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Depoimento da Servidora Sônia Mara

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Depoimento da Servidora Sonia Mara sobre sua trajetória na UFPR.

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Depoimento da Servidora Sônia Mara

  1. 1. Alcançar o sucesso profissional sempre foi um desafio. Na maioria das vezes, ele só aparece depois de muito esforço e de algumas tentativas frustradas. Wiston Churchil disse uma frase que ilustra muito bem este pensamento: "o sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo". Minha trajetoria profissional iniciou-se bem antes de entrar na UFPR. Tive varias tentativas profissionais, iniciando na datilografa, atuando como arquivista, vendedora, balconista, operadora de fabrica de papel, cozinheira autonoma e finalmente, um dia tornei-me servidora do Serviço Publico Federal. Fui lotada pelos Recursos Humanos da UFPR na Biblioteca de Ciências Humanas e Educação como recepcionista. Era pra ser uma outra posição, mas este "equivoco" mudou toda a minha trajetória de vida, profissional e pessoal. Estes eram os idos de 1990, época em que sair para estudar era mais difícil. Não tínhamos servidores suficientes e quem queria sair para fazer qualquer curso tinha que se esforçar muito. Não havia incentivo salarial e a única motivação era a superação e o avanço, sem esperar nada em troca, apenas o crescimento profissional e pessoal e a melhoria do atendimento aos nossos usuários. Havia o apoio fundamental da Direção do SiBi, que nos auxiliava com a parte burocrática. Neste período o trabalho nas Bibliotecas da UFPR era feito nas maquinas de datilografia, o catálogo era manual e os livros guardados pelos servidores, pois os estagiários eram escassos, raros mesmo. O empréstimo também era manual, com as fichas encaixadas nos “bolsos” dos livros, confeccionados a mão pelos próprios servidores. Estar perto dos livros motivou-me ainda mais a estudar, e, após muitas tentativas, consegui a liberação da chefia imediata para cursar Francês. Entretanto, não parei ao término do CELIN (Centro de Línguas da UFPR). Fui alem e conclui o curso na Aliança Francesa. Continuei neste intuito e prestei vestibular para Biblioteconomia, depois cursei a especialização em Recursos Humanos e por último concluí o mestrado na França, em Ciências da Informação. Durante 10 anos atuei como bibliotecária de referência da Biblioteca de Ciências da Saúde, Sede Botânico. Descobri o assunto da Competência Informacional e trabalhei apaixonadamente com alunos e professores. Durante este período fiz mais de 2.000 horas/aula para os cursos de Nutrição, Farmácia e Odontologia. Nesta época, para fazer os cursos do Portal da Capes, por exemplo, nós pagávamos as despesas com passagens, alimentação e hospedagem. Tínhamos o apoio da Ligia Setenareski e das chefias imediatas que passaram por ali ao longo deste período. Elas faziam tudo para nos auxiliar, como a liberação de dias para o treinamento e o pagamento do curso, que era o que se podia conseguir através da Instituição UFPR. Mesmo após atuar muitos anos na função, nunca ocupei o cargo formal de bibliotecária na UFPR. Meu cargo ainda é de recepcionista e desde 2012 possuo a posição de Chefe da Biblioteca do Campus Rebouças. Foram 18 anos de trabalho e estudos para atuar nesta posição. Conheci a Ligia Setenareski quando ela trabalhava na Biblioteca de Direito. Nós pegávamos o ônibus juntas, não tínhamos carro. Conversávamos no ônibus sobre as soluções necessárias para melhorar o SiBi. Durante um período, nossos caminhos se separaram, eu mudei de biblioteca, ela ganhou o pleito para Direção do Sistema de Bibliotecas e a vida continuou. Existem em nosso Sistema Institucional burocracias necessárias, porém, difíceis de sobrepujar porque depende dos níveis superiores. Se hoje a vida tornou-se mais fácil para os servidores,
  2. 2. devemos reconhecer que o trabalho de alguém foi necessário para viabilizar esta realidade. Nada vem ao acaso. Para a geração de novos servidores, é importante salientar que a política institucional precisa ser levada a sério. Existem hoje, em nosso Sistema de Bibliotecas, facilidades nunca antes imaginadas. Podemos apresentar nossa solicitação para estudar, mestrado, doutorado, cursos de línguas, cursos de extensão. Existem as Comissões que tratam dos diversos assuntos pertinentes ao nosso dia a dia. Temos computadores para trabalharmos. Temos respeito, sobretudo, das outras Direções. Devemos reconhecer que por trás de todas estas conquistas existiram muitas negociações, esforços individuais e, sobretudo, trabalho em equipe de um time da Direção do SiBi composto por muitas pessoas e liderado pela Ligia Setenareski, nossa Diretora. Tudo isto com o objetivo de atender as necessidades dos nossos professores e alunos. Hoje, eu posso tranquilamente escrever este depoimento relatando que a minha trajetória no Sistema de Bibliotecas teve o apoio incondicional desta Equipe, juntamente com o apoio da Diretora porque ninguém faz nada sozinho. Foi necessário conciliar os interesses, ter força, fé, motivação e, apesar de tudo, para se construir uma equipe de trabalho como esta, de quase 300 servidores. As mudanças fazem parte de todos os processos e evoluir não significa uma construção nova, desconsiderando o que já foi alcançado. Evoluir significa adicionar novas possibilidades a um fundamento já bem estabelecido. Por isto lembramos que o entusiasmo é a força motriz de todas as nossas ações futuras para continuar a escrever a história de sucesso do SiBi. Agosto 2014 Sonia Mara Saldanha Bach Passot

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