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Claraluz e o poeta trecho cap 7

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Claraluz e o poeta trecho cap 7

  1. 1. Claraluz desligou-se do Messenger e deitou em sua cama. Ficou uns 10 minutosprostrada, olhando fixamente para o teto, como se estivesse em estado de choque. Sua cabeçaparecia um enorme acelerador de partículas em funcionamento. Um filme da sua vida, comuma velocidade alucinante, invadia sem a sua permissão a sua cabeça, e Mandel habitava estesonho que Claraluz sonhava acordada. – Meu Deus! O que está acontecendo comigo? – pensava Claraluz. – Preciso dar umjeito em minha vida. Assumir as responsabilidades e trilhar o caminho da minha felicidade apartir das minhas escolhas. Não posso deixar as coisas acontecerem do jeito que estãocaminhando... Depois de refletir profundamente bastante sobre a sua vida, Claraluz pega o celular eliga para Regina, que atende: – Oi Clara, minha querida! Que ventos a trazem? – diz Regina – Oi amiga! Estou ligando porque preciso falar muito contigo. Quero tomar umaatitude decisiva para a minha vida! – responde Claraluz. – O que foi Claraluz? Aconteceu algo? Tu me pareces nervosa e agitada... – Vou desmarcar meu casamento! Vou aproveitar que o Barretto e eu vamos a umrestaurante daqui a pouco e vou colocar as cartas na mesa! Não quero e não vou me casar, edepois de pensar muito, resolvi tomar esta decisão! Não vou voltar atrás! – fala Claraluz. – Meu Deus! Hoje o céu vai se rasgar ao meio! Acredito que tu já deverias ter tomadoesta decisão. Mas saiba! Irás abalar os alicerces! – exclama Regina, surpresa com a decisão deClaraluz. – Sim! Mas não posso deixar que as coisas aconteçam alheias a minha vontade. Sei quejá deveria ter tomado esta decisão antes! Não deveria nem ter permitido que o casamentofosse marcado, mas antes tarde do que nunca! Sei da tormenta que me aguarda, mas precisoenfrentar este terremoto agora! – É meu amor! Prepare-se, porque não será fácil! – adverte Regina. – Mas estou ao teulado para o que der e vier, e podes acreditar que apoio a sua decisão incondicionalmente! – Mas vá com calma! – continua Regina. – Barretto não é teu inimigo, pense nisso! Éalguém que você descobriu que não quer se casar! Trate-o com respeito e dignidade, e deixetransparecer este sentimento. Faça-o entender que não será possível assumir umaresponsabilidade tão grande, que é para toda a vida! – Tá legal, amiga! – concorda Claraluz. – Vou tentar conduzir o assunto com a maiorserenidade possível, mas sei que vou enfrentar a fúria dos leões. As colunas sociais, como tusabes muito bem, já anunciaram este casamento infeliz pelos quatro cantos, e a expectativa da
  2. 2. família do Barretto e da minha mãe quanto a este evento é que se ecoe por toda a altasociedade carioca! Argh! – É colega, bem lembrado! Tem a sua mãe, que irá lhe rogar todas as pragas do mundoquando souber de sua decisão! E tenho certeza que tentará lhe persuadir a voltar atrás. –emenda Regina.

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