Jussara hoffmann avaliar respeitar primeiro educar depois

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Para a autora, "As transformações de avaliação são multidimensionais. Uma
grande questão é que avaliar envolve valor, e valor envolve pessoa. Nós somos o que
sabemos em múltiplas dimensões. Quando avaliamos uma pessoa, nos envolvemos por
inteiro - o que sabemos, o que sentimos, o que conhecemos desta pessoa, a relação
que nós temos com ela. E é esta relação que o professor acaba criando com seu
aluno. Então, para que ele transforme essa sua prática, algumas concepções são
extremamente necessárias. Em primeiro lugar, o sentimento de compromisso em
relação àquela pessoa com quem está se relacionando. Avaliar é muito mais que
conhecer o aluno, é reconhecê-lo como uma pessoa digna de respeito e de interesse."

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Jussara hoffmann avaliar respeitar primeiro educar depois

  1. 1. JUSSARA HOFFMANN Douglas Freitas
  2. 2. Cada um pensa como pode. Nós só podemos compreender as coisas a partir do que somos sabemos e sentimos. Olhar os outros e as pessoas que nos cercam nada mais é do que fazer um sensível leitura do mundo. É aprender conviver com palavras, textos e contextos diferentes e buscar consenso. Pensar de forma diferente só acontece a partir do diálogo entre os elementos da ação educativa, da permanente reflexão sobre a prática. Critica as pesquisas cujas perguntas se revelam ambíguas RESPEITAR PRIMEIRO EDUCAR DEPOIS
  3. 3. A autora fala da urgência na revalorização da imagem do professor, devolver-lhes o orgulho de uma profissão imprescindível a qualquer sociedade culta e democrática. Não há mudança sem o sofrimento da transição do próprio esforço implicado que exige, muitas vezes, renúncia, disciplina, dedicação. PROCURAM-SE PROFESSORES
  4. 4.  Não há mudança sem o sofrimento da transição do próprio esforço implicado que exige, muitas vezes, renúncia, disciplina, dedicação.  1º Dilema: não se pode ensinar ao professor oque ele precisa aprender – aprendizagens significativas são reconstruções próprias.  2º Dilema: mudanças resultam em sofrimento.  3º Dilema: mudanças permanentes desenvolvem-se passo a passo.  UM APAGÃO NA EDUCAÇÃO: a autora refere-se ao descompasso revelado pela escola inclusiva onde todos são sempre todos e não há um acompanhamento da aprendizagem de cada um. UM PASSO PRA FRENTE, DOIS PRA TRÁS
  5. 5. Participar da educação dos filhos não é decidir os rumos da escola, assim como professores não devem delegar aos pais a função pedagógica. PROFESSOR SEM STRESS – a chave de seu mal estar está na impossibilidade de dar conta com a competência desejada da tarefa docente. VOLTA ÀS AULAS, ALUNO, OU PESSOA, PROFESSOR? – Admirar o aluno pressupões a escuta do silêncio e dos ruídos na comunicação. É preciso saber mais do aluno, co nhecer suas histórias. OS PAIS NA ESCOLA: PARTICIPAR OU DECIDIR
  6. 6. Conviver/sensibilizar-se é o compromisso do educador, por um lado, e, por outro, a grande magia da tarefa educativa VOLTA ÀS AULAS: ALUNOS OU PESSOAS, PROFESSOR
  7. 7.  Final de ano nas escolas, mas não final de caminho. Avaliar em educação significa acompanhas as mudanças, admirando aluno por aluno em seus jeitos especiais de ser de aprender a ler e escrever a conviver.  ACESSO OU PERMANÊNCIA – A autora aponta tres fatores que contribuem para a repetência, o primeiro refere-se ao foco no ensino e não na aprendizagem; segundo: a avaliação cumpre um papel burocrático e o terceiro: as ações são sempre uniformes e padronizadas. Somente a observação curiosa e investigativa permanente é que leva o professor a tomar consciência da heterogeneidade, buscando a diferenciação pedagógica – registros, dados mediadores essenciais para o acompanhamento individual. TEMPO DE ADMIRAÇÃO E NÃO DE REPROVAÇÃO
  8. 8. A autora aponta os riscos de organizar turmas homogêneas: prejuízo à autoestima e ao desenvolvimento de crianças e jovens decorrentes de expectativas rígidas da escola em relação a atitudes e rítmos de aprendizagem; torná-los competitivos e individualistas, limitados e inseguros fora de seus feudos ou grupos de iguas. Segundo a autora isso em nada contribui para sua cidadania e sociabilidade ENTURMAÇÃO
  9. 9. Aprender é como respirar, cada suspiro ou novas vivências representa sempre novas aprendizagens. É preciso ter a intenção de se valorizar as diferenças entre os estudantes no sentido de provocar a diversidade do agir, do pensar, de formas de se expressar. A melhor escola é a que se constitui em um espaço de aprendizagem com muita liberdade e prazer sem o estigma da obrigação, da competição e do fracasso A ESCOLA QUER ALUNOS DIFERENTES
  10. 10.  Ensino de 9 anos – sistema de progressão continuada nos dois primeiros anos e o acompanhamento por meio de relatórios descritivos. Segundo a autora esses relatórios permitem tirar os alunos do anonimato e elevando-os a condição de pessoas, sujeitos de uma história única.  Muitos sabem que eles não sabem, mas não sabem o que não sabem e nem porque não sabem.  A avaliação mediadora procura responder às questões: em que dimensões da aprendizagem cada aluno apresenta avanços ou necessidades? Qual a razão dos jeitos e tempos de aprender de cada um? Em que área do desenvolvimento precisaria maior atenção ou novos desafios? Que alternativas pedagógicas individuais ou coletivas poderão ser desenvolvidas? RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO 1 – COMPREENDER E COMPARTILHAR HISTÓRIAS
  11. 11. Visão comportamentalista: acompanhar para ver e registrar o que viu Perspectiva mediadora: acompanha-se para observar a evolução, refazer o processo junto ao aluno, propor-lhe novos desafios (mediação). Nessa concepção, entende-se que tal acompanhamento é sempre de caráter multidimensional jeitos e tempos de aprender de cada um? Em que área precisaria de maior atenção ou de novos desafios? Que alternativas pedagógicas individuais ou coletivas poderão ser desenvolvidas?
  12. 12. A autora defende que boletins de notas ou conceitos, fichas e pareceres classificatórios impedem que educadores tenham vez e voz para narrar suas diferentes formas de agir e de intervir no que tange ao acompanhamento individual, uma vez que ela entende que isso contribui sobremaneura para a formação docente. Com base em Schon, (2000) aponta que o autor seja autor/ reconstrutor das suas práticas educativas/avaliativas dedicando o tempo de observar, para refletir e e reconstruir/mediar. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO 2: DO AGIR AO PENSAR NA FORMAÇÃO DOCENTE
  13. 13. A perspectiva mediadora tem por fundamento os princípios da avaliação contínua e formativa. Mediação é interpretação, diálogo, interlocução. A finalidade da avaliação não é de descrever, justificar, explicar o que o aluno alcançou em termos de aprendizagem, mas a de desafiá-los todo tempo a ir adiante, a avançar confiando em suas possibilidades, sobretudo o apoio pedagógico a cada um. AVALIAÇÃO MEDIADORA É FORMATIVA
  14. 14. Crítica ao sistema, o descaso das autoridades em relação ao investimento na construção de creches, pré-escolas, em professores, em educação. INFÂNCIA ATROPELADA – Outra crítica em relação a entrada precoce, ao aumento dos dias letivos. Mais tempo para alfabetizar não significa alfabetizar melhor assim como o aumento dos dias letivos não melhorou a qualidade da educação no país. O ingresso antecipado à escola vai na direção oposta a uma escola inclusiva. EDUCAR PRIMEIRO PARA NÃO APRISIONAR DEPOIS
  15. 15. Não há educação sem repeito mútuo entre educador e ducando, muito menos sem diálogo e confiança. Educar para o não é sempre mais difícil do que simplesmente dizer não, pos exige paciência e persistência. DIZER NÃO OU EDUCAR PARA O NÃO
  16. 16. Avaliar é tão mágico, quanto ler! Ao avaliarmos nos transformamos em leitores de sujeitos, de seus textos e contextos, o que nos remete à leitura de nós mesmos, construindo e reconstruindo sentidos nessa interlocução. O bom leitor/avaliador contralê o texto, busca suas contradições. Avaliar, por isto, produz instabilidade, dúvidas, incertezas. È humilde. LEITURA E AVALIAÇÃO:NAS ENTRELINHAS DOS TEXTOS E CONTEXTOS
  17. 17. Você não pode embarcar de novo na vida quando ela termina, mas um livro por mais complexo ou difícil que seja, você pode voltar ao seu começo , ler de novo e compreender o que é difícil, assim entendendo também a vida. Saber escolher os textos certos, é preciso ser um apaixonado pela leitura. É preciso dar tempo ao leitor para conversar sobre as metáforas, as leituras que cada um fez. APRENDER A LER OU GOSTAR DE LER?
  18. 18. Cuidar que o aluno aprenda mais e melhor, todos os dias: isso é avaliar. É acompanhar o processo de construção do conhecimento, envolve um conjunto de procedimentos didáticos. A autora adota como referencial teórico a teoria Piagetiana. POR UMA MUDANÇA EFETIVA NA AVALIAÇÃO
  19. 19. A finalidade das tarefas avaliativas na perspectiva mediadora é refletir sobre o que o aluno aprendeu até aquele momento. Analisar as alternativas erradas para acompanhar os rumos de seu pensamento. .A avaliação é uma atividade ética. Sugere questões dissertativas para dar oportunidade do aluno expressar-se individualmente. Segundo ela a análise dessas respostas é o pulo do gato em termos de avaliação mediadora PRÁTICAS AVALIATIVAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
  20. 20. Dois princípios fundamentam o processo mediador: PROVISORIEDADE E COMPLEMENTARIDADE Sugere a formação de grupos produtivos, espaços interativos de aprendizagem com a intenção de provocar o conflito, o debate o compartilhamento de saberes.

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