Atividades sobre crase

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Atividades sobre crase

  1. 1. 1) Até........ poucos dias, os preços desse produto estavam 2) "....... noite, todos os operários voltaram ....... fábrica e sósujeitos........ grandes oscilações no mercado. deixaram o serviço ...... uma hora da manhã."a) à, a b) a, à a) Há, à, à b) A, a, ac) há, a d) à, à c) À, à, à d) À, a, há3) No território nacional, ...... estatísticas o demonstram: ...... cada 4) A frase em que o uso da crase está incorreto é:trinta minutos uma pessoa sucumbe ...... tuberculose. a) O professor dirigiu-se à sala.a) as, à, a b) Fez uma promessa à Nossa Senhora.b) às, à, à c) À noite não gosto de ler.c) às, à, a d) Referiu-se àquilo que viu.d) as, a, à5) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: 6) Opção que preenche corretamente as lacunas: "O gerente dirigiu-“Quando, ...... dois dias, disse......ela que ia ...... Europa para se ...... sua sala e pôs-se ...... falar ...... todas as pessoasconcluir meus estudos, pôs-se ...... chorar.” convocadas."a) a - a - a - a a) à, à, ab) há - à - à - a b) a, à, àc) a - à - a - à c) à, a, ad) há - a - à - a d) a, a, à7) Assinale a frase gramaticalmente correta. 8) Fique ...... vontade e confie ...... mim tudo o que tem ...... dizer.a) O papa caminha à passo firme. a) a, a, àb) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz. b) à, a, ac) Chegou à noite, precisamente as dez horas. c) à, a, àd) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. d) à, à, à9) Os que assistiram ...... peça chegaram ...... aplaudi-la de pé, 10) Foi ...... mais de um século que, numa reunião de escritores, sepostando-se ...... poucos metros do palco. propôs a maldição do cientista que reduzira o arco-íris ...... simplesa) à, à, há matéria: era uma ameaça ...... poesia.b) à, a, a a) a, a, àc) a, a, à b) há, à, ad) à, a, há c) há, à, à d) há, a, à11) Refiro-me ...... atitudes de adultos que, na verdade, levam as 12) Postou-se ...... porta do prédio, ...... espera de uma pessoa ......moças ...... rebeldia insensata e ...... uma fuga insensata. quem entregar a pasta de documentos.a) às, à, a a) a, a, ab) as, à, à b) à, à, ac) às, à, à c) à, a, ad) as, à, a d) a, a, à13) "......... dois dias da prova, cedeu .......... um impulso irracional 14) Preencha as lacunas da frase abaixo e assinale a alternativade fugir ........... ela." correta. "Comunicamos ..... V. Sª. que encaminhamos ...... petiçãoa) Há, à, a anexa ...... Divisão de Fiscalização, que está apta ...... prestar ......b) A, à, a informações solicitadas."c) Há, à, à a) a, a, à, a, asd) A, a, a b) à, a, à, a, às c) a, à, a, à, as d) à, à, a, à, às15) O progresso chegou inesperadamente ..... subúrbio. Daqui ...... 16) Estou ....... espera de certa pessoa, ....... quem poderei pedirpoucos anos, nenhum dos seus moradores se lembrará mais das informações ....... respeito desse processo.casinhas que, ...... tão pouco tempo, marcavam a paisagem a) à, à, afamiliar. b) a, à, àa) aquele, a, a c) à, a, ab) àquele, à, há d) à, a, àc) àquele, à, àd) àquele, a, há17) Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços: 18) Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços:“Durante ......... semana, o rapaz deveria apresentar-se ......... “............... algum tempo, vai até ........... montanha e volta ..........direção da escola, para repor todas as aulas ......... que faltara.” casa para descansar.”a) a - à - a b) a - a - à a) a - à - à b) há - a -ac) à - à - a d) à - à - à c) há - à - à d) à - a - a19) Preencha corretamente as lacunas, seguindo a ordem 20) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas dafraseológica. seguinte frase: "Um homem condenado ...... ignorância é alguém...... três semanas, cheguei ...... Lisboa; daqui ...... três dias farei ...... quem foi roubada uma parte do seu direito ...... vida."uma excursão ......França; depois farei uma visita ...... ruínas da a) à, a, àItália; de lá regressarei ....... São Paulo. b) a, à, aa) Há, à, há, a, as, à c) à, a, ab) A, a, a, a, às, a d) a, à, àc) Há, a, a, à, às, ad) Há, a, há, à, às, a21) Já ...... tempos venho dizendo que essas medidas têm sido 22) “Na minha visita ........ Bahia, ........ dois meses atrás, percorrinefastas não só ...... uma determinada categoria profissional, como toda ........ parte central de Salvador, ........ fim de melhor apreciartambém ....... toda a sociedade. ........ beleza da cidade, que nada fica ........ dever ........ maioria dosa) à, a, a grandes centros comerciais do país e, daqui ........ pouco, será umb) há, a, a dos maiores.”c) há, a, à a) a, a, à, à, à, a, a, hád) há, à, a b) à, a, a, a, à, à, a, a c) à, há, a, a, a, a, à, a d) a, há, à, a, a, a, a, há23) (Fei 1995) - Assinalar a alternativa que preenche corretamente 24) (Uelondrina 1994) - Assinale a alternativa que preenche
  2. 2. as lacunas das seguintes orações: corretamente as lacunas da frase apresentada.I. Precisa falar____cerca de três mil operários. Daí ...... poucos instantes, o menino entregou-se ...... reflexões maisII. Daqui____alguns anos tudo estará mudado. sérias e colocou-se ...... disposição do diretor.III. ____dias está desaparecido. a) há - à - àIV. Vindos de locais distantes, todos b) a - à - achegaram____tempo____reunião. c) há - a - àa) a - a - há - a - à d) a - a – àb) à - a - a - há - ac) a - à - a - a - hád) há - a - à - a - a25) (Mackenzie 1996) - Assinale a alternativa que preenche com 26) (Uelondrina 1995) - Assinale a letra correspondente à alternativaexatidão as lacunas. que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.Estou aqui desde ______ 8 h, mas só poderei ficar até ______ 9h Uma ..... uma, todas as alunas prestarão contas ..... diretora daquilo30min, porque ______ 10h 30min assistirei ______ sessão solene que fizeram ..... pouco.de abertura de uma importante exposição de arte moderna, a) à - a - aprecisando, para isso, dirigir-me ______ Rua 7 de abril e ir _____ b) a - à - háGaleria "Sanson Flexor". c) à - à - aa) às - às - às - a - a - a d) a - a - háb) às - as - às - à - à - àc) as - as - às - a - à - àd) as - as - às - à - à - à27) (Fuvest 1996) - Assinale a alternativa que preenche 28) (Uece 1996) - Preenchem-se os espaços deadequadamente as lacunas do texto. "________ meses que desejo tanto que elas ________, que, daqui"Chegar cedo ...... repartição. Lá ...... de estar outra vez o Horácio ________ pouco, irão para ________ Argentina", com:conversando ...... uma das portas com Clementino." a) faz, viagem, há, àa) à - há - a b) faz, viajem, a, ab) à - há -à c) fazem, viagem, a, àc) a - há - a d) fazem, viajem, há, ad) à - a - a29) (Fatec 1996) - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase, na seqüência.Regina estava _____ indecisa quanto _____ mandar _____ faturas _____ ___notas fiscais e se _____ folha bastaria para o bilhete.a) meia; à; as; anexo; às; meia.b) meia; à; as; anexas; as; meia.c) meio; a; às; anexo; às; meio.d) meio; a; as; anexas; às; meia.TEXTO: "AS SEM -RAZÕES DO AMOR" 37) Assinale a frase em que à ou às está mal empregado:Eu te amo porque te amo. a) Amores à vista.Não precisas ser amante, b) Referi-me às sem-razões do amor.e nem sempre sabes sê-lo. c) Desobedeci às limitações sentimentais.Eu te amo porque te amo. d) Submeteram o amor à provações difíceis.Amor é estado de graçae com amor não se paga. 38) (Uelondrina 1996) - Assinale a letra correspondente à alternativa que preencheAmor é dado de graça, corretamente as lacunas da frase apresentada.é semeado no vento, O relatório refere-se ...... últimas prestações de contas, e chega ...... insinuar que errosna cachoeira, no eclipse. existem ...... muito tempo.Amor foge a dicionários a) às - à - háe a regulamentos vários. b) às - a - háEu te amo porque não amo c) as - à - àbastante ou demais a mim. d) às - a - àPorque amor não se troca,não se conjuga nem se ama. 39) (Uelondrina 1994) - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frasePorque amor é amor a nada, apresentada.feliz e forte em si mesmo. Dada ...... falta de recursos, solicitamos ...... Diretoria ...... suspensão da campanha.Amor é primo da morte, a) a - à - ae da morte vencedor, b) a - à - àpor mais que o matem (e matam) c) a - a - àa cada instante de amor. d) à - à - aCarlos Drummond de Andrade40) (Puccamp 1995) - A frase em que o acento grave indica 41) (Uelondrina 1996) - Assinale a letra correspondente à alternativacorretamente a ocorrência de crase é: que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.a) Ele deve muito aos pais, que sempre lutaram ombro à ombro Não compreendo, ...... vezes, esse seu comportamento; ...... mimpara garantir-lhe um bom tratamento médico. mesma você prometeu não voltar ...... falar nesse assunto.b) Puseram a vítima e o acusado frente à frente, para o possível a) às - a - areconhecimento do agressor. b) às - a - àc) Acompanhou-o passo à passo durante sua estada no Brasil. c) as - à - àd) Quero que você fique bem à vontade para negar meu d) às - à - apedido, se não puder atendê-lo.
  3. 3. CINZAS DA INQUISIÇÃO1 Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história européia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a vercom o Brasil. No máximo. se prestássemos muita atenção, íamos ouvir falar de um certo Antônio José - o Judeu, um português de origembrasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.2 Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio,reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, quetivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles quenão podem ler jornais nem freqüentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Masmostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciênciahistórica nacional.3 Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história de instituições e países. Ao contrário, isto pode serainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora dahistória.4 Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (l987) foipossível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anosda libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a "república" decretada por Deodoro. Ospróximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história.Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico,convocando a todos: "Libertem de novo os escravos", "proclamem de novo a República".5 Fazer história é fazer falar o passado e o presente criando ecos para o futuro.6 História é o anti-silêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustrações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial éum¢ silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangrampelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares apenas de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como numvulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação.Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aostrabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou aquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a históriacomeçasse com ele.7 A história recomeça com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições. (Affonso R. de SantAnna. A RAIZ QUADRADA DOABSURDO. Rio de Janeiro, Rocco, 1989, p. 196-198.)30) Assinale a opção em que a indicação entre parênteses NÃO 31) (Ita 1995) - Indique a alternativa em que há erro gramatical:completa corretamente a lacuna da frase: a) Àquelas daria a atenção devida?a) Os amigos .... procuraram para dar-lhe os parabéns. (a) b) Nem a traças nem a cupins conheço a solução.b) Seria conveniente que ele se referisse .... recomendações do chefe. c) Havia duas moças, você deu importância à de cá mas não a de(às) lá.c) Ele disse que .... anos vem escrevendo suas memórias. (há) d) Dobre à esquina, à direita, e você estará junto à Machadod) Ele criou problemas todas .... vezes em que veio aqui. (às) de Assis, bela praça.32) (Uece 1996) - Empregou-se corretamente o sinal indicativo de 33) (Uelondrina 1995) - Assinale a letra correspondente àcrase em: alternativa que preenche corretamente as lacunas da frasea) Sobre a visita à Quixadá, os moradores nos mostraram os pontos apresentada.turísticos. O aluno recorreu ..... escondidas ..... várias autoridades, parab) Sou favorável à uma suspensão temporária do namoro. chegar ..... situação mais cômoda.c) A garota à cuja vida aludimos tem um comportamento excelente. a) as - a - àquelad) A relação à qual nos referimos já dura muitos anos. b) as - à - aquela c) às - a - àquela d) às - à - aquela34) (Mackenzie 1996) - Aponte a alternativa que completa 35) (Fei 1994) - Assinalar a alternativa que preencheadequadamente as lacunas. corretamente as lacunas das frases adiante:I - Foi ofendido, mas não conseguiu dar importância _____ I. Enviei dois ofícios_______ Vossa Senhoria.II - Quando ia _____ pé à cidade mais próxima, olhava II. Dirigiam-se______casa das máquinas.demoradamente as pessoas cara _____ cara. III. A entrada é vedada______toda pessoa estranha.III - Como não damos ouvido _____ reclamações, a polícia fica _____ IV. A carreira______qual aspiro é almejada por muitos.distância. V. Esta tapeçaria é semelhante ______ nossa.IV - Pôs-se _____ falar _____ toda pessoa seus mais íntimos a) a - a - à - a - asegredos. b) a - à - a - à - àV - Sei _____ quem puxaste, pois temes lançar-te _____ novas c) à - a - à - a - aconquistas. d) à - à - a - à - àa) I - aquilo; II - à, à; III - à, à; IV - a, a; V - a, ab) I - àquilo; II - a, a; III - a, à; IV - a, a; V - à, ac) I - àquilo; II - a, a; III - a, a; IV - a, a; V - a, ad) I - aquilo; II - à, a; III - à, a; IV - à, a; V - a, à 36) (Ita 1996) - Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases a seguir: I - Saíram daqui______ pouco, mas voltarão daqui______ pouco, pois moram apenas______dois quilômetros de distância. II- _______foram suas amigas? _______ estarão agora? a) há - a - a - Aonde - Onde b) há - há - à - Onde - Onde c) há - a - a - Aonde - Aonde d) a - a - à - Para onde - Por onde
  4. 4. DOENÇA DO PROGRESSOAção à distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades quemarcaram esses cem últimos anos, aparece a verdadeira doença do progresso...O século que chega ao fim é o que presenciou o Holocausto, Hiroshima, os regimes dos Grandes Irmãos e dos Pequenos Pais, os massacresdo Camboja e assim por diante. Não é um balanço tranquilizador. Mas o horror desses acontecimentos não reside apenas na quantidade, que,certamente, é assustadora.Nosso século é o da aceleração tecnológica e científica, que se operou e continua a se operar em ritmos antes inconcebíveis. Foramnecessários milhares de anos para passar do barco a remo à caravela ou da energia eólica ao motor de explosão; e em algumas décadas sepassou do dirigível ao avião, da hélice ao turborreator e daí ao foguete interplanetário. Em algumas dezenas de anos, assistiu-se ao triunfodas teorias revolucionárias de Einstein e a seu questionamento. O custo dessa aceleração da descoberta é a hiperespecialização. Estamosem via de viver a tragédia dos saberes separados: quanto mais os separamos, tanto mais fácil submeter a ciência aos cálculos do poder. Essefenômeno está intimamente ligado ao fato de ter sido neste século que os homens colocaram mais diretamente em questão a sobrevivênciado planeta. Um excelente químico pode imaginar um excelente desodorante, mas não possui mais o saber que lhe permitiria dar-se conta deque seu produto irá provocar um buraco na camada de ozônio.O equivalente tecnológico da separação dos saberes foi a linha de montagem. Nesta, cada um conhece apenas uma fase do trabalho. Privadoda satisfação de ver o produto acabado, cada um é também liberado de qualquer responsabilidade. Poderia produzir venenos, sem que osoubesse - e isso ocorre com freqüência. Mas a linha de montagem permite também fabricar aspirina em quantidade para o mundo todo. Erápido. Tudo se passa num ritmo acelerado, desconhecido dos séculos anteriores. Sem essa aceleração, o Muro de Berlim poderia ter duradomilênios, como a Grande Muralha da China. É bom que tudo se tenha resolvido no espaço de trinta anos, mas pagamos o preço dessarapidez. Poderíamos destruir o planeta num dia.Nosso século foi o da comunicação instantânea, presenciou o triunfo da ação à distância. Hoje, aperta-se um botão e entra-se emcomunicação com Pequim. Aperta-se um botão e um país inteiro explode. Aperta-se um botão e um foguete é lançado a Marte. A ação àdistância salva numerosas vidas, mas irresponsabiliza o crime.Ciência, tecnologia, comunicação, ação à distância, princípio da linha de montagem: tudo isso tornou possível o Holocausto. A perseguiçãoracial e o genocídio não foram uma invenção de nosso século; herdamos do passado o hábito de brandir a ameaça de um complô judeu paradesviar o descontentamento dos explorados. Mas o que torna tão terrível o genocídio nazista é que foi rápido, tecnologicamente eficaz ebuscou o consenso servindo-se das comunicações de massa e do prestígio da ciência.Foi fácil fazer passar por ciência uma teoria pseudocientífica porque, num regime de separação dos saberes, o químico que aplicava os gasesasfixiantes não julgava necessário ter opiniões sobre a antropologia física. O Holocausto foi possível porque se podia aceitá-lo e justificá-losem ver seus resultados. Além de um número, afinal restrito, de pessoas responsáveis e de executantes diretos (sádicos e loucos), milhõesde outros puderam colaborar à distância, realizando cada qual um gesto que nada tinha de aterrador.Assim, este século soube fazer do melhor de si o pior de si. Tudo o que aconteceu de terrível a seguir não foi se não repetição, sem grandeinovação.O século do triunfo tecnológico foi também o da descoberta da fragilidade. Um moinho de vento podia ser reparado, mas o sistema docomputador não tem defesa diante da má intenção de um garoto precoce. O século está estressado porque não sabe de quem se devedefender, nem como: somos demasiado poderosos para poder evitar nossos inimigos. Encontramos o meio de eliminar a sujeira, mas não ode eliminar os resíduos. Porque a sujeira nascia da indigência, que podia ser reduzida, ao passo que os resíduos (inclusive os radioativos)nascem do bem-estar que ninguém quer mais perder. Eis porque nosso século foi o da angústia e da utopia de curá-la.Espaço, tempo, informação, crime, castigo, arrependimento, absolvição, indignação, esquecimento, descoberta, crítica, nascimento, vida maislonga, morte... tudo em altíssima velocidade. A um ritmo de STRESS. Nosso século é o do enfarte.(Adaptado de Umberto Eco, Rápida Utopia. VEJA, 25 anos, Reflexões para o futuro. São Paulo, 1993).42) A frase em que o acento grave indica INCORRETAMENTE a 43) (Mackenzie 1997) - I - Refiro-me àquilo e não a isto.ocorrência de crase é: II - Sairemos bem cedo, para chegar à tempo de assistir a cerimônia.a) O século que chega à seus últimos anos presenciou fatos III - Dirigiram-se à Sua Excelência e declararam que estão dispostos àassustadores, como assinala o autor do texto. cumprir o seu dever e a não permitir a violação da lei.b) Da energia eólica a humanidade passou, paulatinamente, às Quanto ao emprego da crase, assinale:outras formas de energia hoje conhecidas. a) se todas as afirmações estão incorretas.c) À beira do século XXI o homem vive a angústia gerada por suas b) se todas estão corretas.próprias conquistas. c) se apenas I está correta.d) O desconhecimento do processo total do trabalho permite que o d) se apenas III está correta.indivíduo produza, à sua revelia, coisas indesejáveis.

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