O nordeste

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Capítulo 10 - O nordeste e seus contrastes sócio-econômicos.

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O nordeste

  1. 1. O Nordeste e seus contrastes socioeconômicos
  2. 2. O dinamismo econômico da Zona da Mata <ul><li>Sub-região mais importante do Nordeste. </li></ul><ul><li>Nela concentram-se diferentes segmentos da atividade industrial. </li></ul><ul><li>A exploração do petróleo favoreceu a instalação de indústrias petroquímicas. </li></ul><ul><li>Fatores que contribuíram para a maior industrialização da Zona da Mata: </li></ul><ul><li>Grande mercado consumidor. </li></ul><ul><li>Rede de transportes mais bem estruturada que nas outras sub-regiões. </li></ul>
  3. 3. Porto de Galinhas - Pernambuco
  4. 4. As atividades primárias na Zona da Mata e no Agreste <ul><li>Zona da Mata : </li></ul><ul><li>Latifúndios </li></ul><ul><li>Monocultores </li></ul><ul><li>(cana-de-açúcar, fumo e cacau); </li></ul><ul><li>Produção destinada à </li></ul><ul><li>exportação ou à </li></ul><ul><li>indústria; </li></ul><ul><li>Agreste: </li></ul><ul><li>Pequenas e médias </li></ul><ul><li>propriedades – </li></ul><ul><li>policultura (mandioca, </li></ul><ul><li>feijão, milho e </li></ul><ul><li>hortaliças); </li></ul><ul><li>Produção destinada ao </li></ul><ul><li>mercado interno </li></ul><ul><li>(principalmente a Zona da </li></ul><ul><li>Mata) </li></ul>
  5. 6. SUDENE <ul><li>Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste. </li></ul><ul><li>Concedia incentivos financeiros para empresas que pretendiam investir na indústria e agropecuária nordestinas. </li></ul><ul><li>Beneficiava a minoria influente da região. </li></ul><ul><li>Foi extinta por denúncias de corrupção. </li></ul><ul><li>Foi recriada em 2002 com o nome de ADENE. </li></ul>
  6. 7. SUDENE <ul><li>Em maio de 2001, o governo federal decidiu pela extinção da SUDENE, tendo em vista problemas de corrupção que resultaram no desvio de R$ 1,7 bilhão. Os funcionários da antiga superintendência foram destinados a outras instituições federais e os planos, suspensos até que as análises demonstrem sua lisura. </li></ul><ul><li>Termina, assim, a mais antiga superintendência, criada em 1959 pelo governo de Juscelino Kubitchek de Oliveira. No decorrer desses 42 anos, sua atuação sempre foi discutida e sua principal função, que era resolver os problemas trazidos pelas secas e apoiar o desenvolvimento do Nordeste, nunca foi cumprida plenamente. </li></ul>
  7. 8. A agropecuária no Sertão <ul><li>Pecuária bovina praticada na forma extensiva. </li></ul><ul><li>Criação de caprinos, que são mais resistentes ao semi-árido. </li></ul><ul><li>Agricultura é praticada em todo o sertão em pequenas propriedades e com técnicas tradicionais para subsistência, destacam-se (milho, feijão, arroz e mandioca). </li></ul><ul><li>Há também lavouras comerciais (algodão arbóreo, soja irrigada) destinadas ao mercado externo e à indústria. </li></ul>
  8. 9. FRUTICULTURA IRRIGADA <ul><li>OÁSIS agrícolas; </li></ul><ul><li>Produção de uva, melão, manga, maracujá e goiaba, entre outras frutas. </li></ul><ul><li>As estiagens beneficiam a lavoura, já que as chuvas favorecem a proliferação de moscas, fungos e lagartas. </li></ul><ul><li>A fruticultura desponta como um dos setores mais promissores da economia do Nordeste. </li></ul>
  9. 10. A falta de água na vida do sertanejo <ul><li>A escassez de chuva prejudica muito mais os pequenos proprietários que constituem a maioria dos produtores rurais. </li></ul><ul><li>Para os grandes proprietários do sertão, o clima semi-árido nem sempre é um obstáculo, para muitos deles é um aliado (como na fruticultura). Eles usam sistemas de irrigação abastecidos por poços e açudes. </li></ul><ul><li>Como este problema poderia ser resolvido? </li></ul>
  10. 11. A “indústria” da seca <ul><li>Em períodos de seca o governo federal libera verbas para amenizar os problemas do Nordeste. Estas verbas muitas vezes são desviadas ou beneficiando políticos e empresários da região, nunca os que realmente precisam. </li></ul><ul><li>DNOCS – Departamento Nacional de obras contra a seca. Desenvolve obras que nunca resolvem por completo o problema, como por exemplo as frentes de trabalho </li></ul><ul><li>(veja página 95). </li></ul>
  11. 12. Meio-Norte: economia em expansão <ul><li>Atividade extrativa vegetal (carnaúba e babaçú). </li></ul><ul><li>Criação extensiva de gado bovino; </li></ul><ul><li>Arroz de várzea nas margens dos principais rios (Maranhão); </li></ul><ul><li>Nas áreas mais secas (mandioca, milho e algodão); </li></ul><ul><li>Soja nas áreas de cerrado (alta tecnologia); </li></ul><ul><li>Após o Corredor de exportação Norte e do complexo portuário e industrial de São Luís aumentaram as exportações. </li></ul>
  12. 13. Os contrastes na distribuição populacional <ul><li>A população nordestina está irregularmente distribuída; </li></ul><ul><li>A zona da mata é a mais populosa das sub-regiões, onde vivem 40% dos nordestinos; </li></ul><ul><li>O número de migrações das outras sub-regiões para a Zona da Mata é muito grande, sobretudo do Sertão. </li></ul><ul><li>Estas migrações causam o crescimento desordenado da Zona da Mata, a formação de periferias com moradias precárias e às vezes sem nenhum tipo de infra-estrutura básica. </li></ul>
  13. 14. Os retirantes – Cândido Portinari
  14. 15. Nordeste: uma região com grande potencial <ul><li>Instalação de novas indústrias devido ao baixo custo da mão-de-obra e dos incentivos fiscais; </li></ul><ul><li>O setor agrícola tem crescido com a irrigação, fruticultura, soja nas áreas de cerrado, etc. </li></ul><ul><li>Turismo cresce cada vez mais na região; </li></ul><ul><li>O Ceará, segundo pesquisa do IBGE de 2000, é o estado que mais está crescendo no Brasil. </li></ul><ul><li>No entanto, a concentração de renda ainda é muito grande. </li></ul>
  15. 16. FIM

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