FACULDADES INTEGRADAS HÉLIO ALONSO    COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO            FUTEBOL E GUERRA:UMA QUESTÃO HISTÓRICA, P...
RESUMO       Este trabalho apresenta as principais interseções entre futebol e guerra.Contextualização histórica da Guerra...
SUMÁRIOIntrodução............................................................................................................
INTRODUÇÃO       Esta pesquisa pretende mostrar que o futebol tem associação direta com a guerraconforme concepções aprese...
Atualmente são incalculáveis os valores financeiros que o futebol gera ao redor domundo, atraindo grande atenção do mundo ...
1. A GUERRA DO FUTEBOL E A GUERRA NO FUTEBOL1.1.   A Guerra do Futebol       A Guerra do Futebol, também conhecida como a ...
tiveram uma noite péssima, perturbados por pedradas nas janelas do hotel, foguetórios,buzinas e gritos da multidão. Acabar...
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3. FUTEBOL, UMA ARMA CONTRA A GUERRA3.1.    Seleção Brasileira no Haiti em 2004        Em Janeiro de 2004, o período polít...
Brasileira e a Seleção Haitiana. A iniciativa teve o apoio do presidente da CBF, RicardoTeixeira, e dos principais jogador...
Brasil: Júlio César (Fernando Henrique); Belletti, Juan (Cris), Roque Júnior e                             Roberto Carlos ...
O ex-jogador Lima, que atuou naquela partida também descreveu: “Era estranhoporque era o mesmo país dividido e em guerra. ...
Os registros em vídeos e fotos da partida que estavam no museu do estádio foramqueimados, quando o mesmo foi destruído por...
4. A GUERRA E O FUTEBOL NA MÍDIA4.1.   Seleção Brasileira no Haiti em 2004       Analisando as matérias publicadas em dois...
FIGURA 1 – Matéria do Terra Esportes sobre o “Jogo da Paz”.                                                              22
FIGURA 2 – Matéria do UOL Esporte sobre o “Jogo da Paz”4.2.   Santos de Pelé na África       O recorte do Jornal do Brasil...
O jogo ocorreu no dia 2 de Fevereiro seguinte na cidade nigeriana de Benin. A partidaentre Santos e Seleção do Centro-Oest...
CONSIDERAÇÕES FINAIS       Ao longo deste trabalho foi possível entender que de fato o futebol se entrelaça àguerra não ap...
evento esportivo. Passando pela Guerra do Futebol, onde fatores extra-campo já existentesfizeram que três partidas de Elim...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E ELETRÔNICASBIAZZI, Alessandro. FRANCESCHI NETO, Virgílio. Futebol e política externa brasilei...
LIBANOSHOW. Cronologia do Líbano. Disponível em:<http://www.libanoshow.com/home/cronologia_libano.htm>. Acesso em: 22 Nov....
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TCC Daniel Collyer Braga - Futebol e Guerra: Uma questão histórica, política e midiática.

  1. 1. FACULDADES INTEGRADAS HÉLIO ALONSO COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO FUTEBOL E GUERRA:UMA QUESTÃO HISTÓRICA, POLÍTICA E MIDIÁTICA Trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social – Jornalismo das para o título de bacharel das Faculdades Integradas Hélio Alonso. ALUNO: DANIEL COLLYER BRAGAORIENTADOR: PROFESSOR DOUTOR PERY COTTA RIO DE JANEIRO 2011
  2. 2. RESUMO Este trabalho apresenta as principais interseções entre futebol e guerra.Contextualização histórica da Guerra do Futebol. Aplicação das diretrizes do livro“Marketing de Guerra” no âmbito futebolístico. Fatores políticos, históricos, religiosos,culturais, étnicos e sócio-econômicos são confrontados com acontecimentos da históriado futebol para a explicação de determinadas rivalidades. Futebol como instrumento demanipulação de massa, arma contra conflitos armados e disseminador de paz.Apresentação midiática em Internet e jornal impresso de fatos em que o futebol éutilizado contra a guerra de alguma forma. Palavras-chave: guerra, futebol, jornalismo, mídia.
  3. 3. SUMÁRIOIntrodução........................................................................................................................11 A Guerra do Futebol e a guerra no futebol.............................................................31.1 A Guerra do Futebol....................................................................................................31.2 A guerra no futebol......................................................................................................42 O Futebol e a Guerra étnico-política e religiosa....................................................82.1 Irã x Estados Unidos (Copa do Mundo de 1998)........................................................82.2 Portugal x Angola (Copa do Mundo de 2006)............................................................92.3 A antiga Iugoslávia......................................................................................................92.4 Israel, na Europa ou na Ásia?....................................................................................102.5 Malvinas....................................................................................................................102.6 Os Hooligans.............................................................................................................112.7 Católicos x Anglicanos..............................................................................................112.8 Povo x Poder ou Pobres x Ricos................................................................................122.9 Derby della Capitale..................................................................................................143 Futebol, uma arma contra a guerra.......................................................................163.1 Seleção Brasileira no Haiti em 2004.........................................................................163.2 O Santos de Pelé e as guerra civis na África (1969).................................................183.3 Pelé e a Guerra Civil do Líbano................................................................................194 A Guerra e o Futebol na Mídia..............................................................................214.1 Seleção Brasileira no Haiti em 2004.........................................................................214.2 Santos de Pelé na África............................................................................................23Considerações Finais.....................................................................................................25Referências Bibliográficas e Eletrônicas.....................................................................27
  4. 4. INTRODUÇÃO Esta pesquisa pretende mostrar que o futebol tem associação direta com a guerraconforme concepções apresentadas por vários fatos datados por diversos autores. O presentetrabalho tem embasamento onde ambos conceitos se tangem de alguma maneira. Aarticulação dos resultados estão separados em capítulos distintos, para um melhorentendimento sobre assunto. A ideia surgiu há alguns anos assistindo à uma matéria feita pelo repórter RégisRösing, da Rede Globo. O jornalista citado apresentava que os termos do futebol sãodiretamente retirados dos termos de guerra, com palavras simples, como ataque, defesa,artilheiro, bomba e arqueiro. Foi possível então, perceber que a associação entre guerra efutebol ia muito mais além. Pesquisando sobre o assunto, é possível concluir que o futebolpoderia influenciar diretamente uma guerra positiva ou negativamente. Assim como, umaguerra pode ser iniciada em decorrência da rivalidade causada por uma partida de futebol. Antes de o inglês Charles Miller trazer o esporte para o Brasil, os chineses jogavamuma espécie de futebol com a cabeça de seus inimigos. Cuju, como era chamado, está datadono século III a. C. Os Maias, há mais de três mil anos, também tinham um jogo em que duasequipes se enfrentavam com objetivo de acertar uma bola em um determinado local do campoadversário. Estudiosos afirmam que o “esporte” era levado tão a sério que o líder do timederrotado, era condenado à morte. O futebol sempre despertou paixão sobre aqueles que o acompanham e participam e, acada ano, torna-se mais profissional. Além de sofrer inúmeras atualizações e modernizações. Ainda assim, o lado bretão do esporte jamais é esquecido. Seja pela atuação detorcidas organizadas, que acabaram virando gangues, como pela paixão exacerbada dostorcedores, acompanhada pelo ódio aos rivais, gerando guerra física ou verbal. 1
  5. 5. Atualmente são incalculáveis os valores financeiros que o futebol gera ao redor domundo, atraindo grande atenção do mundo capitalista. Além disso, o futebol é usado comoinstrumento para interesses externos, ferramenta de manipulação das massas. O futebol tem sua fama de “maior esporte do mundo” afirmada quando observamosfatos simples. Pelé, o rei do futebol, foi eleito o maior atleta do século XX, dentre atletas detodas as outras modalidades. Os rostos de Pelé e Ronaldo “Fenômeno” estão entre os cincomais conhecidos no planeta, disputando com Jesus Cristo, por exemplo. Uma partida de futebol seria capaz de parar um conflito armado? Seria possível iniciaruma guerra? Existem rivalidades futebolísticas extremas a ponto de causarem mortes? Sãoesses e outros questionamentos que estão levantados e respondidos neste trabalho. Não há um livro que, especificamente, trate sobre guerra e futebol de forma tão diretae simples quanto esta pesquisa, que traz inúmeros casos e notícias sobre o assunto. O queexistem são livros que contam determinados casos. Por exemplo, “A guerra do futebol: eoutras histórias”, de Ryszard Kapucinski, como o título apresenta, conta a história da Guerrado Futebol, um conflito armado ocorrido em 1969 entre Honduras e El Salvador, que tevecomo estopim três partidas de futebol das eliminatórias da Copa do Mundo de 1970. Mais do que um trabalho de conclusão de curso, é uma compilação de informaçõessobre futebol, com datas, curiosidades e dados. 2
  6. 6. 1. A GUERRA DO FUTEBOL E A GUERRA NO FUTEBOL1.1. A Guerra do Futebol A Guerra do Futebol, também conhecida como a Guerra das 100 horas, foi um conflitoarmado entre El Salvador e Honduras, que durou do dia 14 ao dia 18 de Julho de 1969. Até aí,tudo “normal”. E se pensarmos que o estopim para esta guerra foi uma partida de futebol? Foiexatamente isso que aconteceu. Havia outros motivos para a corriqueira inimizade entre os dois países. O futebol foiusado como desculpa para a guerra. A região apresentava estruturas políticas problemáticas.O jornalista polonês Ryszard Kapuscinski apresenta sua ótica dessa história em seu livro “AGuerra do Futebol”. Kapuscinski foi ao México tentar aprender com um amigo jornalista umpouco mais a respeito da complicada América Latina da época, quando o conflito explodiu. Kapuscinski compreendia fatores bem mais importantes por trás de uma “simples”guerra de cinco dias entre dois países que figuram entre os mais pobres da América Central.El Salvador, além de ser o menor país da região, apresentava excesso de população nas áreasurbanas e quase toda a zona rural controlada por apenas 14 grandes latifundiários. Semalternativas, grande parte da população migrava para a vizinha Honduras, com áreapraticamente seis vezes maior do que El Salvador. Com o passar do tempo, 300 milimigrantes já estavam lá e a escassez de terras começou então a preocupar o governohondurenho. Não permitida de realizar a reforma agrária pela poderosa United Fruit(representante estadunidense nos países pobres), Honduras optou por expulsar os imigrantessalvadorenhos. A bomba-relógio estava preparada, apenas esperando para ser detonada. Foiquando chegaram aqueles jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970. Tudo foi superdimensionado pela mídia a partir daí. A primeira partida foi realizadano domingo, dia 8 de Junho, na capital hondurenha Tegucigalpa. Os jogadores de El Salvador 3
  7. 7. tiveram uma noite péssima, perturbados por pedradas nas janelas do hotel, foguetórios,buzinas e gritos da multidão. Acabaram derrotados por 1 a 0 no dia seguinte. Em El Salvador,naquele mesmo momento, Amelia Bolanios, de 18 anos, suicidou-se usando a arma do paicom um tiro no peito. Tornando-se mártir. O motivo do suicídio foi ligado aos vexames sofridos por sua seleção em Honduras. Ogoverno salvadorenho então se encarregou do enterro, tratando como uma questão nacional.No dia 15, a seleção de Honduras chegou ao país vizinho para a segunda partida da série eteve o mesmo tratamento dado ao adversário dias antes. A delegação hondurenha foi alvo deovos podres no hotel. Para chegar ao estádio, foram utilizados carros blindados. Durante ojogo, torcedores mostravam fotos de Amelia Bolanios. Assim, Honduras acabou derrotada por3 a 0. Na capital San Salvador, carros de hondurenhos foram destruídos, dois torcedoresforam assassinados e dezenas de feridos chegavam aos hospitais. Nas horas seguintes, afronteira dos países foi fechada. No dia 27 de Junho, com um grande aparato de segurança, asequipes fizeram a terceira partida na Cidade do México. A seleção de El Salvador se garantiuna Copa com uma vitória de 3 a 2. Nesse momento, o jornalista mexicano, amigo deKapuscinski, cravou que uma guerra aconteceria. O repórter polonês então foi para a capitalhondurenha, Tegucigalpa. No dia seguinte da chegada de Kapuscinski, a cidade sofreu umataque aéreo, onde uma bomba foi lançada. Aquele era o início oficial da guerra. O saldo final daquelas 100 horas seguintes, segundo Kapuscinski, foi de 6 mil mortos,12 mil feridos e 150 mil ficaram sem casas e terras. Vilarejos inteiros foram arrasados. Aguerra só cessou por conta da atuação da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ospobres foram os que mais sofreram. Durante aquele pequeno período, a loucura dos governosde Honduras e El Salvador teve um pretexto, o futebol.1.2. A guerra no futebol É possível aplicar em um jogo de futebol todos os princípios fundamentais das guerrasconvencionais para se alcançar êxito. Através deste conceito, é possível usar um conjunto detáticas e estratégias para fazer um time mais competitivo, persuadindo o competidor emganhar a batalha. Alguns fundamentos devem ser utilizados em determinadas situaçõesparticulares do jogo. Além disso, é necessário compreender o comportamento do adversário, 4
  8. 8. reagindo a ele de um jeito exclusivo. Jogando de forma correta, qualquer time de futebol podevirar o jogo. Ries e Jack Trout, autores do famoso livro de Administração “Marketing de Guerra”,defendem a possibilidade de uma disputa entre empresas da própria maneira que um exércitose prepara para uma guerra verdadeira. A ideia dos autores foi baseada no general da antigaPrússia, Karl Von Clausewitz, que registrou em 1832 o tratado sobre a guerra chamado “OnWar”. Sendo assim, é possível que os princípios de guerra também possam ser aplicadosnuma competição esportiva. Para poder ganhar, é imprescindível construir um plano tático e estratégico, usando osprincípios gerais da guerra convencional, adaptados ao mundo esportivo. Analisando estasdiretrizes que podem ser adaptadas aos campos de futebol, LIMA (2007) explica: Princípio Um: Encontre um ponto fraco no competidor e ataque este ponto. Toda equipe tem pontos fortes e fracos. Às vezes o sistema defensivo de um time é forte do lado direito e fraco do lado esquerdo, ou pode ter a defesa forte mais o meio de campo deficiente. Alguns times são seguros no sistema defensivo, mas fracos em sua força de ataque. Ao analisar o jogo de uma equipe, é possível identificar os setores mais deficientes, e utilizar esta informação durante o jogo para realizar o ataque e vencer a competição. Princípio Dois: Lance um ataque sobre a frente mais estreita possível. Com raras exceções, um time deve procurar concentrar seus ataques em uma frente mais estreita possível. Descobrir o ponto fraco do adversário e concentrar suas jogadas explorando esta fraqueza. A tentação de utilizar todas as suas possibilidades de ataque fará com que a equipe divida suas forças e deixe de aproveitar as melhores oportunidades de um jogo. Por exemplo, se um time descobre que seu competidor tem deficiência em um setor especifico da defesa, deve procurar explorar esta deficiência fazendo suas principais jogadas ofensivas naquele setor. Princípio Três: Um bom movimento de ataque deve ser feito um setor ainda em competição. Muitas vezes observamos durante uma partida de futebol, que uma das equipes está dominando totalmente determinado setor, por exemplo, o meio do campo. Este domínio pode estar ocorrendo pela qualidade técnica superior dos jogadores ou por um outro motivo tático. Mas, no entanto, o time que esta sendo dominado continua insistindo em realizar suas jogados justamente por aquele setor, perdendo todos os embates e comprometendo seu jogo. Portanto, é preciso concentrar as jogadas nos setores onde tem chance de vencer, evitando perder tempo e esforços inutilmente. Princípio Quatro: A surpresa tática deve ser um elemento importante no plano. Os movimentos competitivos inesperados são sempre mais eficazes. Quanto maior a surpresa, mais tempo levará o adversário para reagir e defender-se. Por isto, a preparação deve ser feita da maneira mais discreta possível, em um ataque silencioso e certeiro. Esteja sempre preparado para surpreender o adversário. Mude o esquema tático durante o jogo, quando perceber que o adversário se adaptou a sua estratégia e a mesma não estiver mais surtindo efeito. Princípio Cinco: Procure manter a superioridade de força no campo de batalha. 5
  9. 9. Mesmo que as equipes tenham o mesmo numero de jogadores é possível obtersuperioridade de força em momentos e locais específicos do jogo. Para isto, épreciso agir com inteligência. Observamos que muitas vezes um time consegue tertrês atacantes contra dois defensores, em um contra-taque, por exemplo. Ou quandoestiver sendo atacado, conseguir quatro jogadores defendendo contra dois ou trêsdo adversário atacando. Dependendo do posicionamento dos jogadores, é possívelconseguir sempre uma superioridade de forçar em determinados momentos críticosdo jogo, e utilizar esta tática para vencer a partida.Princípio Seis: Independente de seu sucesso, o pequeno nunca deve atuar como ogrande.O pequeno time, com menos recursos técnicos, algumas vezes consegue umasuperioridade momentânea durante o jogo, e então começa a atuar como a grandeequipe, saindo para o ataque, e acaba comprometendo seu desempenho. É precisoresistir à tentação e manter-se cuidadoso durante a partida, independente doresultado, respeitando a condição superior do adversário. Seja porque o competidoresta jogando em casa, seja porque tem um numero maior de jogadores, ou mesmoporque tem uma condição técnica melhor.Princípio Sete: A superioridade da Defesa.Em todas as batalhas, quem defende sempre tem uma vantagem competitiva sobrequem ataca. Uma equipe que inicia um jogo atacando, para ter sucesso, precisa teruma grande superioridade em relação à equipe que esta defendendo. Seja emtermos táticos ou mesmo na qualidade bastante superior de seus jogadores. Amelhor estratégia defensiva é a coragem para contra-ataca nos momentos certospegando o adversário desprevenido.Princípio Oito: Fortes movimentos competitivos devem ser sempre bloqueados.Sempre que um time estiver sofrendo ataque, deve procurar descobrir a natureza e aforma deste movimento para poder bloqueá-lo. Por exemplo, se a equipe esta sendoatacada através de lançamentos por bolas aéreas, porque o adversário tem bonsfinalizadores de cabeça, a equipe deve procurar impedir que ocorram oslançamentos, ao invés de tentar defender-se deles.Princípio Nove: Esteja preparado para recuar no momento certo.Um time de futebol pode se encontrar numa situação, dentro da partida, em que arelação de forçar mudou, e este time não tem condições de continuar combatendode forma equilibrada com o adversário. Neste caso, esteja preparado para saberrecuar. Seria uma espécie de “recuo tático organizado”, e não uma debandada.Recuar de forma desorganizada cria as condições propícias para que o adversárioavance e liquide com a partida mais facilmente ainda.Princípio Dez: A motivação é uma grande arma tática.Existem diversas armas que podem ser utilizadas por um time durante uma partida.A motivação é uma das armas mais poderosas e por si só, poderá mudar os rumosde um jogo. O mais interessante, é que esta arma não exige investimento algum,depende apenas da capacidade do técnico e dos jogadores de criar um estado deespírito estimulante para gerar uma energia extra de entusiasmo e disposição físicae mental. Isto é motivação.A postura errada dos técnicosÉ comum assistirmos pela televisão, durante as partidas de futebol, alguns técnicosde times, na beira do gramado, se “descabelando” e “xingando” o juiz, osadversários e até seus próprios jogadores para tentar reverter uma situação. Muitasvezes estes treinadores deixam-se envolver muito pela situação do jogo e alteramtanto seu estado de espírito, que criam uma situação difícil para si próprio e paraseu time. À medida que alteram seu humor, os técnicos perdem a tranqüilidade paraavaliar estrategicamente o jogo, e perceber as táticas do adversário, além de deixarde analisar o contexto para agir de forma adequada com o objetivo de vencer adisputa. A postura dos técnicos deveria ser como a de um jogador de xadrez, que 6
  10. 10. mantém a serenidade durante o jogo. Estes analisam todas as jogadas do adversário, do ponto de vista tático estratégico, imaginando seus possíveis movimentos futuros, e agindo de acordo com sua percepção para envolver e bloquear as ações do oponente e conquistar a vitória. Preparando a vitória Todos estes princípios e ações que acabamos de apresentar tem um objetivo principal: criar as condições para um time de futebol se tornar mais competitivo e vencer as partidas. Em geral são idéias simples e fáceis de serem implantadas, mas demandam muita observação do jogo, e um entendimento dos princípios gerais da tática e estratégia. Acredita-se que a observação cuidadosa destas ideias pode ser bastante útil aostécnicos e jogadores de futebol para tornarem seus times mais competitivos e,consequentemente, mais vencedores. 7
  11. 11. 2. O FUTEBOL E A GUERRA ÉTNICO-POLÍTICA ERELIGIOSA Analisando alguns casos no futebol, é possível identificarmos algum tipo de conflito,causado por determinados fatores que podem ser de origem étnica, religiosa, política,aquisitiva e/ou histórica.2.1. Irã x Estados Unidos (Copa do Mundo de 1998) Na França, dois países inimigos entram em campo num clima de suspense. O ódioestaria presente na partida? Não é o que acontece. Num ato improvável, os onze atletas quejogavam pela seleção do Irã, nação governada por islâmicos fundamentalistas, entregam floresaos seus grandes inimigos, os onze jogadores dos Estados Unidos. As equipes seconfraternizam e posam para fotos juntas. São raros os jogos que tiveram tanta tensão quanto Irã x Estados Unidos. O motivoiniciou em 1979 quando uma revolução no Irã desbancou o poder do xá Reza Pahlevi, queadmitia características do ocidente como o futebol. Assim, o comando foi dado ao aiatoláKhomeini, que era adepto da reza séria e luta franca. Seu combate contra os Estados Unidosfez os funcionários da embaixada reféns por 14 meses. Na mesma época no Ocidente, os EUAajudaram o Iraque em sua guerra contra o Irã. O sorteio da Copa do Mundo de 1998 fez com que as duas seleções se enfrentassem naprimeira fase, no grupo F. Na verdade, os atletas iranianos não tinham motivos para o ódioaos adversários. Quem agia assim eram os aiatolás. Eles recriminavam o futebol, “práaticaocidental”, de forma cruel. Em 1984, Habib Khabiri, então capitão da seleção na Copa de1978, foi executado pelo regime aiatolá ao ser acusado de ligações com a oposição. 8
  12. 12. Para incomodar mais o regime aiatolá, a vaga para a Copa de 1998 teve reações dealegria fora da autoridade iraniana. Quando o sorteio colocou os estadunidenses no caminhodo Irã, o governo tentou lucrar sobre o jogo entre o “Grande Satã” e os eleitos de Alá. Ooportunismo dos aiatolás incomodou aqueles que sempre praticaram futebol em condiçõesterríveis. O camisa 4 iraniano, Mohammad Khakpour, declarou na época: “São 3 pontos. Enada mais”. E foram estes três pontos e nada mais que o Irã faturou contra os EUA. 2 x 1 foi oplacar final e ambas seleções foram eliminadas ainda na primeira fase.2.2. Portugal x Angola (Copa do Mundo de 2006) O jogo entre Portugal e Angola teria tudo para ser mais um clássico futebolístico-histórico entre uma metrópole contra uma ex-colônia, assim como Inglaterra x EstadosUnidos (1950) e Portugal x Brasil (1966). Porém, além das animosidades provocadas até aindependência de Angola, em 1975, houve outro incômodo anterior ligado ao futebol. Em 2001, um amistoso em Lisboa, que era tido como uma festa de união dos doispovos, teve um clima bastante tenso. O jogo acabou com quatro jogadores de Angolaexpulsos por faltas violentas, imigrantes angolanos quebrando as arquibancadas do EstádioJosé de Alvalade e Portugal goleando por 5 a 1. Apesar desse histórico, o jogo válido pelo Grupo D, foi realizado no dia 11 de Junho eterminou com um morno placar de 1 a 0 para Portugal. O gol foi marcado logo aos quatrominutos do primeiro tempo pelo atacante Pauleta.2.3. A antiga Iugoslávia As guerras étnicas da década de 1990 entre os países que formavam a Iugosláviapermanecem no futebol. Quando a já separada Sérvia e Montenegro derrotou em sua capitalBelgrado a Bósnia e Herzegovina, torcedores das duas seleções brigaram arremessandocadeiras e disparando rojões. O jogo era válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de2006. Pelo menos seis pessoas sofreram ferimentos sérios. As duas confederações de futebollevaram multas entre 23 a 26 mil euros. Mesmo com a punição, sempre que repúblicas da ex-Iugoslávia se enfrentarem, existe o temor que hajam confusões parecidas. As repúblicas queformavam a extinta Iugoslávia e formam este “grupo de risco” são: – Bósnia e Herzegovina; 9
  13. 13. – Croácia; – Eslovênia; – Macedônia; – Montenegro; e – Sérvia.2.4. Israel, na Europa ou na Ásia? Na geografia política contemporânea, Israel sempre pertenceu ao continente asiático.No futebol, porém, a seleção israelense joga as eliminatórias da UEFA1 desde 1980, por nãohaver resistência muçulmana ao Estado judeu. Fato que ocorre com frequência no OrienteMédio. Em 1958, a animosidade política com os vizinhos geográficos quase foi favorável aIsrael na disputa por uma vaga na Copa do Mundo do ano citado. Indonésia, Egito e Sudãorejeitaram jogar contra Israel nas eliminatórias. Porém, a FIFA decidiu que fosse realizadopelo menos um confronto para que a vaga fosse válida. País de Gales foi o escolhido para enfrentar os israelenses. Foram disputadas duaspartidas que acabaram vencidas pelos galeses pelo mesmo placar de 2 x 0, classificando Paísde Gales para a disputa da Copa do Mundo de 1958.2.5. Malvinas A Guerra das Malvinas ocorreu entre Argentina e Inglaterra, do dia 2 de Abril ao dia14 de Junho de 1982. O motivo da guerra foi a disputa da soberania sobre o território dasIlhas Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido desde 1833 e, naquele momento, reclamadas pelogoverno argentino. A guerra terminou com a recuperação do território por parte do exércitobritânico, que teve 255 baixas, contra 649 dos inimigos argentinos. A Copa do Mundo de 1982 havia começado em 13 de Junho e, por causa da guerra, arádio argentina Rivadávia impediu os locutores da partida entre Inglaterra e Alemanha depronunciar palavras como “britânico” ou “Inglaterra”. A equipe formada pelo locutor JuanCarlos Morales e mais dois comentaristas se utilizaram de termos como “o time de vermelho”,1 Union of European Football Associations. Em tradução livre para o português: União das Federações deFutebol Europeias. Órgão máximo que administra o futebol da Europa. 10
  14. 14. “o adversário da Alemanha” e até “os piratas”. A única exceção aconteceu quando um dosrepórteres se distraiu e disse o nome proibido: “Está machucado o 5 da Inglaterra, Coppell”.2.6. Os Hooligans A violência dos hoolligans2 do futebol britânico se mostra como uma simbólicanostalgia da guerra. A vida nos tempos pacíficos atuais acaba tornando-se chata, além daglória britânica parecer algo num passado bem distante. Uma partida de futebol é uma ocasiãode se sentir em um combate não se arriscando muito mais do que ossos quebrados eferimentos leves. A maior mostra de hooliganismo inglês foi a tragédia do Estádio de Heysel, naBélgica. Aconteceu durante a final da Taça dos Campeões Europeus de 1985, disputada entreo Liverpool da Inglaterra e a Juventus da Itália. Esse acontecimento teve 38 mortos e umgrande número de feridos. Os hooligans ingleses foram os responsáveis pelo ocorrido. AUEFA então proibiu as equipes britânicas de jogarem competições do continente por umperíodo de cinco anos. As torcidas organizadas brasileiras são geralmente associadas às práticas de hooliganspor também terem casos de comportamentos violentos, confusões premeditadas e ódioexcessivo ao rival. Um dos casos aconteceu em 2009 no durante um jogo no Paraná. A partidafoi entre Coritiba e Fluminense, válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Após otérmino do jogo e a confirmação de rebaixamento do time da casa, os integrantes da torcidaorganizada do Coritiba, Império Alviverde, invadiram o campo e depredaram totalmente oestádio Couto Pereira causando grande prejuízo ao clube paranaense.2.7. Católicos x Anglicanos Para os escoceses, não há maior rivalidade no futebol mundial do que a Old Firm3.Assim é chamado o clássico da cidade de Glasgow, entre Rangers x Celtic, os dois maioresclubes de futebol da Escócia. Muito além do esporte, durante um longo período, este embate2 Adeptos do Hooliganismo. O termo é utilizado para definir o comportamento destrutivo, desregrado earruaceiro. Comumente, é associado à pratica de vandalismo associado ao uso em excesso de álcool e drogas, noesporte ou fora dele.3 “Velha Firma”, traduzindo para o português. 11
  15. 15. foi também de cunho religioso, com os católicos apoiando o Celtic e os protestantes do ladodo Rangers. Juntamente à rivalidade entre os clubes, da mesma cidade, os torcedores tambémlevam consigo assuntos fora do futebol. As torcidas seguem duas filosofias político-religiosasantagônicas em suas respectivas histórias. A amplitude é tamanha que o clássico é tido comoo de maior ódio recíproco no mundo. Os torcedores do Rangers, em sua grande maioria são devotos do Anglicanismo,religião da Rainha do Reino Unido. Sua torcida mostra sempre uma grande bandeira que temo rosto da Rainha Elizabeth II, a atual líder anglicana. Os torcedores do Rangers tambémidolatram o UVF4 e sempre levam bandeiras do Reino Unido aos estádios. Já o Celtic, é o clube dos escoceses católicos. Também agrega os irlandeses e seusdescendentes que residem na Escócia. O Celtic chega a ter milhares de torcedores entre oscatólicos da Irlanda e da Irlanda do Norte. A grande bandeira que é exibida pela sua torcida éalviverde e tem retrato do falecido papa João Paulo II. Também levam bandeiras da Repúblicada Irlanda e da Escócia. Os mais extremistas também exaltam o IRA5. A intolerância era tamanha, que não admitia jogadores de outras religiões nos clubes.Esta “regra” só foi violada em 1988, quando o Rangers contratou o jogador católico MoJohnston. Contudo, a rivalidade não foi diminuída em nada após este fato.2.8. Povo x Poder ou Pobres x Ricos Desde que o futebol tornou-se essa paixão que se conhece hoje, existem os clubes queforam fundados e adotados por seus torcedores de classes sociais diferentes. Uns foram eleitospelos menos favorecidos e pelo povo. Outros, consequentemente, foram escolhidos pelos maisricos, poderosos ou artistrocratas. No mundo, existem vários exemplos de clássicos entre “Times do Povo” contra “Timedos Ricos”, conforme os exemplos da TABELA 1.4 Ulster Volunteer Force. Em tradução livre para o português: Força Voluntária do Ulster. Grupo paramilitar daIrlanda do Norte que segue a coroa britânica. Tanto no Reino Unido quanto na Irlanda, o grupo é consideradocomo terrorista.5 Irish Republican Army. Em português: Exército Republicano Irlandês. Grupo paramilitar católico ereintegralista que fazia luta armada pela integração da Irlanda do Norte à República da Irlanda. 12
  16. 16. País Cidade/Região “Time do Povo” “Time dos Ricos” Buenos Aires Boca Juniors River Plate Argentina Rosario Rosario Central Newell’s Old Boys Áustria Viena Rapid Austria Rio de Janeiro – RJ Flamengo Fluminense Porto Alegre – RS Internacional Grêmio Brasil Salvador – Bahia Bahia Vitória São Paulo – SP Corinthians São Paulo Colômbia Cali America Deportivo Metropolitana de Dinamarca Brondby FC Copenhague Copenhague Egito Cairo Al-Ahly Zamalek Grécia Metropolitana de Atenas Olympiakos Panathinaikos Itália Milão AC Milan Internazionale México Central do México Chivas Guadalajara America Peru Lima Alianza Universitario Portugal Lisboa Benfica Sporting Rússia Moscou Spartak CSKA Turquia Istambul Fenerbahçe GalatasarayTABELA 1 – “Times do Povo” x “Time dos Ricos” 13
  17. 17. Fizeram-se excessões em alguns casos, principalmente com o passar dos anos. Épossível ver hoje milionários torcendo por “times do povo”, assim como esses “times dopovo” com dinheiro suficiente para contratar os melhores jogadores dos times queoriginalmente eram tidos como os mais ricos ou aristocráticos.2.9. Derby della Capitale O clássico entre Lazio e Roma é jogado no Estádio Olímpico de Roma, que é divididoentre as duas equipes. Foi deste clássico que surgiram os “ultras”, que podem ser comparadosde alguma forma às torcidas organizadas brasileiras ou aos hooligans ingleses, com menoscasos de violência. Em 2004, o derby chegou a ser cancelado por conta de uma ameaça demorte aos jogadores da partida. A rivalidade entre as duas equipes da capital italiana se dá principalmente pelapolítica. Na década de 1920, os times da cidade se juntaram para formar a AS Roma, o únicotime da cidade. Porém, a SS Lazio não quis fazer parte da fusão e anos mais tarde ganhou oapoio público do ditador Benito Mussolini, ganhando uma grande torcida de nacionalistas efascistas. Com isso, a AS Roma acabou abraçada pelo proletariado e a esquerda socialista. A torcida da Lazio possui o maior número de simpatizantes fascistas e nazistas naItália. Comumente era possível ver com os “ultras” da Lazio faixas como: “Time de Negros,Multidão de Judeus” e “Auschwitz é sua cidade, os fornos suas casas” em provocação aosrivais da Roma, além de fotos de Mussolini e suásticas. Na década de 1980, o aumento dos“ultras” foi maior por conta da crescente quantidade de jogadores sulamericanos e africanosna Itália. Como uma resposta, os “ultras” se tornaram mais xenófobos6. O atacante italiano Paolo Di Canio ficou conhecido por fazer publicamente mais deuma vez o gesto fascista do braço direito estendido. Na primeira vez foi durante o Derby dellaCapitale. Di Canio recebeu uma multa de dez mil euros, além de ter sido repudiado pelacomunidade judaica da Itália. “Se nós estivéssemos nas mãos dos judeus, seria o fim”,respondeu o jogador. Em 2005, o gesto foi repetido numa partida contra o Livorno, clube detorcida também com tendências socialistas. Ao ser questionado, Di Canio rebateu com termosusados por Mussolini: “Eu faço a saudação do braço direito reto porque é uma saudação deum camerata para camerati”. Di Canio durante a sua adolescência fez parte dos ultras da6 Xenofobia é o termo designado para ódio ou rancor a coisas ou pessoas estrangeiras. 14
  18. 18. Lazio. Ele também elogiou o ditador em sua autobiografia, classificando-o como “umindivíduo ético, e com princípios” e que na verdade, o ditador seria “mal interpretado”. Outros jogadores da Lazio também tiveram atitudes fascistas. O atacante argentinoMauro Zárate, repetiu o gesto de Di Canio, em março de 2010. Siniša Mihajlović, zagueirosérvio, que tinha devoção pelo ditador Slobodan Milosevic, em 2000, chamou um coleganegro de “macaco negro f.”; Mihajlović alegou que chamou o colega de “merda negra”, e nãode “macaco negro”. Durante as temporadas 1999/2000 e 2000/2001, os “ultras” da Lazio foram ligados àatentados de terrorismo. Em um, uma bomba foi plantada no museu dedicado à resistênciaitaliana à Segunda Guerra Mundial. A polícia romana também desarmou um artefato dogênero em um cinema que exibia um documentário sobre Adolf Eichmann7. Os “ultras”também depredaram cemitérios judaicos em Roma. Quando o meia Aron Winter, umholandês negro, atuou pela própria Lazio, era sempre hostilizado com gritos de “preto judeu”.Capítulo Três: Futebol, uma arma contra a guerra7 Tenente-coronel da SS na Alemanha Nazista. Grande responsável pela logística de extermínio de milhões depessoas durante o Holocausto. 15
  19. 19. 3. FUTEBOL, UMA ARMA CONTRA A GUERRA3.1. Seleção Brasileira no Haiti em 2004 Em Janeiro de 2004, o período político haitiano era conturbado por conta de inúmerascrises e suspeita de manipulação das eleições do ano anterior. Iniciados na cidade deGonaïves, norte do Haiti, conflitos armados liderados pelos Tonton Macoute8 semultiplicavam pela região. Com a conquista de quase toda a região norte do país, os rebeldesjá visavam Porto Príncipe, capital haitiana. No final de Fevereiro, o então presidente eacusado de ser o causador daquela situação, Jean-Bertrand Aristide, temendo o pior, viajapara a África do Sul em asilo político. Conforme a Constituição, o então presidente daSuprema Corte assume o cargo como chefe de estado interino. Boniface Alexandre logo pedeajuda à ONU, afim de reestabelecer a questão da segurança do país e uma transição políticatranquila. Em seguida, o Conselho de Segurança das Nações Unidas confirma e envia umaForça Multinacional Interna para atuar no país, a MINUSTAH9. O comando da operação ficapor conta de um militar brasileiro, o General Augusto Heleno. Boniface Alexandre, ao saber da presença dos militares brasileiros, considerava aSeleção Brasileira um ponto positivo para o processo de reestabelecimento da paz. Nachegada, os soldados brasileiros levaram, além das armas, bolas de futebol e camisas verde-amarelas para serem distribuídas aos haitianos. Em seguida, Lula e Celso Amorim, na épocapresidente e chanceler do Brasil, expuseram a ideia de um “Jogo da Paz” entre a Seleção8 Milícia de Voluntários da Segurança Nacional. Força paramilitar haitiana criada em 1959 que obedecia oditador François Duvalier. A expressão traduzida ao pé da letra em crioulo haitiano significa “Tio do Saco”, umaalusão ao “Homem do Saco” ou “Bicho Papão”.9 Sigla derivada do francês: Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti. Traduzindo para oportuguês: Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti. 16
  20. 20. Brasileira e a Seleção Haitiana. A iniciativa teve o apoio do presidente da CBF, RicardoTeixeira, e dos principais jogadores, grande parte de origem humilde. Com a grande reputação e reconhecimento da maioria dos jogadores da SeleçãoBrasileira, imaginou-se que a aceitação no Haiti seria boa. Inclusive, jogadores como Ronaldoe Kaká são embaixadores da ONU. Aliado a isso, a apresentação de jogadores como Ronaldo,Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho confirmaria humildade, respeito e comprometimentocom o povo e o ensejo dos haitianos. O que seria muito mais tranquilo do que tropas militaresagirem à força, por exemplo. O resultado seria uma presença militar melhor vista e bemacolhida pela população haitiana, facilitando o trabalho das Forças de Paz. Além de atingircom maior rapidez os objetivos iniciais que seriam o reestabelecimento da ordem epossibilidade de uma transição política tranquila. O governo haitiano e as forças de paz se uniram para reformar um estádio. A seleçãodo Haiti foi formada rapidamente, pois há muito tempo não participava de um jogo oficial.Assim que a Seleção Brasileira chegou, os integrantes foram colocados em veículos militares,os “Urutus”, que foram conduzidos até o estádio pelas Forças de Paz. As ruas que levavam aoestádio Sylvio Cator estavam repletas de pessoas (estima-se 1 milhão de haitianos) quelouvavam os jogadores brasileiros, que retribuíam acenando de volta. O estádio ficoucompletamente lotado e ainda milhares de outros torcedores não puderam entrar. Antes dapartida, o presidente Lula esteve com o jogadores e ressaltou: “Porque é um jogo dasolidariedade, pela paz, um jogo em que o desejo é o de aproveitar esse momento paramostrar ao mundo que é possível construir a paz sem precisar que haja guerra”. Um dos fatos de maior emoção do “Jogo da Paz” foi a execução do hino nacional doHaiti. As quinze mil pessoas que conseguiram entrar no estádio, cantaram em uma só voz, oque mostrou um povo bastante orgulhoso. O resultado do jogo foi um inapelável 6 a 0 para oBrasil. Ao final da partida, os jogadores foram direto ao aeroporto internacional de PortoPríncipe. A imagem transmitida pela partida foi realmente de paz, além de os jogadores semostrarem humildes e comprometidos para com a população haitiana. A aproximação entreBrasil e Haiti também aconteceu. Hoje existem, inclusive, projetos de auxílio entre os doispaíses para a ascensão do esporte e da educação. Ficha Técnica do Jogo: Haiti: Max (Gabart); Thelanor, Germain (Jacques), Gabbardi e Bourcicaut (Stephane); Guillaune, Bourdot (Barthelmy), Gilles (Telamour) e Romulut (Mones); Fleury (Francis) e Desir (Herold). Técnico: Carlo Marzelin. 17
  21. 21. Brasil: Júlio César (Fernando Henrique); Belletti, Juan (Cris), Roque Júnior e Roberto Carlos (Adriano); Juninho Pernambucano, Gilberto Silva (Renato), Edu (Magrão) e Roger (Pedrinho); Ronaldinho e Ronaldo (Nilmar). Técnico: Carlos Alberto Parreira. Data: 18/08/2004. Local: Estádio Sylvio Cator, em Porto Príncipe (Haiti). Árbitro: Paulo César de Oliveira (Brasil). Cartões Amarelos: Roger (Brasil). Gols: Roger (19’ e 41’), Ronaldinho Gaúcho (32’, 66’ e 81’) e Nilmar (85’).3.2. O Santos de Pelé e as guerra civis na África (1969) Durante a guerra civil na África em 1969, as forças inimigas cessaram a guerra entre sipara que o Santos de Pelé passasse em segurança por Kinshasa e Brazzaville10. Houveinclusive uma mudança de tutela de um exército para outro numa região de fronteiriça. Fatoinusitado, pois era de costume na Grécia Antiga a guerra ser interrompida para a realizaçãodos Jogos Olímpicos da época. Antes de chegar para o amistoso em Brazzaville no dia 19 de Janeiro, a delegação dotime do Santos passa por Kinshasa e é acompanhada por soldados do exército local, quetransferem a guarda para as forças oponentes no meio do rio que divide as duas cidades. Nodia 20, o time retorna a Kinshasa e é informado de que só poderia partir se também jogassenaquela cidade. O Santos joga no dia 21 e Pelé recebe muitas homenagens. Assim, equipecontinua sua viagem em paz. Em seguida, a guerra recomeça. No dia 4 de Fevereiro, a equipe santista enfrentou a Seleção do Centro-Oeste daNigéria, em Benin. A partida não fazia parte do plano inicial da excursão, porque osmilitantes locais tinham temor que pudessem acontecer manifestações agressivas no dia dapartida. O motivo seria os confrontos que aconteciam entre nigerianos e separatistas do lesteda África, que ambicionavam a concepção de um país chamado Biafra. Ainda assim, o jogo aconteceu. Porém, conforme descreveu na época Gilberto CastorMarques, repórter enviado do jornal “A Tribuna”, de Santos, para a excursão: “quando oelenco do Alvinegro Praiano chegou à cidade nigeriana, foi decretado feriado na parte datarde daquele dia pelo então governador da região nigeriana, Tenente-Coronel SamuelOgbemudia. O mesmo ainda autorizou que a ponte sobre o rio que ligava Benin a cidade deSapele tivesse a passagem liberada para que todos, indistintamente, pudessem assistir aojogo”.10 Cidades da atual República Democrática do Congo, antigo Zaire. 18
  22. 22. O ex-jogador Lima, que atuou naquela partida também descreveu: “Era estranhoporque era o mesmo país dividido e em guerra. Mas, a partir do momento que eles sabiam queia ter o jogo, ficou aquela festa danada. Era um campo pequeno, me lembro muito bem. Opessoal ia com as cadeiras na cabeça para o estádio”. Data Placar Adversário Local 17/01/1969 3x0 Seleção de Point-Noire Pointe-Noire, Congo 19/01/1969 3x2 Seleção do Congo Brazaville, Congo 21/01/1969 2x0 Seleção “B” do Congo Kinshasa, Congo 23/01/1969 2x3 Seleção “A” do Congo Kinshasa, Congo 26/01/1969 2x2 Seleção Nigéria Lagos, Nigéria 01/02/1969 2x0 Lourenço Marques Moçambique 04/02/1969 2x1 Seleção do Centro-Oeste Benin City, Nigéria. 06/02/1969 2x2 Seleção Accra (Hearts of Oak) Accra, Gana 09/02/1969 1x1 Seleção da Argélia Oran, ArgéliaTABELA 2 – Relação dos jogos amistosos do Santos FC com placares, adversário e locais.3.3. Pelé e a Guerra Civil do Líbano No dia 6 de Abril de 1975, o Santos de Pelé visitou o Líbano e jogou contra o timeNijmeh em Beirute. Havia uma guerra civil marcada para iniciar no próprio dia 6, porém sófoi começar no dia 14. Na partida, Pelé iniciou como goleiro, fez defesas e não levou gol. Depois foi jogar nalinha. Em um lance genial, pegou a bola no meio de campo e fez fila e, quando ia chutar aogol, voltou driblando todo mundo de volta. Durante o jogo, Pelé marcou dois gols que a FIFA não computou nos 1283 gols dacarreira do “rei do futebol”. Muitos defendem que mesmo sendo em um amistoso, esses doisgols deveriam ser contabilizados pela grande obra realizada, que foi promover a paz. Nestedia, Pelé conseguiu unir cristãos, muçulmanos e judeus que gritaram num só coro: “Deus,Deus, Deus da Bola!”. Pelé foi apelidado de “O Profeta da Paz”. No Torá, livro base doJudaísmo e escrito em hebraico, Pele, significa “milagre de Deus”. Esse milagre foi realizadono Líbano que teve 15 anos de guerra que gerou 150 mil mortos. 19
  23. 23. Os registros em vídeos e fotos da partida que estavam no museu do estádio foramqueimados, quando o mesmo foi destruído por um bombardeio feito por Israel e tudo seperdeu. 20
  24. 24. 4. A GUERRA E O FUTEBOL NA MÍDIA4.1. Seleção Brasileira no Haiti em 2004 Analisando as matérias publicadas em dois grandes portais brasileiros na Internet,Terra (FIGURA 1) e UOL (FIGURA 2), vemos que houve uma exaltação ao heroísmo dosjogadores brasileiros que lá foram e deram o melhor de si, levando para aquele povo muitaalegria, pelo menos naquele dia. Um ponto a ser observado é o fato de o então presidente Lula ter dito aos jogadores“pegarem leve” e não jogarem tão bem, por uma questão diplomática. Porém, o lado políticofoi deixado de lado e a goleada foi dada em 6 a 0, com direito a um dos gols mais belos dacarreira de Ronaldinho Gaúcho. Assistindo à matéria feita pela Rede Globo (ANEXO 1) sobre o jogo, há ainda maisessa exaltação aos “heróis” brasileiros, principalmente a Ronaldo, jogador mais famoso.Zagallo, então auxiliar técnico, se emociona ao falar da carreata pelas ruas de Porto Príncipe,onde se estimou estarem pelo menos um milhão de haitianos saudando os brasileiros. 21
  25. 25. FIGURA 1 – Matéria do Terra Esportes sobre o “Jogo da Paz”. 22
  26. 26. FIGURA 2 – Matéria do UOL Esporte sobre o “Jogo da Paz”4.2. Santos de Pelé na África O recorte do Jornal do Brasil de 19 de Janeiro de 1969 (FIGURA 3) apresenta umapequena nota sobre a passagem do time de Santos pela África. O assunto em questãoabordado era a tentativa das autoridades da Nigéria em conseguir que o time santista jogassena cidade de Benin. Nesta época, o Santos cobrava um cachê para jogar amistosos internacionais. NaÁfrica, este cachê era de 11 mil libras, o equivalente na época a 100 mil cruzeiros novos. Ogoverno nigeriano dispunha apenas de 6 mil libras (55 mil cruzeiros novos) e tentarianegociar para acontecer a partida. 23
  27. 27. O jogo ocorreu no dia 2 de Fevereiro seguinte na cidade nigeriana de Benin. A partidaentre Santos e Seleção do Centro-Oeste da Nigéria terminou com vitória santista em 2 a 1.FIGURA 3 – Recorte do Jornal do Brasil de 19 de Janeiro de 1969. 24
  28. 28. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo deste trabalho foi possível entender que de fato o futebol se entrelaça àguerra não apenas com os termos utilizados em cada uma delas. Sempre haverá muito maisque isso. O futebol vai além de um simples esporte. Ele pode causar o mal ou fazer o bem.Começar uma guerra ou semear a paz. Ser a diversão do rico e ao mesmo tempo ser a diversãodo pobre. Pode fazer inimigos sentarem lado a lado para acompanharem uma partida. Só ofutebol é capaz disso. Obviamente, a mídia “vendedora de jornais” adora esse fato e o explora muito bem.Uma simples cogitação do nome de um jogador vira um reforço espetacular para a temporada.O clássico na final do campeonato vira uma guerra sem precedentes. É sempre assim, entraano, sai ano. O futebol causa emoções intensas – primitivas e tribais, mesmo não derramandosangue de fato. São evocados os tempos em que guerreiros pintavam os rostos, dançavam emrituais e se portavam como animais selvagens. É natural que o jogo leve a esse fato. Avelocidade e a “agressão coletiva” também contribuem. A rivalidade futebolística frequentemente transpassa a delicada linha do confrontosaudável. Inclusive em uma cidade tida como liberal, rica e culturalmente criativa, há odesafio de que a civilização acalma a barbárie e dissemina a tolerância. Foi interessante observar a diferença entre a torcida organizada brasileira, os hooligansingleses e os ultras italianos. Apesar de os três grupos irem aos estádios para apoiar, pular,cantar e exaltar seus clubes de coração, existem particularidades entre eles. Essascaracterísticas foram influenciadas por fatores históricos, ideológicos e políticos. Concluiu-se que o futebol de ontem e de hoje tem o poder de manipulação de massas.Desde a década de 60, quando o time do Santos que tinha nada menos que o rei do futebol,Pelé, viajava por países em guerra e as mesmas paravam para que pudessem assistir àquele 25
  29. 29. evento esportivo. Passando pela Guerra do Futebol, onde fatores extra-campo já existentesfizeram que três partidas de Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970 se tornassem o estopimpara um conflito armado entre Honduras e El Salvador. Até o ano de 2004, quando, numamanobra política internacional, o então presidente Lula teve a ideia de levar a SeleçãoBrasileira ao Haiti para que o povo pudesse ter de paz e respeito naquele momento. Pôde-se entender o porquê de o clássico de Glasgow, Escócia, entre Rangers e Celtic éconsiderado como o de maior rivalidade do mundo. Como principais fatores para o “TheFirm” ser o que é, estão política, história, religião e economia. Viu-se a possibilidade de uso das diretrizes de guerra na prática futebolística. Com aaplicação correta de tais parâmetros, se tem uma maior probabilidade da conquista da vitóriasobre o oponente no campo de jogo. Tal qual num campo de batalha. A mídia trata o jogador de futebol, a depender da circunstância, como um verdadeiroherói. E o espectador, o torcedor, compra essa ideia. É o atacante que faz o gol do título, ogoleiro que pega pênaltis ou o zagueiro que tira a bola em cima da linha. Se o jogo for difícil,vira uma batalha, uma verdadeira guerra. E, em qualquer guerra, existem os heróis. 26
  30. 30. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E ELETRÔNICASBIAZZI, Alessandro. FRANCESCHI NETO, Virgílio. Futebol e política externa brasileira:entre o político-identitário e o comercial. Disponível em:<http://www.efdeportes.com/efd104/futebol-e-politica-externa-brasileira.htm>. Acesso em:30 Out. 2011.BRASIL X HAITI (2004) - DELÍRIO NAS RUAS DE PORTO PRÍNCIPE. Youtube.Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=As7uplPcmtY>. Acesso em 06 Out.2011.BURUMA, Ian. Futebol é guerra. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 2010. Disponível em:<http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,futebol-e-guerra,564227,0.htm>. Acesso em:06 Out. 2011.CORREIA, Davi. As 10 maiores rivalidades do futebol internacional. 2010. Disponível em:<http://veja.abril.com.br/blog/10-mais/esporte/as-10-maiores-rivalidades-do-futebol-internacional/>. Acesso em: 06 Out. 2011.ENCONTRO COM LULA CONFIRMA JOGO DO BRASIL NO HAITI. Terra Esportes.Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI334168-EI1958,00.html>. Acessoem: 06 Out. 2011.FOER, Franklin. Mussolini’s team. 2001. Disponível em:<http://www.slate.com/articles/sports/sports_nut/2001/09/mussolinis_team.html>. Acesso em:06 Out. 2011.HÁ 42 ANOS, SANTOS FC PARAVA GUERRA NO CONTINENTE AFRICANO.Disponível em: <http://www.santosfc.com.br/mobile/noticias/view.asp?id=23744>. Acessoem: 22 Nov. 2011.JORNAL DO BRASIL. Benin se esforça para ver Santos. Rio de Janeiro, 19 Jan. 1969. p. 35.Disponível em: <http://news.google.com/newspapers?id=iagpAAAAIBAJ&sjid=z-8DAAAAIBAJ&pg =7112%2C1088039>. Acesso em: 30 Out. 2011.KAPUSCINSKI, Ryszard. A guerra do futebol: e outros relatos. 1 ed. São Paulo: Companhiadas Letras, 2008. 27
  31. 31. LIBANOSHOW. Cronologia do Líbano. Disponível em:<http://www.libanoshow.com/home/cronologia_libano.htm>. Acesso em: 22 Nov. 2011.LIMA, Ari. A guerra no futebol. 2007. Disponível em: <http://ari-lima.blogspot.com/2007/10/guerra-no-futebol.html>. Acesso em: 06 Set. 2011.MARCOS, Mário. A guerra do futebol faz 40 anos. 2009. Disponível em:<http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=202455&blog=538&coldir=1&topo=3951.dwt>. Acesso em: 06 Set. 2011.O DIA EM QUE PELÉ ADIOU A GUERRA DO LÍBANO. Youtube. Disponível em:<http://www.youtube.com/watch?v=MhezKofA75Q >. Acesso em 06 Out. 2011.OLD FIRM. Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Old_Firm>. Acesso em06 Out. 2011.OROZCO, Marcelo. Futebol: guerra em campo. 2006. Disponível em:<http://super.abril.com.br/esporte/futebol-guerra-campo-464720.shtml>. Acesso em: 06 Out.2011.RIES, Al; TROUT, Jack. Marketing de Guerra. 6 ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1986.RODRIGO BERTOLOTTO. Brasil não dá bola para Lula e goleia Haiti por 6 a 0. UolEsportes. Disponível em:<http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2004/08/18/ult59u86739.jhtm>. Acesso em: 06Out. 2011.SADLER, Ian. The worlds greatest soccer derbies. 2008. Disponível em:<http://www.iol.co.za/sport/the-world-s-greatest-soccer-derbies-1.595668>. Acesso em: 06Out. 2011.SOCIETÀ SPORTIVA LAZIO. Wikipédia. Disponível em:<http://pt.wikipedia.org/wiki/Societ%C3%A0_Sportiva_Lazio>. Acesso em: 06 Out. 2011. 28

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