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9ano

  1. 1. 9º AN0 ARTE PÓS-MODERNA
  2. 2. PÓS –MODERNISMO (baseado no texto de Luciana de A. Leite)A arte Pós Moderna surge a partir da década de 50, na verdade é um conjunto de tendênciasartísticas heterogêneas, que possuem uma mesma característica, a ausência de um métodoespecífico.Pós-Modernismo é o nome aplicado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e nassociedades a partir dos meados do século XX, após a 2ª Grande Guerra quando o cotidiano éinvadido pela tecnologia eletrônica, fornecendo ao espectador um amontoado de informações,segundo os pós modernistas, essa nova sociedade era artificial e buscava o prazer através doconsumismo. Os meios de comunicação não informam sobre o mundo, eles o transforma numespetáculo de simulacros para satisfazer a ávida sociedade de consumo.Diferentes estilos convivem sem choques formando ecletismos e pluralismos culturais. Não hágrupos ou movimentos unificados. Além disso, ele não se desfaz do passado que é agregado aopós-moderno, apenas o tradicional foi eliminado.Um clima de incertezas e uma dificuldade de sentir ou representar o mundo são as condiçõesdo pós-moderno. Diante da sensação de irrealidade, da desordem e do vazio, a sociedade cadavez mais se individualiza e se torna apática. Ela não encontra valores e sentido para a vida,somente se entrega ao prazer imediato e ao consumismo. Portanto, ela não desenvolvepensamentos profundos ou existenciais, mas apenas repostas rápidas e adequadas à era doconsumismo exacerbado. O público passa ser a chave central da realização da arte. Oespectador entra e faz intervenções na obra. Em uma manobra onde artista é suprimido, oobservador pode recompor a obra em qualquer rdem que faça sentido para si próprio.A desordem é fértil no campo artístico. Ela propicia multiplicidade nas expressões artísticasatravés de infinitas técnicas sobre os mais variados materiais e suportes como pintura,escultura, desenho, cinema, artes gráficas, arte corporal, vídeo e música, isto é, infinidades depossibilidades construtivas na materialização de um sentido que procura impactar o público. Éum movimento que não finda e que vive em constante reorganização.
  3. 3. POP ARTMovimento principalmente americano e britânico, sua denominação foiempregada pela primeira vez em 1954, pelo crítico inglês LawrenceAlloway, para designar os produtos da cultura popular da civilizaçãoocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos.Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, a POP ART começou atomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, apósestudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos EstadosUnidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da culturapopular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade doséculo XX. Era a volta a uma arte figurativa. Sua iconografia era a datelevisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedadepelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificadosda publicidade, quadrinhos, ilustrações e design, usando como materiais látex,principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas,brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanhoconsideravelmente grande, transformando o real em hiper-real Mas ao hiper-real.mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitavados objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes opróprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com asSopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art.Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já quetanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significadoconforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Artproporcionou a transformação do que era considerado vulgar, emrefinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que seutilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.Principais artistas:ROBERT RAUSCHENBERG , ROY LICHENSTEIN, ANDYWARHOL
  4. 4. OP ARTEO termo foi incorporado à história e à crítica de arte após a exposição TheResponsive Eye [O olhar compreensivo, MoMA/Nova York, 1965), para se referira um movimento artístico que conhece seu auge entre 1965 e 1968. Os artistasenvolvidos com essa vertente realizam pesquisas que privilegiam efeitos óticos, emfunção de um método ancorado na interação entre ilusão e superfície plana, entrevisão e compreensão. Dialogando diretamente com o mundo da indústria e damídia (publicidade, moda, design, cinema e televisão), os trabalhos da op artenfatizam a percepção a partir do movimento do olho sobre a superfície da tela.Nas composições - em geral, abstratas - linhas e formas seriadas se organizam emtermos de padrões dinâmicos, que parecem vibrar, tremer e pulsar. O olhar,convocado a transitar entre a figura e o fundo, a passear pelos efeitos de sombra eluz produzidos pelos jogos entre o preto e o branco ou pelos contrastes tonais, éfisgado pelas artimanhas visuais e ilusionismos.O húngaro Victor de Vasarely (1908) é um dos maiores nomes da op art. A partirde 1930, em Paris, o artista começa a explorar efeitos óticos pela utilização dedominós, tabuleiros de xadrez, dados, réguas, zebras e arlequins. Mas é a partir de1947 que envereda pela abstração geométrica.”Não foi senão em 1947, diz ele,que o abstrato revelou-se para mim, realmente e verdadeiramente, quando me deiconta que a pura forma-cor era capaz de significar o mundo”. A idéia de forma-cor remete diretamente à concepção de unidade plástica de Vasarely. Nessaestrutura irredutível - molécula pictural -, o pintor reencontra o ponto, dopontilhismo de Georges Seurat (1859-1891), e o quadrado de Kazimir Malevich(1878-1935), uma espécie de forma zero. A partir dessa estrutura elementar, opintor cria uma gramática de possibilidades com o auxílio do preto e branco (comos quais trabalhou em boa parte de sua obra) e da progressiva introdução da cor.A inglesa Bridget Riley (1931) é outro grande expoente da op art. Como os demaisartistas ligados ao movimento, ela investiga formas e unidade seriadas para acomposição de padrões gerais, que apelam diretamente à visão, pelos seus efeitosde vibração e ofuscamento. Realiza pinturas de grande porte, cenários e adecoração do interior do Hospital Real de Liverpool. Os trabalhos de Vasarely,Riley e outros propagaram-se pelo mundo todo.
  5. 5. VÍDEO ARTEA videoarte é uma forma de expressão artística, na qual o vídeo é o elemento principal.Supõe uma nova linguagem, uma nova inter-relação entre imagem e espectador, em que aprimeira sai da tela para interagir com o resto do meio, integrando as imagens junto aosdemais elementos que a formam. Ajudado pelas novas tecnologias, esta arte consegueprojetar as imagens além do monitor e para diferentes direções, obrigando ao público ainiciar um percorrido sobre um espaço, de um todo, do qual as projeções fazem parte.Surgiu na década de sessenta, como meio artístico, num contexto no qual os artistasprocuravam uma arte contrária à comercial. Entre seus princípios está a crítica àtelevisão,a qual representa, em certo modo, a cultura atual. Durante os anos oitenta,asimagens utilizadas por esta arte procuram provocar na audiência estados anímicos eevocar sensações. Na atualidade, os avanços da tecnologia, permitem ampliar o leque desuas possibilidades criativas. Surgiu na década de 60 através dos trabalhos de integrantesdo grupo Fluxus, e os pioneiros foram o coreano Naum June Paik e o alemãoWolf Vostell.Antes disso, o vídeo era usado apenas para fins comerciais,como para a televisão etreinamento em empresas. Além disso, seu início foi marcado pelo alto preço dosequipamentos o que limitou essa linguagem a artistas de países desenvolvidos, onde oacesso à tecnologia era menos custoso. Os artistas do Fluxus procuravam, através dosnovos suportes audiovisuais, criar uma espécie de “contra-televisão”e justamente fazeruma crítica aos ideais desse meio e dos modelos comerciais da época, subvertendo seu usomais freqüente.GRUPO FLUXUS (Foi um movimento artístico organizado primeiramenteem 1961 pelo lituano George Maciunas, através da Revista Fluxus que tinha como objetivopublicar textos dos artistas da vanguarda de várias nacionalidades que colaboravam entre si.Todavia, ‘Fluxus’incorporou diferentes tipos de arte como performances, vídeos emúsica.Participaram do movimento, entre outros artistas, George Brecht,John Cage, JacksonMac Low e Toshi Ichijanagi, Joseph Beuys, Dick Higgins, Gustav Metzger, Nam June Paik,Wolf Vostell e Yoko Ono. Allan Kaprov e Marcel Duchamp.O grupo Fluxus desenvolveuuma atuação social e política radical que contestava o sistema museológico, tiveram umprofundo impacto nas artes das décadas de 60 e 70 a partir de suapostura radical e subversiva, trabalhava com o efêmero, misturando arte e cotidiano, visandodestruir convenções e valorizar a criação coletiva. O estilo dos artistas e da teoria do Fluxus foimuito comparada a estética do Dadaísmo e da Pop art. A partir da década de 90 acomunidade Fluxus começou a se reorganizar através da internet e comunidades on-line emtodo mundo trocando experiências reais de poesias visuais, performances culturais, música evídeo. A unidade entre arte e vida é a ideia principal do grupo fluxus.www.fluxus.org).
  6. 6. PERFORMANCEForma de arte que combina elementos do teatro, das artes visuais e da música. Nessesentido, a performance liga-se ao happening (os dois termos aparecem em diversas ocasiõescomo sinônimos), sendo que neste o espectador participa da cena proposta pelo artista,enquanto na performance, de modo geral, não há participação do público. A performancedeve ser compreendida a partir dos desenvolvimentos da arte pop, do minimalismo e da arteconceitual, que tomam a cena artística nas décadas de 1960 e 1970. Nesse contexto,instalações, happenings e performances são amplamente realizados, sinalizando um certoespírito das novas orientações da arte: as tentativas de dirigir a criação artística às coisas domundo, à natureza e à realidade urbana. Cada vez mais as obras articulam diferentesmodalidades de arte - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. - desafiando asclassificações habituais e colocando em questão a própria definição de arte. As relaçõesentre arte e vida cotidiana, assim como o rompimento das barreiras entre arte e não-arteconstituem preocupações centrais para a performanceAs performances conhecem inflexões distintas no interior do grupo Fluxus. As exibiçõesorganizadas por Georges Maciunas (1931-1978), entre 1961 e 1963, dão uma projeçãoinédita a essa nova forma de arte. Os experimentos de Nam June Paik (1932), assim como osde John Cage (1912-1992) - por exemplo, Theather Piece # 1, 1952 -, que associamperformance, música, vídeo e televisão, estão comprometidos com a exploração de sons eruídos tirados do cotidiano, desenhando claramente o projeto do Fluxus de romper asbarreiras entre arte/não-arte. O nome de Joseph Beuys (1921-1986) liga-se também aogrupo e à realização de performances - nome que ele recusava, preferindo o termo "ação" -que se particularizam pelas conexões que estabelecem com um universo mitológico, mágicoe espiritual.Trabalhos muito diferentes entre si, realizados entre 1960 e 1970, aparecem descritos comoperformances, o que chama a atenção para as dificuldades de delimitar os contornosespecíficos dessa modalidade de arte. Por exemplo, em contexto anglo-saxão, Gilbert &George (Gilbert Proesch, 1943, e George Passmore, 1942) conferem novo caráter àsperformances utilizando-se do conceito de escultura viva e da fotografia que pretenderivalizar com a pintura. Uma ênfase maior no aspecto ritualístico da performance é oobjetivo das intervenções do grupo de Viena, o Actionismus, que reúne RudolfSchwarzkogler (1941-1969), Günther Brüs (1938), Herman Nitsch (1938) e outros. Umdiálogo mais decidido entre performance e a body art pode ser observado em trabalhos deBruce Nauman (1941), Schwarzkogler e Vito Acconci (1940). As performances de Acconcisão emblemáticas dessa junção: em Trappings (1971), por exemplo, o artista leva horasvestindo o seu pênis com roupas de bonecas e conversando com ele. Em Seedbed (1970),masturba-se ininterruptamente.No Brasil, Flávio de Carvalho (1899-1973), foi um pioneiro nas performances a partir demeados dos anos de 1950 (por exemplo a relatada no livro Experiência nº 2). O Grupo Rex,criado em São Paulo por Wesley Duke Lee (1931), Nelson Leirner (1932), Carlos Fajardo(1941), José Resende (1945), Frederico Nasser (1945), entre outros, realiza uma série dehappenings, por exemplo, o concebido por Wesley Duke Lee, em 1963 no João SebastiãoBar (alguns críticos apontam parentescos entre o Grupo Rex e o movimento Fluxus). Aprodução de Hélio Oiticica (1937-1980) dos anos de 1960 - por exemplo os Parangolé -guardam relação com a performance, por sua ênfase na execução e no "comportamento-corpo", como define o artista. Nos anos 1970, chama a atenção as propostas de HudinilsonJr. (1957). Na década seguinte, devemos mencionar as Eletro performances, espetáculosmultimídia concebidos por Guto Lacaz (1948).
  7. 7. FOTOGRAFIAA primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês JosephNicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensívelchamado Betume da Judéia. A imagem foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca deoito horas de exposição à luz solar. Nièpce chamou o processo de "heliografia", gravura com a luzdo Sol. Paralelamente, outro francês, Daguerre, produzia com uma câmera escura efeitos visuaisem um espetáculo denominado "Diorama". Daguerre e Niépce trocaram correspondência durantealguns anos, vindo finalmente a firmarem sociedade.Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo deavanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos.Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas e, desde aintrodução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças, por outro, os avançostecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas,agilização das etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso dafotografia.A fotografia então popularizou-se como produto de consumo a partir de 1888 com a introdução dacâmera tipo "caixão" e pelo filme em rolos substituíveis criados por George Eastman.Desde então, o mercado fotográfico tem experimentado uma crescente evolução tecnológica. Essasinovações indubitavelmente facilitam a captação da imagem, melhoram a qualidade dereprodução ou a rapidez do processamento, mas muito pouco foi alterado nos princípios básicosda fotografia.A grande mudança recente, produzida a partir do final do século XX, foi a digitalização dossistemas fotográficos. A fotografia digital mudou paradigmas no mundo da fotografia,minimizando custos, reduzindo etapas, acelerando processos e facilitando a produção,manipulação, armazenamento e transmissão de imagens pelo mundo. O aperfeiçoamento datecnologia de reprodução de imagens digitais tem quebrado barreiras de restrição em relação aeste sistema por setores que ainda prestigiam o tradicional filme.A simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagensproporcionados intrinsecamente pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com osrecursos da informática, como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos edistribuição via Internet, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas maisdiversas aplicações. A incorporação da câmera fotográfica aos aparelhos de telefonia móvel têmdefinitivamente levado a fotografia ao cotidiano particular do indivíduo.Dessa forma, a fotografia, à medida que se torna uma experiência cada vez mais pessoal, deveráampliar, através dos diversos perfis de fotógrafos amadores ou profissionais, o já amplo espectrode significado da experiência de se conservar um momento em uma imagem. FAMOSOS:Robert Doisneau, Henri Cartier,ALGUNS FOTÓGRAFOS FAMOSOS:Alfred Stieglitz,Tina Modotti e Bill Brandt.
  8. 8. GRAFITE OU GRAFITOGrafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde oImpério Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre umsuporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Atualmente o grafite já é considerado como forma deexpressão incluída no âmbito das artes visuais,mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artistaaproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda háquem não concorde, comparando o grafite com a pichação.Muitos grafiteiros respeitáveis, como OS GEMEOS, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo,aí incluída a grande fachada da TATE MODERN de Londres, admitem ter um passado de pichadores. Na línguainglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições decaráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos,ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentose tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja JEAN-MICHEL BASQUIAT, que, no final dos anos 1970, despertou aatenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédiosabandonados de Manhattan. Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecidocomo um dos mais significativos artistas do final do século XX. Atualmente no século XXI, muitas pessoas usam ografite como arte em museus de arte.GRAFITE NO BRASILAlex Vallauri (1949-1987) é considerado um dos precursores do grafite no Brasil. Etíope, chegou a São Paulo em1965. Estudou gravura e formou-se em Comunicação Visual pela FAAP. Em 1978, passou a fazer grafites em espaçospúblicos da cidade. Produziu silhuetas de figuras, utilizando tinta spray sobre moldes de papelão.Morou em NovaYork entre 1982 e 1983. Durante esse período, também fez grafites nos muros da cidade. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que também foi tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacionalde São Paulo, em 1985. Sua obra foi apresentada na retrospectiva "Viva Vallauri", realizada no Museu da Imagem edo Som - MIS, em São Paulo, em 1998.O Dia Nacional do Grafite é 27 de março e foi instituído após a morte de Vallauri, que ocorreu nesse dia, no ano de1987.TERMOS E GÍRIAS3D - Estilo tridimensional, baseado num trabalho de brilho / sombra das letras.Bite - Cópia, influência directa de um estilo de outro writer.Bombing - Grafite rápido, associado à ilegalidade, com letras mais simples e eficazes.Bubble Style - Estilo de letras arredondadas, mais simples e "primárias", mas que é ainda hoje um dos estilos mais presentes no grafite.Cap - Cápsula aplicável às latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço maissuave ou mais grosso (ex: Skinny", "Fat", "NY Fat Cap", etc.).Characters - Retratos, caricaturas, bonecos pintados a grafite.Crew - "Equipa", grupo de amigos que habitualmente pintam juntos e que representam todos o mesmo nome. É regra geral os writersassinarem o seu tag e respectiva crew (normalmente sigla com 2 a 4 letras) em cada obra.Cross - Pintar um grafite ou assinatura por cima de um trabalho de um outro writer.Degradé - Passagem de uma cor para a outra sem um corte directo. Por exemplo uma graduação de diferentes tons da mesma cor.Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorandoas técnicas mais evoluídas.Highline - Contorno geral de toda o grafite, posterior ao outline.Hollow - Grafite ou Bomb que não tem fill (preenchimento) algum e, geralmente, é ilegalInline - Contorno das letras, realizado na parte de dentro das letras.Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do grafite. Um estatuto que todos procuram e que estáinevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.Outline - Contorno das letras cuja cor é aplicada igualmente ao volume das mesmas, dando uma noção de tridimensionalidade.Roof-top - Grafite aplicado em telhados, outdoors ou outras superfícies elevadas. Um estilo associado ao risco e ao difícil acesso mas que éuma das vertentes mais respeitáveis entre os writers.Spot - Denominação dada ao lugar onde é feito um grafite.Tag - Nome/Pseudónimo do artista.Throw-up - Estilo situado entre o "tag"/assinatura de rua e o bombing. Letras rápidas normalmente sem preenchimento de cor (apenascontorno).Toy - O oposto de King. Writer inexperiente, no começo ou que não consegue atingir um nível de qualidade e respeito dentro da comunidade.Train - Denominação de um comboio pintado.Whole Train - Carruagem ou carruagens inteiramente pintadas, de uma ponta à outra e de cima a baixo.Wild Style - Estilo de letras quase ilegível. Um dos primeiros estilos a ser utilizado no surgimento do grafite.Writer - Escritor de grafite.
  9. 9. INSTALAÇÃOUma instalação (krafts) é uma manifestação artística onde a obra é composta deelementos organizados em um ambiente . A disposição de elementos no espaçotem a intenção de criar uma relação com o espectador. É uma obra de arte que só"existe" na hora da exposição, é montada na hora, e após isto é desmontada,sendo que de lembrança da mesma só ficam fotos e recordações.Uma das possibilidades da instalação é provocar sensações: frio, calor, odores,som ou coisas que simplesmente chamem a atenção do público ao redor.A primeira instalação artística da história foi o "Merz Bau", ou "Casa Merz", oapartamento do poeta e artista plástico Kurt Schwitters, transformado por ele emuma obra de arte, de 1923, na cidade alemã de Hannover.O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de1960, designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias emuseus. As dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalaçãodatam de seu início e talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitemdistinguir com clareza a arte ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistase a instalações? As ambigüidades que apresentam desde a origem não podem seresquecidas, tampouco devem afastar o esforço de pensar as particularidades dessamodalidade de produção artística que lança a obra no espaço, com o auxílio demateriais muito variados, na tentativa de construir um certo ambiente ou cena, cujomovimento é dado pela relação entre objetos, construções, o ponto de vista e ocorpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entresuas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que elaconstrói por meio da disposição das peças, cores e objetos.Nas décadas de 1980 e 1990, a voga da instalação leva ao uso e abuso dessegênero de arte em todo o mundo, o que torna impossível a tarefa de mapear aprodução recente. Da nova leva de artistas que investe na produção de instalações,é possível destacar a obra da norte-americana Jessica Stockholder (1959) pelassoluções originais. Suas instalações tematizam de algum modo a própria idéia deconstrução, lembram "canteiros de obras" ou "ambientes em reforma". Osandaimes, fiações soltas, tijolos, cavaletes de madeira etc. estão à mostra,recusando a idéia de finalização, e as cores vibrantes que tomam a cena permitemrecuperar a pintura e a ideia de acabamento.Um olhar sobre a produção brasileira coloca o observador, mais uma vez, diantedas ambigüidades que acompanham a designação de instalação. Artistas dedistintas procedências experimentam o gênero, mais ou menos declaradamente.Podem ser destacados, nos anos de 1960, alguns trabalhos de Lygia Pape (1927-2004) - o Ovo e o Divisor, por exemplo -, além das teias, ninhos e penetráveisrealizados por Hélio Oiticica (1937-1980). Ensaiam ainda instalações, JoséResende (1945), trabalho sem título, 1982, com borracha, tubo e compressor de ar;Tunga (1952), Lagarte III, 1989; Mira Schendel (1919-1988), com Ondas Paradasde Probabilidade, na 10ª Bienal Internacional de São Pauo, em 1969 e NunoRamos (1960, com 111, 1992. Pode-sel mencionar ainda os nomes de CildoMeireles (1948), Carlos Fajardo (1941) e Antonio Manuel (1947).
  10. 10. JACKSON POLLOCKPaul Jackson Pollock nasce em Cody, Wyoming, mas cresce naCalifórnia e no Arizona. Em 1930 muda-se para Nova York eestuda no Art Students League com o pintor Thomas HartBenton. Teve contato com a cultura nativa america pois viajavamuito ainda na infância. Isso somada à influência do psicólogoCarl Jung e de murais mexicanos. Pollock era um artistaextraordinário. Não só se tornou o maior expoente do movimentobatizado de Expressionismo Abstrato nos anos 40 e 50, comotalvez seja oNo final da década de 40, desenvolveu o estilo que o tornoucélebre criou a "action painting", técnica singular em queo pintor usa os pincéis não para aplicar a tinta, mas, sim,para jogá-la sobre a tela. "Prefiro atacar a tela nãoesticada, na parede ou no chão... no chão fico mais àvontade. Me sinto mais próximo, mais uma parte da pintura, jáque desse modo posso andar em volta dela, trabalhar dosquatro lados, e literalmente estar na pintura... Quando estouem minha pintura, não tenho consciência do que estoufazendo." Estas palavras de JACKSON POLLOCK definem a actionpainting.Pollock casou-se com Lee Krasner, uma nova-iorquina muitodespachada, percebeu de imediato que estava diante de umtalento incomum. Apaixonada por Pollock – talvez mais peloartista que pelo homem – , tomou as rédeas do relacionamento eda carreira. Foi por sua influência que Pollock ganhou umamecenas: Peggy Guggenheim, a milionária sobrinha do fundadordo Museu Guggenheim. Peggy adorava pintores. Casou-se com um– o surrealista Max Ernst – e usou seu dinheiro para lançar acarreira de vários artistas , entre os quais Pollock.Após 1947 inova utilizando tintas de alumínio e esmaltecomercial em seus quadros. Em 1948 o crítico de arte Clement 1948,Greenberg faz elogios à Jackson Pollock. Em agosto de 1949 a 1949,revista Life publicou em sua capa uma manchete dizendo: "Jackson Pollock Será ele o maior artista vivo dos Estados Pollock:Unidos?". Já conhecido no mundo da arte de Nova York, Pollockagora passava a ser conhecido nacionalmente como a primeiracelebridade americana no mundo das artes plásticas. Em 1951 e1952 pinta quase que exclusivamente em branco e preto.Pollock, morreu na noite de 11 de agosto de 1956, aos 44 anos,num acidente de automóvel. Pintou 340 telas.Obras:Uma das obras mais conhecidas do pintor é o “Nevoeiro de NevoeiroLavanda”, foi pintado em 1950.Pintura de 1948, Nº5 foi sem dúvida sua maior obra-prima, amais viva expressão do estilo único do pintor. Quando foivendido em 2006, tornou-se a pintura mais cara do mundo nahistória,149,70 milhões de dólaresNumber 31" (1950) - tela pintada a óleo e a tinta de esmalte"Autumn Rhythm: Number 30" (1950) - tela pintada a óleo.
  11. 11. Alexander Calder Alexander Calder (Lawton, Pensilvânia, 22 de julho de 1898 - New York, 11 de novembro de1976), também conhecido por Sandy Calder, foi um escultor e artista plástico famoso pordesenvolver seus móbiles.Filho de escultora e pintor, nascido nos Estados Unidos da América, Alexander Calder quandocriança fazia seus próprios brinquedos. Formou-se em engenharia e antes de se dedicar àescultura foi pintor e ilustrador.Em 1926 , após visitar a Grã-Bretanha, fixou-se em Paris, onde conheceu surrealistas,dadaístas e os componentes do grupo De Stijl. Data dessa época sua amizade com Joan Miro.Construiu um circo em miniatura, com animais de madeira e arame. Os seus “espetáculos”eram assistidos por artistas e intelectuais. Fez, também em arame, as suas primeirasesculturas: Josephine Baker (1926), Romulu and Remus (1928), Spring (1929).De 1931 datam as suas primeiras construções abstratas, nitidamente influenciadas porMondrian. Os primeiros móbiles são de 1932.Em 1933 Calder voltou aos Estados Unidos. Em 1948 viajou à América do Sul e de novo em1959. Nessa última ocasião, visitou o Brasil, onde expôs no Museu de Arte de São Paulo. Em1950 foi à Escandinávia.Calder ocupa lugar especial entre os escultores modernos. Criador dos stabiles, sólidasesculturas fixas, e dos móbiles, placas e discos metálicos unidos entre si por fios que seagitam tocados pelo vento, assumindo as formas mais imprevistas – a sua arte, no dizer deMarcel Duchamp, “é a sublimação de uma árvore ao vento”.Alexander Calder foi um artista da forma e do equilíbrio, que aliou com perfeição, arte etécnica. Com lâminas de metal e arame criou "esculturas em movimento", os móbiles, quelhe atribuíram grande popularidade.Usou objetos do dia -a-dia, tais como latas de café, latasde sardinha, caixas de fósforos e pedaços de vidro colorido.Os seus materias preferidos erama madeira e mais tarde o metal, pintado nas cores primárias, ou em preto e branco.Calder deu uma contribuição original para o retrato com suas figuras de arame, queperpetuaram de um modo significativo as inovações alcançadas na escultura pelos cubistas efuturistas. Fez retratos demuitos dos seus amigoa com esse meio de expressão.Tinha sempreum alicate no bolso de trás, pronto para fazer mais um retrato de arame, ou para criar umapeça de joalheria de arame, ali mesmo e naquele momento para um amigo.No período de 1948 a 1960, o artista americano teve uma forte ligação com o Brasil, queincluiu a amizade dos arquitetos Henrique Mindlin e Oscar Niemeyer. Entre exposições suas evisitas à construção de Brasília, o pintor e escultor montou um ateliê no Rio de Janeiro. AliCalder produziu e recebeu intelectuais, como o crítico Mário Pedrosa, apaixonado por suaobra.Chegou a retratá-los em desenhos. Calder morreu em 1976, aos 78 anos.Algumas obras:Cão- (1909) Folha latão dobrado. Feito como presente para os pais dele.O trapézio voando- (1925), óleo sobre tela, Elefante- (em torno de 1928) Fio e madeira. Uma figura no Circo Calder, 29 x 17 x 74 cm.Sem título - (1931), fio, madeira, e motor. Um dos primeiros móbeis cinéticos.Ébano - (1933), barra do metal e fio. Primeiro móbil suspenso.Esfera perfurada por cilindros- (1939), fio e tinta.Armadilha da lagosta e cauda de peixe -(1939), metal de folha, fio, e tinta. Móbil suspendido,o desenho para a escadaria do Museum of Modern Art, Nova Iorque.Besta preta - (1940), metal de folha, parafusos, e tinta. Estável.Homem - (1967), placa de aço inoxidável, parafusos, e tinta. 165 x 211 x 135 cm, estávelmonumental, Montréal, Canadá.Cavalo vermelho - (1974), metal de folha pintado vermelho, no Hirshorn Museum andSculpture Garden, Washington DC, EUA.Flamingo - (1974), metal de folha pintado vermelho, na Federal Plaza, Chicago, Illinois, EUA.A pena vermelha -(1975), aço pintado preto e vermelho, 3,35 x 1,91 x 3,40 m, o KentucSem título - (1976), favo de mel de alumínio, tubos, e tinta, 9,11 x 23,16 m, National Galleryof Art, Washington DC, EUA.
  12. 12. Vick MunizVicente José de Oliveira Muniz (São Paulo SP 1961). Fotógrafo,desenhista, pintor e gravador.Cursou publicidade na FundaçãoArmando Álvares Penteado - Faap, em São Paulo.Em 1983, passa a viver e trabalhar em Nova York. Realiza, desde1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente,temas relativos à memória, à percepção e à representação deimagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Fazuso de técnicas diversas e emprega nas obras, com freqüência,materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite,catchup, gel para cabelo, lixo e poeira. Em 1988, realiza a série dedesenhos The Best of Life, na qual reproduz, de memória, umaparte das famosas fotografias veiculadas pela revista americanaLife. Convidado a expor os desenhos, o artista fotografa-os e dá àsfotografias um tratamento de impressão em periódico, simulandoum caráter de realidade às imagens originárias de sua memória.Com essa operação inaugura sua abordagem das questõesenvolvidas na circulação e retenção de imagens. Nas sériesseguintes, que recebem, em geral, o nome do material utilizado -Imagens de Arame, Imagens de Terra, Imagens de Chocolate,Crianças de Açúcar etc. -, passa a empregar os elementos pararecriar figuras referentes tanto ao universo da história da artecomo do cotidiano. Seu processo de trabalho consiste em comporas imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis,sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias,em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obratambém se estende para outras experiências artísticas como aearthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações.
  13. 13. BLIOGRAFIAENCICLOPÉDIASO MUNDO DA ARTE – Enciclopédia das Artes Plásticas em todos os tempos – ARTE MODERNA – Ed. Expressão eCultura ,1966HISTÓRIA UNIVERSAL DA ARTE –G. Pischel- livros 2 e 3 – Ed. Melhoramentos,1979HISTÓRIA GERAL DA ARTE – ESCULTURA II e III – Ed. Ediciones Del Prado, 1996GENIOS DA PINTURACD-ROOM500 ANOS DA PINTURA BRASILEIRAOUTROS:CATÁLOGOS DE EXPOSIÇÕESCATALAGOS DE LEILÕES EVANDRO CARNEIROTEXTOS DIVERSOSTEXTO DE ROSA ARTIGAS EXTRAÍDO DO LIVRO BIENAL 50 ANOS, SÃO PAULO, FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO, 2001LIVROS: FISCHER,Ernst.A Necessidade da Arte.GUANABARA/KOOGAN 9ªed.2002 HARRISON,C.,FRASCINA,F. e PERRY G. Primitivismo,Cubismo,Abstração, tradução de Otacílio Nunes.COSAC&NAIFY,1998 JAMESON,Fredric.Pós-Modernismo,ÁTICA, LEITE, José Roberto Teixeira Leite. 500 anos da Pintura Brasileira,Uma Enciclopédia Interativa.Raul LuizMendes Silva e Log On Informática Ltda,2000 SANTOS, Jair Ferreira dos.O que é Pós - Moderno.BRASILIENSE,1986 VALLS,Álvaro.L.M. Estudos de Estética e Filosofia da Arte – Numa perspectiva Adorniana.EDITORA DAUNIVERSIDADE/UFRGS,2002 GULLAR, Ferreira. Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta. 3 edição, Rio de Janeiro, Revan: 1999. SITES: www.itaucultural.org.br www.pitoresco.com www.historiadaarte.com.br www.dezenovevinte.com.br www.wikipedia.org

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