O projeto do experimento

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Aula do curso de Pós-Graduação em Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura de Informação da PUC-Rio. Mais informações em http://www.eduardobrandao.com/aulas/tecnicas-pesquisa/o-projeto-do-experimento/

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O projeto do experimento

  1. 1. o projeto doexperimentoEduardo Rangel Brandão, M.Sc.A reprodução, total ou parcial, dos textos e imagens deste documento só é permitida para fins não comerciais,sendo obrigatória a citação da fonte.
  2. 2. O conteúdo desta aula foi ministrado no Curso de Pós-Graduação em Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura de Informação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  3. 3. o projeto do experimentoO plano para se coletar observações éclassificado como o projeto de umexperimento.Um projeto de pesquisa experimentalsempre deve ser desenvolvido antes dopesquisador iniciar os seusprocedimentos para a coleta de dados.
  4. 4. o projeto do experimentoEste plano para obtenção de informaçõesenvolve:•  A identificação das variáveis a serem•  investigadas.•  Algumas decisões sobre o tipo e o•  número de sujeitos a serem utilizados.
  5. 5. o projeto do experimentoEste plano para obtenção de informaçõesenvolve (continuação):•  Um cuidadoso esquema para gerenciar•  a ordem em que cada avaliação será•  conduzida.
  6. 6. o projeto do experimentoO projeto do experimento deve forneceruma maneira de prever possíveis errosao longo da pesquisa.
  7. 7. o projeto do experimentoMétodos eficazes para a prevenção deerros:•  Replicação: utiliza-se mais de um•  Replicação: sujeito.•  Repetição: utiliza-se mais de uma•  Repetição: avaliação.
  8. 8. o projeto do experimentoÉ aconselhável a utilização de váriosparticipantes ao invés de váriasavaliações em um mesmo sujeito.Os seres-humanos não são criaturasinanimadas, imutáveis, e cada pessoanão será a mesma ao final dos testes.
  9. 9. o projeto do experimentoO sujeito irá mudar porque, de certaforma, aprenderá alguma coisa durante otempo em que a pesquisa estará sendoconduzida.Esta pessoa também poderá ficarfatigada, entediada ou interessada noexperimento à medida que fazprogressos.
  10. 10. o projeto do experimentoAlguns destes fatores, ou todos eles,significam que o pesquisador sempredeve esperar por algum tipo de mudançade comportamento humano ao longo doexperimento.Infelizmente, não é possível prever comoa maneira de agir de cada sujeito testadoserá afetada.
  11. 11. o projeto do experimentoDurante a pesquisa, as avaliações devemser equilibradas para evitar um viésexperimental, ou seja, impedir que ossujeitos aprendam a rotina experimentalda pesquisa.
  12. 12. exemplo:escotilha - teste 1
  13. 13. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 1 Escotilha X: 4.000 libra-força Escotilha Y: 3.750 libra-força Em um teste com 2 tipos de escotilhas, classificadas como “X” e “Y”, espera-se descobrir se é possível que um homem exerça uma força maior sobre uma ou outra escotilha. Mede-se a quantidade de força que um sujeito é capaz de exercer sobre a escotilha “X”. Em seguida, o mesmo sujeito repete o procedimento para a escotilha “Y”, fornecendo o resultado ao lado.
  14. 14. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 1 Escotilha X: 4.000 libra-força Escotilha Y: 3.750 libra-força O que é possível concluir a partir do resultado? •  “X” é melhor que “Y”? •  “X” é pior que “Y”?
  15. 15. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 1 X Escotilha X: Escotilha Y: 4.000 libra-força 3.750 libra-força Na verdade, não é possível chegar a alguma conclusão a partir destes dados. A variabilidade humana faz com que seja muito remota a chance deste resultado se repetir em uma segunda ocasião, mesmo que os testes sejam realizados, sucessivamente, com o mesmo homem e as mesmas escotilhas.
  16. 16. exemplo:escotilha - teste 2
  17. 17. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 2 Avaliação 1 Avaliação 2 Média Escotilha X: 4.000 libra-força 3.700 libra-força 3.850 libra-força Em um outro Escotilha Y: 3.750 libra-força 3.950 libra-força 3.850 libra-força experimento, um sujeito faz 2 avaliações com as escotilhas “X” e “Y”, obtendo o resultado ao lado. Sob estas circunstâncias, é possível observar que não existe diferença entre os resultados da escotilha “X” e da escotilha “Y”.
  18. 18. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 2 Avaliação 1 Avaliação 2 Média Escotilha X: 4.000 libra-força 3.950 libra-força 3.975 libra-força Escotilha Y: 3.750 libra-força 3.715 libra-força 3.732,5 libra-força Mas, e se os dados tivessem fornecido outro resultado, como os do exemplo ao lado.
  19. 19. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 2 Avaliação 1 Avaliação 2 Média Escotilha X: 4.000 libra-força 3.950 libra-força 3.975 libra-força Escotilha Y: 3.750 libra-força 3.715 libra-força 3.732,5 libra-força Existe alguma diferença entre a escotilha “X” e a escotilha “Y”?
  20. 20. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 2 Apesar da diferença entre as 2 Avaliação 1 Avaliação 2 Média escotilhas, faz-se Escotilha X: 4.000 libra-força 3.950 libra-força 3.975 libra-força necessária uma Escotilha Y: 3.750 libra-força 3.715 libra-força 3.732,5 libra-força importante reflexão: O resultado apresentado é trivial, pois os dados são capazes de mostrar que existe uma diferença entre a escotilha “X” e a escotilha “Y”, mas não há alguma diferença relacionada ao sujeito que participou dos testes.
  21. 21. exemplo:escotilha - teste 3
  22. 22. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 3 Escotilha X Teste 1: 4.000 libra-força Avaliação 1 Escotilha X Teste 2: 3.950 libra-força Avaliação 2 A regra geral da pesquisa Escotilha Y Teste 3: Avaliação 1 3.750 libra-força experimental diz que deve- se replicar sujeitos ao invés Escotilha Y de repetir as avaliações com Teste 4: 3.715 libra-força Avaliação 2 as mesmas pessoas. Em um terceiro experimento, por exemplo, um mesmo sujeito realizou uma rotina de testes em uma determinada ordem, obtendo os resultados ao lado.
  23. 23. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 3 Escotilha X Teste 1: 4.000 libra-força Avaliação 1 Escotilha X Teste 2: 3.950 libra-força Avaliação 2 Escotilha Y Teste 3: 3.750 libra-força Avaliação 1 Escotilha Y Teste 4: 3.715 libra-força Avaliação 2 O que é possível concluir a partir destes resultados?
  24. 24. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 3 Escotilha X Teste 1: 4.000 libra-força Avaliação 1 Uma característica aparente Escotilha X nestes resultados é o fato de Teste 2: 3.950 libra-força Avaliação 2 que a quantidade de força aplicada diminuiu ao longo Escotilha Y Teste 3: Avaliação 1 3.750 libra-força dos testes. Teste 4: Escotilha Y 3.715 libra-força Uma vez que tais testes Avaliação 2 envolvem força muscular, é possível suspeitar que o sujeito ficou cansado na medida que realizou cada avaliação. Esta queda progressiva torna muito mais difícil a interpretação da diferença média obtida entre as 2 escotilhas.
  25. 25. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 3 Escotilha X Teste 1: 4.000 libra-força Avaliação 1 Escotilha X Pode existir uma diferença Teste 2: 3.950 libra-força Avaliação 2 genuína entre “X” e “Y”, Escotilha Y mas ao conduzir testes Teste 3: 3.750 libra-força Avaliação 1 dessa maneira, o pesquisador deve admitir Escotilha Y Teste 4: Avaliação 2 3.715 libra-força que a interpretação está encoberta pelo fato dos testes com a escotilha “Y” terem sido realizados sempre após os testes com a escotilha “X”. Para a obtenção de resultados mais precisos, é necessário equilibrar as avaliações.
  26. 26. X* Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 3 Escotilha X Teste 1: 4.000 libra-força Avaliação 1 Logo, a rotina de 4 testes Teste 2: Escotilha X 3.950 libra-força com as escotilhas poderia Avaliação 2 ser organizada em uma Escotilha Y série da seguinte maneira: Teste 3: 3.750 libra-força Avaliação 1 •  XYYX e YXXY Escotilha Y Teste 4: 3.715 libra-força Avaliação 2 Em um grupo de 20 pessoas, por exemplo: •  5 sujeitos irão realizar o •  experimento com as •  condições na ordem XY. •  Outros 5, com a condições •  na ordem YX e assim •  sucessivamente.
  27. 27. X* Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 3 Escotilha X Teste 1: 4.000 libra-força Avaliação 1 Com este tipo de esquema, Teste 2: Escotilha X 3.950 libra-força qualquer mudança Avaliação 2 progressiva no Escotilha Y comportamento humano não Teste 3: 3.750 libra-força Avaliação 1 irá prejudicar a média obtida pelas séries equilibradas de Escotilha Y Teste 4: Avaliação 2 3.715 libra-força testes. É importante lembrar: •  Não basta apenas •  equilibrar a ordem das •  avaliações. •  Também deve-se utilizar •  diferentes sujeitos nos •  testes.
  28. 28. exemplo:escotilha - teste 4
  29. 29. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 4 Avaliação 1 Avaliação 2 Média Sujeito A 4.000 libra-força 3.950 libra-força 3.975 libra-força Escotilha X Sujeito B 3.750 libra-força 3.715 libra-força 3.732,5 libra-força Escotilha Y Desta vez, 2 sujeitos foram testados ao invés de apenas 1 homem, fornecendo os resultados ao lado.
  30. 30. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 4 Avaliação 1 Avaliação 2 Média Sujeito A 4.000 libra-força 3.950 libra-força 3.975 libra-força Escotilha X Sujeito B 3.750 libra-força 3.715 libra-força 3.732,5 libra-força Escotilha Y O que é possível concluir a partir destes dados?
  31. 31. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 4 Existe uma diferença clara entre as 2 Avaliação 1 Avaliação 2 Média escotilhas. Mas Sujeito A 4.000 libra-força 3.950 libra-força 3.975 libra-força esta diferença é Escotilha X atribuída às Sujeito B escotilhas? Ou 3.750 libra-força 3.715 libra-força 3.732,5 libra-força Escotilha Y atribuída aos sujeitos? Não é possível obter uma resposta conclusiva: •  “A” foi o único •  sujeito testado •  com a escotilha •  “X”. •  “B” foi o único •  sujeito testado •  com a escotilha •  “Y”.
  32. 32. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) escotilha - teste 4 Escotilha X Escotilha Y Avaliação 1 Avaliação 2 Sujeito A Um projeto de pesquisa Avaliação 4 Avaliação 3 experimental mais apropriado Avaliação 2 Avaliação 1 Sujeito B para esta situação deveria Avaliação 3 Avaliação 4 ser desenhado conforme o exemplo ao lado. Esta rotina de testes faz com que os sujeitos não estejam diretamente relacionados com as escotilhas avaliadas, além de equilibrar mudanças progressivas que possam ocorrer durante o experimento.
  33. 33. exemplo:teclado de computador
  34. 34. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) teclado de computador Em uma pesquisa que buscava descobrir se a inclinação do teclado é capaz de melhorar a exatidão com que os operadores digitam letras e números, utilizou-se 2 mulheres que digitaram informações durante 1 hora por dia, ao longo de 8 dias. Durante estes testes, o teclado não utilizou algum tipo de inclinação. A partir do 9º dia de pesquisa, o teclado foi inclinado em 20º, e passou a ser utilizado desta forma nos 3 dias seguintes. A análise dos resultados apontou que, na média, as operadoras apresentaram o tempo de digitação de 9,0 segundos para 0º de inclinação e 7,7 segundos para 20º de inclinação.
  35. 35. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) teclado de computador A inclinação do teclado é capaz de melhorar a tarefa de digitação?
  36. 36. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) teclado de computador A inclinação do teclado é capaz de melhorar a tarefa de digitação? NÃO
  37. 37. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) teclado de computador O pesquisador deve reconhecer que este resultado pode refletir um aprendizado progressivo ao longo de todas as séries de avaliações. Os testes com diferentes inclinações do teclado deveriam ter sido conduzidos desde o início da pesquisa.
  38. 38. exemplo:saco-de-dormir
  39. 39. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) saco de dormir Ao testar 2 sacos-de-dormir fabricados especialmente para o uso em regiões com neve, classificou-se tais sacos-de- dormir como “F” e “G”. Em um quarto refrigerado, na primeira noite um grupo de homens dormiu utilizando o saco-de-dormir “F”. Na segunda noite, outro grupo de homens utilizou o saco-de-dormir “G”, nas mesmas condições de temperatura do dia anterior. Nos 2 grupos, foram utilizados dispositivos para registrar a temperatura da pele dos homens ao longo da noite.
  40. 40. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) saco de dormir Os resultados mostraram que os homens que utilizaram o saco-de-dormir “G” permaneceram mais aquecidos do que os do saco-de-dormir “F”.
  41. 41. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) saco de dormir O saco-de-dormir “G” é melhor que o saco-de-dormir “F”?
  42. 42. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) saco de dormir Não é possível responder essa pergunta, pois observou-se que todos os homens dormiram pelados na primeira noite e todos os homens utilizaram ceroulas de lã na segunda noite. O número de homens nus e com ceroulas deveria ter sido distribuído igualmente entre os 2 sacos-de-dormir.
  43. 43. exemplo:para-quedas
  44. 44. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) para-quedas Em um experimento que buscava testar o choque que a abertura de um para- quedas causava sobre o corpo-humano, foram utilizadas avaliações realísticas com saltos a partir de um avião voando em diferentes altitudes e velocidades. Os resultados mostraram que os para- quedas utilizados a uma altitude de 25.000 pés produziram um choque de abertura significativamente maior do que aqueles utilizados em alturas de 35.000 pés.
  45. 45. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) para-quedas Todos os homens que saltaram de 25.000 pés utilizaram para-quedas de nylon com uma abóboda de 30 pés. Todos os homens que saltaram de 35.000 pés utilizaram para-quedas de seda com uma abóboda de 26 pés.
  46. 46. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) para-quedas O que é possível concluir a partir do resultado?
  47. 47. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) para-quedas Na verdade, não é possível obter uma resposta conclusiva enquanto todos os diferentes materiais não forem testados em todas as diferentes alturas.
  48. 48. exemplo:software editor de texto
  49. 49. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) software editor de texto Em uma avaliação onde utiliza-se um software de edição de texto para formatar o estilo e o tamanho de fontes: •  Deve-se selecionar o texto e mudar o •  seu estilo através da escolha de um •  comando em um menu de formatação •  do estilo de texto. •  Para alterar o tamanho da fonte, deve- •  se selecioná-la e em seguida alterá-la •  através da escolha de um comando em •  um menu de alteração do tamanho de •  fonte. É possível observar uma grande similaridade entre estas 2 tarefas. Ambas necessitam que o texto seja selecionado e que um comando a partir de um menu seja escolhido em seguida.
  50. 50. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) software editor de texto Se os participantes realizarem primeiro a tarefa de formatação do estilo de fontes e em seguida a tarefa de formatação do tamanho de fontes, sempre nesta mesma ordem, como será o resultado desse experimento?
  51. 51. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) software editor de texto Caso seja determinado que os participantes da pesquisa realizem primeiro a tarefa de formatação do estilo de fontes e em seguida a tarefa de formatação do tamanho de fontes, sempre nesta mesma ordem, os sujeitos serão capazes de adivinhar como é possível alterar o tamanho de fontes, tendo como base a experiência adquirida na tarefa anterior. Mesmo que estas pessoas tenham enfrentado algum tipo de dificuldade para terminar a primeira tarefa, o conhecimento obtido para completá-la talvez ajude na finalização da próxima tarefa, onde nenhum tipo de problema ou dificuldade será observado - o sujeito aprendeu a rotina experimental da pesquisa.
  52. 52. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) software editor de texto Talvez fique a impressão de que a tarefa de formatação do estilo de fontes é mais difícil, causando uma quantidade maior de problemas, enquanto a tarefa de formatação do tamanho de fontes é mais fácil, onde os usuários têm pouca ou nenhuma dificuldade para completá-la na primeira tentativa. Isto conduz para a conclusão de que o software é bem projetado para a tarefa de formatação do tamanho de fontes e mal projetado para a tarefa de formatação do estilo de fontes. Mas este tipo de conclusão está totalmente errada, pois a execução das tarefas não foi realizada de forma similar.
  53. 53. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) software editor de texto A utilização de um balanço experimental, ou equilíbrio experimental, elimina este tipo de efeito. Metade dos participantes, por exemplo, poderia realizar a tarefa de formatar o estilo da fonte antes de formatar o tamanho da fonte, enquanto a outra metade realizaria primeiro a tarefa de formatação do tamanho da fonte antes da formatação do estilo da fonte. Isto significa que para a metade dos sujeitos, os efeitos de aprendizado a partir da formatação do estilo da fonte seria utilizado na tarefa de formatação do tamanho da fonte e vice-versa. Logo, a execução das tarefas seria similar para cada caso.
  54. 54. o projeto do experimento: gruposindependentes
  55. 55. grupos independentesA maneira mais simples para se prepararum experimento é através da utilizaçãode grupos independentes de sujeitos.Neste caso, um grupo realiza os testessob uma condição e o outro grupo sobcondições distintas.
  56. 56. grupos independentesA melhor maneira de se fazer isso éatravés da utilização de um procedimentode distribuição aleatória dos sujeitos entreseus respectivos grupos.Um sorteio, por exemplo.
  57. 57. grupos independentesAs condições a serem testadas tambémdevem ser distribuídas de acordo comuma seqüência aleatória e equilibrada.Isto evita que o próprio pesquisadorpossa introduzir um viés nos dadosobtidos.
  58. 58. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) grupos independentes Caso o pesquisador tenha 40 sujeitos disponíveis para o seu experimento, por exemplo. Classificar estas pessoas com os números 1, 2, 3, 4, ... , 40 é uma maneira fácil e rápida de distribuir, de forma aleatória, os indivíduos entre os grupos independentes da pesquisa. Basta sortear cada um destes números e distribuir os mesmos ao longo dos grupos.
  59. 59. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) grupos independentes Não importa o número total de grupos independentes, contanto que cada um dos grupos tenha o mesmo número de sujeitos. Por exemplo: •  A e B: 20 sujeitos por grupo. •  A, B, C e D: 10 sujeitos por grupo. •  A, B, C, D e E: 8 sujeitos por grupo. •  A, B, C, D, E, F, G e H: 5 sujeitos por •  A, B, C ,D, E, F, G e H: grupo.
  60. 60. grupos independentesEssa distribuição de sujeitos entre osgrupos independentes de pesquisa nãoprecisa, necessariamente, ser realizadaatravés de sorteio.No entanto, o pesquisador precisa estaralerta para evitar qualquer tipo de viés nadistribuição dos participantes das suasavaliações.
  61. 61. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) grupos independentes Em um determinado experimento, por exemplo, o pesquisador dividiu os sujeitos de acordo com a ordem alfabética dos seus sobrenomes: •  Designando pessoas de “A” até “M” •  para o primeiro grupo experimental. •  E pessoas de “N” até “Z” para o •  segundo grupo. Infelizmente, este procedimento introduziu um viés na pesquisa. As pessoas ficaram claramente divididas entre 2 grupos com indivíduos de nacionalidades diferentes.
  62. 62. o projeto do experimento:grupos combinados ou emparelhados
  63. 63. grupos combinadosUma maneira refinada de se projetarexperimentos é através da utilização desujeitos que combinam em algumascaracterísticas relevantes.
  64. 64. grupos combinadosO pesquisador terá uma precisão maiornos resultados finais dos testes, caso ossujeitos envolvidos:•  Possuam uma experiência compatível•  em relação à tarefa.•  Possuam conhecimentos e habilidades•  comuns.
  65. 65. grupos combinadosCaso um grupo experimental contenha ossujeitos A, B, C e D.Outro grupo experimental irá conter ossujeitos A`, B`, C` e D`.O sujeito A combina com o sujeito A` emalgumas características relevantes eassim sucessivamente.
  66. 66. como fazer uma combinação?A combinação de grupos nuncaempobrece um experimento.No entanto, também não é capaz defornecer vantagens quando a variávelindependente não possui relação com avariável dependente que está sendomedida pelo estudo.
  67. 67. como fazer uma combinação?Em testes sobre a leitura de painéis, porexemplo, não existem fundamentos paraa escolha de sujeitos de acordo:•  Com a cor dos seus cabelos.•  Alcance dos seus braços.Uma vez que não há evidências de queestes fatores estejam relacionados com avisualização de painéis.
  68. 68. como fazer uma combinação?Em novos tipos de experimentos, ondenão existem evidências prévias de comose deve proceder, o pesquisador poderánão saber como deve basear acombinação dos seus grupos ou sujeitos.
  69. 69. como fazer uma combinação?Nestes casos, o desenvolvimento de umpré-teste, ou teste piloto, é muitovantajoso.Desta forma, uma pequena amostra datarefa que ele irá utilizar no experimentoprincipal poderá ser testada em umpequeno grupo de sujeitos, com opropósito de identificar pontos para acombinação destes participantes.
  70. 70. o projeto do experimento: número departicipantes
  71. 71. número de participantesA primeira conseqüência importante,devido as diferenças individuais, é o fatode que o pesquisador deve se planejarcom base em um número adequado desujeitos.Nos experimentos humanos, não existeuma maneira confiável para decidir oselementos que constituem um sujeitonormal ou fora dos padrões.
  72. 72. número de participantesO melhor que um pesquisador esperafazer é testar um número suficiente deindivíduos.Infelizmente, é muito difícil preverquantos sujeitos um pesquisador deveutilizar em um experimento.
  73. 73. número de participantesA maioria dos pesquisadoresexperimentais adquiriu algumas noçõesintuitivas sobre o número de sujeitos quedevem ser utilizados em diferentes tiposde experimentos.Mas, isto não impede que eles cometamerros.
  74. 74. número de participantesComo uma regra geral, experimentospsicofísicos sobre funções sensóriassimples, como a detecção de sinais empainéis, por exemplo, necessitam demenos sujeitos que outros tipos deexperimento.
  75. 75. número de participantesPesquisas sobre o aprendizado,performance motora, etc., podemapresentar resultados errados caso nãoutilizem o número mínimo de 20 ou 30sujeitos.Em qualquer evento, será raro oexperimento que poderá fornecerresultados confiáveis e definitivos comapenas 2 ou 3 sujeitos.
  76. 76. o projeto do experimento:a amostra
  77. 77. a amostraA segunda conseqüência da variaçãohumana é o fato de que qualquerexperimento, inevitavelmente, necessitade amostras.É impossível testar, ou questionar, umapopulação inteira.Geralmente, o pesquisador deve secontentar com uma amostra.
  78. 78. a amostraA seleção desta amostra é o que causa amaioria dos problemas no experimento.Como o pesquisador seleciona aspessoas que irão participar dos testes?
  79. 79. a amostra•  Se homens forem utilizados, os•  resultados talvez não sejam válidos para•  as mulheres.•  Se forem utilizados estudantes de•  faculdade, os dados podem não ser•  válidos para estudantes de 2º grau.•  Resultados obtidos para jovens adultos,•  certamente, não são válidos para•  adolescentes ou idosos.
  80. 80. amostras eventuaisÉ problemático o fato do pesquisadorconvencer alguns de seus amigos paraserem os sujeitos testados em umapesquisa.Também é censurável o fato de muitosexperimentos contarem com opesquisador como o seu próprio sujeito.
  81. 81. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) amostras eventuais O pesquisador nunca deve ser o próprio sujeito testado na pesquisa.
  82. 82. amostras eventuaisPor esse motivo, muitos experimentossão realizados com alunos deuniversidades.Eles são mais acessíveis.
  83. 83. amostras aleatóriasMuitos dos testes estatísticos utilizamsujeitos provenientes a partir da seleçãoaleatória de uma mesma população*.Devido a esta seleção aleatória, épossível fazer com que cada sujeito tenhaa mesma probabilidade de aparecernesta amostra.* População: são todos os indivíduos que possuem características em comum.
  84. 84. amostras aleatóriasÉ possível definir esta população atravésde várias maneiras, desde que pareçamrazoáveis para o problema em questão.
  85. 85. amostras estratificadasUm tipo de procedimento para a reuniãode amostras, que possui um grandemérito para vários tipos de pesquisa, sãoas amostras estratificadas.
  86. 86. amostras estratificadasNeste caso, para a maioria dos dadosobtidos, não existem diferençassignificativas entre:•  Homens e mulheres.•  As várias faixas etárias.•  O grau de experiência dos sujeitos.
  87. 87. amostras estratificadasA vantagem deste tipo de amostra é ofato de ajudar o pesquisador a encontrardiferenças, caso exista alguma.Se nenhuma diferença for descoberta, opesquisador terá aumentado o grau deconfiança na generalização dos seusresultados.
  88. 88. características da amostraA partir do momento que o pesquisadordecidiu utilizar amostras, é precisoestabelecer quais características sãonecessárias para formar o grupo desujeitos que será testado.Isto depende diretamente do problemaestudado. Estas características podemser:
  89. 89. características da amostra•  Descritivas gerais: idade, sexo, origem•  (urbana ou rural), etc.•  Físicas, sensoriais ou motoras: peso,•  altura, acuidade visual, acuidade•  auditiva, força, tempo de reação, etc.•  Intelectuais: inteligência, habilidade•  verbal, habilidade com números, etc.
  90. 90. características da amostra•  Personalidade: habilidades de•  liderança, cooperação, interesses, etc.•  Experiência: nível de escolaridade,•  educação técnica ou especializada,•  treinamentos, experiência para certos•  tipos de trabalho, etc.
  91. 91. a escolha dos participantesUma regra importante para a seleção desujeitos em experimentos afirma que, seo pesquisador pretende realizar umacomparação justa entre diferentesprodutos (equipamentos, instrumentos,etc.), é preciso utilizar tanto sujeitosexperientes quanto sujeitos inexperientesem relação à tarefa apresentada.
  92. 92. a escolha dos participantesSendo assim, deve-se equilibrar aquantidade de pessoas que não têmconhecimento sobre a utilização do(s)equipamento(s) testado(s), com aquantidade de pessoas que já têmalguma experiência com esse(s)equipamento(s).
  93. 93. a escolha dos participantesCaso todos os sujeitos testados possuamalgum tipo de experiência prévia, éprovável que o experimento sejaprejudicado por um fenômeno conhecidocomo “hábito de interferência”.
  94. 94. hábito de interferênciaGeralmente, é preciso muito mais tempopara uma pessoa esquecer, ou“desaprender”, velhos hábitos, aomesmo tempo em que aprende umconjunto conflitante de novos hábitos.O processo de aprendizado é mais rápidose o sujeito apenas aprender novoshábitos, sem se preocupar com antigosvícios ou condicionamentos.
  95. 95. hábito de interferênciaOs operadores, que já passaram anos eanos utilizando uma peça particular deum maquinário, por exemplo,freqüentemente resistem a mudanças,mesmo que estas proporcionemmelhorias.
  96. 96. hábito de interferênciaTrabalhadores experientes desenvolvemuma espécie de atitude emocional outeimosa, se recusando a admitir que onovo equipamento, ou arranjo, possuialgum tipo de mérito.
  97. 97. hábito de interferênciaCaso um sujeito participe de umexperimento com este tipo de atitude,será muito difícil para o pesquisador obteruma comparação justa sobre asvantagens ou desvantagens entreequipamentos ou tarefas distintas.
  98. 98. hábito de interferênciaPessoas inexperientes não oferecemtantos riscos para a introdução deste tipode viés (emocional) em experimentos.Por isso, é importante equilibrar o númerode sujeitos experientes com o número desujeitos inexperientes.
  99. 99. a escolha dos participantesSujeitos que projetaram o equipamento,ou que estão potencialmente envolvidoscom a atividade estudada, sempre devemser evitados.
  100. 100. a escolha dos participantesNão importa o quanto estas pessoastentam ser justas e imparciais.Sua influência é prejudicial, simplesmentepelo fato de conhecerem profundamenteo procedimento estudado, podendocompensar as fraquezas do equipamentoe fazerem com que o mesmo pareçamelhor do que realmente é nas condiçõesde campo.
  101. 101. o projeto do experimento: variáveis
  102. 102. variáveisA parte mais difícil na maioria dosexperimentos é a decisão precisa sobrequal é o problema a ser estudado.O pesquisador deve se perguntar:“O que eu pretendo descobrir?”
  103. 103. variáveisGeralmente, responder essa perguntarequer a identificação de 3 classesseparadas de variáveis:•  As variáveis independentes.•  As variáveis dependentes.•  As variáveis constantes ou controladas.
  104. 104. variáveis independentes (x)A variável independente (x) é aquela quevariaria deliberadamente para opesquisador descobrir o que acontece aomodificá-la.
  105. 105. variáveis independentes (x)É possível exemplificar as variáveisindependentes como:•  Variações no projeto de mostradores.•  Diferentes inclinações em consoles de•  controle.•  Variações na temperatura ambiente.
  106. 106. variáveis independentes (x)É possível exemplificar as variáveisindependentes como (continuação):•  Controle de veículos através de um•  volante ou de um joystick.•  Diferentes níveis de iluminação.
  107. 107. variáveis independentes (x)É possível que um experimento:•  Utilize apenas uma variável•  independente.•  Utilize múltiplas variáveis•  independentes.
  108. 108. variáveis independentes (x)O tipo e o tamanho de um mostrador são2 variáveis independentes em umamesma pesquisa, por exemplo.A variação da luminosidade nestemostrador seria uma terceira variávelindependente.
  109. 109. variáveis independentesA posição de um elemento na tela é a variável independente da pesquisa.
  110. 110. variáveis independentes O layout de um elemento, a quantidade de conteúdos relacionados que ele exibee a nomenclatura do título desse elemento são variáveis independentes da pesquisa.
  111. 111. variáveis independentes (x)Quanto mais variáveis um experimentoutilizar, menor será o número de vezesnecessárias para a realização dos testes.Se o pesquisador deseja observar oefeito de 3 variáveis distintas, porexemplo, é mais eficiente e vantajosoreunir tais variáveis em um único estudo,do que preparar um experimentoseparado para observar cada uma delas.
  112. 112. múltiplas variáveis Quadrado latino 5 x 5 1 2 3 4 5 I A B C D E II C D E A B III E A B C D IV B C D E A V D E A B C O quadrado latino é um esquema para balancear tentativas,que produz uma maneira de testar, simultaneamente, o efeito de 3 variáveis. Este procedimento permite reduzir o número de observações necessárias para a obtenção de resultados significativos.
  113. 113. múltiplas variáveis Quadrado latino 5 x 5 1 2 3 4 5I A B C D EII C D E A BIII E A B C DIV B C D E AV D E A B C •  As linhas representam um fator (I - V). •  As colunas representam outro fator (1 - 5). •  As células representam um terceiro fator adicional (A - E).
  114. 114. múltiplas variáveis Quadrado latino 5 x 5 de um experimentosobre a leiturabilidade em terminais de vídeo computador 1 2 3 4 5I A B C D EII C D E A BIII E A B C DIV B C D E AV D E A B C •  (I - V) = Altura-x do caractere •  (1 - 5) = Entreletra •  (A - E) = Presença de serifa
  115. 115. múltiplas variáveis Quadrado latino 5 x 5 de um experimentosobre a visualização de banners e de lembrança da sua mensagem full-banner skyscraper subset pop-up checkm8 tarefa 1 mensagem 5 mensagem 1 mensagem 3 mensagem 2 mensagem 4 Tarefa 2 mensagem 2 mensagem 3 mensagem 5 mensagem 4 mensagem 1 tarefa 3 mensagem 4 mensagem 2 mensagem 1 mensagem 5 mensagem 3 tarefa 4 mensagem 1 mensagem 5 mensagem 4 mensagem 3 mensagem 2 tarefa 5 mensagem 3 mensagem 4 mensagem 2 mensagem 1 mensagem 5 •  Linhas = Tarefa •  Colunas = Formato do banner •  Células = Mensagem do banner
  116. 116. variáveis dependentes (y)Em contraste com as variáveisindependentes, a variável dependente émuito mais difícil para ser definida.A variável dependente é aquela que opesquisador deseja medir, ou seja, é ocritério da pesquisa.
  117. 117. variáveis dependentes (y)Dois critérios muito utilizados empesquisas são o tempo e os erros:•  O tempo necessário para realizar uma•  tarefa.•  O número de erros cometidos durante a•  realização desta tarefa.
  118. 118. variáveis dependentes (y)Tanto o tempo quanto os erros sãocritérios objetivos, facilmente medidos epodem ser defendidos sob o ponto devista de várias situações práticas.
  119. 119. variáveis dependentes (y)Se uma variável, ou uma situação, émelhor que outra sob condiçõesestressadas de teste, esta variável serámelhor sob condições normais.É possível utilizar algumas maneiras dese estressar o sujeito experimentado,aumentando a dificuldade da tarefa.
  120. 120. variáveis dependentes (y)•  Aumentar a velocidade da apresentação•  das condições de teste.•  Apresentar os testes sob condições•  ambientais adversas, como uma luz de•  baixa intensidade, por exemplo.•  Apresentar tarefas monótonas,•  irrelevantes ou que causem distração,•  fazendo com que o sujeito também as•  execute.
  121. 121. * Fonte: dissertação de mestrado “Ergonomização da interação humano-computador: leiturabilidade em terminais de vídeo de computador”, de Luís Eduardo Santa Maria variáveis estressadas O trabalho de digitação intensivo diante de um monitor pode causar fadiga visual devido ao esforço excessivo para ler o texto, podendo ocasionar irritações oculares e, em casos extremos, lesões oculares. Um dos principais fatores de extrema dificuldade no processo de leitura em tubos de raios catódicos é a confusão de leitura ocasionada pela troca de uma letra por outra, fazendo com que muitas vezes o leitor perca o seu interesse com queda de produtividade. Exemplo de variável estressada em um experimento sobre a leiturabilidade em terminais de vídeo computador.
  122. 122. * Fonte: dissertação de mestrado “Publicidade on-line, ergonomia e usabilidade: o efeito de seis tipos de banner no processo humano de visualização do formato do anúncio na telado computador e de lembrança da sua mensagem”, de Eduardo Rangel Brandão variáveis estressadas Exemplo de variável estressada em um experimento sobre a visualização de banners e de lembrança da sua mensagem.
  123. 123. variáveis dependentes (y)Apesar das condições estressadas seremrelevantes para a maioria das situaçõesexperimentais, não significa que sejamnecessariamente válidas para todos oscasos.
  124. 124. variáveis dependentes (y)Um critério relevante para uma situaçãopode não servir para outras situações.É importante ressaltar que diferentescritérios conduzem para diferentesresultados nos testes realizados.A intenção do pesquisador é selecionaruma variável dependente que sejarelevante para a aplicação que ele tenhaem mente.
  125. 125. variáveis dependentes (y)Se o pesquisador está tentando projetarum mostrador, por exemplo:•  O equipamento pode ser colocado em•  um painel cheio de outros instrumentos,•  pois isto é o que está sendo medido•  (visualização do mostrador em um•  painel com excesso de informação).
  126. 126. variáveis dependentes (y)A escolha de uma variável dependenteassume o fato de que o pesquisador játenha respondido, para si mesmo, aseguinte questão:“Isto é justamente o que eu devo“medir?”
  127. 127. variáveis dependentes (y)Muitas pesquisas utilizam a preferênciacomo um critério alternativo para aavaliação de equipamentos.No final dos testes, é muito fácil perguntarpara os participantes de um experimento:“Qual controle (ou mostrador, ou“painel) que vocês mais gostaram?”
  128. 128. variáveis dependentes (y)Esta questão pode, ocasionalmente,conduzir para informações importantes.Mas, esta pergunta não é tão útil comomuitos acreditam.As preferências são atitudes moldadaspor modismos, hábitos e costumestemporais, além de serem indicadoresinstáveis para o mérito operacional.
  129. 129. variáveis dependentes (y)Preferências também são estabelecidasatravés de princípios ou fatoresirrelevantes.Geralmente, as preferências surgem defatores diferentes dos quais opesquisador está interessado em estudar.
  130. 130. variáveis dependentes (y)As pessoas tendem a preferir o usual, ofamiliar, o de costume.Alguns sujeitos podem apresentar umaforte preferência por um tipo particular deprojeto, por exemplo.Mas, testes cuidadosos mostram que nãoexistem diferenças entre o escolhido eoutros projetos alternativos.
  131. 131. variáveis dependentes (y)Um último problema sobre aspreferências:•  O que as pessoas costumam dizer que•  preferem ou gostam, pode ser apenas o•  que elas acham que é a resposta•  correta, ou esperada pelo pesquisador.
  132. 132. variáveis controladasQuando se diz que um experimento ébem controlado, significa:•  Que o pesquisador examinou todas as•  possíveis variáveis relevantes para a•  condução dos testes.•  Que o pesquisador tentou manter todas•  as variáveis constantes (exceto as que•  ele manipulou deliberadamente).
  133. 133. variáveis controladasA remoção de estímulos externos é umadas maneiras mais utilizadas para semanter as variáveis constantes ao longode um experimento.
  134. 134. variáveis controladasUma sala à prova de som, ou à prova deluz, é uma das maneiras de assegurarque sons externos, ou paisagens,reflexos solares, etc., não irão interferirnas observações que o pesquisador estáinteressado em fazer.
  135. 135. * Fonte: dissertação de mestrado “Publicidade on-line, ergonomia e usabilidade: o efeito de seis tipos de banner no processo humano de visualização do formato do anúncio na telado computador e de lembrança da sua mensagem”, de Eduardo Rangel Brandão variáveis controladas
  136. 136. * Fonte: dissertação de mestrado “Publicidade on-line, ergonomia e usabilidade: o efeito de seis tipos de banner no processo humano de visualização do formato do anúncio na telado computador e de lembrança da sua mensagem”, de Eduardo Rangel Brandão variáveis controladas Remoção de estímulos externos como tentativa de manter algumas variáveis constantes.
  137. 137. * Fonte: dissertação de mestrado “Publicidade on-line, ergonomia e usabilidade: o efeito de seis tipos de banner no processo humano de visualização do formato do anúncio na telado computador e de lembrança da sua mensagem”, de Eduardo Rangel Brandão variáveis controladas Remoção de estímulos externos como tentativa de manter algumas variáveis constantes.
  138. 138. variáveis controladasOs sujeitos também são freqüentementetestados durante a mesma hora do dia,para controlar as diferenças de execuçãode tarefas entre a parte da manhã ou datarde.
  139. 139. variáveis controladasA motivação talvez seja uma dasvariáveis mais difíceis de controlar emexperimentos.Geralmente, pesquisadores tentammanter os sujeitos motivados através de3 fatores.
  140. 140. variáveis controladasImpressionar o sujeito através daimportância do experimento: é possívelgerar entusiasmo dizendo o assunto dostestes e o motivo pelo qual o pesquisadorestá interessado neste assunto.De qualquer forma, é melhor não fornecermuitas informações, evitando oaprendizado, o condicionamento ou aintrodução de outros tipos de viés.
  141. 141. variáveis controladasPagamentos e recompensas:geralmente, é uma boa motivação,especialmente se puder bonificar boasperformances.Nos casos onde o pagamento não podeser utilizado como uma recompensa, épossível desenvolver outros tipos degratificações, como elogios, folgas,dispensa de certos tipos de trabalho, etc.
  142. 142. variáveis controladasPagamentos e recompensas(continuação): é fácil observar como osincentivos através de pagamentos irãoafetar os resultados de experimentosonde a variável dependente é avelocidade, precisão ou quantidade detrabalho realizado.
  143. 143. variáveis controladasConhecimento dos resultados dostestes: um bom motivador é dizer para ossujeitos como eles estão se saindo,deixando que vejam os seus resultados.A razão para o funcionamento deste fatorparece ser o fato do sujeito se sentirmotivado para competir com outraspessoas. A competição, geralmente, é umbom motivador.
  144. 144. variáveis controladasConhecimento dos resultados dostestes (continuação): mesmo naausência de uma competição social, aspessoas tentam aumentar a sua própriaperformance quando têm algum tipo deparâmetro para medir a execução datarefa.
  145. 145. variáveis controladasAs condições de motivação devem sersempre iguais para todos os sujeitosenvolvidos no experimento.Não é recomendável, por exemplo, darrecompensas para um determinadogrupo, enquanto se pune um segundogrupo.
  146. 146. instruções controladasSe o objetivo do pesquisador é fazer comque os sujeitos realizem as tarefas sob asmesmas condições, as instruções devemser mantidas de acordo com um padrãoespecífico.Essa é a única maneira de assegurar queas variáveis permaneçam constantes.
  147. 147. instruções controladasA menos que memorize ou escreva edepois leia as instruções, é muito difícilpara o pesquisador falar as mesmaspalavras, várias vezes, sem modificá-las.
  148. 148. instruções controladasEstas instruções são a maneira que opesquisador utiliza para:•  Informar o sujeito sobre o estudo que•  ele está participando.•  O que ele deve fazer.•  Como ele vai fazer.
  149. 149. instruções controladasOs efeitos da maneira como a instrução édada para o sujeito são enormes.As instruções que o pesquisador dá paraos seus sujeitos testados podeminfluenciar os resultados obtidos ao finaldos testes.
  150. 150. instruções controladasMesmo quando não é fornecido algumtipo de instrução, o sujeito irá arranjar asua própria maneira de operar as regrasda pesquisa, seu próprio padrão detrabalho.O problema nesta questão é o fato deque 2 sujeitos nunca possuem osmesmos padrões de comportamento.
  151. 151. instruções controladasLogo, se o pesquisador pretende mantero nível de consistência em sua pesquisa,é melhor fornecer algum tipo de instruçãopara as pessoas envolvidas.Para ter certeza que as instruções foramcompreendidas, o pesquisador faz comque os participantes digam para ele, comsuas próprias palavras, o que eles achamque deve ser feito.
  152. 152. instruções controladasPara o desenvolvimento de boasinstruções, é preciso considerar algumasregras, conforme os exemplos a seguir:
  153. 153. instruções controladas•  Decidir com exatidão que tipo de•  instrução pretende-se fornecer para os•  participantes: “o que eu pretendo dizer•  para essas pessoas?”•  Decidir se os indivíduos devem realizar•  a tarefa de uma maneira particular.•  Decidir se as pessoas podem, ou não,•  delinear seu próprio método para•  realizar a tarefa.
  154. 154. instruções controladas•  Ter certeza que as instruções dirão para•  os participantes exatamente o que o•  pesquisador espera deles. O•  pesquisador sabe exatamente o que•  está tentando descobrir. O sujeito não!•  Avisar para o participante o que ele irá•  ver, escutar ou sentir. É preciso avisar•  para a pessoa o que ela está prestes a•  fazer e como ela vai fazer isso.
  155. 155. instruções controladas•  Ter certeza que as instruções serão•  fornecidas de maneira simples, clara e•  direta. Palavras rebuscadas devem ser•  evitadas.•  Ter certeza de que as instruções estão•  padronizadas. É preciso escrever as•  instruções e ler para cada sujeito sem•  nenhum tipo de modificação.
  156. 156. instruções controladas•  Ter certeza que as instruções serão•  compreendidas. Mesmo após trabalhar•  as instruções, o pesquisador ainda pode•  constatar que os sujeitos estão•  enfrentando dificuldades de•  interpretação, esquecimento ou falta de•  compreensão sobre o que eles devem•  fazer.
  157. 157. outros fatores de controleÉ preciso lembrar que o experimento éuma situação social, logo, existe um limitede interação entre o pesquisador e osparticipantes.O pesquisador deve atentar para o fatode existir um número de variáveisadicionais que precisam ser controladas,conforme os exemplos a seguir:
  158. 158. outros fatores de controle•  O pesquisador deve permanecer na sala•  ou não?•  O pesquisador deve corrigir o sujeito•  quando ele comete algum tipo de erro•  ou não deve interrompê-lo?•  São ditas palavras de incentivo para o•  sujeito ou o pesquisador permanece em•  silêncio durante os testes?
  159. 159. outros fatores de controlePara alguns tipos de experimento, muitasdestas questões não têm a menorimportância.Para outros tipos de experimento, elasapresentam conseqüênciasconsideráveis.
  160. 160. outros fatores de controleNão existe uma maneira para catalogartodos estes fatores.O melhor que o pesquisador pode fazer éestar alerta para o problema e avaliarconstantemente o efeito que o seucomportamento pode causar sobre osparticipantes.
  161. 161. outros fatores de controleA coisa mais importante que se deve terem mente é a seguinte:•  Não importa o tipo de comportamento•  que o pesquisador decide assumir, mas•  o tratamento para todos os participantes•  deve ser exatamente o mesmo.
  162. 162. outros fatores de controle•  Se o pesquisador decide permanecer na•  sala, ele deve fazer o mesmo em todos•  os testes.•  Caso decida falar algumas palavras de•  incentivo, o pesquisador deve falar tais•  palavras para todos os participantes.
  163. 163. outros fatores de controleA consistência do comportamento dopesquisador ao longo dos testes é umaforma importante de controle e não deveser deixada de lado.
  164. 164. o projeto do experimento:realismo doexperimento
  165. 165. realismo do experimentoO argumento mais importante para autilização do maior realismo possível emum experimento é o fato do mesmo sercapaz de fornecer resultados maisconfiáveis.Quanto mais se aproximar do real, oexperimento será capaz de fornecerdados mais exatos sobre situações davida real.
  166. 166. realismo do experimentoExiste outra razão para desenvolverexperimentos mais próximos darealidade.O laboratório de testes é um localaltamente artificial, que os participantespercebem como um ambiente não-natural. Como resultado, as pessoas nãose comportam de maneira semelhanteem relação as situações da vida real.
  167. 167. realismo do experimentoNão existem muitos dados sobre o nívelde mudança do comportamento dossujeitos que realizam tarefas emambientes artificiais.Logo, é mais seguro fazer com que osexperimentos sejam conduzidos com omáximo de realismo possível.
  168. 168. realismo do experimentoNo entanto, existe um problema que dizrespeito às variáveis.Ao se trazer uma situação do mundo realpara o laboratório, nem sempre asvariáveis envolvidas podem ser asmesmas em ambas as situações.Isto porque não é possível controlar todasas variáveis envolvidas em um estudo.
  169. 169. realismo do experimentoÉ imenso o trabalho para controlar:•  Temperatura.•  Umidade.•  Hora do dia.•  Dia do ano.•  Experiências passadas dos sujeitos.
  170. 170. realismo do experimentoSe o pesquisador tentar se concentrar emcada um destes detalhes, nuncaconseguirá iniciar o seu experimento.Da mesma forma, não é possível afirmar,com total certeza, quais destes fatoressão relevantes ou irrelevantes para oprojeto de uma pesquisa experimental.
  171. 171. realismo do experimentoHá também o problema para controlar asvariáveis em situações próximas darealidade.Em experimentos realistas, existemvárias fontes incontroláveis deinformação, que contaminam osresultados dos testes através do seuimenso grau de variação.
  172. 172. realismo do experimentoPor causa deste fato, os experimentosconduzidos em laboratórios necessitamde um número menor de avaliações, umavez que suas variáveis são controladas.Além disso, atingir o máximo realismo emum experimento é muito caro.
  173. 173. realismo do experimentoUm laboratório ou ambiente artificialpossibilita a obtenção de boas respostasatravés de um custo trivial e acessível.Em muitos testes, aumentar o realismodas situações experimentais não fornecemudanças para os resultados obtidos emlaboratórios.
  174. 174. realismo do experimentoExiste também uma grande quantidadede evidências experimentais mostrandoque os dados obtidos em laboratóriospodem ser aplicados em situações reaisde maneira segura e confiável.
  175. 175. realismo do experimentoEste não é um princípio universal e não épossível afirmar até onde podemosconfiar nesta regra.De qualquer forma, estes dados fornecemuma confiança crescente no valor dosestudos realizados em ambientesartificiais.
  176. 176. realismo do experimentoNão existe uma resposta final para aquestão: “qual o grau de realismo doexperimento?”A decisão final fica por conta do bomjulgamento do pesquisador e do seuconhecimento sobre o que é relevante ounão para a situação particular que estásendo observada.
  177. 177. realismo do experimentoExperimentos realistas são capazes defornecer uma confiança maior naaplicação dos seus resultados.Por outro lado, este tipo de estudo émuito difícil de se fazer de maneira bemfeita, além de ser extremamente caro ealtamente ineficiente em alguns pontos,pela possibilidade de introduzir fontesincontroláveis.
  178. 178. realismo do experimentoTalvez a melhor estratégia seja aseguinte:•  Iniciar um experimento em um•  laboratório, usando o maior grau de•  realismo necessário para o estudo das•  variáveis relevantes ao teste.
  179. 179. realismo do experimentoTalvez a melhor estratégia seja a seguinte(continuação):•  Caso os resultados obtidos sejam•  positivos e possíveis de serem•  colocados em prática, então é hora de•  testar estes dados em pesquisas de•  campo, para determinar a estabilidade•  das descobertas do laboratório em um•  novo contexto.
  180. 180. o projeto do experimento:consulta à literatura
  181. 181. consulta à literaturaAo mesmo tempo em que o pesquisadorestá definindo as questões que desejaresponder, ele deve consultar a literaturapara verificar se experimentos relevantesjá foram desenvolvidos na mesma área.
  182. 182. consulta à literaturaPesquisadores estão atuando no ramo dapesquisa experimental por muito tempo e,freqüentemente, é possível surpreenderpessoas através da descoberta donúmero e variedade de problemas que jáforam investigados.

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