i  PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL                DO TERRITÓRIO CENTRO-SUL DO PARANÁProduto 4: Vers...
iSumárioIntrodução ..........................................................................................................
ii   1.6. Estrutura agrária .................................................................................................
iiiPARTE II – PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL DOTERRITÓRIO CENTRO-SUL DO PARANÁ ......................
1IntroduçãoEste documento tem por objetivo principal atualizar e qualificar o Plano Territorial deDesenvolvimento Rural Su...
2Esses Grupos de Trabalho contaram com a participação ativa de pessoas comconhecimentos e experiências acumulados em cada ...
3PARTE I – DIAGNÓSTICO DO TERRITÓRIO CENTRO-SUL1. Contextualização e Caracterização do Território Centro-Sul1.1. Aspectos ...
4No Território o bioma predominante é o de Floresta Ombrófila Mista (Floresta deAraucária), que apresenta expressivos sina...
5disponíveis apresentam-se bem defasados, uma vez que foram realizados com imagensde satélite de 2001 e 2002. No entanto, ...
6a perda de 20 habitantes em Inácio Martins demonstra um processo de estagnação, maisdo que uma queda.Quadro 1. Evolução d...
7característica fundamental para a sua definição como um território de baseseminentemente rurais. Seguindo uma tendência g...
8Tabela 1. Participação da População Rural e Urbana nos Municípios do TerritórioCentro-Sul                                ...
9população urbana de todo o Paraná foi de 14,4%. Do total, sete municípios tiveram umcrescimento da população urbana super...
101.3.4. Nova conceituação de ruralDe acordo com novos critérios metodológicos que buscam alargar o conceito deruralidade,...
11Tabela 2. População Rural e Urbana Segundo o Sexo, nos Municípios do Território Centro-Sul                              ...
12Quadro 3. Participação Percentual da População Rural e Urbana, nos Municípios doTerritório Centro-Sul                   ...
13Quadro 4. Distribuição da População Rural e Urbana por estratos de idade, entre 2000e 2010 no Território Centro-Sul e no...
14   a. faixa etária até 7 anos: o município de Inácio Martins apresentou uma redução de      -49,1% (mais do que o dobro ...
15Quadro 5. Índice de Idosos nos Municípios do Território Centro-Sul         MUNICÍPIOS                  2000             ...
16Quadro 6. Número de Estabelecimentos de Ensino nos Municípios do TerritórioCentro-Sul                                   ...
17Essa taxa negativa no Território Centro-Sul foi provocada pela redução significativa donúmero de alunos da pré-escola qu...
18Na comparação dos dados municipais, nota-se que em Imbituva ocorreu a maior taxade expansão dos alunos matriculados e ef...
19Quadro 9. População de 10 anos ou mais de idade, Percentual de Analfabetos eVariação (%) de 2000 a 2010, nos Municípios ...
20Quadro 10. Taxa de Mortalidade Infantil nos Municípios do Território Centro-Sul           MUNICÍPIOS             2002   ...
21Em 2000, quatro municípios não possuíam nenhuma unidade atendida pela rede deesgoto. Em 2010, Inácio Martins e Teixeira ...
221.5. Aspectos econômicos1.5.1. Produto Interno BrutoO Produto Interno Bruto do Território Centro-Sul, referente ao perío...
23enquanto que o setor de serviços teve uma diminuição de -31,4%. Nesse período, houveuma inversão nos percentuais de part...
24segmento não conseguiu aproveitar as oportunidades advindas do crescimentoeconômico verificado no País na última década....
25dom 2000. No setor agropecuário, o VAB cresceu de forma mais expressiva em InácioMartins, pulando de 22,9% para 40,4%, n...
26(3,7%). Resta ainda o setor industrial que desponta com 18,3% na composição geral doVAF do Território. Dentre os segment...
27Por outro lado, dentre os segmentos que apresentaram redução no nível de empregos,deve-se destacar o da indústria de ext...
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  1. 1. i PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL DO TERRITÓRIO CENTRO-SUL DO PARANÁProduto 4: Versão Final do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) do Território Centro-Sul do Paraná Versão Integral Consultor: João Carlos Sampaio Torrens Curitiba, Agosto de 2011
  2. 2. iSumárioIntrodução ................................................................................................................................................... 1PARTE I – DIAGNÓSTICO DO TERRITÓRIO CENTRO-SUL ........................................................... 31. Contextualização e Caracterização do Território Centro-Sul .......................................................... 3 1.1. Aspectos físico-ambientais ............................................................................................................ 3 1.2. Aspectos históricos do processo de ocupação sócio-econômica .............................................. 5 1.3. Aspectos demográficos .................................................................................................................. 5 1.3.1. Densidade demográfica ............................................................................................................... 6 1.3.2. Distribuição da população rural e urbana .................................................................................. 7 1.3.4. Nova conceituação de rural....................................................................................................... 10 1.3.5. Distribuição populacional por sexo........................................................................................... 10 1.3.6. Distribuição da população por faixas etárias ............................................................................ 12 1.4. Aspectos sociais............................................................................................................................. 15 1.4.1. Educação ................................................................................................................................... 15 1.4.2. Saúde - Mortalidade infantil..................................................................................................... 19 1.4.3. Saneamento básico .................................................................................................................... 20 1.4.4. Energia elétrica ......................................................................................................................... 21 1.5. Aspectos econômicos.................................................................................................................... 22 1.5.1. Produto Interno Bruto .............................................................................................................. 22 1.5.2. Valor Adicionado Bruto ............................................................................................................ 23 1.5.3. Valor Adicionado Fiscal por categorias .................................................................................... 25 1.5.4. Empregos .................................................................................................................................. 26 1.5.5. Valor Bruto da Produção Agropecuária ................................................................................... 28 1.5.6. Índice de Desenvolvimento Municipal ..................................................................................... 28 1.5.7. Fundo de Participação dos Municípios ..................................................................................... 31
  3. 3. ii 1.6. Estrutura agrária ........................................................................................................................... 31 1.6.1. Classificação dos estabelecimentos rurais ................................................................................. 32 1.6.2. Condição do produtor ............................................................................................................... 33 1.6.3. Local de residência do produtor ................................................................................................ 34 1.6.4. Utilização das terras ................................................................................................................. 35 1.6.5. Produção agrícola ..................................................................................................................... 38 1.6.6. Produção animal ....................................................................................................................... 41 1.6.7. Produção florestal ..................................................................................................................... 43 1.6.8. VBP dos dez principais produtos agropecuários ...................................................................... 43 1.6.9. Uso de máquinas e equipamentos ............................................................................................. 44 1.7. A situação dos Povos e Comunidades Tradicionais ................................................................ 45 1.8. A Situação da Agroecologia ........................................................................................................ 47 1.9. Unidades de Conservação ........................................................................................................... 482. Avaliação geral do processo de articulação territorial ................................................................... 50 2.1. Aspectos gerais .............................................................................................................................. 50 2.2. Articulação política do Conselho Gestor e articulação institucional interna ....................... 50 2.3. Organização dos agricultores familiares ................................................................................... 55 2.4. Projetos: processo de elaboração, resultados e lições .............................................................. 56 2.5. Conselhos municipais e sua relação com o Conselho Gestor ................................................. 59 2.6. Articulação das políticas públicas .............................................................................................. 603. Principais demandas das Conferências Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável de2010 ............................................................................................................................................................ 64 3.1. Desenvolvimento sócio-econômico e ambiental ...................................................................... 64 3.2. Qualidade de vida no meio rural ............................................................................................... 65 3.3. Novas formas de governança local e territorial........................................................................ 664. Potencialidades e limites para o desenvolvimento do Território Centro-Sul do Paraná .......... 68
  4. 4. iiiPARTE II – PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL DOTERRITÓRIO CENTRO-SUL DO PARANÁ ....................................................................................... 72Processo de elaboração das propostas do PTDRS: metodologia e conceitos .................................. 72Macrodiretrizes ........................................................................................................................................ 73EIXO DIVERSIFICAÇÃO, PRODUÇÃO E MEIO AMBIENTE ........................................................ 74 Estratégias ............................................................................................................................................. 74 Ações Territoriais ................................................................................................................................. 74EIXO ORGANIZAÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO E MERCADOS .................................................... 77 Estratégias ............................................................................................................................................. 77 Ações Territoriais ................................................................................................................................. 77EIXO DESENVOLVIMENTO HUMANO E INCLUSÃO SOCIAL .................................................. 79 Estratégias ............................................................................................................................................. 79 Ações Territoriais ................................................................................................................................. 79EIXO GESTÃO DO DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL ............................................................ 81 Estratégia............................................................................................................................................... 81 Ações Territoriais ................................................................................................................................. 81
  5. 5. 1IntroduçãoEste documento tem por objetivo principal atualizar e qualificar o Plano Territorial deDesenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS), elaborado em 2007 pelo Conselho Gestordo Território Centro-Sul do Paraná. Esta atualização/qualificação se insere no âmbitodas ações desenvolvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministériodo Desenvolvimento Agrário (SDT/MDA) e atende às demandas do referido ConselhoGestor, uma vez que permite às instituições governamentais e às organizações dasociedade civil aprofundar o diagnóstico regional, bem como redefinir os eixos, asestratégias e as ações territoriais prioritárias para reorientar o processo dedesenvolvimento no próximo período.Esse processo de atualização/qualificação foi dividido em duas etapas básicas: numprimeiro momento, foi feita uma revisão geral do diagnóstico territorial, buscandoincorporar os dados estatísticos disponíveis para a análise sócio-econômica.Paralelamente a esse processo de elaboração, foram realizadas também três oficinasmicrorregionais que buscaram sensibilizar e mobilizar os representantes das instituiçõese organizações sociais para o processo de qualificação do PTDRS. A partir dessasoficinas, foi feita uma ampla rodada de entrevistas com diversos informantes-chave daregião – pessoas que por sua trajetória e conhecimentos adquiridos conhecem asdinâmicas territoriais e contribuíram diretamente para a evolução das ações realizadaspelo Conselho Gestor. Ao todo, foram entrevistadas mais de 80 pessoas que ocupamdiferentes tipos de funções: gestores estaduais e municipais (prefeitos, vice-prefeitos,secretários municipais, técnicos de órgãos estaduais), membros dos ConselhosMunicipais de Desenvolvimento Rural Sustentável, representante da Agência deDesenvolvimento das Regiões Sul e Centro-Sul do Paraná, professoras universitárias,dirigentes sindicais e de cooperativas de crédito, técnicos de organizações não-governamentais e agricultores e agricultoras familiares.Os resultados desse processo de análise de dados secundários e de sistematização dasentrevistas e oficinas foram apresentados e discutidos durante a Reunião Ordinária doConselho Gestor do Território Centro-Sul, realizada no dia 14 de junho de 2011, noCentro de Formação de Agentes para o Desenvolvimento e Construção da Cidadania,em Guamiranga. Nessa reunião, que contou com a presença de 75 participantes, foieleita a nova diretoria do conselho para o período 2011-2013.Como passo metodológico seguinte à realização do diagnóstico sócio-econômico, foramcriados três Grupos de Trabalho, correspondentes às Câmaras Temáticas criadas,anteriormente, pelo Conselho Gestor: • GT 1. Diversificação, Produção e Meio Ambiente. • GT 2. Desenvolvimento Humano e Inclusão Social. • GT 3. Organização, Comercialização e Mercado.
  6. 6. 2Esses Grupos de Trabalho contaram com a participação ativa de pessoas comconhecimentos e experiências acumulados em cada uma dessas áreas temáticas etiveram por objetivo reavaliar e qualificar as estratégias e as ações prioritárias doPTDRS. Assim, levando-se em consideração as propostas aprovadas no Plano original,o diagnóstico sócio-econômico do Território, as lições políticas apreendidas a partir dasiniciativas voltadas para implementar o Plano e a avaliação da correlação de forçassociais do Território, foram realizadas três reuniões de cada grupo de trabalho e umaoficina de sistematização geral das propostas de Estratégias e Ações Territoriais paracada Eixo de Desenvolvimento, buscando dar unidade, consistência e integração aoPlano.As discussões desses grupos revelaram a necessidade de se acrescentar dois novospontos: de um lado, constatou-se que algumas orientações gerais valem para todos osEixos. Assim, criou-se um ponto específico de Macrodiretrizes, uma vez que suasdefinições perpassam as estratégias e as ações territoriais de todos os Eixos. De outrolado, julgou-se necessário elaborar um novo Eixo, já que se percebeu a existência deuma lacuna nas ações territoriais: a ausência de procedimentos e mecanismosdemocráticos que garantam a gestão social e participativa do Conselho Gestor doTerritório. Nesse sentido, decidiu-se criar o Eixo Gestão do Desenvolvimento Territorialque contempla um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da gestão interna eexterna do Conselho Gestor, de modo que sejam efetivadas de forma adequada aspropostas sugeridas nos demais Eixos.Por último, cabe destacar que esse Plano será divulgado e discutido com amplossegmentos governamentais (prefeitos e secretários municipais, representantes regionaisdos órgãos estaduais), com membros dos Conselhos Municipais, em especial osConselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável, com os representantesdas organizações ligadas à agricultura familiar e ao desenvolvimento rural (associaçõesde produtores, associações comunitárias, cooperativas, etc.), com as Câmaras deVereadores, por meio da convocação de Sessões Especiais com a participação dosrepresentantes dos conselhos municipais, bem como com representantes dascomunidades rurais, por meio da realização de encontros municipais e territorial.Além desse processo ampliado de validação do PTDRS, recomenda-se que asinstituições governamentais, as organizações sociais e os CMDRS pertencentes aoConselho Gestor realizem discussões internas do PTDRS, visando apontar as principaisações territoriais (pelo menos, cinco) que irão incorporar na sua estratégia de trabalhoinstitucional. Ao final desse processo de validação, é fundamental que o ConselhoGestor realize um planejamento que defina as prioridades de trabalho a seremenfocadas no ano de 2012, estabelecendo as ações específicas, as responsabilidadesinstitucionais, as metas e o cronograma. Sugere-se também que se busque fortalecer arede dos colegiados territoriais do estado, objetivando a definição de estratégias e açõesconjuntas, a articulação de experiências bem sucedidas, a construção de projetosinterterritoriais, dentre outras iniciativas que venham a aprofundar as relações sociais,econômicas e políticas entre os Territórios paranaenses.
  7. 7. 3PARTE I – DIAGNÓSTICO DO TERRITÓRIO CENTRO-SUL1. Contextualização e Caracterização do Território Centro-Sul1.1. Aspectos físico-ambientaisO Território Centro-Sul abrange 12 municípios localizados no Segundo PlanaltoParanaense: Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Inácio Martins, Ipiranga, Irati,Ivaí, Mallet, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul e Teixeira Soares. Esse territóriocompreende uma área de 9.856,17 km2, equivalendo a 4,9% da área total do estado doParaná.Mapa dos municípios pertencentes ao Território Centro-Sul do Paraná Ivaí Ipiranga Prudentópolis Guamiranga Imbituva Teixeira Soares Irati Fernandes Pinheiro Inácio Martins Rebouças Rio Azul MalletDe acordo com mapa topográfico elaborado pela Embrapa, o Território apresenta umrelevo predominantemente suave ondulado, mas com significativas áreas montanhosasnos municípios de Prudentópolis, Guamiranga, Inácio Martins e Mallet.Em termos hidrográficos, as águas que nascem e entrecortam o Território Centro-Sulcontribuem para a formação das bacias hidrográficas dos rios Ivaí, Tibagi e Iguaçú.Além disso, esse Território é considerado como um importante ponto de recarga doAquífero Guarani.
  8. 8. 4No Território o bioma predominante é o de Floresta Ombrófila Mista (Floresta deAraucária), que apresenta expressivos sinais de degradação ambiental. Outros doistipos de biomas também são encontrados, muito embora com abrangência bemreduzida e localizada: os Campos Naturais, abrangendo parte dos municípios deTeixeira Soares e Imbituva, e a Floresta Estacional Semidecidual, às margens do rio Ivaí,em Prudentópolis.Em relação à distribuição da área geográfica conforme a altitude, observa-se que amaior parte das terras situa-se na faixa de altitude entre 600 e 1.000 metros. Resta umpercentual pequeno do território que apresenta estratos de altitude entre 400 e 600 m(concentrada na porção norte do município de Prudentópolis), e de 1.000 a 1.400 m(situada, principalmente, em Inácio Martins e na porção oeste de Mallet).Esse quadro hipsométrico influi na variação das temperaturas mínimas e máximasencontradas no território: o intervalo que apresenta as maiores proporção detemperaturas máximas situa-se entre 22ºC e 24ºC, localizando-se na área sul doterritório. Por sua vez, as temperaturas mínimas se concentram na faixa entre 11ºC e13ºC.O levantamento de solos revela que predominam terras de baixa fertilidade natural euma significativa extensão de terras não-utilizáveis para a agricultura. De um modogeral, como prevalecem os terrenos ondulados e acidentados, as terras apresentampoucas possibilidades de mecanização agrícola, limitando a produtividade das lavourasa partir do uso de máquinas e implementos agrícolas. Os levantamentos de uso do solo
  9. 9. 5disponíveis apresentam-se bem defasados, uma vez que foram realizados com imagensde satélite de 2001 e 2002. No entanto, essas imagens já destacavam o aumento daspressões agropecuárias, tendo em vista que as áreas com agricultura intensa e de usomisto já superavam 75% da área do território.1.2. Aspectos históricos do processo de ocupação sócio-econômicaOs municípios que compõem o Território Centro-Sul integram a região mais amplaconhecida como “Paraná Tradicional”, uma vez que seu processo de ocupação sócio-econômica teve início já no século XVII. Esse processo histórico abarcou os grandesciclos econômicos, caracterizados pela atividade extrativista mineral (ouro), pelotropeirismo e pela extração de recursos florestais (erva-mate e madeira). Assim, desde oinício de sua formação histórica, a região foi marcada pelo extrativismo e pela pecuáriade bases extensivas, conjugada ao povoamento provocado pelas incursões militares epela ocupação, ao longo do Médio Vale do Rio Iguaçu, dos imigrantes europeus(poloneses, alemães, ucranianos e russos, particularmente) que vieram se instalar nascolônias rurais destinadas aos povos estrangeiros. A colonização da região,caracterizada, como visto anteriormente, pelo relevo ondulado e montanhoso e porsolos de baixa fertilidade natural, foi baseada na distribuição de pequenos lotes de terradestinados às práticas agrícolas e ao extrativismo vegetal.Até poucas décadas atrás, a região apresentava baixos índices de povoamento humanoe demonstrava também uma baixa capacidade de dinamização dos processoseconômicos (rurais e ou urbanos). Do ponto de vista da integração ao territórioparanaense, foi uma das regiões que mais tardiamente criou as condições para seincorporar às dinâmicas de desenvolvimento do estado, devido, principalmente, àsdeficiências das vias de comunicação interna que promovessem a circulação doscidadãos e da produção.1.3. Aspectos demográficosA população total dos doze municípios do Território Centro-Sul, entre 2000 e 2010,passou de 220.346 habitantes para 236.789 habitantes, o que representa um crescimentorelativo de 7,5% - percentual abaixo do crescimento populacional do estado do Paranáque foi de 9,2% no período.No entanto, esse crescimento não ocorreu de forma homogênea entre os diferentesmunicípios: de um lado, municípios como Teixeira Soares, Imbituva e Guamirangaobtiveram taxas de crescimento populacional bem acima da média territorial (25,5%,16,2% e 10,7%, respectivamente), enquanto outros cresceram a taxas mais baixas que amédia regional (Rebouças e Mallet, com 3,8% e 2,9%) ou mesmo apresentaram taxasnegativas de crescimento populacional (como nos casos de Inácio Martins e FernandesPinheiro, que perderam, respectivamente, -0,2% e -6,8%), entre 2000 e 2010. Na verdade,
  10. 10. 6a perda de 20 habitantes em Inácio Martins demonstra um processo de estagnação, maisdo que uma queda.Quadro 1. Evolução da População Total e Rural nos Municípios do Território Centro-Sul Variação percentual da Variação percentual da MUNICÍPIOS População Total População Rural 1991/2000 2000/2010 1991/2000 2000/2010Fernandes Pinheiro 1,4 -6,8 69,1 64,7Guamiranga -2,1 10,7 77,2 71,7Imbituva 33,6 16,2 39,7 37,1Inácio Martins -20,4 -0,2 62,8 42,5Ipiranga 5,7 6,3 70,0 65,4Irati 9,4 7,5 24,9 20,0Ivaí 3,9 7,6 68,8 63,9Mallet 6,7 2,9 45,5 41,6Prudentópolis -1,4 5,3 60,6 54,0Rebouças 5,5 3,8 51,9 47,1Rio Azul 5,0 8,2 66,7 64,4Teixeira Soares 5,9 25,5 53,8 53,4Território Centro-Sul 5,2 7,5 50,4 44,9Fonte: IBGE. Censo Demográfico.Comparando-se os dados da variação populacional entre 2000 e 2010 com asinformações relativas ao período 1991-2000, verifica-se que a população total dosmunicípios do Território Centro-Sul cresceu a uma taxa superior no último período, ouseja, passou de 5,2%, entre 1991-2000, para 7,5%, na primeira década do século XXI. Noentanto, internamente, os municípios apresentaram diferentes tendências. Osmunicípios que mantiveram taxas positivas e crescentes de variação populacional foramos de Ipiranga, Ivaí, Rio Azul e Teixeira Soares. Outros mantiveram um crescimentopositivo, mas reduziram as taxas de incremento populacional (Imbituva, Irati, Mallet eRebouças). Guamiranga e Prudentópolis inverteram a taxa de crescimentopopulacional, na medida em que obtiveram uma taxa de crescimento positivo na últimadécada. Dois outros municípios apresentaram variações específicas: FernandesPinheiros passou de uma taxa positiva para negativa, enquanto que Inácio Martins,ainda que tenha mantido uma variação negativa, conseguiu conter a tendência deredução que marcou o período 1991-2000.1.3.1. Densidade demográficaOs indicadores de densidade demográfica do Território Centro-Sul, relativos aos anos2000 e 2010, apontam para uma tendência de adensamento da população, na medidaem que as taxas variaram de 22,2 habitantes/km2, em 2000, para 23,8 habitantes/km2,em 2010. Esses índices, entretanto, situam-se bem abaixo da média da densidadepopulacional brasileira, que foi de 52,2%, de acordo com o último Censo Demográfico.Configura-se, assim, num espaço social com baixo grau de ocupação demográfica –
  11. 11. 7característica fundamental para a sua definição como um território de baseseminentemente rurais. Seguindo uma tendência geral, esse processo de crescimento dataxa de densidade populacional também apresenta grandes variações quando seanalisam os dados municipais. Dentre os doze municípios que integram esse Território,dez tiveram incrementos variados de densidade demográfica, um manteve-sepraticamente estagnado (Inácio Martins, com 11,7 hab./km2) e outro (FernandesPinheiro) observou uma queda na taxa de densidade populacional (passando de 15,6hab./km2 para 14,6 hab./km2).Os municípios que apresentam as taxas mais altas são Irati e Imbituva que alcançaram,respectivamente, 56,3 hab./km2 e 37,6 hab./km2. Além desses dois municípios, nacomparação com os dados de 2000, faz-se necessário destacar também o crescimentodemográfico verificado em Guamiranga, que passou de 27,4 hab./km2 para 30,4hab./km2 Por outro lado, cabe ressaltar que oito municípios possuem densidadedemográfica abaixo do índice territorial (com destaque especial para Teixeira Soares eInácio Marins – cujos índices giram em torno de 11 hab. /km2).Quadro 2. Densidade Demográfica nos Municípios do Território Centro-Sul População Total Densidade Demográfica MUNICÍPIOS Área (Km2) 2000 2010 2000 2010Fernandes Pinheiro 407 6.368 5.932 15,6 14,6Guamiranga 260 7.134 7.900 27,4 30,4Imbituva 757 24.496 28.455 32,4 37,6Inácio Martins 937 10.963 10.943 11,7 11,7Ipiranga 927 13.308 14.153 14,4 15,3Irati 1.000 52.352 56.288 52,4 56,3Ivaí 608 11.899 12.806 19,6 21,1Mallet 723 12.602 12.973 17,4 17,9Prudentópolis 2.308 46.346 48.793 20,1 21,1Rebouças 482 13.663 14.176 28,3 29,4Rio Azul 630 13.023 14.093 20,7 22,4Teixeira Soares 903 8.192 10.277 09,1 11,4Território Centro-Sul 9.942 220.346 236.789 22,2 23,8Fonte: IBGE. Censo Demográfico.1.3.2. Distribuição da população rural e urbanaConforme os critérios de classificação da população urbana e rural utilizados pelo IBGE,a população rural do Território Centro-Sul representa 44,9% do total, bem superior aos14,7%, correspondente à população paranaense. Cabe registrar que em todos osmunicípios do Território houve uma queda na participação relativa da população ruralem relação à população total, passando de 50,4%, em 2000, para 44,9%, em 2010. Issosignifica uma redução de -4,2% da população rural do território. Porém, na comparaçãocom a evolução da população rural do Paraná, que sofreu uma diminuição de -13,7%,nesse período, é interessante ressaltar que essa redução não foi tão significativa.
  12. 12. 8Tabela 1. Participação da População Rural e Urbana nos Municípios do TerritórioCentro-Sul RURAL URBANA MUNICÍPIOS 2000 2010 Var 2000 2010 Var Nº % Nº % (%) Nº % Nº % (%)Fernandes Pinheiro 4.403 69,1 3.838 64,7 (12,8) 1.965 30,9 2.094 35,3 6,6Guamiranga 5.506 77,2 5.664 71,7 2,9 1.628 22,8 2.236 28,3 37,3Imbituva 9.715 39,7 10.567 37,1 8,8 14.781 60,3 17.888 62,9 21,0Inácio Martins 6.885 62,8 4.655 42,5 (32,4) 4.078 37,2 6.288 57,5 54,2Ipiranga 9.312 70,0 9.261 65,4 (0,5) 3.996 30,0 4.892 34,6 22,4Irati 13.046 24,9 11.284 20,0 (13,5) 39.306 75,1 45.004 80,0 14,5Ivaí 8.191 68,8 8.183 63,9 (0,1) 3.708 31,2 4.623 36,1 24,7Mallet 5.740 45,5 5.403 41,6 (5,9) 6.862 54,5 7.570 58,4 10,3Prudentópolis 28.070 60,6 26.335 54,0 (6,2) 18.276 39,4 22.458 46,0 22,9Rebouças 7.093 51,9 6.671 47,1 (5,9) 6.570 48,1 7.505 52,9 14,2Rio Azul 8.689 66,7 9.081 64,4 4,5 4.334 33,3 5.012 35,6 15,6Teixeira Soares 4.407 53,8 5.484 53,4 24,4 3.785 46,2 4.793 46,6 26,6Total Centro-Sul 111.057 50,4 106.426 44,9 (4,2) 109.289 49,6 130.363 55,1 19,3Estado do Paraná 1.777.374 18,6 1.533.159 14,7 (13,7) 7.786.084 81,4 8.906.442 85,3 14,4Fonte: IBGE. Censo Demográfico.Entretanto, analisando-se o comportamento da dinâmica populacional rural, observa-seuma diversidade de tendências internas: (i) quatro municípios apresentaram umcrescimento populacional nas áreas rurais, com destaque para Teixeira Soares queelevou em 24,4%; (ii) seis municípios tiveram redução da população rural, sendo maisexpressivas as quedas em Fernandes Pinheiro, Irati e Inácio Martins, representando,respectivamente, uma diminuição de -12,8%, -13,5% e -32,4%; (iii) restam ainda doismunicípios em que a população das áreas rurais permaneceu praticamente estagnada,já que a variação percentual foi de até -0,5%. Na comparação com os dados estaduais,somente Inácio Martins teve perda de população rural superior à média estadual (-32.4% contra -13,7%, no Paraná).Apenas quatro municípios apresentam percentuais de população rural menores que ataxa média do território (Irati, Imbituva, Mallet e Inácio Martins), sendo Irati aquele quepossui o menor percentual de população rural (20%). Os demais municípios possuemtaxas bem superiores à média territorial, destacando-se, em especial, as elevadas taxasde população rural de Guamiranga, Ipiranga, Fernandes Pinheiro, Rio Azul e Ivaí –todos com mais de 60% da população rural. Esses dados revelam a forte predominânciadas populações rurais na dinâmica populacional do território, caracterizando-otipicamente como uma região de bases rurais.Por sua vez, a população urbana de todos os municípios do Território Centro-Sulequivalia, em 2010, a 55,1% da população total do Território, contra 49,6%, em 2000.Cinco municípios possuíam mais da metade da população total nas áreas urbanas. Apopulação pertencente aos núcleos urbanos do Território apresentou taxas positivas decrescimento demográfico. No geral, esse aumento foi de 19,3%, enquanto que o da
  13. 13. 9população urbana de todo o Paraná foi de 14,4%. Do total, sete municípios tiveram umcrescimento da população urbana superior à média territorial e os outros cincosituaram-se abaixo dessa média. As variações específicas oscilaram entre 6,5%, nomunicípio de Fernandes Pinheiro, e 54,2%, em Inácio Martins.Portanto, confrontando-se os dados relativos à evolução demográfica do Centro-Sulcom a evolução geral do Paraná, faz-se necessário destacar uma característicaimportante da região: ainda que a população total do Território tenha crescido a taxasmenores que o total da população paranaense (7,5% contra 9,2%), a população rural nãoreduziu relativamente na mesma proporção do estado (44,9% contra 14,7%) e apopulação urbana apresentou uma elevação superior àquela verificada no estado(19,3% contra 14,4%).Essa informação demonstra que os municípios do Território não sofreram com a mesmaintensidade os impactos sócio-econômicos provocados pela modernização agrícola.Ainda que se perceba a presença atual desses sinais, pode-se notar que, pelo menos atéo momento, se trata de uma realidade bem distinta de outras regiões do estado em quea população rural sofreu uma brutal redução, levando a um processo dedesestruturação da vida comunitária rural.Analisando-se esses dados demográficos a partir de outra perspectiva, essesindicadores podem ser classificados em três padrões básicos: • municípios com crescimento populacional acima da média territorial; • municípios com crescimento populacional até a média territorial; • municípios com redução populacional (crescimento negativo).Partindo-se desses critérios classificatórios, percebe-se que seis municípios(Guamiranga, Imbituva, Irati, Ivaí, Rio Azul e Teixeira Soares) podem ser consideradoscomo localidades de maior atratividade da população local, pois obtiveram taxas decrescimento populacional superiores a 7,5% (média territorial). Deve-se ressaltar queesse crescimento não ocorreu apenas na população urbana, mas incidiu também sobreas populações rurais de, pelo menos, quatro municípios (Teixeira Soares, Imbituva, RioAzul e Guamiranga).No pólo oposto, observa-se que somente dois municípios tiveram redução de suapopulação total (Fernandes Pinheiro e Inácio Martins – sendo que nesse últimomunicípio a queda foi inexpressiva, ou seja, -0,2%).Por fim, o terceiro grupo de municípios é composto por aquelas localidades que, apesarde terem tido índices positivos, situaram-se abaixo do índice médio do Território (7,5%).Nesse caso, verifica-se que quatro municípios encontram-se nessa situação (Ipiranga,Mallet, Prudentópolis e Rebouças). Em todos esses municípios, as populações ruraisdiminuíram em termos absolutos, enquanto que as populações urbanas tiveram umcrescimento absoluto e relativo.
  14. 14. 101.3.4. Nova conceituação de ruralDe acordo com novos critérios metodológicos que buscam alargar o conceito deruralidade, é possível afirmar que a população dos doze municípios do TerritórioCentro-Sul enquadar-se-ia nos termos de população de municípios rurais. À exceção deIrati, que possui 56,3 mil habitantes, todos os demais municípios possuem umapopulação total inferior a 50.000 habitantes e uma densidade demográfica inferior a 80hab./km2. Nesse sentido, conforme essa abordagem emergente, a população doTerritório é caracteristicamente rural, mantendo profundos laços de dependência comas atividades desenvolvidas no meio rural, na media em que influencia e, ao mesmotempo, é influenciada diretamente pela dinâmica dessas atividades. Assim, tanto nomeio rural, propriamente dito, quanto nas cidades desses municípios, o núcleo vitaldesse processo gira em torno das atividades sócio-econômicas realizadas nos espaçosrurais. Há uma forte centralidade das atividades comerciais e de serviços, bem como devários segmentos industriais para atender especificamente às demandas rurais.1.3.5. Distribuição populacional por sexoA distribuição da população masculina e feminina no Território Centro-Sul apresentauma tendência diferente da média estadual: enquanto no Paraná a maioria dapopulação é feminina (50,9%), no Centro-Sul observa-se uma inversão nessadistribuição, na medida em que existiam, em 2010, 50,8% homens e 49,2% mulheres.No caso da população urbana, nota-se que houve nesse período uma inversãosignificativa: em 2000, a população feminina nas áreas urbanas era superior à populaçãomasculina, representando 50,7%; em 2010, esse percentual passou para 50,8%. Por suavez, em relação à dinâmica da população rural, verifica-se a continuidade da tendênciade masculinização das áreas rurais, na medida em que a população masculina ruralavança de 52,9%, em 2000, para 55,1%, em 2010, acentuando ainda mais odistanciamento entre os percentuais de homens e mulheres nas áreas rurais (55,1%contra 44,9%, respectivamente).Analisando-se os dados municipais, apenas Irati possui uma distribuição por sexopróxima aos dados válidos para o Paraná, sendo 50,7% da população feminina. Emtodos os demais municípios do Território prevalece a população masculina, comdestaque para Ivaí e Rio Azul (cada um com 52,1%), podendo indicar que a tendênciade masculinização da população desses municípios se alarga também para as áreasurbanas. Esse tipo de comportamento talvez possa ser explicado pela migração que levaum grande número de mulheres a buscar alternativas nas cidades de médio porte.A distribuição masculina e feminina, de acordo com a situação de domicílio (urbana erural), apresenta diferentes dinâmicas populacionais. De um modo geral, as taxas decrescimento das populações masculina e feminina que residem nas áreas urbanas doterritório Centro-Sul registram tendências positivas em todos os municípios. E, alémdisso, cabe ressaltar que as médias de crescimento dessas populações foram superioresàs médias estaduais: a população masculina urbana do território cresceu 18,7% e afeminina, 19,8%.
  15. 15. 11Tabela 2. População Rural e Urbana Segundo o Sexo, nos Municípios do Território Centro-Sul 2000 2010 MUNICÍPIOS População População urbana População rural População Urbana Rural Total Masculina Feminina Total Masculina Feminina Total Masculina Feminina Total Masculina Feminina Total TotalFernandes Pinheiro 6.368 3.306 3.062 1.965 1.014 951 4.403 2.292 2.111 5.932 3.039 2.893 2.094 3.838Guamiranga 7.134 3.700 3.434 1.628 847 781 5.506 2.853 2.653 7.900 4.009 3.891 2.236 5.664Imbituva 24.496 12.547 11.949 14.781 7.518 7.263 9.715 5.029 4.686 28.455 14.391 14.064 17.888 10.567Inácio Martins 10.963 5.658 5.305 4.078 2.037 2.041 6.885 3.621 3.264 10.943 5.604 5.339 6.288 4.655Ipiranga 13.308 6.906 6.402 3.996 1.947 2.049 9.312 4.959 4.353 14.153 7.330 6.823 4.892 9.261Irati 52.352 25.972 26.380 39.306 19.124 20.182 13.046 6.848 6.198 56.288 27.761 28.527 45.004 11.284Ivaí 11.899 6.194 5.705 3.708 1.851 1.857 8.191 4.343 3.848 12.806 6.672 6.134 4.623 8.183Mallet 12.602 6.532 6.070 6.862 3.403 3.459 5.740 3.129 2.611 12.973 6.721 6.252 7.570 5.403Prudentópolis 46.346 23.748 22.598 18.276 8.847 9.429 28.070 14.901 13.169 48.793 24.893 23.900 22.458 26.335Rebouças 13.663 7.002 6.661 6.570 3.235 3.335 7.093 3.767 3.326 14.176 7.201 6.975 7.505 6.671Rio Azul 13.023 6.822 6.201 4.334 2.136 2.198 8.689 4.686 4.003 14.093 7.340 6.753 5.012 9.081Teixeira Soares 8.192 4.191 4.001 3.785 1.902 1.883 4.407 2.289 2.118 10.277 5.327 4.950 4.793 5.484Território Centro-Sul 220.346 112.578 107.768 109.289 53.861 55.428 111.057 58.717 52.340 236.789 120.288 116.501 130.363 106.426Fonte: IBGE. Censo Demográfico.
  16. 16. 12Quadro 3. Participação Percentual da População Rural e Urbana, nos Municípios doTerritório Centro-Sul 2000 2010 MUNICÍPIOS Urbano Rural Urbano RuralFernandes Pinheiro 30,9 69,1 35,3 64,7Guamiranga 22,8 77,2 28,3 71,7Imbituva 60,3 39,7 62,9 37,1Inácio Martins 37,2 62,8 57,5 42,5Ipiranga 30,0 70,0 34,6 65,4Irati 75,1 24,9 79,9 20,1Ivaí 31,2 68,8 36,1 63,9Mallet 54,5 45,5 58,4 41,6Prudentópolis 39,4 60,6 46,0 54,0Rebouças 48,1 51,9 52,9 47,1Rio Azul 33,3 66,7 35,6 64,4Teixeira Soares 46,2 53,8 46,6 53,4Território Centro - Sul 49,6 50,4 55,0 45,0Estado do Paraná 81,4 18,6 85,3 14,7Fonte: IBGE. Censo Demográfico.Entretanto, observa-se uma tendência contrária na população rural: os índices decrescimento tanto da população masculina quanto da feminina apresentam variaçõesnegativas, entre 2000 e 2010. Na média territorial, a população masculina cai em -4,1% ea feminina em -4,2%. Ainda que negativas, é importante destacar que essas taxas nãosão tão baixas quanto às médias estaduais (13,9% e 13,7%, respectivamente). Aspopulações masculina e feminina das áreas rurais apresentam, contudo, movimentosdistintos, pois em quatro municípios (Teixeira Soares, Imbituva, Rio Azul eGuamiranga) há uma variação positiva em ambos os sexos. Por sua vez, em setemunicípios nota-se uma redução, em graus variados de intensidade, das populaçõesmasculina e feminina que vivem nas áreas rurais: os municípios que tiveram as maioresquedas percentuais em ambos os sexos foram Inácio Martins, Irati e Fernandes Pinheiro.1.3.6. Distribuição da população por faixas etáriasAnalisando-se os dados demográficos, de acordo com faixas etárias, é possível perceberas diferentes dinâmicas (crescimento e diminuição em ritmos diferenciados) dos gruposetários do Território Centro Sul. Em primeiro lugar, destaca-se que, no período 2000-10,houve uma redução tanto na faixa etária até 7 anos (-10,7%) quanto na faixa de 8 a 15anos de idade (-0,9%), em relação aos dados populacionais do Território. Essa mesmatendência de redução verifica-se também nos dados totais do Paraná, ou seja, oTerritório Centro-Sul reflete uma perspectiva estadual. As demais faixas etárias daspopulações residentes nos municípios do Território evidenciam um movimento decrescimento, variando de 5,3% (entre 16 e 29 anos) a 55,1% (acima de 64 anos). Esseúltimo ponto desvela o forte crescimento da população idosa (o índice de elevação dafaixa acima de 64 anos, no Paraná, foi de 73%, bem superior à variação do Território).
  17. 17. 13Quadro 4. Distribuição da População Rural e Urbana por estratos de idade, entre 2000e 2010 no Território Centro-Sul e no Estado do Paraná 2000 2010 Variação % (2010/2000) EstratosLocalidade Situação do domicílio Situação do domicílio Situação do domicílio de Idade Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total Urbana Rural 0-7 1.272.338 1.018.782 253.556 1.164.365 989.454 174.911 (8,5) (2,9) (31,0) 8 - 15 1.485.813 1.176.945 308.868 1.423.012 1.189.298 233.714 (4,2) 1,0 (24,3) 16 - 29 2.433.768 2.008.648 425.120 2.514.318 2.184.511 329.807 3,3 8,8 (22,4) Paraná 30 - 44 2.131.216 1.760.322 370.894 2.390.395 2.060.097 330.298 12,2 17,0 (10,9) 45 - 64 1.530.333 1.235.048 295.285 2.163.608 1.823.944 339.664 41,4 47,7 15,0 >64 455.961 372.681 83.280 788.828 665.388 123.440 73,0 78,5 48,2 0-7 32.094 16.055 16.039 28.661 16.282 12.379 (10,7) 1,4 (22,8) 8 - 15 35.916 16.901 19.015 35.577 19.259 16.318 (0,9) 14,0 (14,2)Território 16 - 29 52.891 27.170 25.721 55.686 31.993 23.693 5,3 17,8 (7,9)Centro-Sul 30 - 44 46.104 23.539 22.565 52.223 29.027 23.196 13,3 23,3 2,8 45 - 64 34.459 16.333 18.126 46.991 24.681 22.310 36,4 51,1 23,1 >64 11.337 5.448 5.889 17.581 9.060 8.521 55,1 66,3 44,7Fonte: IBGE. Censo Demográfico.Os dados relativos à dinâmica específica das populações rurais mostram que nas áreasrurais do Território Centro-Sul há uma diminuição nas faixas etárias até 29 anos,variando de -22,8% (de 0 a 7 anos) até -7,9%, entre 16 e 29 anos. Essas variaçõesnegativas refletem a redução da taxa de natalidade nas áreas rurais e, possivelmentetambém, a migração “prematura” de crianças e adolescentes para as cidades (de 8 a 15anos), corroborando para a elevação de 14%. Os municípios do Centro-Sulapresentaram, todavia, variações percentuais menores que os dados totais da populaçãoparanaense, nessas mesmas faixas etárias, que oscilaram respectivamente entre -31% a22,4%.As populações rurais na faixa etárias de 30 a 44 anos do Território tiveram um pequenoaumento (2,8%), apresentando uma tendência contrária ao movimento dessa faixa noestado, que observou uma redução de -10,9%, no período.As faixas etárias das populações rurais de 45 a 64 anos e acima de 64 anos apontam parauma tendência de crescimento (23,1% e 44,7%, respectivamente) Nos dois casos, segue-se o padrão demográfico paranaense para essas mesmas faixas etárias. Por outro lado,no que diz respeito às populações urbanas, verifica-se uma variação percentual positivaem todas as faixas. Essa variação se eleva na medida em que aumentam as idades, ouseja, a menor é de 1,4%, na faixa até 7 anos, e a maior ocorre na faixa acima de 64 anos,com 66,3%.É importante também verificar as diferenciações dessas dinâmicas populacionaisterritoriais nos diversos municípios que compõem o Território Centro-Sul, de modo quese perceba a diversidade dos movimentos demográficos, pois em meio às tendênciasgerais existem variações específicas que mostram lógicas bem distintas. Nesse sentido,analisando-se como cada faixa etária da população rural se movimenta nos municípios,destacam-se as seguintes observações:
  18. 18. 14 a. faixa etária até 7 anos: o município de Inácio Martins apresentou uma redução de -49,1% (mais do que o dobro da média territorial), enquanto o de Teixeira Soares teve o menor índice (-4,6%); b. faixa etária de 8 a 15 anos: dois municípios (Teixeira Soares e Imbituva) caminham no sentido inverso do Território, uma vez que tiveram crescimento positivo no período (12,3 e 10,7%, respectivamente). O município de Irati foi o que apresentou a maior redução populacional nessa faixa (-33,2%); c. faixa etária de 16 a 29 anos: nesse caso, a tendência territorial foi de uma redução de -7,9%, entre 2000 e 2010. Inácio Martins e Irati tiveram variações negativas bem mais acentuadas (-33,8% e -21,3%, respectivamente). No entanto, em seis municípios ocorreu a tendência contrária, havendo uma elevação nessa faixa da população rural. No caso de Teixeira Soares e Ivaí, os jovens nessa faixa etária cresceram 28,5% e 23,2%, respectivamente); d. faixa etária de 30 a 44 anos: em cinco municípios nota-se taxas de crescimento positiva com destaque para Ivaí e Teixeira Soares (ambos com aumento de 26,5%). Porém, cinco outros municípios tiveram índices negativos na evolução demográfica dessa faixa etária. Nesse caso, o município de Inácio Martins foi o que apresentou a menor variação (-22,3%); e. faixa etária de 45 a 64 anos: apenas em Inácio Martins observa-se uma queda de - 138% na população rural nessa faixa etária. Em todos os demais municípios segue-se a tendência geral de variação positiva, com destaque para Teixeira Soares e Guamiranga que cresceram, respectivamente, 60,5% e 46,9%; f. faixa etária acima de 64 anos: em todos os municípios observa-se uma tendência de elevação da população rural desse grupo etário, variando somente sua intensidade: nos casos mais acentuados tem-se Teixeira Soares (99%) e Rebouças (73,2%) e nos menos intensos, destaca-se Fernandes Pinheiro, com 22%.O Índice de Idosos mede a relação entre o número de pessoas idosas (65 e mais) e onumero de pessoas nos grupos etários mais jovens (menores de 15 anos de idade). Deacordo com esse indicador, a população idosa do Território Centro-Sul sofreu umavariação positiva 51,6%, entre 2000 e 2010. Essa relação, em 2000, correspondia a 18,7%,enquanto que, em 2010, passou a representar 28,4%, denotando um forte crescimentorelativo da população idosa face às faixas etárias mais jovens. Os municípios deFernandes Pinheiro, Guamiranga e Inácio Martins apresentam os índices mais altos doTerritório (66,6%, 61,9% e 59,9%, respectivamente), colocando um forte demanda deserviços relacionados ao cuidado para essa faixa mais idosa da população.
  19. 19. 15Quadro 5. Índice de Idosos nos Municípios do Território Centro-Sul MUNICÍPIOS 2000 2007 2010 Var.(%) 2010/2000Fernandes Pinheiro 15,4 22,5 24,5 59,3Guamiranga 17,0 21,7 27,6 61,9Imbituva 16,2 18,3 23,0 42,1Inácio Martins 12,7 15,8 20,3 59,9Ipiranga 15,9 20,1 23,8 49,6Irati 22,2 29,7 35,1 57,9Ivaí 19,1 22,5 27,2 42,7Mallet 28,0 32,9 39,5 41,1Prudentópolis 20,2 26,4 31,9 58,2Rebouças 21,1 25,7 31,8 51,2Rio Azul 21,7 25,7 30,5 40,7Teixeira Soares 15,6 21,3 25,9 66,6Território Centro-Sul (média) 18,7 23,6 28,4 51,6 Estado do Paraná 19,7 27,3 33,0 67,6FONTE: IBGE/IPARDES.*Mede a relação entre o número de pessoas idosas (65 anos e mais) e o número de pessoas nos grupos etários maisjovens (menores de 15 anos de idade).1.4. Aspectos sociais1.4.1. EducaçãoNúmero de estabelecimentos de ensinoSegundo informações fornecidas pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná(SSED), o número de estabelecimentos de ensino (ligados tanto ao poder públicofederal, estadual e municipal quanto à iniciativa privada) existentes no TerritórioCentro-Sul, sofreu uma queda de -33,6%, entre 2000 e 2009. À exceção de Rebouças, quemanteve o mesmo número de estabelecimentos educacionais no período (20), todos osdemais municípios do Território apresentaram uma redução dessas estruturas deensino. Aqueles mais prejudicados foram Mallet e Ipiranga, que tiveram seusestabelecimentos diminuídos em mais da metade: -60,6% e -57,5%, respectivamente.
  20. 20. 16Quadro 6. Número de Estabelecimentos de Ensino nos Municípios do TerritórioCentro-Sul Var.(%) MUNICÍPIOS 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2009/2000Fernandes Pinheiro 12 13 13 13 13 10 9 9 10 9 (25,0)Guamiranga 12 9 6 6 7 7 7 8 8 8 (33,3)Imbituva 43 39 37 37 37 37 38 39 37 38 (11,6)Inácio Martins 37 35 27 27 28 27 25 21 21 21 (43,2)Ipiranga 40 33 25 16 16 17 18 17 17 17 (57,5)Irati 91 86 78 75 77 71 71 68 67 66 (27,5)Ivaí 25 26 26 24 24 22 19 14 13 13 (48,0)Mallet 33 30 23 24 25 23 16 14 14 13 (60,6)Prudentópolis 135 134 131 123 115 110 105 94 94 92 (31,9)Rebouças 20 26 26 24 22 23 22 20 20 20 -Rio Azul 44 44 43 42 38 38 38 36 35 28 (36,4)Teixeira Soares 23 22 21 18 19 19 19 19 20 17 (26,1)Território Centro-Sul 515 497 456 429 421 404 387 359 356 342 (33,6)Estado do Paraná 9.882 9.769 9.424 9.334 9.349 9.295 9.292 9.029 9.103 9.106 (7,9)FONTE: Secretaria de Estado da Educação – SEED.Na comparação com os dados estaduais, observa-se que essa queda de -33,6% é bemsuperior à redução ocorrida no estado, que foi de -7,9%, revelando que no território umprocesso ainda mais acelerado de precarização no atendimento escolar.Número de alunos matriculados no ensino regularA variável referente ao número de alunos matriculados e que efetivamente frequentamos diferentes níveis do ensino regular (pré-escola, ensino fundamental, ensino médio eensino superior) nas áreas rurais e urbanas dos municípios pertencentes ao TerritórioCentro-Sul permite identificar importantes aspectos da área educacional. Entre 2004 e2009, segundo dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná, onúmero de alunos matriculados nos níveis do ensino regular apresentou uma pequenaredução de -0,4%. Essa taxa é praticamente semelhante à do Paraná que registrou umdecréscimo de -0,6%, nesse período.Quadro 7. Número de Alunos Matriculados e Efetivamente Frequentando o EnsinoRegular no Território Centro-Sul e no Estado do Paraná Território Centro-Sul Paraná Ensino 2004 2009 Var. (%) 09/04 2004 2009 Var. (%) 09/04 Pré-Escola 4.286 2.275 (46,92) 248.356 181.554 (26,90) Fundamental 40.347 40.929 1,44 1.683.914 1.677.128 (0,40) Médio 8.951 9.921 10,84 467.730 474.114 1,36 Superior 2.077 2.165 4,24 292.018 324.937 11,27 Matrículas Total 55.986 55.786 (0,36) 2.531.058 2.514.947 (0,64)FONTE: Secretaria de Estado da Educação – SEED.
  21. 21. 17Essa taxa negativa no Território Centro-Sul foi provocada pela redução significativa donúmero de alunos da pré-escola que tiveram uma perda de -46,9%, bem acima da médiaparanaense que alcançou -26,9%. Muito provavelmente, essa queda verificada nessesanos terá conseqüências nas estatísticas futuras, na medida em que prejudica o acessode um expressivo percentual de crianças com menos de sete anos ao ensino pré-escolar,etapa necessária para a formação das bases do aprendizado e da socialização infantil emgrupos. A taxa de crescimento do ensino fundamental no Território foi insignificante(1,4%) e a do ensino médio avançou 10,8% - percentual acima do índice paranaense(1,4%). Por sua vez, o ensino superior revelou um aumento de apenas 4,2%. Nesse caso,o índice de matrículas do estado foi maior, alcançando 11,3%.Quadro 8. Número de Alunos Matriculados e Efetivamente Frequentando o EnsinoRegular nos Municípios do Território Centro-Sul Ensino Pré- Ensino Educação MUNICÍPIOS Ano Fundamental Regular Escola Médio Superior 2004 1.659 169 1.242 213Fernandes Pinheiro 2009 1.649 111 1.270 241 - 2004 2.147 225 1.529 382Guamiranga 2009 2.069 97 1.470 431 - 2004 6.009 578 4.463 899Imbituva 2009 6.923 374 5.405 1.011 - 2004 3.067 130 2.476 403Inácio Martins 2009 3.089 261 2.404 344 - 2004 3.249 200 2.451 386Ipiranga 2009 3.515 204 2.780 431 - 2004 13.240 1.128 8.733 2.275 1.717Irati 2009 13.195 291 8.850 2.742 1.893 2004 3.107 248 2.318 523Ivaí 2009 3.191 145 2.459 587 - 2004 3.029 194 2.242 529Mallet 2009 2.995 126 2.124 590 - 2004 11.491 663 8.330 1966 360Prudentópolis 2009 11.660 480 8.585 2142 272 2004 3.611 267 2.533 654Rebouças 2009 3.561 32 2.575 745 - 2004 3.173 230 2.359 522Rio Azul 2009 3.222 146 2.458 548 - 2004 2.204 254 1.671 199Teixeira Soares 2009 2.366 119 1.819 350 - 2004 55.986 4286 40.347 8951 2.077Território Centro-Sul 2009 57.435 2386 42.199 10162 2.165 2004 2.531.058 248356 1.683.914 467730 292.018Estado do Paraná 2009 2.514.947 181554 1.677.128 474114 324.937FONTE: Secretaria de Estado da Educação – SEED.
  22. 22. 18Na comparação dos dados municipais, nota-se que em Imbituva ocorreu a maior taxade expansão dos alunos matriculados e efetivamente freqüentando as aulas doTerritório: o total desses alunos era de 6.009, em 2004, e passou para 6.923, em 2009,representando uma elevação de 15%. Esse crescimento em Imbituva foi muitoacentuado no ensino fundamental, pois aumentou a frequência de quase mil criançasnesse nível de escolaridade. Em relação à pré-escola, que teve uma forte redução donúmero de alunos matriculados, cabe destacar os trabalhos desenvolvidos nessesegmento pelos municípios de Ipiranga e, particularmente, de Inácio Martins, quedobrou esse número. Por outro lado, esse mesmo município foi um dos três queapresentou diminuição no número de alunos ligados ao ensino fundamental e o únicoque sofreu uma queda também no ensino médio. Por fim, no que se refere ao ensinosuperior, somente dois municípios (Irati e Prudentópolis) possuem estabelecimentosuniversitários que totalizam quase 2.200 alunos matriculados, tendo sido registrado emPrudentópolis uma diminuição no número de alunos matriculados e efetivamentefreqüentando esse nível de ensino (de 360 para 272).AnalfabetismoA taxa de analfabetismo das pessoas com 10 anos ou mais de idade, de acordo com osdados dos Censos Demográficos do IBGE, de 2000 e 2010, teve uma redução de -0,5%.Ou seja, o percentual de pessoas analfabetas nessa faixa de idade que representava, em2000, 6,9%, passou a corresponder a 5,8%, em 2010. No entanto, esse ritmo de reduçãofoi bem mais baixo do que o do estado do Paraná (-17,6%). De acordo com essasinformações do IBGE, os municípios que apresentam os maiores índices deanalfabetismo são os de Inácio Martins (9,6%), Fernandes Pinheiro (8,8%) e Ivaí (7,9%).Por outro lado, Mallet, Rio Azul e Irati apresentam os menores indicadores deanalfabetismo do Território (3%, 3,9% e 4,2%, respectivamente). Esses três municípiosobtiveram também nesse período os maiores percentuais de diminuição deanalfabetismo nessa faixa etária.
  23. 23. 19Quadro 9. População de 10 anos ou mais de idade, Percentual de Analfabetos eVariação (%) de 2000 a 2010, nos Municípios do Território Centro-Sul MUNICÍPIOS 2000 2010 Var. (%) 2010/2000Fernandes Pinheiro 9,5 8,8 -5,6Guamiranga 7,0 6,6 14,1Imbituva 5,8 5,3 10,6Inácio Martins 11,7 9,6 -11,3Ipiranga 7,6 6,9 3,6Irati 5,9 4,2 -19,2Ivaí 9,1 7,5 -7,0Mallet 5,0 3,0 -34,6Prudentópolis 7,2 7,2 10,6Rebouças 6,9 6,1 -1,9Rio Azul 5,5 3,9 -17,6Teixeira Soares 6,6 5,0 2,6Território 6,9 5,8 -0,5Paraná 8,1 5,8 -17,6Fonte: IBGE. Censo Demográfico.1.4.2. Saúde - Mortalidade infantilA taxa de mortalidade infantil considera o número de óbitos ocorridos entre criançascom menos de um ano de idade, por mil nascidos vivos. De acordo com os dados doDATASUS, entre 2002 e 2010, esse número variou de 23,3, em 2002, para 20, em 2010,sendo que em 2009 havia sido registrada uma taxa de 14,6, no Território. Trata-se de umindicador que vem tendo uma redução em todo o Paraná: essa variação no estado foi de16,7 para 11,4. Nesse sentido, percebe-se a necessidade dos municípios do Territóriobuscar se aproximar das taxas alcançadas pela média paranaense, tal como se observouentre 2008 e 2009. Enquanto Prudentópolis apresentou a menor taxa de mortalidade daregião (10,5), Teixeira Soares, Rio Azul e Ipiranga demonstraram índices bem acima damédia territorial (33,7, 27,8 e 27,5, respectivamente).
  24. 24. 20Quadro 10. Taxa de Mortalidade Infantil nos Municípios do Território Centro-Sul MUNICÍPIOS 2002 2003 2005 2007 2009 2010Fernandes Pinheiro 28,8 66,7 10,4 22,7 11,6 16,1Guamiranga 25,0 11,4 23,4 - 20,0 15,6Imbituva 12,2 13,6 7,6 13,9 20,8 17,9Inácio Martins 25,8 45,3 28,6 17,4 16,0 15,8Ipiranga 30,9 49,4 44,1 21,4 20,0 27,5Irati 21,1 16,3 18,7 10,6 16,5 17,2Ivaí 48,0 14,4 15,3 24,2 14,1 14,2Mallet 26,6 20,0 18,1 45,8 7,4 7,2Prudentópolis 22,1 15,9 12,5 20,0 15,8 10,5Rebouças 12,0 17,2 12,9 13,8 14,1 18,0Rio Azul 13,8 12,6 26,0 - 19,1 27,8Teixeira Soares 13,1 11,7 11,5 - - 33,7Território Centro-Sul 23,3 24,5 19,1 21,1 14,6 20,0Estado do Paraná 16,7 16,5 14,4 13,2 12,5 11,4Fonte: DATASUS.1.4.3. Saneamento básicoAs unidades atendidas pela rede de abastecimento de água aumentaram 45,3%, entre2000 e 2010, segundo informações disponibilizadas pela Sanepar. Municípios comoFernandes Pinheiro e Guamiranga tiveram uma elevação superior a 100%, enquantoque Teixeira Soares apresentou a menor taxa de crescimento (25,5%). Por sua vez, a redede atendimento de esgoto se expandiu 131,7%, nesse mesmo período, beneficiando umtotal de 30.005 unidades. Esse aumento foi superior à variação estadual (86,6%).Quadro 11. Número de Unidades Atendidas pelo Sistema de Abastecimento de Águanos Municípios do Território Centro-Sul Var.(%) MUNICÍPIOS 2000 2003 2004 2007 2009 2010 2010/2000Fernandes Pinheiro 420 454 476 554 627 842 100,5Guamiranga 413 485 516 638 680 895 116,7Imbituva 4.818 5.326 5.574 6.356 6.767 6.627 37,5Inácio Martins 1.330 1.563 1.639 1.903 2.048 2.099 57,8Ipiranga 1.244 1.439 1.478 1.733 1.821 1.903 53,0Irati 11.292 12.709 13.012 14.263 15.184 15.874 40,6Ivaí 1.236 1.414 1.597 1.751 1.928 2.059 66,6Mallet 2.048 2.272 2.346 2.627 2.777 2.900 41,6Prudentópolis 5.595 6.272 6.510 7.393 8.021 8.387 49,9Rebouças 1.980 2.200 2.289 2.584 2.709 2.813 42,1Rio Azul 1.241 1.425 1.481 1.644 1.741 1.819 46,6Teixeira Soares 1.335 1.489 1.559 1.721 1.850 1.675 25,5Território Centro-Sul 32.952 37.048 38.477 43.167 46.153 47.893 45,3Estado do Paraná 2.347.877 2.513.033 2.583.377 2.810.634 2.983.387 3.084.769 31,4Fonte: SANEPAR.
  25. 25. 21Em 2000, quatro municípios não possuíam nenhuma unidade atendida pela rede deesgoto. Em 2010, Inácio Martins e Teixeira Soares já haviam instalado no total 488unidades, enquanto que Fernandes Pinheiro e Guamiranga ainda não fizeram nenhumtipo de investimento público nessa área. Dentre os municípios que ampliaram sua redede atendimento de esgoto, destacam-se Imbituva e Mallet que aumentaram,respectivamente, em 413,7% e 335,%, o número de unidades atendidas por esse serviço.Quadro 12. Número de Unidades Atendidas por Serviços de Esgoto nos Municípiosdo Território Centro-Sul Var.(%) MUNICÍPIOS 2000 2003 2004 2007 2009 2010 2010/2000Imbituva 859 2.433 2.707 3.522 4.078 4.413 413,7Inácio Martins 150 150 171 179 184 22,7*Ipiranga 782 884 892 1.205 1.255 1.278 63,4Irati 6.623 8.183 8.638 10.216 11.999 12.906 94,9Ivaí 506 572 575 1.117 1.148 1.201 137,4Mallet 117 265 333 421 472 510 335,9Prudentópolis 2.439 3.819 3.890 5.011 5.488 5.671 132,5Rebouças 810 1.327 1.384 1.547 1.796 1.931 138,4Rio Azul 811 1.201 1.219 1.392 1.523 1.607 98,2Território Centro-Sul 12947 18834 19788 24602 27938 30005 131,8Estado do Paraná 986.826 1.169.755 1.210.694 1.503.552 1.734.589 1.841.473 86,6Fonte: SANEPAR/SAAE.* A variação percentual de Inácio Martins corresponde ao período entre 2003/2010.Obs.: A Sanepar não disponibilizou os dados para Fernandes Pinheiro, Guamiranga e Teixeira Soares.1.4.4. Energia elétricaEntre 2003 e 2010, o número de consumidores de energia elétrica, em todas as categorias(incluindo os estabelecimentos rurais), cresceu em 29,7%, passando de 58.224 para75.507 consumidores. Nas áreas rurais especificamente houve uma elevação de 35,1%no número de consumidores de energia elétrica, passando de 20.421 para 27.584consumidores. Os municípios que apresentaram as taxas mais altas de expansão daeletrificação rural foram Fernandes Pinheiro (90,2%), Irati (60,8%) e Ivaí (59%). Dentreos municípios que cresceram abaixo do índice territorial, cabe ressaltar o fracodesempenho do processo de ampliação da rede elétrica rural em Imbituva, que teve umacréscimo de apenas 8,8%, e de Inácio Martins e Mallet que tiveram uma elevação deaproximadamente 16,5%.
  26. 26. 221.5. Aspectos econômicos1.5.1. Produto Interno BrutoO Produto Interno Bruto do Território Centro-Sul, referente ao período 2000-2008,segundo os dados do IBGE, teve um crescimento de 289,3%, passando de R$ 791,3milhões para 2.289,4 bilhões. Esse desempenho demonstrou uma capacidade deelevação superior ao índice alcançado pelo estado do Paraná, que foi de 159,3%.Tabela 3. Produto Interno Bruto (PIB) por Setores, nos Municípios do TerritórioCentro-Sul 2008 PIBMUNICÍPIO % % PIB PIB PIB PIB % PIB Per PIB Total PIB PIB Per Agropecuário Serviços Indústria Agrop. Capita Serv. Ind. Capita AgrícolaF. Pinheiro 64.298.731 34.136.661 6.189.143 22.035.976 53,1 9,6 34,3 10.839,3 5.754,7Guamiranga 61.878.395 32.395.514 3.492.375 23.879.848 52,4 5,6 38,6 7.832,7 4.100,7Imbituva 230.747.997 67.328.020 35.993.394 112.645.801 29,2 15,6 48,8 8.109,2 2.366,1Inácio Martins 78.846.380 30.489.203 6.423.280 38.631.477 38,7 8,1 49,0 7.205,2 2.786,2Ipiranga 137.601.502 69.336.828 7.353.556 55.837.708 50,4 5,3 40,6 9.722,4 4.899,1Irati 640.400.119 115.994.316 94.428.158 371.381.880 18,1 14,7 58,0 11.377,2 2.060,7Ivaí 120.122.525 54.803.919 12.189.770 48.357.673 45,6 10,1 40,3 9.380,2 4.279,6Mallet 145.957.704 42.124.131 30.864.228 60.086.482 28,9 21,1 41,2 11.250,9 3.247,1Prudentópolis 406.670.884 135.874.605 30.030.993 217.908.334 33,4 7,4 53,6 8.334,6 2.784,7Rebouças 123.396.951 51.299.948 10.147.430 57.395.298 41,6 8,2 46,5 8.704,6 3.618,8Rio Azul 164.527.411 55.308.244 18.471.995 79.981.171 33,6 11,2 48,6 11.674,4 3.924,5T. Soares 114.941.943 67.201.257 5.309.176 39.156.814 58,5 4,6 34,1 11.184,4 6.539,0Território 2.289.390.542 756.292.646 260.893.498 1.127.298.462 33,0 11,4 49,2 9.668,5 3.194,0Fonte: IBGE. PIB dos Municípios.Seis municípios ficaram abaixo da média territorial e, dentre eles, quatro crescerammenos que a média do estado (Mallet, Imbituva, Fernandes Pinheiro e Teixeira Soares).Dentre os cinco municípios que apresentaram um aumento do PIB acima da taxa decrescimento territorial, os mais significativos foram Rio Azul (275,3%), Prudentópolis(220,7%) e Ivaí e Guamiranga (cerca de 219% cada).A distribuição per capita do PIB revela que esse crescimento no Território Centro-Sul foide 169,2%, entre 2000-08, bem acima do índice paranaense (89,2%). Sete municípiosobtiveram uma variação superior à média territorial, sendo os municípios de Rio Azul,Prudentópolis e Ivaí aqueles que apresentaram as maiores taxas de crescimento(246,8%, 204,6% e 197%, respectivamente). Por outro lado, os demais municípiosficaram abaixo do índice territorial: Imbituva e Teixeira Soares foram os que alcançaramos menores índices (103,9% e 83%, respectivamente).A análise setorial da composição do PIB (agropecuário, serviços e indústria) aponta queo PIB do setor industrial foi o que mais cresceu no período 2000-2008, alcançando umavariação de 740%. O setor agropecuário também apresentou uma taxa positiva (237,9%),
  27. 27. 23enquanto que o setor de serviços teve uma diminuição de -31,4%. Nesse período, houveuma inversão nos percentuais de participação dos setores de serviços e industrial,representando uma modificação significativa na composição do PIB no território. Se, em2000, o PIB do setor de serviços representava 48,1% do total do PIB, em 2008, essepercentual caiu para 11,4%. Já o PIB do setor industrial passou dos 17%, em 2000, para49,2%, em 2008. O setor agropecuário continua ocupando uma posição intermediária,tendo ampliado sua participação no PIB total: correspondia a 28,3%, em 2000, e passoupara 33%, em 2008.No caso do PIB do setor de serviços, os dois únicos municípios que apresentaram taxasde crescimento positiva foram Mallet e Rio Azul. Todos os demais municípios tiveramtaxas negativas, particularmente em Teixeira Soares, Ipiranga e Guamiranga. O PIBindustrial evoluiu positivamente em todos os municípios do Território, sendo maisexpressivo em Ipiranga, Prudentópolis, Teixeira Soares e Rebouças. Em três municípios,no entanto, o crescimento do PIB do setor industrial não conseguiu alcançar a metadeda média territorial, ficando abaixo de 370% (Fernandes Pinheiro, Imbituva e Mallet).Por sua vez, o PIB da agropecuária também registrou uma elevação em todos osmunicípios do Território. As variações percentuais mais significativas ocorreram nosmunicípios de Inácio Martins, Irati e Prudentópolis, enquanto que as menores taxas decrescimento foram observadas em Teixeira Soares e Fernandes Pinheiro. Tomando-se ovalor do PIB per capita do setor agrícola, verifica-se que houve um aumento de 214,5%,entre 2000 e 2008, elevando o PIB agrícola per capita para R$ 3.194,00.1.5.2. Valor Adicionado BrutoOutro indicador macroeconômico que mede os resultados das atividades econômicasdesenvolvidas no Território é o Valor Adicionado Bruto (ou o valor agregado aoprocesso produtivo). Entre 2000 e 2008, conforme as estatísticas do IBGE, o VAB doTerritório Centro-Sul cresceu 190,4%, demonstrando um dinamismo superior à médiaestadual que alcançou 155,3%, nesse período. Analisando-se a dinâmica econômicaglobal dos municípios, percebe-se que seis municípios crescem acima da médiaterritorial, dentre os quais se sobressaíram Rio Azul, com 269,9% e Prudentópolis e Ivaí,222,6% cada. Dentre aqueles que apresentaram taxas de crescimento menores que a doTerritório Centro-Sul despontam Teixeira Soares e Guamiranga com 130,1% e 133,4%,respectivamente.Comparando-se a variação interna de cada um dos setores da economia, constata-se queo maior crescimento foi obtido pela agropecuária (237,9%), enquanto que o setor deserviços aumentou 196,4% e o industrial, 94,4%.Os setores ligados à agropecuária e aos serviços apresentaram taxas de crescimento doVAB mais altas do que as médias relativas ao estado do Paraná que corresponderam,respectivamente a 165,1% e 164,6%. A indústria foi o único setor que teve umdesempenho territorial mais reduzido, se comparado ao do Paraná (132,5%). Apesar daelevação do VAB no setor industrial do Território Centro-Sul, fica evidente que esse
  28. 28. 24segmento não conseguiu aproveitar as oportunidades advindas do crescimentoeconômico verificado no País na última década.Ainda de acordo com esses dados, os municípios do Território que obtiveram asmaiores taxas de aumento no setor agropecuário foram Inácio Martins (397,2%), Irati(319,6%) e Prudentópolis (305,3%). Por outro lado, cinco municípios não alcançaram amédia territorial, destacando-se Teixeira Soares (143,3%) e Fernandes Pinheiro (177,6%).No setor de serviços, os municípios que apresentaram as variações positivas maissignificativas foram Rio Azul (343,4%), Irati (213,1%) e Prudentópolis (207%). Osmunicípios de Teixeira Soares e Fernandes Pinheiro também aqui obtiveram as taxasmais baixas (114,2% e 131,2%, respectivamente). Por fim, no setor industrial, verifica-seum comportamento curioso: oito municípios alcançaram taxa de crescimento individualsuperior à média territorial (94,4%), sendo que Ivaí aumentou 161,5% e Rebouças,155,7%. Porém, os fracos desempenhos obtidos por esse setor em Inácio Martins (-2,4%),Fernandes Pinheiro (26,7%) e Imbituva (47%) puxaram significativamente a médiaterritorial para baixo.Esse quadro permite também a análise da distribuição relativa entre os três setores daeconomia, no período 2000-08, avaliando-se ganhos e perdas de espaço na concorrênciaentre os setores. O setor que apresenta uma evolução mais estável do VAB é o deserviços que passou de 51,5% para 52,6%. Detalhando-se os dados territoriais, nota-seque Fernandes Pinheiro e Teixeira Soares possuem, comparativamente aos demaissetores, uma participação relativa mais baixa, em torno de 35%. Por outro lado, observa-se que nesse período o município de Rio Azul apresentou uma forte expansão,enquanto que em Guamiranga e Ivaí principalmente procedeu-se uma diminuiçãorelativa do setor de serviços.O VAB do setor industrial, por sua vez, segue a tendência de queda também observadanos indicadores do Paraná. No total do estado, a participação relativa desse setor caiude 29,3% para 26,6%. No Território Centro-Sul, essa redução foi mais acentuada,passando de 18,2% para 12,2%, entre 2000 e 2008. Trata-se de um processo generalizado,pois nenhum dos municípios apresentou um movimento de elevação, na comparaçãocom os outros dois setores. Todos tiveram reduções, sendo que em alguns municípiosessa queda foi bastante significativa. O caso mais extremo ocorreu em Inácio Martinsque detinha 24,5%, em 2000, e passou para 8,5% em 2008.Se o setor industrial apresenta uma tendência de redução na sua participação relativana composição do VAB territorial, o setor agropecuário demonstrou nesse período umacapacidade de expansão avançando dos 30,3% que ocupava em 2000 para 35,3% em2008. Essa tendência de crescimento apresenta-se bem mais expressiva que osresultados desse mesmo setor no estado: o VAB da agropecuária do Paranácorrespondia a 9,1%, em 2000, passando, em 2008 para 9,4%. Ou seja, apesar de toda aexpansão desse setor na primeira década do século XXI, no Paraná, isso não se traduziunum crescimento significativo de sua participação relativa do VAB. Cabe ressaltar aindaque, a exceção de Rio Azul que apresentou uma redução (irrisória) de -0,05%, todos osdemais municípios do Território registraram uma elevação relativa, na comparação
  29. 29. 25dom 2000. No setor agropecuário, o VAB cresceu de forma mais expressiva em InácioMartins, pulando de 22,9% para 40,4%, no período. Fernandes Pinheiro e Guamirangatambém demonstraram importantes avanços, passando de, aproximadamente, 46%para 54%, em ambos os casos.Desagregando-se as informações acerca do VAB e procurando identificar as principaiscategorias de atividades econômicas que conformam esse indicador, pode-se buscarmensurar a importância das atividades ligadas à vida rural na composição final doVAB. Ainda que as categorias identificadas não permitam uma distinção precisa, épossível afirmar, somando-se os percentuais dos itens “agricultura, pecuária e serviçosrelacionados” e “produção florestal”, que 56% do VAB deriva apenas desses dois tiposde atividades. Se a esse subtotal forem acrescentados os percentuais relativos àscategorias “fabricação de produtos de madeira”, “fabricação de celulose, papel eprodutos de papel”, “fabricação de produtos alimentícios”, “preparação de couro efabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados”, “fabricação demóveis”, “fabricação de produtos minerais não-metálicos” (argila, por exemplo),“extração de minerais não-metálicos”, esses sub-setores representam 70,7% do VAB doTerritório Centro-Sul.Assim, mesmo não sendo possível mensurar a participação do rural nas atividadesligadas ao comércio e aos serviços nesses municípios, esse percentual (70,7%) jádemonstra o significativo papel desempenhado pelo conjunto das atividadeseconômicas na formação do VAB. E, portanto, a relevância das atividades rurais nadinâmica econômica desses municípios e do Território, como um todo.1.5.3. Valor Adicionado Fiscal por categoriasOutro importante indicador dos processos econômicos em curso no Território Centro-Sul é o Valor Adicionado Fiscal (VAF) que reflete o movimento econômico dasempresas e dos produtores rurais dos municípios, demonstrando seu potencial para ageração de receitas públicas. Quanto maior for a movimentação econômica domunicípio, maior será seu índice de participação no cálculo para o repasse de recursospúblicos estaduais e, consequentemente, maiores serão suas receitas. De acordo comdados fornecidos pelo IPARDES, o VAF do Território, em 2008, foi de R$ 1.645 bilhão,correspondendo apenas a 1,3% do total do estado. Os municípios que maiscontribuíram na formação do VAF foram Irati, Prudentópolis e Imbituva,correspondendo, respectivamente, a 21,7%, 14,6% e 12,7% desse total.O setor agropecuário representou 56,4% do total do Território, sendo que apenas acategoria “agricultura, pecuária e serviços relacionados” totalizava 55,5% dessemontante. As demais categorias (produção florestal, alimentação e extração de mineraisnão metálicos) somavam apenas 0,9% do VAF desse setor. Em relação ao setor deserviços, observa-se que nesse mesmo ano as categorias incluídas nesse setorregistravam uma participação relativa de 25,3% do VAF total do Território. Os trêssegmentos mais representativos são comércio varejista (8,9%), comércio por atacado,exceto veículos automotores e motocicletas (6,2%) e eletricidade, gás e outra utilidades
  30. 30. 26(3,7%). Resta ainda o setor industrial que desponta com 18,3% na composição geral doVAF do Território. Dentre os segmentos mais representativos, pode-se destacar asseguintes categorias: fabricação de produção de madeira (4,8%), fabricação de celulose,papel e produtos de papel (4,7%) e fabricação de produtos alimentícios (2,5%).Analisando-se a dinâmica intraterritorial, percebe-se que em oito municípios odesempenho da categoria “agricultura, pecuária e serviços relacionados” superou os55,5%, reafirmando a forte dependência do desenvolvimento territorial em relação aesse segmento econômico. Nos municípios de Teixeira Soares, Ipiranga, Guamiranga eFernandes Pinheiro a participação relativa dessa categoria específica foi, inclusive,acima de 80%. Somente em um município, essa categoria registrou um desempenhoinferior a outro segmento: no caso de Mallet, a categoria “fabricação de celulose, papel eprodutos de papel” ocupou a primeira posição, com 43,7%. Nesse município emparticular, a categoria “agricultura, pecuária e serviços relacionados” ficou em segundolugar, com 34,7%. Em dois outros municípios, mesmo ocupando o primeiro lugar, suaparticipação relativa não chega a alcançar o correspondente a um terço do total: 30,4%,em Inácio Martins, e 26,1%, em Irati.Dentre as demais categorias, destacam-se os seguintes segmentos que ocuparam asegunda posição: “comércio por atacado” (Inácio Martins – 20,5%); “comércio varejista”(Irati – 17,6%, Prudentópolis – 12%, Ipiranga – 4,5% e Guamiranga – 3,9%); “preparaçãode couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados” (Imbituva– 12,3%); “fabricação de produtos de madeira” (Rio Azul – 9,5% e Rebouças – 6,5%);“fabricação de produtos alimentícios” (Fernandes Pinheiro – 8,9%) e, finalmente,“produção florestal” (Teixeira Soares – 2,5%).1.5.4. EmpregosCom relação à situação dos empregos formais, duas fontes de dados podem seranalisadas para se perceber a dinâmica das contratações nos diferentes setores daeconomia, no Território Centro-Sul: os dados da RAIS e do CAGED.A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada pelo Ministério do Trabalhoe Emprego, fornece informações sobre os empregos nos diferentes segmentos dossetores. De acordo com essa fonte, entre 2000 e 2009, observou-se um crescimento de49,9% no total de empregos no Território Centro-Sul do Paraná. O segmento que obteveo aumento mais expressivo foi o da indústria de calçados que apresentou uma variaçãode 1.765,9%, nesse período, em função da forte expansão no município de Imbituva. Emseguida, aparecem a indústria têxtil, do vestuário e artefatos de tecidos (268,9%) e aindústria de materiais elétricos e de comunicação (195,1%).Outros três segmentos cresceram, aproximadamente, 130%: serviços médicos,odontológico e veterinários, transporte e comunicações, e comércio varejista. Nasequência, com 114,7%, desponta o segmento da indústria metalúrgica e o de serviçosde alojamento, alimentação, reparo, manutenção, radiodifusão e televisão, com 113,2%.Cabe ainda ressaltar que o segmento agricultura, silvicultura, criação de animais,extração vegetal e pesca aparece em 8º lugar com uma variação de 94,6%.
  31. 31. 27Por outro lado, dentre os segmentos que apresentaram redução no nível de empregos,deve-se destacar o da indústria de extração de minerais (-76,7%), o da indústriaquímica, produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, sabões, velas e matériasplásticas (-45,2%) e o da indústria da madeira e do mobiliário (-28,7%). É precisoregistrar ainda que um segmento deixou de existir no Território (serviços industriais deutilidade pública), representando uma perda de apenas quatro empregos.Os segmentos econômicos que participaram com os maiores percentuais são os decomércio varejista (20,7%), administração pública direta e indireta (19,5%) e indústriada madeira e do mobiliário (13,1%). O setor agropecuário desponta em 4º lugar com6,4% do total de empregos formais no ano de 2009. Como esses quatro segmentostotalizam 59,7% dos empregos contabilizados em 2009, isso desvela que o TerritórioCentro-Sul apresenta-se significativamente concentrado em poucas áreas de trabalho,demonstrando sua dependência em relação ao desempenho dessas atividades. Osdemais 21 segmentos econômicos responsabilizam-se pelos 40% dos empregosrestantes, tendo, portanto, grandes possibilidades de expansão (pelo menos, em algunsoutros segmentos), desde que a economia paranaense e brasileira continue sua trajetóriarecente de crescimento, implicando na geração de novos empregos.Por sua vez, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED),também divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, demonstram que oTerritório Centro-Sul apresentou uma variação positiva de 41,8% no saldo entretrabalhadores contratados e desligados, no comparativo entre 2003 e 2009. Essepercentual foi bem acima do percentual paranaense que, nesse mesmo período,registrou uma variação de 10,6%. Em 2009, foram gerados 11.244 novos empregos,contra 10.182 desligamentos, resultando num saldo anual de 1.062 empregos.Tabela 4. Número de Contratados, Desligados e Saldo Total, nos Municípios doTerritório Centro-Sul Contratados Var. Desligados Var. Saldo Var. Saldo MUNICÍPIOS (%) (%) (%) Total 2003 2009 2003 2009 2003 2009Fernandes Pinheiro 73 169 131,5 77 143 85,7 (4) 26 750,0 (42)Guamiranga 90 117 30,0 85 134 57,6 5 (17) (440,0) 123Imbituva 2.134 2.103 (1,5) 2.245 1.955 (12,9) (111) 148 233,3 594Inácio Martins 348 580 66,7 304 607 99,7 44 (27) (161,4) (20)Ipiranga 448 356 (20,5) 299 321 7,4 149 35 (76,5) 674Irati 2.828 4.014 41,9 2.511 3.578 42,5 317 436 37,5 2.636Ivaí 194 288 48,5 147 259 76,2 47 29 (38,3) 146Mallet 404 616 52,5 370 456 23,2 34 160 370,6 433Prudentópolis 1.115 1.898 70,2 992 1.629 64,2 123 269 118,7 1.260Rebouças 285 461 61,8 254 472 85,8 31 (11) (135,5) 287Rio Azul 354 274 (22,6) 286 322 12,6 68 (48) (170,6) 65Teixeira Soares 454 368 (18,9) 408 306 (25,0) 46 62 34,8 12Território 8.727 11.244 28,8 7.978 10.182 27,6 749 1.062 41,8 6.168Paraná 735.291 1.195.644 62,6 672.823 1.126.560 67,4 62.468 69.084 10,6 646.235Fonte: CAGED.

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