Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Gerenciamento de Riscos Corporativos: uma ferramenta indispensável à Gestão das Organizações

116 views

Published on

Adm. José Antônio Salazar Neto
Palestrante

Graduado em Administração, Pós-Graduado em Finanças e Visão Estratégica de Negóciospela FGV-SP, atuou até 2016 em Governança, como Diretor de Auditoria Interna e antes comoGerente Executivo de Controles Internos, Riscos e Compliance. Atua como Consultor emFinanças e Governança Corporativa, através da DDAICOM – Cons. Empresarial. Foicorresponsável pela implantação do Gerenciamento de Riscos na Indústria Automotiva local em sua coligada de Serviços Financeiros. É Conselheiro Certificado pelo IBGC e CRMA(“Certified in Risk Management Assurance”) pelo IIA.

Published in: Business
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

Gerenciamento de Riscos Corporativos: uma ferramenta indispensável à Gestão das Organizações

  1. 1. Gerenciamento de Ri$cos E M P R E S A
  2. 2. Considerações preliminares • Empresas em geral, em todos os setores, se deparam no dia-a- dia com variados • Determinações legais, regulamentos, cenários econômicos e mercadológicos, aumentam e/ou demandam que se disponha de um sistema de Gestão de Riscos consistente e eficaz, que opere de forma estruturada, antecipatória e contínua. Riscos e Oportunidades
  3. 3. Considerações preliminares (cont) Os agentes do sistema de Governança Corporativa, em sua diversidade são responsáveis por estruturar e manter em funcionamento um Sistema de Gerenciamento de Riscos que seja consistente e eficaz.
  4. 4. Governança Corporativa
  5. 5. Definição(Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa – IBGC- Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, Conselho de Administração, Diretoria, órgãos de fiscalização/controle e demais partes interessadas (“stakeholders”). A adequada adoção de um Sistema de Governança Corporativa, estabelece e mantém para a organização um clima de confiança mútua, interna e externamente, contribuindo para o seu sucesso e reconhecimento/valorização.
  6. 6. Transparência – Disponibilizar para as partes interessadas todas as informações que sejam de seu interesse e não somente as exigidas legalmente. Equidade – Tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas, considerando-se seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas. Prestação de Contas (“Accountability”) – Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões, atuando com diligência e responsabilidade em seus papéis. Responsabilidade Corporativa – Esses agentes devem também zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações no curto, médio e longo- prazos. Princípios básicos(Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa – IBGC- Instituto Brasileiro de Governança Corporativa)
  7. 7. Estrutura Assembleia Geral de Acionistas Conselho de Administração Diretoria Executiva Comitês de Assessoramento Comitê de Auditoria e Gerenciamento de Riscos Comitê de Estratégia e Novos Produtos Comitê de Conduta, Pessoas e Governança Auditorias Interna e Externa Conselho Fiscal (*) (*) Mecanismo de fiscalização independente dos administradores para reporte aos sócios, instalado por decisão da assembleia geral, cujo objetivo é preservar o valor da organização.
  8. 8. Conselho de Administração Eleito pelos sócios, é encarregado do processo de decisão de uma organização em relação ao seu direcionamento estratégico. Entre diversas atribuições, destacam-se: • Escolher e monitorar a Diretoria Executiva (Diretoria), atuando como elo entre esta e os sócios; • Assegurar que a Diretoria identifique, mitigue e monitore os Riscos da organização, bem como verifique continuamente a integridade do sistema de Controles Internos; • Identificar, discutir e garantir a disseminação dos valores e princípios da organização.
  9. 9. Diretoria Executiva Responsável pela gestão da organização, cujo principal objetivo é fazer com que a organização cumpra seu objeto e sua função social. Executa a estratégia e as diretrizes gerais aprovadas pelo “CA”, gerindo os ativos da organização e conduzindo seus negócios. É responsável pela elaboração e implementação de todos os processos operacionais e financeiros, inclusive os relacionados à Gestão de Riscos. Também são parte das suas responsabilidades, o monitoramento, o reporte e a correção de eventuais desvios, sejam eles decorrentes de descumprimento da legislação e/ou regulamentação interna e externa, Gerenciamento de Riscos, Auditoria ou Controles Internos.
  10. 10. Comitês de Assessoramento São órgãos, estatutários ou não, de assessoramento ao “CA”. Sua existência não implica a delegação das responsabilidades que competem ao “CA” como um todo. Os Comitês não têm poder de deliberação e suas recomendações não vinculam as deliberações do “CA”.
  11. 11. O que é Risco?
  12. 12. • Risco, do latim “risicum” ou “riscum”, envolve o conceito de ousar, “riscare”. • Possibilidade de algo não dar certo. • Riscos são inerentes a qualquer atividade empresarial. Definições • Probabilidade da ocorrência de um determinado evento que gere prejuízos ou perdas muitas vezes irreversíveis ou irreparáveis para a empresa e seus “stakeholders”. • Riscos cujos potenciais, em caso de concretização, sejam negativos, são também designados como Ameaças. • Riscos positivos, são designados como Oportunidades.
  13. 13. Classificações • Internos (surgidos na Organização) ou Externos (alheios à Organização). • Estratégicos, quando relativos às informações utilizadas pela Administração para subsidiar as Tomadas de Decisões. • Financeiros (Liquidez, Câmbio, Preços, Créditos, Juros, etc). • Operacionais (Eficiência, Obsolescência, Capacidade Produtiva, Resíduos, Periculosidade, Qualidade, etc).
  14. 14. Riscos/Prevenção/Correção . Executar atividades ou alcançar objetivos torna-se potencialmente arriscado, na medida em que não se dispõe de um sistema estruturado que monitore e/ou antecipe Riscos; . Falar em Gerenciamento de Riscos, Controles Internos e Compliance é tão comum hoje que até parece antigo; . Na verdade fala-se muito mas o fato é que não temos a cultura da “prevenção” e sim da “correção”.
  15. 15. Mantenha em sua mente... É melhor um Risco conhecido... ... do que uma ameaça oculta!
  16. 16. Sustentabilidade/Longevidade . Riscos não podem ser negligenciados; . Certos Riscos, caso se concretizem, podem alcançar montantes que colocam em risco a continuidade das atividades da organização, atingindo ou prejudicando definitivamente os “stakeholders”. . Erros, Perdas e Fraudes dificilmente acabarão, mas podem ser minimizados através da Gestão de Riscos e Controles Internos;
  17. 17. Sustentabilidade/Longevidade (alguns exemplos clássicos e outros mais recentes)
  18. 18. Gerenciamento de Riscos
  19. 19. E M P R E S A Gerenciamento de Ri$cos
  20. 20. Definição Gerenciamento de Riscos é um sistema intrínseco ao Planejamento Estratégico de negócios, composto por: O “CA” é responsável por garantir que os riscos que ameaçam ou possam vir a ameaçar a organização, estão sendo gerenciados e monitorados de maneira eficiente e eficaz. • Processos contínuos e estruturados, desenhados para identificar e responder a eventos que possam afetar os objetivos de uma organização; • Uma estrutura responsável por manter esse sistema vivo e em funcionamento.
  21. 21. Razões para sua implantação • Exercer o papel como uma das mais valiosas ferramentas da Governança Corporativa ao explicitar os principais Riscos do negócio e a forma como são tratados; • A sua existência e integração ao processo de decisão, é parte importante do que as organizações necessitam para cumprir seus objetivos estatutários, estratégicos, obter lucros, criar valor e ter uma existência longeva; • Estimular um aprofundamento nas discussões sobre aspectos- chave do negócio e a identificação de novas oportunidades; • Conscientizar todos os níveis organizacionais, responsáveis pelos processos operacionais para a sua importância.
  22. 22. Principais vantagens • Todos os “stakeholders” se beneficiam de um sistema de Gerenciamento de Riscos robusto e bem estruturado na organização, acionistas e/ou investidores, dirigentes, governo, funcionários, fornecedores e outros como a região/comunidade; • A organização passa a contar com processos claros para identificar, avaliar/mensurar, responder, controlar, reportar e monitorar Riscos, protegendo-a através de um sistema antecipatório, consistente e contínuo; • Possibilita mapear/antever oportunidades de ganhos, reduzir a probabilidade de ocorrência/dimensão de eventuais perdas e/ou danos; • Contribui decisivamente para o aprimoramento contínuo dos Controles Internos.
  23. 23. COM um Sistema de Gerenciamento de Riscos Em resumo, quais são as as vantagens e/ou desvantagens de se ter um sistema estruturado para Identificar, Avaliar, Mensurar e responder aos Riscos? Maior Segurança para atingir resultados e objetivos estratégicos SEM um Sistema de Gerenciamento de Riscos Insegurança, pois sempre que focamos exclusivamente em Performance e Resultados, ignorando os riscos e como eles podem afetar nossa reputação, pessoas, finanças, ambiente, nos arriscamos a perder MUITO!
  24. 24. Agentes envolvidos
  25. 25. Quem é o responsável? • A Gestão de Riscos é responsabilidade de todos os níveis (Agentes), incluindo-se Diretores Executivos, Gerentes e Supervisores, responsáveis por unidades, integrantes da primeira linha de defesa da organização, responsáveis por processos operacionais.
  26. 26. Agentes de defesa Modelo das 3 Linhas de defesa (IIA) Gerenciamento de Riscos Gestão Operacional (Resposta operacional aos Riscos. Todas as unidades operacionais) Áreas de Suporte à Gestão (Coordenação do Gerenciamento de Riscos) Gestão de Auditoria Alta Administração (Diretoria Executiva) Órgão de Governança (Conselho de Administração) AuditoriaExterna Auditoria Interna Reguladores Tomam decisões Não têm função nas tomadas de decisões Fornece à Diretoria e ao “CA”, avaliações sobre a atuação da 1ª e 2ª linhas de defesa, com total independência Estão fora da estrutura da organização mas têm papel importante
  27. 27. Resposta aos Riscos Medidas Preventivas Medidas Corretivas Análise e Avaliação dos Riscos Quantitativa Extensão dos Danos Qualitativa Probabilidade de Ocorrência Identificação dos Riscos Catálogo de Riscos Internos e Externos Informação e Comunicação PERIODICAMANTE: Atualizações Novas Inclusões Exclusões Monitoramento Garantir a efetividade do Sistema de Gerenciamento de Riscos como um todo. Etapas do Gerenciamento de Riscos Controle de Medidas Estabelecidas Verificar a sua efetividade e eficácia
  28. 28. Identificação dos Riscos Catálogo de Riscos Internos e Externos
  29. 29. Identificar os Riscos • Processo em que cada área/unidade responsável descreve todos os potenciais riscos (internos e externos) que podem impactar a organização, construindo um Catálogo de Riscos; • Esse processo deve visar o aprimoramento contínuo dos Catálogos individuais e consequentemente do Inventário de Riscos da Organização, periodicamente revisado. Identificacão dos Riscos • Recomenda-se a adoção de uma linguagem comum para a sua identificação, facilitando a consolidação dos Catálogos individuais em um Inventário de Riscos da Organização;
  30. 30. Descrição individual dos Riscos (Exemplo de formulário) Área/Divisão/Departamento/Seção/Unidade de Trabalho:................................................................. GERENCIAMENTO DE RISCOS Descrição do Risco Avalição do Risco - Probabilidade de Ocorrência - Extensão do Dano Procedimentos Internos/ Regulamentações Responsável - Responsabilizar nominalmente Ações necessárias - Descrever suscintamente o que está em andamento e/ou o é recomendado - Descrição e atribuição de código/ número - Descrever e/ou indicar
  31. 31. Análise e Avaliação dos Riscos Quantitativa Extensão dos Danos Qualitativa Probabilidade de Ocorrência Probabilidade de Ocorrência Baixa Moderada Elevada ALTA Leve Mediana Significante CRÍTICA Extensão dos Danos
  32. 32. Análise e Avaliação dos Riscos • Os riscos incluídos no Catálogo Geral, devem ser mensurados e classificados individualmente em função de sua: • Extensão dos danos, perda potencial expressa em $. • Probabilidade de ocorrência, expressa em “%”; Risco Perda esperada em $ = % de Probabilidade X Perda Potencial • Concluídas análises/avaliações, os principais Riscos devem ser dispostos conforme tabela a seguir, para a sua visualização.
  33. 33. PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA (Em %) Baixa Moderada Elevada Alta LeveMedianaSignificanteCrítica < 1 % > 1%;<= 10 % EXTENSÃODODANO(Em$) > 10%;<= 25 % > 25% < $ >/<..$ MATRIZ DE RISCOS – Visão geral > .. $ >/<..$
  34. 34. PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA (Em %) Baixa Moderada Elevada Alta LeveMedianaSignificanteCrítica < 1 % > 1%;<= 10 % EXTENSÃODOSDANOS(Em$) > 10%;<= 25 % > 25% < $ >/<..$ > .. $ >/<..$ MATRIZ DE RISCOS – Visão geral Inadimplência Risco CambialLiquidez Falta de Energia Concorrência Capacidade instalada Greves Processos Judiciais Terceirização Fraudes
  35. 35. Resposta aos Riscos • Medidas Preventivas • Medidas Corretivas
  36. 36. Medidas preventivas ou corretivas são atividades que: Resposta aos Riscos • Devem ser projetadas e implementadas para todos os Riscos Materiais (são os que excedem a um determinado limite dentro de cada unidade organizacional ou que sejam significantes para a Organização). • Ajudam a diminuir a probabilidade de ocorrência de um Risco; • Reduzem um Risco através de sua eliminação, redução/mitigação, ou transferência;
  37. 37. • Alternativas existentes devem ser examinadas e/ou novas soluções devem ser Resposta aos Riscos • Considerar • E somente então... desenvolvidas e avaliadas
  38. 38. Resposta aos Riscos • ... decidir qual resposta será dada ao Risco Evitar/ Eliminar Mitigar/ Reduzir Transferir Aceitar Respostas possíveis Alternativamente
  39. 39. Controle de medidas estabelecidas • Verificar a sua efetividade e eficácia
  40. 40. Controle de medidas estabelecidas • A Gestão deve assegurar que atividades para controlar as medidas estabelecidas estejam em funcionamento, conduzindo também o monitoramento sobre a sua efetividade; • Uma alternativa de controle dos Riscos bastante eficiente, e muito utilizada, é o questionário de “auto-avaliação”, que ajuda a estabelecer os níveis de intensidade, dedicação e atenção dos proprietários dos Riscos. • Medidas preventivas ou corretivas, ao serem desenvolvidas e implantadas, evitam Riscos através de sua eliminação, redução/mitigação ou transferência;
  41. 41. Controle de medidas estabelecidas • Medidas de controle estabelecidas, devem sempre responder claramente: a) Do que tratam; b) Por que são executadas; c) Quem as realiza; d) Onde são executadas; e) Frequência; f) Quais são as evidências de sua realização.
  42. 42. Informação e Comunicação PERIODICAMANTE: • Atualizações • Novas Inclusões • Exclusões
  43. 43. Informação e comunicação • É recomendável que a organização estabeleça um sistema contínuo de comunicação e reporte aos diversos níveis, apoiando e incentivando os responsáveis a aperfeiçoar suas informações; • A comunicação deve garantir que os “participantes-chave”, estejam tempestiva e plenamente informados, sobre alterações, exclusões e inclusões de novos riscos identificados; • Deve ser colocado em funcionamento um processo que facilite a realização de consultas e esclarecimentos às partes interessadas; • Os processos e sistemas estabelecidos, devem objetivar facilitar a consolidação das informações/consultas avaliadas e discutidas.
  44. 44. Monitoramento Garantir a efetividade e a eficácia do Sistema de Gerenciamento de Riscos
  45. 45. Monitorar • Monitoramento e análise crítica devem fazer parte do processo de Gerenciamento de Riscos, realizando-se verificações tempestivas, periódicas e regulares ou em resposta a um acontecimento específico; • A detecção de mudanças, tendências, identificação de sucessos e fracassos devem ser divulgados entre os participantes com o objetivo de se tornarem “lições aprendidas”; • É necessário assegurar-se, através das atividades executadas, que os controles aplicados são operacionalmente eficazes e eficientes, oferecendo contribuições potenciais para a implantação de melhorias nos processos vigentes;
  46. 46. Monitorar • Por último, mas não menos importante, um processo consistente de Gerenciamento de Riscos pressupõe o registro e arquivamento das apresentações aos envolvidos e à alta administração, decisões e discussões, para possibilitar a melhoria de métodos utilizados por todos os participantes, e eventualmente das ferramentas utilizadas.
  47. 47. Encerramento . Existe quem considere que a Gestão de Riscos seja mais um modismo, não sendo importante no dia-a-dia... Qual seria a recomendação de frequência com que o assunto deve ser tratado ? Naturalmente, não por todos ao mesmo tempo, mas individualmente, a imagem abaixo deve servir de inspiração para reflexão, diante de tantas mudanças e novas tendências.
  48. 48. Muito obrigado por sua presença e atenção! Email - jsalazar@ddaicom.com.br
  49. 49. • Referências bibliográficas: - Notas pessoais - Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa – IBGC - Governança, Riscos e Compliance – Assi, Marcos - Gerenciamento de Riscos Corporativos – Cadernos de Governança Corporativa – IBGC - COSO – Gerenciamento de Riscos Corporativos – Estrutura Integrada – IIA e PwC - O que esperar do Gerenciamento de Riscos, é hora de agir – KPMG - Inteligência em Gestão de riscos e antecipação de crises - Deloitte Figuras obtidas no

×