Planejamentos cmeis

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Planejamentos cmeis

  1. 1. CMEIsSEP 2011 educaçãoSemana de EstudosPedagógicos infantil
  2. 2. PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA Luciano Ducci SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO Liliane Casagrande Sabbag SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA Daniele Regina dos Santos ASSESSORIA EXECUTIVA João Batista dos Reis DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA Maria Cristina Brandalize DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO E INFORMAÇÕES Suely Fischer de Morais SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL Raquel Rodrigues de Lima Simas DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL Ida Regina Moro Milléo de Mendonça DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL Maria José Ripol Diniz Serenato DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA E DIFUSÃO EDUCACIONAL Eloina de Fátima Gomes dos SantosCOORDENADORIA TÉCNICA – ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DE ENSINO Eliane de Souza Cubas Zaions COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ÀS NECESSIDADES ESPECIAIS Iaskara Maria Abrão UNIDADE GESTORA DO PROGRAMA COMUNIDADE ESCOLA Luciano Martins de Oliveira
  3. 3. PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL SEMANA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS – 2011 ENCAMINHAMENTO DE ESTUDO NOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CMEIs) Prezados pedagogo e diretor: Este estudo permitirá uma articulação com o foco de formação “Pensamentológico-matemático”, levando os profissionais a aprofundarem conhecimentos sobre oplanejamento pedagógico, refletirem sobre o trabalho com jogos que vêm realizando comas crianças na educação infantil, planejarem, a partir dos estudos e reflexões, umencaminhamento com jogo para sua turma e construírem esse jogo para aplicá-lo. Para alcançar essas intenções, propomos um encaminhamento pensado para 12horas de estudo com sua equipe, que foi planejado e validado por pedagogos doDepartamento de Educação Infantil e das equipes regionais e pedagogos representantesde CMEIs, durante o encontro de formação realizado nos dias 15 e 16 de junho. Ressaltamos que a Semana de Estudos Pedagógicos desencadeará várias açõesformativas e, sendo integrada ao processo de formação continuada, terádesdobramentos, no segundo semestre, com a aplicação dos planejamentos que serãoelaborados pelos profissionais. Outros estudos e tematizações também poderão serrealizados nas permanências e reuniões pedagógicas, com a utilização dos materiais deestudos que a unidade recebeu. Diante da diversidade de características presentes em cada unidade, espaços eequipe de profissionais, esse encaminhamento será adequado às especificidades de cadauma, garantindo os estudos, as reflexões, o planejamento e a confecção dos jogos. 1.º Dia Tempo previsto: 4 horas • Apresentação da proposta de estudo para a equipe. Ao apresentar a proposta de estudo, solicitar aos profissionais que selecionemmateriais a serem utilizados na oficina de construção de jogos, como objetos para uso depinos, imagens interessantes para ilustrar tabuleiros, como fotos e cartões postais,sacolas e caixas para guardar os jogos, entre outros. • Definição de um redator para registrar a síntese das reflexões e asconclusões construídas durante o estudo. • Leitura do texto de fundamentação para berçário e maternal I –“Pensamento lógico-matemático nos berçários e no maternal I: o planejamentopedagógico em discussão”, elaboração de Vera Lucia Grande Dal Molin.
  4. 4. Sua equipe poderá fazer a leitura coletiva, de modo que possa fazer destaques,seguindo, por exemplo, as referências indicadas ao longo do texto. É necessário que opedagogo faça o estudo prévio desses documentos para poder mediar a discussão e queos tenha disponíveis para consulta e esclarecimento de dúvidas que possam surgirdurante o estudo. • Leitura de um dos planejamentos de berçário ou maternal I e análise a partirdas seguintes questões: 1. O que define este planejamento como uma atividade permanente? 2. As propostas previstas possibilitarão o alcance dos objetivos propostos? 3. Este planejamento contribui para a elaboração de outras atividades permanentes? Como? A equipe poderá ser organizada em subgrupos para responder a essas questões e,posteriormente, socializar para o grupo as respostas e conclusões a que chegaram. • Leitura do texto “Jogos na escola”, de Lúcia do Amaral Mesquita deMagalhães, adaptado pela professora Maria Virgínia Gastaldi, págs. 1 a 3. Sua equipe poderá novamente fazer a leitura coletiva, de modo que possa fazerdestaques a partir dos tópicos apresentados no texto. É importante ressaltar que essetexto foi elaborado para as séries iniciais e, posteriormente, adaptado para estudos naeducação infantil. • Leitura do planejamento de uma sequência didática com jogos para maternalII, maternal III ou pré e análise a partir das seguintes questões: 1. O que define esse planejamento como uma sequência didática? 2. As etapas possibilitam o alcance dos objetivos propostos? 3. Este planejamento contribui para a elaboração de outras seqüências didáticas? Como? Caso sua unidade atue com crianças a partir dos 3 anos, os planejamentosanalisados serão o de maternal III e o do pré. Se sua unidade atua com crianças até 3anos, você poderá optar entre os planejamentos de berçário, maternal I e maternal II. 2.º Dia Tempo previsto: 4 horas • Considerando os estudos e a análise dos planejamentos realizados no diaanterior, iniciar esse segundo dia de trabalho propondo a seguinte reflexão para a equipe: 1. Com que frequência as crianças jogam em sua turma? 2. Quais são os jogos que as crianças já conhecem e sabem jogar com autonomia? 3. Como está o acervo de jogos da turma em relação a quantidade, qualidade e diversidade? 4. Qual será o próximo passo para avançar no trabalho com os jogos na sua turma? Para essa reflexão, destinar tempo suficiente a fim de que cada equipe de educadores, de acordo com a turma em que atua, organize as ideias para comunicar aos demais.
  5. 5. • Apresentação de acervo de jogos pela pedagoga Após os relatos, apresentar o acervo de jogos organizado pela equipe do NúcleoRegional da Educação, no sentido de ampliar o repertório dos profissionais e apoiá-los naelaboração do planejamento de trabalho com jogos envolvendo sua turma. Em seguida, lançar a seguinte questão aos profissionais: 1. A partir dessa reflexão e do acervo apresentado, que jogo seria interessantepropor para minha turma neste momento? Por quê? • Elaboração de um planejamento de trabalho incluindo o jogo pensado paracada turma. Para este momento, a organização prévia de um roteiro dos itens para registrar oplanejamento poderá auxiliar na organização das ideias e otimizar o tempo de trabalhodos profissionais. • Apresentação dos planejamentos elaborados pelas turmas para possíveiscontribuições ao grupo. 3.º Dia Tempo previsto: 4 horas • Oficina de confecção dos jogos planejados. Para a realização da oficina, é importante reservar e organizar o espaçoconsiderando o acesso aos materiais e o uso de mesas. Para o uso de pincéis e tintas,por exemplo, é importante forrar as mesas, separar recipientes com água e panos paralimpar os pincéis, separar recipientes para distribuir cola, etc. Antes de iniciar a confecção dos jogos, orientar a equipe sobre os seguintesaspectos: - Faixa etária das crianças e suas vivências com jogos. - Segurança, considerando as orientações da ONG Criança Segura para que as peças sejam maiores que o diâmetro de 3 cm, para as crianças de até 3 anos. - Durabilidade. - Estética – diversidade de materiais e acabamento. - Ilustrações – imagens que ampliem o repertório das crianças, tais como: reproduções de obras de arte de domínio público, fotos, cartões postais da cidade de Curitiba e de outros locais, paisagens, desenhos das próprias crianças, valorizando seu percurso e seu traçado, entre outros. - Contexto lúdico – levantar temáticas que estimulem o imaginário infantil. • Confecção dos jogos • Socialização dos jogos confeccionados na oficina. Destinar tempo para a apresentação de cada jogo confeccionado pelosprofissionais, a fim de que falem sobre categoria/tipo, objetivo, materiais que o compõem,a forma de se jogar e a de ensinar as crianças a jogá-lo, num breve relato de seuplanejamento.
  6. 6. Para concluir, parabenize sua equipe pelos esforços dedicados durante o estudo epelos resultados alcançados, firmando o compromisso de que, no decorrer do segundosemestre, estará acompanhando a aplicação dos planejamentos e auxiliando em novosencaminhamentos e estudos nas permanências e nos sábados pedagógicos. Um bom trabalho a todos. Ida Regina Moro Milléo de Mendonça e Equipe do Departamento de Educação Infantil
  7. 7. TEXTO DE ESTUDO 1 Pensamento lógico-matemático nos berçários e no maternal I: o planejamentopedagógico em discussão 1 As primeiras experiências das crianças nos anos iniciais promovem aprendizagensque são fundamentais na formação de bases para a construção de diferentesconhecimentos, promovendo inclusive o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático. Em contextos de comunicação, nas interações com adultos e crianças, porexemplo, o bebê desenvolve a linguagem oral e realiza as primeiras abstrações, pois, aofalar, ele “analisa, classifica, busca qualidades comuns e diferenças entre os objetos,sentimentos e desejos, para assim elaborar suas hipóteses de fala, desenvolvendo oinício da linguagem lógica e também do pensamento lógico.” (CURITIBA, 2006, p.75). A matemática, por sua vez, está presente na vida das crianças bem cedo, mesmoque elas não tenham consciência de que estão “fazendo matemática”. Quandoengatinham por diferentes espaços, passam por baixo de berços, entram e saem de umacabana, transpõem um obstáculo contornando-o ou passando por cima dele, exploramdiferentes propriedades de objetos e possibilidades de manipular um brinquedo ou jogo,as crianças vão interagindo com o mundo e estabelecendo relações que, aos poucos,ganham sentido e geram condições para novas experiências e conhecimentos que sãorevelados nas ações, sensações, gostos, sons, texturas e cheiros. Assim, a matemática vai além da contagem de objetos e de notações numéricas eestá nas relações mentais que as crianças constroem a partir de diferentes situações quevivenciam. Ela “surge pela necessidade da resolução de problemas do cotidiano, e são osdesafios que permitirão às crianças um aprendizado significativo.” (CURITIBA, 2006, p.77). Planejamento das experiências de pensamento lógico-matemático Na educação infantil, a matemática será planejada para promover diferentesexperiências às crianças, de modo que possam construir conhecimentos a partir dedesafios e em situações que façam sentido para elas, envolvendo número, sistema denumeração, espaço e forma e medidas. No entanto, é importante destacar que, nos berçários e no maternal I (até por voltados dois anos e meio), as crianças são “pequenas cientistas” e estão interessadas emexplorar e conhecer materiais diversos, utilizando-se de todos os sentidos, sendo omovimento marcante nessa base exploratória, pois ele permite que a criança explore edescubra espaços e materiais, aproxime-se ou se distancie de pessoas, transponhaobstáculos para alcançar objetos e brinquedos e construa relações entre ações econsequências. Podemos observar bebês e crianças de berçário e maternal I utilizando amatemática em diversas situações: quando tentam empilhar blocos e encaixar objetos dediferentes formas; quando levantam um objeto e percebem que o peso não permite;quando enchem e esvaziam com areia e água recipientes de diferentes formas etamanhos; quando precisam medir a distância entre seu corpo e o do educador para pedir1 Texto elaborado para subsidiar o estudo dos profissionais da educação infantil em suas unidades de trabalho, naSemana de Estudos Pedagógicos da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba, em julho de 2011.
  8. 8. colo; quando observam que alguns objetos rolam e outros não, dentre tantas outrassituações que poderiam ser citadas. Nesse contexto, o planejamento será voltado para a organização de espaços,tempos e materiais que permitam a ampliação das experiências das crianças, o quedependerá tanto de suas possibilidades exploratórias como das intervenções realizadaspelo educador utilizando linguagem matemática que as auxilie a estabelecer relaçõesentre o que fazem e o significado de suas ações. Faz diferença na construção doconhecimento matemático pela criança, por exemplo, quando o educador pede que passepor dentro do túnel, coloque o brinquedo dentro da caixa. Assim, aos poucos, elacompreende o significado de algo que está dentro ou fora, ocupando ou não um espaço,além de tantos outros conceitos em construção, como, por exemplo, o que é uma caixa. Modalidade organizativa do tempo didático para planejar as experiências depensamento lógico-matemático As aprendizagens infantis resultam de práticas educativas que tenham frequência eregularidade para que as crianças possam atribuir significados às suas experiências econstruir diversos conhecimentos, inclusive os matemáticos. Por isso, na educaçãoinfantil, a base do desenvolvimento do trabalho educativo com as crianças doberçário ao pré são as atividades permanentes 2 . Uma das atividades permanentes diárias propostas na educação infantil da redemunicipal são os cantos de atividades diversificadas, que, para os pequenos, sãoplanejados e organizados como espaços para suas explorações e descobertas debrinquedos e materiais diversos 3 . A organização de diferentes espaços em sala e no solário, com propostas deexploração de materiais e brinquedos diversos pelas crianças, pensadas em temposdiferentes ao longo do ano e articuladas aos objetivos de aprendizagens que sãoelencados no planejamento anual, será a base para o planejamento das experiências como conhecimento lógico-matemático nos berçários e maternal I. Além das atividadespermanentes, uma sequência didática será bem-vinda quando o educador tiver a intençãode promover o aprofundamento de algum conhecimento pelas crianças. O pensamento lógico-matemático e as outras áreas de formação humana Não podemos esquecer que a matemática está presente no cotidiano de nossavida, integrada a outras experiências que estão na base da formação humana. Por isso,consideramos que o conhecimento matemático também é construído em atividadesrelacionadas a outras áreas de formação humana, como nos exemplos a seguir. - Nas práticas de movimento 4 – circuitos com materiais diversos – Quando as crianças realizam um trajeto proposto, além de cumprir com uma série de tarefas envolvendo diferentes movimentos, elas estão construindo relações com os objetos e com o espaço, que mais tarde farão sentido na compreensão de conhecimentos matemáticos.2 Consultar Referenciais para estudo e planejamento na educação infantil – modalidades organizativas do tempodidático, 2010.3 Consultar Referenciais para estudo e planejamento na educação infantil – cantos de atividades diversificadas, 2010.4 Consultar o caderno pedagógico de movimento, p. 32 a 35, 2009.
  9. 9. - Nas práticas de oralidade – brincadeiras com parlendas que incluem a récita numérica. As crianças brincam com palavras, conhecem novas formas de expressão oral e aprendem a recitar os números numa sequência oral. Porém, é importante que, ao planejar, o educador tenha clareza sobre os objetivosde aprendizagens das crianças. Uma mesma brincadeira pode servir a objetivos dediferentes áreas, mas fica difícil observar e registrar as falas das crianças e as suasreações diante das propostas pensando, simultaneamente, em objetivos de áreasdiferentes. Assim, se o planejamento de uma brincadeira associa mais de uma área deformação humana, o educador a aplicará, algumas vezes, focando uma área e, outrasvezes, focando outra área. Esse encaminhamento, ao mesmo tempo que possibilita àscrianças a apropriação da brincadeira por ser apresentada mais de uma vez, possibilita aoeducador a observação e o registro das conquistas das crianças em relação aos objetivospropostos das áreas implicadas. Enfim, para planejar é necessário ao educador: - Acreditar no potencial de aprendizagem das crianças. - Conhecer as crianças de sua turma em relação ao seu desenvolvimento. - Conhecer a área de formação humana a ser planejada, neste caso, pensamento lógico-matemático. - Estabelecer os objetivos de aprendizagem considerando a concepção de criança explicitada no eixo Infância: tempo de direitos das diretrizes municipais para a educação infantil. - Pensar nas propostas de atividades considerando os objetivos a serem alcançados, espaços e materiais, num tempo que respeita o processo de aprendizagem das crianças. - Definir as formas de registro do desenvolvimento das propostas para que tenha elementos para avaliar as aprendizagens infantis e pensar a sua continuidade. Ressaltamos que todo o trabalho na educação infantil é permeado por um vínculoafetivo estabelecido entre educadores e crianças, fundamental para o desenvolvimento depráticas educativas de qualidade e para que elas se sintam seguras e amparadas paraexplorar e descobrir o mundo à sua volta.
  10. 10. REFERÊNCIASCURITIBA. Secretaria Municipal da Educação. Diretrizes curriculares para a educaçãomunicipal de Curitiba: educação infantil. v. 2, c. 3. Curitiba: SME, 2006.______. ______. Caderno pedagógico: movimento. Curitiba: SME, 2009.______. ______. Referenciais para estudo e planejamento na educação infantil:modalidades organizativas do tempo didático – orientações básicas para CMEIs, CEIsconveniados e escolas com educação infantil. Curitiba: SME, 2010.______. ______. Referenciais para estudo e planejamento na educação infantil:cantos de atividades diversificadas – orientações básicas para CMEIs, CEIs conveniadose escolas com educação infantil. Curitiba: SME, 2010.______. ______. Referenciais para estudo e planejamento na educação infantil:planejamento e avaliação. Curitiba: SME, 2010.SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal da Educação. Diretoria de Orientação Técnica.Orientações curriculares: expectativas de aprendizagens e orientações didáticas paraeducação infantil. São Paulo: SME / DOT, 2007.GONÇALVES, R. D. F. S. Existe “vida matemática” no berçário? Disponível em:<http://raphaeladany.blogspot.com/2011/02/existe-vida-matematica-no-berçario.htlm>Acesso em:Elaboração:Vera Lúcia Grande Dal Molin – Pedagoga, gerente do Departamento de Educação Infantilda Secretaria Municipal da Educação de Curitiba.Revisão:Ida Regina Moro Milléo de Mendonça – Pedagoga, diretora do Departamento deEducação Infantil da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba.
  11. 11. PLANEJAMENTO DE PRÁTICAS DE PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICOModalidade organizativa do tempo didático: Atividade permanenteTurma: berçárioFaixa etária: três meses a um ano e meioTempo estimado: anual, com periodicidade diáriaObjetivos • Desenvolver noções de orientação em relação às pessoas e aos objetos, deslocando-se no espaço. • Manipular objetos de diferentes formatos, tamanhos e texturas, empilhando-os, encaixando-os, abrindo-os e fechando-os, rolando-os, amassando-os, dobrando- os.Condições para realizaçãoMateriais- Brinquedos e objetos que estimulem os sentidos e o movimento variando cores,texturas, materiais e estímulos que eles permitem. Levar em consideração que, para obebê, os brinquedos podem ser todo o seu ambiente: objetos, sons, movimentos, efeitosvisuais, espaços, cores, figuras e pessoas.- Chocalhos, móbiles, emborrachados, cubos de tecido, caixas de diferentes tamanhos,potes com tampas, tubos de PVC com as bordas protegidas, encaixes, blocos deconstrução, tecidos, caixas grandes para entrar e sair, minhocão, túnel de caixas,cabanas, rolos de espuma, bolas, etc.- Separar os objetos com antecedência observando a quantidade, a qualidade e asegurança.Espaço- Preparar a sala com espaços acolhedores e desafiadores, considerando odesenvolvimento de cada criança e do grupo, bem como o deslocamento dosprofissionais e das crianças.DesenvolvimentoOrganizaremos os materiais em espaços diferenciados, de forma que favoreçam amobilidade, o interesse, a exploração, as interações com outras crianças e os desafiosindividuais.Incentivaremos as crianças a buscarem os espaços e a explorarem os objetos.Aguçaremos a curiosidade e a criatividade, mediando e nomeando as ações das crianças:“Veja, o pote ficou cheio!”; “Agora está vazio!”; “Você colocou o cachorrinho dentro dopote!”.Enquanto as crianças brincam, em alguns momentos, utilizaremos uma pauta paraobservação e registro de cada uma. Com base nessas observações, refletiremos eplanejaremos outras possibilidades de exploração e acresceremos novos brinquedos eobjetos que desafiem as crianças a novas descobertas, nesses espaços. Como, porexemplo:
  12. 12. No canto com os potes com tampaAs crianças irão manipular e explorar os potes fechados. Percebemos, então, o momentodo acréscimo de um novo desafio. Retiraremos as tampas e incluiremos novos objetos,por exemplo, brinquedos emborrachados. Assim, as crianças terão a possibilidade de,além de empilhar os potes, abri-los e fechá-los, colocar e retirar os objetos de dentrodeles, entre outras ações, etc.No túnelAs crianças entram e saem do túnel. Poderemos incluir aos poucos novos desafios, como:colocar objetos ao final do túnel, móbiles pendurados dentro do túnel, bolas de diversostamanhos no túnel.No espaço com canos de PVCApós as crianças explorarem os canos de diferentes tamanhos e espessuras, incluiremosobjetos para que transpassem pelo cano. Depois, objetos de diferentes tamanhos paraque testem o que passa e o que não passa por determinado cano.Ofereceremos aos bebês menores: móbiles, chocalhos e emborrachados. Brincaremos debalançar, pegar, jogar, fazer barulho, cobrir esconder e achar, etc.Durante o ano, reorganizaremos os espaços e as propostas, levando em consideração opercurso das crianças, sem esquecer que é muito importante reapresentar as brincadeirase materiais, pois, quando elas voltam a brincar com eles, podem fazer novosexperimentos. Faremos as mudanças considerando o tempo que as crianças levam parase apropriar dos desafios propostos e a necessidade de lançar novos desafios.AvaliaçãoFaremos a avaliação observando se as crianças manipulam e exploram de diferentesformas os objetos e espaços, demonstrando curiosidade e criatividade na realização denovas descobertas.
  13. 13. ANEXO DO PLANEJAMENTO DO BERÇÁRIOPossibilidades de espaços e de materiais Garrafas Coloridas para derrubar, rolar e explorar. Brinquedo de encaixe para montar, desmontar, construir.Brinquedos: Bolas. Centro de Atividades para exploração de espaços.
  14. 14. PLANEJAMENTO DE PRÁTICAS DE PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICOModalidade organizativa do tempo didático: Atividade permanenteTurma: maternal I (um ano e meio a dois anos e meio)Tempo estimado: durante o ano, três vezes por semanaObjetivo • Conhecer diferentes propriedades de objetos variados (tamanhos, formatos, texturas, etc.), empilhando-os e encaixando-os.Condições para realizaçãoDurante o desenvolvimento dessa atividade permanente, vamos nomear as ações com osobjetos, utilizando termos da Matemática, como: empilhar, encaixar, colocar em cima,colocar embaixo, etc. Também participaremos, com as crianças, das ações propostas,para que elas possam fazer suas tentativas e elaborar suas hipóteses.Materiais- Brinquedos de encaixe: cubos com formas vazadas, encaixes em formato de estrela,mesa de formas, quebra-cabeça, LEGO gigante, encaixe de frutas, encaixe de animais,encaixe com pinos, encaixe das formas geométricas.- Brinquedos de empilhar: caixas de diversos tamanhos, blocos de madeira, latas e potes,quebra-cabeça tridimensional. Espaço- Tatame: cubos com formas vazadas, LEGO gigante, encaixe e pinos, caixas de diversostamanhos, blocos de madeira, latas e potes, quebra-cabeça tridimensional.- Mesa de atividades: quebra-cabeça, mesa de formas, encaixe de frutas, encaixe deanimais.- Solário: latas e potes, encaixe das formas geométricas.DesenvolvimentoOrganizaremos a turma em pequenos grupos de quatro a seis crianças e, enquanto umgrupo está nessa atividade permanente, as demais participarão de outras propostas.Ofereceremos os brinquedos para que as crianças explorem e brinquem, primeiro com osmais simples e, à medida que conseguirem brincar, vamos disponibilizando os queoferecem novos desafios. Os primeiros serão os de empilhamento, nomeando as ações:colocar em cima, colocar embaixo, empilhar as peças grandes, empilhar as pequenas,etc. Depois, vamos propor ações de encaixe, nomeando as ações: essa peça cabe nesseespaço, completa o desenho do carro ou do quadrado, etc., de acordo com aspropriedades de cada brinquedo.A partir da observação das crianças, proporemos ações em que elas possam fazer novasconstruções com os brinquedos oferecidos. Também vamos realimentar nossas propostasde intervenção com as crianças, registrando-as no roteiro semanal.AvaliaçãoDurante as atividades, utilizaremos uma pauta para observar se as crianças realizam asações propostas, demonstrando conhecer algumas propriedades dos objetos: tamanho,formas, texturas, bem como se fazem novas construções.Para a pauta, utilizaremos os seguintes critérios: • Empilha os materiais considerando tamanho e formato. • Encaixa as peças considerando o formato e o contexto (quebra-cabeça). • Faz novas construções usando o material apresentado
  15. 15. ANEXO DO PLANEJAMENTO DO MATERNAL IPossibilidades de materiais e brinquedos CEI Pequeno Príncipe Brinquedos Waldorf
  16. 16. CMEI Monteverdi – NRE SF CMEI Monteverdi – NRE SF www.escolacdi.com.br/2009/02/02/b ola-na-lata/ CMEI Palmeiras – NRE PN Nido d’Infanzia – Reggio Emília
  17. 17. TEXTO DE ESTUDO 2Jogos na escola Conforme as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais, as atividadescom jogos podem ser um importante recurso pedagógico, pois representam uma formainteressante de propor problemas aos alunos, por serem atrativas e favorecerem acriatividade na elaboração de estratégias do jogo. O jogo é um simulador de situações-problema que exige dos alunos o planejamento de ações (antecipação/previsão) a fim devencê-lo. Ainda nos Parâmetros Curriculares Nacionais, encontramos o argumento de que osjogos podem contribuir para a formação de atitudes – construção de uma atitude positivaperante os erros –, para a socialização (decisões tomadas em grupo), para oenfrentamento de desafios, desenvolvimento da crítica, da intuição, da criação deestratégias e dos processos psicológicos básicos. Os jogos propostos na escolacontribuem para a aplicação e sistematização de conhecimentos matemáticos e odesenvolvimento de habilidades relacionadas ao cálculo mental, à estimativa, àlocalização por meio da leitura de mapas, à identificação de pontos de referência, etc.Para aprender, é preciso conhecer É importante explorar a imagem e também as regras coletivamente, para quedepois as crianças possam jogar em pequenos grupos, em vários momentos do dia. Ojogo como atividade humana, fora da escola, está ligado ao prazer de jogar, conviver eresolver desafios. É importante que sua entrada na escola e na sala de aula, comoestratégia de ensino, seja primeiramente uma brincadeira e atividade lúdica que enriquecea convivência. Assim, conhecendo as características originais de uso e funcionamento decada jogo, os alunos poderão, em outro momento, com mais familiaridade com os jogos,interagir e aprender com as situações propostas.Para aprender, é preciso jogar com frequência Jogar um jogo uma única vez tem pouca contribuição para a aprendizagemmatemática. Dessa forma, sugere-se que os jogos sejam explorados em momentosdiferentes no decorrer do ano, explorando as muitas variações sugeridas nessasorientações. Além disso, é importante variar o momento de se trabalhar com os jogos emaula – pode ser no início, como “disparador” de um conceito matemático; durante, comoconteúdo conceitual ou procedimental; ou mesmo no final, para desenvolver umadeterminada habilidade ou aplicar um conceito matemático. Para cada jogo proposto, é importante considerar que os alunos tenham ummomento inicial de elaboração do material do jogo (tabuleiro, peças, etc.) e defamiliarização com esse material, seguido pelo reconhecimento das regras, registro eresolução de situações-problema escritas sobre o jogo. É fundamental que, após aanálise do jogo e resolução das situações-problema, os alunos joguem novamente paraque possam aplicar os conceitos, sínteses e relações que desenvolveram a seu respeito.A intervenção A intervenção do professor é um fator determinante na transformação do jogoespontâneo ou pedagógico. O professor é o mediador da ação dos alunos na atividade dejogo, objetivando resgatar conceitos matemáticos do nível da ação para a compreensão esistematização. É importante interferir o menos possível nas jogadas e nas reflexõesrealizadas pelos alunos no decorrer do jogo, direcionando suas intervenções paraquestionamentos durante a análise das jogadas. Durante o processo de intervenção pedagógica, o professor deve se preocupar em:
  18. 18. • garantir o cumprimento e a compreensão das regras do jogo, sem a preocupação demodificar a qualidade da ação dos alunos em um primeiro momento. Deixar o aluno àvontade para agir e esclarecer dúvidas.• propor facilitadores e/ou desafios maiores, conforme as necessidades dos alunos.• incentivar os alunos a “jogar pensando alto”, descrevendo o que pensam e fazem, a fimde que possam identificar os procedimentos e o raciocínio desenvolvido. Além disso,incentivar a observação de regularidades, a elaboração de estratégias e a análise do jogo.• sistematizar, juntamente com os alunos, os conceitos matemáticos intrínsecos ao jogo.Quanto à observação, o professor necessita estar atento aos seguintes aspectos:• Uso do espaço do tabuleiro: Como o aluno se organiza no espaço? Domina o espaço dotabuleiro em termos de direção e sentido? Explora diferentes formas de preenchimento dotabuleiro? A familiarização com o material permitiu ao aluno um bom movimento no jogo?Procura variar seus movimentos em função das estratégias construídas?• Interesse: O aluno demonstra interesse em aprender o jogo? Está motivado a jogá-lo?Mostra-se desafiado pelas situações-problema? Apresenta interesse em analisar o jogo?• Jogadas e estratégias: O aluno compara e estabelece correspondências entre asrodadas e partidas? Utiliza observações de jogadas anteriores para repensar as suasjogadas? Cria estratégias? Como são tais estratégias, mostram-se coerentes e eficientesou são por tentativa e erro? A ação do aluno é intencional, isto é, planejada e organizada?• Registro: Como se dá o processo do registro do jogo? Existe coerência na forma deregistro entre as jogadas? Utiliza-se de algoritmos (“continhas”) para a contagem dospontos? Considera cálculos anteriores para os cálculos das novas jogadas? As formas deregistro utilizadas pelos alunos são modificadas no decorrer da atividade?Jogo de percurso ou trilha No início do ano, um grande investimento deve ser feito na aprendizagem dosprocedimentos de jogos pelos alunos, isto é, eles precisam aprender modos de decidirquem será o primeiro a jogar, a esperar a vez de jogar, a perceber a necessidade depermanecer atento enquanto os colegas jogam, a usar o dado sem que ele caia no chão atodo momento, etc. Provavelmente os alunos precisarão de muitas partidas para incorporar taisprocedimentos ao seu modo de jogar, pois se trata de conteúdos aprendidos em ação, ouseja, jogando. Ainda assim, será necessário que você explicite a eles alguns dessesprocedimentos. Nos primeiros meses, por exemplo, você pode propor, a cada novo jogoapresentado, que toda a classe utilize determinado jeito de decidir quem começa,evitando que a decisão fique por conta dos alunos, caso em que provavelmente o primeiroa jogar será quem falar primeiro ou quem for mais insistente. Você pode sugerir algunsmodos de decidir: jogar os dados (quem tira o maior número começa), jogar “pedra, papele tesoura”; usar fórmulas de escolha (que são parlendas do tipo “lá em cima do piano temum copo de veneno, quem bebeu, morreu, o azar foi seu”), etc. Por volta do segundo semestre, quando sua turma tiver um bom repertório de jeitosde decidir, você pode deixar que os alunos escolham, em pequenos grupos, que métodousarão a cada partida. Quanto aos outros procedimentos, o melhor é circular entre osgrupos enquanto jogam, fazendo comentários sobre como se organizam e ajudando quemprecisar.
  19. 19. Agora, falando de Matemática, o percurso ou trilha, especificamente, é um bomrecurso para que os alunos aprendam o procedimento de contagem, tanto ao contar ospontinhos do dado quanto às casas do jogo. Observe que alguns alunos contarão a casaem que está seu pino antes de movimentá-lo, acabando por andar uma casa a menos.Um bom jeito de ensiná-los a contar corretamente é perguntar o que acontece quando setira apenas um no dado, para observarem o que está sendo contado (nesse caso, são ospassos a ser dados em cada jogada). É bom lembrar que o procedimento de contagem inclui alguns conhecimentoscoordenados: conhecer a récita ou cantilena (a sequência oral dos números) e contarcada objeto uma e somente uma vez (ou seja, não pular nem contar duas vezes umobjeto do conjunto que se deseja quantificar). Na trilha, essa segunda condição ficafacilitada, pois há um caminho organizado para percorrer, diferentemente da contagem,por exemplo, de um punhado de botões (quando a criança precisa organizar os objetospara não contá-los duas vezes nem deixar de contar algum) ou de quando se conta omesmo elemento repetidas vezes na mesma cena. Mesmo assim, você verá que algunsdos alunos tenderão a falar os números sem corresponder, a cada número falado, umpasso dado entre uma casa do jogo e outra. Eles aprenderão o procedimento correto pelaexperiência de contar (que deve ser vivenciada muitas vezes), aliada à observação doscolegas que o fazem corretamente e às suas intervenções, mostrando como fazer.Elaboração: Lúcia do Amaral Mesquita de MagalhãesAdaptação: Maria Virgínia Gastaldi/Instituto Avisa Lá, 2010
  20. 20. PLANEJAMENTO DE PRÁTICAS DE PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICOModalidade organizativa do tempo didático: Sequência didáticaTurma: maternal II (dois anos e meio a três)Tempo estimado: dois meses, três vezes por semanaJustificativaConsiderando que as crianças da turma de maternal II não conhecem jogos depreenchimento e a importância desses para iniciá-las nos procedimentos básicos paraesse tipo de jogo, propomos esta sequência didática, introduzindo as crianças nesseuniverso.Objetivos • Conhecer jogos de preenchimento. • Compreender os procedimentos básicos de jogos (manusear as peças, esperar a vez, respeitar as regras e decidir quem começa o jogo). • Saber jogar jogos de preenchimento.Condições para realizaçãoMateriaisTabuleiro, dado e peças do jogo (ver anexo desse planejamento).EspaçoNa sala de atividades, em grupos de quatro crianças sentadas no chão, com aintervenção da educadora. Demais crianças envolvidas em outras atividades, com asoutras educadoras.Jogar várias partidas com as crianças para que tenham a referência de como se joga.Desenvolvimento1.ª etapaApresentaremos o jogo “Galinha bota ovo”, explicando para as crianças que a galinhabotou muitos ovos e, para estes não quebrarem, precisarão ser organizados nascestinhas. Simularemos a jogada, demonstrando de que maneira se usa o dado de corese se define em qual cestinha será colocado o ovo. Uma vez compreendida a dinâmica,definiremos quem começa o jogo através da parlenda “Uni, duni, tê”. Quando o último ovofor retirado do ninho, todas as crianças deverão anunciar: todos os ovinhos se foram!Reapresentaremos o jogo até que todas as crianças da turma tenham oportunidade dejogar. Repetiremos o jogo até que as crianças estejam familiarizadas com suas regras.
  21. 21. 2.ª etapaApresentaremos a variação do jogo “Galinha bota ovo”, explicando que agora cadacriança fará a coleta de ovos individualmente. Para isso, cada jogador receberá umabandeja, com seis lugares, para colocar os ovos. Explicaremos que, ao invés de cores, odado agora possui a quantidade de ovos a serem coletados (um e dois). Novamentedemonstraremos a jogada e, em seguida, auxiliaremos as crianças a definirem quemcomeçará o jogo.Durante as jogadas, ajudaremos as crianças na identificação e interpretação dos pontostirados no dado, conferindo se a quantidade de ovos coletada corresponde a essaquantidade.Esporadicamente, chamaremos a atenção das crianças para seu desempenho durante ojogo. Por exemplo: Nossa, João, como sua bandeja está ficando cheia!Essa proposta será repetida até que as crianças fixem as regras.3.ª etapaCom a intenção de que a criança permaneça mais tempo jogando, reapresentaremos ojogo “Galinha bota ovo”, apresentando o dado com a pontuação um, dois e três, e com abandeja contendo doze lugares para colocar os ovos.4.ª etapaProporemos os jogos em um dos cantos, observando como as crianças se organizampara jogá-los. Se necessário, apoiaremos as crianças que não estiverem jogando comautonomia e proporemos a interação dessas com crianças que já saibam jogar.AvaliaçãoFaremos a avaliação através de pauta de observação, de acordo com os objetivosestabelecidos: • Joga o dado e identifica a cor e/ou a quantidade sorteada? • Manuseia as peças, retirando-as e colocando-as de acordo com as regras? • Espera sua vez para realizar sua jogada?
  22. 22. ANEXO DO PLANEJAMENTO DO MATERNAL IIJogo: Galinha bota ovoMateriais: um dado com duas cores um dado com quantidades um e dois um dado com quantidades um, dois e três uma galinha no ninho com 30 ovos duas cestas com cores diferentes (correspondentes às cores do dado) quatro bandejas com seis nichos cada quatro bandejas com doze nichos cadaRegrasOs 30 ovos estarão no ninho, que deverá ser esvaziado. Define-se o critério para decidirquem começa o jogo. Oferecer o dado para cada criança, que, na sua vez de jogar,deverá retirar um ovo do ninho e colocá-lo na cesta correspondente a cor sorteada nodado. O jogo segue até que todos os ovos sejam retirados do ninho.Variações • Utilizar o dado de quantidades um e dois. Cada jogador deverá retirar do ninho a quantidade de ovos correspondente à quantidade sorteada no dado, organizando- os em sua bandeja. Vencerá o jogo quem completar a sua bandeja primeiro. • Aumentar o número de ovos no ninho e espaços na bandeja, com o dado de pontuação até três.ObservaçãoConforme as crianças avançam em suas aprendizagens, a pontuação do dado chega atéseis, podendo ser aumentada a quantidade de ovos no ninho.
  23. 23. PLANEJAMENTO DE PRÁTICAS DE PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICOModalidade organizativa do tempo didático: Sequência didáticaTurma: maternal III (três a quatro anos)Tempo estimado: três meses, três vezes por semanaTítulo: A memória faz a diferença!JustificativaAs crianças já sabem encontrar pares de figuras iguais, mas ainda não utilizam as peçasdo jogo da memória da sala para efetivamente jogar, apenas sobrepõem as iguais eseparam as diferentes. Percebemos a importância de desenvolver essa sequênciadidática para aprofundar os conhecimentos das crianças por meio dos jogos da memória,envolvendo jogos com diferentes números de peças e temáticas.Objetivos • Conhecer jogos da memória de diferentes materiais, números de peças e temáticas. • Saber jogar os diferentes jogos da memória conhecendo seus procedimentos e suas regras: posicionar as peças, virar duas cartas por vez, formar pares, estabelecer relações entre imagens, levando em consideração seus atributos, desenvolver estratégias para localizar as figuras no espaço. • Compartilhar jogos de memória com as famílias.Condições para realizaçãoConhecer as regras e saber jogar todos os jogos da memória antes de apresentá-los àscrianças.Jogar várias partidas com as crianças para que tenham a referência de como se joga.MateriaisJogos de memória simplesConfeccionadosFiguras de brinquedos – 16 peçasFotos do CMEI – 32 peçasFotos das crianças – 64 peçasIndustrializadosAnimais – 16 peçasPersonagens – 32 peçasFrutas e verduras – 64 peçasJogo da memória de associaçãoAnimais – Mãe e filhoteFoto “Criança de rosto” – foto “Criança corpo inteiro”A quantidade de peças não servirá necessariamente para apenas um grupo de criançasjogarem, sendo adequada conforme as etapas previstas neste planejamento.
  24. 24. EspaçoSobre uma mesa, em momento coletivo de jogos.Sobre mesas em um dos cantos de atividades diversificadas.Desenvolvimento1.ª etapaConversaremos com as crianças apresentando um por vez os jogos que elas aprenderãoa jogar. Organizaremos grupos de quatro crianças; inicialmente, utilizaremos o jogoconfeccionado com as figuras de brinquedos, primeiramente com as peças viradas paracima no tabuleiro, confeccionado para ajudar na conservação das posições das peças dojogo, explicando a dinâmica do jogo e propiciando que as crianças conheçam as figurasque deverão ser encontradas. Quando a turma se apropriar dos mecanismos do jogo, aspeças serão colocadas viradas para baixo.As crianças vão jogar todos os jogos simples de memória selecionados, aumentando acomplexidade com jogos que contêm maior número de peças, até que saibam jogar. Àmedida que vão aprendendo cada jogo, estes serão disponibilizados no canto dos jogos.2.ª etapaApós as crianças aprenderem a jogar os jogos de memória simples, apresentaremos osjogos de memória de associação: foto “Criança de rosto” e foto “Criança corpo inteiro”,repetindo os procedimentos da 1.ª etapa, com as peças viradas para cima, buscando asrelações e, posteriormente, peças viradas para baixo, jogando convencionalmente.Depois que as crianças dominaram esse jogo, apresentaremos o jogo de memória deanimais – mães e filhotes, utilizando os mesmos procedimentos utilizados no jogoanterior.3.ª etapaAs crianças do maternal III ensinarão as crianças do pré a jogar os jogos queaprenderam. Para isso, organizaremos as turmas em dois grupos, utilizando o espaço dasduas salas de atividades em diferentes momentos.4.ª etapaConversaremos com as crianças sobre os jogos de memória preferidos, listando os maiscitados. As crianças jogarão os jogos prediletos com seus familiares, em um sábado deintegração com as famílias.AvaliaçãoUtilizaremos pautas de observação quando as crianças estiverem jogando no canto dejogos e em momento coletivo de jogos, para observar se elas: • Conhecem os jogos de memória; • Sabem jogar de acordo com as regras; • Estabelecem estratégia de memorização para jogar.
  25. 25. ANEXO DO PLANEJAMENTO DO MATERNAL IIIJogo da memóriaMateriaisOito pares de cartas com figurasComo se jogaOs pares são colocados virados para baixo, em fileiras. Cada jogador, na sua vez dejogar, vira para cima duas cartas, uma de cada vez, tentando formar pares. Quando umjogador consegue formar um par fica com ele e continua jogando até não conseguirformar mais pares. Então, o jogador da vez será o próximo a jogar. Vence o jogo quemconsegue encontrar o maior número de pares.Com crianças pequenas que estão aprendendo o jogo da memória, é importante darcontinuidade ao jogo mesmo que alguma criança encontre um par, para que as demaistambém tenham oportunidade de jogar.Adaptado do livro: Jogos em grupo na educação infantil: implicações da teoria de Piaget.De Constance Kamii e Rheta DeVries, da Editora Trajetória Cultural.
  26. 26. PLANEJAMENTO DE PRÁTICAS DE PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICOModalidade organizativa do tempo didático: Sequência didáticaTurma: pré (quatro a cinco anos)Tempo estimado: dois meses, duas vezes por semanaJustificativa Considerando que os jogos com cartas são uma boa estratégia para desenvolver opensamento lógico-matemático nas crianças e compreendendo que as crianças da turmado pré já interiorizaram os procedimentos básicos de jogos, como esperar a vez de jogare decidir quem começa o jogo, propomos essa sequência didática para que elasconheçam alguns jogos de cartas, ampliando seu repertório de jogos.Objetivos- Conhecer jogos de cartas, como: o jogo da memória, jogo do mico e jogo buraco dosanimais.- Aprender os procedimentos para os jogos de cartas: jogo da memória, jogo do mico ejogo buraco dos animais.- Jogar respeitando as regras de cada jogo.Condições para realização- Saber jogar todos os jogos propostos antes de apresentá-los às crianças.Materiais- Jogo da memória, jogo do mico e jogo buraco dos animais.Espaço- Organizar o espaço e os materiais para criar na sala um ambiente para as criançasjogarem frequentemente os jogos de cartas em situações orientadas e de livre escolha,em um dos cantos de atividades diversificadas.DesenvolvimentoEtapa 1Proporcionaremos às crianças rodadas de jogo da memória de cartas que elas jádominam. Nessa etapa, as crianças que tiverem mais facilidade para jogar serãoincentivadas a ensinar aquelas que ainda não sabem e as que precisam de ajuda.Etapa 2Apresentaremos o “Jogo do mico”, suas regras e seus procedimentos, em grupos de trêsa quatro crianças, e jogaremos com elas enquanto as demais estarão envolvidas comoutros jogos que já conhecem. Organizaremos momentos de diversas rodadas para quetodas as crianças possam jogar.
  27. 27. Etapa 3Apresentaremos o jogo “Buraco dos animais”, suas regras e procedimentos, em gruposde três a quatro crianças, e jogaremos várias partidas com elas enquanto as demaisestarão envolvidas com outros jogos que já conhecem. A partir da sua apresentação, ojogo “Buraco dos animais” será disponibilizado no canto de jogos para que todas ascrianças possam jogar várias vezes e aprender umas com as outras. Para isso,incentivaremos as que aprenderam antes o jogo a ensinarem as que ainda não sabemjogar.Etapa 4Realizaremos rodas de conversa para que as crianças falem sobre as características dojogo “Buraco dos animais”, façam a comparação desse jogo com os demais jogos decartas aprendidos e comentem como se faz para jogar esse jogo, do qual jogo de cartasmais gostaram, o porquê de tal escolha, entre outras questões norteadoras de um diálogoentre o grupo.Avaliação Faremos a avaliação por meio de pauta de observação e anotações durante as etapaspara avaliar se as crianças:- Conhecem e respeitam as regras de cada jogo.- Utilizam os procedimentos para os jogos de cartas: encontram e formam pares e trios,organizam, ordenam e comparam as cartas.- Elaboram estratégias para escolher a carta a comprar ou a descartar.
  28. 28. ANEXO DO PLANEJAMENTO DO PRÉJogo da memória de cartasMateriaisOito pares de cartas com figurasComo se jogaOs pares são colocados virados para baixo, em fileiras. Cada jogador, na sua vez dejogar, vira para cima duas cartas, uma de cada vez, tentando formar pares. Quando umjogador consegue formar um par fica com ele e continua jogando até não conseguirformar mais pares. Então, o jogador da vez será o próximo a jogar. Vence o jogo quemconsegue encontrar o maior número de pares.Com crianças pequenas que estão aprendendo o jogo da memória, é importante darcontinuidade ao jogo mesmo que alguma criança encontre um par, para que as demaistambém tenham oportunidade de jogar.Adaptado do livro: Jogos em grupo na educação infantil: implicações da teoria de Piaget.De Constance Kamii e Rheta DeVries, da Editora Trajetória Cultural.Jogo buraco dos animais Pode ser jogado com cartas especiais de animais (36 cartas, 6 de cada) ou cartascomuns (todas de ás a 9). Seis cartas são distribuídas a cada jogador. As restantes serãoorganizadas numa pilha virada para baixo, com a primeira virada para cima e colocada aolado, pois dará início à pilha das cartas descartadas. O objetivo do jogo é fazer doisgrupos de três cartas idênticas. O jogador à esquerda do que deu as cartas começatirando uma carta da pilha de cartas escondidas ou das descartadas. Tenta formar umconjunto de iguais e descarta uma carta, colocando-a na pilha de cartas viradas paracima. O jogo continua até um jogador conseguir baixar dois grupos de três cartas iguais,sendo o vencedor. (Adaptação de Buraco de animais, E. E. Fairchild Corp.)Fonte: KAMII, C. e DEVRIES, R. Jogos em grupo na educação infantil: implicações dateoria de Piaget. SP: Trajetória Cultural, 1991.Jogo do mico1.º Dividir as cartas do baralho igualmente entre os participantes.2.º Cada participante abrirá um leque com as cartas sem deixar que o outro veja.3.º O objetivo do jogo é formar pares com os bichos. Ex.: Touro com vaca, cachorro comcadela, galo e galinha, etc.4.º Começa com o primeiro participante abaixando já os pares que possuir e pegandouma carta do leque do participante do seu lado direito, e assim por diante com os outrosparticipantes.5.º Ganha o jogo quem abaixar mais pares e perde quem ficar com o mico, pois este nãopossui par.
  29. 29. FICHA TÉCNICADepartamento de Educação InfantilIda Regina Moro Milléo de MendonçaGerentes de Educação InfantilVera Lúcia Grande Dal MolinElizabeth Helena Baptista RamosElaboraçãoEquipe do Departamento de Educação InfantilPedagogas da educação infantil dos Núcleos Regionais da EducaçãoPedagogas representantes de Centros Municipais de Educação Infantil

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