Apresentação dos livros

501 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
501
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
1
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Apresentação dos livros

  1. 1. APRESENTAÇÃO DOS 10 LIVROS ESCOLHIDOS
  2. 2. Maria Eduarda de Almeida Manja Serie:1ºEMB Disciplina: Língua portuguesa Profº: Maria Piedade Teodoro da Silva
  3. 3. 1º livro: O Tempo e o vento O Tempo e o Vento é uma saga, uma das mais importantes obras de Érico Veríssimo que narra 200 anos de história da formação do Rio Grande do Sul sob o ponto de vista da família Terra-Cambará. Parte integrante da Obra “O Tempo e o Vento”, “O Continente” é o início da história, que é narrado em estilo flash-back pela personagem Bibiana Terra, quase centenária, quando os moradores do casarão onde a família mora estão presos por conta da Revolução Federalista de 1895. Contando com um exímio trabalho de pesquisa histórica e um brilhante estilo narrativo, Érico Veríssimo traz sob o olharda ficção uma série de fatos reais que contornam a história de O Tempo e o Vento. Através de uma narrativa rápida, bastante parecida com o estilo novelístico, ele conseguiu trazer uma série de elementos que vão se repetindo ao longo de toda a narrativa, em seus 200 anos de história, tais como o punhal de Pedro Missioneiro e a frase de Ana Terra: “noite dos ventos, noite dos mortos”. Dos 3 volumes, “O Continente” é o que apresenta mais episódios. A história é sub-dividida em 7 episódios, em que cada um deles traz uma parte da formação desta família, e cada episódio é intercalado pela narração do último deles, O sobrado. O primeiro episódio, entitulado “A Fonte”, se passa em 1745 e conta a história de uma índia grávida de um menino. A índia morre no parto, mas o menino nasce forte e mestiço de branco, o índio Pedro Missioneiro, que tem visões que impressionam seu padrinho, o Padre Alonso. Ele vive em uma das missões jesuíticas de Sete Povos das Missões. Prevendo a Guerra Guaranítica e morte de seu líder, Sepé Tiarajú, Pedro foge e volta apenas no episódio seguinte, Ana Terra.
  4. 4. um pouco sobre o autor Érico Veríssimo (1905-1975) foi um escritor brasileiro. "Olhai os Lírio do Campo", é sua obra prima. Foi um dos melhores romancistas brasileiros. Fez parte do segundo tempo modernista. Recebeu o "Premio Machado de Assis" com a obra "Música ao Longe" e o "Premio Graça Aranha" com "Caminhos Cruzados". Érico Veríssimo (1905-1975) nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, no dia 17 de dezembro de 1905. Filho de Sebastião Veríssimo da Fonseca e de Abegahy Lopes, família rica e tradicional, que perdeu tudo no começo do século. Estudou no Colégio Venâncio Alves, em Cruz Alta. Com 13 anos já lia autores nacionais como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, Coelho Neto e autores estrangeiros como Dostoievski e Walter Scott. Em 1920 foi para Porto Alegre, estudou no Colégio Cruzeiro do Sul, mas não completou o curso. Voltou para Cruz Alta. Abandonou os planos de cursar uma Universidade. Em 1925 trabalhou no Banco Nacional do Comércio. Em 1926, tornou-se sócio de uma farmácia. Dava aulas de literatura e inglês. Em 1929, começou escrevendo contos para revistas e jornais. Em 1930, a farmácia foi a falência. Em 1931, casa-se com Mafalda Halfem Volpe, com quem teve dois filhos. Vai definitivamente para Porto Alegre, onde foi contratado para o cargo de secretário de redação da Revista do Globo, onde conviveu com escritores renomados. Em 1932, foi promovido a Diretor da Revista do Globo e atuou no departamento editorial da Livraria do Globo. Érico Veríssimo fez parte do Segundo Tempo Modernista (1930-1940), onde a literatura traz para reflexão os problemas sociais.
  5. 5. 2º livro:O encontro marcado de Fernando Sabino Nesse livro conhecemos a história de Eduardo. Na sua infância o vemos como um menino mimado, que manipula os pais e a empregada, conforma suas vontades. Na escola passou todo o curso em uma forma sem destaque, exceto quando se apaixonara pela menina mais inteligente de sua sala. Por isso, esforçou para ser também o mais inteligente. O interesse por sexualidade também aparece ao decorrer do texto e o vemos agir como a maioria dos garotos, com curiosidade e conversas entre amigos. Nessa época também um rapaz que frequentava sua casa e era visto como boa companhia pelos seus pais tenta assediá-lo. Eduardo cede até certo ponto, mas ser homossexual era um sacrilégio na sociedade da época e ele se tortura um tempo por esse acontecimento. É na sua adolescência também que ele vê Jadir, um amigo, suicidar-se pouco depois deles conversarem sobre o assunto. Eduardo sempre teve um talento para escrita. Mesmo assim nunca escreveu um romance. Certa vez ficou em segundo lugar em uma maratona intelectual e foi ao Rio de Janeiro buscar o prêmio, mas não voltou. Conseguira dinheiro com a publicação de um texto seu e ficou por lá gastando o dinheiro até que seu pai foi lhe buscar.
  6. 6. um pouco sobre o autor Nascido em Belo Horizonte no dia 12 de outubro de 1923, o escritor e cronista Fernando Tavares Sabino era o último vivo do quarteto mineiro de escritores integrado por Hélio Pellegrino (1924-88), Otto Lara Resende (1922-92) e Paulo Mendes Campos (1922-91). Essa amizade inspirou Sabino a escrever "O Encontro Marcado" (1956), seu livro de maior sucesso. Além de "O Encontro Marcado", suas principais obras foram "O Homem Nu" (1960), "O Menino no Espelho" (1982) e "O Grande Mentecapto" (1979), que deu a Sabino o Prêmio Jabuti. Aos 17 anos, ao decidir ser gramático, escreveu uma crítica sobre o dicionário de Laudelino Freire no jornal "Mensagem", e publicou também artigos literários em "O Diário", ambos em Minas Gerais. No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito e ingressou no jornalismo como redator da "Folha de Minas". Seu primeiro livro de contos, "Os Grilos não Cantam Mais", foi publicado em 1941, no Rio. Nesse mesmo ano, torna-se colaborador do jornal literário "Dom Casmurro", da revista "Vamos Ler" e do "Anuário Brasileiro de Literatura". Em 1942, começa a trabalhar na Secretaria de Finanças de Minas Gerais e leciona português no Instituto Padre Machado, nas horas vagas. No ano seguinte, é nomeado oficial de gabinete do secretário de Agricultura do Estado. Em 1944, muda-se para o Rio de Janeiro e torna-se colaborador regular do jornal "Correio da Manhã", do Rio, onde conhece Vinicius de Moraes, de quem se tornaria amigo. Na então capital do país, Sabino assume o cargo de oficial do Registro de Interdições e Tutelas da Justiça.
  7. 7. 4ºlivro : Galaxias de Haroldo de Campos Escritas ao longo de treze anos (1963-1976), as 'Galáxias' de Haroldo de Campo mantém pulsante, em cada sílaba, sua centelha poética. Em suas páginas, a expressão 'universo da linguagem' adquire sentido próprio, tal a radiância de suas constelações verbais. Vinte anos após a primeira edição integral (1984), esta obra - a que Caetano Veloso referiu-se como 'proesia' - retorna ao público revista e acompanhada de cd, no qual o autor registrou passagens centrais de sua viagem pela língua e pela literProsa ou poesia? Talvez "proesia", como já foi sugerido sobre esta obra de Haroldo de Campos (1929-2003). Ou, nas palavras do próprio autor, "audiovideotexto, videotextogame". Galáxias (1984) é de difícil classificação. Na literatura brasileira, constitui projeto único. Trata-se de um conglomerado de palavras, referências e recursos barrocos, dispostos num longo encadeamento de imagens e significantes que deixam entrever alguns resquícios de narração. Não há pontuação ou letras maiúsculas. Também não há interrupções, exceto pelo branco da página, que se opõe ao que nela está registrado. A unidade temática, segundo o artista- acadêmico-tradutor, está somente na "viagem como livro e o livro como viagem". Para construí-la, ele transcendeu os valores do Concretismo que ajudou a erigir para impulsionar a convergência entre literatura nacional e universal. Diferentes línguas e influências atuam no e sobre o texto, arrancando dele a unidade cultural que costumeiramente cercearia suas liberdades. Resulta daí uma obra livre, na qual, segundo Paulo Leminski, caberia tudo.
  8. 8. um pouco sobre o autor Haroldo de Campos estudou no Colégio de São Bento, de 1942 a 1947. Em 1952, formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo. Em 1972, doutorou-se em letras pela mesma universidade. Nesse mesmo ano, fundou o grupo "Noigrandes" de poesia concreta. A poesia concreta propôs a abolição do verso tradicional em favor de novas formas de organizar as palavras, explorando seus aspectos gráfico-visuais. Em 1956 Haroldo de Campos organizou a primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Desde cedo, estabeleceu contato com intelectuais e artistas estrangeiros. Realizou inúmeras viagens e participou de simpósios, conferências, debates e mesas-redondas. Em 1973 tornou-se professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde lecionaria até 1989. Em 1978 lecionou na Universidade americana de Yale, onde, em 1999, foi realizado um ciclo de conferências em comemoração aos seus 70 anos. Como tradutor, crítico e ensaísta, Haroldo de Campos deixou uma obra vasta e reconhecida. Em 1992 recebeu o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano e em 1999 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia, com o livro "Crisantempo". Entre seus livros mais importantes estão "Servidão de Passagem", "Galáxias", "Xadrez de Estrelas", no campo da poesia, e "Ideograma", "Morfologia de Macunaíma", "A arte no Horizonte do Provável" e "Revisão de Sousândrade", entre livros de ensaio e crítica literária.
  9. 9. 5º livro: A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS de joão do rio A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio Em 1908, iluminada pelas primeiras luzes da modernidade, o Rio de Janeiro já se revelava, aos olhos mais sensíveis, como uma cidade multifacetada, fascinante, efervescente na democracia da ruas. Nesse ano, um cronista lança o livro "A alma encantadora das ruas", em que observa, deslumbrado, as novas relações sociais que se desenham no coração daquela seria mais tarde chamada a Cidade Maravilhosa. Seu nome: João do Rio. A essência da identidade carioca já está presente nas linhas críticas e bem-humoradas deste João: a capacidade de criar soluções de sobrevivência, a paixão pela música, a riqueza do imaginário social, a espontaneidade da mistura cultural que constitui hoje a maior riqueza não apenas do Rio, mas de todo o Brasil. O livro aborda questões alijadas da sociedade, como os trabalhadores, as cadeias e ladrões, unindo os fragmentos do Rio de Janeiro da época. A alma encantadora das ruas é o terceiro livro desse escritor e foi publicado em 1908 pela Editora Garnier, tornando-se rapidamente um sucesso de vendas. Embora seu título lembre El alma encantadora de Paris (1902) do nicaraguense Enrique Gomez Carrillo, pela sua temática, está bem mais próximo de Les petites choses de Paris (1888) de Jean de Paris (pseudônimo do jornalista do Le Figaro Napoléon-Adrien Marx) e de Paris inconnu (1878) de Alexandre Privat d'Anglemont. É, no entanto, é uma obra única e bem carioca, e não surpreende que tenha se transformado num clássico, enquanto os seus congêneres estrangeiros caíram no esquecimento, mesmo nos seus países de origem. O que mais nos espanta nessa obra singular (talvez a mais interessante até hoje escrita sobre a cidade do Rio de Janeiro e sua população), mais ainda do que o brilhantismo do estilo, é a sua homogeneidade, ainda mais quando sabemos que é uma antologia de textos publicados anteriormente pelo autor entre 1904 e 1907 no jornal A Gazeta de Notícias e na revista Kosmos. No entanto, tudo flui tão naturalmente que temos a ilusão de estar lendo um livro escrito de um fôlego só.
  10. 10. um pouco sobre o autor Segundo ocupante da Cadeira 26, eleito em 7 de maio de 1910, na sucessão de Guimarães Passos e recebido pelo Acadêmico Coelho Neto em 12 de agosto de 1910. Recebeu o Acadêmico Luís Guimarães Filho. Paulo Barreto (João P. Emílio Cristóvão dos Santos Coelho B.; pseudônimo literário: João do Rio), jornalista, cronista, contista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5 de agosto de 1881, e faleceu na mesma cidade em 23 de junho de 1921. Era filho de educador Alfredo Coelho Barreto e de Florência Cristóvão dos Santos Barreto. Adepto do Positivismo, o pai fez batizar o filho na igreja positivista, esperando que o pequeno Paulo viesse a seguir os passos de Teixeira Mendes. Mas Paulo Barreto jamais levaria a sério a igreja comtista, nem qualquer outra, a não ser como tema de reportagem. Fez os estudos elementares e de humanidades com o pai. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Em 1918, estava no jornal Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio, com o qual se consagraria literariamente. Seguiram-se outras redações de jornais, e João do Rio se notabilizou como o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna. Começou a publicar suas grandes reportagens, que tanto sucesso obtiveram no Rio e em todo o Brasil, entre as quais "As religiões no Rio" e inquérito "Momento literário", ambos reunidos depois em livros ainda hoje de leitura proveitosa, sobretudo o segundo, pois constitui excelente fonte de informações acerca do movimento literário do final do século XIX no Brasil. Nos diversos jornais em que trabalhou, granjeou enorme popularidade, sagrando-se como o maior jornalista de seu tempo. Usou vários pseudônimos, além de João do Rio, destacando-se: Claude, Caran d’ache, Joe, José Antônio José. Como homem de letras, deixou obras de valor, sobretudo como cronista. Foi o criador da crônica social moderna. Como teatrólogo, teve grande êxito a sua peça A bela madame Vargas, representada pela primeira vez em 22 de outubro de 1912, no Teatro Municipal. Deixou obra vasta, mas efêmera, que de modo algum corresponde à imensa popularidade que desfrutou em vida. Ao falecer, era diretor do diário A Pátria, que fundara em 1920. No seu último "Bilhete" (seção diária que mantinha naquele jornal), escreveu: "Eu apostaria a minha vida (dois anos ainda, se houver muito cuidado, segundo o Rocha Vaz, o Austregésilo, o Guilherme Moura Costa e outras sumidades)..." Seu prognóstico ainda era otimista, pois não lhe restavam mais que alguns minutos quando escreveu aquelas palavras. Seu corpo ficou na redação de A Pátria, exposto à visitação pública. o enterro realizou-se com cortejo de cerca de cem mil pessoas. Na Academia, que então ficava no Silogeu Brasileiro, na praia da Lapa, disse-lhe o discurso de adeus Carlos de Laet.
  11. 11. 6°livro: Fogo Morto de José Lins do Rego Fogo Morto (1943) foi o décimo romance e é a obra-prima de José Lins do Rego. Romance de feição realista, revela o processo de mudanças sociais passados no Nordeste brasileiro, num período desde o Segundo Reinado até as primeiras décadas do século XX. Na verdade, apesar de sua estrutura literária sólida, Fogo Morto é um documento sociológico, que retrata o Nordeste e a oligarquia composta pelos senhores de engenho, ameaçada com a chegada do capital proveniente da industrialização. São engenhos de “fogo morto”, onde decai o patriarcalismo com suas tragédias humanas. O romance é a expressão de uma cultura, pois retrata o mundo da casa grande e o mundo da senzala com as conseqüências sociais do relacionamento de um com o outro. José Lins do Rego manifesta a tendência regionalista de nossa literatura e de nossa ficção entre 1930 e 1945, configurando a situação política, econômica e social do Brasil. As oligarquias açucareiras são dominadas pelas oligarquias cafeeiras, revelando um sistema político apoiado em acordos de interesses, mantidos por Estados que se sustentam nos coronéis dos municípios. Desponta assim um regionalismo novo, diferente do regionalismo romântico: o exotismo e o pitoresco não interessam mais. Surge agora um Brasil doente, com fome, escondido que estava sob uma capa de “civilizado”. Surgem os problemas mais graves: o baixo nível de vida, o banditismo, a superstição, uma população dominada por uma classe minoritária. Esse tipo de regionalismo crítico aparecerá também nas obras de Jorge Amado, Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz. Convém frisar que José Lins do Rego poderia ser colocado sob a bandeira do Manifesto Regionalista de Gilberto Freyre. O tema central de Fogo Morto é o desajuste das pessoas com a realidade resultante do declínio do escravismo nos engenhos nordestinos, nas primeiras décadas do século XX. Gira em torno de três personagens empolgantes, que são as três mais fortes personagens da sua criação ficcional. São elas: o mestre José Amaro, o artesão, o major Luís César de Holanda Chacon, o senhor de engenho decadente, e o capitão Vitorino Carneiro da Cunha, que é, sem dúvida, a maior personagem do livro e de todos os romances de José Lins do Rego.
  12. 12. um pouco sobre o autor José Lins do Rego nasceu no dia 3 de julho de 1901, no Engenho do Corredor, município de Pilar, na Paraíba, propriedade do avô materno, onde passou sua infância. Fato que se tornou memorável em suas obras, nas quais freqüentemente cita a vida no engenho, o autoritarismo dos senhores de engenho, e a decadência da estrutura econômica voltada ao ciclo da cana-de-açúcar, como ele mesmo intitulou. Foi criado até os doze anos no canavieiro, em meio aos resquícios da época das senzalas e do período glorioso das oligarquias rurais e ascensão da industrialização da cana com a chegada das usinas. Partiu da pacata vida no engenho para estudar em Itabaiana (PB) e, logo após, terminou os estudos na capital do mesmo estado e publicou seu primeiro artigo de jornal aos 17 anos. Em 1918, mudou-se para Recife para cursar Direito pela Universidade de Recife, onde manteve contato com a elite cultural pernambucana, como: José Américo de Almeida, Olívio Montenegro e Gilberto Freire, o que influenciou bastante seu intelecto. Em 1926 foi nomeado promotor público em Minas Gerais, mas preferiu ir para Alagoas ser fiscal de banco, onde conheceu outros autores, com os quais formou a Geração do regionalismo de 30. Tentou, sem muito sucesso, publicar seu primeiro romance, “Meninos de engenho”, até que uma editora aceitou, desde que José Lins arcasse com as despesas. O livro foi publicado em 1932 e esgotou-se rapidamente, além disso, venceu o prêmio de melhor romance da Fundação Graça Aranha e deu marco ao início da carreira literária do autor.
  13. 13. 7º livro: A Estrela sobe de Marques Rebelo A prosa urbana moderna. Esse é o lugar literário da obra do escritor Marques Rebelo, que, deste modo, se insere na linha de Manuel Antônio de Almeida, de Machado de Assis e de Lima Barreto. Como seus predecessores, Rebelo aprendeu as armas do distanciamento e da ironia, que usa nos melhores momentos de sua ficção. O crítico Alfredo Bosi o classifica como um neo- realista que, contudo, não perde sua veia lírica, empregada comedidamente. Seu mundo é o de gente simples, mocinhas aventureiras, pequenos funcionários, caixeiros-viajantes, donas-de-casa, estudantes, malandros, marinheiros, boêmios, sambistas, cujos pequenos dramas são focados numa prosa “tensa e lírica", cuja naturalidade resulta de sutil estilização dos valores da linguagem coloquial, sobretudo nos diálogos. Publicado em 1939, A Estrela Sobe se passa em grande parte “no pequeno mundo das estações de rádio", contando as peripécias e sofrimentos de Leniza Maier, moça suburbana que, no Rio de Janeiro da década de 1930, sonha com o sucesso como cantora. Sua jornada rumo ao estrelato é marcada por percalços e dilemas morais: quer cortar os laços com todos os que possam atrapalhar sua ascensão, mas a nostalgia pela vida pregressa a domina. No fim, engravida e aborta, chegando à beira do delírio e da morte. Salva-se, mas sua crise está longe de terminar. Antes de dar um fecho convencional à história, porém, o autor prefere deixá-la em aberto. Diz o narrador: “... aqui termino a história de Leniza. Não a abandonei, mas, como romancista perdi- a". Para o escritor Mário de Andrade, o final inacabado confirma a modernidade do romance, pois privilegia mais o fluir da vida do que a elaboração de um entrecho bem-acabado, atrevendo-se até a apor um final arbitrário. Conforme explica o professor Ariovaldo José Vidal, o fator decisivo para a vitalidade da obra é a capacidade de representar as tensões do quadro social, sem que o romancista ceda a dogmatismos ideológicos. Leniza “não se arrepende ou se converte, salvando o romance de um possível esquematismo tardiamente romântico."
  14. 14. 8º livro:Sítio do Pica Pau Amarelo de Monteiro Lobato Emília, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta, Tia Nastácia, Visconde, Cuca, entre outros, são personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo, obra infanto-juvenil brasileira que é referência literária de nosso país, criada pelo gênio escritor Monteiro Lobato. É uma obra original, o primeiro livro da série foi publicado em dezembro de 1920. A primeira adaptação da obra para a televisão, foi realizada pela TV Tupi em 3 de junho de 1952 e durou até 1962, emprograma ao vivo, o episódio de estréia foi “A Pílula Falante”. Em 1964, a TV Cultura começou a produzir a série, mas durou apenas seis meses sem repetir o grande sucesso que obteve na TV Tupi. Em 1967, a iniciativa foi da TV Bandeirantes com o patrocínio da Pullman, nesta época já se utilizava o vídeo-tape, a série durou até 1969. Depois de oito anos, m 1977, a TV Globo em parceria com a TVE-Rio relançou a série como novos atores, cenografia e um profissionalismo que permitiu que a série fosse exportada para outros países, por interpretarem que Tia Nastácia era uma escrava, a série foi censurada em Angola. A série durou até 1986, retornando em 2001, produzida somente pela TV Globo que mesclou as histórias originais de Monteiro Lobato com novos argumentos. Em 2005, a TV Globo passou a produzir o Sítio num formato narrativo de novela infantil. A obra Literária de Monteiro Lobato já foi exportada para vários países como Argentina, Itália, Rússia e Itália.
  15. 15. um pouco sobre o autor Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor brasileiro. "O Sitio do Picapau Amarelo" é uma de suas obras de maior destaque na literatura infantil. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil em nosso país e em toda América Latina. Tornou-se editor, criando a "Editora Monteiro Lobato" e mais tarde a "Companhia Editora Nacional". Metade de suas obras é formada de literatura infantil. Monteiro Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé. Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Estudou no Instituto de Ciências e Letras de São Paulo. Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Parnaíba, no ano de 1907. Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.
  16. 16. 9ºlivro:Vestido de noiva, a vida como ela é de Nelson Rodriguez A peça :-; Vestido de Noiva ; tem, em seu cenário, três planos que se intercalam: o plano da alucinação, o plano da realidade e o plano da memória. Alaíde, moça rica da sociedade carioca, é atropelada numa das noites do Rio. No plano da realidade, jornalistas correm para se informar e publicar em seus jornais o fato, enquanto médicos correm para salvar o corpo inerte da mulher, jogada numa mesa de operação, entre a vida e a morte. No plano da alucinação, Alaíde procura por uma mulher chamada Madame Clessi, sua heroína, que foi assassinada no início do século, vestida de noiva, pelo seu namorado. As duas se encontram e conversam. Um homem acusa Alaíde de assassina, e ela revela a Madame Clessi que assassinou o marido Pedro com um ferro após uma discussão -; o plano da memória reconstitui a cena. Mais tarde, ambas percebem que o assassinato de Pedro não passou de um sonho de Alaíde. Enquanto os médicos tentam quase o impossível para salvá-la da morte no plano da realidade, Alaíde e Madame Clessi conversam no plano da alucinação, tentando se lembrar do dia do casamento da primeira, e de duas mulheres que estavam presentes enquanto Alaíde se preparava para a cerimônia: a mulher de véu e uma moça chamada Lúcia. Ambas são, na verdade, a mesma pessoa: a irmã de Alaíde, que reclama o fato desta ter lhe roubado o namorado. Segue-se uma série de intercalações entre os planos: no plano da realidade, o trabalho dos médicos para reanimar Alaíde, e dos jornalistas querendo informações sobre a tragédia do atropelamento. Nos planos da alucinação e da memória, a história de Madame Clessi, com seu namoro com um jovem rapaz e sua morte, se funde com a de Alaíde no dia do casamento com Pedro. Segue-se a discussão com Lúcia minutos antes da cerimônia, que a acusa violentamente de ter lhe roubado o noivo. O casamento acontece, e Alaíde se vê vítima de uma conspiração entre Lúcia e Pedro, que pretendem matá-la para ficarem juntos. No plano da realidade, Alaíde morre na mesa de operação. Enquanto Alaíde assiste com Madame Clessi cenas de seu enterro e de sua discussão com Lúcia momentos antes do atropelamento, quando jura que mesmo morta não a deixaria ficar com Pedro. Lúcia, no entanto, casa-se com Pedro, mesmo tendo em sua mente a imagem de Alaíde com seu vestido de noiva.
  17. 17. um pouco sobre o autor Nelson Rodrigues nasceu em 23 de agosto de 1912 e foi o quinto filho de uma prole de 14. É considerado um dos maiores dramaturgos brasileiros. Suas obras são polêmicas e retratam a realidade da vida, talvez por esta razão ele seja alvo de críticas boas e ruins. Entre os anos de 1941 e 1943, escreveu duas peças teatrais: “A mulher sem pecado” e “Vestido de Noiva”. Levou uma vida cheia de tristezas: perdeu 3 irmãos, o pai, seu filho foi preso e sua filha nasceu cega, surda e muda. O próprio Nelson foi internado várias vezes com tuberculose. As amarguras, podridões e tragédias da vida foram transformadas em peças e livros. Usou uma linguagem simples e inovou os textos teatrais, por isso é considerado um renovador do teatro brasileiro. Escreveu 17 peças, vários contos e 9 romances. Obras Peças -Vestido de noiva (1943) -A falecida (1953) -Os sete gatinhos (1958) -Boca de ouro (1959) -Beijo no asfalto (1960) -Toda nudez será castigada (1965) Romances - Meu destino é pecar (usando o pseudônimo Suzana Flag) -O homem proibido (Suzana Flag). -A mentira (Suzana Flag). -Asfalto selvagem - O casamento Contos -Cem contos escolhidos – A vida como ela é… -A vida como ela é – O homem fiel e outros contos etc...
  18. 18. 10ºlivro:Inocência de Visconde de Taunay Alfredo d’Escragnolle Taunay nasceu no Rio de Janeiro, em 1843. Estudou Humanidades no Colégio Pedro II e cursou Ciências Físicas e Matemáticas na Escola Militar. Foi nomeado segundo-tenente e participou da guerra do Paraguai, além de campanhas militares. No Rio de Janeiro publicou a primeira parte da obra A retirada da Laguna sobre a guerra com o Paraguai e a retirada dos brasileiros em razão da derrota. Ingressou na carreira política, foi deputado e presidente da província de Santa Catarina e Paraná, além de senador também por Santa Catarina. Recebeu o título de visconde e afastou-se da política com a proclamação da República, já que sua visão era monárquica. Após deixar seu posto no exército como major, dedicou-se não só à política, mas também às letras. Seu primeiro romance foi A Mocidade de Trajano (1871), sob o pseudônimo de Sílvio Dinarte. Contudo, sua principal obra é, sem dúvida, Inocência (1872), a qual se passa em Mato Grosso em um universo diferente dos quais freqüentava na corte. Inocência foi traduzida para vários idiomas e adaptada para o cinema. Vejamos um trecho desta obra renomada, o qual retrata o âmbito sertanejo em que a história acontece: “O legítimo sertanejo, explorador dos desertos, não tem, em geral, família. Enquanto moço, seu fim único é devassar terras, pisar campos onde ninguém antes pusera pé, vadear rios desconhecidos, despontar cabeceiras e furar matas, que descobridor algum até então haja varado. Cresce-lhe o orgulho na razão da extensão e importância das viagens empreendidas; e seu maior gosto cifra-se em enumerar as correntes caudais que transpôs, os ribeirões que batizou, as serras que transmontou e os pantanais que afoitamente cortou, quando não levou dias e dias a rodeá-los com rara paciência.”
  19. 19. um pouco sobre o autor Alfredo Taunay (1843-1899) foi escritor brasileiro. A obra "Inocência", é considerada o melhor romance sertanejo do Romantismo. Taunay foi também político do Império, militar, professor, engenheiro, historiador e sociólogo brasileiro. Alfredo Taunay (1843-1899) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de fevereiro de 1843. De família aristocrata, era filho de Felix Émile Taunay, diretor da Academia Imperial de Belas Artes, e de Gabriela Hermínia d'Escragnolle Taunay, filha do conde d'Escragnolle. Seu avô, o pintor Nicolas Antoine Taunay, veio para o Brasil com uma Missão francesa, em 1816. Estudou no Colégio Pedro II, onde em 1858, concluiu o bacharelado em Letras. Cursou a Escola Militar, onde formou- se em 1863, em Ciências Naturais e Matemática. Casou-se com Cristina Teixeira Leite, filha do Barão de Vassouras. Combateu na Guerra do Paraguai, como engenheiro, entre os anos de 1864 e 1870. Publicou em 1871, o livro "A Retirada da Laguna", onde relata sua dramática experiência durante os seis anos na guerra. Terminada a Guerra do Paraguai, entra para o magistério, leciona no Colégio Militar. Dedica-se também à política. Em 1872 é eleito deputado pela província de Goiás. Nesse mesmo ano publica "Inocência", que é considerado o melhor romance sertanejo do Romantismo. Em 1876, foi nomeado presidente da província de Santa Catarina. Passa dois anos estudando na Europa. Em 1881 é novamente eleito deputado por Santa Catarina. Em 1886 é nomeado Senador do Império. Em 1889, recebe do Imperador Dom Pedro II, o título de Visconde de Taunay. Com a queda da Monarquia, afasta-se do Senado.
  20. 20. Esse slide foi montado para mostrar um pouco sobre os livros e seus autores, e contém um pouco sobre a biografia de cada um e um breve resumo dos livros escolhidos.

×