_es_. Os tribunos plebeus começaram a desfrutar uma 'ñosiçao mais elevada: suas pessoas receberam imunidades e ampliaram o direito que tinham de defender os plebeus contra os atos arbitrários dos cônsules. O poder de veto, que era sua arma. nessas lutas, foi reconhecido corno parte da Constituição - romana, e os tribunos dele se utilizaram freqüentemente. Todas essas vitórias dos plebeus, embora levassem a pau- ~ latina democratização do Estado romeno, não foram conquis- tadas, como na maioria dos Estados gregos, por uma aguda , lutajsLclasseLaoom bailado/ revoluções ngnent reis¡ Em Roma, como em Atenas nos séculos yr e V a. C. , foram o resultado de um processo gradativo ede acordos su- cessivos entre patricios e plebeus. A tradição nos informa da unica arma usada regularmente pelos plebeus: uma espécie de $EM9-P savnm-a-cumprir_§gg abri a ' g_ defesa do pais _e ameagavam separar-se E de duvidar, porém, que tivessem recorddo mesmo a esse ex- pediente antes do ínicio, _do_sécnlo_I1La. .-G= . ligado ue a nova or anlzãção do corpo de cldadgídeu_ _______ __ _ a a. um interesse comum no co- çao etÊo cidadão. que se sentia responsável pelo Estado e sua prosperidade. Ao mesmo tempo, a organizaçãopura- - mente militar do Estado, juntamente com o amplo e ilimitado poder dos cônsules durante qualquer campanha e fora dos li-
  22. 22. /_ @man religião da familia era menos formal. Era. dedic dano gen/ MLdonenhor-&chefe: da: famüiaT-nb nífica~ i-nsrónm m: ROMA mites da cídade, .en§in_0_u_§_t›_povn uma digçiplina/ mílítãlçúgç: rosa g g obed _ans dos chÊfÊsÍ AsíTmções dos trl-_ m. .. . __. .., . -jgiggsulirn -íe____ @E seu veto erá"'ír'ip'oteñt'ê' canas' os ma tr , durante operações militares, nem podia. o di- reito e apelo ser utilizado em tais circunstâncias. Os resul- tados da nova organização logo se tornaram evidentes, quando Roma e o Lácio, após luta vitoriosa contra os volscos e équcs, viram_~se obrigados a enfrentar outros inimigos mais formi- dáveis, na segunda metade do século IV a. C. E_pouco_ o que sabemos da GÍVÍIÍZEÇÊO romana do início do século VI a. C. até meados do século . IV a. C. As esca- _vagões em Roma não deram resultados, muito menos do que nas cidades etrusco-latinas, como Preneste e Fidenas, onde descobertas arqueológicas nos permitiram traçar a crescente influência da. cultura grega sobre os latinos. Sobre aáigijro, nossos conhecimentos são mais amplos. A religião primitiva dos latinos, e de Roma em particular, era muito semelhante à de outras raças indo-européias que trocaram a vida. pastoril pela agricola. cido m 3› é a Plin' - cíp ou e e nosso conhecimento do . assunto. Essas festas são ou puramente agrícolas ou puramente militares. Têglu- ãar-de-destaque-nesse-calendário-o-eulto-de-Iúpitea-o-grande- eus, guardião dagvilização -e-do-. Estadore~de~Marte, ._qnà “personifioíüísñênci hostis da regiãnjnculta-perto-de-Rov " _físí 'flo _e _seus per_íg5'›_S. _ Após a união de binosno 'níontÉQWuiÍ-iiíal, surgem alguns deuses destes últimos, como, por exemplo, Quirino, o Marte sabino. 3 As noções_ romanas da divindade são em geral do tipo primitivo e não mostram a -rica imaginação criadora dos gregos. deuses-eram-personifío s ouf , lrosti menos humanos e mais remotos o quê-És "deuses gregos. esmo nas épocas primitivas o govemo deter- minava o ritual para os principais deuses, cujo culto, assim controlado, tornou-se mera cerimônia, definida com rigor e precisão. - J A hipótese dá que Quirino fosso um deus sabino não encontra confirmação em pesquisas mais recentes. ROMA No SÉCULO v 41 Z vam _seg_ poder criador a a da_da-famílin. _os.4na§í~eg7_ou. gsm p ancestra1s também sobreviviam na cas_ e_ng_famf. liaPejtíneoessári<Lp os: - róchamadoo luna) da senhora da casa devia se , _tal_c9mo. .o_do% AW senhor. -~Há-aindn'o'_s p"eria't'es, espiritos que _guardav ' ari. - âigajasfamiliarseuseoíres-e«celeiros; 'oí'lã? eã, _gp adasperñnalmentersrlãféíí-dõmé mo o ¡e o _gpculto. 0 Estado também mantém um fogo, a cujo “gêtíiõ propiciat rio eram devidas certas cerimônias. O mesmo ocorria com Jana, o deus de duas faces, guardião dos portões que levavam da vida civilizado do cidadão para a região dos bárbaros. Essa religião foi modificada, com o passar do tempo, por várias causas - o desenvolvimento da cidade-Estado, a for- mação de uma poderosa classe plebéia constituída principal- mente de imigrantes latinos, e a forte influência dos etruscos sobre o desenvolvimento políticos' econômico de Roma. Um aspecto duplo é, portanto, observado na religião romana. _gs_ ignigrantesplebeus das cidades helenizadaLdo Lácio desen- volveranro comércio e a indúsuia, trazendo consigo _alguns cultos, al uns gregos, mas adotados pelos. latinosjoutros lati- nos mo ' icados pelos gregos. ;Todos os novos deuses esta- ligadõs' ao comércio e à indústria, e para eles foram er- ãiridos templogperto do Tibia ou ho Aveniino, o monte ple eu. A mais antiga dessas divindades é Hércules ou Héracles, que protege o comércio e a vida dos negógios - seu altarii- TñrTno-nréraaüõ" 'ã' gãdõ (fõFãñi' 'lióàíiiimh _em_ seguida vinha Minervazdeusa latina que uarda certos traços da antiga lite_- ná derGrécia, a protetora os _art _. Ao rgesmo tempo, de- senvolve-se uma religião, 'lpeculia -iamílias patricia: - as familias etmsco-latinas que havia dominado no reinado de mo- ¡ííle répria_ po_ Capitólio, onde sejgga' u. ..o-templo: consa. -. @Fig à trindade' ]i'ríit“e”f= ót'ifn“zf~Mãzdmo, Juno. e . Minerva. teñpl ' . gnstruído. em. ..e§t. í.19 emma, e v aspecto ex m0 do'íitual era etrusco - mas não acteurs": em' 'sil " ' ' ' '- ""]'úpiter Otimo Máximo era o Júpiter de todos os latinos, ao passo que Juno e Minerva vinham das cidades latinas. O caráter nacional dessa trindade capitolina mostra, em primeiro lugar, a predominância do caráter latino da aristocracia que domina a Roma latino-etrusca a também a ambição dessa R0- .0 . , . -ti= narcas etruscos. E assim Roma, como" u uer-eidadeããsta- E; *v* do 5l9,mundo. .an 'go, _p. assa. a_ eLummmLràligiosoeAci-óf' rrxz-xrxrx/ x/x/ -rxrxrxrx/ x/KN rt ; a / m . a / / Z / x . rx p. /x , x rx rw »x A , x xx xx fx
  23. 23. """'! 'I 42 ' msróm na nona 'ma de ser a mentem do Inácio, e de ter dentro de seus muros o culto do deus de toda a re "ão, %e se tomou a divindade suprema da cidade como Esta o. ( ão é de surpreender ue simultaneamente o cultp de Diana, outra divindade da li a. a- ' tina, _surgissa nas florestas que cobrem as encostas do ven- tlno. ) Esse “aparecimentf de um culto, sob influência etrus- ca, mas dentro de um espírito puramente latino, é bem-carac- - terísiico. Também notável é o fato devquç_gn_s l_j1eus, .,como regposta à/ Éindáde dos'_'pa ' , tivessem cr dp _ ' 4p _àáfiíõ seeing v " cgltuaraxg_ _eres (Deméter para' 1353;_ dad Liberia Liber, combinando com elas o culto d _ so_ou Baco, que 'predominou ; rio _Sulfrlílfálíajàaq _le pe- jiglg. E"di'gna' de 'registro a circunstância de que o primeiro lugar dessa trindade plebéia seja ocupado por uma divindade feminina, o- que pode ter sido influência da camada da popu- lação indígena ue se fundiu com os imigrantes indo-europeus, formando as v ias ramificações da raça latina. ' Roma na primeira. metade da século IV e princípio: do século III a. . C. Arós a primeira invasão gaulesa Roma pôde, graças à de- _ cidida cooperação das comunidades latinas, impedir qualquer ovo movimento em direção sul, por parte desse povo. Aos poucos, ampliou suas possessões na Etrúria e ajustou contas, como já vimos, com os volscos e équos, seus perigosos vizi- nhos nos montes latinos. 0 território dos primeiros foi final- mente anexado, e nele se fundaram várias colônias militares, bem como na Etrúria. Após tais vitórias, o território de Roma e da liga latina ocupava cerca. de 7800 km' de terras quase -tudas s. Dentro desses limites, Roma era o poder controlador supremo. 43531¡- Qg_séc,1!1Q:1”v. %.5Ç. seus prin- cipais_ rnagiSh18Õ9.5___§TAH¡___os_ presidentes da 'li 'à latina. 'Ao Émesmo tempo, ela entrou em ~éoniíñ"fiõlíti" ' rêfãfpela pri- - meire. vez, 'com os samnitas e gregos, os dois principais pm dei-es na parte meridional da pemnsula. Naquela época, os samnitas eram senhores da Campanha. e formavam a classe superior da população da região. Aproveitando-se do fraqueza dos grefos, que tinham recusado apoio ao Império de Siracu- sa, fun ado por Dionisio, começaram a unbiciona: os portos gregos no sul, como Nápoles e Tarento, que -alnda continua'- vam' a ter importância. .Tortaieceram sua posição também na Apúlia. Com esse objetivo, seus interesses passaram a coin- v cidir, durante certo tempo, com os de Roma, para quem era
  24. 24. _b romana, quaídõTi _ bdasAdaclesJatínasJíQí_@! J9.¡A<Ã3-_= t.t§rút_ 44 ¡HSTÓRIA m: : nous importante ter paz além da _fronteira sul, onde combatia gau- leses, etruscos, volscos, na primeira metade do século IV a. C. Isso explica a aliança entre Roma e uma confederação de “D raças samnitas, mas infelizmente não sabemos exatamente quan- do essa. aliança foi concluída ou quanto tempo durou. Q aliança mostrou su vizmh' _Fejíliifdo ' : :Brain . _ _ lilares. Enquanto estiveram 'ameaçados pelo g _ te ? ñélos volscos' aoííil, submeteram-se 'obediêntémente a9 controle romanp. ” Quando tais_p_e_ííggs desapareceram, 'mostra- rarñ-'se ansiosos para conquistar seus direiñs mais 'amplos e maior independência, o ue provocou uma guerra séria, na . qual os latinos foram aju ados pelos volscos e companies, e que tenninou com sua den-ora completa em _B3B a. C, &maioria; no eríiíliga dSL¡911.S19.-°1d5 ' ' ' . . , , ____. _ p_ ll' de então, as prmcipai õidâdeslati- nas e sabinas, especialmente Preneste e Tíbure, ligaram-se a. Roma por acordos separados, deixando de manter tratados en- tre si. Roma, entretanto, mostrou grande generosidade nas' relações comseus aliados conquistados. Qgulgbinqs em Roma desfmtavam os mesmos direitos sociais e econômicos dofzidal' _bdãoí romanos, "e aos imigrantes que ali iixavam residência a possibilidade de riaturalizaçãoestavgjempre abertaLg' ' " Após a guerra latina, _Roma passou a ser a maior potência militar da Itália, mais forte e mais consolidada do que a mo- ribunda liga de cidades eh-uscas; ou a aliança das tribos sam- nitas, que era bastante poderosa, mas não tinha uma verdadeira unidade política, para não falar de ligas( menores, como as das . tribos úmbrias e sabinus, com suas a ianças eventuais. O ter- ritório romano agora totalizava 11700 km", com uma popula- ção de pelo menos maio milhão de pessoas. Roma e o Lúcio mantinham, há muito, relações com as cidades gregas e meio gregas da Campãnia, especialmente com Cápua _e Nápoles. Pressionada pelos' samnltas, Tarento pedira ajuda de Alexandre, rei de Epiro, que quase conseguiu unir o Sul da Itália sob sua bandeira, mas foi traído no momento critico por Tarento e derrotado pelos samnítas. Esse acontecimento a. a conquista samnita de Cam ània tomaram a posição de' Nápoles muito dificil: também e sofria a ameaça daquele povo, da qual não now¡ NA PRIMEIRA METADE no secam XV 45 via possibilidade de fugir senão por uma aliança com 'Roma Tal aliança levaria Roma à guerra contra os samnitas, mas por outro lado proporcionava a possibilidade de dominio da rica Campânia e de estabelecer uma. " ligação sólida e permanente com o mundo grego. Roma contava também com a ajuda con- _ siderável, na luta iminente, das cidades 'dos samnitas heleni- zados, na Campânia, que em sua maioria, lideradas pela rica e poderosa Cápua, na realidade concluíram com ela uma alian- ' ça, em 334 a. C. A aristocracia dessas cidades, embora samníta, ' era helenizada, e via na aliança um meio de defender sua po- siçãm-que poderia perder se as cidades de Campãnia. fossem tomadas por novos imigrantes de Sàmnio. Os conquístadores usurpariam sem dúvida a posição desses aristocratas, domina- dores originais da Campânia; Finalmente, Roma assegurou a neutralidade de Cartago renovando, em 348 a. C. , o tratado co- _ marcial emilitar que já havia concluído com ela, m 325 a C_- armou) iñaTÇIEp tando-sêHa-Eituação difícil de Roma, os etruscos tentaram re- cuperar sua posição política no norte da. Itália. _Essa guerra “eg dgjrentes_ durou mais de 20 anos_ - até 304 a C. . _bo _ am 'tas _derrotassem ' ? Çlñifürtfiâmçlíé gitos, ro- man , _po íjigndevidoa teimosia de igqmaewasolidez de sua as cidades latinas, @ram forçados a fazer a, paz _em ~_ f' eis . .aos romanos. Renunciaram às suas reivindicaçoes na ampânía, e os etruscos tiveram de entregar algumas outras cidades de sua fronteira meridional. Mas a paz do ano 304 a. C. não podia durar. A força dos samnitas não fora quebrantada, e as tribos e cidades independentes da Itália. compreenderam, na época, que sua absorção pela aliança romana é queestavam em jogo e, de armas nas mãos, prepara- ram-selfara defender sua liberdade. Roma deixara evidente a sua po tica para com os vizinhos ainda livres, ao anexar o ter- ritório dos équos e considerável parte do Tibre superior. Em 298 a. C. uma forte coalizão' dos povos italianos se organizou contra ela incluindo não só os samnitas e etruscos como tam- bém os gauleses do Norte da _IÉàIiâÍ-Cõntrafêsía-. Êoalizão, Ro- ma travou uma batalha decisiva em Sentino, na Umbria (295 a. 0.), derrotando completamente osgauleses. Procurou en- tão lgíguidar metodicamente os membros-isolados da coalizão. Em 0 a. C. pode obrigar quase todas as tribos samnitas e ci- , nr-. mxrxrsrx ^-/ '/ I/'r-/ -f/ r~. «-, /rr¡rx/ r / xx rx rx r" . rx p. /x z: rw
  25. 25. 43 ms-rórun nr: ROMA dades etrusg a entrarem em aliança com ela e cederem par- tes consideráveis de seu território, que foram declaradas pro- priedades do povo romano. Os @nas foram finalmente m- corporados ao Estado romano, do qual se tornaram cidadãos, sem o direito de voto na assembléia popular. Os gíxggses_ fo- . ram expulsos novamente para o vale do Pó, após uma _série A de sangrentas batalhas. As condições sob as quais samnitas e etruscos foram in- cluídos na aliança romana são aproximadamente as mesmas es- tabelecidas para os latinos. Roma concluiu acordos separados com cada tribo e cidade, não permitindo a nenhuma delas par- licipar de outras alianças ou acordos de qualquer espécie. As tribos e cidades de Sàmnio e Etrúria conservaram : :autonomia interna, mas foram forçadas 'a se sujeitar ao controle politico de Romal Continuaram a viver e governar-se pelas próprias leis e costumes - tinham magistrados, sacerdotes e territorio próprios, mas suas trunfos ficavam inteiramente a disposiçao dos magistrados romanos e, em caso de guerra, formavam par- te do exército romano sob o supremo comando dos cônsules, ou de seus substitutos¡ os pretores. Esses novos aliados eram menos favorecidos do que os latinos. ^ Embora tivessem o di- reito de realizar comércio em Roma, sob a proteção da lei, não lhes em fácil ad girl: terras em território romano, e nem to- dos tinham o oíEEWL, isto é, o direito de casar com roma- nos. Mesmo quesees abelecesscm em Rolha, não podiam ad- quirir sua cidadania sem a permissão especial da assembléia popular. > A Em de assegurar seu predomínio na Itália, Roms uflli- _zglíifs , díñItérrísÍkêHitlísÍ' sÍíask-ivais, ue se_ haviam tor- nado propriedade do povo romano'(ager Haus ou ager Ro- manos). terras eram _habitadas por cidadãos_ r . $198 Loãlguaís having; _sido tansferidascom direlto _de p se_ inte_- r . “Essas em que se dividia o ter_ri___g_g_n nal Eãiàggrslmizxfçfíforñíadatados s_ Nõípontoñnãis importantes, onde havia bons portos na cos- ta e estradas militares no interior, construíram-se fortalezas ' guamecidas por cidadãos romanos, e grandes áreas da terra úblíca lhes foram destinadas para plantações. Esses lugares ? orüficados eram chamados colônias romanas. Havia tam- bém muitas povoações fortificadu conhecidas como colônias latinas, onde os habitantes eram em parte cidadãos romanos e Métodos _dife- mszpme. do _tstrítófêfldñ cidade. foram a 'lc-íñaaàs. lugares diferentes. " noMA NA ? nn/ roma MIHADE no SÉCULO 1V 47 em parte ladnos. Por fim, grandes áreas recém-adquiridas fo- ram arrendadas ou doadas a cidadãos que nelas se instalaram em fazendas isoladas. Esses imigrantes de Roma uniram-se para o culto comum de seus deuses e para a troca de produtos que cultivavam. Em seus pontos de reunião, conhecidos como' cmwiliabula ou fora (mercados) começaram a surgir consh-u- › ções, neles se instalando artesãos e comerciantes, e o que fora antes um mercado se tomou um aldeamento de tipo urbano. Quando a supremacia politica de Roma difundiu-se pelo Sul da Itália, as cidades gregas ali situadas tiveram de enfren- tar o problema de submeter-se ou não ao seu. domínio. Algu- mas, corno Nápoles, não-tinham outra 'solução e participavam da aliança romana. Os gregos sicilianos eram ímpotentes para ajuda-las. Por um momento, chegou a parecer que a Sicília voltaru a ter perspectivas de união e força, tal como no tempo de Dionísio. Agátocles, cidadão de Siracusa e homem de gran- de habilidade, fez-se tirano da cidade e iniciou uma campa- nha contra os cartagineses, na qual quase conquistou Cartago e por fim estabeleceu seu poder na parte ocidental da Sicília. Como Dionisio, voltou-se logo para o Sul da Itália, tentando estender até lá sua influência. Conseguiu anaar Brútio e parte da Apúlia ao Império Siciliano, mas sua morte em 289 v a. C. pôs fim a. tais realizações e desatou as mãos dos ro- manos. _ : atento era a (potência que controlava o Sudeste da Itália. Rica comunidade e mercadores, possuía um grande território e mantinha relações comerciais constantes com os _grggos, for- necendo-lhes cereais e outras mercadorias necessários à sub- sistência da população. Na luta contra as u-ilfos samnitas em suas fronteiras, e com os messapianos da Apúlia, Toronto re- cebeu repetidamente auxilio do reino de Epiro, da Sicília e de Esparta, cujos reis e tiranos desembarcaram muitas vezes na Itália para defende-la contra seu principal inimigo - as tribos samnitas daÀLucAnia. Foi assim que Arquidamo, rei de Es- parta, ali esteve em 338 a. C. , Alexandre, reifde Epiro (como já dissemos) em 331 a. C. , Cleônimo de Esparta em 303 a. C. , ' Agátocles em 300 a. C. ' Em fins da segunda guerra samníta, os limites da aliança romana chegaram até o território dos messapianos na Apúlia o o das tribos samnitas em Brútio e Lucânia - até o último refúgio da liberdade na Itália e às vizinhanças das , cidades gre- gas. Essas tribos viam tão claramente quanto os gregos que

×