Apresentacao Ebai - Daniel Melo Ribeiro

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Personalização e colaboração na Web 2.0: novos caminhos para a Arquitetura da Informação. Este estudo posiciona a Arquitetura da Informação no contexto da chamada “Web 2.0”, tendo em vista a tendência de colaboração e personalização da informação. Para isso, pretende discutir o conceito de interface cultural para expressão de novos valores da cultura contemporânea, apontando modelos de navegação e organização de conteúdo na Internet.

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Apresentacao Ebai - Daniel Melo Ribeiro

  1. 1. PERSONALIZAÇÃO E COLABORAÇÃO NA WEB 2.0: NOVOS CAMINHOS PARA A ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO Daniel Melo Ribeiro PUC-SP – Outubro/2007
  2. 2. Agenda • Arquitetura da Informação e “Web 2.0” • Personalização e colaboração Interface cultural Expressão dos novos valores da cultura contemporânea
  3. 3. Contexto e cenário Internet Suporte para expressão cultural da Convergência das mídias sociedade global Múltiplos formatos Facilidade para gerar conteúdo Hardware: câmera digital, microfone, celular Software: blogs, comunidades, listas, páginas pessoais
  4. 4. Contexto e cenário Demanda por soluções de participação e acesso à informação Introdução de novos valores de expressão da coletividade: • compartilhamento de experiências • exposição de subjetividade
  5. 5. Contexto e cenário Desafio Criar soluções flexíveis, fluidas, que proporcionem constantes atualizações e que facilitem o acesso e a recuperação do conteúdo desejado
  6. 6. Os caminhos da A.I. Construção de interfaces Organização de dados de navegação digitais Arquitetura da Informação Soluções de usabilidade e acessibilidade para produtos de informação
  7. 7. Os caminhos da A.I. Arquitetura da Informação Disciplina em amadurecimento Demanda aprofundamento teórico, pesquisas aplicadas, formação de um corpo profissional mais consistente e consolidação de metodologias de trabalho* Valores herdados de um momento cultural anterior • estruturas hierárquicas fixas; • categorias arbitrárias, definidas por critérios verticais; • caminhos pré-definidos de navegação. REIS, Guilhermo. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo, 2007. Dissertação (Mestrado) - Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo.
  8. 8. Os caminhos da A.I. Importante base conceitual: nascimento e popularização da A.I. Arquitetura da Informação Problema: Encontrar maneiras de efetivamente expressar os novos valores culturais da sociedade em rede.
  9. 9. Os caminhos da A.I. Quais as características Como expressar os novos da Internet que valores dessa nova cultura expressam o atual por meio de interfaces de momento cultural da navegação e organização sociedade? de conteúdo? Personalização e colaboração
  10. 10. “Web 2.0”: novos conceitos Personalização de interface e consumo de informação específica, com base em Valorização da dados dinâmicos de acordo com participação do preferências individuais. indivíduo na construção de um Conteúdo colaborativo, criado e conteúdo coletivo, mantido por comunidades de indivíduos compartilhado. que compartilham interesses comuns.
  11. 11. “Web 2.0”: novos conceitos “A Web 2.0 é a segunda geração de serviços online e caracteriza-se por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. A Web 2.0 refere-se não apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços Web, linguagem Ajax, Web syndication, etc.), mas também a um determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador.” PRIMO, A. O aspecto relacional das interações na Web 2.0. In: XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2006, Brasília. Anais, 2006.
  12. 12. Terreno fértil Poder de manipular seu próprio conteúdo • Eliminar o excesso de informação que não lhe interessa; • Estabelecer critérios próprios de organização; • Valorizar sua experiência interativa, refletindo no seu grau de “intimidade” de navegação
  13. 13. Terreno fértil “Segunda geração” de sites para a Internet sinaliza que novas formas de se pensar a Arquitetura da Informação precisam ser estudadas. Novos conceitos de navegação, organização, classificação e busca,
  14. 14. Interfaces culturais Internet Veículo de expressão de valores culturais, muito mais do que uma plataforma tecnológica. As “interfaces” refletem Palavra impressa modelos de mundo no qual elas estão inseridas, Cinema espelham formas culturais predominantes na Computadores sociedade. MANOVICH, Lev. The language of new media. Massachussets: MIT Press, 2001.
  15. 15. Interfaces culturais Tradições que desenvolvem maneiras únicas de organização da informação, apresentação ao usuário, relacionamento entre espaço e tempo e estruturação de experiências humanas de acesso à informação. http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Printer_in_1568-ce.png http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Vadertantive.jpg http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Macintosh_128k_transparency.png
  16. 16. Interfaces culturais Internet Romper com modelos de linearidade e hierarquização Novas mídias Interfaces baseadas em modelos culturais antigos. Não se obtêm vantagens de todas as novas capacidades oferecidas pelos computadores: flexibilidade em exibir e manipular dados e o controle interativo pelo usuário. Personalização Interfaces culturais Colaboração
  17. 17. Busca por novas expressões De que maneira a Arquitetura da Informação pode se apropriar dos conceitos envolvidos na “Web 2.0” para representar os atuais valores culturais?
  18. 18. Busca por novas expressões 1. Consistência + Originalidade Consistência Originalidade (HCI: uso de elementos comuns (Objetos culturais: acrescentar a outras interfaces) algo novo e autêntico) Encontrar critérios de navegação, busca e organização de conteúdo personalizáveis, mas que não abandonem elementos de interatividade já consolidados na experiência do usuário
  19. 19. Busca por novas expressões 2. Particular + Geral Particular Geral Individual Social Folksonomia: critérios individuais de organização de categorias. Explora as próprias preferências do usuário para definir a relevância dos conteúdos
  20. 20. Busca por novas expressões 3. Separação entre apresentação e conteúdo Apresentação Conteúdo Roupagem, exibição Núcleo da informação Informação consumida num computador pessoal, num dispositivo móvel, transmitido por um sintetizador de voz, mapeado geograficamente, traduzido em outra língua ou tratada de diversas outras maneiras
  21. 21. Considerações finais Arquitetura da Informação • Metodologias da área são baseadas em paradigmas que se encontram em processo de reestruturação. Encontrar novas abordagens metodológicas. • Questionar e subverter antigos modelos do design interativo (observação de manifestações artísticas, como por exemplo: Locative Media, Browser art, Mobile art) • Olhar crítico para a “Web 2.0”: afastamento do “deslumbramento comercial” e do discurso “marketeiro”
  22. 22. Considerações finais • Objetivo: não trazer respostas prontas e sim levantar questionamentos. • O que é estável “morre”, ou seja: A instabilidade é criativa!
  23. 23. Obrigado! Daniel Melo Ribeiro PUC-SP (Tecnologias da Inteligência e Design Digital) danielmeloribeiro@gmail.com http://www.danielmelo.net

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