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Trecho cap. 5 claraluzeopoeta.com.br

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Trecho cap. 5 claraluzeopoeta.com.br

  1. 1. – Oi Esther, tudo bem? – Tudo bem! E você? O que fez ontem? – Depois de trabalhar, trabalhar, dei uma pedalada ontem até mais tarde. Aproveiteique a noite estava mais fresca, porque de dia tava bravo de tanto calor. Cheguei em casa,tomei um banho, comi alguma coisa e cai na cama! – Responde Mandel, piscando paraJanaina. – Tudo bem! – responde Esther. – Ontem eu também dormi mais cedo. O consultóriohoje foi muito cansativo, ainda mais que estamos em reforma, sem falar que peguei um casocomplicado! Sem citar nomes, claro, estou trabalhando com um jovem de 19 anos viciado emcrack! O problema é que ele não está muito disposto a abandonar o vício, mas os pais estãotentando resolver o caso sem a internação do garoto. Ele está consultando com um psiquiatratambém, que está prescrevendo os medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, mas odanado às vezes usa a droga mesmo depois de ter feito o uso dos remédios. Por seguir a linhade Carl Rogers, que é a Abordagem Centrada na Pessoa, e que você está careca de me ouvir, –soltando uma pequena risada – acredito que as pessoas só conseguem superar seus problemaspor decisão própria! Você sabe muito bem que este é um dos princípios que norteiam aterapia que conduzo com as pessoas, mas trabalhar com casos que envolvem esta drogapoderosa é um desafio para todo profissional, pois o sucesso da recuperação dos adictosdependentes de crack é muito pequeno! Janaina olha para Mandel entediada, mas ele não da bola, e incentiva Esther acontinuar com seu relato. – Ééééé!!! Eu imagino que a classe dos profissionais da saúde e os das ciênciashumanas estão movendo céus e terra para descobrir meios eficientes de tratamento erecuperação destas pessoas que caíram neste ciclo vicioso! – responde Mandel. – Desafioscontemporâneos! – É mesmo, meu bem! – retruca Esther. – E eu estou no olho deste furacão. Mas estouapostando, queimando energia física, mental, espiritual e emocional para ter êxito nestaempreitada. Estou tentando induzir no cliente o exercício da auto-observação e tentandoequilibrar sua autoestima. E percebo que o grande desafio de nós, psicólogos sofredores destemundo inusitado e diferente de tudo o que era antes, é perceber que faltam motivos paraviver e sonhar. Este mundo que está sendo oferecido aos mais jovens não tem razão de ser, eeles estão como baratas tontas, sem saber para onde ir e direcionar suas vidas.

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