Língua Portuguesa:a pesquisa e o trabalho em sala de aula                                  dlp em ação                 diá...
Ensinar gramática funcional             e textualidade            3º encontro – 20/03/2012                 Maria José Nóbr...
Título do tópico            FATORES DE TEXTUALIDADE                                                      SEGMENTAÇÃO      ...
Título do tópicoRelações        Gramaticais:         Presas: são as que      - artigos definidos e indefinidoscoesivas    ...
COESÃO REFERENCIALA rã e o boiMonteiro LobatoTomavam sol à beira dum brejo uma rã e uma saracura. Nisto chegou umboi, que ...
Título do tópicoRelações       Recorrências de termos, de estruturas sintáticas,coesivas       de conteúdos semânticos, de...
COESÃO SEQUENCIALA rã e o boiMonteiro LobatoTomavam sol à beira dum brejo uma rã e uma saracura. Nisto chegou um boi, quev...
Recorrência dos tempos verbais(WEINRICH, Harald)              Mundo                                    Mundo              ...
Recorrência dos tempos verbais(WEINRICH, Harald)           Mundo Narrado                              Mundo Comentado   Pr...
Organização tópica                     diferentes formas   MONTANHAS         PLANALTOS        PLANÍCIES   DEPRESSÕES     [...
Segmentação em parágrafos apoiada no léxicoAs formas do relevo         Quem costuma observar as paisagens do bairro ou da ...
Segmentação em parágrafosapoiada no léxico         Na superfície terrestre, existem diversas formas de relevo. Asprincipai...
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Dlp em ação 03

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  1. 1. Língua Portuguesa:a pesquisa e o trabalho em sala de aula dlp em ação diálogos sobre ensino e pesquisa - 2012
  2. 2. Ensinar gramática funcional e textualidade 3º encontro – 20/03/2012 Maria José Nóbrega
  3. 3. Título do tópico FATORES DE TEXTUALIDADE SEGMENTAÇÃO MODALIZAÇÃO COESÃO refere-se ao modo é o processo derefere-se ao encadeamento e à como o decompor umestruturação dos enunciados na texto em unidades enunciador linearidade textual. menores, que qualifica o podem ser enunciado por ele orações, sentença produzido. s, parágrafos e Pode expressar-se até mesmo Coesão pelo verbo da tópicos. (A Coesão oração principal; pontuação referencial sequencial: por advérbio; pelo assumeou remissiva: responsável importante função responsável modo verbal; por pela em relação a esse pela auxiliares modais. progressão aspecto). manutenção temática. temática.
  4. 4. Título do tópicoRelações Gramaticais: Presas: são as que - artigos definidos e indefinidoscoesivas se prendem sintaticamente aoremissivas não fornecem nome - pronomes adjetivosou instruções de (determinantes) - numerais. sentido; apenasreferenciais: instruções de Livres: - pronomes substantivos conexão. substituem todo o grupo nominal - numerais - advérbios. - grupos nominais definidos Lexicais: grupos - nominalizações nominais que - expressões sinônimas fornecem instruções de - hiperônimos conexão e instruções de - nomes genéricos sentido. - repetições total ou parcial
  5. 5. COESÃO REFERENCIALA rã e o boiMonteiro LobatoTomavam sol à beira dum brejo uma rã e uma saracura. Nisto chegou umboi, que  vinha para o bebedouro.– Quer ver, disse a rã, como fico do tamanho deste animal?– Impossível, rãzinha. Cada qual como Deus o fez.– Pois olhe lá! – retorquiu a rã estufando-se toda. Não estou “quase” igual aele?– Capaz! Falta muito, amiga.A rã estufou-se mais um bocado.– E agora?– Longe ainda! ...A rã fez novo esforço.– E agora?– Que esperança! ...A rã, concentrando todas as forças, engoliu mais ar e  foi-seestufando, estufando, até que, plaft!  rebentou como um balãozinho deelástico.O boi, que  tinha acabado de beber, lançou um olhar filosófico sobre a rãmoribunda e  disse:– Quem nasce para dez reis não chega a vintém. LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: Editora Brasiliense, 1962. p.8.
  6. 6. Título do tópicoRelações Recorrências de termos, de estruturas sintáticas,coesivas de conteúdos semânticos, de elementos fonológicos ou prosódicos;sequenciais: Correlação dos tempos verbais; Progressão tópica; Conectores do tipo lógico-semântico que apontam a relação entre o conteúdo de duas orações; Articuladores textuais , responsáveis pela amarração textual, pelo encadeamento e estruturação dos tópicos discursivos.
  7. 7. COESÃO SEQUENCIALA rã e o boiMonteiro LobatoTomavam sol à beira dum brejo uma rã e uma saracura. Nisto chegou um boi, quevinha para o bebedouro.– Quer ver, disse a rã, como fico do tamanho deste animal?– Impossível, rãzinha. Cada qual como Deus o fez.– Pois olhe lá! – retorquiu a rã estufando-se toda. Não estou “quase” igual a ele?– Capaz! Falta muito, amiga.A rã estufou-se mais um bocado.– E agora?– Longe ainda! ...A rã fez novo esforço.– E agora?– Que esperança! ...A rã, concentrando todas as forças, engoliu mais ar e foi-se estufando, estufando, atéque, plaft! rebentou como um balãozinho de elástico.O boi, que tinha acabado de beber, lançou um olhar filosófico sobre a rã moribunda edisse:– Quem nasce para dez reis não chega a vintém. LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: Editora Brasiliense, 1962. p.8.
  8. 8. Recorrência dos tempos verbais(WEINRICH, Harald) Mundo Mundo Narrado Comentado Pretérito perfeito (1º plano) Presente / imperfeito (2º plano) (tempo básico que não (tempo básico que não expressa perspectiva) expressa perspectiva) Retrospecção: Prospecção: Retrospecção: Prospecção: Pretérito Futuro do pretérito Pretérito perfeito Futuro do pretérito mais-que-perfeito
  9. 9. Recorrência dos tempos verbais(WEINRICH, Harald) Mundo Narrado Mundo Comentado Pret. Perf. (1º) Pret. Imperf. (2º) Presente chegou, tomavam nasce retorquiu, vinha chega estufou, fez, engoliu, foi-se estufando, rebentou, lançou, disse Retrospecção: mais-que-perfeito Prospecção: Retrospecção: Prospecção: tinha acabado de futuro do pretérito pretérito perfeito futuro do pretérito beber
  10. 10. Organização tópica diferentes formas MONTANHAS PLANALTOS PLANÍCIES DEPRESSÕES [montanhas de dobramentos] cristalinos absoluta montanha vulcânica sedimentares relativa basálticos 13
  11. 11. Segmentação em parágrafos apoiada no léxicoAs formas do relevo Quem costuma observar as paisagens do bairro ou da cidade ondemora logo percebe que existem áreas mais elevadas do que outras, comtrechos inclinados e planos. Essas formas do terreno e suas diferentesaltitudes constituem o relevo. Assim, o relevo pode ser definido como o conjunto das variadasformas da litosfera, ou, mais especificamente, da superfície terrestre, comomontanhas (continentais ou submersas no mar), vales, planícies edepressões, apresentando áreas mais ou menos elevadas, planas ouacidentadas. Ao observar as paisagens, podemos perceber diferentes formas derelevo. Você sabe quais são elas?
  12. 12. Segmentação em parágrafosapoiada no léxico Na superfície terrestre, existem diversas formas de relevo. Asprincipais são quatro (montanhas, planaltos, planícies edepressões), mas há também diversas outras, como falésias (relevolitorâneo), colinas, vales, chapadas e cuestas. Vamos estudar cadauma delas. As montanhas são grandes elevações de terreno que sedestacam por apresentar altitudes superiores às regiões vizinhas. Jávimos que as montanhas mais elevadas do globo são as queresultaram de dobramentos, isto é, de forças internas (em geral, doencontro de placas tectônicas) que provocaram enormes dobras nasrochas, dando origem a elevadas cadeias de montanhas. As montanhas mais antigas – como as do Brasil, por exemplo– e menos elevadas também resultaram de dobramentos, há centenasde milhões de anos. Em todo esse tempo, elas foram sendodesgastadas, principalmente, pela ação das chuvas, o que provocou oseu lento rebaixamento.
  13. 13. Segmentação em parágrafosapoiada no léxico Outro tipo de montanha é aquela resultante da formação deum vulcão, denominada montanha vulcânica. Os planaltos, também chamados de platôs, são áreasnormalmente altas, com topos relativamente planos e bordas nítidas.Nos planaltos, predomina a erosão, ou seja, o desgaste das rochas.Os planaltos podem ser classificados em três categorias, de acordocom as rochas a partir das quais se formaram. São eles: planaltoscristalinos, sedimentares e basálticos. Os planaltos cristalinos são formados por rochas cristalinas,isto é, ígneas ou magmáticas (resultantes da solidificação do magma)e metamórficas (que se originam a partir da transformação sofridapelas rochas magmáticas, sedimentares e mesmo metamórficas). Os planaltos sedimentares são formados em áreas de rochassedimentares, erguidas por movimentos internos da crosta.
  14. 14. Segmentação em parágrafosapoiada no léxico Os planaltos basálticos são formados por rochas vulcânicas.Essas regiões, no passado, foram palco da ação intensa de enormeserupções vulcânicas, que cobriram o solo de rochas basálticas. Emgeral, essas rochas dão origem a solos férteis. Grandes extensões doterritório brasileiro são ocupadas por planaltos desse tipo. Comoexemplo, podemos mencionar o planalto Meridional, no sul do país. As planícies são áreas geralmente baixas e planas, ondepredomina a sedimentação, isto é, acúmulo ou deposição desedimentos. As planícies costumam se situar ao lado e abaixo dosplanaltos e das montanhas, áreas onde predomina a erosão. Os valespodem ter várias origens: vales fluviais (de rios), sedimentos trazidospelos ventos, pelas geleiras, pelo entulhamento de lagos, entre outras.
  15. 15. Segmentação em parágrafosapoiada no léxico As depressões são áreas que se encontram rebaixadas emrelação às vizinhas. Quando uma depressão se situa abaixo do nível domar, dizemos que é uma depressão absoluta. Um exemplo é o marMorto, situado entre Israel e Jordânia, na Ásia, que se encontra a 395metros abaixo do nível do mar (é a área mais baixa da superfícieterrestre). Já quando uma depressão se situa acima do nível do mar,mas abaixo das áreas vizinhas, dizemos que é uma depressão relativa. VESENTINI, José William; VLACH, Vânia. Geografia Crítica - O espaço natural e a ação humana - 6º ano. São Paulo: Ática, 2008 (p. 126-128).
  16. 16. Anselm Kiefer http://www.youtube.com/watch?v=J5tPFrthUZA&feature=related

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