Ap port 9 ano mod ii

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Ap port 9 ano mod ii

  1. 1. [DIGITE O NOME DA EMPRESA] [Digite o título do documento] [Digite o subtítulo do documento] [Digite o nome do autor] [Escolha a data][Digite aqui o resumo do documento. Em geral o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento.Digite aqui o resumo do documento. Em geral o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento.]
  2. 2. PrefeitoJosé Camilo Zito dos Santos FilhoVice-PrefeitoJorge da Silva AmorelliSecretária Municipal de EducaçãoRoseli Ramos Duarte FernandesAssessora EspecialÂngela Regina Figueiredo da Silva LomeuDepartamento Geral de Administração e Recursos EducacionaisAntonio Ricardo Gomes JuniorSubsecretaria de Planejamento PedagógicoMyrian Medeiros da SilvaDepartamento de Educação BásicaMariângela Monteiro da SilvaDivisão de Educação Infanto-JuvenilHeloisa Helena Pereira Coordenação Geral Bruno Vianna dos Santos Ciclo de Alfabetização Beatriz Gonella Fernandez Luciana Gomes de Lima Coordenação de Língua Portuguesa Luciana Gomes de Lima Elaboração do Material - 4º Ano de Escolaridade Beatriz Gonella Fernandez Ilma Gonçalves da Silva Ledinalva Colaço Luciana Gomes de Lima Simone Regis Meier Elaboração do Material - 8º Ano de Escolaridade Lilia Alves Britto Luciana Gomes de Lima Marcos André de Oliveira Moraes Roberto Alves de Araujo Ledinalva Colaço Coordenação de Matemática Bruno Vianna dos Santos Elaboração do Material - 4º Ano de Escolaridade Bruno Vianna dos Santos Claudia Gomes Araújo Fabiana Rodrigues Reis Pacheco José Carlos Gonçalves Gaspar Elaboração do Material - 8º Ano de Escolaridade Bruno Vianna dos Santos Claudio Mendes Tavares Genal de Abreu Rosa José Carlos Gonçalves Gaspar Marcos do Carmo Pereira Paulo da Silva Bermudez Design gráfico Diolandio Francisco de Sousa Todos os direitos reservados à Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias
  3. 3. MÓDULO IIAPOSTILA DE MATEMÁTICA 9º ANO (2011)
  4. 4. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Duque de Caxias – RJ 2011PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 2 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  5. 5. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Caro monitor, Apresentamos as Orientações Pedagógicas referentes ao Módulo II - Apostila de Língua Portuguesa para asturmas de 9º ano de escolaridade da Rede Municipal de Educação de Duque de Caxias. Bem como no primeiro módulo, nestematerial pretendemos focalizar as habilidades e competências relativas à proficiência leitora de nossos alunos, de acordo comos Tópicos e Descritores da Prova Brasil. O material se apresenta em 50 questões no formato múltipla escolha, organizadas por tópicos, comentadas, nasquais são apontadas as habilidades a serem mensuradas. As questões apresentam-se no seguinte formato: • Texto • Enunciado • 4 alternativas, sendo uma delas o gabarito e as outras três, distratores (respostas erradas) • Tópico e descritor da Matriz de Referência da Prova Brasil (conteúdo de Língua Portuguesa relativo à competência leitora e habilidade em relação à leitura) a ser mensurados • Comentários sobre os distratores do enunciado • Sugestão de possíveis intervenções Em anexo, seguem a listagem dos textos que constam deste material, cinco sugestões de atividades envolvendoleitura e escrita e a bibliografia. Cabe lembrar que as questões devem ser trabalhadas, não na ordem em que estão organizadas,mas de acordo com o resultado obtido pelos alunos na Avaliação Diagnóstica, de modo que eles experimentem, nodesenvolvimento dos itens, as habilidades relativas à leitura em que ainda apresentam dificuldade. Estude o material, planeje o desenvolvimento das atividades, explore oralmente, por meio de debates econversas, o conhecimento prévio dos alunos acerca do tema a ser tratado nos textos, do gênero em que esses textos seorganizam, do significado de palavras e expressões que nele constam, do seu autor, do suporte em que são veiculados, de suafinalidade e estrutura. Procure levar os alunos a refletir sobre a adequação da linguagem em função da intenção comunicativa, docontexto e dos interlocutores a quem o texto se dirige; sobre a utilização dos recursos coesivos oferecidos pelo sistema depontuação e pela introdução de conectivos mais adequados à linguagem escrita; e sobre o fato de o texto ser um todosignificativo e poder ser segmentado em versos, no caso dos poemas, frases e parágrafos, nos textos em prosa, com vistas àcontinuidade de sentido do texto. Continuamos a contar com sua imprescindível contribuição para o desenvolvimento de uma prática pedagógicaprofícua. Equipe Projeto (CON)SEGUIR PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 3 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  6. 6. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Tópico I Procedimentos de LeituraPROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 4 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  7. 7. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Tópico I Procedimento de leituraConstituem este tópico cinco descritores de habilidades.D1 - Localizar informações explícitas do texto Esta é uma habilidade básica na compreensão leitora do texto: a identificação de informações que estão claramenteapresentadas no texto. Trata-se de localização de informação explícita, claramente identificável, o que permite avaliar se oestudante é capaz de localizar a informação, sem o auxílio de informação concorrente no texto.D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão O grau de familiaridade com uma palavra depende da frequência de convivência com ela, que, por sua vez, está ligada àintimidade com a leitura, de um modo geral, e, por conseguinte, à frequência de leitura de diferentes gêneros discursivos. Por isso, a capacidade de inferir o significado de palavras – depreensão do que está nas entrelinhas do texto, do que nãoestá explícito – evita o sério problema que se constitui quando o leitor se depara com um grande número de palavras cujosignificado desconhece, o que interfere na leitura fluente do texto. Assim, a inferência lexical – recobrir o sentido de algo quenão está claro no texto – depende de outros fatores, tais como: contexto, pistas linguísticas, para haver compreensão.D4 – Inferir uma informação implícita em um texto Da mesma forma que se depreende o sentido implícito de uma expressão, há uma complexidade um pouco maiorquando se pensa em inferência de informações. Este descritor requer do leitor uma capacidade de construir a informação que está subjacente ao texto, partindo docontexto e das pistas linguísticas que o texto oferece. Trata-se, na verdade, do desvendamento do que está subjacente, postoque há um balanceamento entre as informações de superfície do texto e aquelas que serão resgatadas nas entrelinhas do texto.Não é possível explicitar 100% as informações, sejam elas quais forem. Por isso, pode-se dizer que existem graus diferentes deimplicitudes do texto.D6 - Identificar o tema de um texto Constitui-se em competência básica na compreensão do texto, pois trata do reconhecimento do tópico global do texto,ou seja, o leitor precisa transformar os elementos dispostos localmente em um todo coerente.D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a este fato Dois conceitos são importantes neste descritor: fato e opinião relativa ao fato. O primeiro – fato – algo que aconteceu(acontece), está relacionado a algo real, quer no mundo “extratextual”, quer no mundo textual. Já a opinião é algo subjetivo,quer no mundo real, quer no mundo textual, que impõe, necessariamente, uma posição do locutor do texto. Este é um descritorbastante importante, porque indica uma proficiência crítica em relação à leitura: a de diferenciar informação de uma opiniãosobre algo. É preciso ressaltar que, frente aos objetivos da avaliação a que estes descritores estão ligados, os procedimentos deleitura dizem respeito à localização e à identificação das informações. Língua Portuguesa: orientações para o professor, SAEB/Prova Brasil, 4ª série/5º ano, ensino fundamental. rasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 5 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  8. 8. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)1) LEIA O TEXTO: VIAGEM MAIS CURTA PARA A SERRA Rodovia terá o maior túnel do país e moradores de Caxias deixarão de pagar pedágio Geraldo Perelo Vai ficar mais fácil e seguro para o morador da Baixada subir a Serra de Petrópolis. Além disso, a população vai ganhar uma área ecoturística entre Caxias e a cidade serrana. Para isso, será necessária a construção do maior túnel do Brasil e a ampliação de estrada que liga os dois municípios. Os planos estão na fase final de elaboração pela Concer, concessionária que administra a BR-040 (Rio-Juiz de Fora). Para concretizar o projeto, serão investidos cerca 5 de R$ 650 milhões. O projeto prevê a remoção da praça de pedágio, passando de KM 104 para o KM 102, liberando os 55 mil moradores de Xerém da taxa, que vem sendo cobrada desde 1996. A rodovia vai ganhar uma nova pista de subida da Serra e o túnel terá quase cinco quilômetros de extensão, entre Belvedere e a comunidade de Duarte da Silveira, para encurtar o trajeto e reduzir o tempo de viagem em 15 10 minutos, até Petrópolis. (...) Jornal O Dia, 07/11/2010De acordo com o texto, vai ficar mais fácil e seguro para o morador da Baixada subir a Serra de Petrópolis graças:(A) à criação de uma área ecoturística entre Caxias e a cidade serrana.(B) à construção do maior túnel do Brasil e à ampliação de estrada.(C) à remoção da praça do pedágio.(D) à construção de uma nova pista de subida da Serra. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D1 – Localizar informações explícitas em um texto GABARITO: B DISTRATORES: A opção (A) é inadequada, pois a criação de uma área ecoturística é apenas um dos fatos que virão a ocorrer após a construção do túnel e a ampliação da estrada. A opção (C) é também inadequada, pois constitui um dos fatos necessários para dar início à construção do túnel. Já a opção (D) é parcialmente incorreta, pois apresenta apenas um dos fatos que facilitará o acesso dos moradores da Baixada à Serra. ORIENTAÇÕES: Faz-se necessário contextualizar o texto. Faça perguntas para os alunos acerca da localização de Xerém e Petrópolis; tente identificar os alunos que conhecem os dois lugares mencionados no texto; peça para alguns deles descreverem os locais e dizer se gostaram de fazer uma visita a um deles, ou ao dois; tente descobrir o que eles pensam sobre a cobrança do pedágio.2) LEIA O TEXTO O QUANTO ANTES A primeira vitória do Pan-Americano de 2007, no Rio, já pode ser detectada: a parceria entre Estado e Prefeitura no anúncio do pacote de obras para melhorar o transporte da capital. A governadora Rosinha Garotinho e o prefeito César Maia pretendem pedir audiência ao Governo Federal e conseguir financiamento para projetos que incluem a construção da Linha 6 do metrô, ligando a Barra da Tijuca a Duque de Caxias. 5 O metrô é um sistema de transporte moderno e inteligente que, eficientemente ampliado, poderia evitar as PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 6 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  9. 9. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) mazelas que o Rio enfrenta hoje: caos nas ruas, poluição, ônibus superlotados, escassez de vagas, flanelinhas, transporte ilegal, acidentes. As grandes capitais do mundo souberam investir nisso. O metrô de Nova Iorque tem 25 linhas que percorrem 471 quilômetros. Paris tem 15 linhas e 212 quilômetros. Londres, a pioneira nos trilhos subterrâneos, tem 12 linhas 10 com 415 quilômetros. Aqui no Rio, o metrô foi inaugurado em 1979 e até hoje tem apenas duas linhas, num total de 34 quilômetros. Privilégio para poucos. Que o Pan 2007 tire pelo menos a Linha 6 do papel, e o quanto antes. Iniciadas as obras, restará à população fiscalizar para que tudo saia a contento e o investimento não perca nos túneis do desvio de dinheiro público. 15 Jornal O DIA – 08.08.2003O texto acima apresenta como tema:(A) A construção da Linha 6 do metrô.(B) Os meios de transporte de Nova Iorque.(C) A parceria entre Estado e Prefeitura para melhoria do transporte no Rio.(D) A ineficiência dos meios de transporte do Rio. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D 6 – Identificar o tema de um texto GABARITO: C DISTRATORES: A opção (A) é inadequada porque apresenta apenas um dos projetos que ocorrerão com a parceria Prefeitura e Estado. A opção (B) contém um dos fatos citados como exemplificação da eficiência do metrô em outros países. Em relação à opção (D), cabe dizer que também é inadequada porque o texto faz referência a apenas um único meio de transporte: o metrô. ORIENTAÇÕES: Monitor, procure, além de explorar o texto em todas as suas dimensões, promover um debate sobre a questão suscitada no último parágrafo acerca do uso escuso do dinheiro público.3) LEIA O TEXTO: “No muro O gato. Na árvore O passarinho. 5 Agora: O gato Na árvore. O passarinho No muro. 10 Na janela Uma criança rindo.”Ao ler o poema com atenção, é possível perceber que se trata de PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 7 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  10. 10. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)(A) uma perseguição.(B) uma brincadeira.(C) uma corrida.(D) um passeio. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D6 – Identificar o tema de um texto GABARITO: A DISTRATORES: A troca de posição entre o gato e o passarinho e a velha inimizade existente entre esses dois animais permite concluir a ideia de perseguição, o que exclui as opções (B), (C) e (D). ORIENTAÇÕES: Monitor, aproveite o poema para trabalhar com os alunos exercício de utilização de verbos entre os versos a fim de reforçar a ideia de ação existente entre as duas primeiras estrofes.4) LEIA O TEXTO: O MELHOR AMIGO A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto. - Meu filho? – gritou ela. 5 - O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível. - Que é que você está carregando aí? Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo. - Eu? Nada... 10 - Está sim. Você entrou carregando uma coisa. Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando: - Olha aí, mamãe: é um filhote... Seus olhos súplices aguardavam a decisão. 15 - Um filhote? Onde é que você arranjou isso? - Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe? Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda: - Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz. - Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo! 20 - Ah, mamãe ...- já compondo uma cara de choro. - Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para cuidar. Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas (...) Fonte: Adaptado de Sabino, Fernando. Apud BENDER, Flora, org. Fernando Sabino: Literatura comentada. São Paulo.Observe a frase: “Onde você arranjou isso?” – (L. 18). O pronome em destaque mostra que a mãe:(A) não sabe que se trata de um cachorro.(B) mostra- se surpresa ao ver o cachorro.(C) mostra desdém em relação ao animal.(D) mostra-se irritada com o filho. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 8 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  11. 11. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão GABARITO: C DISTRATORES: A opção (A) é incoerente, pois, em um determinado momento do texto, a mãe mostra saber que o animal é um cachorro. A opção (B) é incorreta porque a mãe não se mostra surpresa ao ver o animal e sim desdenhosa. Apesar de em alguns momentos do texto a mãe mostrar irritação com o filho, a opção (D) não responde integralmente à questão. ORIENTAÇÕES: É interessante trabalhar com a turma a função dos pronomes dentro do texto, destaque também o valor enfático estabelecido pelos pronomes juntamente com os sinais de pontuação. É importante também fazer a leitura em voz alta do texto respeitando a pontuação e enfatizando a entonação.5) LEIA O TEXTO:Na opinião da Mônica, o espelho(A) achou que ela é feia.(B) achou que ela é a mais bonita.(C) ficou indiferente.(D) calou-se porque não tem opinião. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D4 – Inferir uma informação implícita em um texto GABARITO: B DISTRATORES: O último quadrinho leva o leitor a entender, por meio da palavra CONSENTE, que o espelho concorda com o que foi dito por Mônica no primeiro quadrinho, fato que exclui a possibilidade de as opções (A), (C) e (D) funcionarem como gabaritos da questão. ORIENTAÇÕES: Monitor, utilize a tirinha em questão para trabalhar com os alunos a intertextualidade existente no primeiro e no terceiro quadrinhos. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 9 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  12. 12. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)6) LEIA O TEXTO ACHO QUE TOU __ Acho que tou __ disse a Vanessa. __ Ai, ai, ai __ disse o Cidão. No entusiasmo do momento, os dois a fim e sem um preservativo à mão, a Vanessa tinha dito “Acho que dá”. E agora aquilo. Ela podia estar grávida. 5 Do “Acho que dá” ao “Acho que tou”. A história de uma besteira. Mais do que uma besteira. Se ela estivesse mesmo grávida, uma tragédia. Tudo teria que mudar na vida dos dois. O casamento estava fora de questão, mas não era só isso. A relação dos dois passaria a ser outra. A relação dela com os pais. Os planos de um e de outro. O vestibular dela, nem pensar. O estágio dele no exterior, nem pensar. Ele não iria abandoná-la com o bebê, mas a vida dele teria que dar uma guinada, e ele sempre culparia 10 ela por isto. Ela não saberia como cuidar de um bebê, sua vida também mudaria radicalmente. E se livrarem do bebê também era impensável. Uma tragédia. __ Quando é que você vai saber ao certo? __ Daqui a dois dias. Durante duas noites, nenhum dos dois dormiu. No terceiro dia ela chegou correndo na casa dele, agitando 15 um papel no ar. Ele estava no seu quarto, adivinhou pela alegria no rosto dela qual era a grande notícia. __Não tou! Não tou! Abraçaram-se, aliviados, beijaram-se com ardor, amaram-se na cama do Cidão, e ela engravidou. VERÍSSIMO, Luís Fernando. “Acho que tou” In: Mais Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 65-66.Não encontramos registro de opinião, no seguinte texto, em:(A) “No entusiasmo do momento, os dois a fim e sem um preservativo à mão, (...)”(B) “Mais do que uma besteira. Se ela estivesse mesmo grávida, uma tragédia.”(C) “A relação dos dois passaria a ser outra.”(D) “O casamento estava fora de questão, mas não era só isso.” TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato GABARITO: A DISTRATORES: O texto foi construído em torno de sequências narrativas, porém em vários momentos o narrador deixa vislumbrar sua opinião acerca dos fatos ocorridos, isso pode ser percebido nas opções (B), (C) e (D), elas, portanto, não respondem adequadamente à questão. ORIENTAÇÕES: Este tipo de questão é interessante para testar a atenção do aluno, pois, aquele que leu o texto atentamente conseguirá distinguir entre um fato e a opinião relativa a esse fato. Procure fazer com que os alunos leiam o texto em voz alta, depois formule alguns questionamentos sobre os eventos narrados, procure identificar os elementos que fazem referência anafórica no texto e proponha à turma que busque os referentes, para depois disso resolver a questão proposta no enunciado. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 10 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  13. 13. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)7) LEIA O TEXTO O ALMIRANTE NEGRO (João Bosco-Aldir Blanc) Há muito tempo nas águas da Guanabara O Dragão do Mar reapareceu Na figura de um bravo marinheiro 5 A quem a história não esqueceu Conhecido como o Almirante Negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas 10 Jovens polacas e por batalhões de mulatas Rubras cascatas jorravam das costas dos negros Pelas pontas das chibatas Inundando o coração de toda tripulação Que a exemplo do marinheiro gritava então 15 Glória aos piratas, às mulatas, às sereias Glória à farofa, à cachaça, às baleias Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história Não esquecemos jamais 20 Salve o almirante negro Que tem por monumento As pedras pisadas do cais Mas faz muito tempo... Fonte: Jornal O Dia, 21.11.2010.No texto, a expressão em destaque refere-se(A) ao dragão do mar representado pela figura de um bravo marinheiro.(B) ao Almirante negro.(C) ao sangue que escorria nas costas dos negros.(D) ao coração dos escravos negros. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão GABARITO: C DISTRATORES: As opções (A) e (B) são inadequadas, pois fazem referência à figura do marinheiro e não condizem com o conteúdo semântico da expressão em questão. A (D) é parcialmente incorreta, pois a expressão refere-se ao sangue dos escravos negros e não aos negros em si. ORIENTAÇÕES: É interessante pedir um apoio ao professor de História para explicar melhor o que acontecia no Contexto histórico daquela época, assim haverá possibilidade de os alunos compreenderem melhor o que está sendo expresso na letra da música. É importante também explorar o vocabulário da letra da música, pedindo aos alunos para destacarem as palavras cujo significado é desconhecido para eles, dessa forma, eles poderão pesquisar no dicionário e criar o hábito de consultá- lo. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 11 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  14. 14. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)8) LEIA O TEXTO LOBATO ATACA O CABOCLO Marcelo Coelho Monteiro Lobato (1882-1948) será sempre lembrado como o autor das histórias infantis do Sítio do Picapau Amarelo. Sua atividade como polemista, todavia, foi marcante nas primeiras décadas do século. Velha Praga, artigo publicado em 1914, contra o costume das queimadas no interior paulista, revelou-o no cenário nacional. Tendo herdado uma fazenda do avô, em 1911, Lobato ficou chocado com o comodismo dos caboclos que viviam em suas 5 terras. Reagindo, talvez, ao impacto de Os Sertões, de Euclides da Cunha (publicado em 1902), Lobato reage contra as idealizações do sertanejo nesse texto de 1914. Logo em seguida, em 1918, ele corrigiria sua visão sobre a indolência do caipira. Não se tratava de deficiência moral, mas de doença física, de verminose principalmente. É típico do pensamento conservador atribuir a pobreza à falta de vontade psíquica, em vez de procurar causas materiais para o problema. O estereótipo do jeca, criado por Lobato em sua fase conservadora, teria de todo modo grande 10 êxito (Revista Língua Portuguesa, nº 7, pág. 34, 2006)O título dado ao texto se justifica porque(A) o patrimônio de Monteiro Lobato estava sendo ameaçado.(B) o homem do campo leva sua vida de forma simples.(C) Lobato fizera críticas ao desleixo do caipira.(D) Monteiro Lobato era famoso por seus preconceitos. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D4 – Inferir uma informação implícita em um texto GABARITO: C DISTRATORES: No trecho “Tendo herdado uma fazenda do avô, em 1911, Lobato ficou chocado com o comodismo dos caboclos que viviam em suas terras.”(L.8-10), a palavra “comodismo” pode ser um sinônimo contextual para “desleixo” – do verbo “desleixar”, „tornar-se negligente, descuidar-se‟ (Aurélio). Logo, a melhor opção é a C, pois a questão se restringe ao título do texto. ORIENTAÇÕES: Monitor, proponha uma discussão acerca do conceito de raça, se é possível determinar as origens de uma pessoa apenas pela cor da pele ou pelos cabelos. Além disso, fale da rica miscigenação do povo brasileiro. Também converse com eles sobre a origem de seus pais, avós e bisavós. E, por último, pergunte se alguém já sofreu algum tipo de preconceito por causa de sua cor ou origem.9) LEIA O TEXTO: QUADRILHA João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, 5 Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia, PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 12 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  15. 15. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. (ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 12ª ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1978. p. 136.)O poema é marcado pelo (a)(A) alegria.(B) frustração.(C) romantismo.(D) eterno encontro. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D4 – Inferir uma informação implícita em um texto GABARITO: B DISTRATORES: Já que o texto sugere a intensa troca de casais como na dança folclórica e o amor não correspondido, pode-se dizer que a “frustração” (B) é o traço principal desse poema. ORIENTAÇÕES Fale com os alunos sobre a estrutura do poema, seu ritmo e ausência de rima e de final feliz. Proponha uma comparação entre ele, as músicas românticas atuais e as novelas da teledramaturgia brasileira.10) LEIA O TEXTO ACHO QUE TOU __ Acho que tou __ disse a Vanessa. __ Ai, ai, ai __ disse o Cidão. No entusiasmo do momento, os dois a fim e sem um preservativo à mão, a Vanessa tinha dito “Acho que dá”. E agora aquilo. Ela podia estar grávida. 5 Do “Acho que dá” ao “Acho que tou”. A história de uma besteira. Mais do que uma besteira. Se ela estivesse mesmo grávida, uma tragédia. Tudo teria que mudar na vida dos dois. O casamento estava fora de questão, mas não era só isso. A relação dos dois passaria a ser outra. A relação dela com os pais. Os planos de um e de outro. O vestibular dela, nem pensar. O estágio dele no exterior, nem pensar. Ele não iria abandoná-la com o bebê, mas a vida dele teria que dar uma guinada, e ele sempre culparia 10 ela por isto. Ela não saberia como cuidar de um bebê, sua vida também mudaria radicalmente. E se livrarem do bebê também era impensável. Uma tragédia. __ Quando é que você vai saber ao certo? __ Daqui a dois dias. Durante duas noites, nenhum dos dois dormiu. No terceiro dia ela chegou correndo na casa dele, agitando 15 um papel no ar. Ele estava no seu quarto, adivinhou pela alegria no rosto dela qual era a grande notícia. __Não tou! Não tou! Abraçaram-se, aliviados, beijaram-se com ardor, amaram-se na cama do Cidão, e ela engravidou. VERÍSSIMO, Luís Fernando. “Acho que tou” In: Mais Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 65-66A expressão “dar uma guinada” (l. 11) no texto significa(A) saltar de um lado para o outro.(B) mudar para melhor.(C) mudar para pior.(D) voltar ao passado. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 13 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  16. 16. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão GABARITO: B DISTRATORES: As opções (A) e (D) apresentam conteúdos incompatíveis com o contexto do texto. A opção (C) está parcialmente incorreta, pois a expressão significa que ocorrerá uma mudança na vida do rapaz, porém não se sabe se é para melhor ou pior. ORIENTAÇÕES: Faz-se necessário relembrar com a turma o conceito de conotação e denotação, tente explicar que o significado da expressão só pode ser compreendida se for levado em consideração o sentido figurado e que a mesma expressão pode assumir significado distinto se for inserida em um outro texto com um outro contexto.11) LEIA O TEXTO: Jornal O Dia 10/10/2010Infere-se do segundo quadrinho da tira que:(A) Calvin não tem consciência da alienação gerada pela TV às pessoas.(B) A TV é uma forma de entretenimento passivo.(C) Calvin tem consciência de que está sujeito a tornar-se um ser alienado.(D) A TV tem poder hipnótico sobre o Calvin. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D4 – Inferir uma informação implícita em um texto GABARITO: C DISTRATORES: A opção (A) é incoerente, pois diz o contrário do que a tira expressa. A opção (B) não é incorreta em relação ao primeiro quadrinho, mas a questão enfoca o que se passa no segundo quadrinho. Já opção (D) é inadequada porque se refere ao terceiro quadrinho. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 14 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  17. 17. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) ORIENTAÇÕES: Proponha aos alunos a leitura detalhada de cada quadrinho e busque tirar inferências acerca de cada um. Se possível, leve outros textos cujo conteúdo faça críticas à influência da TV no comportamento dos telespectadores e liste, juntamente com a turma, o lado negativo e o positivo da mídia. Por fim, é interessante dividir a turma em grupos que se posicionem a favor e outro contra a presença da TV no cotidiano das pessoas.12) LEIA O TEXTO TESTES Dia desses resolvi fazer um teste proposto por um site da Internet. O nome do teste era tentador: “O que Freud diria de você”. Uau. Respondi a todas as perguntas e o resultado foi o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a marcaram até os doze anos, depois disso você buscou conhecimento intelectual para seu amadurecimento”. 5 Perfeito! Foi exatamente o que aconteceu comigo. Fiquei radiante: eu havia realizado uma consulta paranormal com o pai da psicanálise, e ele acertou na mosca. Estava com tempo sobrando, e curiosidade é algo que não me falta, então resolvi voltar ao teste e responder tudo diferente do que havia respondido antes. Marquei umas alternativas esdrúxulas, que nada tinham a ver com minha personalidade. E fui conferir o resultado, que dizia o seguinte: “Os acontecimentos da sua infância a 10 marcaram até os 12 anos, depois disso você buscou conhecimento intelectual para seu amadurecimento”. MEDEIROS, M. Doidas e santas. Porto Alegre, 2008 (adaptado).Do texto acima, deduz-se que(A) os testes propostos por sites da Internet são confiáveis.(B) os testes propostos por sites da Internet apresentam resultados generalizantes.(C) os resultados dos testes não correspondem às perspectivas das pessoas.(D) os resultados dos testes da Internet afirmam que os indivíduos são seres únicos. TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D4 – Inferir uma informação implícita em um texto GABARITO: B DISTRATORES: A opção (A) é incoerente, pois o texto nos leva a inferir que os testes da Internet não são confiáveis. A opção (C) mostra uma inversão do que há no texto. E a opção (D) está incorreta porque, a partir do momento em que os resultados são generalizantes, igualam-se os indivíduos. ORIENTAÇOES: É importante fazer a leitura para e com os alunos para que eles possam compreender que o texto faz uma crítica aos testes propostos por sites da Internet. Se possível, leve outros exemplos de testes para confirmar a crítica apresentada neste texto. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 15 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  18. 18. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)13) LEIA O TEXTO O ÍNDIO Contou como é que foi. Disse que – de repente- resolveu se fantasiar, coisa que não fazia há anos. Podia optar por duas fantasias: a de árabe ou a de índio, que são as mais fáceis de se fazer a domicílio. Árabe – sabem como é – a gente faz até com toalha escrito “Bom Dia”. Amarra uma de rosto na cabeça e enrola outra de banho no corpo. Por baixo: cueca. Nos pés: sandália. Não fica um árabe rico, mas já dá pro consumo. 5 Índio ainda é mais fácil. Faz-se com uma toalha só, bem colorida. Enrola-se a dita na cintura, com short por baixo. Na cabeça coloca-se o que antes foi o espanador. Contou que foi de índio porque em casa tinha dois espanadores. Não ficou um índio legal. Mas também não chegava a ser desses índios mondrongos que tiravam retrato com o Dr. Juscelino. Se tivesse saído de árabe não teria apanhado a vizinha, distinta que vinha cercando desde setembro, quando ela 10 se mudara para o 201. E continuou contando. Índio de óculos também já era debochar demais da realidade. Assim, ao sair pela aí, deixou os óculos na mesinha-de-cabeceira. Andou pela Avenida, viu as tais sociedades carnavalescas e depois entrou num bar para lavar a caveira. Quando voltou para casa estava ziguezagueando. Bebera de com força e entrou no edifício balançando. E – coitado – sem óculos, não enxergava direito. Subiu no elevador, saltou no segundo e foi se encostando pelas paredes no 15 corredor. Tava um índio desses que quer apito. __ Que é que tem tudo isso a ver com a vizinha? Sem óculos – tornou a explicar – em vez de entrar no 202 (seu apartamento), viu a porta do 201 aberta e foi entrando de índio e tudo. __ Era o apartamento da vizinha? 20 __ Era. __ E ela? __ No começo não quis. Mas acabou entrando pra minha tribo. PRETA, Stanislaw Ponte. O Índio. In: Tia Zulmira e Eu. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 8 ed. 1994. p. 178-179.Que trecho do texto traduz uma opinião do narrador acerca do fato narrado.(A) ” (...) que são as mais fáceis de se fazer a domicílio.”(B) “(...) Amarra uma de rosto na cabeça e enrola outra de banho no corpo.”(C) “Índio ainda é mais fácil.(...)”(D) “Contou que foi de índio porque em casa tinha dois espanadores.” TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato GABARITO: C DISTRATORES: A opção (A) é inadequada à resposta por não constituir uma opinião do narrador, e sim uma oração explicativa em relação às duas opções de fantasias. A opção (B) é incorreta porque narra parte da montagem da fantasia de árabe. A opção (D), por sua vez, é inadequada porque contém parte do fato narrado e não a opinião do narrador. ORIENTAÇÕES: É interessante que se faça uma leitura em voz alta para os alunos, para que eles percebam que esta narrativa não se limita apenas aos fatos narrados, mas também às opiniões do narrador e diálogos estabelecidos entre o narrador e leitor. É importante estabelecer um diálogo com a turma para que eles digam suas respectivas opiniões. Outra atividade também interessante para ser desenvolvida em sala é omitir para eles o final da narrativa e propor a construção do fim da história. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 16 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  19. 19. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)14) LEIA O TEXTO: CONSELHO (Adilson Bispo / Zé Roberto) Deixe de lado esse baixo astral Erga a cabeça enfrente o mal Que agindo assim será vital para o seu coração É que em cada experiência se aprende uma lição 5 Eu já sofri por amar assim Me dediquei mas foi tudo em vão Pra que se lamentar Se em sua vida pode encontrar Quem te ame com toda força e ardor 10 Assim sucumbirá a dor (tem que lutar) Tem que lutar Não se abater Só se entregar A quem te merecer 15 Não estou dando nem vendendo Como o ditado diz O meu conselho é pra te ver feliz (http://www.letras.com.br/almir-guineto/conselho)O ditado popular a que se refere a letra do samba no verso 16 está corretamente reproduzido em:(A) “Mais vale um pássaro na mão que dois voando.”(B) “Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia.”(C) “É na necessidade que se conhece o amigo.”(D) “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.” TÓPICO I – Procedimentos de leitura DESCRITOR D4 – Inferir uma informação implícita em um texto GABARITO: B DISTRATORES: O próprio título da canção já remete ao ditado popular “Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia.” Esse ditado faz uma ironia acerca dos bons conselhos, todavia o tom de admoestação que se nota nos versos confirma o valor de tais conselhos. ORIENTAÇÕES: Caro monitor, se for possível, leve um CD com a música, e deixe-a tocar para que os alunos acompanhem o texto cantando. Proponha também que eles expliquem cada ditado popular presente na questão. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 17 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  20. 20. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Tópico II Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do textoPROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 18 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  21. 21. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Tópico II Implicações do suporte, do gênero, e/ ou do Enunciador na compreensão de textoSão dois os descritores deste tópico.D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.) Considera-se parte constitutiva da habilidade de leitura a construção da estrutura textual e de que forma esta estruturatraz implicações na compreensão de texto. Por isso, entende-se que este descritor requer a construção de uma “armação”sustentadora do assunto, ligada ao texto. Neste caso, o material gráfico pode levar o leitor a entender as relações mais abstratas.A informação focada no material gráfico pode preparar para a leitura verbal do texto. Entretanto, é, sem dúvida, necessáriauma intimidade com este tipo de linguagem, que visa à articulação dessas duas formas de linguagem (verbal e não verbal).D9 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros Esse é um descritor em nível macrotextual que visa à identificação do gênero do texto, como também aoreconhecimento de sua finalidade, seu propósito comunicativo. Língua Portuguesa: orientações para o professor, SAEB/Prova Brasil, 4ª série/5º ano, ensino fundamental. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009 PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 19 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  22. 22. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)15) LEIA O TEXTO (http://www.monica.com.br/cookpage/cookpage.cgi?!pag=comics/tirinhas/tira294) “Chove todo dia...” (1° quadrinho).Assinale a alternativa em que a palavra todo tenha o mesmo significado que o da tirinha anterior.(A) Todo o dia chove aqui.(B) Todo o bolo tinha formigas.(C) O livro foi lido por todo aluno.(D) Meu aluno chegou todo feliz. TÓPICO II – Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto DESCRITOR D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc) GABARITO: C DISTRATORES: Em “Chove todo dia”, a palavra TODO pode ser substituída por CADA, o mesmo que ocorre com a opção C. Nos distratores (A) e (B), TODO O é sinônimo contextual de INTEIRO. Já no distrator (D), TODO é equivalente a TOTALMENTE. ORIENTAÇÕES: Caro monitor, fale com seus alunos sobre as múltiplas possibilidades semânticas da palavra TODO. Veja alguns exemplos: • Todo país tem problemas. (=QUALQUER PAÍS) • Todo o país tem problemas. (=O PAÍS INTEIRO) • Ele está todo sujo. (=TOTALMENTE SUJO) • O dia todo foi de muito trabalho. (=O DIA INTEIRO) • Todo ser deveria ser igual. (=CADA SER) PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 20 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  23. 23. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)16) LEIA O TEXTO: (Caulos, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1978, in http://www.inep.gov.br/download/enem/2001/prova/amarela_2001.pdf)Os quadrinhos do texto anterior falam de(A) desmatamento.(B) seca.(C) enchente.(D) descaso das autoridades. TÓPICO II – Implicações do suporte, do gênero e/ou enunciador na compreensão do texto DESCRITOR D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.) GABARITO: A DISTRATORES No último quadrinho, a imagem da palmeira cortada sugere que houve desmatamento. Portanto, os distratores (B), (C) e (D) não seriam respostas adequadas. ORIENTAÇÕES Caro monitor, apresente sucintamente ao aluno o poema original escrito por Gonçalves Dias. Se possível, use dicionários para que consultem os vocábulos desconhecidos. Ressalte o amor do poeta pela terra natal, cheia de belezas naturais e a sua atual devastação. Veja abaixo o poema e uma breve biografia do autor: Canção do exílio "Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 21 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  24. 24. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar - sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem quinda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá." Canção do exílio é o poema de Gonçalves Dias que abre o livro contos literários e marca a obra do autor como um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil. Foi escrita em julho de 1843, em Coimbra, Portugal. O poema, por conta de sua contenção e de sua alusão à pátria distante, tema tão próximo do ideário do Romantismo, tornou- se emblemático na cultura brasileira. Tal caráter é percebido por sua frequente aparição nas antologias escolares, bem como pelas inúmeras citações do texto presentes na obra dos mais diversos autores brasileiros. Sua temática é própria da primeira fase do Romantismo brasileiro, em sua mescla de nostalgia e nacionalismo. Gonçalves Dias compôs o poema cinco anos depois de partir para Portugal, onde fora cursar Direito na Universidade de Coimbra. O texto é estruturado a partir do contraste entre a paisagem europeia e a terra natal - jamais nominada, sempre vista com o olhar exagerado de quem está distante e, em sua saudade, exalta os valores que não encontra no local de exílio. <http://pt.wikipedia.org> (com adaptações)17) LEIA O TEXTO: DORMIR FORA DE CASA PODE SER TORMENTO Mirna Feitosa A euforia de dormir na casa do amigo é tão comum entre algumas crianças quanto o pavor de outras de passar uma noite longe dos pais. E, ao contrário do que as famílias costumam imaginar, ter medo de dormir fora de casa não tem nada a ver com a idade. Assim como há crianças de três anos que tiram essas situações de letra, há pré- adolescentes que chegam a passar mal só de pensar na ideia de dormir fora, embora tenham vontade. 5 Os especialistas dizem que esse medo é comum. A diferença é que algumas crianças têm mais dificuldade para lidar com ele. “Para o adulto, dormir fora de casa pode parecer algo muito simples, mas, para a criança, não é, porque ela tem muitos rituais, sua vida é toda organizada, ela precisa sentir que tem controle da situação”, explica o psicanalista infantil Bernardo Tanis, do Instituto Sedes Sapientiae. Dormir em outra casa significa deparar com outra realidade, outros costumes. “É um desafio para a criança, e novas situações geram ansiedade e angústia” , afirma. (...) 10 (Folha de S. Paulo, 30/8/2001) PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 22 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  25. 25. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)Marque a opção que indique a finalidade do texto acima:(A) entreter.(B) informar.(C) relatar.(D) convencer. TÓPICO II – Implicações do suporte, do gênero e/ou enunciador na compreensão do texto DESCRITOR D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros GABARITO: B DISTRATORES: A opção (A) é incorreta, porque o texto em questão não apresenta por objetivo o entretenimento, visto que se trata de um texto jornalístico cujo intuito é informar. A opção (C) é parcialmente incorreta, pois no texto houve trechos relatados, porém o relato não constitui sua finalidade. A opção (D) também é, em parte, inadequada, pois os autores de um texto, em geral, pretendem convencer o leitor de sua opinião, no entanto, não constitui a finalidade maior deste texto. ORIENTAÇÕES: Trabalhar esta questão exige que o monitor leve para os alunos outros textos com diferentes propósitos, a fim de que a turma tenha o conhecimento de que para cada propósito comunicativo haverá uma finalidade na qual se baseia o texto em questão. É interessante propor à turma a análise de textos publicados em jornais, destacando que nem todo o conteúdo jornalístico tem o objetivo de informar.18) LEIA O TEXTO: TRAGÉDIA BRASILEIRA Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade. Conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado do Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria. 5 Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim. Toda vez que Maria Elvira arranjava um namorado, Misael mudava de casa. 10 Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos... Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul. Fonte: BANDEIRA, Manuel. “Tragédia Brasileira”. In: Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora, 1967. p. 283.A finalidade do texto acima é(A) narrar.(B) descrever.(C) argumentar.(D) divertir. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 23 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  26. 26. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) TÓPICO II – Implicações do suporte, do gênero e/ou enunciador na compreensão do texto DESCRITOR D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros GABARITO: A DISTRATORES: A opção (B) está incorreta, pois, apesar de haver trechos descritivos, o texto tem por finalidade predominante narrar. A opção (C) também é incorreta, pois não há no texto traços característicos da argumentação. Já a opção (D) está parcialmente incorreta, pois a consequência do texto é promover a diversão, mas o objetivo é narrar. ORIENTAÇÕES: É importante trabalhar com a turma todos os tipos de textos apresentados nas opções da questão, assim você dará aos alunos a possibilidade de listar as diferenças entre os variados textos e, para aqueles que ainda não os conhecem, a oportunidade de conhecê-los. Um livro cuja leitura é indispensável chama-se “Gêneros textuais e Ensino”, nele você poderá tirar todas as dúvidas acerca dos gêneros e tipos textuais e enriquecer suas aulas.19) LEIA O TEXTO: Fonte: Revista Veja. 30 jul. 1997, p. 15Infere-se, da imagem acima, que(A) a evolução dos meios de comunicação faz com que as pessoas desliguem-se das pessoas próximas.(B) as pessoas gostam da comunicação mútua.(C) cada vez mais cedo, os jovens aprendem a lidar com a tecnologia.(D) os modernos meios de comunicação possibilitam um contato maior comas pessoas ao nosso redor. TÓPICO II – Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão de texto DESCRITOR D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos etc.) GABARITO: A DISTRATORES: A opção (B) é incoerente com que é apresentado na charge, pois não há comunicação entre eles. A opção (C) está parcialmente incorreta, pois há a presença de jovens lidando com os meios de comunicação modernos, no entanto também existem adultos. E a opção (D) é incoerente, pois a charge mostra que o contato entre as pessoas presente é totalmente nulo. ORIENTAÇÕES: PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 24 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  27. 27. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Faz-se necessário observar a opinião dos alunos sobre a evolução dos meios de comunicação, certamente, a maioria ficará a favor. Procure observar o grupo, dentro da turma, que se posicionará contra e desenvolva com eles a argumentação, busque textos que mostrem as duas versões. Há um texto “Ela tem alma de pomba”, do Rubem Braga, que apresenta os dois lados da presença da TV na vida das pessoas, trabalhar a leitura e compreensão deste texto será enriquecedor.__________________________________________________________________________________________20) LEIA O TEXTO A tristeza é uma emoção criada para permitir um ajustamento a uma grande perda ou uma decepção importante. E osespecialistas sabem que quando a tristeza é muito profunda, aproximando-se da depressão, a velocidade metabólica do corpofica muito reduzida, o que originalmente deveria deixar a pessoa quase imobilizada, em casa, onde há menos perigo e maissegurança. Luiz Lobo, para a TVE Site: www.tvebrasil.com.br/links/homo/historia/historia/htmIdentifique a finalidade do texto abaixo.(A) informar.(B) relatar.(C) divertir.(D) convencer. TOPICO II – Implicações do Suporte, do Gênero e/ou Enunciador na Compreensão do Texto DESCRITOR D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros GABARITO: A DISTRATORES: As opções (B), (C) e (D) são inadequadas porque o texto é uma definição que tem por objetivo informar. ORIENTAÇÕES: É importante definir para os alunos o que vem a ser informar, relatar, divertir e convencer. Procure elaborar a definição a partir da opinião deles, partindo daquilo que eles tiverem noção, assim a compreensão se constrói de forma mais prática e eles dificilmente a esquecerão. Apresente à turma textos cuja finalidade seja distinta da presente no texto da questão. E, ao final, peça para que todos levem outros textos da preferência deles e proponham para uma atividade em que eles terão de identificar a finalidade dos textos escolhidos. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 25 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  28. 28. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Tópico III Relação entre textosPROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 26 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  29. 29. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) Tópico III Relação entre textoHá apenas dois descritores de habilidade neste tópico.D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar a informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, emfunção das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido Neste descritor, a palavra-chave é a intertextualidade. Está inscrita na concepção do descritor a relação de interação quese estabelece entre os interlocutores. Isto pressupõe entender de que forma o texto é produzido e como ele é recebido. Neste sentido, admite-se a ideia depolifonia, ou seja, da existência de muitas vozes no texto, o que constitui um princípio que trata o texto como uma comunhãode discursos e não como algo isolado. Neste tópico, a ideia central é a ampliação do mundo textual.D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema Língua Portuguesa: orientações para o professor, SAEB/Prova Brasil, 4ª série/5º ano, ensino fundamental. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009 PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 27 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  30. 30. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)21) LEIA OS TEXTOS:TEXTO I A FESTA DA PENHA Olavo Bilac Pelas estradas que levam à ermida branca, uma quinta parte da população carioca irá rezar e folgar lá em cima. Por toda a manhã, e toda a tarde, ferverá na Penha o pagode; e, sentados à vontade na relva, devastando os farnéis bem providos de viandas gordas e esvaziando os “chifres” pejados de vinho, os romeiros celebrarão com gáudio a festa da compassiva Senhora.Vocabulário:ermida: pequena igrejaviandas: carnespejados: cheiosgáudio: alegriacompassiva: piedosa.TEXTO II ROMARIA Carlos Drummond de Andrade No alto do morro chega a procissão. Um leproso de opa empunha o estandarte. As coxas das romeiras brincam no vento. Os homens cantam, cantam sem parar. 5 No adro da igreja há pinga, café, Imagens, fenômenos, baralhos, cigarros E um sol imenso que lambuza de ouro O pó das feridas e o pó das muletas.Vocabulário:Opa: Espécie de capa sem mangas.Em relação à estrutura formal dos textos I e II, é correto afirmar que(A) O texto I está organizado em períodos que compõem um parágrafo.(B) No texto II há o predomínio da ordem direta.(C) O texto I está organizado em versos.(D) O ritmo do texto II acompanha a naturalidade da fala. TÓPICO III – Relação entre textos DESCRITOR D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido GABARITO: A DISTRATORES: A opção (B) é incoerente, pois o predomínio da ordem direta ocorre no texto I. A opção (C) é incoerente, pois o texto I é um texto em prosa. Diz-se que a opção (D) é incorreta, pois o texto que acompanha o ritmo da fala é o texto I. ORIENTAÇÕES: Nesta questão, mais uma vez, é interessante trabalhar o vocabulário com a turma, pois há muitas palavras cujos significados os alunos provavelmente desconhecem. Explique para eles que a presença de um vocabulário rebuscado faz parte do estilo do autor e aproveite para trabalhar textos em verso e textos em prosa. Proponha à turma o estabelecimento das diferenças de um texto em verso e um texto em prosa. Por fim, procure identificar o formato de texto que mais agrada aos alunos para, futuramente, você trabalhá-lo na turma. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 28 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  31. 31. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)22) LEIA OS TEXTOS:TEXTO I EVOCAÇÃO DO RECIFE (Fragmento) A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros Vinha da boca do povo na língua errada do povo Língua certa do povo Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil 5 Ao passo que nós O que fazemos É macaquear A sintaxe lusíada. MANUEL BANDEIRA. “Evocação do Recife.” In Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.TEXTO II Defesa da inventividade popular ( “o povo é o inventa-línguas”, Maiakovski) contra os burocratas da sensibilidade, que querem impingir ao povo, caritativamente, uma arte oficial, de ‘boa consciência’, ideologicamente retificada, dirigida. (...) Mas o povo cria, o povo engenha, o povo cavila. O povo é o inventa-línguas, na malícia da mestria, no 5 matreiro da maravilha. O visgo do improviso, tateando a travessia, azeitava o eixo do sol... O povo é o melhor artífice. Haroldo de Campos. “Circulado de Fulô”, in Isto não é um livro de viagens. 16 fragmentos de “Galáxias”. CD gravado no Nosso Estúdio, São Paulo, para a Editora 34, Rio de Janeiro, 1992.* Maiakovski – poeta russo que viveu entre 1893 e 1930.Em relação aos textos I e II, observa-se a valorização do falar do povo brasileiro. No entanto, há um trecho do texto I queapresenta uma crítica negativa em relação a esse falar. Marque a opção que contém essa crítica.(A) “A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros”(B) “ Vinha da boca do povo na língua errada do povo”(C) “Língua certa do povo”(D) “Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil” TÓPICO III – Relação entre textos DESCRITOR D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido GABARITO: B DISTRATORES: A opção A é inadequada porque não apresenta crítica alguma. Já as opções (C) e (D) são inadequadas por apresentarem valorização do falar do povo. ORIENTAÇÕES: É importante propor um debate com a turma em relação ao falar do povo brasileiro, fazendo uma analogia com o português de Portugal. Destaque para os alunos as diferenças existentes entre o português do Brasil e o de Portugal e que o PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 29 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  32. 32. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) nosso distanciamento em relação a este último não nos faz povos inferiores, mas inovadores. Há um documentário cujo título é “Língua: vidas em português” que seria interessante passar para os alunos, assim haverá a possibilidade de propor uma atividade de produção textual em que a turma poderá expor sua opinião. Busque com os alunos o significado dos vocábulos do texto II. Provavelmente eles terão bastante dificuldade em compreendê-lo devido ao grande número de palavras desconhecidas.23) LEIA OS TEXTOS:TEXTO I O ALMIRANTE NEGRO (João Bosco – Aldir Blanc) Há muito tempo nas águas da Guanabara O Dragão do Mar reapareceu Na figura de um bravo marinheiro A quem a história não esqueceu 5 Conhecido como o Almirante Negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por batalhões de mulatas 10 Rubras cascatas jorravam das costas dos negros Pelas pontas das chibatas Inundando o coração de toda tripulação Que a exemplo do marinheiro gritava então Glória aos piratas, às mulatas, às sereias 15 Glória à farofa, à cachaça, às baleias Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história Não esquecemos jamais Salve o almirante negro 20 Que tem por monumento As pedras pisadas do cais Mas faz muito tempo... Jornal O Dia, 21.11.2010TEXTO II A LETRA ORIGINAL DE ‘O MESTRE-SALA DOS MARES’ Em 1974, a ditadura exigiu mudanças até no título do samba em homenagem a João Cândido, líder da Revolta da Chibata. Na véspera dos 100 anos do motim contra os castigos físicos na Marinha, o Informe publica a letra original. Ah, Dragão do Mar foi o jangadeiro que, em 1884, impediu o embarque de escravos em Fortaleza e precipitou a Abolição no Ceará. Jornal O Dia, 21.11.2010.Em relação aos textos abaixo, é correto afirmar que(A) O texto I apresenta a letra do samba em sua versão original e o texto II ratifica isso.(B) O texto II faz um esclarecimento acerca das mudanças feitas no texto I por ocasião da Ditadura.(C) O texto II faz referência as poucas mudanças na letra do samba por ocasião da Ditadura.(D) Devido à Ditadura, o texto I utiliza uma linguagem denotativa. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 30 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  33. 33. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) TÓPICO III – Relação entre textos DESCRITOR D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido GABARITO: B DISTRATORES: A opção (A) é incorreta porque o texto I já apresenta a letra do samba modificado e o texto II faz essa ressalva. A opção (C) está incorreta, pois, de acordo com o texto II, não foram poucas as mudanças feitas no texto I, visto que foi necessário mudar até o título. A opção (D) é incoerente, pois devido à ditadura era necessário o uso de uma linguagem metafórica, conotativa. ORIENTAÇÕES: É interessante pedir um apoio ao professor de História para explicar melhor o que acontecia no contexto histórico daquela época, assim haverá possibilidade de os alunos compreenderem melhor o que está sendo expresso na letra da música. É importante também explorar o vocabulário da letra da música, pedindo aos alunos para destacar as palavras cujo significado é desconhecido para eles, dessa forma, eles poderão pesquisar no dicionário e criar o hábito de consultá-lo.24) LEIA OS TEXTOS:TEXTO I QUARTO DE BADULAQUES Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último “Quarto de badulaques”. Acontece que eu, acostumado a conversar 5 com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção”? do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário (...). O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário(...). Porque para eles não é o 10 dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado. (Rubem Alves, Quarto de badulaques)TEXTO II O GIGOLÔ DAS PALAVRAS (Fragmento) (...) Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidado, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de 5 lexicógrafos, etimologias e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 31 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  34. 34. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011) VERÍSSIMO, Luís Fernando. “O gigolô das palavras”. In: Mais Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p.145.Acerca dos textos I e II é correto afirmar que(A) os dois textos defendem o uso das regras gramaticais em qualquer situação.(B) o amigo do enunciador do texto 1 é um gigolô das palavras.(C) Os enunciadores dos dois textos comportam-se como um gigolô das palavras.(D) Os enunciadores dos textos são contra à obediência às normas gramaticais. TÓPICO III – Relação entre textos DESCRITOR D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema GABARITO: C DISTRATORES: A opção (A) é incoerente, pois nenhum dos textos defende o uso das normas gramaticais. A opção (B) está incorreta, pois, ao contrário, o amigo, o enunciador do texto I, não se comporta como um gigolô das palavras. A opção (D) é inadequada, pois em nenhum momento os enunciadores posicionam-se contra a obediência às normas gramaticais, eles são apenas a favor da adequação da língua ao contexto. ORIENTAÇÕES: Faz-se necessário ler os dois textos passo a passo para que a turma compreenda que ambos dão importância para a adequação da linguagem. Apresente para os alunos outros textos que tratem do mesmo assunto, leia trechos do livro “A língua de Eulália” e busque sempre a opinião da turma acerca do tema; exercícios de mudança da linguagem formal para informal também são interessantes e, em geral, os alunos gostam bastante.___________________________________________________________________________________________25) LEIA OS TEXTOSTEXTO I A PÁTRIA Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! Não verás nenhum país como este! Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta! A Natureza, aqui, perpetuamente em festa, 5 É um ceio de mãe a transbordar carinhos. Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos, Que se balançam no ar; entre os ramos inquietos! Vê que luz, que calor, que multidão de insetos! Vê que grande extensão de matas, onde impera 10 Fecunda e luminosa, a eterna primavera! Boa terra! Jamais negou a quem trabalha O pão que mata a fome, o teto que agasalha... Quem com seu suor fecunda e umedece, Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece! 15 Criança! Não verás país nenhum como este: Imita na grandeza a terra em que nasceste! In: BILAC, Olavo. Poesias infantis. 18. ed. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1952. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 32 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011
  35. 35. MÓDULO II Orientações Pedagógicas LÍNGUA PORTUGUESA 9º ANO (2011)TEXTO II PROSTITUIÇÃO INFANTIL Não sei que jornal, há algum tempo, noticiou que a polícia ia tomar sob a sua proteção as crianças que aí vivem, às dezenas, exploradas por meia dúzia de bandidos. Quando li a notícia, rejubilei. Porque, há longo tempo, desde que comecei a escrever, venho repisando este assunto, pedindo piedade para essas crianças e cadeia para esses patifes. Mas os dias correram. As providências anunciadas não vieram. Parece que a piedade policial não se estende às 5 crianças, e que a cadeia não foi feita para dar agasalho aos que prostituem corpos de sete a oito anos... E a cidade, à noite, continua a encher-se de bandos de meninas, que vagam de teatro em teatro e de hotel em hotel, vendendo flores e aprendendo a vender beijos. Anteontem, por horas mortas, (...) vi sentada uma menina, a uma soleira de porta. Dormia. Ao lado, a sua cesta de flores murchas estava atirada sobre a calçada. Despertei-a. A pobrezinha levantou-se, com um grito. Teria oito anos, 10 quando muito. Louros e despenteados, emolduravam os seus cabelos um rosto desfeito, amarrotado de sono e de choro. (...) Perdera toda a féria. Só conseguira obter, ao cabo de toda uma tarde de caminhadas e de pena, esses dez tostões – perdidos ou furtados. E pelos seus olhos molhados passava o terror das bordoadas que a esperavam em casa... “Mas é teu pai quem te esbordoa?” 15 “É um homem que mora lá em casa...” (...) não penseis que me iluda sobre a eficácia das providências que possa a polícia tomar, a fim de salvar das pancadas o corpo e da devassidão a alma de qualquer dessas meninas. (...) BILAC, Olavo. In: DIMAS, Antonio (org). Vossa insolência: crônicas. São Paulo, Companhia das Letras, 1996. p. 305-8.Os textos acima foram escritos com propósitos distintos, com base nessa observação, marque a opção que apresentecomentário adequado em relação aos textos.(A) O texto I apresenta uma exaltação à pátria e o texto II ratifica essa exaltação.(B) Ambos os textos fazem referência a problemas enfrentados pelo povo brasileiro.(C) Somente o texto I exalta a pátria, o texto II fala de um ato falho do Estado.(D) O texto I é de caráter ufanista e o texto II fala da piedade que os policiais têm pelas crianças. TÓPICO III – Relação entre textos DESCRITOR D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema GABARITO: C DISTRATORES: A opção (A) é incorreta porque apenas o texto I exalta a pátria. A opção (B) é incorreta porque apenas o texto II faz referência a problemas enfrentados pelo povo brasileiro. A opção (D) é incoerente, pois no texto II há uma passagem que diz que os policiais não têm piedade das crianças. ORIENTAÇÕES: Monitor, procure comparar os textos com os alunos, explorando as semelhanças e diferenças entre eles, no que diz respeito à forma, verso e prosa, e ao contexto histórico em que cada texto foi produzido. PROJETO (CON)SEGUIR – MÓDULO 2 – 9º ANO 33 LÍNGUA PORTUGUESA - 2011

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