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Folheto 1

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Folheto 1

  1. 1. É importante saber que: Clínica Psiquiátrica de S. José  A confiança e a paciência geram um ambiente que anima o doente no seu processo de reabilitação;  Nenhuma melhoria ocorre da noite para o dia, por isso é importante estar atento a cada pequena mudança que se produz nesse sentido e poder valorizá-la; Derrubar Barreiras  Todos os membros da família podem ser protago- nistas de pequenas mudanças saudáveis na inter- relação, as quais também se repercutem no proces- so de recuperação do seu familiar doente;  A confiança do doente na sua família e no seu terapeuta permitir-lhe-á superar as crises e encon- trar novos equilíbrios;  O que parece ser preguiça e egoísmo pode real- mente ser incapacidade;  Tente não criticar. Este folheto é apenas de carácter informativo, pelo que não dispensa a consulta do seu médico psiquiatra. Se não sabe o que fazer, como fazer ou se não for capaz de r e s o l v e r d e t e r m i n a d a s situações ... Peça ajuda! Para qualquer dúvida ou informação contacte: Serviço Social e Gabinete do Cidadão da Clínica A importância de aceitar Psiquiátrica de S. José Veja também o Folheto informativo “Derrubar a Doença Mental Barreiras - onde posso recorrer?” onde pode encon- Pode também fazê-lo através do e-mail trar informação relativa a instituições ou outras derrubar.barreiras@gmail.com informações úteis. Um guia para Familiares e Amigos
  2. 2. Mitos sobre a Doença Mental que podem Aceitar que o seu familiar tem uma Doença Mental é o primeiro Aceitar a levar as pessoas a afastar-se: passo para o poder ajudar! Doença Mental  Mito da incurabilidade - tem origem em épocas em que não eram conhecidos tratamentos para a doença mental. Actualmente este mito está cada vez menos acentuado, com a descoberta dos O que pode fazer para o ajudar? psicofármacos e de novos métodos psicoterapêuticos e psicosso- ciais. Ainda assim existe a ideia comum de que uma doença men-  Transmita-lhe sentimentos de segurança; Aceitar e enfrentar a Doença Mental de um fami- tal é para toda a vida;  Tente criar um ambiente próximo e familiar, falar cla- liar é uma tarefa difícil, mas ao mesmo tempo vital ramente de cada uma das alternativas que à família para iniciar o mais cedo possível as intervenções  Mito da perigosidade - associado à necessidade de controlar a ocorrem, já que o doente é o principal interessado; agressividade das pessoas com doença mental. Muitas vezes a necessárias ao processo de reabilitação. comunicação social realça crimes cometidos por doentes mentais,  Não deve permitir que o doente «abuse» de qualquer mas a existência de vários estudos demonstra que a percentagem um dos membros da família a pretexto da sua doença. de indivíduos perigosos com doença mental não é superior à dos Deve ser compreensivo, mas não permissivo; que se encontram na população geral;  Não o deve tratar de forma diferente daquela que sem- ília sentir-se:  Mito da incapacidade - Existe a ideia de que estas pessoas não pre fez; m É possível a fa são capazes de trabalhar, assumir responsabilidades nem tomar  Não trate o seu familiar como incapaz, mas dê-lhe tare- decisões. Actualmente com os mecanismos de tratamento e reabi- ad a fas adequadas às suas capacidades;  Envergonh litação já é possível a pessoa com doença mental ter uma vida ida considerada normal;  Ajude-o a recuperar a sua auto-confiança fazendo-o nd  Incompr ee futuro sentir-se aceite, apreciado, valorizado e amado;  Preocupad a em relação ao  Mito da perda de direitos - é aquele que mais discrimina as pes- soas com doença mental, pois muitas vezes são negados a estas  Procure motivá-lo a ocupar-se sempre que se mostra  Triste pessoas os direitos civis, como o direito ao voto, de casar, consti- indiferente e apático; tuir família ou ainda de gerir os seus bens. Actualmente, estas  Culpada medidas só são tomadas quando está em causa a protecção do  Procure incentivá-lo a cuidar de si e da sua higiene doente ou de terceiros; pessoal;  Ansiosa  Deve tentar ajudá-lo a orientar-se quando ele não con-  Frustrada  Mito da fraqueza individual - as doenças mentais não são fruto segue tomar decisões sozinho; o de características da personalidade e podem afectar qualquer pes-  Com med soa, pois podem ter causas orgânicas, psicológicas ou sociais.  Deixe-o participar nas conversas familiares, deixando-  Sozinha o falar e expressar o que sente, procurando ouvi-lo  Mito da raridade da doença - devido à vergonha de assumir mostrando que o compreende;  Com dúvi das uma doença mental, a generalidade da sociedade acredita que a doença mental é uma doença rara. No entanto, segundo estudos  Procure compreender a Doença Mental, informando-se europeus estima-se que 26% da população venha a ter uma doen- para que possa ajudar o seu familiar. ça mental ao longo da vida.

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