O ensino da lingua inglesa na escola publica

12,407 views

Published on

0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
12,407
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
4
Actions
Shares
0
Downloads
265
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

O ensino da lingua inglesa na escola publica

  1. 1. www.cursoraizes.com.br O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA NA ESCOLA PÚBLICAResumo Este trabalho apresenta de forma sucinta o desenvolvimento do ensino de LínguaInglesa na escola pública bem como fatores que contribuem direta e indiretamente para o seufracasso.”Palavras – Chaves: Língua inglesaIntrodução O interesse pelo ensino de língua estrangeira (LE) faz-se presente ao longo dopercurso da humanidade. Assim, as transformações recentes no mundo como: O crescimentodas populações do comércio internacional, do desenvolvimento de tecnologias de informaçõese informações, constituem fatores iguais a comunidade global necessita de uma linguagemcomum. Assim, a Língua Inglesa assume a função de idioma “comum” na aldeia global. No Brasil, após a Segunda Guerra Mundial, intensifica-se a dependência cultural eeconômica em relação aos Estados Unidos e com isso a necessidade de falar inglês. O ensinode LE na escola pública foi estabelecido como direito do cidadão. E os PCN‟s afirmam: A aprendizagem de línguas estrangeiras, como direito básico de todas as pessoas é uma resposta às necessidades individuais e sociais do homem contemporâneo, nãos ó como inserção no mundo do trabalho mas principalmente como forma de promover a participação social, tem papel fundamental na formação de jovens e adultos. A língua permite acesso a uma ampla rede de comunicação e á grande quantidade de informações presentes na sociedade contemporânea. Mas, para que o êxito desejado pelo PCN‟s seja alcançado, faz-se necessário uma sériede fatores considerados “pré-requisitos” para que o ensino de LE seja considerado dequalidade. Assim, são abordados duas hipóteses. A primeira consiste em que a universidadenão oferece o curso de letras com qualidade. O que traz como consequência uma formação www.cursoraizes.com.br
  2. 2. www.cursoraizes.com.brdocente precária. A segunda encontra-se no descaso do governo que não oferece materiaisdidáticos adequados para que o processo ensino aprendizagem ocorra de forma satisfatória.Além disso, fatores como salas de aulas superlotadas e o desinteresse dos alunos peladisciplina acabam contribuindo para o não sucesso da mesma. Diante de todos esses problemas espera-se através de pesquisas bibliográficas e decampo, tendo como objeto de estudo o desenvolvimento do ensino de Língua Inglesa naescola pública verificar a qualidade do aprendizado adquirido pelo discente na Língua Inglesa. O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO BÁSICA O ensino do inglês nas escolas regulares foi, ao longo de sua história, perdendo seuespaço nas grades curriculares. Segundo Leffa, a redução de horas dedicadas ao ensino de LEiniciou-se no Império e continuou ao longo da história. Além disso, avalia que em 1971, aredução de um ano no total da escolaridade de nossos jovens teve um reflexo muito negativono ensino de línguas. Diz ele. A redução de um ano de escolaridade e a necessidade de se introduzir a habilitação profissional provocaram uma redução drástica nas horas de ensino língua estrangeira, agravada ainda por um parecer posterior do Conselho Federal de que a língua estrangeira seria “dada por acréscimo” dentro das condições de cada estabelecimento. Muitas escolas tiraram a língua a língua estrangeira do 1º grau, e no segundo grau ofereciam mais do que uma hora por semana, às vezes durante apenas uma não. Inúmeros alunos, principalmente do supletivo, passaram pelo 1º e 2º graus, sem nunca terem visto uma língua estrangeira. A não obrigatoriedade do ensino de LE trouxe como consequência a ausência de umapolítica nacional de ensino de línguas estrangeiras para todo o país; a diminuição drástica dacarga horária, chegando a apenas uma aula por semana em várias instituições e um statusinferior ao das disciplinas obrigatórias, pois em alguns estados, as línguas estrangeiras perdemo “poder” de reprovar. www.cursoraizes.com.br
  3. 3. www.cursoraizes.com.br A primeira demonstração da pouca legitimidade do ensino de idiomas está registradanos Parâmetro Curriculares Nacionais (PCN‟s) para o ensino fundamental, publicado peloMEC em 1998. O documento minimiza a importância do ensino das habilidades orais,afirmando que “somente uma pequena parcela da população tem a oportunidade de usarlínguas estrangeiras como instrumento de comunicação oral”. Ao argumentar a favor deprivilegiar o ensino de leitura em detrimento das outras habilidades, o documento afirma, napágina 20: Portanto, a leitura atende por um lado, às necessidades da educação formal, e, por outro é a habilidade que o aluno pode usar em seu próprio contexto social imediato... Deve-se considerar também o fato de que as condições na sala de aula da maioria dasescolas brasileiras (carga horária reduzida, classes superlotadas, pouco domínio dashabilidades orais por parte da maioria dos professores, material didático reduzido ao giz elivro didático etc.) podem inviabilizar o ensino das quatro habilidades comunicativas. Assim,o foco na leitura pode ser justificado em termos da função social das LEs no país e tambémem termos dos objetivos realizáveis tendo em vista as condições existentes. O documento do próprio MEC reafirma a má condição do ensino no país e se acomodaa essa situação adversa em vez de propor políticas de qualificação docente e de melhoria doensino. O texto dos PCN‟s nega a importância das habilidades orais e da escrita e das grandesmodificações advinhas da era da informática. Assim, em vez de impulsionar mudanças na realidade para a implantação de umensino de qualidade, apresenta uma justificativa conformista e determinista ao propor umensino de LE recortado pela habilidade de leitura, desconhecendo, diferentemente do resto domundo a importância da oralidade. Os PCN‟s negam ao aprendiz o direito de ser sujeito de sua própria história, pois comodiz Augusto “antecipam qual o uso que o aprendiz fará da língua estrangeira em seu contextosocial” e ignoram a possibilidade de ascensão social por meio da educação. Augusto diz que é preciso haver uma desconstrução da distorção implícita no discurso do legislador que assume e reconhece o lugar marginal, o contexto desfavorável no qual está inserido o ensino de língua estrangeira, mas que, ao invés de usar os instrumentos que legitimam e perpetuam um sistema perverso no qual de acordo com Simone de www.cursoraizes.com.br
  4. 4. www.cursoraizes.com.br Beauvoir (1963: 34, apud Freire, 1987: 60) „os opressores tentam transformar a mentalidade dos oprimidos, não a situação que se oprime”.Transversalidade e Interdisciplinaridade De acordo com os PCN‟s em que diz respeito aos temas transversais a educação devepreparar o aluno para exercer o papel de cidadão crítico. Por isso, enfatizar a importância detrabalhar em sala de aula temas como a violência, a saúde, os preconceitos etc. Assim, aoexplorar textos com esses temas o professor deve extrair dos alunos opiniões ajudando-os aformular conceitos e até mesmo quebrar preconceitos. Os PCN‟s sugerem que o professor ao trabalhar com textos em sala de aula devevalorizar o conhecimento de mundo do aluno bem como explorar nos textos aintertextualidade para facilitar o entendimento do discente do assunto proposto. Ao fazer parte de uma comunidade escolar o aluno espera adquirir conhecimentos.Como sabemos a escola está inserida em uma comunidade, com conflitos, aflições, alegrias, oprofessor deve criar espaços para que os alunos discutam e opinem sobre temas que fazemparte do seu cotidiano. Ao organizar as discussões, os discentes são levados a considerar próse contras de diversas bem como alternativas para os problemas. Ao introduzir conteúdos com problemas dos jovens, como drogas, a gravidez naadolescência, sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis, fica muito mais fáciltrabalhar com a turma, pois motiva-se leitura e a tradução de textos, uma vez que ele possuemum conhecimento prévio do texto. www.cursoraizes.com.br
  5. 5. www.cursoraizes.com.brCONCLUSÃO Os PCN‟s de 2000 afirmam: (...) integrados à área de Linguagem, Códigos e suasTecnologias, as Línguas Estrangeiras assumem a condição de serem parte indissolúvel doconjunto de conhecimentos essenciais que permitem ao estudante aproximar-se de váriasculturas e, conseqüentemente, propiciam sua integração num mundo globalizado. Mesmo com esse “belo discurso”, o ensino de Língua Estrangeira na escola públicaprincipalmente o Inglês é precário. Enquanto isso, o governo da ideologia educacionaldemagoga levanta a bandeira que na instituição pública o aluno “aprende” inglês. Acredito que fatores como: a carência de profissionais qualificados, o númeroreduzido de aulas e a falta de materiais-didáticos como: revistas e livros literáriosacompanhados com CD‟s além de gramáticas prejudicam o aprendizado do aluno. Este éprivado destes recursos durante toda a sua trajetória escolar. O único recurso disponível é odicionário, este geralmente é de péssima qualidade e a quantidade disponibilizada éinsuficiente para suprir a demanda dos discentes. O resultado desse descaso é a deficiência parcial ou total do aprendiz, pois muitosterminam o ensino médio e não sabem absolutamente nada de inglês. O ensino de LínguaEstrangeira na escola pública é o retrato de uma utopia. Assim, no lugar de capacitar o aluno a falar, ler e escrever em um novo idioma, asaulas de inglês tornam-se monótonas e desmotivadoras tanto para o discente quanto para odocente. Este é um “herói”, pois ao entrar em sala de aula já enfrenta desafios como: buscarmeios para motivar o aluno a gostar da disciplina, quebrar o conceito “para que eu vouaprender inglês, se eu não vou morar fora do país?” e na maioria das vezes, a barreira criadapela própria escola que não oferece nenhum suporte para que o professor desenvolva seutrabalho. Portanto, com todos os obstáculos criados pelo sistema educacional fica praticamenteinviável que o aluno obtenha segundo os PCN´s “.... os conhecimentos essenciais quepermitem ao estudante.... sua integração no mundo globalizado.” Assim, o que realmenteespero é que o governo brasileiro mude sua postura em relação ao ensino de LínguaEstrangeira, ou seja, não basta apenas elaborar belas leis que fiquem “imortalizadas” no papel,mas também possibilitar meios práticos de concretizá-las. www.cursoraizes.com.br
  6. 6. www.cursoraizes.com.brReferênciasLEFFA, Vilson J. O ensino de LE no contexto nacional. Contexturas, n. 4. São Paulo:Aliesp, p. 13 – 24, 1999.AUGUSTO, R. C. O inglês como capital cultural no contexto de escolas regulares: umestudo de caso. Belo Horizonte, 2001. Dissertação (mestrado em Lingüística Aplicada).Universidade Federal de Minas Gerais.Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos. Brasília MEC / SEF, 1998.CARNEIRO, Moacir Alves. LDB fácil: leitura – compreensiva: artigo a artigo. 14 ed –Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. www.cursoraizes.com.br

×