JOGAR SE APRENDE JOGANDO                                   João Batista Freire       Num final de tarde, anos atrás, eu e ...
onde veio isso? Certamente não foi da cultura do futebol, porque nossos campeões domundo, todos, aprenderam brincando em q...
Imaginemos a seguinte jogada: um jogador da equipe A saca a bola na direçãoda quadra da equipe B. Um dos jogadores da equi...
Alguns exemplos de jogos para aprender esporte jogando       Sempre que ensinei esportes, principalmente para adolescentes...
a quadra, têm as chances de jogar melhor, aumentadas. Minha prática mostra que isso,de fato, ocorre.       Depois que todo...
Verificando que tudo está dando certo na brincadeira, o professor a interrompe esugere uma variação: a partir de agora, qu...
inteligência circunstancial do jogo tem familiaridades com outros jogos, estendendo-sea outras circunstâncias de vida com ...
Graça, A. e Oliveira, J. (organizadores). O ensino dos jogos desportivos. Porto,   Portugal: Faculdade de Ciências do Desp...
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Jogar se aprende jogando

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Jogar se aprende jogando

  1. 1. JOGAR SE APRENDE JOGANDO João Batista Freire Num final de tarde, anos atrás, eu e minha esposa nos entretínhamos preparandoo jantar, quando minha atenção foi despertada pela fala de uma pessoa, próxima dali,que repetia, incessantemente, uma seqüência de números, sempre a mesma, de um aoito. Morávamos no quinto andar de um prédio, um dos três que formavam nossocondomínio, no centro do qual havia uma quadra de esportes. Duas ou três vezes porsemana um professor de educação física dava aulas de futebol para as crianças. Aseqüência de números era recitada por ele; tratava-se de um aquecimento. Uns quinzemeninos de sete, oito anos, no máximo, realizavam flexões de tronco, de joelhos, etc.,embalados pela cantilena do professor. Detalhe: sendo tão novinhos, eram maisflexíveis que qualquer um de nós, com ou sem ginástica. Terminados os dez ou quinze minutos de aquecimento, foram para a prática. Nocentro da quadra, oito cones alinhados. Interrompi meus afazeres domésticos e fiquei nasacada apreciando o desenrolar da cena. As crianças foram colocadas em fila, atrás doscones. À frente delas, a uns dez metros, o professor aguardava com uma bola de futebolna mão. Chegada a sua vez, o menino da frente da fila saía correndo, contornava, um aum, os cones, e depois chutava, na direção do gol, a bola que professor rolava naquadra. Terminada a tarefa, o pequeno voltava para o grupo de meninos e esperavacerca de cinco minutos até chegar novamente sua vez. Essa parte da aula durava umquarto de hora, de modo que cada aluno tinha a oportunidade de contornar os cones echutar a bola cerca de três vezes ao todo. Na segunda parte da aula, mesma coisa: filas, cones, chutes a gol, só que, destavez, os garotos contornavam os cones controlando a bola com os pés; um progresso emrelação ao exercício anterior. Mais quinze minutos de atividades. Somados aoaquecimento e à outra prática, uns quarenta minutos de aula. Chamei minha mulher; erapreciso ver aquilo. Atrasamos o jantar. Para encerrar, as crianças formaram dois timinhos e jogaram futebol. Não maisque dez minutos, porque o tempo se esgotou; fim de aula. Não sei em que Faculdade aquele professor realizou sua formação. Também nãome interessou saber. O que assusta é verificar que aulas desse tipo são freqüentes.Poderíamos até chamar essa opção, de pedagogia do cone, tal a preferência queprofissionais de nossa área dão por práticas mecânicas, rígidas, descontextualizadas. De
  2. 2. onde veio isso? Certamente não foi da cultura do futebol, porque nossos campeões domundo, todos, aprenderam brincando em qualquer pedaço de chão onde fosse possívelrolar uma bola.Uma pesquisa Creio que vocês conhecem um amigo meu, parceiro no livro Educação comoprática corporal, o Alcides Scaglia. Além de grande professor na área da educaçãofísica, ele jogou futebol num clube profissional. Ou seja, conhece muito esse esporte.Vai que um belo dia, de tanto ver a tal pedagogia do cone ser praticada, ele resolveupesquisar de onde vinha a crença nos exercícios rígidos realizados nas escolinhas defutebol. Entrevistou vários ex-jogadores profissionais, atualmente professores deescolinhas, fazendo-lhes duas perguntas básicas: a primeira referia-se ao modo comoaprenderam a jogar quando crianças; a segunda ao modo como ensinavam os alunos dasescolinhas. Não deu outra: todos aprenderam brincando; todos ensinavam através deexercícios mecânicos. Isto é, nenhum deles utilizava, para ensinar, as brincadeiras dainfância. A tradição científica não respalda o que não pode controlar. É fácil colocaratividades lineares, rígidas, rotineiras em um laboratório e estudá-las. Porém, é muitodifícil compreender que pedagogia está por trás das brincadeiras populares. No entanto,foi com elas que aprendemos a arte de jogar futebol. Lembremos, no entanto, que osprofessores que ensinam esportes saíram dos centros universitários, influenciados pelatradição científica mais tradicional. E os que deles não saíram, de alguma maneirabuscam respaldo, para suas práticas, naquilo que a Universidade divulga. Além de serdifícil controlar cientificamente a brincadeira infantil, é difícil também controlar adisciplina quando o jogo corre solto como acontece nas “peladas”, “rachinhas”,“bobinhos”, ou seja, nos jogos tradicionais da família de jogos com bola. Portanto,como utilizá-los em escolas de formação esportiva se não recebem o respaldo daciência?Um exemplo de complexidade Antes de comentar a pedagogia que sugere que jogar se aprende jogando, querofazer uma breve descrição da extrema complexidade que envolve algumas jogadasaparentemente simples no esporte. Meu exemplo, neste caso, vem do Voleibol.
  3. 3. Imaginemos a seguinte jogada: um jogador da equipe A saca a bola na direçãoda quadra da equipe B. Um dos jogadores da equipe B recebe a bola e a passa nadireção do levantador. Nesse momento há inúmeras opções à disposição, tanto dolevantador, quanto dos demais quatro jogadores que podem ser acionados (considerandohaver um líbero na quadra). a) o levantador pode colocar a bola diretamente em um vazio da quadra adversária; b) ele pode levantar uma bola alta para o jogador na entrada da rede; c) pode levantar uma bola baixa para o jogador na saída da rede; d) pode levantar para quem vem de trás no meio da quadra; e) o levantador ainda pode levantar uma bola alta para o jogador na saída da rede; f) pode levantar para trás na posição direita da quadra. g, h, i, ...) um número enorme de outras possíveis movimentos, tanto do levantador, quanto dos demais jogadores. Tudo isso se passará em questão de um segundo, pouco mais ou menos, ou seja,o tempo em que a bola demorará para ir, do passador às mãos do levantador. Comopode ele decidir sobre o melhor movimento? Além disso, o levantador tem queconsiderar os movimentos feitos pelos jogadores da equipe adversária. O fato é que eledecide e, na maioria dos casos, em uma grande equipe, a jogada tem êxito. Éextraordinária a capacidade desse atleta para resolver problemas em espaços de tempoexíguos, sob pressão. E não menos as dos demais atletas. Portanto, apesar de dominartantas técnicas, o que, finalmente decide, é a capacidade de resolver problemasextremamente complexos em curtíssimos prazos. Tanto é exigido do levantador, novoleibol moderno, que os grandes jogadores dessa posição são mais raros que os dasdemais posições. Em suas histórias de vida, algo os diferenciou, tornou-os criativos,diferentes da maioria, que, geralmente, apenas cumpre mecanicamente as ordensrecebidas. Diante disso, e o exemplo do Voleibol não é mais complexo que exemplosbuscados em outras modalidades esportivas, julgo que o melhor caminho para formar ojogador inteligente (inteligente para situações da modalidade esportiva praticada), é o dacomplexidade. Porém, de maneira geral, a opção pedagógica na formação esportiva é ado simplismo, dos exercícios mecânicos e repetitivos, das atividadesdescontextualizadas, dos problemas previamente resolvidos pelos técnicos, doautoritarismo, e assim por diante.
  4. 4. Alguns exemplos de jogos para aprender esporte jogando Sempre que ensinei esportes, principalmente para adolescentes, recorri a umjogo muito eficaz para ensinar aos alunos a lógica do passe nos esportes coletivos.Trata-se de uma variação do pega-pega. O jogo começa assim: escolhemos, entre os alunos, três deles para iniciarem naposição de pegadores. Um dos pegadores fica com uma bola. Aquele que está com abola, entre os encarregados de capturar os fugitivos, só pode se deslocar quicando-a nosolo; os outros dois podem se movimentar à vontade. Os pegadores podem passar a bolaentre si, desde que o que ficar com ela não se desloque a não ser quicando-a. De sua parte, os fugitivos podem correr livremente, para não serem pegos. Ogrande problema dos pegadores consiste em, só poder capturar um fugitivo aquele queestiver de posse da bola, sendo que ele, para se deslocar, tem que conduzir corretamentea bola. Portanto, se ele não receber um passe em boa posição, jamais pegará alguém. No início do jogo, os pegadores mostram muitas dificuldades para capturar osfugitivos. Por mais que tentem correr, são mais lentos que os fugitivos, que podemcorrer à vontade, ao passo que o pegador tem a bola a retê-lo. Com o decorrer do jogo,aos poucos começam os fugitivos a compreender que não adianta quererem ser muitovelozes, e que o segredo do jogo está em passar bem. Só então começam a capturaralguns alunos. Todos os capturados tornam-se, também, pegadores. E assim o jogoprossegue, até que não reste mais nenhum fugitivo. O professor deve ter o cuidado de, a cada dois, três minutos de jogo, interrompê-lo e dar um tempo de cerca de um minuto para os jogadores conversarem entre si etraçarem estratégias de jogo, principalmente os pegadores, porque terão maisdificuldades que os fugitivos. Esse tempo é para os alunos, mas o professor devepraticar algumas intervenções, dando algumas pistas sobre a lógica do jogo. Essas conversas dos alunos têm a propriedade de desencadear neles,sucessivamente, níveis de consciência sobre o jogo, levando-os a compreender detalhesque, no calor do jogo, não conseguem fazê-lo. Quando param para conversar, o jogonão está acontecendo na quadra, mas continuará acontecendo na conversa, nasrepresentações mentais. Nesses momentos eles podem ver dentro deles a prática recente,podendo pará-la, revertê-la, corrigi-la, formular, sobre ela, teorias. E essas reflexões,teorias, compreensões, possuem propriedades orientadoras, de forma que, ao voltar para
  5. 5. a quadra, têm as chances de jogar melhor, aumentadas. Minha prática mostra que isso,de fato, ocorre. Depois que todos os alunos forem capturados, o professor chama os alunos esugere uma variação para o jogo. Nessa variação, o jogo começa com dois jogadoresapenas, sendo que, aquele que estiver de posse da bola, não poderá se deslocar emhipótese alguma. Claro que, sendo assim, cria-se uma dificuldade adicional. Só haverá umahipótese para capturar algum fugitivo: o pegador que estiver sem a bola deve receberum passe perfeito, isto é, muito próximo a um fugitivo. Ele tem que receber a bola e,imediatamente, tocar, com uma das mãos, o fugitivo. Essa é a lógica do passe: deixar um companheiro em condições de fazer amelhor jogada. Os passes não devem ser realizados apenas para se livrar da bola, masdevem seguir uma lógica, ter um sentido, ser útil ao jogo, torná-lo verdadeiramentecoletivo. Durante o jogo, o professor seguirá o mesmo procedimento de pedir tempos paraos jogadores conversarem, buscarem soluções e receberem pistas do professor. Uma outra brincadeira muito afim com a lógica do esporte coletivo é a quedenominados “Nunca Três”. Como o próprio nome diz, os jogadores mantêm-se, naquadra, formados em duplas e, em hipótese alguma, podem formar trios. Trata-se deuma variação do pega-pega. O professor pede que os alunos se espalhem pela quadra, de mãos dadas,formando duplas. Um deles será o pegador; um outro, o fugitivo, apenas para iniciar ojogo. Dado o sinal, o fugitivo corre para escapar do pegador. Se for pego, torna-se opegador e o outro vira fugitivo. Porém, o fugitivo tem uma alternativa para não serpego: pode pegar na mão de um aluno de uma das duplas. O outro da dupla o substituicomo fugitivo e corre para escapar. Poucos alunos erram. O êxito depende, simplesmente, de correr na direção certa,o que não é difícil, pois, pegador e fugitivo correm na mesma direção. Quando esteúltimo pega na mão de alguém de uma das duplas, seu substituto assume seu papel. Apequena quantidade de erros justifica-se pela ausência de ruptura súbita nascoordenações exigidas: a direção das corridas é sempre a mesma, a não ser quando opegador pega um dos fugitivos.
  6. 6. Verificando que tudo está dando certo na brincadeira, o professor a interrompe esugere uma variação: a partir de agora, quando o fugitivo pegar na mão de alguém deuma das duplas, o outro da dupla deve tornar-se pegador, isto é, os papéis se invertem.Ambos, pegador e fugitivo, agora correm, a partir do momento em que o fugitivo sesalva, em direções contrárias à anterior. Há, portanto, uma quebra brusca nascoordenações exigidas. O êxito na brincadeira depende de os alunos serem capazes deinverter, em tempo muito curto, a direção da corrida. Nota-se, na prática desta variação, um número enorme de erros, pelo menos noinício. Os alunos mostram-se confusos, dão trombadas, mostram dúvidas, fazemperguntas. Aos poucos, adaptam-se e começam a realizar a brincadeira corretamente. O que mais chama a atenção nessa brincadeira Nunca Três, especialmente nasegunda versão, é o curto espaço de tempo que os jogadores têm para resolver oproblema maior do jogo, qual seja, mudar bruscamente a direção, tanto em relação aoque faziam, pegador e fugitivo, antes de este último se salvar, quanto em relação àversão anterior. Mais precisamente, têm aproximadamente um segundo apenas pararesolver tal problema. Ora, isto é mais ou menos o que tem um jogador de voleibol,futebol ou basquetebol (para citar apenas alguns esportes), para decidir boa parte dasjogadas quando está jogando uma partida. A maior ou menor competência para resolvertal problema dá toda a diferença entre bons e maus jogadores. A competência para lidar com esses problemas cruciais do esporte não tornaninguém mais inteligente ou menos inteligente que outras pessoas, a não ser no contextoespecífico desses esportes. A inteligência não é um atributo geral que beneficia maisumas pessoas e menos outras pessoas. Pelo contrário, é um atributo caracterizado pelamobilidade extrema, responsável pela adaptação dos seres vivos a quaisquercircunstâncias necessárias às suas vidas. No caso do esporte, há circunstâncias muitoparticulares; as mais graves referem-se aos momentos de decisão. Quando isso ocorre, apressão emocional é muito grande, o fator tempo é limitado, e o problema não dátréguas: ou o jogador o resolve ou perde a jogada. Portanto, trata-se de ser mais oumenos inteligente nessa circunstância específica. Ser um grande jogador de algumamodalidade esportiva significa ser, circunstancialmente, mais inteligente para talesporte. Vale notar que a inteligência é um atributo que pode ser educado. Serinteligente para as particularidades de um esporte é algo perfeitamente educável. Se nãoo fazemos é porque nos falta competência enquanto pedagogos. Além disso, a
  7. 7. inteligência circunstancial do jogo tem familiaridades com outros jogos, estendendo-sea outras circunstâncias de vida com características semelhantes, isto é, aquelas queexigem decisões rápidas e sob pressão. Não dá para pensar muito tempo, é preciso quepensamente e ação caminhem juntos, quase simultâneos. Advirto, no entanto, quegeneralizações da inteligência desenvolvida num esporte para outras situações de vidadependeriam de muitas coisas. Entre elas, a familiaridade de situações. Uma outra, e amais decisiva, seria a consciência que o praticante de uma modalidade pode ter de suasações. Do ponto de vista prático, motor, os recursos utilizados para resolver problemasno esporte, são típicos dele e circunscritos a ele. Porém, caso o processo deaprendizagem seja acompanhado de reflexões, conflitos, verbalizações, etc, é bempossível que os atributos adquiridos tenham maiores oportunidades de estender-se aoutras situações de vida. O mau jogador é aquele que, nos momentos decisivos, pára, pensa e depois tentaresolver o problema. O bom jogador é aquele que pensa e age simultaneamente. Issonão deve estigmatizar ninguém; no início, durante as aprendizagens iniciais, não hábons jogadores. Aqueles que tiverem a felicidade de serem bem educados para o esportepoderão, alguns um pouco mais, outros um pouco menos, ser capazes de praticaralguma modalidade em bom nível. O esporte não se resume aos momentos decisivos, quando um jogador tem, porexemplo, a bola aos seus pés e precisa decidir se a chuta ao gol ou realiza um passe.Existem as defesas, as armações, toda uma lógica de funcionamento que precisa sercompreendida. Ou seja, há diversas maneiras de agir inteligentemente no esporte. Além,obviamente, do domínio técnico dos fundamentos que compõem cada modalidade.Portanto, o papel da pedagogia do esporte é compreender essa lógica e adaptar osprocedimentos a ela, aumentando as possibilidades dos jogadores.Bibliografia sugerida:Freire, J. B. “Pedagogia do Futebol”. Campinas: Autores Associados, 2003Freire, J. B. e Scaglia, A. J. Educação como prática corporal. São Paulo: Scipione, 2003.Kishimoto, T. “Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação” São Pualo: Cortez, 1997.Kishimoto, T. (Org.) “O direito de brincar”. 4 ed. São Paulo: Scritta, 1998.Neto, C. A. F. “Motricidade e jogo na infância” Rio de Janeiro: Sprint, 1996.Bento, J. O. O outro lado do desporto. Porto, Portugal: Campo das Letras, 1995.Bento, J. O. Desporto e humanismo: o campo do possível. Rio de Janeiro: Uerj, 1998.Freire, J. B. Pedagogia do futebol. Rio de Janeiro: Editora Ney Pereira, 1998.
  8. 8. Graça, A. e Oliveira, J. (organizadores). O ensino dos jogos desportivos. Porto, Portugal: Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto, 1995.Santana, W. C. Metodologia da participação: futsal. Londrina: Lido, 1996.Sérgio, M. Algums teses sobre o desporto. Lisboa: Compendium, 2001.

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