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A cultura mosteiro

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Consultas e adaptações dos seguintes powerpoints (alguns diapositivos foram integralmente retirados) e sites
Areal Editores – Linhas da História, 10º ano; Fio da História, 7º ano, Texto Editora
https://pt.slideshare.net/bolotinha73/mdulo-3-contexto-histrico-regular?qid=cf376430-5280-44b3-b8a9-6ccdd6333096&v=&b=&from_search=7
https://pt.slideshare.net/vmsantos/03-1-culturadomosteiro?qid=60a5f8d0-b018-4164-b2b7-2c6067d66ac9&v=&b=&from_search=1
https://pt.slideshare.net/abaj/cultura-do-mosteiro
http://arteehistoriaepci.blogspot.com/2012/05/cultura-do-mosteiro-m3.html
Cluny: https://gloriadaidademedia.blogspot.com/p/a-cavalaria-medieval.html
LEITE, Carla – Iluminuras
PINTO e outros, Ideias e Imagens. Porto, Porto Editora, 2013.
NUNES, Paulo Simões, História da Cultura e das Artes, Porto, Raiz Editora, 2013.
Powerpoint da Raiz Editora

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A cultura mosteiro

  1. 1. M3 A cultura do Mosteiro – os espaços do cristianismo HISTÓRIA DA CULTURA E DAS ARTES A CULTURA DO MOSTEIRO 1
  2. 2. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 2 QUAIS OS FATORES DE INSTABILIDADE QUE AFETARAM O IMPÉRIO ROMANO A PARTIR DO SÉCULO III? Dificuldades económicas Diminuição da mão de obra escrava Aumento de impostos Fosso entre ricos e pobres Interferência dos chefes bárbaros Indisciplina dos exércitos Recurso a mercenários bárbaros
  3. 3. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 3 QUAIS OS FATORES DE INSTABILIDADE QUE AFETARAM O IMPÉRIO ROMANO A PARTIR DO SÉCULO III? ‐ Os povos bárbaros ameaçavam o Império, no seu interior, e pressionavam as suas fronteiras: • Godos • Ostrogodos • Visigodos • Vândalos • Burgúndios • Lombardos • Francos • Saxões ‐ Os imperadores não dispunham do estatuto e da tradição dos primeiros tempos do Império: • eram nomeados pelos exércitos; • eram depostos ou assassinados pelos exércitos.
  4. 4. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 4 COMO SE PROCUROU COMBATER A INSTABILIDADE? ‐ O imperador Diocleciano procedeu à divisão do poder entre quatro homens (tetrarquia). ‐ O imperador Constantino transferiu a capital para Bizâncio, Constantinopla, procurando manter o sonho da unidade romano- cristã. ‐ Em 395, após a morte do imperador Teodósio, o Império Romano foi definitivamente dividido em: • Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla; • Império Romano do Ocidente, com capital em Roma. ROMA CAIU DEFINITIVAMENTE NAS MÃOS DOS BÁRBAROS EM 476, QUANDO RÓMULO AUGUSTO FOI DEPOSTO POR ODOACRO, CHEFE DOS OSTROGODOS.
  5. 5. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 5A divisão do Império Romano
  6. 6. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 6 A DESLOCAÇÃO DOS POVOS
  7. 7. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 7 QUAL O SIGNIFICADO DA QUEDA DE ROMA EM 476? ‐ Pôs fim à Época Clássica, greco-romana. ‐ Originou um novo mapa político formado por: • reinos; • impérios. ‐ Transformou a Civilização Romana. ‐ Criou um novo modelo civilizacional: o do Ocidente medieval cristão. ‐ Deu início a um novo período histórico: a Idade Média.
  8. 8. ÉPOCA CLÁSSICA GRECO-ROMANA 476 d.C. Queda de Roma IDADE MÉDIA 395 d.C. Divisão do Império Romano do Ocidente 406 d.C. Os Vândalos atravessam as fronteiras do Reno 380 d.C. Cristianismo - religião oficial 481 Clóvis, Rei dos Francos 800 Carlos Magno é sagrado Imperador do Sacro Império Romano 732 Batalha de Poitiers - vitória cristã sobre os muçulmanos, impedindo o avanço destes na Europa
  9. 9. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 9 • Desorganização da administração pública. • Clima de instabilidade, medo e insegurança entre as populações. • Declínio da vida económica. • Abandono dos centros urbanos e fuga das populações para o campo.
  10. 10. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 10
  11. 11. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 11
  12. 12. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 12 Séculos VIII a X Vikings/Normandos – Escandinávia Atacam e pilham o litoral europeu Séculos IX a X Magiares/Húngaros – Montes Urais Atacam Alemanha e Norte de Itália e fixam-se na atual Hungria Séculos VIII Árabes/Muçulmano – Norte África Atacam costas mediterrânicas e fixam-se na Península Ibérica
  13. 13. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 13 • Economia de subsistência • Barbarismo dos costumes • Ruralização económica e cultural • Clima de instabilidade e insegurança • Sociedade rural, rude e cavaleiresca • Dependência de homem para homem, baseada na posse da terra • Sociedade fortemente hierarquizada e trinitária: • Clero – rezar • Nobres, cavaleiros – combater • Povo – trabalhar
  14. 14. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 14
  15. 15. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 15 FEUDALISMO – sistema hierárquico de obrigações mútuas
  16. 16. COMO SURGIU? M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa. 16
  17. 17. 17 Nascimento Salvador Dalí – Cristo de São João da Cruz, 1951 Caravaggio, Adoração, 1609 Morte M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa.
  18. 18. 18 MENSAGEM Crença num Deus único Igualdade Amor Universal Justiça Tolerância Paz Perdão Caridade Vida eterna Salvação para todos Bondade … Universalidade da mensagem cristã M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa.
  19. 19. 19 EXPANSÃO • Ação dos apóstolos • Facilidade de comunicação: latim falado no império • Diáspora judaica –muitos judeus espalhados pelo império aderiram à nova religião • Rede de estradas e cidades • Intensos contactos comerciais • Desigualdades sociais muitas mulheres e escravos aderiram à nova religião M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa.
  20. 20. 20 PERSEGUIÇÕES PORQUÊ? Roma: • Religião politeísta • Obrigatoriedade culto ao imperador e os cristãos rejeitavam-no • Civilização ligada à guerra e às conquistas • Sociedade esclavagista com fortes desigualdades sociais Começou a ganhar muitos adeptos Surgem os mártires Religião praticada às escondidas nas catacumbas M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa.
  21. 21. 21 Édito de Milão (313) - Imperador Constantino • Liberdade religiosa • Manda erguer igrejas Édito de Tessalónica (380) - Imperador Teodósio • Proibição de outros cultos • Perseguição aos pagãos Organização semelhante à do Império • Bispado de Roma – Papa (reconhecida superioridade e autoridade) • Províncias – dirigidas por um Metropolita • Dioceses – dirigidas por um Bispo (respondiam perante o Metropolita) RELIGIÃO OFICIAL Os imperadores Constantino e Teodósio fazem oferendas à Virgem Maria e o Menino, mosaico bizantino, Hagia Sofia, Turquia M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa.
  22. 22. 22 No caos que afeta a Europa do século V ao século X a Igreja assume um papel ordenador e unificador • Aproveita a estrutura administrativa do império romano • Conversão e batismo dos povos bárbaros • Apela à união da comunidade de povos e nações que professam a mesma fé contra os “infiéis” • Aumenta a sua influência e riqueza • Criação de Mosteiros e Ordens Religiosas • Assume um papel civilizacional • Promoção do desenvolvimento agrícola (nos mosteiros desenvolvem-se novas práticas e técnicas agrícolas) • Preservação da cultura clássica (nos mosteiros) • Renovação das artes e das letras S. Martinho do Dume converteu os Suevos à fé católica. M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa.
  23. 23. 23 CHRISTIANITAS CRISTANDADE VASTA COMUNIDADE DE POVOS VINCULADOS À FÉ CRISTÃ M3 - A cultura do Mosteiro Espaço: Europa dos Reinos Cristãos. A Christianitas. As fronteiras dos reinos cristãos. Geografia monástica da Europa.
  24. 24. M3 - A cultura do Mosteiro ACONTECIMENTO – A coroação de Carlos Magno 24 1. QUAL FOI A ATUAÇÃO MILITAR, POLÍTICA E CULTURAL DE CARLOS MAGNO? 2. POR QUE RAZÃO É COROADO IMPERADOR DO OCIDENTE PELO PAPA? 3. QUAL FOI O SIGNIFICADO DA COROAÇÃO DE CARLOS MAGNO? LER TEXTO SOBRE O ACONTECIMENTO
  25. 25. M3 - A cultura do Mosteiro ACONTECIMENTO – A coroação de Carlos Magno 25 Carlos Magno (742-814) • Subiu ao trono do reino Franco, em 768, tendo feito grandes conquistas • Época de estabilidade e ordem • Curto renascimento cultural que se designou de Renascimento Carolíngio. • Dividiu o território em condados, governados pelos condes, vigiados pelos missi dominici (fiscais do rei) • Preocupações culturais: • Na corte: escola (Aula Palatina) e biblioteca • Atrai os maiores sábios do mundo ocidental • Interesse pela arte e cultura
  26. 26. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 26 Aliança com a Igreja Católica: Conquistas + missionação (cruzada) Proteção do Papa e da Igreja Conversão e batismo dos povos conquistados 25 de Dezembro de 800 Coroação de Carlos Magno
  27. 27. M3 - A cultura do Mosteiro ACONTECIMENTO – A coroação de Carlos Magno 27 • Papa Leão III coroa-o Imperador do Ocidente: • Herdeiro dos imperadores romanos • Restabelece o Império Romano do Ocidente • Fim da submissão do Papa e reis ao Imperador Bizantino • Unificação política e religiosa do Ocidente • sob o mesmo poder temporal – Político - do imperador • sob o mesmo poder espiritual – Cristianismo – do Papa
  28. 28. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 28 • Clima de paz • Melhorias climáticas • Progressos técnicos na agricultura (uso do ferro, afolhamento trienal…) • Melhoria nos transportes (atrelagem em fila, coelheira) • Reanimação do comércio: Feiras e Mercados • Crescimento demográfico • Ressurgimento urbano: os burgos e os burgueses
  29. 29. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 29 Igreja aproveita clima de expansão e desenvolvimento para: • Combate às heresias • Cria movimentos: • Paz de Deus – proibição de atacar pessoas indefesas • Tréguas de Deus – proibição de fazer guerra em determinados períodos do calendário litúrgico • Cruzadas que levam à reabertura da Europa ao Oriente e África
  30. 30. M3 - A cultura do Mosteiro O TEMPO – Séculos IX-XII. Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanos 30 Igreja aproveita clima de expansão e desenvolvimento para: • Reconstrução/construção de igrejas e mosteiros • Incentivo à peregrinação a lugares santos: • Santiago de Compostela • Roma • Igreja do Santo Sepulcro (Jerusalém) • Desenvolvimento do monaquismo – movimento religioso
  31. 31. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 31 MOVIMENTO QUE LEVOU MUITOS CRISTÃOS A ABANDONAR A VIDA LAICA E A DEDICAREM-SE À ORAÇÃO E AO SERVIÇO DE DEUS Regra de S. Bento de Núrsia (480-547) Princípios básicos: obediência, silêncio, humildade Código penal para os faltosos Século IV – Oriente Século V - Ocidente Jejum, abstinência, meditação Ofício divino Trabalho no scriptorium, oficinas e campos Fuga Mundi - Ascetismo
  32. 32. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 32 (1) Prima — seis horas da manhã; é a partir dessa hora que são contadas todas as horas da vida do monge. (2) Nona — orações rezadas em conjunto às 15 horas (hora nona). (3)Vésperas — orações rezadas ao fim da tarde. A ociosidade é inimiga da alma. Por isso, os irmãos devem ocupar-se, em certas horas, com o trabalho manual e, noutras, com a leitura das coisas divinas. Os irmãos devem sair pela manhã para trabalharem no que for necessário, desde a hora prima1 até à quarta hora. Da quarta até à sexta hora entregar-se-ão à leitura. Depois da sexta hora, após se terem levantado da mesa, descansarão nas suas camas em completo silêncio. Depois de rezarem, à nona 2 voltarão ao trabalho que tiver de ser feito, até às Vésperas3. Se a necessidade exigir que os irmãos façam eles próprios o trabalho da ceifa, não deverão afligir-se com isso, porque é assim que serão verdadeiros monges, vivendo do trabalho das suas mãos.
  33. 33. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 33 • Quais os espaços públicos? • Quais os espaços privados? • Que espaços remetem para aspetos económicos? • Que espaços remetem para aspetos religiosos? • Que espaços remetem para aspetos culturais?
  34. 34. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 34 Mosteiro suspenso em Meteora, Grécia, https://bit.ly/2FIU8sk, consultado a 23/01/2019 • Instalados em zonas isoladas - Fuga mundi • Pequenos mundos autónomos e autossuficientes • Virados para o interior – fechados com muralhas ou localizados em locais pouco acessíveis
  35. 35. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 35 TRABALHO NO CAMPO https://bit.ly/2sFnYW4, consultado a 23/01/2019
  36. 36. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 36 ASSISTÊNCIA A DOENTES, PEREGRINOS e MENDIGOS https://bit.ly/2sJbWuL, consultado a 23/01/2019
  37. 37. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 37 SERVIÇO RELIGIOSO https://bit.ly/2DvPSu2, consultado a 23/01/2019
  38. 38. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 38 ENSINO https://bit.ly/2DwOfMF, consultado a 23/01/2019
  39. 39. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 39 CÓPIA DE MANUSCRITOS E ILUMINURAS https://bit.ly/2FVGCkr, consultado a 23/01/2019 https://bit.ly/2sIeLw8, consultado a 23/01/2019
  40. 40. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 40 Plano ideal para os mosteiros beneditinos https://bit.ly/2FSHwy6, consultado a 24/01/2019 Mosteiro de Saint Gall – arquitetura Mosteiro de Saint Gall – cultura
  41. 41. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 41 O plano correspondia ao harmonias universais: equilíbrio geométrico e correspondência matemática • No coração da construção ficava a Igreja • A Sul, o claustro • A ala nascente (cabeceira da igreja) estava destinada às funções espirituais (capítulo, escola, escritório, …) • A ala a sul do claustro agrupava as dependências funcionais (refeitório, cozinha, despensas, adegas, latrinas, oficinas, pomares, hortas, vinhas, jardins) • A oeste, perto da entrada, ficavam os que estavam a iniciar- se ou de passagem (noviços, hóspedes, doentes, velhos e mortos)
  42. 42. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 42 ESTE MODELO SERÁ REPRODUZIDO EM CENTENAS DE MOSTEIROS
  43. 43. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 43 Mosteiro de Cluny em 3D
  44. 44. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 44
  45. 45. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 45 Centros dinamizadores da economia Difusão de técnicas e práticas agrícolas Incentivo ao artesanato e comércio Centros de produção cultural Teologia Ciências Letras
  46. 46. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 46 - Em 910, beneditinos de Cluny, criticam o materialismo da Ordem Beneditina. - Pretendem restaurar a primitiva Regra Beneditina, retomando à pureza litúrgica, isolando a comunidade monástica de qualquer contacto com a sociedade, consagrando uma vida de total dedicação a Deus. - Cresce na Europa Ocidental - mais de 1500 mosteiros e 10 000 monges. - Torna-se o maior centro monástico da Cristandade, protegida por grandes senhores, dotada de poder e de riquezas, e constituindo um dos mais importantes centros de poder da Idade Média.
  47. 47. M3 - A cultura do Mosteiro LOCAL – O Mosteiro 47 - 1098, Roberto, abade de Molesme, fundou em Citeaux (Borgonha) a Ordem de Cister - Criticou as riquezas, a ostentação e o poder que Cluny tinha atingido, propondo o retorno ao recolhimento, oração, humildade e austeridade beneditinas, e um maior rigor na vida monástica centrada no trabalho manual.
  48. 48. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – Os guardiães do saber 48 Mundo Romano Alfabetizado e culturalmente dinâmico • Bibliotecas • Escolas • Academias • Cultura circulava entre o Ocidente e Oriente Vagas de invasões do século V a VIII • Cidades pilhadas • Escolas, teatros e bibliotecas destruídas • Decadência cultural • Declínio Urbano (Ruralização) • Isolamento das comunidades Analfabetismo • atinge as classes dominantes (guerreiros) • cultura popular, não escolarizada, de tradição oral Depressão cultural
  49. 49. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – Os guardiães do saber 49 Sobrevivência de alguns focos culturais • Regiões mediterrânicas (Itália, Península Ibérica) – Mais romanizadas • Nas ilhas britânicas, Grã-Bretanha e Irlanda (a partir do séc. VI) – mistura das tradições clássicas com as céltica e saxónica • Os letrados pertencem (quase todos) à classe eclesiástica • Leitura dos textos sagrados • Latim era a única língua escrita sobrevivente no ocidente Disparidade cultural • Letrados (cultura latina)/Cultura de massas (medíocre, bárbara, oral) • Ocidente (latino e cristão)/Oriente (Tradição greco- helenística
  50. 50. M3 - A cultura do Mosteiro 50 CARLOS MAGNO - Objetivos • Formar a classe dirigente • Igualar o brilho das antigas cortes imperiais romanas Renascimento das letras e das Artes • Criou uma academia na corte “Aula Palatina”para a qual atraiu os melhores intelectuais (Alcuíno de York, etc) • Fomentou o interesse pelos autores gregos e, sobretudo, romanos • Fundou uma extensa biblioteca • Rede de centros culturais em abadias e mosteiros • Scriptoria em quase todas as abadias e mosteiros Harmonia entre pensamento Clássico e Cristão Cristianização das heranças culturais Síntese – Os guardiães do saber
  51. 51. M3 - A cultura do Mosteiro 51 Síntese – Os guardiães do saber Ensinavam: Trivium: lógica,gramática e retórica Quadrivium: Aritmética, música, geometria e astronomia Estudo dos autores clássicos à luz de interpretações cristãs como as de Santo Agostinho Virgílio Horácio Cícero Platão Aristóteles Os monges eram intermediários entre o pensamento clássico e o pensamento cristão, mantiveram viva a cultura clássica que chegou ao Renascimento
  52. 52. M3 - A cultura do Mosteiro 52 Síntese – O poder da escrita A maioria dos letrados eram eclesiásticos vindos dos scriptoria conventuais A produção escrita só existe (quase) nos mosteiros: - Scriptoria – monges especializados (escribas e copistas) que copiavam à mão - Documentos dos mosteiros - Livros religiosos - Livros
  53. 53. Tipo de pintura decorativa, frequentemente aplicado às letras capitulares no início dos capítulos dos códices de pergaminho medievais. Conjunto de elementos decorativos e representações imagéticas executadas nos manuscritos, produzidos principalmente nos mosteiros da Idade Média. No século XIII, referia-se, sobretudo, ao uso de douração e portanto, um manuscrito iluminado seria, no sentido estrito, aquele decorado com ouro ou prata. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  54. 54. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  55. 55. Letras capitulares Letra capitular ou letra capital é uma letra no início da obra, de um capítulo ou de um parágrafo, de maior dimensão que o restante corpo do texto. TIPO DE LETRAS CAPITULARES As letras capitulares são classificadas morfologicamente: a) a letra rubricada (vermelha); b) a letra epigráfica, imitando as antigas maiúsculas romanas; c) a letra histórica, que oferece suporte espacial a cenas de carácter narrativo; d) a letra ornamentada por elementos decorativos; M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  56. 56. a) A inicial pode estar na mesma linha de base do texto e com a mesma margem. TIPO DE LETRAS CAPITULARES EM RELAÇÃO AO TEXTO b) A letra capitular pode estar na margem esquerda, com o texto recuado. c) A letra capital é alinhada com a margem e prolonga-se por várias linhas dentro do parágrafo, recuando o texto regular nestas linhas. Isto mantém limpas as margens esquerda e superior do parágrafo. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  57. 57. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  58. 58. Na atualidade… M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  59. 59. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  60. 60. - Livros produzidos em pergaminho, copiados e iluminados à mão - Possuem formato retangular ou quadrangular e, por vezes, possuem dimensões consideráveis - Eram encadernados em madeira, pele, marfim ou metais preciosos como o ouro e a prata. Por vezes tinham pedras preciosas incrustadas. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  61. 61. ANTES DOS CÓDICES: ROLOS DE PAPIRO Da planta de papiro à folha de papiro: as fases de fabrico. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  62. 62. Os códices eram muito mais resistentes e fáceis de manusear do que os rolos de papiro e podiam ser escritos de ambos os lados. EVOLUÇÃO NA IDADE MÉDIA: DOS ROLOS DE PAPIRO AO PERGAMINHO DO CÓDICE M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  63. 63. O material de suporte da escrita era o pergaminho. Este surgiu pela primeira vez na Turquia, na cidade de Pérgamo, como resposta à escassez de papiro no mundo ocidental devido à conquista árabe do Egipto. O PERGAMINHO: O SUPORTE DOS CÓDICES M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  64. 64. Era produzido a partir da pele de ovinos e caprinos. O velino, pergaminho de alta qualidade e elevado custo, era feito a partir da pele de animais recém- nascidos. COMO SE FABRICAVA O PERGAMINHO ? M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  65. 65. Antes de ser utilizado tinha de sofrer uma longa preparação: 1 - A pele do animal era mergulhada em água e sal durante vários dias para depois ser raspada de forma a retirar os pelos. COMO SE FABRICAVA O PERGAMINHO ? 2 - Depois de raspado era seco e esticado em estiradores de modo a tornar a película mais fina. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  66. 66. 3 – Mais tarde a pele era polida com pedra-pomes para evitar que a superfície apresentasse rugas. 4– Após o polimento a pele era cortada, regrada e pautada. A pautagem consistia na marcação da linhas. 5 – A marcação podia ser feita a tinta, plumbagina (substância mineral, escura de que se fazem lápis, grafite) ou ponta seca. COMO SE FABRICAVA O PERGAMINHO ? M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  67. 67. O cálamo era feito a partir de canas duras. Era agressivo para o pergaminho e originava escritas cortadas e angulosas. COMO SE ESCREVIA? … COM O CÁLAMO M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  68. 68. A pena dava origem a letras muito arredondadas e encadeadas. … COM A PENA A pena de ave foi o instrumento de escrita predominante na época medieval, podia ter ponta bem afiada para uma escrita leve, fina e regular, sem grande contraste de traços grossos e finos. COMO SE ESCREVIA? M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  69. 69. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  70. 70. As tintas de escrever eram diferentes das tintas de pintar. Para a escrita utilizava-se uma tinta feita com urina, vinagre, aguardente e noz de galho. COMO ERAM AS TINTAS? M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  71. 71. E as Pinturas? Para pintar as iluminuras recorria-se a corantes importados, alguns deles muito caros. Para diminuir os custos eram utilizados jogos de cor que pareciam alargar a paleta cromática. •O azul era produzido através do lápis-lazúli; O vermelho a partir do múrex; O verde a partir do óxido de cobre. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  72. 72. Ao longo dos tempos a forma de grafar as letras foi sendo alterada. Este facto deu origem a três tipos distintos de escrita durante o período medieval. 1 – Visigótica Este tipo de escrita foi usada entre os séculos VIII e XII na Península Ibérica pelos visigodos alfabeto M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  73. 73. 2- Escrita carolina A Carolina foi introduzida pelo imperador Carlos Magno (768–814), propagou-se rapidamente não só no enorme território do reino franco, mas também por todo o Ocidente cristão. As características letras redondas, regulares, suficientemente separadas, asseguram (ainda hoje!) ao leitor uma ótima legibilidade e ao escriba, um traço fluido e fácil. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  74. 74. 3 – Escrita Gótica Escrita ou letra gótica (ou escolástica, ant.) é o nome pelo qual é chamada o tipo de letra angulosa e com linhas quebradas, originada entre os séculos XII. Foi usada na Europa ocidental desde 1150 até 1500. Este estilo caligráfico e tipográfico continuou a ser utilizado em países de lingua alemã até o século XX. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  75. 75. Os monges copistas e iluminadores trabalhavam nos scriptoria dos mosteiros.
  76. 76. As condições de trabalho eram difíceis. O corpo e as mãos do escriba não deviam tocar no pergaminho porque a transpiração e o calor encarquilhavam o material. Além disso o monge tinha de manter a mesma posição por muitas horas. Era necessária uma grande concentração mental e destreza manual. Os monges consideravam o acto de escrever como uma forma de expiação dos pecados e garantia da entrada no reino de Deus. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  77. 77. Scriptorium Medieval Abadia de Fontenay - França M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  78. 78. Existiam diversos tipos de livros. Os livros religiosos mais importantes eram: • Bestiários (animais) • Herbários (ervas e mezinhas) • Saltérios (salmos) • Obituários • Breviários (ensinamentos religiosos) • Antifonários (música) • Hagiografias (vida dos santos) • Livros de Horas M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita
  79. 79. Letra Gótica – Foral de Semide
  80. 80. Hagiografia de S. João
  81. 81. Livro de Horas
  82. 82. Bíblia dos Jerónimos
  83. 83. Livro de Horas do Duque de Berry
  84. 84. Bíblia dos Jerónimos
  85. 85. Crónica de D. João II
  86. 86. M3 - A cultura do Mosteiro Síntese – O poder da escrita ATREVE-TE AGORA A DESENHAR A INICIAL DO TEU NOME COMO SE FOSSES UM MONGE COPISTA
  87. 87. M3 - A cultura do Mosteiro 92 Síntese – O poder da escrita A Escrita Os manuscritos eram muitas vezes ilustrados com iluminuras e miniaturas. O isolamento e as dificuldades de comunicação desenvolveram caligrafias e alfabetos diferentes que correspondem a diferentes regiões, mosteiros ou abadias Livro de Kells Espaços de escrita: Scriptorium: oficinas de escrita Chancelaria: repartição responsável pela redação, validação e expedição de todos os atos reais
  88. 88. LIVRO DE KELLS M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O Livro de Kells O Livro de Kells O Livro de Kells no ipad
  89. 89. Imagem de Maria e o Menino Jesus https://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_de_Kells, consultado a 20/02/2018 LIVRO DE KELLS M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O Livro de Kells
  90. 90. Imagem de S. João Evangelista https://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_de_K ells, consultado a 20/02/2018 LIVRO DE KELLS M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O Livro de Kells
  91. 91. Tábuas canónicas https://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_ de_Kells, consultado a 20/02/2018 LIVRO DE KELLS M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O Livro de Kells
  92. 92. Quatro símbolos evangélicos (no sentido horário a partir do alto à esquerda: homem, leão, águia e touro). https://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_ de_Kells, consultado a 20/02/2018 LIVRO DE KELLS M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O Livro de Kells
  93. 93. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O Livro de Kells
  94. 94. LIVRO DE KELLS M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O Livro de Kells
  95. 95. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 100 AGORA FECHA OS OLHOS E… OUVE!
  96. 96. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 101 1. COMO NASCEU O CANTO GREGORIANO? 2.QUAL A FUNÇÃO DO CANTO GREGORIANO NA LITURGIA? 3.COMO CARACTERIZAS O CANTO GREGORIANO? 4.QUE SENSAÇÕES TE PROVOCAM O CANTO GREGORIANO? 5.QUERES CANTAR UM POUCO?
  97. 97. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 102 Numa época em que a voz do sacerdote não possuía qualquer auxiliar, o canto desempenhou funções ministeriais: exprimia a oração de forma mais suave, favorecia o caráter comunitário da mesma e conferia amplitude e solenidade à palavra das escrituras e aos ritos. Derivado dos cantos da sinagoga judaica, e provavelmente também influenciado pelas músicas grega e romana, o canto gregoriano é uma música monódica ( que possui uma melodia) , de ritmo livre, destinada a acompanhar os textos latinos retirados da Bíblia.
  98. 98. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 103 AÇÃO DE GREGÓRIO, O GRANDE No fim do século VI, foi escolhido como papa, pela primeira vez, um monge. Foi Gregório, o Grande, o qual apoiou o movimento monástico e reorganizou a Igreja. Por sua iniciativa, desenvolveu-se a missionação: fundaram-se mosteiros ou foram enviados missionários para as zonas rurais menos cristianizadas ou mesmo totalmente pagãs. Dessa forma, foram cristianizadas a Grã-Bretanha e a Irlanda, de onde, no século VIII, saíram, por sua vez, os monges que evangelizaram as regiões da Germânia situadas a leste do rio Reno. O Cristianismo ultrapassava, assim, os limites do tradicional mundo romano e tornava-se um importante fator de unidade na Europa Ocidental. S. Gregório Magno, iluminura do século XII
  99. 99. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 104 O canto gregoriano é uma oração cantada, em que a palavra é superior à nota musical. Este canto, também conhecido como canto chão, foi implementado pelo papa Gregório Magno (na imagem ao lado) no ritual cristão no séc. VI – daí lhe advém o nome, As principais características do canto gregoriano são: • as melodias são cantadas em uníssono (monódico), sem predominância de vozes, ou seja, rigorosamente homofónico; • de ritmo livre, sem compasso, baseado apenas na acentuação e na palavra; • cantado "à capella", isto é, sem acompanhamento de instrumentos musicais; • as letras são em latim, retiradas dos textos bíblicos, sobretudo salmos.
  100. 100. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 105 O CANTO GREGORIANO é a mais antiga expressão musical do Ocidente. Papa Gregório I, o Grande, iluminura do século XII. O CANTO GREGORIANO é um género de música vocal utilizado para acompanhamento do ritual da liturgia cristã. A tradição da música cantada vem desde os primeiros cristãos que já acompanhavam os serviços religiosos com cânticos do Antigo Testamento. O Papa Gregório I (p. 590-604) reorganizou a schola cantorum – a «escola de canto coral» –, reordenou as liturgias da missa e uniformizou os cânticos que, a partir de então, foram utilizados nas celebrações religiosas em toda a Cristandade. O CANTO GREGORIANO é um cantochão (do latim, cantus planus), um tipo de música vocal cantada por grupos corais, em uníssono e em linhas monofónicas de melodias vocais.
  101. 101. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 106 O CANTO GREGORIANO é a expressão máxima da relação mística entre o Homem e Deus, representando o fervor religioso do Homem medieval. Papa Gregório I a compor música com o seu discípulo, iluminuras do século VIII. Os cânticos eram cantados sem acompanhamento instrumental, em ritmo livre e sem divisão de compassos, tornando-se na grande fonte de inspiração da música ocidental até ao século XVI. Até ao século VIII não existiu qualquer forma de notação musical, isto é, escrita musical. O repertório era criado pela hierarquia clerical dentro de cada mosteiro e transmitido oralmente pelos missionários cristãos que percorriam a Europa, de mosteiro em mosteiro, na Idade Média.
  102. 102. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 107 Só no século XI foi criada uma notação musical como forma de fixar os tipos e os modos das melodias. Schola Cantorum, iluminura do século XII. No século VIII começaram a ser utilizados os neumas, sinais gráficos colocados sobre as sílabas dos versos para indicar o movimento ascendente ou descendente da melodia. Foi o monge Guido de Arezzo (992-1050) que fez corresponder à pauta de 4 linhas do cantochão letras a que correspondiam as notas fá, dó e sol, das quais viriam a resultar as modernas claves e a atual pauta de 5 linhas.
  103. 103. M3 - A cultura do Mosteiro Caso prático – O canto gregoriano 108 O CANTO GREGORIANO desenvolveu diversas formas e melodias para as diversas liturgias. Livro de Gradual, séculos XIV-XV. Da MISSA: O gradual é uma das formas mais antigas do canto litúrgico. Trata-se de um «canto responsorial» onde um solista canta um trecho de música que é respondido pelo coro. Da LITURGIA DAS HORAS: O kyrie eleison é uma oração curta da liturgia cristã que consiste na repetição das palavras «Senhor, tende piedade». A liturgia das horas é a oração comunitária oficial da Igreja Cristã. Consiste na oração quotidiana em diversos momentos do dia, na qual se canta uma antífona, uma resposta cantada a um salmo. A antífona Esta forma de «canto gregoriano» deu origem ao canto antifonal, no qual uma peça musical é executada em alternância por dois coros independentes. Folio de um Kyrie, século XIII.
  104. 104. M3 - A cultura do Mosteiro O cristão São Bernardo (1090-1153) 109 1. Um exemplo do modo de vida monástico cisterciense. 2. O que se sabe da vida de São Bernardo? 3. Um monge no mosteiro. 4. Caraterísticas do cristianismo monástico. São Bernardo de Claraval Séc. XVII. No estilo de Philippe de Champaigne, atualmente em Saint-Étienne- du-Mont, em Paris. https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_de_Cl araval, consultado a 3/2/2019
  105. 105. HISTÓRIA DA CULTURA E DAS ARTES A CULTURA DO Mosteiro 110 Professora Cristina Barcoso Lourenço maria.barcoso@agr-tc.pt historia.cultura.artes.faro@gmail.com FB: https://www.facebook.com/HCA.AETC/ Consultas e adaptações dos seguintes powerpoints (alguns diapositivos foram integralmente retirados) e sites Areal Editores – Linhas da História, 10º ano; Fio da História, 7º ano, Texto Editora https://pt.slideshare.net/bolotinha73/mdulo-3-contexto-histrico-regular?qid=cf376430-5280-44b3-b8a9-6ccdd6333096&v=&b=&from_search=7 https://pt.slideshare.net/vmsantos/03-1-culturadomosteiro?qid=60a5f8d0-b018-4164-b2b7-2c6067d66ac9&v=&b=&from_search=1 https://pt.slideshare.net/abaj/cultura-do-mosteiro http://arteehistoriaepci.blogspot.com/2012/05/cultura-do-mosteiro-m3.html Cluny: https://gloriadaidademedia.blogspot.com/p/a-cavalaria-medieval.html LEITE, Carla – Iluminuras PINTO e outros, Ideias e Imagens. Porto, Porto Editora, 2013. NUNES, Paulo Simões, História da Cultura e das Artes, Porto, Raiz Editora, 2013. Powerpoint da Raiz Editora M3 A cultura do Mosteiro – os espaços do cristianismo

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