Filosofia - Romantismo na literatura

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Filosofia - Romantismo na literatura

  1. 1. Romantismo e Ultra-romantismo, A retomada do “EU” pelas artes.
  2. 2. O Romantismo foi um movimento que ia contra o avanço da modernidade em tempos de intensa racionalização e mecanização. Foi uma critica a perda das perspectivas que fogem àquelas correlacionadas a razão. Definições: O Romantismo na Literatura.
  3. 3. Foi marcada pela falência dos ideais nacionalistas utópicos dos nossos primeiros românticos. A oclusão do sujeito em si próprio é detectável por um fenômeno bem conhecido o devaneio, o erotismo difuso e obsessivo, etc. Definições: O Ultra- Romantismo na Literatura.
  4. 4. O Romantismo surgiu na Europa numa época em que o ambiente intelectual era de grande rebeldia. Na política, caíam os sistemas de governo despótico e surgia o liberalismo político. No campo social imperava o inconformismo e no campo artístico o repúdio às regras. A Revolução Francesa foi o clímax desse século de oposição. No Brasil, o romantismo coincidiu com a independência política em 1822 com o 2º Reinado, a guerra do Paraguai e a campanha abolicionista. Origem
  5. 5. Alguns autores neoclássicos já nutriam um sentimento mais tarde dito romântico antes de seu surgimento de fato, sendo assim chamados pré-românticos . Nesta classificação encaixam-se Francisco Goya e Bocage. Romantismo surge inicialmente naquela que futuramente seria a Alemanha (tendo o movimento, inclusive, fundamental importância na unificação germânica) com o movimento Sturm und Drang e na Inglaterra.
  6. 6. O Romantismo viria a se manifestar de formas bastante variadas nas diferentes artes e marcaria, sobretudo, a literatura e a música (embora ele só venha a se manifestar realmente aqui mais tarde do que em outras artes). À medida que a escola foi sendo explorada, foram surgindo críticos à sua demasiada idealização da realidade. Destes críticos surgiu o movimento que daria forma ao Realismo.
  7. 7. Características: Romantismo O Romantismo foi um movimento caracterizado por um sentimentalismo, que se contrapunha aos ideais mais práticos da época. Eram comum, abordagens de amores impossíveis, aventuras, heróis medievais, descrição minuciosa das características naturais (personificação da natureza), etc. Sempre tendo em mente um ponto de vista sensível, que procurava causar no leitor uma espécie de escape do mundo real.
  8. 8. Ultra-Romantismo O Ultra-Romantismo foi caracterizado por um exagero mais melancólico dos temas retratados na vertente do Romantismo. Um toque mais depressivo, com sentimentos mais “viscerais”, o ultra- romantismo retrata temas, tais como:   - “Liberdade criativa” (o conteúdo é o mais importante, a gramática e, às vezes, desvalorizada) e versificação livre; - Tédio constante, morbidez, sofrimento, pessimismo, negativismo, satanismo, masoquismo, cinismo, auto-degeneração; - Valorização do amor e da mulher; - Desilusões amorosas;
  9. 9. A literatura foi o primeiro meio de expressão do romantismo. Na Inglaterra, iniciou-se com as manifestações em poesia líricas e prosas populares, o pré-romantismo. Os principais autores, foram: -William Blake, com sua obra Cantos da Inocência e da Experiência de 1789. -Samuel Taylor Coleridge - A balada do velho Marinheiro de 1797-1799. -George Gordon Noel Byron – Perignação de Childe Harold de 1818. Autores e Obras: Romantismo
  10. 10. <ul><li>Na Alemanha procurava-se renovar a literatura através do retorno à natureza e à essência do humana. Estes escritores formaram na época, o movimento Sturm and Drang (tempestade e ímpeto). </li></ul><ul><li>Então suas obras foram baseadas no sentimentalismo. Os escritores mais conhecidos são: </li></ul><ul><li>-Johann Wolfganh von Goeth – O sofrimento do Jovem Werther de 1774. </li></ul><ul><li>Na Europa, a difusão do romantismo tomou as formas pré-românticas, privilegiados do sentimentalismo em detrimento da reflexão do Romantismo de Jena. </li></ul><ul><li>-Vitor Hugo - Os Miseráveis de 1862 </li></ul>
  11. 11. Trecho de “ Os Miseráveis de 1862 ”: Combeferre, em posição próxima a Enjolras, percebeu esse rapaz. &quot; Que pena !&quot; disse Combeferre. &quot; Quão abominável esse banho de sangue é! Tenho certeza de que quando não houver mais reis, não haverá mais guerra. Enjolras, você está a mirar naquele sargento, não a contemplá-lo. Pense que ele é um belo jovem; ele é intrépido; percebe-se que ele é um pensador; esses jovens artilheiros são bem instruídos; ele tem um pai, uma mãe, uma família; ele ama alguém, provavelmente; ele tem no máximo vinte e cinco anos; ele poderia ser seu irmão .&quot; &quot; Ele é &quot; diz Enjolras.
  12. 12. <ul><li>Em relação ao ultra-romantismo : essa vertente está focada no individualismo, o oculto egocentrismo, melancolia e pessimismo. </li></ul><ul><li>Alguns autores, são: </li></ul><ul><li>Byron, Musset e Álvares de Azevedo. </li></ul>Ultra-Romantismo
  13. 13. Romantismo no Brasil No século XIX a saturação dos modelos neoclássicos e a necessidade de uma literatura que expresse o país independente resultam no florescimento do romantismo . O romantismo no Brasil se divide em três gerações.
  14. 14. 1ª Geração <ul><li>Nessa geração destacam-se duas tendências básicas: o misticismo (intensa religiosidade) e o indianismo. A religiosidade é muito presente nos primeiros românticos. Um espírito nacionalista faz com que poetas explorem o patriotismo. Os românticos de destaque dessa geração são: Gonçalves de Magalhães, Araújo Porto Alegre e Gonçalves Dias. </li></ul>
  15. 15. 2ª Geração – Ultra Romantismo <ul><li>Foi um período marcado pela melancolia, pelo tédio, e pelo negativismo. Exaltavam a morte e o satanismo. </li></ul><ul><li>É conhecida como geração byroniana (numa alusão ao poeta inglês Lord Byron, um de seus principais representantes) e considerada o mal do século, por não se tratar apenas de um fazer poético, mas de uma forma auto - destrutiva do ser no mundo. </li></ul><ul><li>Nessa época destacam-se: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Junqueira Freire. </li></ul>
  16. 16. 3ª Geração <ul><li>Voltada para uma poesia de preocupação social. Conhecida como geração condoreira (tinha como emblema o condor, ave que constrói seu ninho em grandes altitudes). Sua linguagem adquiria um tom inflamado, declamatório, grandiloqüente, carregada de transposições e de figuras de linguagem. Seus principais representantes, Castro Alves e Tobias Barreto. </li></ul>
  17. 17. Grupo: Luiza Amorim, Gustavo Adjafre, Izabella Furtado, Jo ã o Pedro, Lucas Dias.

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