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Características e complexidade da gestão da saúde no Brasil

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José Fernando Casquel Monti
Palestrante

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, fez especialização em Medicina Preventiva e Social, mestrado em Doenças Tropicais e doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. É médico sanitarista na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, onde ocupou os cargos de Diretor Regional, Coordenador e Secretário Adjunto e atualmente encontra-se no Instituto Lauro de Souza Lima. Ocupou o cargo de Secretário Municipal de Saúde em Bauru - SP no ano de 1996 e de 2009 a 2016. Ex-diretor (2009-2014) e ex-presidente (2014-2015) do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS-SP). Ex-vice presidente (2013-2014) e ex-presidente (2015) do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), entidade em que ocupou a Diretoria de Relações Institucionais e Parlamentares no período 2015-2017. Atualmente é docente colaborador do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês

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Características e complexidade da gestão da saúde no Brasil

  1. 1. Características e complexidade da gestão do setor saúde no Brasil José Fernando Casquel Monti
  2. 2. Como se define saúde? “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades” OMS, 1948
  3. 3. Complexidade do objeto  Diversidade e necessidades de saúde  Mobilidade do indivíduo nos diversos aparelhos destinados à atenção à saúde  Cenário cada vez mais complexo de determinante de saúde  Ambiente complexo em que se dá a atenção
  4. 4. As “revoluções” do final do século XX  Revolução demográfica  Revolução epidemiológica  Revolução tecnológica  Revolução do conhecimento e informação
  5. 5. Dinâmica populacional
  6. 6. Evolução populacional - Brasil
  7. 7. Características da gestão nesse ambiente
  8. 8. Peculiaridades em algumas funções da administração  Planejamento  Para onde queremos ir?  Ações preventivas e assistenciais  Como priorizar tudo que é importante?  A estratificação de riscos  Qual o espaço para o previsto e o imprevisto?
  9. 9. Peculiaridades em algumas funções da administração  Gestão de instalações  Custo de investimento x custo operacional  Complexidade técnica  Grau de obsolescência  Necessidades de adaptação frequentes
  10. 10. Peculiaridades em algumas funções da administração  Gestão de materiais  Quantidade de itens de suprimento  Apuração de qualidade  Processo de aquisição  Processos de distribuição e controle  Caráter imprescindível de certos suprimentos
  11. 11. Peculiaridades em algumas funções da administração  Gestão de pessoas  Aparelho formador não encerra a formação  Desconstrução da linha de montagem  Especialização x generalistas  Diversidade de ocupações  Trabalho em equipe  Necessidades de pessoas ditadas de fora  Escassez de profissionais
  12. 12. Skilled health professionals density (por 10.000 habitantes)
  13. 13. Peculiaridades em algumas funções da administração  Gestão do conhecimento e informação  Dilemas nos sistemas de informação  Qualidade de sistemas / Regras de sigilo  Promover a capacidade resolutiva  Formação formal x formação em serviço  Educação permanente  Transferências de tecnologia  Interesses comerciais acima dos da saúde
  14. 14. O sistema de público de saúde (pré- SUS) no Brasil: de onde viemos? MODELO MÉDICO ASSISTENCIAL PRIVATISTA • ATENDIMENTO AO DOENTE • DEMANDA ESPONTÂNEA • ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL E HOPITALAR • REDE CONTRATADA E CONVENIADA AO SUS • ATENÇÃO COMPROMETIDA PELA EFETIVIDADE, EQUIDADE, E NECESSIDADES DE SAÚDE MODELO DE INTERVENÇÃO SANITÁRIA • VOLTADO PARA PROBLEMAS DE SAÚDE SELECIONADOS • ATENDE NECESSIDADES ESPECÍFICAS DE GRUPOS • AÇÃO DE CARATER COLETIVO • CAMPANHAS SANITÁRIAS, PROGRAMAS ESPECIAIS, AÇÕES DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLOGICA E SANITARIA • LIMITAÇÕES NA ATENÇÃO INTEGRAL, COM QUALIDADE, EFETIVIDADE EQUIDADE
  15. 15. Evolução do gasto em saúde (um desafio mundial)
  16. 16. Evolução do gasto em saúde (um desafio mundial)
  17. 17. SUS O que diz a Constituição Federal? Constituição Federal: Art. 196 - 200 “A saúde é direito de todos e dever do Estado” Diretrizes: - Descentralização - Atendimento integral - Participação da comunidade
  18. 18. Princípios do SUS: Doutrinários: - Universalidade - Equidade - Integralidade: - Promoção - Proteção - Recuperação Organizativos: - Descentralização - Hierarquização - Regionalização - Resolutividade - Participação da comunidade - Setor Privado complementar
  19. 19. Nascimento do SUS  Nasceu pronto, com tudo desenvolvido?  Havia condições para universalidade?  Havia serviços suficientes?  Havia interação entre os entes?
  20. 20. Gasto em Saúde em alguns países
  21. 21. O complexo sistema interfederativo Nacional Estadual Municipal Colegiado Participativo Gestor Comissões Intergestores Conselho Nacional Conselho Estadual Conselho Municipal Ministério da Saúde Secretarias Estaduais Comissão Tripartite Comissão Bipartite Secretarias Municipais Representações de gestores Estados: CONASS Municípios: CONASEMS Municípios : COSEMS
  22. 22. Evolução dos gastos em saúde entre os entes federados no Brasil
  23. 23. A complexa organização dos serviços APS Organizaç ão Piramidal Organizaç ão em Rede Alta Média Atenção Básica

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