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Pibic 2011 2012 projeto de pesquisa (a ser atualizado)

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Pibic 2011 2012 projeto de pesquisa (a ser atualizado)

  1. 1. Justificativa: UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA COORDENAÇÃO GERAL DE PESQUISA ORIENTADOR Cláudio Cardoso Paiva TÍTULO DO PROJETO Modernização Tecnológica e Desenvolvimento Social. Um estudo das mídias digitais TÍTULO DO PLANO Mídia Colaborativa, Mobilidade e Produção Jornalística: Dos Blogs aos MicroblogsMARQUE UMA DAS SEGUINTES OPÇÕES : ( X ) NOVO ( ) RENOVAÇÃOCASO TENHA MARCADO A SEGUNDA OPÇÃO, APRESENTAR JUSTIFICATIVA CIRCUSTANCIADA PARA A RENOVAÇÃO GRUPO DE PESQUISA CADASTRADO NO CNPq Grupo de Estudos das Mídias digitais 2008
  2. 2. 1. Introdução (caracterizar o problema e apresentar justificativa e objetivos gerais – até 2 páginas) O exame das mídias digitais consiste num estágio da nossa pesquisa, em que procuramos repensá-las como vetores lúdicos, cognitivos, sociais, estéticos e políticos. Intencionamos contemplar osambientes culturais irradiados pelos processos midiáticos, colocando em perspectiva o modo como serealizam as modalidades de interação social no contexto das novas tecnologias da comunicação e emnossas investigações, temos focalizado o tema da interatividade e empoderamento social, efundamentalmente observamos como as modernização tecnológica instiga uma produção deconhecimento voltado para o desenvolvimento social. Em estágios anteriores da pesquisa examinamos como os dispositivos hipermidiáticos, telemáticose informacionais (hipertexto, DVD, CD-ROM) têm otimizado os recursos humanos e sociais noscampos da Estética e Sociabilidade (2007/2008), da Ciberarte (2006-2007), Educação (2005-2006), daProdução Artística (2004-2005), do Jornalismo (2003-2004) e das Organizações (2002-2003). Assim,desenvolvemos um conjunto de investigações sobre o ciberespaço - com o apoio dos atores sociaisconstituídos pelos jovens pesquisadores - explorando as “novas” modalidades de recursos humanos etecnológicos que têm dinamizado o trabalho no campo da comunicação social, tanto em suasdimensões epistemológicas quanto institucionais. As linguagens e técnicas emergentes com as mídias digitais ou hipermídias, nos remeteram a umanecessária atualização da pesquisa em sintonia com os processos midiáticos e comunicacionais, empermanente reconfiguração. Procuramos aliar a reflexão teórica, fazendo um estudo sistemático das publicações pertinentes eas atividades de cunho mais pragmático, como a utilização dos multimeios nas estratégias pedagógicase profissionais. Exploramos o campo da cibercultura e suas interfaces com os domínios da Ética,Estética, Sociedade e Política. Ou seja, procuramos entender como os processos digitais favorecem umaperfeiçoamento da conduta nos protocolos da vida pública e profissional; sondamos como as novasmídias irradiam imagens, sons e discursos que, carregados de afetividade, revigoram os laçoscomunitários; investigamos como os hipertextos propiciam novas modalidades de inteligênciacognitiva; analisamos como as home pages, as listas de discussão, as comunidades virtuais informamusuários, clientes e cidadãos para o exercício da autonomia e objetividade nos processos de decisão,nos fóruns da vida privada e nos negócios da vida pública. Dentre as características da hipermídia, uma das mais instigantes é o fato de abrirem múltiploscaminhos de conectividade entre os indivíduos e grupos, transformando o receptor em emissor e atémesmo em editor de textos, além de criarem comunidades interativas que redimensionam o modo deprodução, circulação e partilha das experiências coletivas. A velocidade, concisão e diversidade dos hipertextos, em seu ritmo ligeiro, atento à atualizaçãopermanente das informações, sob o signo do mercado e razão tecnológica, fundam os espaços etempos da simulação, do múltiplo, do provisório, e tudo isso impõe novos desafios para osprofissionais do campo comunicacional. Definição do Problema O problema se coloca ao nível do acesso, da seletividade e utilização das mensagens de maneiraadequada ao repertório dos usuários e pesquisadores. Partimos do pressuposto que um veículo como aInternet é utilizado por grande parte dos usuários (formada principalmente pelas jovens gerações), soba forma da diversão e do entretenimento. Então, num ambiente de absoluta dispersão, eletividade edescontração, o acesso ao conhecimento, nivela-se pela forma como os internautas acessam as redesprocurando as satisfações imediatas, o prazer e o divertimento. O desafio que se coloca para uma investigação dos conteúdos qualitativos da Internet, em funçãoda autonomia e emancipação da inteligência cognitiva, é detectar as modalidades sistemáticas de uso,os níveis de interação e os resultados obtidos em termos de assimilação e utilização das mensagens navida pública e profissional. E convém ressaltar, a problemática se situa num plano que extrapola os limites da experiência com
  3. 3. a Internet, uma vez que na “condição pós-moderna” (LYOTARD, 1986) no cenário contemporâneo,experimentamos uma espécie de “vida digital” (NEGROPONTE), que evidentemente propiciainstâncias de regressão, transtorno e obliteração, mas sobretudo, gera, permanentemente, novasmodalidades de acesso à informação e ao conhecimento de uma maneira totalmente diferenciada dasexperiências conhecidas pelos nossos antepassados, o que requer uma atualização sistemática denossos procedimentos metodológicos e epistemológicos. Sendo este um universo amplo e difuso, elegemos uma agenda temática buscando explorar asquestões concernentes à modernização tecnológica (expressa pela competência comunicativa no usopragmático dos suportes técnico informacionais e telemáticos) e ao desenvolvimento social (traduzidopela dinâmica do acesso, operacionalização e intercâmbio dos atores sociais). Os procedimentos das mídias digitais podem ser lidos, por um lado, como dispositivos quefavorecem o individualismo, segregação e exclusão social, como recorrências eletivas nos tempos delazer e entretenimento. Por outro lado, constituem os vetores de uma inteligência coletiva, servindocomo motores para o agenciamento e otimização de uma pedagogia presencial e à distância, enfim,podem ser consideradas como janelas para uma nova percepção da realidade, implicando em formasatualizadas das experiências de intersubjetividade, sociabilidade e comunicabilidade. Situamos o nosso discurso e argumentação nas interfaces dos campos educacionais ecomunicacionais, elegendo como fio condutor, norteador de nossa investigação, a seguinte pergunta: Podem as mídias digitais promover uma modalidade de rigor no conhecimento, levando os seusagentes a um nível desejável de competência comunicativa? Justificativa A pesquisa dos dispositivos tecnológicos, que constituem o universo da cibercultura, se mostrarelevante, na medida em que pode atualizar os procedimentos téorico-metodológicos eepistemológicos no campo das ciências da Comunicação e áreas convergentes do conhecimento. O estudo das mídias culturais, enfatizando a equação que reúne os temas da modernizaçãotecnológica e do desenvolvimento social, faz-se necessário porque atende às expectativas dos jovensestudantes-pesquisadores em Comunicação que na rotina dos seus tempos de trabalho e de lazer já seutilizam das novas tecnologias para otimizar os seus desempenhos tanto na esfera privada quanto naesfera pública. A exploração da temática do ciberespaço atesta a sua pertinência na medida em que promovenovos agenciamentos estéticos, cognitivos, educacionais, artístico-culturais e ético-políticos,contribuindo para o aperfeiçoamento das práticas individuais e coletivas voltadas para a gestão dasações afirmativas no âmbito da sociedade atual. A investigação das páginas eletrônicas, especialmente aquelas norteadas pelos procedimentos dacomunidade científica, consiste numa estratégia importante, pois pode vir a atualizar o próprio estatutoda experiência cognitiva, ao conectar as representações coletivas, as novas percepções sensoriais, osnovos discursos e linguagens irradiados pelas artes tecnológicas das hipermídias. Objetivos Realizar um mapeamento seletivo de um conjunto de dispositivos hipermidiáticos (sites,hipertextos, ambientes informacionais), que possa nos fornecer um corpus adequado para acontemplação do ciberespaço como um lócus privilegiado para a produção de conhecimento no campoda comunicação. Explorar as páginas eletrônicas como vetores das experiências favoráveis ao debate das interfacesda Comunicação, Educação e Sociedade, enfatizando as páginas que obedecem a um certo rigor esistematização no campo da metodologia científica. Investigar os sites da Internet que sejamadequados a uma discussão nos programas dos cursos de Comunicação, colocando em perspectiva oexame da sua forma e conteúdo, de maneira que possam sinalizar uma discussão em termos éticos,estéticos, sociais e políticos. Examinar como os dispositivos informacionais (internet, CD-ROM, DVD) podem ser utilizadoscomo suportes metodológicos no exercício do ensino e pesquisa em comunicação, considerando os
  4. 4. níveis de suas competências artístico-culturais, ético-políticas, sensoriais e cognitivas. 2. Fundamentação Teórica – (até 3 páginas) Hoje, no plano das estruturas do cotidiano, as máquinas de virtualidade, com suas múltiplas redese rizomas, permitem-nos a mapear páginas, sites, hipertextos, ciberambientes que funcionam comocanais eficientes de acesso ao conhecimento, como motor capaz de fazer o sujeito da experiênciainteragir afirmativamente no seu meio ambiente social, político, comunicacional. As redes informacionais têm produzido uma forte atração sobre os usuários através dadisponibilização de mensagens lúdicas, da configuração estética sedutora, da simulação radical deplena gratificação. Esta circunstância, que já se manifestara nos tempos da comunicação linear, (com apublicidade, rádio, cinema e televisão), intensificou-se na era da comunicação interativa (com oscelulares, as tevês digitais e os microcomputadores). O nosso objeto de estudo circunscreve o campo das mídias digitais e o delimitamos, privilegiandoo hipertexto como estrutura básica da cibercultura e reconhecendo que o meio ambiente atual seencontra configurado através de um ethos midiático (SODRÉ, 2002), que distingue uma outra formade vida. Metodologicamente organizamos a nossa mirada epistemológica no cruzamento das interfaces daComunicação, Educação e Sociedade. Um dos prováveis caminhos para uma exploração do tema é constituído a partir da conjugação daComunicação com a Pedagogia, ou seja, uma observação dos processos cognitivos a partir de umenfoque da Comunicação interagindo com a educação, a pedagogia e a aprendizagem, formuladascom base na disposição das afetividades e sociabilidades que estruturam a inteligência, sensorialidadee sensibilidade dos atores sociais. Isto é, miramos as interrelações entre os processos comunicacionaise educacionais, que a rigor ultrapassam os limites definidos pelos sistemas midiáticos (dispositivosanalógicos e digitais) e pelos sistemas educativos (escola, grades curriculares, etc), como sugeremBRAGA & CALAZANS (2003). Outro caminho para uma exploração da hipermídia como um canal de conhecimento se viabilizapela via da sociabilidade, ou seja, pelo sistemas de trocas e mutualidades, intercâmbios ereciprocidades, aproximação das fronteiras físicas, geográficas, psicológicas e sensoriais realizadas noâmbito da interacionalidade efetivada entre os internautas. Circunscrevemos então o intervalo em quedialogam o domínio da comunicação social e da sociologia da comunicação, isto é, um entrelaçamentodos agenciamentos informativos, midáticos e comunicacionais, e a produção coletiva das mensagens,os usos sociais, a lógica comunitária que rege os processos comunicantes e cognitivos (SODRE,2002). Um outro caminho norteador para uma abordagem consiste focalizar o nosso estudo dashipermídias, dos ambientes hipermidiáticos, explorando a dimensão da experiência estética, queencontra o seu meio privilegiado de expressão da arte; isto é, considerando as informações comocondutores das formas afetivas e sensoriais proporcionamento a ampliação da percepção sensível ecognitiva, conforme sinaliza SANTAELLA. Buscando o rigor metodológico e a sistematização dapesquisa, a exploração sobre as mídias digitais, pelo viés da experiência estética, da produçãoartística, autorizaria a seleção de um repertório composto pelos hipertextos referentes ao tema daciberarte, modulação da arte tecnológica que configura uma espécie de síntese das expressõesartísticas contemporâneas. Essas três dimensões não se distinguem em termos mais pragmáticos; entretanto, a título desistematização metodológica, elas podem configurar hierarquias, escolhas, redefiniçoes eexclusividades. Ressaltamos em nosso Projeto de Pesquisa a disposição para elaborar um trabalho,cuja intenção - sobretudo – em sua perspectiva teórica e epistemológica, é mapear essa imensa rede,averiguando o campo de possibilidades das redes de comunicação, gerando modalidades deconhecimento. Todavia, neste momento específico da pesquisa, privilegiaremos a experiência da comunicação emrede (MAFFESOLI), visando entender a conexão dos processos sociais e cognitivos incluindo os sitesde relacionamento (orkut), mundos virtuais (MUDs) e os blogs jornalisticos. Observamos como acultura das redes se configura a partir de um pensar-pulsar (MARCONDES FILHO) que se alimentapor meio das formas, imagens, sons e textos impregnados pelos afetos, sensações, emoções esentimentos dos atores sociais interligados por essa gigantesca “arvore do conhecimento” (LÉVY).
  5. 5. As pesquisas teóricas no campo da comunicação têm privilegiado o filão histórico-hermenêutico,vertente epistemológica muito significativa no enfrentamento das questões essenciais neste domínio.No que concerne especificamente aos estudos latino-americanos e brasileiros, a investigação científicatem evoluído em direção às análises qualitativas, buscando examinar os indivíduos e grupos sociaisem seu contexto histórico-social, político e cultural. Tal empresa carrega consigo a virtude de se armarde uma perspectiva crítica ante os paradigmas tradicionais, descolocando a ênfase sobre o emissor econsiderando a importância das formas de apropriação e adequação das mensagens por parte dosusuários. Buscando ultrapassar a perspectiva mecanicista que funciona como uma “grade teórica” e suas“amarras conceituais”, que muitas vezes inibem a fertilidade do próprio objeto de estudo, partimos deuma epistemologia compreensiva (WEBER, SIMMEL, MAFFESOLI) atenta à complexidade sócio-cultural (MORIN) e formas de interação entre os indivíduos, às modalidades de tribalização e àutilização das tecnologias da inteligência (LÉVY). Isto é, em vez de exercitarmos uma “teoria dobalde” (BERLO), termo que traduz um estilo de comunicação linear, vertical, autoritária, convémpercebermos como as redes informacionais estimulam as interações entre as raízes (história social,memória, coletiva) e as antenas da cultura, ou sejam, as formas de percepção e atualização permanentedas vivências e experiências dos indivíduos e grupos. As noções e conceitos aqui utilizados podemservir como “alavancas metodológicas”, a título provisório, pontual, nômade (DELEUZE) propiciandoa abertura de janelas para compreendermos as relações entre a virtualidade da redes e as interfaces darealidade histórica, social, econômica e política. Partimos de um lugar de fala e de escuta, buscando compreender o nosso objeto de pesquisa, ouseja, as páginas eletrônicas, as instalações e os ambientes comunicacionais, os hipertextos, comoelementos fundamentais e estruturadores deste novo “universo on line”, que impõe novos desafios àpesquisa em comunicação. Uma epistemologia compreensiva aberta aos princípios do dialogismo, dapolifonia e da intertextualidade (BAKHTIN), conceitos-chave na performatividade das novastecnologias de comunicação, alerta para refinarmos as nossas percepções e nos atualizarmos paradecifrar as novas modalidades de conhecimento geradas pela cultura das redes.
  6. 6. 3. Metodologia (apresentar a estratégia de ação - até 3 páginas) Em princípio se faz necessário um mapeamento seletivo das páginas eletrônicas, na Internet, dosambientes ciberculturais, dos produtos hipertextuais e interativos, buscando agrupar aquelas que nosparecem relevantes para o trabalho de pesquisa no domínio da Comunicação, abrangendo os camposda arte, técnica, ciência e política, mas privilegiando aqui, conforme mencionamos, a experiênciaestética como vetor da produção de conhecimento. Neste recorte, privilegiamos os textos que obedecem ao mínimo de rigor sistemático, uma vez queo nosso trabalho pretende guarnecer o exercício de ensino e pesquisa em comunicação. Em seguida, uma revisão bibliográfica de cunho interdisciplinar é importante: Primeiro porque nospermitirá um refinamento teórico no tratamento dos dispositivos informacionais escolhidoas; depoisporque funcionará como alavanca metodológica na fundamentação das bases interpretativas para aanálise e crítica do repertório de textos selecionados, e enfim porque nos levará a definir os critériospara avaliação das páginas. Partimos, de alguns critérios "provisórios" a título de reconhecer o seupotencial cognitivo, suas possibilidades lúdicas e sua competência comunicativa. Uma passagem obrigatória da pesquisa consiste no exercício de um estudo de comunicaçãocomparada entre os textos dos autores que sustentam uma postura mais crítica em relação às novastecnologias (como por exemplo BAUDRILLARD e VIRÍLIO) e aqueles mais entusiastas dasmáquinas de comunicar (como LÉVY e MAFFESOLI). Este procedimento mostra-se relevante namedida em que pode conduzir a uma compreensão dialógica das mídias digitais, cuja inserção nahistória da cultura em curso ainda se presta à controvérsias. A parte estrutural do trabalho empírico consiste na elaboração de uma investigação com osusuários da rede, particularmente, os alunos, docentes, pesquisadores e profissionais de comunicação,tendo em vista apreciar os níveis de legitimidade das dispositivos informacionais, enquantodispositivos que permitem uma interatividade entre os indivíduos, estimulando novas experiências decomunicabilidade. Esperamos encontrar, ao fim do trabalho, algumas hipóteses que possam consolidar um discurso eargumentação consistentes para o agenciamento da reflexão e prática de experiências qualitativas nouso das mídias interativas.
  7. 7. 4. Referências (1 página) AIDAR PRADO, J.L. (org.) Crítica das práticas midiáticas. Da sociedade de massa àsciberculturas. S.P: Hacker, 2002. BAUDRILLARD, J. Tela Total. Mito-ironias da era do virtual e da imagem. Porto Alegre: Sulina,1997. BRAGA, J.L. A sociedade enfrenta a sua mídia. Dispositivos sociais de crítica midiática. S.Paulo: Paulus, 2006. CASTELLS, M. A era da informação: Economia, Sociedade e Cultura. vol. 1 A sociedade emrede. Rio: Paz e Terra, 1999; __ Vol. 2. O Poder da Identidade. Rio: Paz e Terra, 1999; __ Vol. 3, Fimde Milênio. Rio: Paz e Terra, 1999; FEATHERSTONE, M (coord.). Cultura global: nacionalismo, globalização e modernidade.Petrópolis: Vozes, 1994 FELINTO, E. A religião das máquinas. Ensaios sobre o imaginário da cibercultura. POA: Sulina,2005. LEÃO, L. O chip e o caleidoscópio. Reflexões sobre as mídias. S. Paulo: SENAC, 2005. LEMOS, A. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. POA: Sulina, 2004. LEMOS, A; PALÁCIOS, M. (org.) Janelas do ciberespaço. Comunicação e cibercultura. POA:Sulina, 2001. LÉVY, P. Cibercultura. S. Paulo: Ed.34, 1998; __ O que é o virtual. S.Paulo, Ed. 34, __Tecnologias da inteligência. Ed.34; __ A inteligência coletiva. S. Paulo: Ed. 34. MACHADO, A. Máquina e Imaginário. 3ª ed. São Paulo: Edusp, 2001. MACHADO, J; MARTINS, F. Para Navegar no Século XXI. Porto Alegre: Sulina, 2000. MORAES, D. O concreto e o virtual. Mídia, cultura e tecnologia. Rio: DP&A Editora, 2001. PAIVA, C. Walter Benjamin e a Imaginação Cibernética CD ROM - INTERCOM99 1999. PARENTE, A. (org.) Imagem-Máquina. A era das tecnologias do virtual. Ed. 34, 1993; __Tramas da rede. Novas dimensões filosóficas, estéticas e políticas da comunicação. Porto Alegre:Sulina, 2004. PORTO, S.D. Sexo, Afeto e Era Tecnológica. Brasília: Ed. UnB, 1999. RODRIGUES, A. D. Comunicação e cultura: a experiência cultural na era da informação. Lisboa:Ed. Presença, 1994. PRIMO, A. Interação mediada por computador. Comunicação, cibercultura, cognição. POA:Sulina, 2007. RUDIGER, F. Introdução às teorias da cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2007. SANTAELLA, L. Culturas e Artes do Pós-Humano: Da cultura das mídias à cibercultura. SãoPaulo: Paulus, 2003; __ Linguagens líquidas na era da mobilidade. S. Paulo: Paulus, 2007. SODRÉ, M. Antropológica do Espelho: uma teoria da comunicação linear e em rede. Rio deJaneiro: Vozes, 2002. 259 p. TRIVINHO, E. A dromocracia cibercultural. Lógica da vida humana na civilização avançada. S.Paulo: Paulus: 2007. VIRÍLIO, Paul. A bomba informática. São Paulo: Estação Liberdade, 1999. ZIELINSKY, S. Arqueologia da mídia. Em busca do tempo remoto das técnicas do ver e ouvir. S.Paulo: Annablume, 2006.
  8. 8. PLANO DE TRABALHO
  9. 9. 5. Objetivos específicos, relevância, vinculação ao projeto e resultados esperados – (até 2 páginas) Weblog ou blog é o termo criado por John Barger em 1997 para designar os diáriosvirtuais, sendo ele próprio o autor do primeiro blog. Até 1999, a manutenção dos blogsdependia do conhecimento técnico sobre como criar páginas na internet. Foi então que oBlogger (www.blogger.com) surgiu como uma das primeiras e mais populares ferramentas decriação, hospedagem e atualização de blogs. Ao contrário da intenção do diário manuscrito –que é o registro secreto de acontecimentos, opiniões, pontos de vista, desabafos, etc. – o blogestimula a publicação e o comentário desse mesmo conteúdo por qualquer pessoa que o utilizeou acesse. A liberdade de expressão proporcionada pela internet e a facilidade de operação dainterface atraíram milhares de usuários, democratizando a criação e o compartilhamento detodo tipo de conteúdo em rede: artístico, político, econômico, literário, educacional,informativo, entre outros. Esse cenário favoreceu a participação de agentes comunicadores,que aderiram ao blog e o legitimaram na qualidade de mídia. Longe do constrangimentoempresarial e próximo do público, jornalistas e demais cidadãos puderam informar, discutir econstruir a credibilidade do blog como fonte. Os melhoramentos tecnológicos permitiram o uso cada vez maior de recursos multimídia(fotos, áudio, vídeo) nas postagens. A mobilidade foi outra conquista, pois através do acessovia (principalmente) celular, é possível reportar acontecimentos em tempo real. Para tanto, oformato original do blog foi modificado de modo a suportar essa nova realidade dedispositivos móveis munidos com câmeras fotográficas, gravadores de áudio e vídeo, acesso àinternet em alta velocidade, entre outras tecnologias. O microblog surge como o blog emformato mínimo para ser usado de maneira rápida e portátil. Um dos primeiros sites de microblog se chama Twitter (www.twitter.com). Criado emmarço 2006 como um serviço interno da empresa Obvious, de Evan Williams – mesmoidealizador do Blogger – o Twitter foi lançado para o grande público em outubro do mesmoano. Em abril de 2007 tornou-se empresa separada da Obvious, sob o nome Twitter, Inc. Utilizando postagens de até 140 caracteres, os usuários do site são instigados a responder àpergunta “What are you doing?” ou “O que você está fazendo?”. Porém, já foi observado queessas respostas correspondem ao mínimo dos conteúdos veiculados no site. Uma pesquisarealizada por Edward Mischaud em 2007 comprovou que apenas 35% dos entrevistados emseu estudo responderam a essa indagação. O conteúdo veiculado pelos usuários do Twitter (também chamados Twitters ou Tuiteiros)contempla desde mensagens sobre a própria vida, trabalho e atividades diárias até pequenasconversas, links para fotos, vídeos, músicas e repasse de informações recebidas na rede queconstroem dentro do site ao “seguir” os perfis desejados. O Twitter possibilita que seus usuários estabeleçam conexões entre si, enviem mensagensdiretas e respondam às postagens uns dos outros como nos comentários de um blogtradicional. A rede social tem se expandido rapidamente, com um crescimento no número deacessos da ordem de 700% entre os meses de fevereiro de 2008 e de 2009, segundo o sitecomScore. Assim, a audiência do Twitter está a cada dia maior, e as postagens temrepercussão tanto dentro da própria rede – pessoas com muitos contatos – como ao seremrepassadas, atingindo pessoas de outras redes. Através do Twitter, acontecimentos notórios foram noticiados por usuários, como o pousode um avião no rio Hudson, em Nova York. O empresário Janis Krums tirou uma foto comseu celular e postou a seguinte mensagem: “Há um avião no Hudson. Estou no barco indopegar as pessoas. Loucura.”. Essa foi a primeira notícia e também a primeira imagem doacidente, que ganhou mais repercussão ainda pela forma como primeiro foi veiculado. Após o
  10. 10. ocorrido, a página de Krums saltou 149 seguidores para pouco mais de 5 mil, segundo o siteTwitterCounter. Dessa forma, o Twitter tem assumido um papel importante nas notícias de última hora,pois, em tempo real, outros acontecimentos já foram “cobertos” pelos Tuiteiros. O exemplomaior no Brasil é o do terremoto em São Paulo, em abril de 2008. Ao sentir o tremor no solo,os usuários registraram essas impressões a assinalaram as postagens com a palavra-chave#terremotoSP. Foi observado que essas postagens foram anteriores às primeiras notícias sobreo terremoto. O presente plano de trabalho pretende estudar a mobilidade e a colaboração dentro do siteTwitter, que favorece o jornalismo em tempo real por qualquer pessoa munida doequipamento mínimo básico: um celular com algum suporte de mídia e acesso à internet. Aplataforma de milhões de celulares e a familiaridade dos brasileiros com o blog fazem do paísum alvo potencial do site, que tem conquistado a adesão do público e a atenção da mídia, aexemplo da matéria de capa que ganhou na edição de 14/03/2009 da revista Época. Diante desse cenário, levantam-se algumas questões. Que implicações e consequências amobilidade trará ao jornalismo de última hora? Que filtros serão criados e que critérios serãoestabelecidos para a disposição de confiança perante os usuários? Como as mídias digitaispodem levar os indivíduos ao exercício de novas competências profissionais? Queapropriações o jornalismo pode fazer do Twitter? Como as ferramentas de microblog e a redesocial deste site podem concorrer para a aproximação entre os veículos e o público? De queforma o Twitter propicia um jornalismo participativo, colaborativo, ágil e em tempo real? Para o esclarecimento dessas questões, buscaremos a compreensão de redes sociais; deblogs e microblogs; de jornalismo participativo, colaborativo e em tempo real; de linguagensfluidas; de mobilidade e modernização de aparelhos comunicadores. Tomaremos como baseos textos de Raquel Recuero, André Lemos, Alex Primo, Lucia Santaella, Pierre Lévy,Zigmunt Bauman, Castells e outros autores. O objetivo deste plano de trabalho é explorar as possibilidades técnicas e as competênciasintelectuais que o Twitter pode oferecer à produção do jornalismo contemporâneo, que buscainformar cada vez mais no menor tempo hábil, com credibilidade e altos índices de audiência.
  11. 11. 6. Cronograma de atividades (apresentar as metas semestrais) e viabilidade de execução – (até 2 páginas) Como já foi explicitado, o objetivo deste estudo é entender como a mobilidade e a colaboraçãopodem favorecer a prática jornalística, visto que a popularidade dos celulares e os avançostecnológicos embutidos nesses aparelhos permitem a cobertura de acontecimentos através de meiosrápidos e simples como os microblogs. Durante a pesquisa, nos confrontaremos com as seguintes questões: Quais as implicações damobilidade para a prática jornalística? Como o microblog irá interferir no modo como o público seinforma? Como a colaboração do público deve ser aproveitada de modo a concorrer para umjornalismo mais participativo? Num primeiro momento, será realizado um levantamento bibliográfico que irá contemplar oentendimento sobre redes sociais, mídias móveis e jornalismo participativo. Esses três conceitos sãobásicos para compreender como as conexões entre as pessoas podem repercutir os acontecimentos;como estes podem alcançá-las em qualquer lugar através do uso de celulares; e como os microblogscontribuem para que elas se publiquem informações e também se mantenham informadas. O segundo passo consistirá na eleição de 10 perfis no Twitter que tenham funções informativa,colaborativa e interativa com seus seguidores, de modo a perceber essas práticas num períododeterminado. Com os resultados desse estudo e observação, perceberemos de que modo o Twitter se constituinuma eficiente ferramenta de microblog, apta para contribuir com o jornalismo em tempo real,colaborativo e interativo de qualquer ponto em que os usuários estejam, graças ao aproveitamento desuportes móveis como o celular. Depois de feito tudo o que foi proposto, será redigido o relatório final da pesquisa, contendo todosos nossos resultados obtidos.
  12. 12. 2010 ATIVIDADES 2009 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr MaiLevantamento bibliográficoEstudo teóricoSeleção do materialElaboração do relatórioparcialAnálise do objetoselecionadoReflexão sobre as teoriasempregadasElaboração do relatório final

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