A Noite De Natal Pwp

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A Noite De Natal Pwp

  1. 1. “ A NOITE DE NATAL” DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN - Contributo para uma leitura - Trabalho realizado pelos alunos do 5ºE – PCA Na aula de Língua Portuguesa
  2. 2. BIOGRAFIA DA AUTORA Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu na cidade do Porto, em 1919, viveu em Lisboa, onde estudou e tirou o curso de Filologia Clássica e faleceu no dia 2 de Julho de 2004. Sophia de Mello Breyner Andresen é considerada uma das poetisas e escritoras de livros para crianças mais importantes da Literatura Portuguesa. Possui uma obra vastíssima, que inclui, contos e obras poéticas. Os seus livros relatam as vivências da autora durante a infância. Por exemplo, para escrever A Floresta a autora inspirou-se na quinta da avó onde costumava passar férias enquanto criança. Em 1999 Sophia de Mello Breyner Andresen recebeu o Prémio Camões, sobre o qual muito se falou e escreveu na altura.
  3. 3. Era uma vez uma casa pintada de amarelo com um jardim à volta. No jardim havia tílias, bétulas, um cedro muito antigo (…). Era debaixo do cedro que Joana brincava”. “ O AMIGO
  4. 4. “ Com musgo e ervas e paus fazia muitas casas pequenas encostadas ao grande tronco escuro. Depois imaginava anõezinhos.” Joana não tinha irmãos e brincava sozinha. Os primos de Joana faziam troça das suas casas de musgo. O AMIGO
  5. 5. Joana tinha pena de não saber brincar com outros meninos. Mas um dia encontrou um amigo. Estava encarrapitada no muro quando passou um garoto na rua. “Parece mesmo um amigo!” pensou Joana. “Como te chamas?”. “Manuel.” Joana abriu o portão e foram brincar. Foi assim que Joana arranjou um amigo. O AMIGO
  6. 6. Manuel vinha todas as manhãs brincar com Joana. Era muito pobre e as suas roupas tinham muitos remendos, mas era um amigo maravilhoso. As flores voltavam a sua corola quando ele passava. A luz era brilhante em seu redor e os pássaros vinham comer nas palmas da sua mão. O AMIGO
  7. 7. A FESTA Passaram muitos dias, até que chegou o Natal. Joana vestiu um bonito vestido e desceu para a sala. Nos dias de festa as criadas da casa tiravam os copos de cristal do armário onde Joana não podia mexer. As pessoas crescidas já estavam na sala a conversar. Era uma festa. Era Natal.
  8. 8. A FESTA Joana foi à cozinha e perguntou à cozinheira Gertrudes se o seu amigo Manuel também iria ter presentes de Natal. A cozinheira respondeu que não. Disse-lhe que o Manuel era muito pobre, por isso não teria peru, nem rabanadas, nem bolo-rei… muito menos presentes! Apenas teria uma sopa e um bocado de pão.
  9. 9. A FESTA O Jantar foi servido. A mesa estava repleta de pratos deliciosos. Tudo brilhava. Joana pensava que talvez a Gertrudes se tivesse enganado e que, no dia seguinte, o Manuel lhe iria mostrar os presentes que recebera na noite de Natal.
  10. 10. Joana tinha nove anos, mas todos os anos tinha a sensação de ver a árvore de Natal pela primeira vez. No presépio, as figuras de barro pareciam conversar. Joana abriu os seus presentes e viu que lhe tinham dado tudo o que queria. A FESTA
  11. 11. Já no seu quarto, Joana olhou para os seus presentes e pensou no seu amigo Manuel. Então lembrou-se que no dia seguinte podia partilhar com ele alguns dos seus presentes. Mas começou a pensar que ele devia sentir-se triste, com frio e com fome. A FESTA
  12. 12. Então decidiu levar os presentes ao Manuel nessa noite, para que ele tivesse presentes na noite de Natal. Vestiu um casaco e saiu de casa com o livro, as tintas e a bola debaixo do braço. A FESTA
  13. 13. A ESTRELA Quando se viu sozinha da rua, Joana teve vontade de voltar para trás. As árvores pareciam enormes e os ramos sem folhas pareciam assustadores. A rua estava deserta, mas parecia viva. Joana teve muito medo, mas resolveu caminhar para a frente sem olha para nada.
  14. 14. Joana sentiu frio, mas não desistiu, continuou a caminhar. O pinhal ia-se tornando maior… Joana sentiu-se perdida: “para que lado ficará a cabana?” , pensou ela (…). Então viu que no céu, lentamente, uma estrela caminhava. “Esta estrela parece um amigo”, pensou. E começou a seguir a estrela. A ESTRELA
  15. 15. A ESTRELA <ul><li>Já no meio do pinhal pareceu-lhe ouvir passos. “Será um lobo?” (…) Mas o vulto parou à sua frente e ela viu que era um rei. </li></ul><ul><li>- Eu chamo-me Melchior. - Disse o Rei. </li></ul><ul><li>Eu sou a Joana e vou com a estrela. </li></ul><ul><li>Eu também. – Disse o Rei. </li></ul><ul><li>e Juntos seguiram através do pinhal. </li></ul>
  16. 16. A ESTRELA De Novo Joana ouviu passos. E um vulto surgiu entre as sombras da noite. Era o rei Gaspar. Também ele seguia a estrela. E mais uma vez Joana ouviu passos. O terceiro vulto que surgiu entre as sombras era o Rei Baltasar. E juntos seguiram os quatro através da noite, seguindo a estrela.
  17. 17. E continuaram a caminhar. Até que chegaram ao lugar onde a estrela tinha parado e Joana viu um casebre sem porta. Neste casebre não havia tristeza, nem escuridão, pois era iluminado pelo brilho dos anjos. Joana viu o seu amigo Manuel. A ESTRELA
  18. 18. Estava deitado nas palhas entre a vaca e o burro e dormia sorrindo. “ AH – disse Joana – aqui é como no presépio!” “ Sim – disse o rei Baltasar – aqui é o presépio.” Então Joana ajoelhou-se e poisou no chão os seus presentes. A ESTRELA
  19. 19. A Noite de Natal Sophia de Mello Breyner Andresen

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