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Psicologia da velhice

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Psicologia da velhice

  1. 1. 110-01 3543- Psicologia da Velhice (50h)
  2. 2. O nosso país está a envelhecer Com o aumento da qualidade de vida e, especialmente os avanços da medicina, a população idosa está crescendo vertiginosamente. Com isto, há uma carência cada vez maior de profissionais habilitados e especializados, o que torna o mercado de trabalho, que já é carente de bons profissionais, em um mercado de trabalho extremamente interessante nas próximas décadas.
  3. 3. População portuguesa está a envelhecer e vai decrescer Se em 1960 Portugal era um país jovem, do ponto de vista demográfico, pela primeira vez o número de jovens foi superado pelo número de idosos no ano 2000.
  4. 4. Deve-se: Ao contínuo decréscimo da taxa de natalidade, à redução da taxa de mortalidade e ao aumento da esperança média de vida que resulta: Da melhoria das condições de vida; Dos progressos da medicina; Da melhoria da assistência médica. Em Portugal, a esperança média de vida era, em 1960, de apenas 61 anos para os homens e 67 anos para as mulheres, enquanto em 2005 atingia 81 anos para as mulheres e 75 para os homens. Assim, a esperança média de vida à nascença tem vindo a aumentar, sendo sempre superior nas mulheres, devido à sobremortalidade masculina.
  5. 5. A população idosa deverá praticamente duplicar ao longo dos próximos 40 anos, prevendo-se que venha a pesar 32% do total da população residente em Portugal em 2050, enquanto a população jovem só deverá vir a representar cerca de 13%, de acordo com as estimativas do INE.( http://www.ine.pt/prodserv/destaque/2006/d061222-2/d061222-2.pdf )
  6. 6. Existe uma preocupação crescente da sociedade em melhorar a qualidade de vida do idoso!
  7. 7. Gerontologia do grego gérõn-ontos (velho) e logos (estudo). Geriatria do grego gérõn-ontos (velho) e yatreia (tratamento). Ramo da medicina que aborda os aspectos clínicos, preventivo, terapêutico e social do paciente idoso.
  8. 8. Gerontologia A Gerontologia é uma especialidade que não está ligada somente à área da saúde, pelo contrário, está aberta a todas as áreas. Um arquiteto pode se especializar e com isso, trabalhar, por exemplo, a questão da acessibilidade dos idosos nos imóveis. Um advogado, um engenheiro, um dentista, um pedagogo, um psicólogo, um cientista social... todos esses profissionais podem direcionar seu trabalho para as questões ligadas ao envelhecimento. O profissional desta área está apto a contribuir para que o envelhecimento seja um processo saudável, bem-sucedido, assistido e cuidado. Inclusive orientando a família e a sociedade sobre como lidar com o seu idoso, fazendo intervenções e combatendo preconceitos.
  9. 9. Geriatria É a especialidade médica que trata de doença de idoso ou de doentes idosos, mas também se preocupa em prolongar a vida com saúde. Ao longo da vida a capacidade funcional vai reduzindo e na terceira idade é importante manter a independência e prevenir incapacidades, assim garantindo uma boa qualidade de vida. O processo natural do envelhecimento associado as doenças crônicas e a hábitos de vida inadequados são os responsáveis pela limitação do idoso. Nesta fase é importante focar sempre na prevenção, pois até o idoso aparentemente saudável requer cuidados.
  10. 10. Objetivos da Geriatria - manter a saúde em idades avançadas. - manter a funcionalidade. - prevenir doenças. - detetar e tratar precocemente as doenças. - manter o máximo grau de independência do idoso.
  11. 11. Prevenção de doenças nos idosos - corrigir os hábitos que agridem a saúde (alimentação não balanceada, inatividade física, obesidades, etc...) - adequar o ambiente doméstico, diminuindo assim o risco de acidentes como quedas e suas consequências. - estimular a prática de atividades físicas aeróbicas para aumento de resistência, força e flexibilidade. - equilibrar o estado emocional, ampliando a rede de apoio e suporte ao idoso.
  12. 12. Geriatria Melhorar a qualidade de vida dos idosos, e não apenas acrescentar anos a vida.
  13. 13. IIddoossaa éé uummaa ppeessssooaa qquuee tteemm mmuuiittaa iiddaaddee.. VVeellhhaa éé aa ppeessssooaa qquuee ppeerrddeeuu aa jjoovviiaalliiddaaddee.. VVooccêê éé iiddoossoo qquuaannddoo ssoonnhhaa.. ÉÉ vveellhhoo qquuaannddoo aappeennaass ddoorrmmee.. VVooccêê éé iiddoossoo qquuaannddoo aaiinnddaa aapprreennddee.. ÉÉ vveellhhoo qquuaannddoo jjáá nneemm eennssiinnaa..
  14. 14. VVooccêê éé iiddoossoo qquuaannddoo pprraattiiccaa ddeessppoorrttoo,, oouu ddee aallgguummaa oouuttrraa ffoorrmmaa ssee eexxeerrcciittaa.. ÉÉ vveellhhoo qquuaannddoo aappeennaass ddeessccaannssaa.. VVooccêê éé iiddoossoo qquuaannddoo oo sseeuu ccaalleennddáárriioo tteemm aammaannhhããss.. ÉÉ vveellhhoo qquuaannddoo sseeuu ccaalleennddáárriioo ssóó tteemm oonntteennss..
  15. 15. OO iiddoossoo éé aaqquueellaa ppeessssooaa qquuee tteemm ttiiddoo aa ffeelliicciiddaaddee ddee vviivveerr uummaa lloonnggaa vviiddaa pprroodduuttiivvaa,, ddee tteerr aaddqquuiirriiddoo uummaa ggrraannddee eexxppeerriiêênncciiaa.. EEllee éé uummaa ppoonnttee eennttrree oo ppaassssaaddoo ee oo pprreesseennttee,, ccoommoo oo jjoovveemm éé uummaa ppoonnttee eennttrree oo pprreesseennttee ee oo ffuuttuurroo.. EE éé nnoo pprreesseennttee qquuee ooss ddooiiss ssee eennccoonnttrraamm..
  16. 16. IIddoossoo éé aaqquueellee qquuee ccoomm oo ppeessoo ddooss aannooss,, ttrraannssmmiitteemm eexxppeerriiêênncciiaa ààss ggeerraaççõõeess vviinnddoouurraass,, ttrraannssmmiittee ccoonnhheecciimmeennttooss ee ssaabbeeddoorriiaa.. PPaarraa eellee,, eexxiissttee ppoonnttee eennttrree oo ppaassssaaddoo ee oo pprreesseennttee,, oo iimmppoorrttaannttee éé rreevviivveerr oo ppaassssaaddoo ccoomm aalleeggrriiaa..
  17. 17. OO iiddoossoo mmooddeerrnniizzaa-- ssee,, ddiiaallooggaa ccoomm aa jjuuvveennttuuddee,, pprrooccuurraa ccoommpprreeeennddeerr ooss nnoovvooss tteemmppooss.. OO vveellhhoo eemmppeerrrraa nnoo sseeuu tteemmppoo,, ffeecchhaa –– ssee nnaa ssuuaa oossttrraa ee rreeccuussaa aa mmooddeerrnniiddaaddee.. OO iiddoossoo lleevvaa uummaa vviiddaa aaccttiivvaa,, pplleennaa ddee pprroojjeeccttooss ee ddee eessppeerraannççaass.. PPaarraa eellee oo tteemmppoo ppaassssaa rrááppiiddoo,, mmaass aa vveellhhiiccee nnuunnccaa cchheeggaa..
  18. 18. OO iiddoossoo rreennoovvaa--ssee aa ccaaddaa ddiiaa qquuee ccoommeeççaa;; oo vveellhhoo aaccaabbaa--ssee aa ccaaddaa nnooiittee qquuee tteerrmmiinnaa.. OO iiddoossoo tteemm sseeuuss oollhhooss ppoossttooss nnoo hhoorriizzoonnttee ddee oonnddee oo ssooll ddeessppoonnttaa ee aa eessppeerraannççaa ssee iilluummiinnaa.. OO vveellhhoo tteemm ssuuaa mmiiooppiiaa vvoollttaaddaa ppaarraa ooss tteemmppooss qquuee ppaassssaarraamm.. OO iiddoossoo tteemm ppllaannooss.. OO vveellhhoo tteemm ssaauuddaaddeess.. OO iiddoossoo aapprroovveeiittaa oo qquuee rreessttaa ddaa vviiddaa.. OO vveellhhoo ssooffrree ppoorrqquuee ssee aapprrooxxiimmaa ddaa mmoorrttee..
  19. 19. O velho cochila no vazio de sua vviiddaa ee aass ssuuaass hhoorraass ssee aarrrraassttaamm ddeessttiittuuííddaass ddee sseennttiiddoo.. AAss rruuggaass ddoo iiddoossoo ssããoo bboonniittaass ppoorrqquuee ffoorraamm mmaarrccaaddaass ppeelloo ssoorrrriissoo.. AAss rruuggaass ddoo vveellhhoo ssããoo ffeeiiaass ppoorrqquuee ffoorraamm vviinnccaaddaass ppeellaa aammaarrgguurraa..
  20. 20. EEmm rreessuummoo,, iiddoossoo ee vveellhhoo,, ssããoo dduuaass ppeessssooaass qquuee aattéé ppooddeemm tteerr aa mmeessmmaa iiddaaddee nnoo ccaarrttóórriioo,, mmaass ttêêmm iiddaaddee bbeemm ddiiffeerreennttee nnoo ccoorraaççããoo.. SSee vvooccêê éé iiddoossoo,, gguuaarrddee aa eessppeerraannççaa ddee nnuunnccaa ffiiccaarr vveellhhoo..
  21. 21. Cada existência humana é única, cada homem envelhece de uma maneira particular. Uns saudáveis, outros não. Não há velhice e sim velhices. O envelhecimento deve ser considerado um processo tipicamente individual, existencial e subjetivo, cujas conseqüências ocorrem de forma diversa em cada sujeito..”
  22. 22.  "A Velhice é aquele período da vida no qual um número cada vez maior de coisas acontece pela última vez e um número cada vez menor acontece pela primeira vez" A velhice é um processo inelutável caracterizado por um conjunto complexo de factores fisiológicos, psicológicos e sociais específicos de cada indivíduo. Assim, certos idosos estão mais envelhecidos, outros parecem mais jovens e há ainda os que sentem não ter qualquer utilidade. Na realidade, o envelhecimento é um fenómeno perfeitamente natural.
  23. 23. Aspectos biológicos e psicológicos no envelhecer 1 - Conceito de Envelhecimento (não reúne consenso – Dias, 2005) Para Tomaz, Melo, Pinheiro e Costa (2002) a velhice é: “O processo normal de envelhecimento do ser humano implica uma série de alterações de ordem fisiológica, biológica, psicológica e social. Essas transformações vão-se acumulando durante toda a trajectória de vida, de tal forma que o indivíduo na Terceira Idade apresenta especificidades e características que o distinguem das pessoas de outros escalões etários”
  24. 24. 1.1. Conceito Biológico de Envelhecimento De acordo com Teixeira (1999) a perspectiva biológica do envelhecimento reúne o seu ponto consensual na chamada teoria do declínio. Segundo esta teoria, o envelhecimento é caracterizado por uma lentidão que abrange diferentes domínios do comportamento. Na origem desta lentidão está o declínio de um conjunto de funções orgânicas (como por exemplo a diminuição da capacidade de regeneração das células e consequente envelhecimento dos tecidos). Estas alterações estão ligadas a factores determinantes como a idade, o sexo, a capacidade cognitiva e física de cada indivíduo (Berg, 1980; Bowles e Poon, 1981, entre outros cited in Teixeira, 1999). Ou seja, o processo de deterioração das capacidades e aptidões manifesta-se de forma diferenciada de indivíduo para indivíduo.
  25. 25. Barreto (2005): envelhecimento primário é um processo pessoal, natural, gradual que se caracteriza por uma diminuição das “aptidões e capacidades, tanto físicas como mentais”, o qual se encontra relacionado com o código genético de cada um. (Barreto, 2005 p.291) envelhecimento secundário é um processo “patológico”, as alterações físicas e/ou mentais ocorrem de forma imprevisível e as causas são diversas (determinadas doenças ou lesões, fortemente relacionadas com alterações ambientais), sendo as suas manifestações vivenciadas de forma distinta pelo ser humano. (Barreto, 2005 p.291)
  26. 26. Modificações Externas  bochechas se enrugam;  aparecem manchas escuras na pele, perda da tonicidade tornando-se flácida;  podem surgir verrugas;  o nariz alarga-se;  os olhos ficam mais húmidos;  aumento da quantidade de pelos nas orelhas e nariz;  ombros ficam mais arredondados;  as veias destacam-se sob a pele dos membros;  encurvamento postural devido a modificações na coluna vertebral;  diminuição da estatura pelo desgaste das vértebras. (Zimerman, 2000)
  27. 27. Modificações Internas  ossos endurecem;  órgãos internos atrofiam, reduzindo o seu funcionamento;  cérebro perde neurónios e atrofia-se, tornando-se menos eficiente;  metabolismo fica mais lento;  digestão é mais difícil;  insónia aumenta, assim como a fadiga;  visão de perto piora;  audição piora;  endurecimento das artérias e seu entupimento provocam arteriosclerose;  olfacto e paladar diminuem. (Zimerman, 2000)
  28. 28. Alterações posturais Esqueleto humano em vista lateral, mostrando as alterações posturais ao longo da idade de 55 anos, 65 anos e 75 anos subsequentemente
  29. 29. Alterações Patológicas  Surgimento de cataratas;  Diminuição nas sensibilidades visuais, auditivas, térmicas e dolorosas;  Diminuição na intensidade do reflexo;  Modificações do apetite sexual;  Diabetes;  Hipertensão arterial;  Arteriosclerose;  Bronquite;  Insuficiência renal aguda;  Deformações torácicas;  Reumatismo;  Aparecimento de cancro nos mais variados órgãos.
  30. 30. Alterações Patológicas
  31. 31. Alterações patológica Dificuldade Atividades da Vida Diária (AVD)
  32. 32. Atividades da Vida Diária (AVD)  As atividades de vida diária (AVDs) compreendem aquelas atividades que se referem ao cuidado com o corpo das pessoas (vestir-se, fazer higiene, alimentar-se), as atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) são as relacionadas com atividades de cuidado com a casa, familiares dependentes e administração do ambiente (limpar a casa, cuidar da roupa, da comida, usar equipamentos domésticos, fazer compras, usar transporte pessoal ou público, controlar a própria medicação e finanças).
  33. 33. Atividades da Vida Diária (AVD) Imobilidade Falta de Atividades
  34. 34. Úlcera de pressão O que é? A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sanguínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão.
  35. 35. Úlcera de Pressão Como se desenvolve? A úlcera de pressão se desenvolve quando se tem uma compressão do tecido mole entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período prolongado. O local mais freqüente para o seu desenvolvimento é na região sacra, calcâneo, nádegas, trocânteres, cotovelos e tronco.
  36. 36. Úlceras de Pressão  Classificação das úlceras: - Grau I - eritema e pele íntegra - Grau II - perde epiderme e derme - Grau III - atinge subcutâneo - Grau IV- atinge ossos e músculos
  37. 37. Úlceras de Pressão
  38. 38.  Como prevenir? Manter alguns cuidados com a pele do paciente é fundamental. A atuação fundamental é no alívio da pressão da pele, nas áreas de maior risco, ou onde se tem ossos mais proeminentes. Alguns cuidados são bem importantes, e podem ser realizados desde os primeiros momentos que o paciente ficou acamado, seja em casa ou no hospital.
  39. 39. IMOBILIDADE Conseqüências:  Depressão  Confusão mental  Hipotensão e constipação intestinal  Incontinência e Infecção Urinária  Trombose Venosa e embolia pulmonar 20% das mortes em acamados.  Pneumonia e broncoaspiração  Úlcera de pressão- escaras  Atrofia muscular- sarcopenia
  40. 40. O que fazer?  Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente.  Mudar sempre o paciente acamado de posição.  Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares.  Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia.  Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio.  Manter alimentação rica em vitaminas e proteína.  Manter hidratação.
  41. 41. O que fazer?  Trocar fraldas a cada três horas, mantendo paciente limpo e seco.  Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais.  Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital.  Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos. Nesses casos, procurar o médico.  Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões  Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave.
  42. 42. O que fazer?  Atenção – áreas avermelhadas não devem ser massageadas, para não aumentar a área já lesionada.  Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas.  NÃO utilizar lâmpada de calor sobre a pele, pois estimulam o ressecamento da mesma.
  43. 43. 1.2 - Conceito Psicológico de Envelhecimento O processo de envelhecimento envolve alterações ao nível dos processos mentais, da personalidade, das motivações, das aptidões sociais e aos contextos biográficos do sujeito (Oliveira, 2005). Quer isto dizer que o envelhecimento, do ponto de vista psicológico, vai depender de factores de ordem genética, patológica (doenças e/ou lesões), de potencialidades individuais (processamento de informação, memoria, desempenho cognitivo, entre outras), com interferência do meio ambiente e do contexto sociocultural . Segundo esta perspectiva, é necessário perceber a importância das formas de compensação, que cada um de nós utiliza/prepara para fazer face às perdas associadas ao envelhecimento, pois estas vão influenciar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar psicológico do idoso. (Sequeira, 2007)
  44. 44. Aspectos Psicológicos  Dificuldade de se adaptar a novos papéis;  Falta de motivação e dificuldade de planear o futuro;  Necessidade de trabalhar perdas orgânicas, afectivas e sociais;  Dificuldade de se adaptar às mudanças rápidas;  Baixa auto-estima e auto-conceito;  Sinais de patologia. (Zimerman, 2000)
  45. 45. 1.2.1. Envelhecimento e o Contexto Social O fenómeno do envelhecimento da população é um processo complexo e mutável, claramente determinado por uma determinada época e sociedade (Dias, 2005). As dificuldades que o idoso enfrenta e a forma como envelhece, com maior ou menor valorização, deve-se em muito ao estatuto que determinada sociedade lhe confere. Se em tempos mas longínquos o velho era considerado como um arquivo de saberes e experiencias cuja transmissão era imprescindível para a sobrevivência da comunidade, hoje, passamos a questionar o sentido, os custos deste aumento da longevidade (Barreto, 2005).
  46. 46. O envelhecimento social está de um modo geral associado a alterações no status do indivíduo. Existe uma transição da categoria de activo à de reformado (65 anos), esta desocupação de papéis sociais é percepcionada como uma perda de utilidade e poder social. Com a ausência de um horário laboral, o indivíduo tem que se adequar a novos papéis o que nem sempre é um processo fácil (Sousa, Figueiredo e Cerqueira, 2004). É com esta mudança que alguns projectos de vida ficam comprometidos. Existem idosos que apresentam dificuldades neste processo de adaptação e que iniciam um ciclo de perdas diversas que vão desde a condição económica ao poder de decisão, à perda de parentes e amigos, da independência e da autonomia; de contactos sociais, da auto-estima, à perda da sua identidade (Zimerman, 2000).
  47. 47. Família Sociedade Acolhe Relega actividades secundárias Não se adapta e afasta-se Vê o idoso como um peso A cultura, a politica, a situação económica tornam o idoso num problema Por não produzir perde valor Considera importante mas não incluí Não valoriza, despreza e rejeita Não considera a sua contribuição Não valoriza a sabedoria do idoso Influencia negativa na qualidade de vida do idoso Institucionalização
  48. 48. Síntese: Nem todos percepcionamos e vivemos a velhice como a sequência de vários acontecimentos perturbadores inevitáveis. Esta nova etapa da vida do indivíduo deve ser vivida com condições físicas e económicas e com uma vida social activa (Barreto, 2005). Se estas alterações, por um lado, representam o afastamento do circuito de produção, por outro, proporcionam o direito a um repouso remunerado (Tomaz, Melo, Pinheiro e Costa, 2002). A velhice é um processo natural, indiscutível e inevitável. Independentemente das perspectivas explicativas, nesta fase ocorrem mudanças biológicas, fisiológicas, psicossociais, económicas e políticas de forma diferenciada de indivíduo para indivíduo. Contudo, o bem-estar do idoso é influenciado por múltiplos factores internos e externos, que vão contribuir para uma melhor ou pior adaptação a estas transformações (Barreto, 2005).
  49. 49. Síntese: Nem todos percepcionamos e vivemos a velhice como a sequência de vários acontecimentos perturbadores inevitáveis. Esta nova etapa da vida do indivíduo deve ser vivida com condições físicas e económicas e com uma vida social activa (Barreto, 2005). Se estas alterações, por um lado, representam o afastamento do circuito de produção, por outro, proporcionam o direito a um repouso remunerado (Tomaz, Melo, Pinheiro e Costa, 2002). A velhice é um processo natural, indiscutível e inevitável. Independentemente das perspectivas explicativas, nesta fase ocorrem mudanças biológicas, fisiológicas, psicossociais, económicas e políticas de forma diferenciada de indivíduo para indivíduo. Contudo, o bem-estar do idoso é influenciado por múltiplos factores internos e externos, que vão contribuir para uma melhor ou pior adaptação a estas transformações (Barreto, 2005).
  50. 50. Emoções e Velhice Segundo Lelord e Christophe (2002, p.19) “a emoção é uma reacção súbita de todo o nosso organismo, com componentes fisiológicas, cognitivas e comportamentais” que permite ao sujeito se libertar das suas tensões.
  51. 51. Emoções de Fundo São detectadas através de pormenores como a velocidade dos movimentos ou até a contracção dos músculos faciais, pois comporta interferências de incitadores internos. Estas podem ser relatadas como o entusiasmo, tensão, calma, bem-estar e mal-estar Emoções Primárias São universais e estão associadas a estados físicos. Podem ser relatadas como a alegria, tristeza, felicidade, medo, cólera, surpresa, raiva e repugnância. Emoções Sociais Emergem devido à relação socio-cultural e podem manifestar-se como a simpatia, compaixão, embaraço, vergonha, culpa, orgulho, inveja, ciúme, admiração e desprezo. (Damásio, 2003)
  52. 52. Incontinência emocional: caracterizada em produzir intensas reacções afectivas e uma incapacidade para controlá-las, Labilidade afectiva: que nada mais é do que a mudança rápida de emoções. As paixões reprimidas ao longo da vida, não encontram na velhice energia e produzem tristeza com suas frustrações, angústias e rancores.
  53. 53. Emoções Negativas Frequentes  Raiva;  Mágoa;  Ressentimento;  Angústia;  Ansiedade;  Tristeza
  54. 54. Características do envelhecimento emocional - Redução da tolerância a estímulos; - Vulnerabilidade à ansiedade e depressão; - Acentuação de traços obsessivos; - Sintomas hipocondríacos, depreciativos ou de passividade; - Conservadorismo de carácter e de ideias (rigidez mental)
  55. 55. - Atitude hostil diante do novo; - Diminuição da vontade, das aspirações, da iniciativa; - Estreitamento da afectividade. É frequente que os idosos associem à idade avançada a melancolia e a tristeza devido a perdas afectivas, económicas, sociais e doenças crónicas.
  56. 56. Motivação “É a força propulsora (desejo) por trás de todas as acções de um organismo. Motivação é o processo responsável pela intensidade, direcção, e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta.” (Dicionário de Psicologia, 1987)
  57. 57. MOTIVAÇÃO Alguma coisa que faz uma pessoa agir; Processo de estimular uma pessoa agir; Processos que instigam um comportamento; Processos que fornecem direcção e propósito ao comportamento; Processos que permitem a persistência do comportamento; Processos que conduzem às escolhas ou preferências de um determinado comportamento. (ASSIS;NAHAS, 1999:34)
  58. 58. Em Nóbrega et al., o envelhecimento é um processo que gradativamente conduz o sujeito à inatividade física, que por sua vez leva ao descondicionamento e à potencialização da fragilidade músculo-esquelética. Com o acúmulo dessas variáveis, ocorre a perda do estilo de vida independente, ocasionando diminuição da motivação e auto-estima, havendo possibilidade de atingir um grau de ansiedade e depressão, que neste caso aceleraria a inatividade física e o envelhecimento.
  59. 59. Envelhecimento bem sucedido: Satisfação de vida; Felicidade; Concretização de objectivos; Boa qualidade de vida Ou : Depressão; Ansiedade; Isolamento Social
  60. 60. Freire (2000), apresenta um modelo teórico com seis dimensões do funcionamento positivo para explicar o bem-estar: 1)Auto-aceitação: implica em uma atitude positiva do indivíduo em relação a si próprio e a seu passado; implica reconhecer e aceitar diversos aspectos de si mesmo, características boas e más. 2)Relações positivas com os outros: envolve ter uma relação de qualidade com os outros, ou seja, uma relação satisfatória e verdadeira; preocupar-se com o bem estar alheio; ser capaz de relações empáticas, afectuosas .
  61. 61. 3) Autonomia: significa ser autodeterminado e independente; ter habilidade para resistir às pressões sociais para pensar e agir de determinada maneira; avaliar-se com base em seus próprios padrões. 4) Domínio sobre o ambiente: aproveitar as oportunidades que surgem à sua volta; ser hábil para escolher ou criar contextos apropriados às suas necessidades e valores. 5) Propósito na vida: implica ter metas na vida e um sentido de direcção; o indivíduo percebe que há sentido em sua vida presente e passada; possui crenças que dão propósitos à vida; acredita que a vida tem um propósito e é significativa.
  62. 62. 6) Crescimento pessoal: o indivíduo tem um senso de crescimento contínuo e de desenvolvimento como pessoa; está aberto a novas experiências; tem um senso de realização de seu potencial, e suas mudanças reflectem autoconhecimento e eficácia. O bem-estar psicológico, segundo Diener e Suh (1997), reflectirá em uma avaliação que o idoso faz de sua vida que foi influenciada por valores pessoais, padrões sociais e aspectos históricos que possuem componentes cognitivos (saúde, relações sociais e espiritualidade) e afectivos (afectos positivos, felicidade e alegria, e afectos negativos, tristeza, infelicidade).
  63. 63. Rowe e Kahn sugerem três acções que influenciam e melhoram a qualidade de vida: “como fazer o melhor dos últimos anos!” 1. Evitar as doenças e as incapacidades (alimentação, não fumar) 2. Manter activas as funções físicas e cognitivas (exercício físico, ler, fazer palavras cruzadas) 3. Estar envolvido com a vida e viver (relacionar-se com os outros, contribuir com algo de valor).
  64. 64. Envelhecimento mal sucedido Depressão Muitos autores consideram as depressões na velhice como atípicas, podem ser caracterizadas pela falta de episódios de tristeza, claramente distintos, mostrando-se o doente apático, com queixas subjectivas de comprometimento cognitivo, ansiedade proeminente, somatização e excesso de preocupação com o corpo. SIMÕES (1996) afirma que, no idoso, os sintomas iniciais do quadro depressivo são relativamente inespecíficos, tais como a debilidade, perturbações de sono, tristeza e ansiedade, desinteresse por hábitos e/ou prazeres habituais. Os sintomas mais específicos são os que decorrem da depressão do humor, bem como a lentidão psicomotora.
  65. 65. SINTOMAS Humor depressivo e/ou uma diminuição clara do interesse ou prazer em quase todas as actividades durante a maior parte do dia;  Perda (sem dieta) ou ganho de peso, diminuição ou aumento de apetite, insónia ou hipersónia, agitação ou lentidão psicomotora, fadiga ou perda de energia; Sentimento de desvalorização ou culpa excessiva ou inapropriada; Menor capacidade de pensamento ou concentração, ou indecisão; Pensamentos recorrentes sobre a morte, ideação suicida recorrente, tentativa de suicídio ou a existência de um plano específico para cometer suicídio;
  66. 66. Ansiedade Sintomas Psíquicos: nervosismo, irritabilidade e agressividade. Sintomas Físicos: tremor de extremidade, dificuldade para se expressar e descontrolo motor. Sistema Cardiovascular: taquicardia, arritmia cardíaca, suor na mãos, dor no peito, hipertensão e tontura.
  67. 67. Ansiedade (cont) Sistema Respiratório: falta de ar, tontura, tosses, engasgo, gaguez e soluço. Sistema Génito-urinário: aumento da frequência e quantidade de urina e problemas sexuais.
  68. 68. Personalidade: Tipologias Personalidade: “Este termo exprime a totalidade de um ser, tal como aparece aos outros e a si próprio, na sua unidade, na sua singularidade e na sua continuidade. Cada um possui uma personalidade, que resulta, ao mesmo tempo, do seu temperamento, da sua constituição e das múltiplas marcas deixadas pela sua história individual.” (Dicionário de Psicologia, 1987) Kaplan et al. definem a personalidade como a totalidade de traços emocionais e comportamentais que caracterizam o indivíduo nas situações de vida do dia-a-dia, sob condições normais, sendo relativamente estável e previsível.
  69. 69. GRUPO TIPO CARACTERÍSTICAS Adaptaram-se ao envelhecimento Construtivo Bem integrado, respeitado, estável, que desfruta daquilo que a vida lhe proporciona Dependente É passivo, satisfeito, enfim pode descansar Defensivo Activo, rígido, disciplinado, dedica-se a muitas actividades Não se adaptaram ao envelhecimento Colérico Culpa o mundo e as pessoas pelos seus insucessos pessoais, pouca ambição quanto ao futuro, vida social instável e padrões económicos precários, luta contra manifestações do envelhecimento Pessimista Sem história de vida, não gosta de si, é deprimido, isolado e geralmente exagera sua falta de capacitação física e psicológica, fazendo-se de vítima, a morte como a sua libertação desta existência insatisfatória
  70. 70. A personalidade sofre modificações ao longo do processo de envelhecimento? Estudos de Havighurst, Neugarten & Tobin (1968): primeiros dados sobre a personalidade nos idosos. Estes autores descobriram 4 grandes tipos de personalidade presentes em indivíduos entre os 50 e os 90 anos. Integrado: pessoas apresentando um bom funcionamento psicológico geral, com uma “vida cheia”, interesses variados, com as suas competências cognitivas intactas e retirando um elevado nível de satisfação dos papéis desempenhados; Defensivo-combativo: pessoas orientadas para a realização, lutadoras e controladas, experimentando níveis de satisfação entre o moderado e o elevado;
  71. 71. Passivo-dependente: dependendo do tipo de funcionamento ao longo da vida, assim estas pessoas apresentam na velhice uma orientação passiva ou dependente, mostrando graus de satisfação muito variados; Desintegrado: pessoas com lacunas no funcionamento psicológico, pouca actividade, controlo pobre de emoções e deterioração dos processos cognitivos, com baixa satisfação de vida. Para estes autores, as pessoas diferem muito na forma como vivem os últimos anos das suas vidas, acabando a sua personalidade por ser influenciada e modelada por factores em linha com aquilo que sempre foram as reacções e os comportamentos ao longo da vida.
  72. 72. Jung (1933) Segundo Jung, a personalidade organiza-se em redor de 2 orientações fundamentais: extroversão/introversão Extroversão: atitude para com o mundo exterior Introversão: atitude para com o mundo interior e para com as experiências mentais subjectivas Estas duas orientações equilibram-se para permitir que o indivíduo integre as limitações do ambiente e os desejos e fantasmas do seu inconsciente.
  73. 73. De acordo com tendências que determinam a evolução do indivíduo no decorrer da vida adulta: Extroversão-introversão: produzir-se-ia uma inversão por altura do meio da vida, que conduziria o indivíduo a um novo equilíbrio. Na juventude: haveria a predominância da extroversão (traduzida pela necessidade de afirmação do eu e de realização pessoal e profissional Na 2ª metade da vida: haveria um forte aumento da introversão; a pessoa volta-se para a análise dos seus sentimentos pessoais, para o balanço da vida e para a tomada de consciência do seu encontro
  74. 74. As primeiras pesquisas mostraram que a personalidade se tornava mais rígida com o envelhecimento e que se desenvolvia muito pouco na velhice. Estudos posteriores, surgidos a partir da década de 70, sugeriram que ocorreria uma estabilidade dos traços de personalidade ao longo da vida adulta e da velhice. Desta forma, a personalidade não se tornaria mais rígida, mas permaneceria da mesma forma que sempre fora desde a vida adulta. Segundo Hétu (1988), a personalidade construída pelo indivíduo durante a infância e juventude é o melhor factor de predição da adaptação à velhice. Ela representa o eu, a personalidade, ou o ego que, ao longo de toda a sua vida, será o integrador dos seus comportamentos.
  75. 75. As características de personalidade podem tanto contribuir para a manutenção da saúde e o bem-estar subjectivo na velhice quanto influenciar o desencadeamento de sintomas depressivos em idosos. Os idosos com características de personalidade mais voltadas para si próprias, menos interactivas e pouco dominantes, apresentaram menos sintomas de depressão em relação àquelas que são mais voltadas e interessadas no outro, mais deferentes, organizadas, persistentes e interactivas
  76. 76. Tarefas Evolutivas da Velhice Tarefas de desenvolvimento – são aquelas que a pessoa deve cumprir para garantir o seu desenvolvimento e consequente ajustamento psicológico e social. São tarefas com as quais as pessoas satisfazem as suas necessidades pessoais e garantem o desenvolvimento e manutenção de padrões sociais e culturais. Desta forma dão sustentação ao progresso social e cultural e em consequência ao bem-estar do indivíduo. - Prioridades / Investimento pessoal - Expectativas quanto ao futuro/ realizações e metas
  77. 77. Tarefas Evolutivas da Velhice (cont.) As tarefas não são estanques em cada etapa, embora algumas sejam preferencialmente típicas de uma determinada fase. Em cada fase todas se relacionam entre si e o prejuízo numa das tarefas pode comprometer o desenvolvimento futuro dessa tarefa ou de outras.
  78. 78. Velhice e as Tarefas do Desenvolvimento Psicológico As tarefas são básicas em cada sequência do ciclo de vida; Há uma expectativa social de que as pessoas em cada sequência cumpram com êxito as suas tarefas; Na última parte do ciclo também a pessoa idosa tem tarefas de desenvolvimento a cumprir, de modo a ser feliz e a ter qualidade na sua vida.
  79. 79. Recorrendo à teoria de Erikson (1950) Encontram-se dois conceitos: a) geratividade como tarefa evolutiva de adultos; b) integridade do ego como tarefa evolutiva específica de idosos. Geratividade significa contribuir para gerações futuras por meio da produção não só de aspectos materiais, mas também do cuidado e da manutenção de outros seres. Integridade do ego é a adaptação a triunfos e desilusões inerentes à condição de criador de outros seres humanos e gerador de produtos e ideias. É ter, em suma, dignidade, sabedoria, aceitação do modo de vida, senso de completude e unidade.
  80. 80. CICLO VITAL Assim, como o indivíduo, a família passa por estágios de desenvolvimento, conduzindo ao crescimento e à transição para um novo nível necessário e importante no ciclo vital: Formação do Casal Família com filhos Pequenos; Família com Filhos na Escola; Família com Filhos Adolescentes Família com Filhos Adultos
  81. 81. IInnffâânncciiaa TTaarreeffaa BBáássiiccaa: Dominar a leitura e a escrita Servirá de instrumento para a sua independência, para uma comunicação mais ampla e efectiva, que posteriormente facilitarão as escolhas de formação e profissionalização, entre outras possibilidades. AAddoolleessccêênncciiaa TTaarreeffaa BBáássiiccaa: Formação Pessoal, Emancipação Relacionam-se com a fase anterior e prolongam-se para o período subsequente. Permite à autonomia e independência
  82. 82. AAdduullttoo TTaarreeffaa BBáássiiccaa: Responsabilidades cívicas e sociais; Estabelecer e manter um padrão económico de vida; Ajudar os filhos a serem futuros adultos responsáveis e felizes; Desenvolver actividades de lazer; Relacionamento com o(a) esposo(a) Aceitar e ajustar-se às mudanças físicas da meia-idade e ajustar-se aos pais idosos. VVeellhhiiccee TTaarreeffaass BBáássiiccaass: Ajustar-se ao decréscimo da força e saúde; Ajustar-se à reforma; Ajustar-se à morte do(a) esposo(a) Estabelecer filiação a um grupo de pessoas idosas; Manter obrigações sociais e cívicas assim como investir no exercício físico satisfatórios para viver bem a VELHICE.
  83. 83. Educação Para Envelhecer As tarefas evolutivas da velhice são formas de organização da vida que possibilitam até a aceitação da morte (Fitch, 1985). Um ambiente agressivo, assuntos familiares não resolvidos, ausência de cuidadores adequados podem dificultar este processo. Cumprir todas as tarefas é importante, como é importante também que o idosos conte com o apoio da família, da sociedade e dos profissionais que actuam na área. Dessa forma, ele poderá ter uma velhice bem sucedida e usufruir do prazer de ser e de viver, contribuindo para o bem de todos…
  84. 84. Durante o envelhecimento, os principais factores de influência da sociedade sobre o indivíduo são:  a resposta social ao declínio biológico,  o afastamento do trabalho,  a mudança da identidade social,  a desvalorização social da velhice e  a falta de definição sociocultural de actividades em que o idoso possa perceber-se útil e alcançar reconhecimento social. A vida do idoso é, portanto, dominada por um alto nível de stress, devido às expectativas e obrigações formalizadas.
  85. 85. Tarefas Evolutivas da Velhice Erikson  Estágio de Integridade versus Desespero e Isolamento (mais de 65 anos): Nessa fase existe o conflito entre a integridade, o senso de satisfação que se tem ao refletir sobre uma vida produtiva, e o desespero no sentimento de que a vida teve pouca finalidade ou significado. A integridade permite uma aceitação do próprio lugar no ciclo vital e o reconhecimento de que somos responsáveis por nossas vidas. Com a não aceitação, predomina o medo da morte e um sentimento de desespero e angústia.
  86. 86.  Manutenção da Auto-Estima: As pessoas idosas devem lidar com feridas narcisistas, à medida que tentam adaptar-se às perdas biológicas, psicológicas e sociais. A auto-estima e a auto-suficiência estão sob risco constante. Para manter a auto-estima são importantes: (1) segurança económica; (2) pessoas cuidadoras; (3) saúde psicológica; e (4) saúde física. Do fracasso na tentativa de manutenção da auto-estima podem surgir tensão, ansiedade, frustração, raiva e depressão.
  87. 87. Tarefas Evolutivas da Velhice  aceitação do corpo que envelhece;  aceitação da limitação do tempo e da morte pessoal;  manutenção da intimidade;  relacionamentos com os filhos: deixar ir, atingir igualdade, integrar novos membros;  relação com seus pais: inversão de papéis, morte e individuação;
  88. 88. Tarefas Evolutivas (cont.)  o afastamento do trabalho;  a mudança da identidade social;  a desvalorização social da velhice;  a falta de definição sociocultural de actividades em que o idoso possa perceber-se útil e alcançar reconhecimento social;  preparação para a morte.
  89. 89. Medidas Preventivas  Manter a saúde física com a prevenção das doenças degenerativas;  Independência económica;  Ter seu próprio espaço físico ou moradia;  Ter laços de amizade e vínculos fortes com a família;  Manter um relacionamento íntimo com um(a) companheiro(a);
  90. 90. Medidas Preventivas (cont.)  Ter um vínculo com a comunidade;  Manter-se sempre ocupado e com planos para o futuro;  Se possível, manter um vínculo com seu antigo trabalho ou profissão;  Procurar ajuda na comunidade;  Praticar exercícios, manter uma actividade física regular.
  91. 91. Ajustamentos Psicossociais da Velhice Envelhecer bem requer ajustamento pessoal e social, que pode ser comprometido por condições deficitárias de saúde e educação ao longo do curso de vida. Se o indivíduo tiver alguma deficiência física congénita ou adquirida antes da velhice, suas condições de desenvolver-se e envelhecer com sucesso irão sofrer prejuízo maior ou menor e mais ou menos controlável, dependendo da extensão e da natureza da sua deficiência, dos recursos de apoio que o ambiente sociocultural lhe oferecer ao longo de toda a vida e de seus recursos psicológicos. .
  92. 92. Para Silva e Varela (1999), adaptação significa maximizar as possibilidades individuais reorganizando a vida frente às limitações percebidas, ajustando-se às diversas situações individualmente ou com a ajuda de outros. É um processo contínuo de actualização das potencialidades pessoais e de aprender a viver com as limitações explorando e utilizando ao máximo seus recursos disponíveis.
  93. 93. Para Davies (1996), as variáveis mais significativas envolvidas na adaptação são o suporte social, o coping e o controle percebido Antonucci (2001), o suporte social ajuda os indivíduos a enfrentar e se recuperar das exigências da vida. Segundo a autora, pessoas com amplas redes sociais têm mais ajuda nos tempos de doenças e as pessoas que percebem mais suporte enfrentam melhor as doenças, o stress e outras experiências difíceis da vida. Para Handen (1991), o suporte social aumenta a auto-estima e o sentimento de domínio sobre o próprio ambiente, tem a função de coping ao amenizar o impacto das doenças e provavelmente modera o efeito das crises inesperadas. Segundo Antonucci (1994), o suporte social estimula o senso de controle e auto-eficácia
  94. 94. Robert Peck, expande a teoria de Erikson, e descreve três ajustes psicológicos importantes para a fase final da vida: 1. Definições mais amplas do ego contra uma preocupação com papéis de trabalho – São aqueles que definiram suas vidas pelo trabalho, direccionando seu tempo à conquista de méritos profissionais pessoais; 2. Superioridade do corpo contra preocupação com o corpo – Aqueles para quem o bem-estar físico é primordial à existência feliz poderão ficar mergulhados no desespero ao enfrentarem a diminuição progressiva da saúde, com a chegada da terceira idade, e o surgimento das dores e limitações físicas. Peck afirma que ao longo da vida, as pessoas precisam cultivar faculdades mentais e sociais que cresçam com a idade; 3. Superioridade do ego contra uma preocupação com o ego – Provavelmente o mais duro e mais importante ajuste para o idoso seja a preocupação com a morte próxima. O reconhecimento do significado duradouro de tudo que fizeram ajudará a superar a preocupação com o ego, e continuarem a contribuir para o bem-estar próprio e dos outros.
  95. 95. A partir da síntese de teorias clássicas sobre a personalidade, Ryff (1989) propôs um modelo multidimensional de bem-estar psicológico, correspondente a funcionamento psicológico positivo como sinónimo de ajustamento, e uma condição do self relacionada a seis domínios do funcionamento psicológico: auto-aceitação, relações positivas com os outros, autonomia, domínio sobre o ambiente, propósito na vida e crescimento pessoal.
  96. 96. A autoaceitação significa uma atitude positiva do indivíduo em relação a si próprio e a seu passado; significa reconhecer e aceitar suas características positivas e negativas. O sentimento de aceitação gera estima, confiança e segurança em si e nos outros (Ryff, 1989). A aceitação da deficiência é definida como um dos melhores indicadores de ajustamento positivo após uma deficiência e caracterizada por: a) capacidade do indivíduo com deficiência de perceber valor em habilidades e metas que não foram perdidas em consequência da deficiência; b) avaliação do próprio valor, de atributos e capacidades, baseada não apenas em aspectos físicos, mas também em outros (por exemplo, persistência, inteligência); c) mesmo quando o indivíduo é influenciado por percepções, atitudes e linguagem de outras pessoas, foca a sua própria atitude em relação à deficiência, enxergando-a como mais uma de suas características, e não a única; d) em seu nível mais básico, ocorre quando o indivíduo reconhece o valor único da junção de suas características e habilidades, mais do que quando faz comparações com padrões externos e frequentemente inatingíveis (Elliott, Kyrlo & Rivera, 2002, citado por Schmitt & Elliott, 2004).
  97. 97. Ter relações positivas diz respeito a manter com os outros uma relação de qualidade, uma relação calorosa, satisfatória e verdadeira; preocupar-se com o bem-estar do outro e ser capaz de manter relações afectuosas e agradáveis, sejam elas familiares, de intimidade ou de amizade (Ryff, 1989). Relações sociais significativas permitem o desenvolvimento do self, dão sentido às experiências e podem oferecer apoio, importantes elementos no processo de adaptação, principalmente em momentos de transição da vida adulta. No caso específico das pessoas com deficiência física, o apoio social pode tornar-se mais significativo. O indivíduo se sente mais amado e estimado e com sensação de controlo sobre sua própria vida (Nogueira, 2001).
  98. 98. A autonomia implica em ser auto determinado e independente, mesmo que a pessoa necessite de apoio para operacionalizar suas escolhas e, às vezes, até para o exercício de actividades de vida diária. Implica em tomar decisões de acordo com o que acredita ser melhor, dentro de seus próprios padrões, e em não ser influenciado por pressões sociais para pensar e agir (Ryff, 1989). O conceito de autonomia pode ser comparado aos conceitos de autodeterminação, independência, locus de controle interno, individuação e regulação interna do comportamento, aos quais se subordinam as crenças de que os pensamentos e acções são próprios à pessoa e não são determinados por causas independentes do próprio controle. Está relacionado ao conceito de liberdade, e, como teorizou Kant, é a capacidade de autonomia que traz aos seres humanos dignidade (Cristopher, 1999).
  99. 99. Domínio sobre o ambiente significa ter competência para manejar o ambiente, usufruir as oportunidades que surgem ao redor, apresentar habilidades para escolher ou criar contextos adequados às suas necessidades e valores, eliminar barreiras e fazer adaptações pessoais ou no ambiente, quando necessárias. É preciso que seja compatível com as capacidades físicas e com as competências comportamentais das pessoas para permitir melhor adaptação. Pessoas que apresentam maior habilidade para manejar o ambiente têm senso de controle mais elevado. Segundo Folkman (1984), o papel do controle no ajustamento vai depender do significado das crenças de controle em cada situação, e quando as oportunidades de controle são limitadas em determinado contexto, a pessoa irá buscar algum aspecto da própria situação onde ela tenha esse senso de controle, para se fortalecer. Questões sobre controle podem ser particularmente importantes no contexto de doença, tendo-se em vista que em alguns casos de doenças crónicas as oportunidades de controle estão limitadas, mesmo que sejam sobre o ambiente (Sirois, Davis & Morgan, 2006).
  100. 100. Ter propósito de vida significa ter metas na vida e um senso de direcção; a pessoa percebe que há sentido em sua vida presente e passada; tem crenças que dão propósito à vida; acredita que a vida é significativa e, a despeito de todos os obstáculos, tem motivação para continuar vivendo (Ryff, 1989). Janoff-Bulman e Frantz (1997, citado por Pakenham, 2005) propuseram que a adaptação positiva em face da adversidade envolve uma tentativa de encontrar sentido num evento traumático e achar algum benefício nesta experiência.
  101. 101. Segundo Ryff (1989), pessoas ajustadas têm alto senso de desenvolvimento e crescimento contínuo; estão abertas a novas experiências; reconhecem seu potencial de realização, e suas mudanças reflectem autoconhecimento e auto-eficácia. Bauer e McAdams (2004) citam Maslow (1968) para ressaltar que pessoas orientadas para o crescimento ou para a segurança em suas vidas têm melhor saúde psicológica e senso mais alto de bem-estar psicológico. Quanto mais desenvolvidos os mecanismos de ajustamento psicológico, maior a possibilidade de adaptação, presumivelmente sem grande declínio na qualidade de vida do idoso.
  102. 102. Indivíduos bem-ajustados têm mais habilidade para adaptar-se às exigências sociais e emocionais da vida quotidiana (Bauer & McAdams, 2004). Mesmo na presença de perdas, que podem ser reduzidas ou ampliadas de acordo com as condições da pessoa, o ser humano sempre aspirou a viver longamente, com autonomia e com boa saúde, tendo uma boa velhice. Freire e Rezende (apud Néri, 2001) Entendem que velhice bem sucedida é um conjunto de recursos necessários à pessoa para enfrentar eventos stressantes, envolvendo habilidades e capacidade para solucionar problemas, bem como a capacidade social.
  103. 103. Fase final da vida/reflexão sobre a morte e o luto Só pensamos na velhice quando ficamos velhos. A morte é parte obrigatória da velhice. Na cultura ocidental, é característico que a morte seja excluída dos nossos pensamentos pelo tempo mais longo possível. Isso pode aumentar o medo inconsciente da morte, mas tanto a velhice quanto a morte são processos pelos quais todos os seres humanos passam.
  104. 104. Conceitos de morte Morrer é o cessar irreversível: 1- da função de todos órgãos, tecidos e células; 2- do fluxo de todos os fluídos do corpo incluindo o sangue e o ar; 3- do funcionamento do coração e do pulmão; 4- do funcionamento espontâneo do coração e do pulmão; 5- do funcionamento de todo o cérebro, incluindo o tronco cerebral;
  105. 105. A MORTE SOBRE DUAS CONCEPÇÕES  A morte do outro: o medo do abandono, consciência da ausência e da separação.  A própria morte: a consciência da própria finitude, a fantasia de como será o fim e quando ocorrerá.
  106. 106. Ao pensar a morte cada pessoa pode relaciona-la a um dos seguintes aspectos: (Kastenbaum, 1983) a) Medo de morrer: surge o medo do sofrimento, da indignidade pessoal. Em relação à morte do outro é difícil ver o seu sofrimento e desintegração, o que origina sentimentos de impotência por não se poder fazer nada; b) Medo do que vem após a morte: quando se trata da própria morte é o medo do julgamento, do castigo divino e da rejeição. Em relação à morte do outro, surge o medo da retaliação e da perda da relação;
  107. 107. c) Medo da extinção: diante da própria morte existe a ameaça do desconhecido, o medo básico da sua extinção. Em relação ao outro, a extinção evoca a vulnerabilidade pela sensação de abandono. Acontecem múltiplas perdas, na velhice, e num curto espaço de tempo: são as mortes do cônjuge, de amigos e familiares da mesma faixa etária; as alterações no corpo, perdas fisiológicas e funcionais; a reforma, as perdas financeiras e o isolamento social; o surgimento de doenças crónicas e a situação de dependência, entre outras.
  108. 108. Marta L. Méndez propõe quatro “lutos” básicos da velhice: 1.O luto pelo corpo potente – consciência do declínio físico. 2. O luto pelo papel paternal – alguns impedimentos físicos, psíquicos ou sociais passam a se colocar diante do papel paternal, bem como quando o idoso passa do papel de “pai” para “avô”. 3. O luto pelo papel social – devido à reforma. 4. O luto pela perda de relações objectais significativas – por exemplo, perdas de amigos, familiares ou viuvez.
  109. 109. Síntese Passada a idade adulta, o ser humano enfrenta a terceira idade, etapa do ciclo vital na qual há um número maior de perdas, colaborando para que o idoso pense mais sobre sua finitude (KOVÁCS, 2005). A perda de amigos e familiares, perda da sua ocupação, de parte de sua força física, redução do aparelho sensório e, em alguns casos, perda do funcionamento cerebral são comuns nesta idade (SILVA; CARVALHO; SANTOS; MENEZES, 2007).
  110. 110. Síntese Em decorrência da terceira idade ser uma fase constituída por perdas, a morte nessa idade, pode ser vista como natural e aceitável. Diante disso, é possível perceber que o tema morte é algo que acompanha frequentemente os indivíduos de terceira idade. Bee (1997) nos diz que na velhice as pessoas tendem a pensar e falar mais sobre o assunto se comparadas a pessoas de qualquer outra faixa etária. Porém, tal facto não quer dizer que a temam menos do que pessoas de outras idades (ROSENBERG, 1992).
  111. 111. De acordo com tais evidencias, pode-se pensar que a possibilidade eminente de morte que acompanha indivíduos nesta etapa do ciclo vital pode, em alguns casos, ser geradora de angustia. Segundo Rosenberg (1992, p. 70), “nosso medo da morte não caminha linearmente com nossa idade”. Frumi e Celich (2006) realizaram uma pesquisa com cinco idosos acima de 60 anos com o objectivo de conhecer o significado do envelhecer e da morte para os idosos. Através do estudo, as autoras puderam perceber que os idosos encaram a morte como uma certeza, sendo que tal forma de encarar o assunto parece estar alicerçada em crenças e valores espirituais, que trazem para o idoso a confiança de uma vida após a morte. Sendo assim, é notável a importância de alguns aspectos, tais como a espiritualidade para uma vivência menos temerosa acerca da morte.
  112. 112. Luto Conjunto de reações que ocorrem em consequência de uma perda significativa. Envolve um processo de recuperação e reparação psíquica perante mudanças e situações que acarretam perdas e provocam desequilíbrio, afetando a ideia que temos de nós próprios, da vida e do mundo
  113. 113. O que é o Processo de Luto? Face a qualquer perda significativa, de uma pessoa ou até de um objecto estimado, desenrola-se um processo necessário e fundamental para que o vazio deixado, com o tempo, possa voltar a ser preenchido. Esse processo é denominado de luto e consiste numa adaptação à perda, envolvendo uma série de tarefas ou fases para que tal aconteça. Sanders (1999) considera que o luto representa o estado experiencial que a pessoa sofre após tomar consciência da perda, sendo um termo global para descrever o vasto leque de emoções, experiências, mudanças e condições que ocorrem como resultado da perda.
  114. 114. Apesar do processo de luto ser aparentemente um mecanismo universal e que se dá em várias espécies, cada indivíduo tem uma forma idiossincrática de o realizar e o processo varia não só de pessoa para pessoa, como também existem diferenças consoante a faixa etária em que o indivíduo se encontra.
  115. 115. Luto 5 Fases de Kubler-Ross(1969)  Choque/ Negação: particularmente proeminente quando a perda é inesperada  Revolta: dirigida a si próprio, a Deus, aos médicos ou a outro alvo  Depressão: sintomas depressivos  Negociação: com os médicos, Deus…  Aceitação: apercebem-se da realidade do acontecimento; recuperação funcional progressiva
  116. 116. Luto 4 fases de Bowlby (1980)  Choque/Negação:falha no registo da perda da figura de vinculação  Protesto:preocupação com a pessoa perdida e coma tentativa de conseguir o seu regresso. Ansiedade, medo, revolta  Desespero e desorganização: resultante da constatação da ineficácia em trazer de volta afigura de vinculação. Desespero, tristeza, solidão  Reorganização: recuperação gradual com interesse por atividades sociais e outras
  117. 117. Luto 3 Fases (BrownJT, StoudemireGA. NormalandPathologicalGriefJAMA 1983; 250:378)  Choque e Incredulidade: embotamento inicial ao saber do acontecimento. Duração 1-2 dias onde o comportamento pode ficar profundamente perturbado  Preocupação: com a pessoa falecida  Aceitação e resolução: retorno ao normal. Pode demorar vários meses até esta fase acontecer e tempo variável até que esteja completa
  118. 118. Sentimentos ccoommuunnss nnoo pprroocceessssoo ddee lluuttoo Tristeza: O sentimento mais comum encontrado no enlutado, muitas vezes manifestando - se através do choro;
  119. 119. Sentimentos comuns nnoo pprroocceessssoo ddee lluuttoo  Raiva: a raiva advém de duas fontes: da sensação de frustração por não haver nada que se pudesse fazer para prevenir a morte e de um tipo de experiência regressiva que ocorre após a perda de alguém próximo em que a pessoa se sente indefesa, incapaz de existir sem o outro; formas ineficazes de lidar com a raiva são deslocá-la ou direccioná-la erradamente para outras pessoas, culpabilizando-as pela morte do ente querido ou virá-la contra o próprio, podendo, no extremo, desenvolver comportamentos suicidas;
  120. 120. Culpa e autocensura: Normalmente, e principalmente no início do processo de luto, há um sentimento de culpa por não se ter sido suficientemente bondoso, por não ter levado a pessoa mais cedo para o hospital, etc.; na maior parte das vezes, a culpa é irracional e irá desaparecer através do teste com a realidade; Ansiedade: Pode variar de uma ligeira sensação de insegurança até um forte ataque de pânico e quanto mais intensa e persistente for a ansiedade, mais sugere uma reacção de sofrimento patológica; surge de duas fontes: do sobrevivente temer ser incapaz de tomar conta dele próprio sozinho e de uma sensação aumentada da consciência da mortalidade do próprio;
  121. 121. Solidão: Sentimento frequentemente expressado pelos sobreviventes, particularmente aqueles que perderam os seus cônjuges e que estavam habituados a uma relação próxima no dia a dia; Fadiga: Pode, por vezes, ser experimentado como apatia ou indiferença; um elevado nível de fadiga pode ser surpreendente e angustiante para uma pessoa que é normalmente muito activa; Desamparo: Está frequentemente presente na fase inicial da perda; Choque: Ocorre mais frequentemente no caso de morte inesperada, mas também pode existir em casos cuja morte era previsível;
  122. 122. Anseio: Ansiar pela pessoa perdida, desejá-la fortemente de volta é uma resposta normal à perda; quando diminui, pode ser um sinal de que o sofrimento está a chegar ao fim; Emancipação: A libertação pode ser um sentimento positivo após a perda; por exemplo, no caso de uma jovem que perde o seu pai que era um verdadeiro tirano e a oprimia por completo; Alívio: É comum principalmente se a pessoa querida sofria de doença prolongada ou dolorosa; contudo, um sentimento de culpa acompanha normalmente esta sensação de alívio; Torpor: Algumas pessoas relatam uma ausência de sentimentos; após a perda, sentem-se entorpecidas; é habitual que ocorra no início do processo de sofrimento, logo após tomar conhecimento da morte; pode ser uma reacção saudável bloquear inicialmente as sensações como uma espécie de defesa contra o que de outra forma seria uma dor esmagadora e insuportável.
  123. 123. Sensações físicas normalmente sentidas após a perda: vazio no estômago; aperto no peito; nó na garganta; hipersensibilidade ao barulho; sensação de despersonalização (nada parecer real, incluindo o próprio); falta de fôlego, sensação de falta de ar; fraqueza muscular; falta de energia; boca seca
  124. 124. Perspectivas Biológicas Resposta fisiológica + resposta emocional  Perturbação dos ritmos biológicos  Comprometimento do funcionamento imunológico(< proliferação de linfócitos e células NK)  Maior mortalidade entre população viúva logo após a morte do cônjuge (causa?)
  125. 125. Cognições ou pensamentos habituais após a perda: descrença (não acreditar na morte assim que se ouve a notícia); confusão (pensamento confuso; dificuldade de concentração ou esquecimento de coisas); preocupação (obsessão com pensamentos acerca do falecido); sensação de presença; alucinações (visuais e auditivas; são uma experiência frequente nos enlutados; são normalmente experiências ilusórias passageiras, que ocorrem habitualmente após poucas semanas da perda e normalmente não provocam uma experiência de sofrimento mais complicada ou difícil)
  126. 126. Comportamentos usualmente manifestados após a perda: distúrbios do sono (insónias); distúrbios do apetite (normalmente há uma redução, mas também pode haver um aumento do apetite); comportamentos de distracção ("andar aéreo"); isolamento social; sonhos com a pessoa falecida; evitar lembranças da pessoa falecida; procurar e chamar pelo ente perdido; Suspirar; hiperactividade, agitação; Chorar; visitar sítios ou transportar consigo objectos que lembrem a pessoa perdida; guardar objectos que pertenciam à pessoa falecida
  127. 127. Luto -Duração A maioria das sociedades apresenta um padrão de reações e duração do luto. Em geral:  Regresso ao trabalho/escola: algumassemanas  Estabelecer equilíbrio: alguns meses  Estabelecer novas relações: 6 meses-1 ano O processo de luto não termina dentro de um intervaloprescrito -alguns aspectos podem persistirindefinidamente para muitos indivíduos normais e combom funcionamento
  128. 128. Luto - Reações de Aniversário Quando o desencadeador da dor da perda é uma ocasião especial: - Primeiro ano -período mais difícil: - 1º aniversário sem o falecido - 1º Natal - 1ª Páscoa… As reações tendem a tornar-se mais leves com o passar do tempo mas quando surgem podem assemelhar-se à dor original e persistir durante horas ou dias
  129. 129. Quando termina oo pprroocceessssoo ddee lluuttoo?? Segundo Worden (1991), o processo de luto termina quando as tarefas descritas supra são completadas. Quanto à duração do processo, não existe uma resposta conclusiva, sendo impossível definir uma data precisa. No entanto, quando se perde uma relação próxima é muito improvável levar menos de um ano e para muitos casos dois anos ou até mais não é muito tempo. Para além disso, cada nova estação, feriado ou férias e aniversário são prováveis de reevocar a perda (Walsh e McGoldrick, 1998). Assim, verifica-se que o luto não é um processo que progride de forma linear, podendo reaparecer para ser novamente trabalhado. Um sinal de uma reacção de sofrimento finalizada é quando a pessoa consegue pensar no falecido sem dor e quando consegue reinvestir as suas emoções na vida e nos vivos.
  130. 130. 4 tarefas essenciais do processo de luto (adaptado de Worden,1991) Após a perda de alguém que nos é querido, existe uma série de tarefas de luto que têm de ser concretizadas para que se restabeleça o equilíbrio e para o processo de luto ficar completo. Desta forma, a adaptação à perda, de acordo com Worden (1991), envolve 4 tarefas básicas: 1.aceitar a realidade da perda; 2. trabalhar a dor advinda da perda; 3. ajustar a um ambiente em que o falecido está ausente; 4. transferir emocionalmente o falecido e prosseguir com a vida
  131. 131. Luto Complicado (adaptado de Sanders, 1999) O termo de luto complicado é usado quando determinados factores perturbam o processo de luto normal,. Estas variáveis fazem com que o luto seja mais severo e duradouro do que seria de esperar ou, pelo contrário, fazem com que o enlutado evite ou nem sequer reconheça a sua dor, o que impede que ela se possa resolver. Rando (cit. por Sanders, 1999) identificou 7 variações ou síndromes de luto complicado:
  132. 132. Luto Complicado (adaptado de Sanders, 1999) 1) luto ausente: ausente ou inibido de tristezaquando se espera encontrar sinais e sintomas evidentes eagudos. Negação prolongada 2) luto atrasado (não demonstra reacções de luto durante semanas ou mais tempo, podendo transportar consigo uma dor não resolvida que pode emergir mais tarde como "reacções distorcidas" - e.g. hiperactividade sem um sentimento de perda, adquirir sintomas que pertenciam à última doença do falecido);
  133. 133. Luto Complicado (adaptado de Sanders, 1999) 3) luto inibido: ausência de sintomas do luto normal. 4) luto adiado: sem reações imediatas à morte apresentando mais tarde sintomas de luto distorcido. 5) luto conflituoso: aparece após a perda de uma relação altamente perturbada e ambivalente; normalmente, surge uma complexidade de emoções após a morte, incluindo alívio, mas seguido de culpa e remorsos por saber que a relação nunca foi boa e não há oportunidade para a mudar);
  134. 134. Luto Complicado (adaptado de Sanders, 1999) 6) luto inesperado; 7) luto crónico: a resposta de luto inicial é apropriada, mas a intensidade das reacções continuam sem diminuir; como resultado, a pessoa mantém-se num profundo e doloroso luto como forma de vida). Apesar de existirem diversas variações de luto, os lutos atrasado, distorcido e crónico aparentam ser, de acordo com a autora, os principais a separar o luto complicado de um luto normal.
  135. 135. Na realidade, o tempo cura todas as feridas (desde que consigamos integrar a cura).
  136. 136.  “O sexo é uma necessidade humana básica e a sexualidade um aspecto central da vida humana, cuja dinâmica e riqueza devem ser vividas plenamente.  Sexualidade é um fenómeno que envolve a pessoa no seu todo e que abrange uma complexa interacção de variáveis biológicas, psicológicas e sócio culturais” •A educação dos idosos: Os idosos de hoje foram educados na 1ª metade do séc. XX, quando as práticas homossexuais, bissexuais e de masturbação não estavam admitidas socialmente e a educação sexual era inexistente. Woods (1995)
  137. 137.  A dificuldade para falar sobre sexualidade é um problema frequente entre os idosos e, quando um casal não é capaz de conversar sobre sexo a resolução dos problemas torna-se impossível.  Woods (1995)
  138. 138.  Na velhice, é fundamental que exista uma boa perspectiva relacionada com a sexualidade e que se tenha a consciência de que esta é muito mais do que um acto físico ou a simples relação pénis-vagina.  A Sexualidade não deve, portanto, ser confundida com relação sexual, que é apenas uma das componentes da sexualidade.  Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, “o amor, o calor, o carinho e o compartilhar entre as pessoas” são exemplos claros da complexidade da sexualidade.
  139. 139.  Enquanto o Homem viver, seja qual for a sua idade, é capaz de sentir impulsos eróticos não existindo nenhuma idade em que a actividade sexual, os pensamentos sobre o sexo ou o desejo acabem.  Como em qualquer outra idade, na velhice,  o Homem também sente desejo de amar, de se sentir amado, de continuar a ser objecto de atenção e de afecto. (Lopes, 1993)
  140. 140.  Com o avançar dos anos, as rugas e os cabelos brancos aparecem, o corpo começa a ceder, mas envelhecer não é uma doença.  É importante notar que estas alterações não ocorrem nem na mesma altura nem da mesma forma em todas as pessoas. Cada indivíduo tem o seu próprio ritmo e, para alguns, estas mudanças não chegam a ser muito pronunciadas.  Também o modo como cada pessoa vive estas alterações é diferente. Algumas encaram-nas como naturais, enquanto que outras ficam alarmadas e preocupadas, pensando que vão deixar de poder ter relações sexuais.  Júlio Machado Vaz
  141. 141.  Muitas vezes, os tabus sociais são os principais castradores da qualidade de vida dos idosos, sobretudo quando se fala de sexualidade.  Segundo os especialistas, o preconceito e a falta de informação atrapalham o desenvolvimento da sexualidade na terceira idade.  Há mudanças físicas, sim, mas elas não são as responsáveis pelo fim da intimidade entre o casal
  142. 142. ALTERAÇÕES FÍSICAS DO HOMEM • AUMENTO DO TEMPO NECESSÁRIO PARA ATINGIR A ERECÇÃO, COM DIMINUIÇÃO DA CAPACIDADE DE TER E MANTER UMA ERECÇÃO SUFICIENTE PARA A PENETRAÇÃO • DIMINUIÇÃO DA FIRMEZA ERECCIONAL; •DIMINUIÇÃO QUANTITATIVA DO EJACULADO • CONTRACÇÕES ORGÁSMICAS MENOS FORTES E MAIS ESPAÇADAS; • ALONGAMENTO DO PERIODO PRÉ-ORGÁSMICO; • MAIOR DEPENDÊNCIA DOS ESTIMULOS FÍSICOS DURANTE O PERIODO DE EXCITAÇÃO; •AUMENTO DO PERÍODO REFRACTÁRIO; •MAIOR RAPIDEZ NA PERDA DE ERECÇÃO PÓS-ORGÁSMICA •EVENTUAL BAIXA PROGRESSIVA DOS NÍVEIS DE TESTOSTERONA
  143. 143.  «Na mulher mais idosa, a sexualidade ainda é mais complicada do que no homem, pois, com a actual valorização do corpo feminino e do ideal de juventude, a mulher com mais idade sente-se desvalorizada no seu corpo, que já perdeu as formas e o vigor de outros tempos.
  144. 144. ALTERAÇÕES FÍSICAS DA MULHER  Involução progressiva da genitália, com estreitamento e escurecimento vaginal;  Aumento da fragilidade das paredes vaginais;  Diminuição da lubrificação vaginal;  Paragem da menstruação e da ovulação;  Eventual baixa progressiva dos níveis de estrogénios, com aumento relativo da testosterona
  145. 145.  Assim sendo devemos compreender que na sexualidade dos idosos:  A actividade sexual não tem de conduzir obrigatoriamente á penetração;  A principal prioridade deve ser a companhia;  Atentar aos desejos e necessidades do parceiro/a  Investir na ternura e no carinho;  Dialogar abertamente sobre medos e expectativas;  Perceber e respeitar as alterações que ambos estão a enfrentar.  Usar novas estratégias (tempos de acção, posições; carícias, estimulantes, etc.);  Respeitar o caso de um ou ambos necessitarem de mais tempo para estarem aptos a desempenharem o acto sexual  Não esquecer que a comunicação é um factor crucial  Procurar ajuda especializada sempre que houver necessidade
  146. 146. Sexualidade quem és? Dualidade de emoções... Qualidade de sensações… Ou simplesmente … Sexo… E tu… quem és? Nada mais que a libertação do que sou Do que gosto Como gosto Do que sinto Como me ressinto… E o meu ser o que é? Nada mais que emoções… Nada mais que sensações… recordações. E com o despertar da vida, Com o desabrochar da experiência… Pratico a ciência, da arte de me amar… O tempo passa, a vida escassa… È tempo de me agarrar… De vibrar… De libertar… De gritar… Sim, já não sou quem era por fora Mas… sim… por dentro continuo EU… M.Consciência Dez.08
  147. 147. CONCLUSÃO  AOS MAIS VELHOS DEVE SER IMPUTADO O DIREITO DE COMPREENDER E ASSUMIR, COM TODA A DIGNIDADE, AS MUDANÇAS CORPORAIS, MUNINDO-SE DE NOVOS RECURSOS E ESTRATÉGIAS,  ACREDITANDO QUE EM QUALQUER FASE DA VIDA, É POSSIVEL UMA VIVÊNCIA SEXUAL SATISFATÓRIA E DE PRAZER.
  148. 148. OBRIGADA PELA V. ATENÇÃO E NÃO SE ESQUEÇAM… DE SE AMAREM…
  149. 149. Bibliografia BARRETO, João. (2005). Envelhecimento e qualidade de vida: o desafio actual. Revista Faculdade Letras: Sociologia I (15), 289-302. DIAS, Isabel (2005). Envelhecimento e violência contra os idosos. Revista Faculdade Letras: Sociologia I (15), 249-273. SEQUEIRA, Carlos (2007). Cuidar de Idosos Dependentes. Coimbra: Editora Quarteto SOUSA, Liliana. FIGUEIREDO, Daniela. CERQUEIRA, Margarida (2004). Envelhecer em Família. Porto: Edições Ambar TEIXEIRA, João (1999). Envelhecimento e Depressão. Saúde Mental, Vol I (2), 51- 63. TOMAZ, C., MELO, F., PINHEIRO, L. & COSTA, M. (2002). Dar e Receber. Viana do Castelo: Edição Projecto de Luta Contra a Pobreza. ZIMERMAN, Guite (2000). Velhice: aspectos biopsicossociais. Porto Alegre: Artmed Editora.
  150. 150. BIBLIOGRAFIA  http://gerontologia.casas.blog.br/wp-content/ uploads/2008/06/sexo_idosos.jpg  http://academiaseniorseia.com/index.php?op=editnoticia&id=7  http://sociofonia.e-laboratorio.org/?p=51  http://max.uma.pt/EdSenior/index_ficheiros/Page1429.htm  http://www.projectotio.net/site.php?Tipo=1&IDPag=6790  http://www.educacao.te.pt/professores/index.jsp?p=169&id_art=159  http://www.psicologia.com.pt/artigos/imprimir_o.php?codigo=AOP0167  http://www.setubalnarede.pt/content/index.php? action=articlesDetailFo&rec=9178  http://www.socialgest.pt/_dlds/APSEXUALIDADEEAMORNAVELHICE.pdf  http://www.socialgest.pt/_dlds/APSexualidade.pdf  http://www.portaldoenvelhecimento.net/pforum/se2.htm  http://www.velhice.com/content/a-sexualidade-na-velhice  http://www.upf.br/seer/index.php/rbceh/article/viewFile/104/187  “A Psicologia do Envelhecimento” de Ian Stuart-Hamilton, 3ª edição 2002

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