Redacao tecnica mod2

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Redacao tecnica mod2

  1. 1. Módulo 2 - Redação técnica, científica e literária Neste módulo você aprenderá a identificar os elementos do texto técnico, científico, literário e correspondências oficiais, para produzi-los de acordo com as normas e padrões vigentes. Este módulo está dividido em duas aulas: → Aula 1 – O texto técnico e seus elementos → Aula 2 - Correspondência Oficial Aula 1 – O texto técnico e seus elementos Quando você estava ainda na escola deve ter aprendido a elaborar três tipos de textos – os narrativos, os descritivos e os dissertativos. Essa é a classificação tradicional, porém você estudou anteriormente que, a partir da conceituação desses “tipos”, temos uma infinidade de gêneros textuais. Na vida profissional, no entanto, as pessoas se deparam a todo o momento com a necessidade de produzir textos que, muitas vezes, não foram ensinados, outras espécies de composição que, muitas vezes, não ouviram sequer falar nas salas de aula por onde passaram, tais como: um manual de instrução, a descrição do funcionamento de aparelhos, relatórios, resumos e resenhas científicas, artigos, ou seja, outros gêneros de textos mais técnicos e científicos. Muitos autores falam em texto técnico ou científico como se estivessem sempre, aleatoriamente, entre um ou o outro. É possível dizer que: Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 1
  2. 2. Texto científico é o texto que revela pesquisa e rigor científico e têm como objetivo a publicação em revistas especializadas ou livros. O texto científico é representado pelas monografias, pelas teses, papers, resenhas e artigos científicos. Texto técnico é o texto mais relativo às profissões. É fundamental nas atividades empresariais e é representado pelas atas, memorandos, circulares, requerimentos, relatórios, avisos dentre tantos outros. Redações técnica/científica As redações técnica e científica vão apresentar características que são regidas pelos mesmos princípios básicos que orientam a estruturação de qualquer texto escrito, ou seja: clareza – coesão e coerência - correção, obediência às normas gramaticais, e objetividade. A expressão redação técnica/científica será utilizada neste curso em um sentido mais amplo, pois estará definida apenas pelas características de linguagem e estruturação que lhes são comuns. A “oposição” que será apresentada em relação à redação literária obedecerá ao mesmo princípio de descrição e diferenciação de linguagens. Assim, é possível definir uma “diferenciação” como a que aparece a seguir: Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 2
  3. 3. Redações técnica e literária As diferenças da redação de um texto técnico/ científico para a redação de um texto literário: Redação técnica/ científica Redação literária Precisão do vocabulário, a exatidão dos pormenores. Vocabulário de expressividade linguística, busca pela tradução da imaginação Imparcialidade e comunicabilidade: eficácia e a exatidão da comunicação Elaboração artística da frase, preocupação estética. Subjetividade e criação da ficção. Objetivo: esclarecer, informar Objetivo: entreter Traduz-se em objetividade Sobrecarrega-se de impessoalidade Abolição de construções dúbias ou que permitam mais de um significado Sentido figurado: uso de metáforas ou de frases que possam ter dupla significação Uniformidade na estrutura, na terminologia e no estilo. Multiplicidade de estruturas, terminologias e estilo. Linguagem conotativa Linguagem denotativa Função referencial Função poética - É importante distinguir as funções da linguagem. Consulte: http://www.brasilescola.com/redacao/asfuncoes-linguagem.htm Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 3
  4. 4. Os elementos do texto técnico Veja agora os elementos que estão presentes na estruturação de um texto técnico. Os textos técnicos apresentam em sua estrutura dois elementos: A descrição de objeto e a descrição de processo. Veja cada um deles: Descrição de objeto – é uma representação verbal que irá qualificar um elemento apresentando suas características. Observe o exemplo: Parabéns por adquirir um mouse sem fio da Microsoft, que inclui: 1. Mouse sem fio 2. Receptor (versão para desktops ou notebooks, dependendo do seu modelo de mouse) 3. Uma ou mais pilhas para o mouse sem fio, dependendo do seu modelo de mouse. 4. CD com o software de mouse Microsoft IntelliPoint 5. Este Guia de Introdução (In: Guia de Introdução. Produtos de mouse sem fio da Microsoft. p. 18) Descrição de processo – é a representação, também verbal do funcionamento de um elemento. A ênfase é dada na ação que é bem detalhada (no texto literário é a elaboração da narrativa, do suspense). O corpo de quase todos os relatórios técnicos é uma descrição de processo e exige conhecimento do assunto. Observe o exemplo: Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 4
  5. 5. Exemplo do mouse sem fio (In: Guia de Introdução. Produtos de mouse sem fio da Microsoft. p. 20) A descrição não é um processo exclusivo da estruturação do texto técnico. Com certeza ela pode ser também da literária. No entanto, veja a diferença, a partir da leitura de um fragmento do romance Senhora, de José de Alencar, transcrito abaixo. O que, então, distingue os textos é o objetivo, o estilo e o ponto de vista. A descrição que José de Alencar faz de Aurélia é muito diferente de qualquer outra descrição mais objetiva e informativa. Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 5
  6. 6. Seriam nove horas do dia. Um sol ardente de março esbate-se nas venezianas que vestem as sacadas de uma sala, nas Laranjeiras. A luz coada pelas verdes empanadas debuxa com a suavidade do nimbo o gracioso busto de Aurélia sobre o aveludado escarlate do papel que forra o gabinete. Reclinada na conversadeira com os olhos a vagar pelo crepúsculo do aposento, a moça parece imersa em intensa cogitação. O recolho apaga-lhe no semblante, como no porte, a reverberação mordaz que de ordinário ela desfere de si, como a chama sulfúrea de um relâmpago. Mas a serenidade que se derrama por toda a sua pessoa, se de alguma sorte desmaia a cintilação de sua beleza, a embebe de um fluido inefável de meiguice e carinho, que a torna irresistível. Seus olhos já não têm aqueles fulvos lampejos, que despedem nos salões, e que, a igual do mormaço crestam. Nos lábios, em vez do cáustico sorriso, borbulha agora a flor d’alma a rever os íntimos enlevos. Sombreia o formoso semblante uma tinta de melancolia que não lhe é habitual desde certo tempo, e que não obstante se diria o matiz mais próprio das feições delicadas. Há mulheres assim, a quem um perfume de tristeza idealiza. As mais violentas paixões são inspiradas por esses anjos de exílio. (In:http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_co mpletas/s/senhora) Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 6
  7. 7. Aula 2 - Correspondência oficial Os tipos de correspondência oficial são: relatório, ofício, ata, exposição de motivos, memorando, requerimento, e-mail e despacho, muito utilizado hoje em dia. Nesta aula você ficará sabendo como são elaboradas essas correspondências oficiais. Veja a seguir as características dos tipos de correspondência, começando pelo relatório: Relatório O relatório é um documento no qual se expõe o relato de uma ocorrência, da execução de serviços, de fatos da administração pública ou privada, ou ainda o resultado de uma pesquisa ou investigação. a quem se destina; Um bom relatório traz todas as informações necessárias ao alcance de sua finalidade, que depende de aspectos como: sua periodicidade (regular ou eventual); e o que se quer comunicar(ocorrência, pesquisa). O texto do relatório, quando necessário, é acompanhado de gráficos, tabelas, ilustrações, mapas, diagramas... Enfim, tudo o que ajude a esclarecer ou detalhar as informações nele contidas. Muitas vezes, é encaminhado como anexo de um ofício a depender dos trâmites internos da instituição. Lembre-se que como aprendeu no módulo 1, você decide o que e como escrever. Por isso, antes de iniciar, planeje o conteúdo de seu relatório, sempre pensando: Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 7
  8. 8. Para quem vou escrever? Qual é o meu objetivo? Que canal de comunicação utilizarei? Qual a melhor forma de comunicar o que quero? Ao concluir seu relato, releia o texto. Lembre-se da dica de Stephen Kanitz, revise seu texto e verifique: Lancei as informações essenciais para alcançar os objetivos previstos? Os dados são apresentados com correção e fidedignidade? O texto está claro, objetivo e coeso? Os fatos são narrados em ordem cronológica? Há correção textual? A linguagem está adequada ao contexto? A apresentação está adequada? Considerei os aspectos estéticos exigidos? O relatório pode ser apresentado em diferentes formatos: Em tópicos Muito utilizado para os mais diversos fins, traz os assuntos em ordem cronológica, com títulos que orientam os eixos de apresentação. Este pode ser bem sintético ou mais detalhado. Um exemplo de relatório mais detalhado pode ser visto no site da Petrobrás. Confira em: http://www.portacurtas.com.br/relatorios/2007%5F1/ Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 8
  9. 9. Em texto discursivo Apresenta o assunto descrito detalhadamente e beneficia a análise profunda e minuciosa do tema relatado. Um exemplo deste tipo de relatório pode ser visto no site do Ministério da Justiça sobre o uso de celulares em presídios. Confira em: http://www.mj.gov.br/main.asp?Team=%7BDFCCBE36%2D4D36%2D4650%2DB6DA%2DE68546 FD1E4E%7D Partes do relatório É muito comum o uso de formulários pré estabelecidos para realização de relatórios, principalmente, no caso de relatórios regulares a serem preenchidos por diversos setores. Neste caso, cabe apenas o preenchimento das lacunas disponíveis, observando se as qualidades textuais das quais já falamos anteriormente. As normas técnicas estabelecem como partes do relatório os seguintes itens: 1. Título (identificação clara do relatório). 2. Vocativo (a quem se dirige o relatório). 4. Local e data. 5. Assinatura. 6. Anexos (quando necessário). Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 9
  10. 10. Modelo de Relatório Relatório Síntese de Auditoria em Reforma de Prédio Em cumprimento à solicitação de auditoria no Prédio X, os auditores Fulano de Tal e Beltrano de Souza verificaram a veracidade das denúncias realizadas pelos condôminos proprietários dos apartamentos 1204 e 603 no que diz respeito ao desvio de dinheiro de obras realizadas no referido imóvel no período de maio a julho de 2007. No dia 30 de agosto de 2007, foram feitas nas dependências do prédio vistoria detalhada dos ambientes que passaram por reforma, dos projetos de reforma e dos documentos apresentados como comprovação de gastos. A partir desta análise, concluiu-se que: 1 – Houve modificação nos projetos iniciais propostos pelo síndico em reunião no mês de fevereiro de 2007 e aprovados em assembléia. 2 – O material de construção utilizado na obra é nitidamente inferior ao anunciado no projeto aos condôminos. 3 – Os requisitos de segurança, durante a reforma, não foram atendidos, colocando em risco os moradores que circulavam pela área reformada. 4 – A documentação trabalhista dos pedreiros contratados está irregular. 5 – Não há recibos de todo o material comprado e apresentado nas planilhas de custo apresentadas. 6 – Ao ser arguido a respeito do restante da documentação, o síndico recusou-se a prestar esclarecimentos. 7 – Sugiro que sejam tomadas as medidas previstas em Regimento Interno do Condomínio e previstas em lei. 8 – Cópias dos documentos analisados, os demonstrativos de falhas nas planilhas de custo e as análises da vistoria in loco foram encaminhados no próprio dia da visita aos solicitantes da auditoria. Brasília-DF, 10 de setembro de 2007 Fulano de Tal Beltrano de Souza Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 10
  11. 11. Ofício Dentre os tipos de texto técnicos escritos, o ofício é, sem dúvida, um dos mais utilizados seja no serviço público ou em empresas privadas. É utilizado com as mais diversas finalidades, como troca de informações administrativas, solicitações, convites, agradecimentos, felicitações, estabelecimento de uma ordem, entre outras tantas possibilidades. Seu conteúdo é formal, exigindo um registro culto da linguagem. Como, geralmente, é dirigido a autoridades, é imprescindível a observação criteriosa ao tratamento exigido para cada cargo. O ofício pode ser um documento que encaminha anexos. Nesse caso, deve ser o mais objetivo possível, evitando explicações irrelevantes ao contexto. A carta apresenta as mesmas características de um ofício com a diferença de que é considerada documento semi-oficial. Quando multidirecionados (enviados a mais de uma pessoa) a um público interno e subordinado ao remetente, os ofícios e cartas assumem o caráter de circular. Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 11
  12. 12. Partes do ofício Partes do ofício 1. Cabeçalho (com timbre ou nome da instituição). Nas repartições e empresas, é muito comum usar papel timbrado. 2. Número de emissão do ofício, seguido de barra oblíqua e o ano da emissão. 3. Local e data (o mês vem escrito por extenso). 4. Assunto: sumário do assunto tratado no ofício. 5. Vocativo: deve observar o pronome de tratamento adequado. 6. Texto: dividido em parágrafos numerados à esquerda. 7. Despedida: formal e objetiva. 8. Assinatura: acompanhado do nome completo e do cargo do emissor. 9. Destinatário: nome; cargo; local. No modelo do Manual de Redação da Presidência a seguir, dispensa-se essa parte do ofício Modelo de ofício O modelo a seguir consta do Manual de Redação da Presidência da República. No entanto, ao redigir ofícios e outros documentos técnicos, deve-se sempre verificar se a instituição em que se trabalha segue algum padrão ou manual próprio. Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 12
  13. 13. [Ministério] [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade] [Endereço para correspondência] [Endereço - continuação] [Telefone e Endereço de Correio Eletrônico] 5 cm Ofício no 524/1991/SG-PR Brasília, 27 de maio de 1991. A Sua Excelência o Senhor Deputado [Nome] Câmara dos Deputados 70.160-900 – Brasília – DF Assunto: Demarcação de terras indígenas Senhor Deputado, 2,5 cm 1.Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama no 154, de 24 de abril último, informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta no 6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto no 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). 3 2.Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as características sócio-econômicas regionais. 1,5 cm 3.Nos termos do Decreto no 22, a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. 231, § 1o, da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos, sociológicos, cartográficos e fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente. (297 x 210mm) Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 13
  14. 14. 3,5 cm 4. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas. 5. 6. Como Vossa Excelência pode verificar, o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários, inclusive daqueles assinalados em sua carta, com a necessária transparência e agilidade. Atenciosamente, [Nome] [cargo] Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/index.htm Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 14
  15. 15. Ata É o documento que registra de modo objetivo, claro e fidedigno as ocorrências de uma reunião ou assembléia. A ata tem valor administrativo ou legal e, por isso, deve ser redigida de forma a não permitir qualquer modificação posterior. Para tanto, é preciso tomar alguns cuidados: → Se a ata for manuscrita deve ser escrita em livro destinado especificamente a esse fim, o qual deve ter termo de abertura e todas as páginas numeradas. Se for digitada, deve ser arquivada em pasta específica, sendo organizada por data. → Deve ser redigida em linhas corridas sem parágrafos ou alíneas de maneira a ocupar todo o espaço da página, evitando espaços em que possa haver acréscimos ou alteração do texto. → Não deve apresentar rasuras emendas ou uso de corretivo. Se houver erro no momento da redação, deve-se usar a palavra “digo” e apresentar a retificação ou apresentar errata ao final do texto. → Não são admitidas abreviaturas de palavras ou expressões e os números devem vir escritos por extenso. Números extensos devem, ainda, vir em algarismos, entre parênteses. Partes da Ata Título (identifique a reunião). Data (escreva sempre por extenso). Local (indique o local onde está sendo realizada a reunião). Finalidade (diga qual o objetivo da reunião). Presidência (indique quem está presidindo a reunião). Discussão/votação e deliberações (escreva o que foi discutido, votado e aprovado). Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 15
  16. 16. Encerramento (finalize a ata). Local, data e assinatura (assinam a ata todos os presentes ou o presidente e o secretário da reunião como seus representantes) Ao redigir uma ata, o mais importante é registrar com clareza todas as informações fundamentais discutidas na reunião! Modelo de ata Ata da reunião extraordinária para aprovação de despesa imprevista pela Empresa X Ata da reunião extraordinária para aprovação de despesa imprevista, realizada pela diretoria colegiada e conselho fiscal da Empresa X em nove de março de dois mil e oito, no gabinete da Direção-Geral da empresa, em seu edifício-sede situado em Marília - São Paulo. A reunião foi presidida pelo Diretor-Financeiro, José Luz da Rocha, secretariada por Antônio Meira e contou com a presença do Diretor de Recursos Humanos, Marcelo Firmino, do Diretor de Operações, Afonso Quezada, e de todos os integrantes do Conselho Fiscal da empresa, à exceção do Sr. Rogério Meira, cuja ausência foi previamente justificada. Inicialmente foi lida e aprovada a ata da reunião anterior, à exceção da seguinte ressalva: onde constou ‘vinte mil unidades de matéria-prima’, leia-se ‘trinta mil unidades de matéria-prima’. Em seguida o DiretorFinanceiro solicitou ao Diretor de Operações que apresentasse suas estimativas de necessidade de realização de serviço extraordinário nas unidades fabris do estado do Paraná para o próximo trimestre, sendo atendido na forma de uma apresentação audiovisual que definiu os motivos para a realização de sete mil e duzentas horas extras por um total de mil e duzentos funcionários no período. Os aspectos relacionados à legislação trabalhista foram integralmente aprovados pelo Diretor de Recursos Humanos, e colocou-se em votação aberta junto ao conselho fiscal a disponibilização dos recursos para pagamento desta despesa não incluída no Plano Plurianual da Empresa X, resultando em aprovação unânime e imediata autorização de desembolso concedida ao Diretor-Financeiro. O Conselheiro Aníbal Pinheiro propôs a recomendação de que uma metodologia para estimativa de realização de serviço extraordinário seja incorporada a futuros planos plurianuais, tendo a moção sido aprovada por todos os presentes, e imediatamente incluída na pauta da próxima reunião ordinária da Diretoria Financeira. Nada mais havendo a tratar, foi lavrada por mim, Antônio Meira, a presente ata, assinada por todos os presentes acima nominados e referenciados. (Seguem assinaturas a partir do secretário que lavrou a ata) Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 16
  17. 17. Fonte: http://www.efetividade.net/2007/09/13/modelo-de-ata-desempenhe-osecretariado-de-reunioes-com-efetividade/ Exposição de Motivos A exposição de motivos é, originalmente, um texto destinado a iniciar processo legislativo vinculado à elaboração de decretos ou leis, encaminhadas ao Chefe do Poder Executivo. Na exposição de motivos, o assunto deve ser resumido em itens e argumentado; a legislação citada deve ser transcrita e a conclusão deve ser clara e objetiva. Este documento deve ser redigido a fim de fornecer as informações necessárias a fundamentar a tomada de decisões. Traz um preâmbulo à matéria em análise e não deve conter exposições doutrinais, nem pronunciarse sobre o que não consta do texto que antecede. Modelos de exposição de motivos - Exposição de Motivos Oficial: SUBCHEFIA DE ASSUNTOS PARLAMENTARES EM No 35/MF Brasília, 15 de março de 2007. Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Tenho a honra de submeter à apreciação de Vossa Excelência o anexo projeto de lei, que regulamenta o parágrafo único do art. 116 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 17
  18. 18. Tributário Nacional (CTN), com a redação dada pela Lei Complementar nº 104, de 10 de janeiro de 2001. 2. O art. 1º prevê a possibilidade de que a autoridade administrativa, para efeitos tributários, desconsidere atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador de tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, excetuado as hipóteses de que trata o inciso VII do art. 149 do CTN. 3. São passíveis de desconsideração os atos ou negócios jurídicos que visem reduzir o valor de tributo, evitar ou postergar o seu pagamento ou ocultar os reais elementos do fato gerador ou a real natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária. 4. Estabelecem os arts. 2º a 5º os procedimentos a serem adotados pela administração tributária no tocante à matéria, suprindo exigência contida no parágrafo único do art. 116 do Código Tributário Nacional, 5. Os arts. 2º, 3º e 4º determinam que a desconsideração do ato ou negócio jurídico será efetuada mediante ato da autoridade administrativa que instaurar o procedimento de fiscalização, fixa prazo para a autoridade administrativa proferir a decisão, bem como para o sujeito passivo recolher os tributos com encargos moratórios na hipótese de desconsideração. 6. O art. 5º submete, na hipótese de desconsideração, o lançamento do crédito tributário ao processo administrativo de determinação e exigência do crédito tributário, estabelecido pelo Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, de forma a preservar o princípio do contraditório e da ampla defesa. 7. Finalmente, prevê o art. 6º a possibilidade de edição por parte da Secretaria da Receita Federal do Brasil de atos normativos necessários à aplicação dos aludidos procedimentos. Respeitosamente, GUIDO MANTEGA Ministro de Estado da Fazenda Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 18
  19. 19. - Exposição de Motivos – justificativa EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS Caros colegas, Esta coordenação do Curso de Engenharia Civil gostaria de ressaltar algumas mudanças realizadas na estrutura curricular do curso. O curso teve sua carga horária reduzida para 247 créditos e 3.810 horas, sem que tenha havido prejuízo ao curso, pelo contrário, a estrutura curricular está rica em componentes de conhecimentos necessários á atividade do engenheiro. Esta diminuição foi ocasionada em razão de retirada de algumas disciplinas e diminuição da carga horária de outras. Por outro lado, aumentou-se a carga obrigatória mínima para estágio curricular para 150 hs, com 03 créditos. Além disso, o aproveitamento do estágio como disciplina optativa, em complementação da carga obrigatória, ficou com apenas 03 créditos. Isto porque entendemos que era demais o aluno fazer 360 hs de estágio e com isso receber 03 CR como obrigatório e 06 CR como optativa. Em atendimento às recomendações do MEC – Ministério de Educação, inserimos como componente curricular o Trabalho de Conclusão do Curso, com 03 créditos obrigatórios (não houve acréscimos de créditos na estrutura porque usamos os créditos poupados no estágio curricular), inclusive, é bom ressaltar que este foi um ponto de conceito negativo quando na avaliação do curso em novembro de 2004. Outro ponto merecedor de destaque no Projeto Político Pedagógico do curso está no aumento de créditos optativos a serem obrigatoriamente cursados pelos alunos concluintes. Na estrutura vigente, os concluintes teriam que cursar 22 créditos de optativas, agora esta obrigatoriedade cresceu para 26 créditos, pois entendemos que seria lamentável oferecermos várias disciplinas de conteúdo específico do curso e quase nenhum aluno se matricular nelas, em razão da pressa em se formar, perdendo, assim, uma grande oportunidade em aumentar seus conhecimentos. Atenciosamente, Ana Cristina Taigy Coordenadora do Curso de Engenharia Civil Fonte: http://www.ct.ufpb.br/ccgec/material_recebido/ppp/exposicao_de_motivos.htm Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 19
  20. 20. Memorando Documento escrito de uso interno em instituições públicas e empresas que visa à comunicação de decisões, políticas ou instruções. Algumas organizações já trazem o modelo de memorando em impresso próprio. Ao se redigir memorandos, deve-se usar uma linguagem simples, direta e objetiva, sem rebuscamentos, tendo em vista que é dirigida a funcionários e não a autoridades como é o caso do ofício e da carta. O memorando deve ser feito em duas vias para que uma delas seja arquivada com data e assinatura indicativa de ciência. Partes do memorando Timbre da instituição. Número do memorando. Remetente. Destinatário. Indicação do assunto. Local e data. Texto. Despedida. Assinatura e cargo. Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 20
  21. 21. Modelo de Memorando Timbre da instituição 4 cm Memorando n.º /07 Local, de de 2007. De: Setor emitente Para: Setor e nome do destinatário Assunto: Modelo de Memorando 2 cm Pronome de tratamento e cargo do destinatário, Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando 3 cm Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando. Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando Memorando. Cordialmente, (Nome do signatário) (Cargo) Órgão – Endereço Eletrônico Endereço 2 cm Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 21 2 cm
  22. 22. Requerimento Documento no qual o interessado, após identificar e se qualificar, apresenta sua solicitação à autoridade competente. O requerimento possui características próprias e pode ser digitado ou manuscrito. Após o vocativo, deixam se aproximadamente dez espaços destinados ao despacho da autoridade competente, finalizando com pedido de deferimento à solicitação. É muito comum encontrar modelos prontos com espaço para o preenchimento apenas do conteúdo da solicitação. O abaixo assinado é um tipo de requerimento feito coletivamente. Mesmo sendo um requerimento, traz um espaçamento menor, tendo em vista que nele vão muitas assinaturas. O requerimento, quando necessário, pode trazer outros documentos como anexo. Neste caso, isso deve ser indicado ao final. Partes do Requerimento Vocativo (acompanhado do cargo ocupado pelo destinatário). Texto (identificação do requerente; solicitação e sua justificativa). Encerramento (Nestes termos pede deferimento ou similar). Local e data. Assinatura do requerente. Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 22
  23. 23. Modelo de Requerimento Ao Sr. Nome do Destinatário Cargo ocupado REQUERIMENTO Nome do requerente, brasileiro, casado, brasiliense, portador do registro de identidade de n° 0X0.0X0 – S e do CPF n° 000.000.000-00, residente e domiciliado na cidade de Brasília, no endereço tal , vem respeitosamente requerer ao senhor que lhe seja concedido ....................................... Nestes termos pede deferimento. Brasília, de de 2007 Nome do requerente Anexo: documento XXXX Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 23
  24. 24. Despacho É normalmente um texto curto para encaminhamento de processos que traz decisão proferida pela autoridade administrativa sobre questão submetida à sua apreciação, podendo ser favorável ou desfavorável à pretensão solicitada. Se for apresentado à parte do documento de origem (memorando, ofício, etc...) deve ser numerado, e constar número do documento de origem e a referência. Nestes casos, muitas vezes, configura-se mais longo e detalhado, como por exemplo em despachos publicados em Diário Oficial. Para evitar desnecessária emissão de novas comunicações, os despachos normalmente são dados no próprio documento, de forma manuscrita, e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se construa um histórico do andamento do assunto tratado. Os despachos configuram-se como atos administrativos e podem constituir-se de uma palavra (Aprovo, Autorizo, Indefiro, etc), de duas palavras (De acordo, etc.) ou de muitas palavras. O fundamental é que esclareça com o que a autoridade está de acordo e qual a consequência disso. Nesse sentido, apresenta-se como:  Decisório: apresenta de forma conclusiva a decisão da questão suscitada, em resposta ao pedido formulado;  Interlocutório: apresenta encaminhamento da matéria para análise ou para outras providências que o caso concreto requeira. Partes do despacho:  Título: Despacho;  Texto: teor da decisão;  Data (dia, mês e ano);  Assinatura: nome e cargo ou função da autoridade que exara o despacho (carimbo). Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 24
  25. 25. Exemplos de Despacho: Exemplo 1 - Apresenta-se à parte de documento de origem: Despacho nº 67/2008 20/8/2008 DESPACHO CONFAZ Nº 67, DE 19 DE AGOSTO DE 2008 DOU 20.08.2008 Torna sem efeito o Despacho do Secretário-Executivo nº 63/08. O Secretário Executivo do Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IX, do art. 5º do Regimento desse Conselho, torna sem efeito o Despacho do Secretário-Executivo nº 63, de 15 de agosto de 2008, que publicou o Protocolo ICMS 76/08, de 14 de agosto de 2008, que estabelece obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital - EFD para os contribuintes mencionados, publicado no Diário Oficial da União do dia 18 de agosto de 2008, Seção 1, páginas 18 a 88. MANUEL DOS ANJOS MARQUES TEIXEIRA Fonte: http://www.datadez.com.br/content/legislacao.asp?id=69094 Exemplo 2 - Apresenta-se, de forma manuscrita, no documento de origem: Despacho Ao Departamento Pessoal, Para encaminhamento da solicitação do servidor de adiamento de férias. Em 15 de agosto de 2009. (Assinatura) (carimbo) Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 25
  26. 26. E-mail A revolução eletrônica, embora muitos pensem que não, revalorizou a prática da escrita Um e-mail é rápido. Depois de enviado não é mais possível alterá-lo. E, caso haja erro, esse fica registrado. Os e-mails podem ser impressos, copiados e encaminhados. O que significa que podem se tornar públicos rapidamente. Não há rascunho, é verdade, mas é sempre possível revisá lo. Não há motivos para excluir o dicionário e a prática de revisão e releitura. Pensando nisso, é importante seguir algumas regras. Regras para a produção de um e-mail: 1. Identifique sempre o assunto do seu e-mail. A linha de assunto deve ser objetiva e sintetizar o que você quer. 2. Escreva sempre o nome de seu interlocutor. Se não fizer isto, a tendência é que ele pense não ser com ele. 3. Combine letras maiúsculas e minúsculas, da mesma forma que na escrita comum. Cartas em papel não são escritas somente com letras maiúsculas; na Internet, escrever em maiúsculas é o mesmo que gritar! 4. É boa prática deixar linhas em branco entre blocos de texto. Dessa forma, o texto fica organizado e mais fácil de ler. 5. A linguagem do e-mail deve ser clara e objetiva. gramaticais. Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 26 Redija textos sem erros
  27. 27. 6. A linguagem do e-mail deve ser adequada ao seu objetivo e ao seu interlocutor. Você usa o "vc", o "qdo", o "abs", “bjus”, “oieeee”, os símbolos "[]s", ":)" etc, quando escreve em situações muito informais. Portanto, não abrevie. 7. A linguagem que você utiliza virtualmente é muito importante. O conteúdo das mensagens, o estilo da linguagem, a apresentação dos e-mails que você envia acabam por refletir qual é a sua imagem. 8. Releia o que escreveu, revise, corrija, e assine antes de enviar. Referência: Manual de Netiqueta ( http://www.icmc.sc.usp.br/manuals/netiqueta.html ) Curso Redação Técnica – Módulo 2 SENASP/MJ - Última atualização em 08/02/2008 Página 27

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