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Igreja de S. Pedro de Rates

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Adaptação de powerpoints da Porto Editora

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Igreja de S. Pedro de Rates

  1. 1. Arte românica em PortugalM3 Rota do Românico
  2. 2. Módulo 3 – Caso Prático 1M3
  3. 3. Localização A Igreja de São Pedro de Rates localiza-se na zona norte do país, na localidade de São Pedro de Rates, concelho da Póvoa de Varzim e distrito do Porto. Enquadramento É uma igreja românica ligada aos mosteiros beneditinos cluniacenses, considerada uma das melhores e mais bem conservadas deste estilo no nosso país, quer pelas formas arquitetónicas quer escultóricas. Quando foi erigida? Por que transformações passou? A sua descoberta aconteceu durante as campanhas arqueológicas levadas a cabo no século passado, nas quais se concluiu que a Igreja de São Pedro de Rates foi erigida sobre ruínas suevo-visigóticas. Teve várias fases de desenvolvimento e recuperação, enquanto mosteiro, a partir do século VI. Nos séculos VI e VII foi utilizada pelos romanos e pelos cristãos o que se comprova pelo facto de lá se ter encontrado uma estela romana. M3 Foi reconstruída durante o período do Condado Portucalense – século XII –, pois encontrava-se em ruínas. O conde Henrique de Borgonha e Teresa de Leão, sua esposa, doaram o mosteiro de Rates ao priorado da ordem de Cluny, com sede em La Charité-sur-Loire, Auxerre, França. Esta doação teve como objetivo a restauração do mosteiro para ali ser implantada a Regra Beneditina. A igreja atual resulta dos trabalhos de refundação efetuados nos séculos XII e XIII, pela ordem de Cluny. A importância desta igreja deve-se também ao facto de ter albergado, até ao século XVI, os restos mortais do santo que lhe dá nome. Foram transferidos para a Sé de Braga em 1552.
  4. 4. S. Pedro de Rates no seu tempo M3  O bispo São Pedro de Rates foi um importante evangelizador dos povos da península Ibérica durante a ocupação romana.  Segundo a tradição, São Pedro de Rates foi o primeiro bispo de Braga, entre 45 e 60, tendo sido ordenado pelo Apóstolo Santiago.  Já no século IX, o seu corpo foi encontrado por São Félix, o eremita, que o sepultou no santuário sobre o qual foi erguida a Igreja de São Pedro de Rates.  O corpo ali permaneceu sepultado até 1552, ano em que foi transferido para a Sé de Braga, onde se encontra atualmente.  Foi martirizado e decapitado quando convertia as populações pagãs à fé cristã, no norte de Portugal.
  5. 5. S. Pedro de Rates no seu tempo M3 Esta foi a primeira igreja cluniacense a estabelecer-se em Portugal.  Após o século IX vem a constituir um importante centro de peregrinação às relíquias do Santo, ali sepultado.  Antes do século XI, há evidências da existência de um mosteiro beneditino que viria a ser renovado pelo conde D. Henrique já nos finais daquele século.  A Igreja de São Pedro de Rates foi construída sobre um santuário paleocristão datado do século VI.  Em 1100, os condes D. Henrique e D. Teresa, doaram-no à Ordem de Cluny, concretamente ao priorado de La Charité- sur-Loire, em Auxerre.
  6. 6. S. Pedro de Rates na Christianitas M3  Foi construído em pleno século XII, um tempo marcado pela Reconquista dos territórios ocupados pelos Muçulmanos na península Ibérica.  O Mosteiro de São Pedro de Rates foi a primeira construção da Ordem de Cluny em Portugal.  São Pedro de Rates está situado na bacia do rio Ave, em pleno coração da região Entre Douro e Minho.  E um tempo marcado, igualmente, por um contexto histórico e cultural em que a Igreja Cristã pretendia afirmar a presença e a doutrina de Deus, tendo alcançado uma forte implantação junto das populações rurais.  Esta era uma região com grande densidade de paróquias, albergando um grande número de instituições monásticas e de igrejas românicas.
  7. 7. S. Pedro de Rates na Christianitas M3  Esta era uma região que, devido ao seu relativo desenvolvimento económico e comercial, albergava um grande número de instituições monásticas e de igrejas românicas.  O povoado de Rates era um importante ponto de passagem do interior para o exterior, e na direção norte-sul, ganhando uma importante atividade comercial que lhe garantiu uma certa centralidade na região.  Ao situar-se numa das rotas de peregrinação dos “Caminhos de Santiago” – o Caminho Português de Santiago – São Pedro de Rates veio a assumir um papel muito relevante no apoio logístico e espiritual aos peregrinos.  Por outro lado, a própria Igreja de São Pedro de Rates constituiu um ponto de peregrinação, de romagem e de devoção ao Santo.
  8. 8. 8 Portal ocidental (portal principal) Nave principal Nave lateral norte (nave do Evangelho) Nave lateral sul (nave da Epístola) Cabeceira Portal norte Abside (altar) Absidíola Cruzeiro Sacristia Transepto (falso transepto) Portal sul Análise formal
  9. 9. 9  A Igreja de São Pedro de Rates é um edifício de três naves e quatro tramos, com um falso transepto.  Devido às sucessivas obras que recebeu no século XIII e às posteriores adaptações, ao gosto de cada época, nos séculos XVII e XVIII, a sua estrutura apresenta algumas “irregularidades”.  Já nos anos 1940, em pleno Estado Novo, foi alvo de operações de um duvidoso “restauro” que acabaram por “limpar” elementos das anteriores intervenções.  Das intervenções dos séculos XII e XIII persistem os seguintes aspetos:  A fachada é assimétrica.  As naves laterais possuem larguras diferentes.  Os tramos têm diferentes dimensões.  Os elementos decorativos – portais, capitéis e modilhões – denotam influências diferenciadas. A frontaria apresenta um pórtico bem dimensionado e flanqueado por dois robustos contrafortes.
  10. 10. M3 A fachada principal Fachada granítica, robusta e fechada Contrafortes salientes Poucas aberturas Corpo central mais elevado que os dois laterais Telhado de duas águas
  11. 11. M3 Sistema de iluminação na fachada principal Frestas
  12. 12. M3 O portal da fachada principal Colunelos Arquivoltas Tímpano
  13. 13. M3 A decoração do portal principal Capitéis Os colunelos, com fustes lisos possuem abundante decoração esculpida nos capitéis: animais míticos, sereias, figuras humanas.
  14. 14. M3 A decoração do portal principal 1. No centro, Cristo Pantocrátor sentado em majestade na mandorla mística. 1 2 2 2. Duas personagens que O ladeiam e que se julga tratar-se de dois profetas, um dos quais São João Batista. 3 3 3. Os profetas pisam Judas e Ario, porque o judaísmo e o arianismo eram considerados heresias. 4 44. Fora do tímpano, à esquerda e à direita, animais atlantes. As figuras têm aspeto arcaizante, sem pormenor, e a composição é simétrica e sintetizada. Tímpano 1 Arquivoltas 1. Uma é decorada com 7 apóstolos. 2 2. Outra é decorada com anjos.
  15. 15. M3 O portal da fachada lateral 1 1. O tímpano é preenchido pela imagem do Cordeiro de Deus e a cruz de Cristo. 2 32. e 3. Possui 3 arquivoltas, sendo a menor polilobada [2] e a intermédia boleada [3]. 4 4. A mais exterior tem uma dupla tarja ornamental, com folhas da Borgonha. 5 5. Ao nível do tímpano aparece a figura de um anjo. 66. Ao nível do tímpano aparece uma figura com um livro. 7 7. Um modilhão. 8 8. Um animal atlante. 9 9. Um leão atlante a devorar um humano. 10 10 10. Colunas e colunelos possuem capitéis com animais e elementos fitomórficos.
  16. 16. M3 A cabeceira Vista da cabeceira com abside principal e absidíolos
  17. 17. M3 Elementos decorativos da cabeceira Arcadas com arcos de volta perfeita enquadram as frestas Arcaturas cegas e colunelos adossados Capitéis Cachorrada
  18. 18. M3 O interior O interior é assimétrico – os pilares que separam as naves laterais da principal são diferentes uns dos outros. Alguns arcos já são quebrados. A igreja é pouco iluminada. O sistema de iluminação é feito por frestas a toda a volta do edifício e na nave principal (no espaço do desnível das naves laterais com a principal), pela rosácea na fachada principal e pelo óculo situado entre a cabeceira e o corpo da igreja.
  19. 19. M3 A decoração escultórica no interior A escultura no interior da igreja está circunscrita essencialmente aos capitéis das colunas adossadas.
  20. 20. Mistura de dois PowerPoints da Porto Editora Excertos de canto gregoriano utilizados:  Ave Maria, ofertório (“Christus Natus Est”)  Populus Sion, introito do 2.º domingo do Advento (“Rorate Caeli”) Coro dos monges da Abadia de Ligugé 1956, 1988 STUDIO SM

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