Slide jornada 1 - Fundamental 1

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Slide jornada 1 - Fundamental 1

  1. 1. Por que Práticas de Linguagem? <ul><li>Práticas de Linguagem constitui-se como um espaço de ensino e aprendizagem da língua em uso, por essa razão colocam-se em destaque as distintas ações que se realizam através da linguagem. </li></ul>LEITURA ESCRITA ORALIDADE
  2. 2. Práticas de Linguagem em torno à literatura: E scutar leituras, ler sozinhos e com outros, comentar e recomendar obras literárias, assim como exercer práticas de escritores envolvendo a literatura.    
  3. 3. Práticas de Linguagem em contexto de estudo: São propósitos para esse âmbito que as crianças aprendam a buscar e selecionar informação relevante para a aprendizagem dos conteúdos de todas as áreas; a aprofundar, conservar e reorganizar o aprendido e a encontrar formas adequadas de comunicar o que se sabe.
  4. 4. Práticas de Linguagem no âmbito da participação cidadã: Pretende-se que todos os/as alunos(as) possam utilizar a linguagem (de maneira oral e escrita) para intervir e resolver de conflitos, questionar situações cotidianas, fazer-se ouvir e atuar de maneira reflexiva frente às mensagens dos meios de comunicação.
  5. 5. PRÁTICAS DE ESCRITA NA ESCOLA POR QUE ESCREVEMOS?
  6. 6. ESCRITA Escrever para se divertir, emocionar, provocar reflexões e instigar conhecimen-tos Escrever para informar Escrever para instruir Escrever para aprender a ler e a escrever Escrever para conservar de memória
  7. 7. <ul><li>  AO ESCREVER TEXTOS, SE PÕEM EM JOGO CONHECIMENTOS SOBRE O SISTEMA DE ESCRITA E A LINGUAGEM ESCRITA E AINDA SOBRE O PROCESSO REDACIONAL   </li></ul><ul><li>escrita: domínio do sistema de representação (princípio alfabético e ortografia) </li></ul><ul><li>linguagem escrita : diz respeito às formas de discurso em que a escrita aparece e às suas circunstâncias de uso, além das características peculiares de cada forma de discurso: sua linguagem típica, sua estrutura etc. </li></ul><ul><li>processo redacional : diz respeito aos procedimentos que um bom escritor mobiliza ao escrever: planejar seu texto, textualizá-lo, revisá-lo e editá-lo, quando necessário. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>O tempo todo é preciso que se coloquem em prática procedimentos para a produção de um texto. </li></ul>
  8. 8. O que ensinar... Conhecimentos de um escritor competente ESCRITA ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS E RECURSOS LINGUÍSTICOS APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO ORTOGRÁFICO APROPRIAÇÃO DA ESCRITA ALFABÉTICA GERAIS: PLANEJAMENTO,TEX-TUALIZAÇÃO, REVISÃO, EDIÇÃO
  9. 9. O trabalho com textos literários: A importância da reescrita <ul><li>Liliana Tolchinsky (1993), sobre a pobreza das produções escritas infantis: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Problemas de distinção entre o argumento e a trama; </li></ul><ul><li>Problemas com a determinação da voz narrativa ; </li></ul><ul><li>Ausência de descrições do mundo mental dos personagens ; </li></ul><ul><li>Falta de controle da relação entre os detalhes e o sentido global do texto. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Estratégia favorável: reescrita de textos literários </li></ul><ul><li>Segundo Teberosky (2001): </li></ul><ul><li>“ O exercício da reescrita faz parte de um procedimento mais geral que dá lugar à citação, à imitação, à simulação, à paráfrase. </li></ul><ul><li>Ao propor esses procedimentos em classe nosso objetivo era fazer as crianças imitarem o comportamento do outro, e esse “outro” seria um profissional da redação escrita.” </li></ul>
  11. 11. Principais propostas de reescrita no Ensino Fundamental I Propostas envolvendo textos literários no Fundamental I da Escola da Vila 1º ano Reescrita de Chapeuzinho Vermelho Reescrita coletiva de mitos gregos 2º ano Reescrita de “Os elfos” Reescrita de conto com bruxas com modificação (inserção de mais um episódio) 3º ano Reescrita de um conto tradicional Reescrita de A noite de terror Reescrita de conto popular com modificações 4º ano Escrita de continuação de um conto de fadas mais complexo Reescrita de notícias Escrita de um conto tendo Pedro Malasartes como personagem (escrita à maneira de...) 5º ano Reescrita com mudança de foco narrativo
  12. 12. <ul><li>A reescrita é uma produção textual ; não é cópia e nem reprodução do texto, pois há um processo de desconstrução e reconstrução em jogo. </li></ul><ul><li>“ para imitar é necessário desarmar o que se quer imitar para ver como funciona, qual é seu mecanismo.” (Teberosky, 2001, p. 100) </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Reescrever um texto permite uma ampla aproximação ao universo letrado. </li></ul>LEITURA ESCRITA * Aproximação ao gênero eleito a ser reescrito: suas características essenciais.
  14. 14. <ul><li>Condições para o trabalho com as reescritas </li></ul><ul><li>Cuidado com a escolha dos textos-modelo. </li></ul><ul><li>Familiaridade dos alunos com os textos escolhidos. </li></ul><ul><li>Necessidade de apresentar desafios possíveis para cada faixa etária. </li></ul>
  15. 15. Reescrita e suas possibilidades de variações e novos desafios   <ul><li>Propostas variadas de reescritas a partir dos objetivos didáticos (que conteúdos serão priorizados) e dos desafios que se quer oferecer. </li></ul><ul><li>Reescrita como referência (escrever tal como o texto) ou aspecto facilitador (reescrever e produzir nele ou sobre ele alterações – marcas de autoria). </li></ul><ul><li>Reescrita como produto final ou como parte de um processo de produção mais amplo (antecedendo textos de autoria). </li></ul>
  16. 16. <ul><li>O trabalho com textos informativos no Ensino Fundamental I </li></ul><ul><li>Permeiam toda a vida escolar do aluno; </li></ul><ul><li>São os textos que mais produzirão dentro da escola, e na maior parte dos casos, também fora dela; </li></ul><ul><li>Os textos informativos são variados e trazem graus de complexidade diversas (há textos com trama descritiva, outros com trama narrativa etc.). </li></ul><ul><li>É preciso que as crianças voltem muitas vezes a esses textos ao longo da escolaridade. </li></ul>
  17. 17. Progressão no trabalho com produção de textos informativos
  18. 18. Textos de divulgação para crianças
  19. 19. Textos de divulgação científica;
  20. 20. Texto específico das disciplinas
  21. 21. Textos previsíveis (ilustração, subtítulos, esquemas, gráficos, legendas...);
  22. 22. Textos não previsíveis (apenas título e texto corrido).
  23. 23. <ul><li>Diversidade de funções: registro ou difusão do aprendido </li></ul><ul><li>Listas; </li></ul><ul><li>Esquemas; </li></ul><ul><li>Tabelas; </li></ul><ul><li>Legendas; </li></ul><ul><li>Notas de enciclopédia: assunto e parágrafos organizados por subtemas; </li></ul><ul><li>Informes: textos curtos com temas pontuais (texto cíclico – introdução que anuncia o tema, um ou dois parágrafos para desenvolver o tema e uma conclusão que retoma a introdução); </li></ul><ul><li>Artigos (de divulgação científica); </li></ul><ul><li>Biografias. </li></ul>
  24. 24. Situações de trabalho…
  25. 28. Conhecimentos de um escritor competente ESCRITA ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS E RECURSOS LINGUÍSTICOS APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO ORTOGRÁFICO APROPRIAÇÃO DA ESCRITA ALFABÉTICA GERAIS: PLANEJAMENTO,TEX-TUALIZAÇÃO, REVISÃO, EDIÇÃO
  26. 30. <ul><li>PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: 1. LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS INTERMEDIÁRIOS </li></ul>
  27. 31. Situações de leitura em função da produção: pensadas para serem reutilizadas num projeto de produção textual <ul><li>FOCO: LER PARA ESCREVER </li></ul><ul><li>LITERATURA: </li></ul><ul><li>  Acento sobre a linguagem: “como se diz?” </li></ul><ul><li>- comparação de versões </li></ul><ul><li>- perseguir um autor </li></ul><ul><li>- perseguir um gênero </li></ul><ul><li>A comparação torna inevitável colocar o acento na conceitualização do comum sobre o diferente/ do diferente sobre o comum… </li></ul>
  28. 32. <ul><li>Aspectos importantes… </li></ul><ul><li>Professor precisa realizar intervenções que favoreçam análises de uma dimensão da linguagem a qual às crianças não acessam sozinhas ou mesmo somente quando escutam para apreciar. </li></ul><ul><li>Quando se trata de textos com função informativa, o registro pode estar vinculado: </li></ul><ul><li>ao conteúdo (que tipo de informações se pode registrar em uma biografia ou mesmo quais as etapas da vida contempladas etc.), </li></ul><ul><li>à linguagem para se referir ao conteúdo (exemplo: listar substituições possíveis para não repetir excessivamente o nome de um animal numa nota de enciclopédia; anotar como são registrados os depoimentos em uma notícia etc.) </li></ul>
  29. 33. Atividade durante a leitura focada, solicitando que em alguns trechos, as crianças identificassem: a parte onde conta algo para o leitor que a Chapeuzinho Vermelho não sabe, um trecho que mostre características do lobo e da menina, uma parte onde ficamos sabendo como o personagem se sente (emocionalmente).   Conversas durante a leitura: Cç - Quando a chapeuzinho encontra com o lobo, só a gente fica sabendo que o lobo é malvado. Prof. – Por que isso acontece? Cç – Porque a gente está fora da história e a Chapeuzinho está dentro. Cç – O escritor fez assim para a gente ficar sabendo que o lobo é malvado e não era para a Chapeuzinho saber. Cç – É assim mesmo, tem história que alguém está contando coisas para a gente. Neste pedaço (Como ela não conhecia nem sabia que ele era um ser perverso, não sentiu medo algum) só quem está fora da história sabe. Os personagens não sabem. Cç – Para os personagens ficarem sabendo dentro da história é preciso ter uma conversa ou alguém contar para eles. Cç – Tem outra parte que só a gente sabe. Aquela que o lobo está pensando. Cç – Se ele está pensando, não dá para a menina ficar sabendo. A gente sabe porque está escrito e a gente sabe ler.”
  30. 34. <ul><li>Tomar notas </li></ul><ul><li>Anotações, textos intermediários, escritos de trabalho... </li></ul><ul><li>Situações que acompanham a leitura e depois acompanham as produções. Os textos intermediários são aqueles que não serão publicados, mas ajudam a escrever. </li></ul><ul><li>A tomada de notas é mais fácil quando o tema é conhecido; é mais fácil quando as notas são feitas e recuperadas pelo mesmo autor. </li></ul><ul><li>Exemplos... </li></ul>
  31. 35. Exemplos de situações didáticas de apoio à produção   Exemplos: Registros para apoiar a reescrita de conto – 1º ano    
  32. 36. 2º ano
  33. 37. 3º ano
  34. 38. 4º ano
  35. 39. 5º ano
  36. 41. PROCEDIMENTOS ESCRITORES – PLANEJAMENTO
  37. 43. O PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: 2. PLANEJAMENTO <ul><li>Planejar um texto assim como os outros procedimentos envolvidos nesta prática são conteúdos que devem ser ensinados para as crianças. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Para escrever um texto é fundamental que estejam muito bem definidos o PROPÓSITO (para quê, com que objetivo e que função terá o texto) e o DESTINATÁRIO (leitor) deste. </li></ul>
  38. 44. O PLANEJAMENTO DEVE CENTRAR-SE NO QUÊ ESCREVER E DE QUE FORMA: TER ALGO PARA SE DIZER E IDEIAS DE COMO FAZÊ-LO. Aspecto importante: diferença entre o planejamento e os textos intermediários. Exemplos…
  39. 45. Planejamento coletivo da Reescrita da Chapeu zinho Vermelho – 1º ano 1 – A MÃE PEDE A CHAPEUZINHO PARA IR À CASA DA AVÓ LEVAR UM PEDAÇO DE BOLO E UMA GARRAFA DE VINHO. 2 – ELA SAI E ENCONTRA O LOBO NA FLORESTA. 3 – CHAPEUZINHO NÃO SABIA QUE O LOBO ERA PERIGOSO, PARA NA FLORESTA PARA CONVERSAR COM ELE. 4 – O LOBO DISTRAI A CHAPEUZINHO E VAI À CASA DA VOVÓ ENQUANTO ELA PEGA FLORES. 5 – O LOBO CHEGA À CASA DA VOVÓ E A COME. 6 – LOBO COLOCA A ROUPA DA VOVÓ E ESPERA CHAPEUZINHO CHEGAR. 7 – CHAPEUZINHO CHEGA E SENTE MEDO. 8 – ELA ENTRA NA CASA DA AVÓ E ENCONTRA O LOBO. 9 – O LOBO COME A CHAPEUZINHO VERMELHO. 10 – LOBO DORME E O CAÇADOR O OUVE RONCANDO. 11 – CAÇADOR ENTRA NA CASA E SALVA CHAPEUZINHO E A VOVÓ. 12 – CHAPEUZINHO COLOCA PEDRAS PESADAS NA BARRIGA DO LOBO. 13 – LOBO TENTA FUGIR, MAS NÃO CONSEGUE E MORRE.
  40. 46. Planejamento do 2º ano
  41. 47. 3º ano
  42. 48. Planejamento do conto – Pedro Malasartes – 4º ano – página 18 Personagens que irão aparecer no conto Ambiente em que se passará a história Quem Pedro irá enganar? Por que ele irá enganar? Como ele irá enganar? Qual será o final do conto (escrever o trecho final da história) DICAS DOS COLEGAS
  43. 49. Planejamento – 5º ano – Página 19
  44. 50. A complexidade da tarefa de planejar…
  45. 51. Exemplos para discussão – planejamento para a reescrita de um conto – As fadas 1 – quem são os personagens e como são (mãe e filhas) 2 – encontro da filha caçula com a fada (velha) na fonte 3 – mãe descobre o dom e manda a outra filha 4 – encontro da filha mais velha com a fada (madame) na fonte (Franchon) 5 – mãe descobre o dom ruim e culpa a filha mais nova 6 – fuga da mais nova para a floresta 7 – encontro da mais nova com o filho do rei 8 - o que aconteceu com a mais velha
  46. 52. <ul><li>Outras possibilidades: (página 20) </li></ul><ul><li>Propor situações de reconto (retomada oral do texto) para favorecer a apropriação. </li></ul><ul><li>Iniciar o texto coletivamente para que as crianças sigam individualmente ou em duplas. </li></ul><ul><li>Propor a descrição de ambientes ou personagens ou ainda do narrador, a depender da tarefa. </li></ul><ul><li>Propor a leitura de outros textos sobre o mesmo assunto (algo bem interessante no caso da reescrita de notícias, por exemplo) etc. </li></ul>

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