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Alvenaria

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Alvenaria

  1. 1. ALVENARIA Engenharia Civil 4º Semestre ADERCIO GOMES PAUROSI JUNIOR FERNANDO COLMAN AZEVEDO
  2. 2. Bibliografia Geral • Como evitar erros na construção, RIPPER, Ernesto, (cap. 5). • Manual prático de materiais de construção, RIPPER,Ernesto,(cap. 2) • Prática das pequenas construções, BORGES, Alberto de Campos, (cap. 7) • Técnica da construção, CARDÃO, Celso, (pag. 262 à 271) • A técnica de edificar, YAZIGI, Walid, (cap. 8) • Técnicas de construção civil e construção de edifícios, MILITO, José Antonio de, (cap. 4)
  3. 3. Conceitos básicos • Definição: Elemento maciço e compacto resultante de blocos justapostos unidos ou não com argamassa. Pode ser composta por pedras, tijolos, adobes, blocos de cerâmica, blocos de concreto, etc, com o fim de construir paredes, muros ou alicerces. Tem também como finalidade dividir, ou seja, organizar o espaço interior, proteger contra ações do meio externo e oferecer suporte de carga, além de isolamentos térmico e acústico. Em geral, deve oferecer condições de resistência, durabilidade e impermeabilidade.
  4. 4. Conceitos Básicos A alvenaria pode ter as seguintes denominações: • ALVENARIA CICLÓPICA • ALVENARIA INSOSSA • ALVENARIA COM ARGAMASSA • ALVENARIA DE VEDAÇÃO • ALVENARIA DE DIVISÃO • ALVENARIA ESTRUTURAL OU ARMADA
  5. 5. TIPOS DE ALVENARIA • PEDRAS NATURAIS • PEDRAS ARTIFICIAIS
  6. 6. Pedras naturais Pedra irregulares
  7. 7. Pedras naturais Pedra regulares
  8. 8. Pedras artificiais Tijolo comum ou maciço • Esse tijolo é normalmente, aplicado na construção de paredes, pilares, muros em geral, encunhamento , fundações diretas
  9. 9. Vantagens • Regularidade de formas e dimensões. • Arestas vivas e cantos resistentes • Massa homogênea (sem fendas, trincas, cavidades ou impurezas) • Cozimento uniforme(Produz som metálico quando percutido com martelo) • Resistência a compressão dentro das normas da NBR. • Absorção de água de 18% a 20 %
  10. 10. Devem seguir alguns requisitos: • Facilidade de manuseio (monomanual) pelo pedreiro através de um formato adequado e peso reduzido. • Ter alturas que, na operação de secagem, não provoquem retração excessiva da argila, provocando fissuras e deformações do tijolo • O peso deve variar entre 2 a 3 kg • Deve ser cortados conforme o tamanho necessário para amarração da alvenaria
  11. 11. Este corte é feito perpendicular ao cumprimento do tijolo
  12. 12. Pedras artificiais Tijolo refratário • É aplicado em revestimento de lareiras, fornos, etc., pois resistem, sem que ocorram deformações ou vitrificações, a temperatura máxima de 1200 ºC, possuindo resistência a compressão superior a 100 kgf./cm²
  13. 13. Pedras artificiais Tijolo Furado • É laminado ou extrudado, apresentando na parte externa um série de rachaduras e, no seu interior, pequenos furos, que diminuem o peso do tijolo, sendo recomendado sua aplicação em alvenaria de vedação interna ou externa. Podem ser de 4, 6, 8 e 10 furos, sendo mais comum o de 8 furos. Destina-se à execução de paredes de meia e uma vez.
  14. 14. Pedras artificiais Tijolo furado ou vazado
  15. 15. Vantagens • Menor peso por unidade de volume • Aspectos mais uniformes, arestas e canto mais fortes. • Diminuem a propagação de umidade • Economia de mão de obra • Economia de argamassa • Melhores isolantes térmicos e acústicos
  16. 16. Desvantagens • Pequena resistencia a compressão, não devendo ser aplicado em paredes estruturais • Faces externas não apresentam a porosidade necessária para fixação do revestimento, devendo receber antes uma demão de chapiscado de argamassa de cimento e areia • Nos vãos de portas e janelas são necessários tijolos comuns para remate • São necessários tijolos comuns para eventuais encunhamentos nas faces inferiores de vigas e lajes • Os rasgos para embutir as tubulações de água e eletricidade são grandes devido a sua fragilidade
  17. 17. Pedras artificiais Blocos de concreto • São blocos vazados, no sentido da altura, com resistência a compressão superiores a dos blocos cerâmicos, são utilizados para alvenaria de vedação ou em sistema de construção de alvenaria armada(estrutural). São produzidos com agregados inertes e cimento portland, com ou sem aditivos, moldados em prensas vibradoras. Podem ser empregados com ou sem revestimentos, podendo aplicar a pintura diretamente sobre o bloco.
  18. 18. Pedras artificiais Blocos de concreto
  19. 19. Vantagens • Apresentam carga de ruptura a compressão superior a 80 kgf./cm² • Demandam menor tempo de assentamento e revestimento, economizando mão de obra • Consomem menos quantidade de argamassa de assentamento • Apresentam melhor acabamento e são mais uniformes. • Os blocos pesam apenas 62,5% do que pesa a alvenaria comum.
  20. 20. Desvantagens • Não permitem cortes • Nos remates de vãos são necessários tijolos comuns • Não permitem perfeito cunhamento nas faces inferiores das vigas e lajes • Os desenhos dos blocos aparecem nas alvenarias externas em dias de chuvas, mesmo depois de revestidos, devido a diferença de absorção de umidade entre os blocos e a argamassa de assentamento • São bimanuais
  21. 21. Classificação das Paredes • Ao cutelo: tijolo aplicado ao alto de modo que a espessura do tijolo corresponda a espessura da parede, é utilizada em paredes divisórias de fraca espessura, ou em construções de caráter provisório.
  22. 22. Classificação das paredes • Meia vez: tijolos assentados segundo a largura e o comprimento, de modo que a largura corresponda a espessura da parede.São utilizados para vedações, divisões internas e servem como suporte para carga quando o comprimento da parede for menos que 4 metros.
  23. 23. Classificação das paredes • Uma vez: os tijolos são colocados de tal forma que o seu comprimento seja a espessura da parede. São utilizados como paredes externas por serem bastante impermeáveis, possuírem maior resistência e maior capacidade de suportar cargas.
  24. 24. Classificação das paredes • Uma vez e meia: os tijolos dessa parede tem espessura de 35 cm, e podem ser dispostos de varias formas sendo que as fiadas impares correspondem a uma fila de tijolos a uma vez, e as fiadas pares a meia vez.
  25. 25. Classificação das paredes • Duas vezes: Neste caso, a espessura da parede é múltipla da largura de tijolo.
  26. 26. Classificação das paredes • Oca: são alvenarias usadas quando se pretende grande isolamento de som e umidade, além de diminuir a variação de temperatura. São formados por duas paredes, separadas por uma câmara de ar de, aproximadamente ¼ de tijolo.
  27. 27. Marcação das paredes
  28. 28. Escantilhões
  29. 29. Assentamento de alvenaria Assentamento com juntas desencontradas
  30. 30. Espalhamento de massa
  31. 31. Verificação do nível e prumo
  32. 32. Cuidados na execução de alvenarias • Pouco antes do assentamento o tijolo deve ser molhado, para facilitar a aderência, eliminando o pó que envolve o tijolo e impedindo a absorção de água da argamassa • Perfeito prumo e nível na disposição das diversas fiadas. Recomenda-se verifica-los a cada três ou quatro fiadas, com um nível de bolha o fio de prumo respectivamente
  33. 33. Cuidados na execução de alvenarias • Desencontro de juntas para que a amarração seja perfeita, evitando a sorela(superposição de juntas) • Saliências maiores que 4 cm , deverão ser previamente preenchidas com os proprios tijolos d alvenaria, sendo vetado o uso de argamassa • Não cortas tijolo para formar espessura de parede
  34. 34. Cuidados na execução de alvenarias • Atingindo-se a altura de 1,5 m, prever a utilização de andaimes • Não construir paredes inferiores a ¼ de tijolo • Vãos situados diretamente sobre o solo levarão vergas, se tratando de portas, e vergas e contravergas, em vãos de janelas
  35. 35. Vergas e contravergas
  36. 36. Tipos de juntas
  37. 37. Encunhamento
  38. 38. Encunhamento
  39. 39. Alvenaria Estrutural • Processo construtivo que se caracteriza pelo uso de paredes como principal estrutura de suporte do edifício, dimensionadas através de cálculo racional. • Na alvenaria estrutural a parede desempenha um duplo papel: Vedação vertical e Suporte Estrutural.
  40. 40. Alvenaria Estrutural
  41. 41. Alvenaria Estrutural • No sistema convencional de construção, as paredes apenas fecham os vãos entre pilares e vigas, encarregados de receber o peso da obra. Aqui, pilares e vigas são desnecessários, pois as paredes – chamadas portantes – distribuem a carga uniformemente ao longo da fundação.
  42. 42. Alvenaria Estrutural • Na alvenaria estrutural elimina-se a estrutura convencional, o que conduz a importante simplificação do processo construtivo, reduzindo etapas e mão-de-obra, com conseqüente redução do tempo de execução e dos custos. • A utilização desse sistema permite diminuição significativa no custo total da obra. Bem utilizado, o sistema pode baratear a construção em média de 30%, em relação ao sistema convencional.
  43. 43. Alvenaria Estrutural • Economia, segurança, qualidade e rapidez de execução, permitem à esse sistema adequar- se tanto a obras populares como de padrões mais elevados.
  44. 44. Alvenaria Estrutural Existem diferentes métodos de alvenaria estrutural. • Alvenaria não armada: Alvenaria simples (componentes + argamassa) • Alvenaria armada: Alvenaria reforçada por uma armadura passiva de fios, barras ou telas de aço, dimensionadas racionalmente para resistir a esforços atuantes
  45. 45. Alvenaria Estrutural • Alvenaria parcialmente armada: alvenaria que incorpora uma armadura mínima em sua seção, por motivos construtivos (evitar fissuras por movimentações internas, evitar ruptura frágil, etc.) e que não é considerada no dimensionamento. • Alvenaria protendida: Alvenaria reforçada por uma armadura ativa (pré-tensionada) que submete a alvenaria à tensões de compressão.
  46. 46. Alvenaria Estrutural
  47. 47. Alvenaria Estrutural
  48. 48. Alvenaria Estrutural
  49. 49. Alvenaria Estrutural
  50. 50. Solo-Cimento • O solo-cimento é um material alternativo de baixo custo, obtido pela mistura de solo, cimento e um pouco de água. No início , essa mistura parece uma “farofa” úmida. Após ser compactada, ela endurece e com o tempo ganha consistência e durabilidade suficientes para diversas aplicações, entre ela , o bloco de solo- cimento para alvenarias estruturais. Uma das grandes vantagens do solo-cimento é que o solo é um material local, e constitui justamente a maior parcela da mistura.
  51. 51. Solo-Cimento
  52. 52. Solo-Cimento
  53. 53. Argamassas de assentamento para alvenaria • As argamassas de assentamento são usadas para unir os blocos ou tijolos das alvenarias. É composta por diversos materiais, sendo os mais comuns, o cimento, a cal, a areia e a água. A quantidade de cada um destes componentes é chamada de traço. E varia de acordo com a finalidade de sua aplicação. • O graute é um micro concreto que serve para preencher as cavidades dos blocos onde são acomodadas as armaduras verticais e as amarrações das paredes através de grampos.
  54. 54. Patologias • As alvenarias são, em geral, constituídas por dois materiais diferentes que apresentam comportamentos distintos, sendo, portanto, bastante difícil de definir o comportamento do conjunto. • As fissuras podem ser de dois tipos: feitas apenas na argamassa e feitas nos painéis de alvenaria.
  55. 55. Patologias: prevenção • Estruturas reticuladas: • Ligação Alvenaria com pilares e vigas de concreto: 1. Chapisco rolado 2. Tela galvanizada ou ferro cabelo • Ligação Alvenaria com pilares e vigas metálicas : 1. Embutir a Alvenaria no perfil metálico 2. Soldar ferro cabelo na chapa dobrada 3. Calafetar junta com mastique
  56. 56. Encontro pilar de concreto - alvenaria
  57. 57. Encontro pilar metálico - alvenaria
  58. 58. Patologias: prevenções • Paredes longas externas: - Prever juntas de controle cada 6 a 8 metros, para evitar fissura, por movimento de expansão e contração • Vãos de janelas: - Prever vergas e contra-vergas • Vãos de portas: - Prever vergas
  59. 59. Junta de controle
  60. 60. Parede longa sem junta
  61. 61. Falta de contraverga
  62. 62. Patologias: prevenções • Amarração de paredes: 1)Com os próprios blocos 2)Com ganchos grauteados cada três fiadas 3)Com telas galvanizadas nas juntas de argamassa • Obs. Os casos 2 e 3 exigem fiscalização intensa.
  63. 63. Amarração com tela
  64. 64. Patologias : prevenções • Carga pontual na alvenaria: • Vigas de aço,concreto ou madeira apoiadas perpendicularmente ao plano da parede: - Prever coxim de concreto para dispersão da carga. • Deformação da laje: - Prever enchimento no encontro parede/laje com poliuretano expandido
  65. 65. Viga apoiada na alvenaria
  66. 66. Patologias : prevenções • Arranjo dos blocos na parede: • Alvenaria Estrutural: -Sempre junta amarrada • Alvenaria de Vedação: -Junta amarrada ou junta a prumo
  67. 67. Patologias : prevenções • Encontro Alvenaria Estrutural / Laje - Laje se apoia numa fiada de bloco canaleta grauteada. • Encontro Alvenaria Estrutural / Laje de Cobertura 1) Laje se apoia em papel betuminado colocado sobre a canaleta grauteada. 2) Criar junta de dilatação no painel de laje maciça.
  68. 68. Encontro alvenaria-laje
  69. 69. Encontro alvenaria-laje de cobertura
  70. 70. Patologias : prevenções • Juntas de Assentamento: -Horizontais: 1 cm. Primeira fiada máximo 2cm. -Verticais: 1cm sempre preenchidas com 2 filetes de argamassa.
  71. 71. Patologias : prevenções • Eflorescência: 1. É o arraste de materiais alcalinos à superfície da parede gerando manchas esbranquiçadas. 2. Prever cal de boa qualidade ( não pode ter sais solúveis), na produção da argamassa. 3. Prever a aplicação de um hidrofugante em alvenaria aparente para repelir água.
  72. 72. Eflorescência
  73. 73. Recalque diferenciado da fundação
  74. 74. Recalque diferenciado da fundação
  75. 75. PREVENÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO HIGROSCÓPICA
  76. 76. • ‘’Medico estuda 6 anos e ainda tem que fazer residência. Engenheiro Civil se forma em 5 anos e faz a mesma coisa.’’ OBRIGADO

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