Barroco  Professora: Maria do Carmo
Barroco <ul><li>Pérola Irregular; </li></ul><ul><li>Arte da Contra-Reforma; </li></ul><ul><li>Teocentrismo x Antropocentri...
 
Características <ul><li>Cultismo e Conceptismo  </li></ul><ul><li>Na Espanha do século XVII, dentro do padrão barroco, apa...
<ul><li>Conceptismo:   </li></ul><ul><li>Tentativa de dizer o máximo com o mínimo de palavras. </li></ul><ul><li>Emprego d...
<ul><li>Conflito entre Corpo e Alma  </li></ul><ul><li>A partir do Maneirismo instaura-se na arte um conflito fundamental ...
A Temática do Desengano <ul><li>Principal motivo da estética barroca, o desengano (desencanto, desilusão) tem um forte sub...
<ul><li>- A vida é breve.  A trajetória do homem guarda uma lamentável brevidade. O tempo voa, destruindo os prazeres, a b...
<ul><li>Linguagem Rebuscada; </li></ul><ul><li>Uso abusivo de figuras de linguagem; </li></ul>
Na pintura <ul><li>Uso do contraste – claro e escuro </li></ul><ul><li>estilo grandioso, monumental, retorcido, substituin...
Gregório de Matos <ul><li>Principal representante da literatura barroca no Brasil; </li></ul><ul><li>Sua obra divide-se em...
Gregório de Matos <ul><li>Lírica- religiosa: arrependimentos, sentimento de culpa... </li></ul><ul><li>Lírica- filosófica:...
<ul><li>Lírica- satírica: </li></ul><ul><li>Críticas ferrenhas à igreja, à sociedade, aos governantes... </li></ul>
Padre Antonio Vieira <ul><li>Sermões  </li></ul><ul><li>Críticas  </li></ul><ul><li>Um dos mais consagrados oradores de se...
ARCADISMO
<ul><li>Deriva de Arcádia- mitologia grega </li></ul><ul><li>Cultua-se a natureza </li></ul><ul><li>Valoriza-se o Antropoc...
Contexto <ul><li>Reação burguesa contra o clero/nobres  </li></ul><ul><li>Iluminismo; Século das Luzes (1701-1800); Razão,...
Características <ul><li>Reação ao Barroco  </li></ul><ul><li>Influências ideológicas do Iluminismo  </li></ul><ul><li>Infl...
Características <ul><li>1) BUSCA DA SIMPLICIDADE  </li></ul><ul><li>A fórmula básica do Arcadismo pode ser representada as...
<ul><li>2) IMITAÇÃO DA NATUREZA  </li></ul><ul><li>Ao contrário do Barroco, que é urbano, há no Arcadismo um retorno à ord...
<ul><li>A literatura pastoril  </li></ul><ul><li>Esta aproximação com o natural se dá por intermédio de uma literatura de ...
<ul><li>Enquanto pasta alegre o manso gado, minha bela Marília, nos sentemos à sombra deste cedro levantado. Um pouco medi...
<ul><li>IMITAÇÃO DOS CLÁSSICOS </li></ul><ul><li>Processa-se um retorno ao universo de referências clássicas, que é propor...
<ul><li>O poeta que não seguir os antigos, perderá de todo o caminho, e não poderá jamais alcançar aquela força, energia e...
<ul><li>Desejo de uma vida Simples  </li></ul><ul><li>Pastoralismo  </li></ul><ul><li>Bucolismo  </li></ul><ul><li>Raciona...
Autores <ul><li>Tomás Antonio Gonzaga </li></ul><ul><li>Marília de Dirceu </li></ul>
<ul><li>TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (1744-1810)  </li></ul><ul><li>Vida:  Filho de um magistrado brasileiro, nasceu, no entanto,...
 
<ul><li>Uma das obras líricas mais estimadas e lidas no país, Marília de Dirceu permite duas abordagens igualmente válidas...
<ul><li>Tu, Marília, agora vendo Do Amor o lindo retrato Contigo estarás dizendo Que é este o retrato teu. Sim, Marília, a...
<ul><li>Percebe-se no poema o enquadramento dos impulsos afetivos dentro do amor galante. Estamos longe do passionalismo r...
<ul><li>O Desejo da Vida Comum (&quot;Aurea Mediocritas&quot;)  </li></ul><ul><li>Na verdade, o pastor Dirceu é um pacato ...
<ul><li>Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos...
<ul><li>Enquadra-se no princípio da &quot;aurea mediocritas&quot;, da &quot;mediania de ouro&quot;, isto é, a aspiração a ...
<ul><li>O ser herói, Marília, não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra, Espalha o sangue humano,  E despovoa a t...
<ul><li>Desvios Sensuais  </li></ul><ul><li>Estando ligado às concepções rígidas do Arcadismo, Tomás Antônio Gonzaga tende...
<ul><li>Ornemos nossas testas com as flores, E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, G...
 
<ul><li>tristeza da prisão domina a segunda e a terceira partes do poema. Há uma tendência maior à confissão. Por outro la...
<ul><li>Quando em meu mal pondero, Então mais vivamente te diviso: Vejo o teu rosto e escuto A tua voz e riso. Movo ligeir...
<ul><li>Cartas chilenas  </li></ul><ul><li>Sob o pseudônimo de Critilo, Tomás Antônio Gonzaga ironiza nas Cartas chilenas ...
<ul><li>SILVA ALVARENGA (1749-1814)  </li></ul><ul><li>Vida:  Nasceu em Vila Rica, filho de um músico mulato. Fez Humanida...
<ul><li>Carinhosa e doce, ó Glaura, Vem esta aura lisonjeira, E a mangueira já florida Nos convida a respirar. Sobre a rel...
<ul><li>QUANTO À FORMA </li></ul><ul><li>Vocabulário simples </li></ul><ul><li>Frases na ordem direta </li></ul><ul><li>Au...
QUANTO AO CONTEÚDO <ul><li>PastoralismoBucolismo </li></ul><ul><li>Fugere urbem Aurea mediocritas </li></ul><ul><li>Elemen...
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Barroco

  1. 1. Barroco Professora: Maria do Carmo
  2. 2. Barroco <ul><li>Pérola Irregular; </li></ul><ul><li>Arte da Contra-Reforma; </li></ul><ul><li>Teocentrismo x Antropocentrismo </li></ul><ul><li>Literatura de Contrastes </li></ul>
  3. 4. Características <ul><li>Cultismo e Conceptismo </li></ul><ul><li>Na Espanha do século XVII, dentro do padrão barroco, aparecem essas duas designações literárias que se tornam símbolos do exagero verbal e de certa obscuridade do pensamento. Assim: </li></ul><ul><li>Cultismo: </li></ul><ul><li> Busca da perfeição formal através de um estilo rebuscado. </li></ul><ul><li>Utilização contínua de neologismos. </li></ul><ul><li>Metáforas arrojadas e hipérbatos (inversões sintáticas) freqüentes. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Conceptismo: </li></ul><ul><li>Tentativa de dizer o máximo com o mínimo de palavras. </li></ul><ul><li>Emprego de elipses, duplos sentidos, paradoxos e alegorias. </li></ul><ul><li>Requinte expressivo e sutileza das idéias </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Conflito entre Corpo e Alma </li></ul><ul><li>A partir do Maneirismo instaura-se na arte um conflito fundamental que mesmo o Barroco não consegue equacionar de todo: o conflito entre os prazeres corpóreos e as exigências da alma. O Renascimento definira-se pela valorização do profano, do secular, pondo em voga o gosto pelas satisfações mundanas. </li></ul>
  6. 7. A Temática do Desengano <ul><li>Principal motivo da estética barroca, o desengano (desencanto, desilusão) tem um forte substrato religioso porque está centrado na desvalorização da vida humana frente à morte e à eternidade. Manifesta-se através de certas idéias repetidas exaustivamente: </li></ul>
  7. 8. <ul><li>- A vida é breve. A trajetória do homem guarda uma lamentável brevidade. O tempo voa, destruindo os prazeres, a beleza e a felicidade profana. Nada é estável ou permanente, tudo se desmancha, tudo muda. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Linguagem Rebuscada; </li></ul><ul><li>Uso abusivo de figuras de linguagem; </li></ul>
  9. 10. Na pintura <ul><li>Uso do contraste – claro e escuro </li></ul><ul><li>estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista.  * Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade.  * Realista, abrangendo todas as camadas sociais. </li></ul><ul><li>  * Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática . </li></ul>
  10. 11. Gregório de Matos <ul><li>Principal representante da literatura barroca no Brasil; </li></ul><ul><li>Sua obra divide-se em: </li></ul><ul><li>Lírica- amorosa – mulher vista como um anjo ora como um demônio </li></ul><ul><li>Amor como fonte de sofrimento; </li></ul>
  11. 12. Gregório de Matos <ul><li>Lírica- religiosa: arrependimentos, sentimento de culpa... </li></ul><ul><li>Lírica- filosófica: Reflexões acerca da vida ...efêmero x eterno </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Lírica- satírica: </li></ul><ul><li>Críticas ferrenhas à igreja, à sociedade, aos governantes... </li></ul>
  13. 14. Padre Antonio Vieira <ul><li>Sermões </li></ul><ul><li>Críticas </li></ul><ul><li>Um dos mais consagrados oradores de seu tempo; </li></ul>
  14. 15. ARCADISMO
  15. 16. <ul><li>Deriva de Arcádia- mitologia grega </li></ul><ul><li>Cultua-se a natureza </li></ul><ul><li>Valoriza-se o Antropocentrismo; </li></ul><ul><li>Também chamado de Neoclassicismo; </li></ul><ul><li>Valorização do homem; </li></ul>
  16. 17. Contexto <ul><li>Reação burguesa contra o clero/nobres </li></ul><ul><li>Iluminismo; Século das Luzes (1701-1800); Razão, liberdade de pensamento, progresso científico e social. </li></ul><ul><li>Revolução Francesa (1789) </li></ul><ul><li>Inconfindência Mineira em Vila Rica - MG. </li></ul>
  17. 18. Características <ul><li>Reação ao Barroco </li></ul><ul><li>Influências ideológicas do Iluminismo </li></ul><ul><li>Influências estéticas do Classicismo greco-latino e renascentista </li></ul><ul><li>Linguagem mais simples e natural </li></ul><ul><li>Volta à natureza </li></ul>
  18. 19. Características <ul><li>1) BUSCA DA SIMPLICIDADE </li></ul><ul><li>A fórmula básica do Arcadismo pode ser representada assim: </li></ul><ul><li>Verdade = Razão =Simplicidade </li></ul>
  19. 20. <ul><li>2) IMITAÇÃO DA NATUREZA </li></ul><ul><li>Ao contrário do Barroco, que é urbano, há no Arcadismo um retorno à ordem natural. Como na literatura clássica, a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade. Cultua-se o &quot;homem natural&quot;, isto é, o homem que &quot;imita&quot; a natureza em sua ordenação, em sua serenidade, em seu equilíbrio, e condena-se toda ousadia, extravagância, exacerbação das emoções. </li></ul>
  20. 21. <ul><li>A literatura pastoril </li></ul><ul><li>Esta aproximação com o natural se dá por intermédio de uma literatura de caráter pastoril: o Arcadismo é uma festa campestre, representando a descuidada existência de pastores e pastoras na paz do campo, entre ovelhinhas. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Enquanto pasta alegre o manso gado, minha bela Marília, nos sentemos à sombra deste cedro levantado. Um pouco meditemos na regular beleza, Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. </li></ul><ul><li>Tomás Antonio Gonzaga </li></ul>
  22. 23. <ul><li>IMITAÇÃO DOS CLÁSSICOS </li></ul><ul><li>Processa-se um retorno ao universo de referências clássicas, que é proporcional à reação antibarroca do movimento. O escritor árcade está preocupado em ser simples, racional, inteligível. E para atingir esses requisitos exige-se a imitação dos autores consagrados da Antiguidade, preferencialmente os pastoris. Diz um árcade português: </li></ul>
  23. 24. <ul><li>O poeta que não seguir os antigos, perderá de todo o caminho, e não poderá jamais alcançar aquela força, energia e majestade com quem nos retratam o formoso e angélico semblante da natureza. </li></ul>
  24. 25. <ul><li>Desejo de uma vida Simples </li></ul><ul><li>Pastoralismo </li></ul><ul><li>Bucolismo </li></ul><ul><li>Racionalidade </li></ul><ul><li>Objetividade </li></ul>
  25. 26. Autores <ul><li>Tomás Antonio Gonzaga </li></ul><ul><li>Marília de Dirceu </li></ul>
  26. 27. <ul><li>TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (1744-1810) </li></ul><ul><li>Vida: Filho de um magistrado brasileiro, nasceu, no entanto, em Porto, Portugal. A família retornou ao Brasil quando o menino contava sete anos. Aqui estudou com os jesuítas, na cidade da Bahia. Com dezessete anos foi para Coimbra estudar Direito. Por algum tempo exerceu a profissão de advogado em terras portuguesas, mas em 1782 foi nomeado Ouvidor de Vila Rica, capital de Minas Gerais. Ocupou altos cargos jurídicos e em 1787 tratou casamento com Maria Joaquina Dorotéia de Seixas, a futura Marília. Ele tinha mais de quarenta anos e ela era pouco mais do que uma adolescente. A detenção pelo envolvimento na Conjuração Mineira impediu o enlace. Ficou preso três anos numa prisão no Rio de Janeiro e depois foi condenado a dez anos de degredo em Moçambique. Lá se casou com a filha de um rico traficante de escravos e voltou a ocupar postos importantes na burocracia portuguesa. Morreu no continente africano em 1810. Obras: Marília de Dirceu (Parte I - 1792; Parte II - 1799; Parte III - 1812), Cartas Chilenas (1845) </li></ul>
  27. 29. <ul><li>Uma das obras líricas mais estimadas e lidas no país, Marília de Dirceu permite duas abordagens igualmente válidas. A primeira mostra-a como o texto árcade por excelência. A segunda aponta para sua dimensão pré-romântica. </li></ul><ul><li>O pastoralismo, a galanteria, a clareza, a recusa em intensificar a subjetividade, o racionalismo neoclássico que transforma a vida num caminho fácil para as almas sossegadas, eis alguns dos elementos que configuram o Arcadismo nas liras de Tomás Antônio Gonzaga, especialmente as da primeira parte do livro, produzidas ainda em liberdade </li></ul>
  28. 30. <ul><li>Tu, Marília, agora vendo Do Amor o lindo retrato Contigo estarás dizendo Que é este o retrato teu. Sim, Marília, a cópia é tua, Que Cupido é Deus suposto: Se há Cupido, é só teu rosto Que ele foi quem me venceu. </li></ul>
  29. 31. <ul><li>Percebe-se no poema o enquadramento dos impulsos afetivos dentro do amor galante. Estamos longe do passionalismo romântico. A expressão sentimental vale-se de alegorias mitológicas e concentra-se em fórmulas mais ou menos graciosas. Vamos encontrar um conjunto de frases feitas sobre os encantos da amada, sobre as qualidades do pastor Dirceu e sobre a felicidade do futuro relacionamento entre ambos. Conforme o gosto do período, há um esforço para cantar as qualidades da vida em família, do casamento, das módicas alegrias que sustentam um lar </li></ul>
  30. 32. <ul><li>O Desejo da Vida Comum (&quot;Aurea Mediocritas&quot;) </li></ul><ul><li>Na verdade, o pastor Dirceu é um pacato funcionário público que sonha com a tranqüilidade do matrimônio, alheio a qualquer sobressalto, certo de que a domesticidade gratificará Marília. Por isso, ele trata de ressaltar a estabilidade de sua situação econômica: </li></ul>
  31. 33. <ul><li>Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal* e nele assisto; Dá-me vinho, legume, frutas, azeite. Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela! </li></ul>
  32. 34. <ul><li>Enquadra-se no princípio da &quot;aurea mediocritas&quot;, da &quot;mediania de ouro&quot;, isto é, a aspiração a uma vida comum, uma vida de classe média. Por causa de tal mediania, Dirceu pode afirmar a sua amada - na lira XXVII - as virtudes civis em oposição aos desmedidos heróis guerreiros: </li></ul>
  33. 35. <ul><li>O ser herói, Marília, não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra, Espalha o sangue humano, E despovoa a terra Também o mau tirano. Consiste o ser herói em viver justo: E tanto pode ser herói o pobre, Como o maior Augusto. </li></ul>
  34. 36. <ul><li>Desvios Sensuais </li></ul><ul><li>Estando ligado às concepções rígidas do Arcadismo, Tomás Antônio Gonzaga tende à generalização insossa dos sentimentos e ao amor comedido e discreto. Mas há vários momentos, em Marília de Dirceu, que indicam um desejo de confidência e onde aparecem atrevimentos eróticos surpreendentes. São momentos de emoção genuína: o poeta lembra que o tempo passa, que com os anos os corpos se entorpecem, e convoca Marília para o &quot;carpe diem&quot; renascentista: </li></ul>
  35. 37. <ul><li>Ornemos nossas testas com as flores, E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos Amores. Sobre as nossas cabeças, Sem que o possam deter, o tempo corre; E para nós o tempo, que se passa, Também, Marília, morre. </li></ul>
  36. 39. <ul><li>tristeza da prisão domina a segunda e a terceira partes do poema. Há uma tendência maior à confissão. Por outro lado, as convenções arcádicas diminuem e o equilíbrio neoclássico é várias vezes rompido pelo tom de desabafo que percorre o texto </li></ul>
  37. 40. <ul><li>Quando em meu mal pondero, Então mais vivamente te diviso: Vejo o teu rosto e escuto A tua voz e riso. Movo ligeiro para o vulto dos passos; Eu beijo a tíbia* luz em vez de face, E aperto sobre o peito em vão os braços. </li></ul>
  38. 41. <ul><li>Cartas chilenas </li></ul><ul><li>Sob o pseudônimo de Critilo, Tomás Antônio Gonzaga ironiza nas Cartas chilenas a prepotência e os desmandos do governador Luís da Cunha Meneses, apelidado no texto de Fanfarrão Minésio. </li></ul><ul><li>Ainda há algumas dúvidas a respeito da autoria desta obra satírica, mas todos os indícios apontam para o autor de Marília de Dirceu. O que já se tornou consenso é o caráter pessoal dos ataques, não havendo nenhuma insinuação nativista ou desejo de sublevação revolucionária nos mesmos. </li></ul>
  39. 42. <ul><li>SILVA ALVARENGA (1749-1814) </li></ul><ul><li>Vida: Nasceu em Vila Rica, filho de um músico mulato. Fez Humanidades no Rio e estudou em Coimbra. Ardoroso defensor de Pombal, escreveu um poema heróico-cômico, O desertor, para exaltar as reformas do primeiro-ministro. Voltou ao Brasil em 1776 e continuou fiel as suas idéias iluministas. Mudou-se de Vila Rica para o Rio de Janeiro, onde animou uma importante sociedade literária. Suspeito de conspiração, foi detido, em 1794, permanecendo preso por três anos até receber o indulto real. Dois anos após, publicou Glaura. Morreu no Rio de Janeiro. Obra: Glaura (1799) </li></ul>
  40. 43. <ul><li>Carinhosa e doce, ó Glaura, Vem esta aura lisonjeira, E a mangueira já florida Nos convida a respirar. Sobre a relva o sol doirado Bebe as lágrimas da Aurora, E suave os dons de Flora Neste prado vê brotar. </li></ul><ul><li>*Rondó: composição poética com estribilho constante. *Madrigal: composição poética galante e musical. </li></ul>
  41. 44. <ul><li>QUANTO À FORMA </li></ul><ul><li>Vocabulário simples </li></ul><ul><li>Frases na ordem direta </li></ul><ul><li>Ausência quase total de figuras de linguagem </li></ul><ul><li>Manutenção do verso decassílabo, do soneto e de outras formas clássicas       </li></ul>
  42. 45. QUANTO AO CONTEÚDO <ul><li>PastoralismoBucolismo </li></ul><ul><li>Fugere urbem Aurea mediocritas </li></ul><ul><li>Elementos da cultura greco-latina </li></ul><ul><li>Convencionalismo amoroso </li></ul><ul><li>Idealização amorosa </li></ul><ul><li>Racionalismo </li></ul><ul><li>Idéias iluministas </li></ul><ul><li>Carpe diem </li></ul>

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