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Aula 01 05_modelos macroeconômicos

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Modelos Macro aulas 1 a 5

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Aula 01 05_modelos macroeconômicos

  1. 1. São Paulo, 10/08/09 Modelos Macroeconômicos Prof. Clemens Vinicius de A. Nunes Economia Política: Introdução e Modelos Alternativos
  2. 2. <ul><li>Aulas 1 e 2 </li></ul><ul><li>Introdução: Economia e Política </li></ul><ul><li>Influências na Escolha de Política </li></ul><ul><li>Um Modelo Político-Econômico </li></ul><ul><li>Abordagens Alternativas de Ciclo Político </li></ul><ul><li>Curva de Phillips: Uma Revisão </li></ul>Agenda
  3. 3. Economia Política Positiva: Definições <ul><li>Problema de interesse antigo dos economistas: Política influencia escolha de política e performance econômica </li></ul><ul><li>Campo de conhecimento que se desenvolve a partir de meados dos anos 70, que explora as interfaces entre política, macroeconomia e teoria dos jogos </li></ul><ul><li>Campo de estudo: Como interação política-economia afeta? </li></ul><ul><ul><li>Ciclos econômicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Inflação </li></ul></ul><ul><ul><li>Políticas de estabilização </li></ul></ul><ul><ul><li>Desigualdade </li></ul></ul><ul><ul><li>Democracia </li></ul></ul><ul><ul><li>Déficit Público </li></ul></ul><ul><ul><li>.... </li></ul></ul><ul><li>Principais pesquisadores na área </li></ul><ul><ul><li>Daron Acemoglu , Alberto Alesina, Alan Drazen, Bruno Frey, Douglas Hibbs, William Nordhaus, Douglass North, Mancur Olsson, Keneth Rogoff, Fredrich Schneider ,Andrei Shleifer .... </li></ul></ul>
  4. 4. Economia Política: Motivação <ul><li>Quais tipos de questões atuais podem ser abordadas pela economia política? </li></ul><ul><li>Independência do Banco Central </li></ul><ul><li>Tamanho do Estado: orçamentos, déficit público </li></ul><ul><li>Federalismo fiscal e transferência entre regiões </li></ul><ul><li>Previdência Social –transferência entre gerações </li></ul><ul><li>Crescimento Econômico e Desigualdade de Renda </li></ul><ul><li>Legislação Trabalhista </li></ul><ul><li>Lobby </li></ul><ul><li>... </li></ul>
  5. 5. Economia Política Positiva vs. Normativa <ul><li>Positiva </li></ul><ul><ul><li>Objetiva descrever e explicar o fenômeno econômico </li></ul></ul><ul><ul><li>O que? Como acontece? </li></ul></ul><ul><ul><li>A compreensão do fenômeno ajuda na definição de políticas eficazes, mas não é o objetivo </li></ul></ul><ul><ul><li>Economia Política Positiva </li></ul></ul><ul><li>Normativa </li></ul><ul><ul><li>Objetiva definir qual a melhor alternativa de política para um dado problema econômico </li></ul></ul><ul><ul><li>O deve ser. Prescritiva </li></ul></ul><ul><ul><li>Regra de escolha </li></ul></ul>
  6. 6. Perspectiva Histórica <ul><li>Keynes (1937) </li></ul><ul><ul><li>Economias de Mercado são inerentemente instáveis.Esta instabilidade pode e deve ser corrigida por políticas monetária e fiscal discricionárias </li></ul></ul><ul><ul><li>Governo é elemento exógeno ao fluxo circular da renda </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipótese implícita: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Governos desejam a estabilidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Políticos eleitos adotam políticas que objetivam maximizar o bem estar social </li></ul></ul></ul><ul><li>Diversos economistas contestaram essas hipóteses </li></ul><ul><ul><li>Schumpeter (1939) – Nas democracias capitalistas , políticos competem por votos,influenciando na definição de políticas e nos seus resultados </li></ul></ul><ul><ul><li>AKerman (1947) – ciclos eleitorais contribuem para instabilidade econômica </li></ul></ul><ul><ul><li>Mais recentemente...Buchanan (1978). Políticos em busca de dividendos eleitorais leva a uma assimetria na aplicação de políticas keynesianas .... </li></ul></ul><ul><li>Na Economia Política Positiva, o comportamento do governo é endógeno ( pelo menos, parcialmente) e as políticas refletem os vários interesses presentes na sociedade e no governo. </li></ul>
  7. 7. Influências na Escolha de Política Fonte: Meyer (1995)
  8. 8. <ul><li>A necessidade de equilibrar demandas de grupos heterogêneo leva o processo de decisão do governo a considerar a administração de conflitos entre os diversos grupos em lugar do interesse público </li></ul><ul><li>....“A decisão de política torna-se um processo de resolução de conflitos na qual a tranqüilidade social e a manutenção do poder torna-se um preocupação fundamental em lugar da maximização do bem-estar” (Killick, 1976).... </li></ul><ul><li>A ação do governo passa a ser endógena. Políticos no poder terão seu comportamento na decisão e implementação de políticas determinadas pelas condições institucionais. </li></ul><ul><li>Desta forma, a abordagem normativa de maximização de bem-estar perde importância, dado a diversidade de interesses e mudança constante nas preferências . </li></ul>Influências na Escolha de Política- Conseqüências
  9. 9. Um Modelo Político-Econômico Fonte: Frey (1978)
  10. 10. Modelos: Abordagens Alternativas
  11. 11. A Curva de Phillips Tradicional <ul><li>O posterior aparecimento de ferramentas estatísticas para analisar estes fenômenos trouxe um novo impulso ao estudo da relação entre inflação e atividade econômica. </li></ul><ul><li>O trabalho de Phillips (1958) deu origem a denominação “curva de Phillips” à relação entre atividade e inflação. </li></ul><ul><ul><li>Analisou empiricamente os ciclos econômicos de 1861 a 1957 no Reino Unido, observando a existência de uma relação inversa entre salário nominal e desemprego (“Trade-off”) . </li></ul></ul><ul><li>Samuelson e Solow (1960) apresentam um influente trabalho em termos de política econômica. </li></ul><ul><ul><li>Estudo da relação entre inflação de preços , e não de salários, e desemprego como ficou conhecida a curva de Phillips. </li></ul></ul><ul><ul><li>Trade-off entre inflação e desemprego representa um menu de escolhas para sociedade </li></ul></ul><ul><ul><li>Formuladores de política econômica poderiam explorar este trade-off para obter ganhos duradouros de desempenho da economia ,através de políticas ativas ou reformas institucionais. </li></ul></ul>
  12. 12. A Curva de Phillips Tradicional <ul><li>Derivada a partir de características do mercado de trabalho e equilíbrio do mercado de bens </li></ul><ul><li>Combinando (10) com a lei de Okun que estabelece a relação entre desemprego e atividade econômica, obtemos: </li></ul>(10) válida, quando produtividade marginal do trabalho e mark-up são constantes (12)
  13. 13. A Crítica à Curva de Phillips Tradicional <ul><li>Phelps (1967) e Friedman (1968) desenvolveram de forma independente um conjunto de idéias similares enfatizando as limitações desta política </li></ul><ul><ul><li>Distinção entre inflação antecipada e não-antecipada </li></ul></ul><ul><ul><li>Idéia de uma taxa de desemprego natural determinada pelas condições estruturais da economia, que implica numa curva de Phillips vertical no longo prazo </li></ul></ul><ul><ul><li>Ganhos obtidos pela exploração do trade-off são temporários. A tentativa de reduzir o desemprego abaixo da taxa natural só pode ocorrer produzindo uma inflação maior que a esperada pelo público </li></ul></ul><ul><li>A aceleração da inflação americana no final dos anos 60 e nos anos 70, é consistente com as idéias de Phelps e Friedman, embora ainda seja objeto de controvérsia, conforme Valde (2004). </li></ul><ul><li>Os trabalhos de Muth (1961), Lucas (1976) enfatizam a importância da formação das expectativas e a interdependência entre a política e as ações e expectativas do público </li></ul><ul><ul><li>Formação de expectativas ( backward looking vs. forward-looking ) </li></ul></ul>
  14. 14. A Moderna Curva de Phillips : Expectativas Racionais <ul><li>Agentes não cometem erros sistemáticos nas suas previsões e produzem uma “previsão ótima”com base nas informações disponíveis </li></ul><ul><li>Expectativas Racionais = Perfect Foresight ? </li></ul><ul><li>Erros de previsão ocorrem, porém são aleatórios </li></ul>
  15. 15. A Moderna Curva de Phillips : Críticas à Expectativas Racionais <ul><li>Problemas de agregação </li></ul><ul><ul><li>Falácia de composição . Mesmo se todos os agentes individualmente formam suas expectativas racionalmente, o comportamento representativo agregado pode não ser exibir racionalidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Sonnenchein-Mantel-Debreu Theorem: (Anything goes Theorem) </li></ul></ul><ul><li>Obter e processar informação tem um custo </li></ul><ul><li>Pode não existir um equilíbrio único, a partir do qual os agentes formam suas expectativas </li></ul><ul><ul><li>Hipótese (Muth e Lucas ) Equilíbrio único </li></ul></ul><ul><ul><li>Causalidade reversa </li></ul></ul>
  16. 16. A Moderna Curva de Phillips : o Modelo Teórico <ul><li>Alternativa para estudar a dinâmica da inflação e sua relação com as variáveis reais da economia , </li></ul><ul><li>Incorpora as contribuições de Friedman, Phelps e Lucas a um modelo com fundamentação microeconômica. </li></ul><ul><li>Incorpora expectativas racionais </li></ul><ul><li>Elementos tradicionais keynesianos </li></ul><ul><ul><li>Competição imperfeita </li></ul></ul><ul><ul><li>Rigidez Nominal - Rotemberg (1982) e Calvo (1983) </li></ul></ul><ul><li>Modelo de equilíbrio geral dinâmico </li></ul><ul><ul><li>Condições de equilíbrio para as variáveis agregadas são derivadas do comportamento otimizador dos indivíduos e firmas </li></ul></ul><ul><ul><li>Equilíbrio simultâneo de todos os mercados. </li></ul></ul>
  17. 17. A Moderna Curva de Phillips: o Modelo Teórico Padrão Formalização Consumidor maximiza o valor presente esperado de sua utilidade Sujeito a RO:
  18. 18. A Moderna Curva de Phillips: o Modelo Teórico Formalização Firmas monopolisticamente competitivas produzem um composto de Dixit-Stiglitz Função de produção: Índice de Preços: Firmas enfrentam restrições para reajustar preços Onde (1-w) corresponde a fração das firmas que ajustaram seus preços Firmas minimizam custo de produção
  19. 19. A Moderna Curva de Phillips: o Modelo Teórico Curva de Phillips Novo-Keynesiana Forma canônica NKPC - Custo Onde : Forma Hiato do produto Válida apenas no caso em que preços e salários são flexíveis
  20. 20. O Modelo Novo-Keynesiano O Modelo Novo Keynesiano Demanda Agregada ou IS Comportamento da Autoridade Monetária <ul><li>Baseado nas decisões de consumo e investimento das firmas e famílias </li></ul><ul><li>Resposta da taxa de juros nominal às mudanças nas condições econômicas </li></ul>Curva de Oferta (NKPC) <ul><li>Comportamento de fixação de preços pelas firmas </li></ul>Taxa de Juros Real Integra o Modelo NK ( Nova Síntese Neoclássica) modelo completo da economia para avaliar as alternativas de política econômica em termos de bem-estar
  21. 21. A Moderna Curva de Phillips (NKPC) <ul><li>Característica forward-looking da inflação </li></ul><ul><li>Variável motora da inflação é a evolução do custo marginal real </li></ul><ul><li>Hiato do produto tem significado preciso: desvio do produto em relação ao seu nível de equilíbrio na ausência de rigidez nominal </li></ul><ul><ul><li>Hiato captura os movimentos do produto relacionados à existência de rigidez na economia vs. uma medida do ciclo econômico </li></ul></ul><ul><ul><li>Medidas de hiato tradicionalmente usadas na análise empírica, definidas ad-hoc como desvios em relação à tendência de longo prazo </li></ul></ul><ul><ul><li>Estas medidas ad hoc podem desviar-se significativamente do hiato especificado na NKPC, conforme Gali (2003) e Neiss e Nelson (2001) </li></ul></ul><ul><li>Transmissão de choques da política monetária ocorre através do canal convencional de taxas de juros, sem necessariamente envolver um efeito liquidez como no tradicional modelo IS-LM </li></ul>Implicações para Política Perspectiva Histórica
  22. 22. O Modelo Novo-Keynesiano <ul><li>Permite a escolha de alternativas de políticas monetárias lastreada na análise de bem-estar baseada na utilidade. No modelo NK básico, a política que estabiliza inflação, também é aquela que estabiliza o hiato do produto relevante em termos de bem-estar. </li></ul><ul><li>Na presença de um trade-off entre inflação e produto, a sociedade, geralmente, se beneficiará de uma autoridade monetária que possa se comprometer com um plano para cada estado-contingente. Estes ganhos do compromisso aparecem mesmo na ausência do viés inflacionário. </li></ul><ul><li>Na presença de rigidez real dos salários, a autoridade monetária será incapaz de eliminar completamente as distorções. Neste caso a autoridade monetária buscará equilibrar os 3 fatores: inflação de preços, de salários e hiato do produto. </li></ul>Implicações para Política do Modelo NK Perspectiva Histórica
  23. 23. <ul><li>Aulas 3 e 4 </li></ul><ul><li>Modelos Oportunistas Tradicionais </li></ul><ul><li>Modelos Oportunistas com Expectativas Racionais </li></ul>Agenda
  24. 24. <ul><li>Nordhaus (1975) e Lindbeck (1976) - Enfatizam motivação oportunista </li></ul><ul><li>Políticos não tem preferências definidas ( ideológico, programático) </li></ul><ul><li>O partido no poder adota políticas que maximizem suas chances de vitória eleitoral </li></ul><ul><ul><li>Eleitores são influenciados pela performance macroeconômica antes da eleição </li></ul></ul><ul><ul><li>Políticos adotam medidas que buscam favorecer o desempenho econômico próximo a eleição </li></ul></ul><ul><li>Conseqüência: Políticas implementadas têm viés contra as futuras gerações </li></ul>Modelo de Nordhaus-Lindbeck
  25. 25. Modelo de Nordhaus-Lindbeck Hipóteses <ul><li>H1 A economia é descrita por uma curva de Philips com expectativas </li></ul><ul><ul><li>(2.1) </li></ul></ul><ul><li>H2 As expectativas dos agentes são adaptativas </li></ul><ul><li>(2.2) </li></ul><ul><li>(2.6) </li></ul><ul><li>O formulador de política pode atingir a taxa de crescimento desejada com a escolha da inflação apropriada se tiver este instrumento </li></ul>
  26. 26. Modelo de Nordhaus-Lindbeck Hipóteses <ul><li>H3 O sistema político é constituído por dois partidos </li></ul><ul><ul><li>Adotam políticas convergentes.(Median voter Theorem Downs (1957)) </li></ul></ul><ul><ul><li>Objetivo é maximizar o lucro político. Importa apenas o resultado eleitoral </li></ul></ul><ul><ul><li>Não há preferências programáticas ou ideológicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Políticos conhecem a preferência dos eleitores </li></ul></ul><ul><li>H4 Em cada eleição há apenas dois oponentes: No poder vs. oposição </li></ul><ul><li>H5. Preferências dos eleitores </li></ul><ul><ul><li>São idênticos.Preferem baixo desemprego (alto crescimento) e baixa inflação </li></ul></ul><ul><ul><li>Eleitores valorizam mais a performance próxima da eleição do que no passado distante </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Têm miopia. Memória cadente ( taxa de desconto crescente na performance passada) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Não antecipam (No foresight) </li></ul></ul></ul>
  27. 27. Modelo de Nordhaus-Lindbeck Hipóteses <ul><li>Conseqüências de H3, H4 e H5 </li></ul><ul><li>Políticos maximizam a mesma função objetivo </li></ul><ul><ul><li>Seja Q a probabilidade de reeleição </li></ul></ul><ul><ul><li>(2.7) </li></ul></ul><ul><li>H6 Formuladores de política podem controlar um instrumento relacionada a demanda agregada </li></ul><ul><ul><li>Via política fiscal e monetária, para determinar o crescimento no curto prazo </li></ul></ul><ul><li>H7 O timing da eleição é exógeno </li></ul>
  28. 28. Modelo de Nordhaus-Lindbeck Dinâmica Período T+1 Período T+2 <ul><li>Eleição ocorre no final de T+1 </li></ul>
  29. 29. Modelo Oportunista Tradicional Expectativas Adaptativas
  30. 30. Modelo Oportunista Tradicional Conseqüências <ul><li>Inflação estabiliza num patamar maior </li></ul><ul><li>Cresce a taxa natural </li></ul><ul><li>Após certo Período </li></ul><ul><li>Mantida a DA Reduz DA </li></ul>Imediatamente após Eleição Durante Eleição Antes da eleição <ul><li>Inflação aumenta um pouco </li></ul><ul><li>Expectativas defasadas catch-up </li></ul><ul><li>Maior que taxa natural </li></ul><ul><li>Moderadamente maior. </li></ul><ul><li>Não percebida (expectativas adaptativas) </li></ul><ul><li>Maior que taxa natural </li></ul>Inflação Crescimento <ul><li>Inflação cai </li></ul><ul><li>Dependendo das preferências pode retornar ao ponto A’ com inflação maior </li></ul><ul><li>Induz recessão para retornar ao ponto “A” na próxima eleição, crescendo a taxa natural </li></ul><ul><li>Equilíbrio </li></ul><ul><li>Produto cresce a taxa natural </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Governo oportunisticamente induz desestabiliza a a economia para produzir um resultado econômico favorável (vs.Keynes) </li></ul><ul><li>O resultado é sub-ótimo pois gera variabilidade no ciclo econômico sem adicionar eficiência, podendo aumentar a inflação média sem ganho de crescimento médio ou emprego </li></ul><ul><li>Resultado empírico </li></ul><ul><ul><li>Nordhaus(1975) testou esta hipótese para nove países no período de 1947 a 1972 com resultados mistos. Encontrando evidências não significativas em alguns países </li></ul></ul>Modelo de Nordhaus-Lindbeck Resultados
  32. 32. Modelo de Nordhaus-Lindbeck Avaliação Crítica <ul><li>Considerando as hipóteses do modelo, como o partido no poder pode perder a eleição ? </li></ul><ul><li>Considerando que o governo adote uma política recessiva após a eleição, o que determina se estabilizamos num patamar de inflação maior ou menor? </li></ul><ul><li>Comparada a realidade, quais hipóteses deste modelo parecem mais frágeis? </li></ul><ul><li>Analisando a experiência americana dos anos 60 e início dos anos 70, o modelo consegue explicá-la de modo satisfatório? </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Modelo Oportunista Racional </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Mantém-se a hipótese sobre políticos </li></ul><ul><ul><li>Buscam maximizar suas chances de permanecer no poder </li></ul></ul><ul><li>Alteram-se hipóteses sobre eleitores e agentes </li></ul><ul><ul><li>Eleitores comportam-se racionalmente: Maximizam sua utilidade esperada </li></ul></ul><ul><ul><li>Agentes formam suas expectativas racionalmente </li></ul></ul><ul><li>Estes modelos (OR) baseiam-se na existência de informação assimétrica entre eleitores e políticos , quanto à competências destes últimos </li></ul><ul><ul><li>Competência é a habilidade de gerenciar a economia de modo “eficiente” </li></ul></ul><ul><ul><li>Competência é uma informação privada do político </li></ul></ul><ul><ul><li>Eleitores apenas observam competência no resultados econômicos </li></ul></ul>Modelo Oportunistas Racionais
  35. 35. Modelo Persson & Tabellini (1990) Hipóteses <ul><li>Mudanças em relação ao modelo anterior </li></ul><ul><li>H1’ A economia é descrita por uma curva de Philips com um termo de competência </li></ul><ul><ul><li>(2.8) </li></ul></ul><ul><li>Competência tem grau de persistência. Especificada da seguinte forma: </li></ul><ul><li>(2.9) </li></ul><ul><li>Distribuição de probabilidade </li></ul>
  36. 36. Modelo Persson & Tabellini (1990) Hipóteses (cont.) <ul><li>H2’ Expectativas de inflação são formadas racionalmente </li></ul><ul><li>H3’ Políticos maximizam suas chances de reeleição,mas colocam algum peso no bem-estar </li></ul><ul><li>H5’ Eleitores são iguais e racionais. Escolhem políticos maximizam sua utilidade esperada </li></ul><ul><li>(2.11) </li></ul><ul><li>Onde a utilidade é especificada por </li></ul><ul><li>H6’ O formulador de política controla a inflação diretamente através de algum instrumento monetário, que não é diretamente observado pelo eleitor </li></ul>
  37. 37. Modelo Persson & Tabellini (1990) Resolução do Modelo <ul><li>Modelo em Dois Períodos </li></ul>
  38. 38. Modelo Persson & Tabellini (1990) Resultados <ul><li>Estas hipóteses sobre o modelos levam a dois tipos de equilíbrio </li></ul><ul><li>Equilíbrio separador: políticos fazem escolhas que revelam seu tipo </li></ul><ul><li>Equilíbrio pooling: eleitores não conseguem identificar o tipo de político </li></ul>
  39. 39. Modelo Persson & Tabellini (1990) Equilíbrio Separador Fonte: Alesina, Roubini e Cohen (1997)
  40. 40. Modelo Persson & Tabellini (1990) Equilíbrio Pooling (Agregador) Fonte: Alesina, Roubini e Cohen (1997)
  41. 41. Modelos Oportunistas Racionais Escolha Retrospectiva <ul><li>Alesina & Rosenthal (1995) modificaram o modelo P&T (1990) de forma que mesmo o produto corrente e a inflação sejam observados contemporaneamente, ainda há assimetria de informação </li></ul><ul><li>Considere onde o crescimento é especificado da seguinte forma </li></ul><ul><ul><li>Onde </li></ul></ul><ul><ul><li>O choque é composto por um termo de competência ( ) e um segundo elemento ( ) que captura os vários choques exógenos fora do controle do governo, onde </li></ul></ul><ul><ul><li>Competência tem a mesma estrutura MA(1) </li></ul></ul><ul><li>Eleitores não observam a competência diretamente. Porém, observam contemporaneamente </li></ul>
  42. 42. Modelos Oportunistas Racionais Escolha Retrospectiva <ul><li>Desta forma não, há possibilidade de atitudes oportunistas para manipulação pré-eleitoral, nem para sinalização do tipo </li></ul><ul><li>Eleitores não observam a competência diretamente. Isto é não conseguem distinguir competência de sorte </li></ul><ul><li>No entanto, os eleitores aprendem algo sobre a competência do político no poder e sobre sua futura competência , se reeleito devido a sua estrutura MA(1) </li></ul><ul><li>Eleitores desejam estimar </li></ul><ul><li>viés de Atenuação </li></ul>
  43. 43. Modelos Oportunistas Racionais Escolha Retrospectiva <ul><li>Eleitores observam os elementos à direita da equação e inferem sobre o tipo do político </li></ul><ul><li>Mesmo no caso onde que a competência seja observável sem defasagem, ainda vale a retrospectividade. </li></ul><ul><ul><li>Alto crescimento do produto indica maior probabilidade de que o político seja competente e não apenas tenha sorte </li></ul></ul><ul><li>Desta forma mesmo observando o produto e a inflação corrente , os eleitores continuam sendo racionalmente retrospectivos, mesmo sem ciclo oportunista. Para isto basta que a competência tenha alguma persistência </li></ul>
  44. 44. Modelos Oportunistas Racionais Escolha Retrospectiva <ul><li>Eleitores avaliam sua estimativa ótima de competência para definir sua escolha,ou seja procuram separar competência de “sorte”,ao fazerem suas escolhas </li></ul><ul><li>Numa economia onde a variância dos choques exógenos supera em muito a da competência, os eleitores serão menos retrospectivos ,isto é,darão menos ênfase ao comportamento da economia no período pré-eleitoral. </li></ul><ul><li>Resultados empíricos para economias industrializadas, mostram que embora não sejam confirmada a existência de ciclos oportunistas de crescimento do produto e desemprego, observa-se que a performance econômica influencia fortemente os resultados eleitorais (“retrospective voting”). Lewis-Beck (1988) para países da OCDE e Alesina e Rosenthal (1995). </li></ul>
  45. 45. Orçamentos e Ciclo Políticos Modelo Rogoff &Silbert (1988) <ul><li>Rogoff & Silbert (1988) e Cukierman & Meltzer (1986) propuseram originalmente o modelo de competência . Neste modelo, a competência do político está voltada para a administração do orçamento fiscal e não para o trade-off da curva de Phillips </li></ul><ul><li>g: dispêndio do governo é exógeno </li></ul><ul><li>A competência ( ) é interpretada como a habilidade de conter desperdícios no orçamento para financiar o mesmo dispêndio com menos impostos </li></ul><ul><ul><li>é continuamente distribuída entre “0” e um valor máximo </li></ul></ul><ul><li>A estrutura do modelo e sua resolução é muito similar ao P&T (1990) </li></ul><ul><ul><li>Competência MA(1) </li></ul></ul><ul><ul><li>Eleitores observam g e ,mas não observam s t ( inflação) contemporaneamente </li></ul></ul>
  46. 46. Orçamentos e Ciclo Políticos Modelo Rogoff & Silbert (1988) <ul><li>Eleitor representativo maximiza a seguinte função utilidade </li></ul><ul><ul><li>onde </li></ul></ul><ul><ul><li>custos das distorções produzidas pela seignioriage </li></ul></ul>
  47. 47. Orçamentos e Ciclo Políticos Modelo Rogoff & Silbert (1988) <ul><li>Os resultados são qualitativamente semelhantes a P&T (1990). </li></ul><ul><li>Todos os políticos, com exceção do menos competente ( ), escolhem um nível de seigniorage suficiente para distingui-lo do tipo com menor competência . </li></ul><ul><li>Desta forma , observa-se no período pré-eleitoral , impostos menores que o nível eficiente e inflação maior que a ótima </li></ul>
  48. 48. Orçamentos e Ciclo Políticos Rogoff (1990) <ul><li>Rogoff (1990) apresenta um modelo que enfatiza a composição do orçamento público, aplicando a seguinte restrição orçamentária </li></ul><ul><ul><li>Onde é o investimento público com defasagem de produção de um período </li></ul></ul><ul><li>A assimetria de informação vem do fato que eleitores observam e ,mas não observam e . </li></ul><ul><li>Para sinalizar competência ,o político no poder pode: </li></ul><ul><ul><li>Cortar investimento público e impostos </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumentar dispêndio público ( transferências, custeios) com maior visibilidade e efeito político e mantêm impostos </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros mix. </li></ul></ul><ul><li>Desta forma o político do tipo competente cria um ciclo político orçamentário que favorece transferências e programas de maior visibilidade em prejuízo do investimento público e do corte de impostos </li></ul>
  49. 49. Modelo Oportunistas Racionais Resumo <ul><li>Características </li></ul><ul><li>Produzem ciclos políticos mesmo quando os agentes formam expectativas racionais e são racionais </li></ul><ul><li>Explicam o voto retrospectivo (“ retrospective voting”) </li></ul><ul><li>Baseados na existência de informação assimétrica entre eleitores e políticos </li></ul><ul><ul><li>No modelo P&T a assimetria vem da observação não contemporânea de produto e inflação </li></ul></ul><ul><ul><li>Nos modelos de orçamento, as assimetria surgem do planejamento e da execução fiscal do orçamento </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>De fato, estes processo carregam em assimetrias de informação significativas. A composição do orçamento revela-se um importante instrumento para manipulação eleitoral </li></ul></ul></ul><ul><li>Estes modelos têm a característica intrigante de que o político competente distorce a economia mais que o incompetente </li></ul><ul><ul><li>Esta característica ocorre no equilíbrio separador,onde o político competente busca sinalizar ao eleitor para distinguir-se do incompetente </li></ul></ul><ul><ul><li>O ciclo oportunista racional é o custo de eleger o político mais competente </li></ul></ul>
  50. 50. Modelo Oportunistas Racionais Implicações Empíricas <ul><li>Não produzem ciclos regulares em termos de crescimento econômico </li></ul><ul><ul><li>Porém em termos de inflação </li></ul></ul><ul><li>Manipulação oportunista das políticas monetária e fiscal não é regular como no modelo tradicional </li></ul><ul><ul><li>Depende do tipo do político no poder e condições de equilíbrio pode não haver incentivos para sinalizar </li></ul></ul><ul><ul><li>Quando ocorre o comportamento oportunista </li></ul></ul><ul><ul><li>Políticas expansivas pré-eleição e recessivas após. </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeitos na inflação são menores e de menor duração que no tradicional </li></ul></ul><ul><li>A preferência eleitoral pelo político no poder aumenta com o crescimento observado no passado. Esta preferência depende do conjunto de informações disponíveis aos eleitores </li></ul>

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