02 Livia Tirone Ics 22 Jan 2010 Ics

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O enfoque deste Workshop está na demonstração das oportunidades de intervenção que resultam da actual conjuntura no âmbito da CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA E DA QUALIDADE DO AR EM EDIFÍCIOS, dando relevo ao CICLO DE VIDA no Planeamento Urbano e no Edificado. O Workshop é dirigido a todos os decisores que influenciam a qualidade de construção do meio edificado.

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02 Livia Tirone Ics 22 Jan 2010 Ics

  1. 1. CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL SOLUÇÕES EFICIENTES HOJE, A NOSSA RIQUEZA DE AMANHÃ CICLO DE VIDA DOS EDIFÍCIOS Livia Tirone Iniciativa CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL www.construcaosustentavel.p
  2. 2. Iniciativa CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL Parceiros Institucionais: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA Apoio:© Colaboração:
  3. 3. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO 50% da população mundial vive em cidades (hoje 3.000 Milhões de pessoas) 80% da população Europeia vive em cidades (hoje 400 Milhões de pessoas) As cidades são o local onde se geram as maiores pressões ambientais A concentração populacional torna as cidades simultaneamente robustas e frágeis
  4. 4. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO As pessoas passam 90% do seu tempo em espaços interiores Cada 1 em 10 Portugueses sofre de doenças do fórum respiratório Para além das pessoas, entre as principais fontes de contaminação do ar interior estão: - Os materiais que revestem as superfícies em contacto com o ar interior; - Os sistemas de tratamento do ar; - O gás;
  5. 5. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO O ambiente construído é um estável recurso ambiental; 40% da energia primária produzida nos países da OCDE é utilizada para operar edifícios; Os edifícios são um dos principais sectores responsáveis pela produção de resíduos; A indústria da construção explora os recursos naturais para além de níveis sustentáveis;
  6. 6. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO 85% do impacte ambiental dos edifícios acontece durante a fase em que são habitados (operação); Apenas 15% do seu impacte acontece durante a sua construção, reabilitação e demolição; Custo inicial de construção de um edifício na Europa equivale em média ao custo dos primeiros 7 a 20 anos de operação; Isto significa que em média na Europa cada 13 anos os edifícios duplicam o custo de construção, apenas para serem habitáveis.
  7. 7. TEMPERATURAS NA EUROPA As temperaturas médias na região mediterrânica coincidem com as temperaturas que as pessoas consideram confortáveis em espaços interiores;
  8. 8. RADIAÇÃO SOLAR NA EUROPA A radiação solar na região mediterrânica é extremamente favorável para a produção descentralizada de energia;
  9. 9. VENTO NA EUROPA O Vento na Europa é muito favorável para a produção descentralizada de energia;
  10. 10. CHUVA NA EUROPA A chuva na Europa na região mediterrânica é extremamente favorável para a produção descentralizada de energia bem como para a reciclagem para usos não potáveis.
  11. 11. O SECTOR DA CONSTRUÇÃO  Instituições Europeias  Estados Membros  Autarquias Locais  Concessionárias Todos os actores do sector da construção  Bancos têm de ser abordados individual e colectivamente;  Instituições de Crédito  Seguradoras Deve ser feito um esforço adicional na  Promotores reabilitação de edifícios;  Mediadoras Imobiliárias  Equipa de Projecto O acto de projectar tem de ser praticado de  Empreiteiros forma integrada, envolvendo todos os  Fabricantes actores relevantes desde o primeiro  Utilizador Final momento;
  12. 12. PRINCIPAIS BARREIRAS PARA O ALARGAMENTO DE BOAS PRÁTICAS A relação entre a economia e o ambiente não é explícita nas nossas acções no dia- a-dia e a falta de informação e de know-how relevantes para inverter as tendências dificultam aos principais actores económicos implementar boas práticas; A falta de diálogo entre todos os actores do sector da construção causa custos desnecessários e resultados pouco eficientes; A ausência de uma mensagem política coerente confunde o mercado; A gestão nacional, regional e local, com os seus processos burocráticos, que se dedica à verificação de conformidades e não à gestão de oportunidades.
  13. 13. PRINCIPAIS BARREIRAS PARA O ALARGAMENTO DE BOAS PRÁTICAS
  14. 14. DIMENSÃO AMBIENTAL “O sistema terrestre é finito, materialmente fechado e não cresce…” Herman Daly “Devemos apenas explorar recursos naturais provenientes de ecossistemas bem geridos, utilizando-os da forma mais eficiente e produtiva, exercendo cautela em todas as modificações que fazemos à Natureza.” Karl-Henrik Robert
  15. 15. DIMENSÃO AMBIENTAL “Devemos acrescentar qualidade em todos os processos que intervimos... Os materiais, após serem por nós utilizados devem ser reintegrados na biosfera ou na tecnosfera...” STEELCASE - 32 second chair Michael Braungart - Cradle to Cradle
  16. 16. DIMENSÃO SOCIAL Os espaços públicos da cidade exprimem o seu primeiro nível de identidade; A plenitude com a qual os utilizadores se identificam com os espaços que habitam e utilizam determina a atitude que tomam perante esses espaços e perante as outras pessoas;
  17. 17. DIMENSÃO SOCIAL Contextos urbanos atractivos promovem a criação de comunidades coesas; As pessoas, quando se sentem bem nos espaços que utilizam contribuem de forma voluntária para a sua qualificação e manutenção;
  18. 18. DIMENSÃO ECONÓMICA “No novo modelo económico, o progresso não pode ser visto com a expansão quantitativa, mas terá que ser visto como a melhoria qualitativa que assenta no facto do sistema terrestre ser finito, não crescente e materialmente fechado.” Herman Daly, Beyond Growth
  19. 19. CONFORTO AMBIENTAL A ausência de conforto produz sofrimento e é por isso um grande motivador de actuação - tanto no sentido de abrir ou fechar uma janela, operar um estore, como no sentido de nos induzir a consumir energia para atingir o grau de conforto desejado;
  20. 20. CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DE EDIFÍCIOS A Certificação Energética dos Edifícios é uma medida obrigatória promovida pela Comissão Europeia com o objectivo de optimizar o desempenho energético-ambiental do meio edificado, através da colocação da informação relevante ao dispor do utilizador final e aumentando o seu poder de escolha com base em dados quantificados;
  21. 21. CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DE EDIFÍCIOS
  22. 22. CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DE EDIFÍCIOS
  23. 23. www.casacertificada.pt
  24. 24. CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL EM PORTUGAL A Certificação Ambiental dos Edifícios é uma medida voluntária que tem o objectivo de optimizar o desempenho energético-ambiental do meio edificado, através da colocação da informação relevante ao dispor do utilizador final e aumentando o seu poder de escolha com base em dados quantificados;
  25. 25. CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL EM PORTUGAL
  26. 26. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO Durabilidade do Meio Edificado Espaços urbanos acolhedores que respondem às nossas necessidades são apreciados e bem tratados; Uma sociedade próspera consegue operar e manter o seu edificado adequadamente; As melhores tecnologias disponíveis contribuem para aumentar a resistência às intempéries;
  27. 27. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO Flexibilidade do Meio Edificado Espaços urbanos que se adaptam às nossas necessidades são apreciados e bem tratados; Usos, Actividades, Agilidade, Capacidade de Transformação...
  28. 28. DIMENSÃO ESPACIAL ACRESCENTAR INTELIGÊNCIA AOS ESPAÇOS QUE UTILIZAMOS O nosso estilo de vida mudou e os espaços que utilizamos precisam ser adaptados às necessidades contemporâneas;
  29. 29. MEDIDAS DE MELHORIA DE DESEMPENHO ENERGÉTICO-AMBIENTAL
  30. 30. MEDIDAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA A primeira acção, rumo à optimização do desempenho energético-ambiental dos edifícios, deve ser a redução das respectivas necessidades energéticas, promovendo simultaneamente uma maior qualidade de vida para as pessoas;
  31. 31. ORIENTAÇÃO SOLAR DOS EDIFÍCIOS
  32. 32. ORIENTAÇÃO SOLAR DOS EDIFÍCIOS
  33. 33. DIMENSÕES ADEQUADAS DOS VÃOS CONSOANTE A ORIENTAÇÃO SOLAR
  34. 34. 1. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  35. 35. 1. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  36. 36. 1. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  37. 37. 1. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  38. 38. 3. INÉRCIA TÉRMICA
  39. 39. 3. INÉRCIA TÉRMICA
  40. 40. 3. INÉRCIA TÉRMICA
  41. 41. 4. COBERTURAS AJARDINADAS
  42. 42. 4. COBERTURAS AJARDINADAS
  43. 43. 6. CAIXILHARIAS DE QUALIDADE
  44. 44. 7. VIDROS DUPLOS DE QUALIDADE
  45. 45. 7. VIDROS DUPLOS DE QUALIDADE
  46. 46. 8. SOMREAMENTOS EXTERIORES
  47. 47. 8. SOMBREAMENTOS EXTERIORES
  48. 48. 9. SISTEMAS ENERGÉTICOS CENTRALIZADOS
  49. 49. 10. SISTEMAS EFICIENTES DE AQUECIMENTO CENTRAL
  50. 50. 11. SISTEMAS DE GESTÃO DOS FLUXOS DE RECURSOS Para criar as condições adequadas de habitabilidade, o fluxo de energia e de água em edifícios pode ser minimizado mas não eliminado; A boa gestão destes fluxos de energia e de água no âmbito da operação dos edifícios carece de conhecimentos e de um acompanhamento sistemático - sendo o facility manager quem assume essa função;
  51. 51. 13. MICRO-COGERAÇÃO A GÁS NATURAL
  52. 52. 14. ILUMINAÇÃO EFICIENTE
  53. 53. 15. ILUMINAÇÃO MUITO EFICIENTE
  54. 54. 16. ELECTRODOMÉSTICOS EFICIENTES
  55. 55. DESCENTRALIZAÇÃO DA OFERTA DE ENERGIA Com a directiva da Comissão Europeia sobre Eficiência Energética e Serviços de Energia são criadas as condições de base para a descentralização da produção de energia e é promovido o acesso à riqueza de recursos renováveis que a natureza oferece; Vão ser sempre mais frequentes edifícios que transformam recursos renováveis em recursos úteis (recorrendo a energias renováveis e à água pluvial).
  56. 56. UMA NOVA PROSPERIDADE RENOVÁVEL Quando o crescimento económico assenta nos recursos renováveis é compatível com o bem estar do planeta;
  57. 57. 18. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS
  58. 58. 18. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS
  59. 59. 18. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS
  60. 60. 19. PAREDES TROMBE
  61. 61. 19. PAREDES TROMBE
  62. 62. 19. PAREDES TROMBE
  63. 63. 20. SISTEMAS SOLARES DE CLIMATIZAÇÃO Em edifícios habitacionais no Clima Mediterrânico, bem concebidos e construídos, não é necessário o arrefecimento artificial em qualquer altura do ano mas é necessário algum aquecimento no Inverno; Existem sistemas que utilizam as temperaturas exteriores e a radiação solar para contribuírem para o aumento do conforto térmico no interior;
  64. 64. 21. SISTEMAS FOTOVOLTAICOS DE FACHADA Nas nossas cidades todos os edifícios podem hoje ser, para além de consumidores, também produtores de energia. A microgeração de energia térmica ou eléctrica, proveniente de energias renováveis à escala dos edifícios, permite satisfazer as necessidades de consumo do próprio edifício, bem como fornecer energia às redes locais de energia eléctrica ou térmica.
  65. 65. 23. SISTEMAS A BIOMASSA
  66. 66. 28. VENTILAÇÃO NATURAL
  67. 67. 30. PERMEABILIDADE DAS SUPERFÍCIES
  68. 68. 31. TRATAMENTO DAS SUPERFÍCIES EM CONTACTO COM O AR INTERIOR
  69. 69. 33. OPTIMIZAÇÃO DA PROCURA DE ÁGUA A água própria para consumo humano existe em quantidade ínfima no nosso planeta; Os edifícios podem ser concebidos e construídos de forma a optimizar consideravelmente a procura de água potável, canalizando-a apenas para aqueles usos que precisam de todas as suas qualidades;
  70. 70. 33. OPTIMIZAÇÃO DA PROCURA DE ÁGUA Novo Sistema Voluntário de Certificação de Eficiência Hídrica, desenvolvido pela ANQIP em Aveiro, no âmbito do Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água, irá certificar equipamentos e dispositivos hídricos, favorecendo aqueles com melhor desempenho;
  71. 71. 34. APROVEITAMENTO DE ÁGUAS DA CHUVA Toda a água da chuva que cai nas coberturas dos edifícios, deve ser recolhida e, com o devido tratamento, reutilizada para as funções que não carecem de água potável;
  72. 72. 35. RECICLÁGEM DE ÁGUAS CINZENTAS A água potável que utilizamos pode ser reciclada e reutilizada. Com o devido tratamento as águas cinzentas, devem ser reutilizadas para as funções que não carecem de água potável;
  73. 73. 36. MATERIAIS LOCAIS Cada acto de compra é a nossa expressão de poder individual mais directa, e é interpretada como o nosso desejo em relação à forma como o mercado se deve transformar; É importante que nos informemos sobre a origem do produto, os seus impactos energético- ambientais e sociais durante todo o seu ciclo de vida;
  74. 74. 37. MATERIAIS RECICLADOS Os edifícios devem contribuir para promover a reutilização e reciclagem de produtos em fim de vida; O Meio edificado deve dispor de espaços a várias escalas que facilitem aos utilizadores dar o seu melhor contributo para os processos de valorização de resíduos;
  75. 75. Cada gesto conta… www.construcaosustentavel.pt TIRONE NUNES

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