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Profissão serviço social

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1ª aula na faculdade

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Profissão serviço social

  1. 1. Clara Cruz Santos
  2. 3. <ul><li>A profissão de Serviço Social promove a mudança social, a resolução de problemas nas relações humanas e o reforço da emancipação das pessoas para promoção do bem-estar. Ao utilizar teorias do comportamento humano e dos sistemas sociais, o Serviço Social intervém nas situações em que as pessoas interagem com o seu meio. Os princípios dos direitos humanos e da justiça social são fundamentais para o Serviço Social. </li></ul>Penso que a pr á tica do Servi ç o Social é vista, ainda, de forma pouco positiva. Não tem visibilidade ” . O desconhecimento das metodologias de interven ç ão e das caracter í sticas inerentes à pr á tica profissional do Servi ç o Social são as causas apontadas por esta profissional para a existência de uma representa ç ão empobrecida do Servi ç o Social, pelos outros t é cnicos, que a seu ver “ não produz resultados imediatos ” . No que respeita aos utentes pensa que eles dão maior relevo ao aspeto assistencialista do seu trabalho, percepcionando-a essencialmente em termos do apoio que realiza Em rela ç ão à s chefias real ç a, fundamentalmente, o aspeto de competência t é cnica referindo que as chefias a veem como “ uma profissional e uma pessoa muito empreendedora ” Deuses ou diabos ” conforme a resposta que nos dão ou apoio que nos concedem ou nos negam
  3. 4. <ul><li>O que é afinal uma profissão? </li></ul>
  4. 5. <ul><li>O artigo de Flexner (1915) distinguiu, nos Estados Unidos da América, seis traços profissionais comuns a todas as profissões: </li></ul><ul><li>1. As profissões lidam com operações intelectuais associadas a uma elevada responsabilidade individual; </li></ul><ul><li>2. Os seus materiais de base são retirados da ciência e de um saber teórico; </li></ul><ul><li>3. A sua aplicabilidade terá uma finalidade socialmente útil e com elevado carácter pragmático; </li></ul><ul><li>4. As profissões são transmitidas e desenvolvidas no contexto de um ensino formalizado; </li></ul><ul><li>5. As profissões tendem a auto-organizar-se em associações; </li></ul><ul><li>6. Os fins das profissões e dos respectivos elementos devem ter um carácter altruísta com responsabilidade moral . </li></ul>
  5. 6. <ul><li>A constituição das profissões decorreria de: (i) a especialização de serviços de forma a satisfazer uma determinada clientela; (ii) a criação de associações profissionais que controlam as regras de conduta profissional (códigos éticos e deontológicos); (iii) a existência de uma formação específica fundada num corpo organizado de teorias, permitindo a aquisição de uma cultura profissional (Dubar, 2000; Rodrigues, 2002). </li></ul><ul><li>“ o papel dos profissionais exerce-se na relação com os clientes e é a sua reciprocidade assimétrica (conhecimento/ignorância) que permite a sua institucionalização (autoridade/confiança) ” (Rodrigues, 2002:9). </li></ul><ul><li>A definição de profissão proposta por Wilenski (1964) apresenta assim, os seguintes critérios (Rodrigues, 2002:18): </li></ul><ul><li>a) Passagem de actividade amadora a ocupação a tempo inteiro; </li></ul><ul><li>b) Estabelecimento do controlo sobre a formação; </li></ul><ul><li>c) Criação de associações profissionais, </li></ul><ul><li>d) Protecção legal; </li></ul><ul><li>e) Existência de código de ética. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Neste sentido, a identidade do Serviço Social é dual, sendo legitimada de acordo com o contexto social onde se encontra inserida. Netto (1996) e em consentaneidade com o que referimos, menciona que esta aparente crise de “ especificidade” do Serviço Social se encontra fundamentada quer pela clientela do Serviço Social que “valida a acção profissional na moldura das suas protoformas filantrópicas” (ibidem: 95), do ponto de vista dos outros profissionais que a encaram como uma disciplina das ciências sociais e humanas mais próxima às populações objecto de intervenção social e surge como tal como “ uma profissão da prática”, e ainda do ponto de vista societal e institucional onde a “acutilização” da questão social exige aos profissionais do Serviço Social uma maior participação em termos de planeamento, gestão e coordenação de programas e politicas sociais. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>As profissões representam formas históricas de organização social, de categorização das actividades do trabalho que constituem elementos inseparáveis na relação entre o Estado e o indivíduo. </li></ul><ul><li>As profissões são igualmente, formas de conhecimento e de realização pessoal. Quadros de identificação subjectiva e de expressão de valores de ordem ética com significados culturais </li></ul><ul><li>As profissões são, por fim, formas de coligação de actores que defendem os seus interesses na tentativa de assegurar e de manter uma delimitação do seu mercado de trabalho. Um monopólio para as suas actividades. </li></ul>
  8. 9. Objectos * Projectos de acção * Metodologias * Parcerias *Generalistas * Polivalentes * Globalizadoras *Psicologia *Sociologia *Economia *Direito *Área Social Relações Espaços as identidades da profissão destas assistentes sociais parecem estruturadas de acordo com os objectos das suas práticas para as quais possuem competências que auto-designam como “generalistas, polivalentes e globalizadoras”, as relações estabelecidas com os objectos da sua prática profissional para as quais atribuem competências do foro pessoal como “empatia, ajuda e adaptação”, num modelo de desenvolvimento pessoal, ajuda e pedagógico e, ainda em termos de espaço profissional onde os conhecimentos obtidos advém de um processo formativo, de referência escolar, em disciplinas diversificadas que fazem parte dos planos curriculares desta profissão. Importa, ainda, realçar que os três elementos estruturais da profissão estão imbricadamente relacionados com o seu percurso académico . Competências * Contacto directo com as pessoas * Comunica ç ão * Autonomia/confian ç a Capacidades *Empatia *Ajuda *Adapta ç ão Diversificado e abrangente na ac ç ão Conhecimentos
  9. 10. <ul><li>É isto que pretendo discutir, bem como as competências e as estratégias de acção </li></ul>
  10. 11. <ul><li>O que distingue a prática profissional de um conjunto de tarefas ou de acções que fazem parte do quotidiano profissional de uma assistente social? </li></ul><ul><li>São essas tarefas que caracterizam a prática profissional desse técnico? </li></ul><ul><li>Podem as práticas ser aglutinadas numa só metodologia de intervenção? </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Se não…. </li></ul><ul><li>Então o que falta? </li></ul><ul><li>O que é? </li></ul><ul><li>Quais as suas características? </li></ul>
  12. 13. <ul><li>1. Actividade Instrumental </li></ul><ul><li>( Acção, processo ) </li></ul><ul><li>+ </li></ul><ul><li>2. Actividade Comunicacional </li></ul><ul><li>( relação, comunicação) </li></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>Prática Profissional </li></ul>Habermas Legitimação Teórica (saberes e competências) e Legitimação Prática = identidade colectiva do grupo profissional onde a prática se apresenta como a sua finalidade social (resolver ou modificar determinada situação social) Dubar, Gentilli, Negreiros
  13. 14. <ul><li>Prática = conceito de finalidade </li></ul><ul><li>≠ </li></ul><ul><li>Conjunto de actos humanos espontâneos ou pontuais ou mesmo rotineiros, mas sem uma reflexividade especifica. </li></ul><ul><li>Prática como uma acção intencional com um objectivo próprio que visa a mudança social </li></ul>
  14. 15. <ul><li>1. um actor </li></ul><ul><li>2. um objectivo </li></ul><ul><li>3. uma situação </li></ul><ul><li>4. um objecto </li></ul><ul><li>5. um processo </li></ul><ul><li>6. um resultado </li></ul>Elementos que contribuem para a constituição do que Blin designa por “Núcleo central” Permite a diferenciação profissional Conjunto de normas e valores explícitos e implícitos, partilhados pelos elementos do mesmo grupo profissional e que permitem a sua distinção de outros grupos profissionais EXIGE UM PLANEAMENTO E UM PLANO, EXIGE UM QUADRO TEÓRICO E NORMATIVO
  15. 16. <ul><li>A Prática Profissional de Serviço Social não é consensual </li></ul><ul><li>Paulo Netto = Prática Sincrética (fundamentada em diversos campos de saber o que a define são os seus objectos) </li></ul><ul><li>Vicente Faleiros = A prática com um estatuto teórico e metodológico fundamentada nas suas funções institucionais </li></ul><ul><li>Falcão e Spsosati = Prática como uma relação de Forças e de Poder mediada institucionalmente </li></ul><ul><li>E tantos outros….. </li></ul>
  16. 17. <ul><li>De acordo com Robertis (2006) a metodologia do trabalho social (denominação latina) surge a partir de um esforço de acumulação e sistematização de experiências e práticas, bem como pelos contributos teóricos, metodológicos e conceptuais das diferentes ciências sociais. </li></ul><ul><li>Existem dois processos de construção </li></ul>
  17. 18. Construção do processo de metodologia de intervenção (Robertis, 2006:108) 1ª Acumulação - Sistematização Pragmática: o assistente social age pela acumulação de experiências e a utilização reflexiva (ensaio e erro) de uma determinada acção face a um determinado problema (reflexão sobre os resultados positivos e negativos 2ª Investigação - Sistematização Cientifica: alia a investigação ao processo de sistematização, utilizando as ferramentas e os contributos científicos das diversas ciências Sociais e os métodos de investigação. MÉTODO E MODELOS
  18. 19. <ul><li>Situando-nos terminologicamente </li></ul><ul><ul><li>Assiste-se a uma coligação entre: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>A) actos profissionais” , como a entrevista, visitas domiciliárias, acompanhamento. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>B) os objectivos (informação, apoio, intervenção, avaliação, etc..) </li></ul></ul></ul><ul><li>o método em Serviço Social é “a forma como actua o trabalhador social desde o seu primeiro encontro com o utente até que finaliza a sua intervenção com o mesmo” . Da mesma forma adianta o conceito de metodologias (Robertis, 2006:111) como algo que “nos permite (…) delimitar e estudar a ou as “maneiras de actuar” em Serviço Social”, tendo em conta que a mesma se desenvolve como um processo sequencial, organizado, sistematizado com princípios e valores inerentes. </li></ul>

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