Kátia Romão - IMPERALUM

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A água, recurso escasso e precioso, carece de um cuidado e enfoque equivalentes ao que tem merecido o recurso energia. Para abraçarmos integralmente o desafio da utilização eficaz e racional da água, será necessário repensar quais as origens mais adequadas às utilizações que lhe damos. Terão que ser reequacionados os regulamentos, as infraestruturas urbanas e os sistemas à escala dos edifícios. Por esta razão é essencial não apenas o conhecimento das soluções existentes que melhor se adaptam ao nosso contexto, como ainda o desenvolvimento das competências essenciais para a boa implementação daquelas soluções. O enfoque deste Workshop está na demonstração das oportunidades de intervenção no meio edificado, conducentes à melhoria do desempenho hídrico dos edifícios, abordando o aproveitamento e armazenamento da água da chuva, a reciclagem de águas cinzentas e o tratamento adequado das águas residuais, destinada a usos não potáveis.

O Workshop é dirigido a todos os decisores que influenciam a qualidade de construção do meio edificado.

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Kátia Romão - IMPERALUM

  1. 1. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  2. 2. IMPERMEABILIZAÇÃOProtecção contra a acção das águas - deve ser uma das maiores preocupações na construção ÁGUAprincipal factor de desgaste nas construções, pelo seu enorme poder de penetração Consequências da Ausência ou Uso Inadequado da Impermeabilização: • compromete a durabilidade das edificações; • rápido desenvolvimento de anomalias - degradação dos materiais; • gera prejuízos financeiros; • danos à saúde. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  3. 3. As tentativas de impermeabilização, na construção, vêm desde a antiguidadeO betume natural, onde disponível, erautilizado como impermeabilizante emedifícios, à parte de outras aplicações.Citações Bíblicas revelam a utilização de betume comoimpermeabilizante na Arca de Noé. (Génesis 6:14)Há registos da utilização de Betume como ligante nasconstruções de Babilónia – Jardins Suspensos de Babilónia Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  4. 4. Com a Arquitectura Moderna aparecem as Coberturas PlanasComeça-se por garantir a impermeabilização destas com um processode derramamento de BETUME.Com o desenvolvimento industrial surgem: Membranas Betuminosas Pré-Fabricadas.Com os polímeros sintéticos, desenvolvem-se novos sistemas deimpermeabilização :Betumes Modificados com Polímeros Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  5. 5. Sistema de Impermeabilização deve: • Resistir às cargas estáticas e dinâmicas actuantes sobre a impermeabilização; • Resistir aos efeitos dos movimentos de dilatação e retracção do suporte e revestimentos; • Resistir à degradação ocasionada por influências climáticas, térmicas, químicas ou biológicas; • Apresentar aderência, flexibilidade, resistência e estabilidade físico-mecânica compatíveis com as solicitações atuantes; • Adequar-se no que respeita às deformações do suporte apresentando-se com capacidade de absorve-las. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  6. 6. “QUALIDADE É ADEQUAÇÃO AO USO”É portanto fundamental conhecer as características mais importantes dos produtosde forma a utilizá-los adequadamente para cada situação assim como conhecer as particularidades da obra. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  7. 7. IMPERALUM Constituída em 1968, a Imperalum foi a primeira empresa a produzir membranas betuminosas para impermeabilização de edifícios em Portugal . A Imperalum, com quarenta anos de experiência, desenvolveu um suporte técnico ao mercado, através do apoio a projectistas, arquitectos, construtores e instaladores. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  8. 8. IMPERMEABILIZAÇÃO DE BASE BETUMINOSA Membranas Pré-Fabricadas Betume com Armaduras Emulsões Betuminosas Primário de Aderência Barreira ao Vapor Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  9. 9. MEMBRANAS BETUMINOSAS - Constituição e Matérias-primas Principais Acabamento superior Mistura betuminosa Armadura Acabamento Inferior Betume Polímeros Armaduras Acabamentos Aditivos Oxidado ou de APP, SBS ou Outros Fibra de vidro; Filme plástico; Aditivo Destilação (NEO) Poliéster; Alumínio. Ardósia; Areia; Anti Raiz. Alumínio. Alta resistência às temperaturas elevadas Resistência aos U.V. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  10. 10. MEMBRANAS BETUMINOSAS - Constituição e Matérias-primas Principais FILME DE POLIETILENO BETUME APP FIBRA DE VIDRO POLYPLAS 30 (3,0 Kg/m2) BETUME APP FILME DE POLIETILENO FILME DE POLIETILENO BETUME APP FELTRO DE POLIÉSTER POLYSTER 40 (4,0 Kg/m2) BETUME APP FILME DE POLIETILENO GRANULADO DE XISTO BETUME APP FELTRO DE POLIÉSTER POLYXIS R40 (4,0 Kg/m2) BETUME APP FILME DE POLIETILENO Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  11. 11. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANAS 1. Funcionalidade Coberturas Acessíveis a Veículos Coberturas de Acessibilidade Limitada Coberturas Metálicas Coberturas Acessíveis a Pessoas Coberturas Ajardinadas Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  12. 12. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANAS2. Existência de protecção da impermeabilização • Coberturas sem protecção; (Ex: Membranas auto protegidas - xisto / alumínio) • Coberturas com protecção pesada (Ex: Betonilha / lajetas apoiadas / seixo rolado) Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  13. 13. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANAS 3. Localização da camada de isolamento térmicoCOBERTURA SISTEMA TRADICIONAL COBERTURA SISTEMA INVERTIDOte = 10º C te = 10º C Proteção final IMPERMEABILIZAÇÃO Geotêxtil ISOLAMENTO TÉRMICO ISOLAMENTO TÉRMICO Lã Rocha | Pir Poliestireno extrudido Barreira ao vapor IMPERMEABILIZAÇÃO Suporte Suporteti = 20º C ti = 20º CMigração de vapor Δt = te - ti = 10ºC Migração de vapor Δt = te - ti = 10ºC Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  14. 14. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANAS Cob. Acessibilidade Cob. Acessíveis Cob. Acessíveis Cob. Limitada a Pessoas a Veículos Especiais Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  15. 15. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANAS• Laje• Camada de FormaExecutada em Betão Leve ou Betão Celular - sobre o suporte que conferirá oDECLIVE – min. 2% - necessário para dirigir a água para os locais de escoamento. SUPORTE• Camada de RegularizaçãoBetonilha resistente para protecção mecânica da camada de forma e sobre a qualserá aplicado o sistema de impermeabilização. Superfície limpa, afagada e isentade ressaltos e asperezas.• Primário - emulsão betuminosa de aderência SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO• Membranas Betuminosas Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  16. 16. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANAS BOAS PRATICAS - APLICAÇÃO DO SISTEMA•A aplicação de membranas betuminosas deimpermeabilização deverá ser feita através da soldadura pelaintrodução de calor de maçarico, sobre primário deaderência. Aplicação de emulsão betuminosa sobre o suporte como primário de aderência para membranas de impermeabilização• As membranas deverão ser aplicadas com juntas desobreposição de 8 a 10 cm, longitudinal e transversalmente,respectivamente. Aplicação com maçarico | Juntas de sobreposição Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  17. 17. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANAS BOAS PRATICAS - APLICAÇÃO DO SISTEMA• Por razões de segurança e durabilidade sugerimos que se dêsempre preferência, em coberturas planas, à aplicação desistemas bi-capa.• Em sistemas bi-capa, a membrana superior deverá ser Sistema BICAPA – Telas CRUZADASsempre a que possua maior resistência mecânica.• Em sistemas bi-capa as duas camadas deverão ser aplicadasno mesmo sentido, com as juntas desencontradas –contrafiadas. Sistema BICAPA - Telas CONTRAFIADAS Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  18. 18. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANASBOAS PRATICAS - APLICAÇÃO DO SISTEMA • Em sistemas bi-capa as duas camadas deverão ser sempre totalmente aderidas entre si. • Em coberturas sem acabamento pesado, dever-se-á aplicar sempre um sistema de impermeabilização totalmente aderido. •A aplicação em sistema independente tem a desvantagem de, em caso de infiltração, permitir a livre circulação da água sob o sistema de impermeabilização. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  19. 19. IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS PLANASBOAS PRATICAS - APLICAÇÃO DO SISTEMA• Todos os pontos singulares deverão ser rematados de forma cuidada, fazendo utilização depeças de remate adequadas – nomeadamente bocais em tubos de queda. Tubo de Queda Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  20. 20. COBERTURAS AJARDINADAS Contribuem para a diminuição do impacto negativo das estruturas construídas em meio urbano: • Melhor Isolamento Térmico e Poupança Energética • Aumento da Vida Útil da Cobertura • Absorção Acústica • Poupança de Agua e Reduções das Redes Urbanas de Drenagem • Melhor Equilíbrio Ambiental • Aspecto Estético Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  21. 21. COBERTURAS AJARDINADASElementos Fundamentais do sistema Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  22. 22. ANÁLISE DE TODOS OS FACTORES CONDICIONANTES • Tipo de Suporte • Acessibilidade da Cobertura (Funcionalidade) • Avaliação Térmica • Normalização / Certificação (Sistemas Homologados; Directivas UEATc; Normas Europeias) FABRICANTES, PRODUTOS E SISTEMAS • Sistema de gestão da qualidade ISO 9001 • Sistema de gestão ambiental ISO 14001 • Marcação CE de membranas betuminosas • Homologações e Documentos de Aplicação Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  23. 23. ESCOLHA ADEQUADA DO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO• Escolha do conjunto de materiais que, uma vez aplicados, garantam uma impermeabilizaçãoeficaz e durável.Elaboração de um ”PROJECTO DE IMPERMEABILIZAÇÃO”• Documento que deverá analisar as opções, definir sistemas, detalhar todos os elementosconstrutivos significativos e ainda definir metodologias adequadas de aplicação.FISCALIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO• O rigoroso controlo da execução da impermeabilização é fundamental para o seu desempenho. Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  24. 24. PLANO DE MANUTENÇÃODefinição do Plano de Manutenção • Prever inspecções periódicas sistemáticas e programadas - Periodicidade – semestral • As inspecções devem seguir listas de pontos a verificar (listas elaboradas/adaptadas obra a obra) Acções de limpeza; Acções de inspecção visual (Caleiras | Tubos de queda | Estado das juntas – (quando visíveis) | Soleiras | Juntas de dilatação ) Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  25. 25. PROJECTO MATERIAIS QUALIDADE MANUTENÇÃO EXECUÇÃO DURABILIDADE Boas Práticas: Sistemas Robustos de Impermeabilização de Coberturas
  26. 26. Gratos pela Atenção Ficamos ao dispor para Qualquer Esclarecimentowww.imperalum.com kromao@imperalum.pt academia@imperalum.pt

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