Índice

    3    Relatório da Administração 2005



   25    Balanços Patrimoniais Individuais e Consolidados



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Relatório da Administração 2005

Prezados Acionistas,
O ano de 2005 e os primeiros meses de 2006 foram marcados por realiz...
Ainda, é muito relevante destacar que, foi mantido o excelente nível de contratos em carteira, cerca de US$ 10,4 bilhões d...
Agradecemos, assim, aos nossos Clientes, Parceiros Industriais e Fornecedores, Instituições Financeiras e Órgãos Govername...
A família EMBRAER 170/190 se consolidou mundialmente com a entrada em operação do EMBRAER 170 na Hong Kong Express, Finnai...
Em concorrida cerimônia por ocasião da abertura da 58ª edição da maior feira de aviação executiva do mundo, a National Bus...
Aviação Geral

O cenário de desenvolvimento da agricultura no Brasil vem impulsionando o crescimento da demanda de aviões ...
Gestão Tecnológica e Industrial
Os avanços mais significativos registrados em 2005 pela Embraer, no que se refere à Gestão...
Foi concluída a implantação da fábrica de móveis para os interiores dos aviões Legacy na Unidade Gavião Peixoto, com a ent...
Administração de Ativos e Garantias Financeiras
Para oferecer melhor suporte financeiro às vendas e reduzir alguns riscos ...
As exportações da Embraer totalizaram US$ 3.267 milhões, marcam a posição da Empresa como a terceira maior exportadora bra...
Assim, em 2005 esses dois segmentos representaram 21,3% da receita total, comparado a uma participação de 17,0% em 2004. J...
Assim, impactada pela volatilidade cambial verificada no período e pela menor quantidade de aeronaves entregues, a Embraer...
Milhões de Reais                                                                            2003                         2...
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RESULTADO EM US GAAP
                                      PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 D...
Da mesma forma, o desempenho dos ADSs (American Depositary Shares) da Empresa (ERJ), listados na Bolsa de Valores de Nova ...
Durante o ano de 2005, os executivos da Embraer atenderam a diversos compromissos com investidores e profissionais de merc...
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DFP 2005

  1. 1. Índice 3 Relatório da Administração 2005 25 Balanços Patrimoniais Individuais e Consolidados 26 Demonstrações Individuais e Consolidadas do Resultado 27 Demonstrações Individuais das Mutações do Patrimônio Líquido 28 Demonstrações Individuais e Consolidadas das Origens e Aplicações de Recursos 29 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas 58 Parecer dos Auditores Independentes 58 Parecer do Conselho Fiscal 59 Conselho de Administração 59 Diretoria 1
  2. 2. Relatório da Administração 2005 Prezados Acionistas, O ano de 2005 e os primeiros meses de 2006 foram marcados por realizações focadas na criação de bases para o crescimento sustentado e perpetuidade da nossa Empresa. A mais importante delas foi, com certeza, a aprovação pelo Conselho de Administração em 19 de Janeiro de 2006, da proposta que visa a transformação da Embraer na primeira companhia brasileira de porte com controle totalmente pulverizado, a ser apreciada por Assembléia Geral Extraordinária em 31 de março de 2006. Essa mudança, que consideramos a mais importante desde a privatização, ampliará as possibilidades de obtenção de recursos para o desenvolvimento dos programas de expansão da Empresa, bem como, fortalecerá a relação da Administração com os acionistas, por meio da adoção das melhores práticas de governança corporativa. Melhores condições de financiamento se abrem após a Embraer ter obtido a classificação de risco “Investment Grade” de duas das maiores e mais conceituadas agências de classificação de risco do mundo, a Moody’s Investor Service, em dezembro de 2005, e a Standard & Poor’s, em janeiro de 2006. Sem dúvida, essa classificação de risco contribui para a redução do custo de capital e, portanto, na criação de valor para o acionista no longo prazo. Esses fatos, aliados às ações empreendidas, nos permitem afirmar que estamos caminhando com passos firmes rumo ao futuro. Nossas ações e atitudes, sempre orientadas conforme nosso entendimento de um negócio bem-sucedido, buscam reforçar os cinco pilares de sua sustentação, que são tecnologia, pessoas, presença global, caixa e flexibilidade, e visam, acima de tudo, compreender e satisfazer às necessidades dos clientes, como condição para a geração permanente de resultados. O resultado das nossas operações, conforme critérios da Legislação Societária, foi fortemente impactado pela valorização do Real frente ao Dólar americano. Nossa receita líquida alcançou R$ 9.133,3 milhões, 10,7% menor que em 2004, com uma margem bruta de 23,7%. O lucro líquido foi de R$ 708,9 milhões, inferior aos R$ 1.280,9 milhões registrados em 2004, enquanto que a margem líquida foi de 7,8%. 3
  3. 3. Ainda, é muito relevante destacar que, foi mantido o excelente nível de contratos em carteira, cerca de US$ 10,4 bilhões de ordens firmes que, somadas às opções, totalizam US$ 24,0 bilhões, importante indicador do potencial de crescimento da Empresa. Ressaltamos também o caixa líquido da Empresa (disponibilidades menos endividamento total), que aumentou R$ 781,9 milhões em relação a 2004 encerrando o exercício com R$ 842,4 milhões. No que concerne ao mercado de Aviação Comercial, a certificação das aeronaves EMBRAER 175 e EMBRAER 190 e a realização de importantes vendas de aviões da família EMBRAER 170/190 foram decisivas para a consolidação dessa família de produtos na América do Norte, América Central e Europa, como também para a abertura dos mercados do Oriente Médio, da Índia e da China. São novos clientes em mercados promissores, muito importantes para Embraer. Em 2005, também ultrapassamos a marca de 900 aeronaves da família ERJ 145 entregues ao mercado mundial, com excelente nível de atendimento aos seus usuários, caracterizados por um índice de despachabilidade médio acima de 99,7%, comprovando o verdadeiro sucesso destes jatos que deram sustentação ao crescimento da Embraer. Além do mercado de Aviação Comercial, esta plataforma encontrou uso eficaz como base de produtos para os mercados de Aviação Executiva e de Defesa e Governo. Demos um passo importante para fortalecer nossa posição no mercado de Aviação Executiva com o lançamento do Phenom 100 e do Phenom 300, primeiros integrantes da nossa mais nova família de jatos leves, que tem como destaque o tamanho e o conforto da cabine, aliados a um desempenho diferenciado, em bases competitivas inigualáveis. Também tivemos a satisfação de ver a grande aceitação do mercado para o Legacy, cujas vendas já ultrapassaram 60 aeronaves, entregues a clientes em mais de 15 países. Lançado em 2000, foi renomeado em 2005 como Legacy 600 para ajustar-se a nomenclatura dos jatos executivos da Embraer. Dedicamo-nos presentemente à construção de uma base mundial de serviços que, somados à rede atualmente disponível, assegurará total segurança no atendimento aos nossos clientes. Na área de Defesa e Governo comemoramos a entrega à Força Aérea Brasileira das primeiras unidades modernizadas do F-5BR e de mais 24 aviões Super Tucano. Vale ressaltar que a opção pelo Super Tucano evidencia a forte parceria com a Aeronáutica e o Ministério da Defesa: fator contribuinte para a carreira internacional desta aeronave multi-missão, a qual foi iniciada em dezembro último, com a assinatura do contrato de fornecimento de 25 Super Tucanos para a Força Aérea Colombiana. Atualmente a aeronave está sob a avaliação de diversas forças aéreas do mundo. Por outro lado, vimos com frustração o cancelamento da concorrência do Programa F-X BR pela Força Aérea Brasileira e do fornecimento do Programa Aerial Common Sensor (ACS) para o Exército e a Marinha dos Estados Unidos. Consideramos o Programa F-X BR como importante instrumento de capacitação tecnológica e continuaremos a perseguir oportunidades que eventualmente se desenvolvam neste setor. Já no que diz respeito ao Programa ACS, a experiência adquirida, a visibilidade e a percepção do mercado sobre nossa atitude empresarial, com certeza, permitem-nos buscar novas oportunidades em condições mais favoráveis do que quando nos lançamos na disputa por este Programa. Ampliamos nossos investimentos na área de Serviços com a aquisição da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, ampliando nossa presença na Europa, e demos início à expansão das operações de manutenção na Unidade de Nashville, nos Estados Unidos. Nossos objetivos são atender à crescente frota dos nossos aviões no mundo, bem como, oferecer serviços de manutenção a nossos clientes envolvendo aviões de outras procedências. A expansão e a complexidade dos nossos negócios exigem atenção permanente para a adequação da nossa estrutura organizacional. Assim, em 2005, conduzimos um criterioso processo de revisão desta estrutura visando aumentar a nossa eficácia e eficiência operacional, agilizar as decisões e melhorar a comunicação. Como conseqüência, aproximamo-nos dos nossos clientes e tornamos mais ágeis as nossas ações. Todas essas atividades lastreiam-se numa equipe motivada e integrada aos objetivos da Empresa. Continuamos focando em seu permanente desenvolvimento. Os programas de treinamento e desenvolvimento, de bolsas de estudo, de formação de novos líderes, e, em especial, o Programa de Especialização Aeronáutica (que desde 2004 já graduou cerca de 560 engenheiros em nível de mestrado), atestam nossa postura. A visão de contínua capacitação das pessoas que integram a equipe Embraer e a renovação das lideranças constituem fator de sustentabilidade futura da nossa Empresa. A educação também é prioridade nas ações sociais da Embraer. Em 2005 o Colégio Engenheiro Juarez Wanderley, escola de ensino médio, mantido pelo Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, foi classificado como um dos melhores do país em recente avaliação do Ministério da Educação. A turma de formandos de 2005 atingiu o excelente índice de 95% de aprovação nos exames de admissão às Universidades. Esses números comprovam o acerto das nossas convicções de que o investimento em educação, com qualidade, gera resultados de valor e, com certeza, é uma das grandes forças para o desenvolvimento e transformação do nosso país. Estamos convictos de que criamos as bases necessárias para que prossigamos com determinação na construção do nosso futuro de sucesso, orientando nossas ações e criatividade para a criação de valor para os nossos acionistas e para a satisfação dos nossos clientes, fonte geradora dos nossos resultados e, também, para o desenvolvimento sustentável das regiões em que atuamos. 4
  4. 4. Agradecemos, assim, aos nossos Clientes, Parceiros Industriais e Fornecedores, Instituições Financeiras e Órgãos Governamentais e, de maneira especial ao BNDES, que, junto à Embraer ao longo dos últimos anos, têm contribuído de maneira substancial para a consolidação da posição de destaque no mercado da aviação mundial. Aos nossos Acionistas e Empregados, nosso reconhecimento especial pelo suporte, integração e determinação na consecução dos planos de ter a Embraer como uma empresa de classe mundial, inovadora, ágil e diferenciada, na busca incansável da satisfação dos clientes, único meio de garantir a lucratividade e o crescimento sustentado. São José dos Campos, 24 de março de 2006 A ADMINISTRAÇÃO Mercados e Produtos Mercado de Aviação Comercial O mercado de transporte aéreo encontra-se num ciclo de recuperação, caracterizado pela crescente demanda mundial de passageiros, aumento de eficiência e competitividade das empresas. Porém, os desafios para a plena retomada do setor com lucratividade continuam sendo significativos, em função da contínua redução dos preços das passagens aéreas e do aumento nos preços do combustível. A busca pela melhoria da competitividade tem sido condição básica para a sobrevivência nessa indústria. No mercado norte-americano, as empresas tradicionais estão se reinventando, algumas em processos de concordata, visando reduzir custos e aumentar a eficiência operacional num ambiente doméstico bastante competitivo. A flexibilização dos contratos trabalhistas com os pilotos nas empresas tradicionais tem possibilitado um aumento dos jatos de maior capacidade em operação nas companhias aéreas regionais, permitindo um melhor balanceamento da frota, redução de custos e aumento de eficiência. Na Europa, as empresas aéreas tradicionais têm apresentado lucratividade, mostrando-se mais adaptadas ao ambiente de competição com as empresas de baixo custo, com exceção de algumas empresas estatais. A consolidação das empresas regionais em torno das tradicionais tem resultado na racionalização de suas frotas e na demanda por aeronaves regionais de maior capacidade. O transporte aéreo no Oriente Médio tem crescido a taxas acima da média mundial, porém ainda bastante concentrado em ligações intercontinentais. A aviação regional começa a apresentar oportunidades de desenvolvimento em função da criação de sistemas de alimentação de suas linhas intercontinentais e dos serviços em mercados secundários locais. O transporte aéreo regional na África tem se desenvolvido, porém bastante concentrado nas principais áreas econômicas do norte e sul do continente. O mercado asiático (China e Ásia Pacífico) tem apresentado forte expansão da demanda, com o surgimento de um grande número de empresas “start ups”, inclusive empresas de baixo custo, principalmente impulsionado pela liberalização da legislação que tem favorecido o surgimento de novos entrantes. O desenvolvimento da aviação regional na China está ocorrendo de forma lenta, porém propostas estão sendo estudadas pelo governo para fomentar este segmento. O foco principal das empresas aéreas continua sendo nas operações de aeronaves de maior capacidade ligando os grandes centros e o transporte internacional. A indústria de transporte aéreo na América Latina tem crescido significativamente com a abertura de diversas empresas aéreas de baixo custo, particularmente no Brasil e no México. O transporte aéreo regional ainda é pouco explorado, devido à falta de infra-estrutura adequada e à concentração das empresas aéreas nos mercados de alta densidade. A maior integração e liberalização do transporte aéreo tende a aumentar a demanda por aeronaves regionais para operação em mercados secundários. A Embraer estima uma demanda global de 7.950 jatos com capacidade de 30 a 120 assentos nos próximos 20 anos. De 2006 a 2015, a Empresa prevê que a indústria entregará 3.350 jatos, sendo que os 4.600 restantes serão entregues no período de 2016 a 2025. O valor total deste mercado é estimado em US$ 180 bilhões dividido nas seguintes categorias: Mercado (assentos) 2006-2015 2016-2025 2006-2025 30 – 60 500 1.050 1.550 61 – 90 1.300 1.650 2.950 91 – 120 1.550 1.900 3.450 Total 3.350 4.600 7.950 A Embraer obteve importantes realizações ao longo do ano de 2005 no desenvolvimento e comercialização dos seus produtos para a aviação comercial. Com a entrega do avião ERJ 135 para a empresa aérea européia Luxair, a Embraer atingiu a marca de 900 aeronaves fabricadas da família ERJ 145, comprovando o verdadeiro sucesso deste segmento de jatos comerciais. Os jatos regionais de 30-60 assentos atingiram sua fase de maturidade, mas continuarão desempenhando um papel importante no mercado da aviação comercial, principalmente nos Estados Unidos e Europa. Em 2005, destacamos a venda de cinco aviões ERJ 145 para a China Eastern Airlines, sendo que este contrato marca o segundo pedido de uma companhia aérea chinesa para a Harbin Embraer. Em prosseguimento ao desenvolvimento do programa EMBRAER 170/190, foram homologados os modelos EMBRAER 170, 175 e 190 no Canadá e o EMBRAER 190 nos Estados Unidos. Os aviões EMBRAER 170, 175 e 190 receberam o certificado de habilitação comum de tipo, com o índice mínimo de diferenças entre eles, após avaliação conjunta das autoridades de homologação do Brasil, Estados Unidos, Canadá e Europa. Esta característica dos E-Jets permite aos operadores uma redução significativa dos custos de treinamento de pilotos e mecânicos, quando sendo re-treinados em outros modelos da mesma família. A família EMBRAER 170/190 conquistou vendas para novos clientes como a Saudi Arabian Airlines no Oriente Médio, Paramount Airways na Índia, Régional Airlines do grupo Air France na França, Flybe na Inglaterra e TAME no Equador. Adicionalmente, os clientes GECAS e Republic Airways dos Estados Unidos, COPA do Panamá, LOT da Polônia e Finnair da Finlândia reafirmaram o seu interesse nos produtos Embraer, convertendo diversas opções de compra em vendas firmes. A seleção do EMBRAER 175 pela LOT (primeira operadora do EMBRAER 170 na Europa) e do EMBRAER 190 pela Finnair (operadora do EMBRAER 170) atestam a confiança e as vantagens das empresas aéreas em utilizar o conceito de família dos E-Jets. 5
  5. 5. A família EMBRAER 170/190 se consolidou mundialmente com a entrada em operação do EMBRAER 170 na Hong Kong Express, Finnair, Paramount Airways e Saudi Arabian Airlines, do EMBRAER 175 na Air Canada e do EMBRAER 190 na JetBlue, Air Canada e COPA. Em outubro, apenas 19 meses após a entrega do primeiro E-Jet, atingimos a marca histórica de 100 aviões entregues, atestando a ampla aceitação deste programa. Mercado Participação da Embraer (market share) 30 a 60 assentos 46% 61 a 90 assentos 36% 91 a 120 assentos 57% 30 a 120 assentos 46% A Embraer encerrou 2005 com uma participação de 46% do mercado mundial de jatos de 30-120 assentos. A carteira total de pedidos firmes a entregar ("backlog") para a Aviação Comercial encerrou o ano com 367 aeronaves, conforme o desempenho de vendas e entregas a seguir: Produto Pedidos firmes Opções Entregas Backlog de pedidos firmes ERJ 135 123 2 108 15 ERJ 140 94 20 74 20 ERJ 145 677 157 667 10 EMBRAER 170 198 116 92 106 EMBRAER 175 22 - 14 8 EMBRAER 190 191 219 12 179 EMBRAER 195 29 31 - 29 Total 1.334 545 967 367 Mercado de Aviação Executiva O mercado de Aviação Executiva mostrou sinais consistentes de recuperação e aquecimento no ano de 2005, tendo alcançado níveis de entregas próximos aos recordes registrados no início da década. As previsões Embraer para o mercado global de Aviação Executiva para o período entre 2006 e 2015 apontam um crescimento médio anual de 2,2% em valor e 4,4% em entregas de aeronaves. Em números absolutos, o mercado deverá somar US$ 144 bilhões e absorverá 9.680 aeronaves no período. Em decorrência deste panorama e também como decorrência de evoluções tecnológicas, principalmente nas áreas de propulsão e eletrônica de bordo, além do maior uso de materiais compostos, o mercado tem visto o ingresso de um número crescente de novos modelos, com custos operacionais menores e desempenho superior aos das aeronaves de gerações anteriores. Os EUA continuam sendo a maior fatia do mercado global, respondendo por cerca de 75% da demanda mundial e deverão apresentar crescimento ligeiramente superior a 4% nos próximos dez anos. Europa, África e Oriente Médio respondem por 18% do mercado e crescimento esperado de 4% no mesmo período. O Dólar depreciado em relação a outras moedas deverá impulsionar a demanda mundial. Em particular, Oriente Médio e Rússia apresentam boas perspectivas de crescimento, principalmente pela manutenção dos altos preços do petróleo. O mercado da Ásia-Pacífico tem mostrado demanda crescente, apesar de deficiências em sua infra-estrutura, e deverá crescer a uma taxa superior às projetadas para os mercados ocidentais. A China conta com uma pequena frota de aeronaves executivas. A previsão de entregas para os próximos anos apresenta um bom potencial de expansão em função do crescente fluxo de capitais previsto para a próxima década. Na América Latina a exploração da Aviação Executiva avançará mais na linha dos jatos muito leves (“Very Light Jets - VLJs”), que deverão abrir novos mercados na região. Os VLJs poderão responder por até 40% das entregas da região nos próximos 10 anos. O mercado de Aviação Executiva apresenta uma ampla gama de modelos de negócios e tipos de operações. Tais modelos abrangem desde a propriedade tradicional de uma aeronave até a oferta de assentos sob demanda por meio de empresas de táxi aéreo e de cartões pré-pagos, por parte de operadores de propriedade compartilhada. Os fabricantes de aeronaves executivas, em especial os de jatos leves, deverão se beneficiar dessa pulverização de ofertas menos restritivas e com preços mais competitivos. Mediante a ampliação das opções de jatos executivos no mercado, o investimento na melhoria da qualidade dos serviços e do suporte são fatores críticos na retenção e conquista de novos clientes. Empresas independentes de manutenção e apoio logístico têm se expandido expressivamente, atraindo investimentos de grandes grupos financeiros. O mercado de serviços e manutenção aeronáutica para a aviação executiva em 2005 movimentou US$ 6 bilhões e está previsto atingir US$ 9 bilhões até 2015. A participação dos fabricantes de aeronaves na receita de serviços deverá aumentar nos próximos anos tendo em vista os investimentos programados para o fortalecimento das redes de apoio em regiões como a Ásia e a Europa Oriental. Os principais fabricantes estão investindo fortemente em suporte e serviços com o objetivo de oferecer uma experiência única, fortalecendo suas marcas e conquistando a fidelidade de seus clientes. Desta forma, o ano de 2005 foi marcante para a Embraer em função da decisão estratégica de nos tornarmos um participante de peso no mercado de Aviação Executiva nos próximos dez anos. O primeiro passo tomado nessa direção foi a criação de uma organização voltada exclusivamente para o mercado de Aviação Executiva. Para liderar esta vice-presidência foi indicado Luís Carlos Affonso, até então responsável pelo programa EMBRAER 170/190 e anteriormente responsável pelo programa ERJ 145. Especial atenção foi dedicada às áreas de vendas e suporte ao cliente, que foram bastante reforçadas. Para a área de vendas, foram contratados profissionais experientes e já atuantes nos mercados norte-americano, europeu e do Oriente Médio. Além disso, foi ampliada a rede de representantes, com a designação da empresa Boutsen Aviation para a região européia de Benelux, composta pela Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Em maio, a Embraer anunciou o lançamento de dois novos jatos para as categorias de jatos leves e muito leves, designados Phenom 100 e Phenom 300. Conforto superior, desempenho excepcional e baixo custo de operação constituem requisitos fundamentais no desenvolvimento desses jatos. Além de projetados para alta utilização e alta disponibilidade, a funcionalidade da cabine de comando e as qualidades de vôo das novas aeronaves permitirão uma fácil adaptação para pilotos de outras aeronaves e a operação por apenas um piloto. 6
  6. 6. Em concorrida cerimônia por ocasião da abertura da 58ª edição da maior feira de aviação executiva do mundo, a National Business Aviation Association (NBAA), a Embraer apresentou os “mockups” (modelos em escala real) dos novos jatos e as denominações de seus novos jatos, Phenom 100 e Phenom 300. Na mesma ocasião, o primeiro jato executivo da Embraer, o Legacy Executive, foi renomeado como Legacy 600, em conformidade com a nova política de arquitetura de marcas adotada pela Empresa para este segmento de mercado. Ao longo do ano foi anunciada a seleção das empresas Pratt & Whitney Canada para o desenvolvimento dos motores dos novos jatos e Garmin para o fornecimento do seu conjunto integrado de aviônicos. Destaque especial deve ser dado à seleção da BMW Designworks USA para o desenvolvimento do estilo do interior, com resultados muito positivos. Visando oferecer uma solução integrada ao usuário, a empresa anunciou sua intenção de complementar seu portfolio ampliado de produtos com uma gama completa de soluções de serviços, que irá abranger desde parcerias para treinamento até o suporte completo ao cliente em todo o globo. Dado que o aumento da competitividade do Legacy 600 é estratégico para o crescimento da Embraer no mercado de Aviação Executiva, uma série de melhorias sob os aspectos de conforto, desempenho e suporte operacional foram incorporados ao longo de 2005. Clientes a bordo do Legacy 600 agora desfrutam de um conforto auditivo ainda maior e da conveniência de uma conexão Internet sem fio em toda a cabine. O Legacy 600 obteve a certificação para voar a 41.000 pés (12.500 m) e operar a partir de aeroportos situados até uma altitude de 9.500 pés (2.900 m), como Teluride nos EUA e Quito no Equador. A aeronave passou a oferecer a capacidade de realizar pousos com aproximação íngreme, em destinos como o aeroporto de London City, na Inglaterra, assim como teve seus custos de manutenção em termos de homem-hora por hora-voada reduzidos em 21,5%, em função de melhorias adicionais ao seu plano de manutenção. A flexibilidade do programa de manutenção também foi aumentada para maior conveniência do operador. A reserva de posições na linha de produção dos Phenom 100 e Phenom 300 teve início em junho de 2005 e as vendas firmes em novembro. Os resultados foram bastante satisfatórios, com vendas realizadas para a América Latina, Estados Unidos e Europa, seja para clientes individuais seja para frotistas. As vendas do Legacy 600 tiveram desempenho excepcional, beneficiando-se do anúncio do novo foco da Embraer na área da Aviação Executiva, das novas equipes de vendas, assim como das melhorias introduzidas. Em 2005 foram entregues 20 jatos Legacy perfazendo um total de 62 aeronaves entregues em 15 países desde sua entrada no mercado, aumentando sua participação de mercado de 11% para 12% das entregas de todo o segmento “super mid-size”. O ano de 2005 marcou o fortalecimento da presença da Embraer no mercado de Aviação Executiva dando inequívocas provas de comprometimento com o mercado cujo reflexo já se faz sentir nos crescentes volumes de “backlog” da família de jatos executivos da empresa. Mercado de Defesa e Governo A Embraer tem demonstrado que suas capacitações e produtos estão fortemente alinhados às necessidades e exigências do mercado, oferecendo soluções avançadas e competitivas. Merecem destaque a família de aeronaves ISR (do inglês "Intelligence, Surveillance and Reconaissence") e o Super Tucano, por viabilizarem oportunidades de capacitação operacional diferenciadas, antes inacessíveis a um grande número de países. Apesar de ter sido um ano difícil, 2005 certamente contribuiu para a consolidação da posição da Embraer no mercado mundial de Defesa e Segurança. Em janeiro de 2006 o Governo norte-americano anunciou o cancelamento do programa ACS. No entanto, a seleção do EMB 145 CS, que atendia integralmente as necessidades inicialmente estabelecidas, e a capacidade de resposta da Empresa, ao oferecer uma solução alternativa, baseada no jato EMBRAER 190, demonstraram o grau de preparo e maturidade da Empresa para ingressar no exigente mercado de defesa e segurança dos EUA, deram visibilidade extremamente positiva à Empresa naquele mercado e, certamente, melhoram as chances de sucesso em várias oportunidades ora sendo consideradas, nos EUA e no resto do mundo. Para o Super Tucano, o ano de 2005 foi um ano extremamente positivo, com a entrega de 24 unidades deste modelo à FAB (onde receberam a designação A-29), o início da instrução dos pilotos de caça brasileiros nessas aeronaves e sua entrada em operação em dois esquadrões da Região Amazônica. Nesse ano, o 2o/5o GAv, sediado na Base Aérea de Natal, operando aeronaves A-29 Super Tucano, sagrou-se campeão do Torneio da Aviação de Caça da FAB. Dois contratos acrescentaram 48 novos pedidos firmes à carteira do Super Tucano, sendo 23 para a FAB, que exerceu opções previstas em seu contrato inicial, e 25 para o Governo da Colômbia, cuja Força Aérea deverá começar a receber suas aeronaves já em 2006. Essa importante venda coloca a Colômbia como o primeiro cliente de exportação do Super Tucano. Nos programas de interesse da FAB, 2005 foi também decisivo na modernização dos caças F-5, que atingiu a liberação inicial para operação IOC (do inglês, Initial Operational Clearance) e viu a entrega das duas primeiras aeronaves modernizadas, que voltaram assim à frota operacional da FAB, agora com muito mais capacidade. Várias outras aeronaves modernizadas deverão retornar à operação em 2006. Ainda nesse ano, foram concluídas atividades de desenvolvimento de melhorias no jato de ataque AMX, preliminares a sua modernização, já contratada. No âmbito dessa modernização, que cobrirá 53 aeronaves da FAB, merece destaque o início, em 2005, do desenvolvimento da Estação de Planejamento de Missão e Debriefing (ou, em inglês: Mission Planning and Debriefing Station - MPDS), numa cooperação entre a Embraer e o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) do CTA. A empresa aérea estatal equatoriana TAME assinou contrato de compra firme, em 2005, de três aeronaves da família EMBRAER 170/190, confirmando a intenção anunciada ao final de 2004. No caso das aeronaves executivas, foram entregues os cinco Legacy adquiridos pelo Governo da Índia, além de ter sido vendido e entregue um Legacy para o Governo do Estado de Rivers, na Nigéria. Começaram, em 2005, as atividades de promoção comercial dos novos jatos Phenom 100 e Phenom 300 no mercado de transporte governamental, aumentando a capacidade da Empresa de atendimento do espectro de necessidades desse mercado. O ano de 2005 caracterizou-se, assim, pelo fortalecimento da posição da Embraer no mercado de defesa e segurança, tanto no âmbito nacional, quanto naquele global, como uma sólida fornecedora de soluções inovadoras e de grande competitividade. 7
  7. 7. Aviação Geral O cenário de desenvolvimento da agricultura no Brasil vem impulsionando o crescimento da demanda de aviões agrícolas. As encomendas para o avião agrícola Ipanema, produzido pela Indústria Aeronáutica Neiva, subsidiária integral da Embraer, aumentaram substancialmente, se comparadas a um passado recente. A certificação do motor a álcool para o Ipanema no final de 2004, foi mais um estímulo para este mercado, uma vez que o custo operacional do avião movido a álcool é muito inferior ao do avião movido à gasolina. Em 2005, o Ipanema ganhou dois prêmios, o prestigiado Flight International Aerospace Industry Award, na categoria Aviação Geral, e o Melhores da Terra, do grupo Gerdau, conferido no Brasil. Outro aspecto positivo foi a criação de kits de conversão para os motores a álcool para os aviões já entregues, que tiveram boa aceitação no mercado dadas as reduções nos custos de operação da aeronave que esta opção tem proporcionado aos clientes. Adicionalmente ao negócio de Aviação Geral, a Neiva, desde 1998, tem tido importante e crescente papel no fornecimento de partes e conjuntos para as aeronaves fabricadas pela própria Embraer, operando industrialmente de forma integrada à Empresa. Serviços Aeronáuticos Em 2005 a Embraer promoveu uma importante reestruturação organizacional que teve como um de seus desdobramentos a criação de uma nova estrutura de negócios vinculada à Vice-Presidência para o Mercado de Aviação Comercial. O objetivo foi de explorar um novo vetor de crescimento da empresa através da prestação de serviços aeronáuticos pós-venda. Embora inicialmente a maioria das atividades venha sendo exercida em atendimento aos contratos de vendas de aeronaves Embraer, o novo negócio deverá expandir sua área de atuação para aeronaves de outros fabricantes, através da expansão de seu “portfólio” de produtos, resultando em substancial fonte adicional de receita para a Empresa. A área de Serviços Aeronáuticos, como parte do processo de sua estruturação, está em fase de modelagem de seus principais negócios (manutenção, reparo e revisão geral de aeronaves, treinamento de clientes, e projeto e fabricação de estruturas e sistemas aeronáuticos) buscando traçar estratégias que viabilizem a efetiva inserção da Embraer em nichos lucrativos desses mercados, o que se constituirá na ampliação da capacidade da empresa em prover soluções e agregar valor aos seus clientes. A transferência completa do Centro de Serviços (CS), de São José dos Campos para a Unidade Gavião Peixoto, foi concluída com sucesso em 2005. Os prazos, investimentos e principais metas foram cumpridos, tendo o CS iniciado suas operações nesta unidade em junho de 2005. Os primeiros sete meses de operação desse CS foram bastante encorajadores. Um total de 25 diferentes aeronaves foi atendido, tendo sido dada prioridade às atividades de re-configuração de aeronaves. Nesses sete primeiros meses de trabalho em Gavião Peixoto, o CS obteve aproximadamente o mesmo faturamento obtido em São José dos Campos durante todo o ano de 2004, mostrando ser uma unidade competitiva e promissora para a Embraer. A Embraer Aircraft Maintenance Services (EAMS), subsidiária da Embraer localizada em Nashville no estado do Tennesee, EUA, continuou suas atividades como oficina de manutenção, reparo e revisão geral de aeronaves da Embraer e de outros fabricantes, como solução de suporte técnico para nossos clientes. Alguns fatores externos influenciaram negativamente os resultados da EAMS previstos para 2005, como os pedidos de concordata feitos pelas empresas aéreas Mesaba e Northwest e a extensão dos intervalos de manutenção pesada dos ERJ 145 de 4.000 horas para 5.000 horas de vôo, deslocando para o futuro o faturamento previsto para 2005, contratado com a Mesa Airlines. Além disso, devido à forte pressão do mercado pela redução dos custos operacionais diversas empresas aéreas têm reavaliado estratégias de manutenção de suas frotas, buscando alternativas de menores custos, acirrando a concorrência entre os provedores de serviços de manutenção. As perspectivas de faturamento e lucro para o ano de 2006 são atrativas, com entrada em operação do novo hangar de manutenção de grandes aeronaves cuja inauguração está prevista para abril de 2006, além do fechamento de importantes novos contratos com empresas aéreas de sucesso. No mercado europeu, a Embraer vem também consolidando sua posição no fornecimento de serviços de manutenção, reparo e revisão geral de aeronaves, através da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, que integra sua rede de serviços técnicos disponíveis aos clientes. Em novembro de 2005 foi realizado na OGMA um "workshop" envolvendo todas as áreas de suporte ao cliente da Embraer, juntamente com a nova área de Serviços Aeronáuticos, cujo produto foi o documento intitulado Protocolo de Alverca, o qual define diversas políticas e ações a serem desenvolvidas pela Embraer no sentido de estruturar adequadamente o negócio de manutenção de aeronaves de maneira global, sincronizada e eficaz em termos de custos, incremento das receita e satisfação dos clientes. Em 2005 a Embraer passou a explorar o treinamento de clientes não mais terceirizando os treinamentos contratuais a seus clientes através de renomados provedores existentes, mas assumindo o controle total sobre esse negócio. Isso tem sido possível devido a sua ampla base mundial de clientes e ao conhecimento acumulado sobre esse mercado de treinamento, seus produtos e serviços. A demanda de pilotos capacitados e experientes por empresas aéreas em todo o globo, associada à carência desses profissionais tem demonstrado ser esse um setor estratégico para exploração de novas oportunidades de negócios para a Embraer. Em resposta às exigências cada vez maiores de soluções ágeis para suporte pós-venda ao cliente Embraer, continuou-se a investir em integração de processos de suporte ao cliente e da cadeia de suprimentos através do portal AEROChain® da Embraer. Tal integração foi desenvolvida em conjunto e em alinhamento com a transformação de processos promovida pelo sistema de gestão SAP R/3. A bem sucedida contratação e utilização desses serviços pela companhia francesa ATR consolida esse portal como um importante e-Marketplace do mercado aeroespacial mundial. O AEROChain® atende hoje mais de 400 empresas e mais de 8.000 usuários no negócio de transporte aéreo, comprovando o sucesso de sua implantação. 8
  8. 8. Gestão Tecnológica e Industrial Os avanços mais significativos registrados em 2005 pela Embraer, no que se refere à Gestão Tecnológica e Industrial, são frutos da evolução de planejamentos consistentes e contínuos de longo prazo realizados em anos anteriores e que influenciam diretamente o desenvolvimento de produtos, de novas tecnologias e da produção. Desenvolvimento de Produtos O ano de 2005 foi importante para a otimização do ciclo de desenvolvimento do produto e para o crescimento do portfólio de produtos Embraer. Foram concluídas as certificações do EMBRAER 170 em mais seis países: Arábia Saudita, Canadá, Equador, Hong-Kong, Macedônia e Panamá em adição às certificações já obtidas anteriormente (Austrália, Brasil, EUA, Hungria, Índia, Islândia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Moldova, República Tcheca, Suíça e União Européia). A homologação do EMBRAER 175 ocorreu conforme o planejado, tendo apresentado níveis de desempenho e confiabilidade adequados à sua entrada em operação. Em janeiro foi homologada pela autoridade certificadora européia European Aviation Safety Agency (EASA) e em julho, pela Transport Canada Civil Aviation (TCCA), autoridade certificadora do Canadá, país onde iniciou sua operação comercial. O EMBRAER 190 também atingiu todas as metas planejadas para desenvolvimento e certificação, tendo sido homologado pelas seguintes autoridades certificadoras aeronáuticas: CTA em 30 de agosto, FAA em 2 de setembro e TCCA em 6 de dezembro. A homologação pela EASA está prevista para o primeiro trimestre de 2006, coroando assim o êxito do desenvolvimento em tempo recorde de mais um produto Embraer. A certificação do In-Flight Entertainment System (IFE) deverá ocorrer no início de 2006. Trata-se do sistema de entretenimento a bordo da aeronave, composto de uma tela de cristal líquido para cada assento onde o passageiro pode acessar vídeo e som. O sistema CAT III, que permite a aeronave realizar pousos em condições adversas de visibilidade, concluiu sua certificação em novembro pelas autoridades certificadoras do CTA e EASA. A certificação pela FAA está prevista para meados de 2006. Outro fato importante foi a certificação de 10 novas configurações de interior para os programas Embraer 170 e Embraer 190, permitindo o atendimento personalizado para cada operador, condição significativa para fortalecer a competitividade da empresa. O EMBRAER 195, o maior avião já produzido pela empresa, evolui rapidamente em seu ciclo de desenvolvimento, concluindo todos dos ensaios planejados para o ano de 2005. O término da campanha de ensaios, a obtenção do certificado final de tipo e a entrada em serviço pela operadora européia Flybe, estão previstos para o segundo trimestre de 2006. Neste mesmo período houve também significativos avanços obtidos pelas aeronaves de aviação corporativa. Dentre eles, a homologação do Legacy para operação em aeroportos localizados a 9.500 pés de altitude, em setembro, com a autorização emitida pelo CTA e pelo FAA . Com esta autorização, este produto passa a poder operar a partir de aeroportos de altitudes mais elevadas, como os das cidades de Telluride e Aspen nos Estados Unidos e Quito no Equador. Outro marco de 2005 foi o início do desenvolvimento dos jatos Phenom 100 e Phenom 300. O Phenom 100 é o primeiro desta nova linha de produtos e seu desenvolvimento segue conforme planejado, tendo sido iniciados os ensaios em túnel de vento e a definição dos fornecedores estratégicos para o programa. A previsão é de que a certificação deste produto ocorra no primeiro trimestre de 2008. Houve ainda a aprovação do plano de negócios do programa Phenom 300, que deverá iniciar o desenvolvimento em janeiro de 2006, com a co-localização dos times envolvidos. Em relação ao mercado de aeronaves de defesa, como parte do contrato de modernização dos caças F-5BR da Força Aérea Brasileira, foi concluído o desenvolvimento da configuração inicial de operação, culminando com a entrega, em 2005, das duas primeiras aeronaves. Dessa forma, o desenvolvimento de produtos da Embraer obteve resultados significativos não somente na aviação comercial, mas também nos mercados de aviação corporativa e de defesa, buscando novas oportunidades de negócios através de melhorias nos seus produtos existentes ou através do desenvolvimento de novas aeronaves, visando atingir características arrojadas de desempenho e operação que atendam as necessidades específicas dos seus respectivos mercados de atuação. Desenvolvimento e Gestão Tecnológico-Industrial As tendências percebidas, quanto a ações futuras das companhias de transporte aéreo e das autoridades certificadoras, apontam para necessidade de desenvolvimentos direcionados à segurança de vôo e do tráfego aéreo, à segurança diante de ações hostis, ao cuidado com meio ambiente, ao conforto do usuário e, principalmente, à economia e competitividade da indústria com ênfase na eficiência operacional. Desenvolvimento da Produção No ambiente de produção destacou-se o início da produção em série do EMBRAER 190 onde esforços foram demandados na cadeia produtiva para garantir as entregas programadas ao longo do 2º semestre do ano. O contínuo empenho para melhoria de produtividade, redução de custos e redução de ciclos ao longo de toda a cadeia produtiva trouxe resultados importantes em várias frentes, com destaque para a redução de ciclos de montagem dos aviões da família EMBRAER 170 e EMBRAER 190, o que favoreceu o crescimento dos volumes de produção destes Programas. A formação de unidades descentralizadas com especialização de atividades conforme estabelecido pelo plano diretor de arquitetura industrial, avançou com a intensificação das operações industriais envolvendo aeronaves de defesa na Unidade Gavião Peixoto e a fabricação de estruturas estampadas na Unidade Botucatu. 9
  9. 9. Foi concluída a implantação da fábrica de móveis para os interiores dos aviões Legacy na Unidade Gavião Peixoto, com a entrega do primeiro interior em setembro de 2005 proporcionando redução nos custos de produção deste produto. O crescimento da produção aeronáutica mundial, com Boeing e Airbus aumentando seus volumes de produção, sinaliza ameaças quanto ao abastecimento de matérias primas, especialmente titânio e materiais compósitos, o que demandou um elaborado plano de ação junto aos principais fornecedores para garantir o abastecimento destes materiais à Embraer nos próximos anos. A evolução contínua na gestão da cadeia de suprimentos e produção, através do aperfeiçoamento dos processos e relacionamentos envolvidos, está sendo também foco de atuação permanente. Diretrizes e prioridades foram debatidas com parceiros e fornecedores no encontro anual denominado Embraer Partners and Suppliers Conference (ESC), cuja sétima edição, teve foco específico em promover a visão de negócio da Embraer, explorar os aspectos e oportunidades da nossa cadeia enfatizando que o diferencial de sucesso está na conversão das oportunidades identificadas em ações. Ainda nesta oportunidade, e em reconhecimento ao dedicado trabalho desenvolvido pela cadeia de suprimentos para melhorar a qualidade do apoio prestado aos operadores de suas aeronaves comerciais, a Embraer premiou as sete empresas que mais se destacaram nessa atividade. Presença Global A Embraer mantém suas atividades de engenharia, desenvolvimento e fabricação no Brasil, com quatro unidades industriais localizadas em São José dos Campos, Eugênio de Melo, Botucatu e Gavião Peixoto, todas no Estado de São Paulo. Possui também uma fábrica em Harbin, China, em associação com a empresa chinesa AVIC II. Para dar suporte às operações de pós-venda, conta com centros de serviço e venda de peças de reposição próprias em São José dos Campos, em Fort Lauderdale - Flórida e Nashville – Tennesee, EUA, e em Villepinte - França, além da rede autorizada especializada no mundo. A Embraer também mantém um centro de distribuição de peças de reposição e uma equipe de técnicos especializados na China para prestar apoio aos clientes. O suporte às atividades de comercialização, marketing e promoção é realizado pelos escritórios localizados em São José dos Campos – SP em Fort Lauderdale – , Flórida, EUA, em Villepinte - França, bem como os escritórios de Beijing - China e de Cingapura. Além destas unidades, estrategicamente distribuídas pelo mundo, a Embraer mantém uma joint venture com a empresa suíça Liebherr, denominada ELEB – Embraer Liebherr Equipamentos do Brasil, da qual detém 60% do capital, localizada em São José dos Campos, SP Esta unidade é responsável pelo . desenvolvimento e manufatura dos trens de pouso das aeronaves Embraer e de outros fabricantes, além de fabricação de peças mecânicas e conjuntos hidráulicos. Ênfase especial deve ser dada à expansão na rede de serviços na Europa através da aquisição da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, uma empresa portuguesa de manutenção e produção aeronáutica, na qual a Embraer, em consórcio com a EADS, adquiriu 65% do seu capital. Suporte ao Financiamento às Vendas O mercado de financiamento para aeronaves tem apresentado gradativa melhora e ao longo de 2005 pôde-se verificar um maior interesse de instituições financeiras e investidores, sobretudo europeus, em participar de estruturas de financiamento com risco de crédito das empresas aéreas, e garantidos pela hipoteca de aeronave. O sucesso da realização de um financiamento através do mercado de capitais, nos Estados Unidos, envolvendo os recebíveis da Continental Airlines e a obtenção de financiamento com a hipoteca da aeronave para diversos clientes comprovam a melhoria e o retorno gradativo das instituições financeiras. A melhora dos “ÿields” das empresas aéreas americanas, evidenciado nos últimos meses de 2005, certamente trará mais liquidez ao mercado ao longo de 2006. O pedido de concordata das companhias aéreas norte-americanas, Delta e Northwest, conjugada com a situação delicada de algumas empresas nos EUA, tem impedido, até o momento, que o mercado para financiamento de aeronaves possa voltar de forma mais pujante. Para 2006 espera-se que o fluxo de financiamentos continue melhorando gradativamente, com o retorno de agentes financeiros que estiveram ausentes do mercado nestes últimos anos. 10
  10. 10. Administração de Ativos e Garantias Financeiras Para oferecer melhor suporte financeiro às vendas e reduzir alguns riscos financeiros relacionados à comercialização de aeronaves, a Embraer criou, em 2002, as subsidiárias ECC Leasing Co. Ltd. e ECC Insurance & Financial Co. Ltd. A missão da ECC Leasing Co. Ltd. é gerenciar e comercializar a carteira de aeronaves que, por obrigações contratuais, poderão ser adquiridas pela Embraer em transações de "trade-in" e recompra. A companhia também presta serviços de recomercialização a terceiros ligados à campanha de vendas. Já a ECC Insurance & Financial Co. Ltd. foi lançada como seguradora cativa para assegurar o pagamento de possíveis contingências relacionadas às garantias financeiras oferecidas em alguns financiamentos de vendas. Estrutura Societária Para suportar as suas atividades operacionais, a Embraer conta com uma estrutura societária que tem como objetivos atender às exigências e particularidades de cada país onde atua, além de melhorar, organizar e otimizar a gestão das empresas do grupo prevendo a integração de todas as operações e a satisfação dos clientes. Desempenho Econômico-Financeiro (Legislação Societária) O ano de 2005 representa um marco para a Embraer, com início das entregas de duas novas aeronaves da família EMBRAER 170/190, o EMBRAER 175, cuja 1ª entrega foi realizada em julho e o EMBRAER 190 com entregas iniciadas em setembro de 2005. Como empresa exportadora, onde mais de 90% de suas receitas são denominadas em dólares, a desvalorização de 11,8% da moeda norte-americana verificada no ano, influenciou negativamente a receita líquida da Embraer que atingiu R$ 9.133,3 milhões em 2005, 10,7% menor que a obtida em 2004, de R$ 10.231,2 milhões. Da mesma forma, o lucro líquido de R$ 708,9 milhões apurado no exercício foi menor que o registrado no ano anterior, de R$ 1.280,9 milhões. 11
  11. 11. As exportações da Embraer totalizaram US$ 3.267 milhões, marcam a posição da Empresa como a terceira maior exportadora brasileira, com uma representação de 2,8% para o saldo da balança comercial brasileira em 2005. 2003 2004 2005 Receita Bruta 6.599,1 10.252,7 9.140,5 Deduções 28,5 21,5 7,2 Receita Líquida 6.570,6 10.231,2 9.133,3 Custo dos Produtos Vendidos 4.219,8 6.822,8 6.966,8 Lucro Bruto 2.350,8 3.408,4 2.166,5 Margem Bruta 35,8% 33,3% 23,7% Despesas Operacionais e PLR 1.108,0 1.694,2 1.379,3 Lucro antes dos Juros e Impostos - EBIT 1.242,8 1.714,2 787,2 Margem EBIT 18,9% 16,8% 8,6% Depreciação e Amortização 160,5 221,6 284,1 EBITDA 1.403,3 1.935,8 1.071,3 Margem EBITDA 21,4% 18,9% 11,7% Lucro Líquido 587,7 1.280,9 708,9 Margem Líquida 8,9% 12,5% 7,8% Lucro por Ação 0,82 1,78 0,98 Quantidade de Ações 716.045.583 718.341.868 721.832.057 Em 2005, foram entregues 141 jatos sendo 120 para o mercado de Aviação Comercial, sendo 72 aeronaves da família EMBRAER 170/190, 14 para o mercado de Aviação Executiva e sete para o mercado de Defesa e Governo, configuradas para o transporte de autoridades. Além destes jatos foram entregues 24 Super Tucanos e dois F-5BR modernizados para a Força Aérea Brasileira. 2003 2004 2005 Aviação Comercial 87 134 120 ERJ 135 14 1 2 ERJ 140 16 - - ERJ 145 57 87 46 EMBRAER 170 - 46 46 EMBRAER 175 - - 14 EMBRAER 190 - - 12 Aviação Corporativa 13 13 14 Legacy 13 13 14 Transporte de Autoridades 1 1 7 EMB 145 1 1 1 Legacy - - 6 TOTAL JATOS 101 148 141 A evolução do volume de jatos entregues pela Embraer, desde o lançamento do ERJ 145, pode ser vista no gráfico a seguir, evidenciando o início da retomada das entregas, após os efeitos da crise vivida pelo setor de aviação comercial a partir do ínicio de 2001 e substancialmente agravada após os atentados terroristas ocorridos em setembro daquele ano. Além dos jatos entregues, a composição da receita líquida consolida as vendas de peças de reposição e serviços e vendas ao mercado de Defesa e Governo realizados pela Empresa e suas controladas, no Brasil e no exterior. 12
  12. 12. Assim, em 2005 esses dois segmentos representaram 21,3% da receita total, comparado a uma participação de 17,0% em 2004. Já os segmentos de Aviação Comercial e Aviação Executiva representaram, respectivamente, 71,5% e 7,2%, em comparação a uma participação de 76,1% e 6,9% em 2004. Desta forma, devido ao menor número de entregas de jatos para o mercado de Aviação Comercial, a receita líquida deste segmento totalizou R$ 6.527,9 milhões, 16,2% menor que 2004. Já os segmentos de Aviação Executiva e de Defesa e Governo, apresentaram receitas de R$ 989,7 milhões e R$ 655,7 milhões, que foram impactadas pela desvalorização do dólar norte-americano, e diminuíram, em relação a 2004, 6,3% e 6,7%, respectivamente. Por fim, a área de Serviços ao Cliente, obteve uma receita líquida de R$ 960,0 milhões no exercício de 2005, 40,6% superior a de 2004, tendo sido beneficiada pela aquisição da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal e, a conseqüente expansão da Embraer na Europa. Influenciada principalmente pela diferença entre o dólar médio utilizado na composição dos estoques, em sua maioria produtos importados, e a taxa média da moeda registrada no faturamento dos produtos acabados, pressionou a margem bruta das vendas que atingiu 23,7% em comparação a 33,3% obtida no ano anterior. Adicionalmente, com o início da produção do EMBRAER 175 e do EMBRAER 190 e a conseqüente “curva de aprendizado” relacionada a um novo produto, o custo da sua produção inicial é maior. Além disso, com a entrada de um novo produto no mercado, os clientes lançadores recebem benefícios que afetam o preço médio de venda, acarretando uma pressão nas margens da Empresa. Em atendimento à Instrução CVM nº 408 de 18 de agosto de 2004, a Embraer consolidou as Empresas de Propósito Específico (EPE's) utilizadas em algumas de suas transações de financiamento de vendas de aeronaves. Desta forma, para fins de comparabilidade, as demonstrações financeiras consolidadas de 2004 foram ajustadas em atendimento à referida Instrução, cujos efeitos estão apresentados na nota explicativa 2 das demonstrações financeiras. As despesas operacionais (incluindo a participação dos empregados nos lucros e resultados) diminuíram 18,6% em relação ao exercício anterior e, totalizaram R$ 1.379,3 milhões. Assim, a participação das despesas operacionais na receita líquida foi de 15,1%, significativamente menor que os 16,6% realizados em 2004. Assim, o lucro antes dos juros e impostos (EBIT) em 2005 totalizou R$ 787,2 milhões, menor que os R$ 1.714,2 milhões apurados no ano anterior. Do total das despesas operacionais, os itens que apresentaram maior diminuição foram a participação dos empregados nos lucros e resultados (PLR) que totalizou R$ 133,4 milhões, 24,0% menor que a do ano anterior, em função da diminuição da geração de lucro e distribuição de resultados ocorrida no ano e as despesas comerciais, que decresceram 37,8%, foram beneficiadas pelo efeito da valorização do real frente ao dólar verificada no período, uma vez que aproximadamente 80% destas são denominadas em dólares, bem como pela conclusão de estruturas de financiamento de vendas, e a conseqüente recuperação de valores referentes a garantias consideradas de aeronaves já entregues, influenciaram a apuração das despesas comerciais no período. Já as despesas administrativas, em 2005 apresentaram um crescimento de 24,2%, se comparado ao exercício anterior, refletindo, principalmente, os custos de implementação do projeto SAP 4.7 versão aeroespacial visando a otimização dos processos e ferramentas de gestão. Em 2005, as despesas administrativas totalizaram R$ 483,2 milhões, equivalente à 5,3% do total da receita da Embraer, enquanto em 2004 estas representaram 3,8%. Por outro lado, outras despesas operacionais líquidas mantiveram-se praticamente estáveis e totalizaram R$ 138,3 milhões neste ano. A maior parte destas despesas está relacionada ao desenvolvimento tecnológico, treinamento técnico dos empregados e aos estudos preliminares de projetos. Como resultado, a geração de caixa operacional medida pelo EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) atingiu R$ 1.071,3 milhões, menor que os R$ 1.935,8 milhões do ano anterior. Da mesma forma, a margem EBITDA sobre a receita líquida de 11,7%, revela a capacidade da Embraer em converter receitas em lucro operacional que geram retornos adequados aos seus investimentos, porém foi negativamente influenciada pela menor receita e margem bruta do período. Devido ao maior equilíbrio entre ativos e passivos denominados em dólares verificado ao longo de 2005, a rubrica de variação monetária e cambial, representou uma receita de R$ 44,1 milhões em comparação com despesas de R$ 57,0 milhões verificadas em 2004, quando o dólar desvalorizou-se 8,1%. Como reflexo do aumento do caixa líquido verificado durante o ano, em 2005, a Embraer reconheceu receitas financeiras líquidas de R$ 67,5 milhões, comparadas uma despesa financeira de R$ 21,8 milhões obtida em 2004. 13
  13. 13. Assim, impactada pela volatilidade cambial verificada no período e pela menor quantidade de aeronaves entregues, a Embraer obteve lucro líquido de R$ 708,9 milhões em 2005. Da mesma forma, a margem líquida da Empresa atingiu 7,8% e menor portanto que os 12,5% de 2004. Indicadores Patrimoniais A seguir, são apresentados os principais indicadores patrimoniais da Embraer, comparando-os nos últimos três anos: Destaques Consolidados / Valores em R$ milhões 2003 2004 2005 Disponível 3.658,6 3.614,3 4.479,2 Contas a Receber 1.040,2 1.839,6 1.056,2 Estoques 3.346,1 4.069,6 3.967,3 Imobilizado 1.177,6 1.094,8 1.184,4 Fornecedores 1.167,5 1.486,4 1.712,7 Endividamento - Curto Prazo 1.493,9 1.362,5 1.112,7 Endividamento - Longo Prazo 1.522,5 2.191,2 2.524,1 Patrimônio Líquido 3.731,8 4.442,7 4.735,9 Beneficiado pela diminuição do contas a receber em R$ 783,4 milhões e dos estoques em R$ 102,3 milhões entre dezembro de 2004 e dezembro de 2005, o caixa (disponível) da Empresa aumentou em R$ 864,9 milhões no período e, a Embraer encerrou o ano com R$ 4.479,2 milhões em disponibilidades de caixa. A diminuição do contas a receber é reflexo da estratégia da Empresa de reduzir a sua participação em estruturas temporárias de financiamento de vendas, evidenciando a melhoria das condições de mercado para financiamento destes ativos. Do total do contas a receber, 22,1% referem-se a aeronaves entregues, cujos financiamentos de vendas estão em processo de estruturação. Já a diminuição dos estoques, que passaram de R$ 4.069,6 milhões em dezembro de 2004 para R$ 3.967,3 milhões ao final de 2005, deve-se principalmente ao início das entregas dos modelos EMBRAER 175 e EMBRAER 190, que tiveram seus processos de certificação concluídos dentro do prazo determinado. A Embraer encerrou o ano com um endividamento total de R$ 3.636,8 milhões e superior aos R$ 3.553,7 milhões do final do exercício anterior. O aumento do endividamento da Empresa ocorreu através da obtenção de linhas de crédito de longo prazo, a um custo extremamente compatível com as suas necessidades. Assim, do endividamento total, cerca de 69,4% referem-se a linhas de longo prazo, percentual superior que o de 2004, que foi de cerca de 61,7%. Uma vez que mais que 90% das receitas da Embraer são denominadas em dólares, a composição de moedas do endividamento, também se mostra de forma adequada pois R$ 2.980,1 milhões referem-se a linhas de crédito denominadas em dólares enquanto os restantes 18% são denominados em reais e outras moedas. Indicadores Consolidados / Valores em R$ milhões 2003 2004 2005 Caixa (Endividamento) Líquido 642,2 60,6 842,5 Capital de Giro 3.242,9 4.389,9 5.029,9 Liquidez Corrente 1,5 1,7 1,8 Liquidez Seca 1,0 1,1 1,2 Giro dos Estoques 1,4 1,8 1,7 Giro dos Ativos 0,5 0,6 0,5 ROA 4,9% 8,7% 4,2% ROE 16,6% 31,3% 15,4% Os indicadores financeiros apresentaram melhorias no período, com índice de liquidez seca de 1,1 obtido em 2004 passando para 1,2 em 2005 e, a liquidez corrente passando de 1,7 para 1,8 entre 2004 e 2005. Apesar da diminuição dos estoques verificada ao longo de 2005, o giro dos estoques manteve-se praticamente estável, devido ao menor número de entregas realizadas no período. O índice de rentabilidade sobre o ativo - ROA de 4,2% e o de retorno sobre o patrimônio líquido - ROE de 15,4% foram menores em 2005 que os apresentados em igual período de 2004, como conseqüência da diminuição do resultado operacional e lucro líquido apurado no exercício. Valor Econômico Adicionado (VEA) Com o menor resultado operacional obtido em 2005 em relação ao exercício de 2004, combinado com o aumento dos ativos, a Embraer apresentou este ano uma rentabilidade medida pelo valor econômico adicionado, negativa, conforme quadro abaixo. Milhões de Reais 2003 2004 2005 Total do Ativo 12.831 14.185 15.206 Passivo com Financiamento Espontâneo 6.083 6.214 6.833 Passivo Remunerado 6.748 7.971 8.373 Capital de Terceiros 3.016 3.554 3.637 Capital Próprio 3.732 4.417 4.736 Investimentos a Remunerar 6.748 7.971 8.373 Receita Operacional Líquida 6.571 10.231 9.133 Custos e Despesas Operacionais (5.370) (8.548) (8.277) Resultado Operacional 1.201 1.683 856 14
  14. 14. Milhões de Reais 2003 2004 2005 IR e CS (250) (333) (191) Custo do Capital de Terceiros (315) (476) (419) Lucro Líquido Ajustado 636 874 246 Custo do Capital Próprio (597) (707) (673) Valor Econômico Adicionado 39 167 (427) VEA/Investimento a Remunerar 1% 2% -5% Nota: O cálculo do VEA exclui entidades de propósito específico (EPE) Destinação dos Resultados da Controladora A Administração proporá na Assembléia Geral Ordinária a retenção do lucro líquido do exercício, após a constituição da reserva legal e distribuição de dividendos, no montante de R$ 235,2 milhões, acrescidos de R$ 74 mil referentes aos dividendos prescritos totalizando R$ 235,3 milhões, como reserva para investimentos e capital de giro, para assegurar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos jatos da família EMBRAER 170/190, nova família de jatos executivo, novas tecnologias, processos e modelos de gestão, visando ao aumento dos resultados da Companhia, na capacitação e produtividade. Demonstrações Consolidadas em US GAAP Como política de transparência e por ter ações (ADSs) negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) a Embraer apresenta a seguir, resumo dos principais demonstrativos consolidados de acordo com os princípios do US GAAP . BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS EM US GAAP PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005 E DE 2004 (Em milhares de dólares) Ativo 2004 2005 ATIVO CIRCULANTE (auditado) (não auditado) Caixa e equivalentes 1.207.288 1.540.504 Investimentos temporários 153.488 373.050 Contas a receber, líquidas de provisão para créditos de liquidação duvidosa 566.127 445.520 Financiamento de vendas 12.130 147.118 Estoques 1.408.608 1.477.559 Imposto de renda e contribuição social diferidos 104.417 121.376 Outras contas a receber 423.451 510.394 3.875.509 4.615.521 ATIVO NÃO CIRCULANTE Contas a receber 119.678 5.304 Financiamentos de vendas 319.587 460.044 Estoques 19.674 33.746 Imposto de renda e contribuição social diferidos 262.403 302.303 Outras contas a receber 1.056.016 1.095.730 Imobilizado 381.265 381.476 Investimentos 48.267 31.433 2.206.890 2.310.036 TOTAL DO ATIVO 6.082.399 6.925.557 Passivo & Patrimônio Líquido 2004 2005 PASSIVO CIRCULANTE (auditado) (não auditado) Financiamentos 513.281 475.305 Fornecedores 556.492 728.011 Adiantamentos de clientes 375.548 485.958 Outras contas a pagar 870.780 965.162 2.316.101 2.654.436 EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Financiamentos 825.448 1.078.117 Adiantamentos de clientes 103.615 97.024 Contribuições de parceiros 140.037 97.852 Outras contas a pagar 1.321.887 1.331.101 2.390.987 2.604.094 PARTICIPAÇÃO DOS MINORITÁRIOS 21.443 46.775 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.353.868 1.620.252 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 6.082.399 6.925.557 15
  15. 15. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RESULTADO EM US GAAP PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005 E DE 2004 (Em milhares de dólares) 2004 2005 (auditado) (não auditado) RECEITA LÍQUIDA DAS VENDAS 3.440.533 3.829.907 Custo dos produtos vendidos (2.267.330) (2.671.816) LUCRO BRUTO 1.173.203 1.158.091 DESPESAS OPERACIONAIS Gerais e administrativas (139.357) (205.202) Comerciais (342.883) (269.747) Pesquisa e desenvolvimento (44.506) (93.166) Participação nos lucros e resultados (61.199) (56.051) Outras despesas operacionais, líquidas (41.272) (26.079) Equivalência patrimonial - (3.096) LUCRO OPERACIONAL 543.986 504.750 Receitas (despesas) financeiras, líquidas (38.000) (1.672) Perda com ajustes acumulados de conversão, líquida (12.218) (15.218) Outras receitas (despesas) não operacionais, líquidas (117) 9.050 LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA 493.651 496.910 Despesas com Impostos sobre a Renda (112.139) (41.569) Participação dos minoritários (1.306) (9.622) LUCRO LÍQUIDO 380.206 445.719 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO FLUXO DE CAIXA EM US GAAP PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005 E DE 2004 (Em milhares de dólares) 2004 2005 (auditado) (não auditado) FLUXO DE CAIXA - ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido 380.206 445.719 Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa líquido gerado das atividades operacionais: Depreciação e amortização 59.685 61.491 Imposto de renda e contribuição social diferidos 4.511 (42.270) Ganhos (perdas) com ajustes acumulados de conversão, líquida 12.218 15.218 Outros 693 41.732 457.313 521.890 Mudanças nos ativos e passivos: (454.012) 11.574 Caixa líquido gerado (utilizado) nas atividades operacionais 3.301 533.464 FLUXO DE CAIXA - ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Investimentos temporários (158.677) (221.801) Aquisição de imobilizado (50.075) (58.648) Outros (9.029) 1.271 Caixa líquido usado nas atividades de investimento (217.781) (279.178) FLUXO DE CAIXA - ATIVIDADES FINANCEIRAS Pagamento de empréstimos (1.295.315) (1.308.817) Empréstimos 1.587.504 1.523.261 Dividendos pagos (185.537) (198.943) Outros (1.432) 9.417 Caixa líquido gerado pelas (usado nas) atividades financeiras 105.220 24.918 Efeito no caixa das variações cambiais 50.728 54.012 Aumento (Redução) do disponível (58.532) 333.216 Caixa e equivalentes no início do exercício 1.265.820 1.207.288 Caixa e equivalentes no final do exercício 1.207.288 1.540.504 Mercado de Capitais O relacionamento da Embraer com a comunidade financeira e com os seus investidores é pautado na divulgação de informações com transparência e qualidade, caracterizadas pelo profundo respeito aos princípios legais e éticos, buscando consolidar e manter a imagem de liderança e inovação da empresa junto ao mercado de capitais. Suas ações estão listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desde 1986. Desde 2000, a Embraer mantém um programa de ADRs (American Depositary Receipts) nível III na Bolsa de Nova York (NYSE). As ações da Embraer apresentaram valorização no ano de 2005, juntamente com o aumento das receitas da Empresa e também a manutenção da sua carteira de pedidos dentro da média apresentada nos últimos quatro anos. As ações ordinárias (EMBR3) e preferenciais (EMBR4) da Embraer, negociadas na Bovespa, registraram, no ano de 2005, uma valorização de 13,9% e 3,4%, e encerraram o ano cotadas a R$ 18,00 e R$ 22,95, respectivamente. Por sua vez, o índice Bovespa valorizou-se 27,7% no mesmo período. 16
  16. 16. Da mesma forma, o desempenho dos ADSs (American Depositary Shares) da Empresa (ERJ), listados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), atingiram a cotação de US$ 39,10, no último pregão do ano, representando uma valorização de 16,9% em 2005. Em 2005 parte da liquidez das ações preferenciais esteve no mercado norte-americano, quando o volume de ADSs negociado na NYSE apresentou uma média de 537 mil títulos por dia, movimento equivalente a volume financeiro diário de US$ 18,2 milhões. Já, na bolsa brasileira, as ações preferenciais e ordinárias apresentaram volume médio diário de cerca de 431 mil e 199 mil ações, girando R$ 8,9 milhões e R$ 3,1 milhões por dia, respectivamente. Em 2004 o volume médio diário foi de aproximadamente 523 mil ações preferenciais, equivalentes a R$ 10,9 milhões, e as ações ordinárias apresentaram um giro de 222 mil, equivalente a R$ 3,5 milhões. A seguir são mostrados os desempenhos das ações da Embraer, tendo como base a data do início das negociações dos ADSs na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Desempenho – ON, PN na Bovespa 21/7/2000 = 100 300,0 EMBR4 EMBR3 250,0 Ibovespa 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 20/7/2000 16/1/2001 15/7/2001 11/1/2002 10/7/2002 6/1/2003 5/7/2003 1/1/2004 29/6/2004 26/12/2004 24/6/2005 21/12/2005 Desempenho – ADS na NYSE 21/7/2000 = 100 300,0 ERJ Dow Jones 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 20/7/2000 16/1/2001 15/7/2001 11/1/2002 10/7/2002 6/1/2003 5/7/2003 1/1/2004 29/6/2004 26/12/2004 24/6/2005 21/12/2005 A capitalização de mercado da Embraer atingiu o valor de US$ 7,0 bilhões no final de dezembro de 2005, comparado aos US$ 6,0 bilhões registrados em 31 de dezembro do ano anterior. A Embraer está constantemente investindo na satisfação dos seus acionistas, bem como no atendimento das necessidades daqueles profissionais de mercado que também dedicam seu tempo buscando informações e emitindo relatórios e pareceres sobre a Empresa. Por isso, a transparência e a simultaneidade na divulgação dos nossos resultados e fatos relevantes, são preocupações permanentes da área de Relações com Investidores. 17
  17. 17. Durante o ano de 2005, os executivos da Embraer atenderam a diversos compromissos com investidores e profissionais de mercado participando de eventos promovidos por instituições financeiras, reuniões em sua sede em São José dos Campos, reuniões no escritório de São Paulo e “conference calls”, transmitindo a estes informações completas, seguras e uniformes a respeito da Empresa. O VI Encontro Anual de Analistas e Investidores promovido em Novembro, na sede da Empresa em São José dos Campos, registrou mais uma vez um número recorde de pessoas, atingindo 180 participantes que se dividiam entre analistas de mercado, investidores e gestores de recursos, tanto brasileiros, como também estrangeiros, que por sua vez também compareceram em um número maior que o registrado no último evento. Mais uma vez, a transparência na divulgação de informações da Embraer recebeu o reconhecimento da Associação Brasileira das Companhias Abertas (ABRASCA), sendo classificada entre as dez finalistas da edição de 2005 do Prêmio ABRASCA de Melhor Relatório Anual. O “Institucional Investor Research Group”, empresa pioneira em pesquisa no mercado de ações Latino Americano, concedeu à Embraer o primeiro lugar no ranking da pesquisa “Best Buy-Side Investor Relations”. Esse ranking foi elaborado com base nas opiniões de 53 investidores “buy-side” e 59 analistas “sell-side”. Remuneração aos Acionistas A partir do lucro líquido consolidado de R$ 708,9 milhões, a Embraer distribuiu aos seus acionistas em 2005, sob a forma de juros sobre capital próprio, R$ 443,9 milhões equivalente a R$ 0,64 por ação preferencial e R$ 0,58 por ação ordinária. A distribuição dos juros sobre capital próprio, foi aprovada pelo Conselho de Administração em cada trimestre e distribuídas aos acionistas em abril, julho, outubro de 2005 e janeiro de 2006. A distribuição de proventos deste ano representou 62,6% do lucro líquido consolidado da Empresa, mantendo assim a sua política de distribuição aos seus acionistas acima do mínimo obrigatório de 25%. Governança Corporativa Em 19 de janeiro de 2006 o Conselho de Administração aprovou a submissão à Assembléia Geral Extraordinária a realizar-se em 31 de março de 2006, a proposta de reestruturação societária da Embraer que, se aprovada a transformará na primeira companhia brasileira de porte com controle totalmente pulverizado. Esta será, com certeza, a mudança mais importante desde a privatização da Empresa, porque permitirá a criação de bases para o crescimento sustentado e perpetuidade da Embraer, ao capacitá-la para o livre acesso aos mercados de capitais mundiais, ampliando assim sua capacidade de obtenção de recursos para suportar o desenvolvimento de programas de expansão. A reestruturação proposta também proporcionará o fortalecimento da Administração no que diz respeito à adoção das melhores práticas de governança corporativa e preserva os direitos estratégicos da União. A proposta de reorganização societária unifica as classes de ações de emissão da Empresa em circulação, em apenas uma classe de ações ordinárias, estendendo assim, o direito de voto a todos os seus acionistas, permitindo a sua adesão ao Novo Mercado da Bovespa, o nível mais alto de governança corporativa que uma empresa pode apresentar no Brasil. A “Golden Share”, que é uma ação de classe especial detida pela União Federal, e possuidora de direito de veto sobre questões específicas às operações da Embraer, continuará com seus direitos preservados na nova estrutura. Em conformidade com as orientações da CVM sobre práticas de governança corporativa e com o fim de conferir maior lisura e transparência ao processo de votação, a proposta de reestruturação será submetida à apreciação de todos os acionistas da Embraer, independentemente da espécie de suas ações. Na proposta de Estatuto Social que será submetido à aprovação dos acionistas na Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada em 31 de março foram concebidos mecanismos de proteção, de maneira a garantir não só a pulverização do controle acionário, mas também que a maioria de votos nas deliberações da assembléia geral seja exercida por acionistas brasileiros, garantindo assim que as decisões da companhia permaneçam em mãos de brasileiros, assegurando o princípio estabelecido na privatização da Empresa. Dentre tais mecanismos destacam-se: (a) Nenhum acionista ou grupo de acionistas, brasileiro ou estrangeiro, poderá exercer votos em cada Assembléia Geral em número superior a 5% do número de ações em que se dividir o capital social. Tal limitação tem como objetivo desestimular a concentração excessiva de ações ou ADS em mãos de um único acionista ou grupo de acionistas vinculados; (b) O total de votos em qualquer assembléia geral permitido a acionistas estrangeiros, seja isoladamente ou em grupo, estará limitado a 40% do total de votos presentes à assembléia; 18

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