Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Ai ad aula 2_parte1

469 views

Published on

  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

Ai ad aula 2_parte1

  1. 1. Arquitetura da Informação - Origem e Desenvolvimento ©2012 Cláudio Diniz Alves e Janicy Rocha
  2. 2. A Internet “atualmente é vistacomo o canal de comunicação deinformações que obteve o maiorsucesso dos últimos tempos,transformando-se num problemarelevante para pesquisa na área daCiência da Informação”.ARAÚJO, V. M. R. H; FREIRE, I. M. A Rede Internet comoCanal de Comunicação, na Perspectiva da Ciência daInformação. Transinformação, Campinas, v. 8, n. 2, p.45-55, maio/ago. 1996.
  3. 3. O uso das denominações internet e web comosinônimos é frequente, porém incorreto.A internet é a rede global de computadores,conectados através de uma infraestrutura dehardware e software, cujas primeiras conexõesforam estabelecidas nos EUA, no final dos anos1960. A world wide web foi criada no final dosanos 1980 e é um subconjunto da informaçõesdisponíveis na internet, organizadas emdocumentos interligados por hiperlinks eacessíveis através de softwares específicos”.FRAGOSO, S.; RECUERO, R.; AMARAL, A. Métodos dePesquisa para Internet. Porto Alegre: Sulina, 2011. 239p.[p. 55]
  4. 4. Em meados do anos 90, com os grandes investimentos das empresas para desenvolver seus websites e novos negócio na Web, a forma de desenvolvimento de websites evoluiu para metodologias formais e multi- disciplinares. Foi nesse momento que surgiram as primeiras tentativas de aplicar conceitos de Arquitetura de Informação no design de websites com o objetivo de melhorar a organização das suas informações. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 60]
  5. 5. COMO SURGIU O TERMO ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO? Segundo literatura da área, o termo arquitetura da informação foi popularizado por Richard Saul Wurman em meados da década de 1960. CAMARGO, L. S. de A. de; VIDOTTI, S. A. B. G. Arquitetura da Informação: uma abordagem prática para o tratamento de conteúdo e interface em ambientes informacionais digitais. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 232p. [pág. 5]
  6. 6. COMO SURGIU O TERMO ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO? Em 1976 ele organizou uma conferência em que o tema principal era The Information Architecture. Wurman transformou a arquitetura de informação em seu objeto de estudo com a finalidade de organizar informações de forma que seus usuários pudessem acessá-la com facilidade. CAMARGO, L. S. de A. de; VIDOTTI, S. A. B. G. Arquitetura da Informação: uma abordagem prática para o tratamento de conteúdo e interface em ambientes informacionais digitais. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 232p. [pág. 5]
  7. 7. COMO SURGIU O TERMO ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO? Nessa conferência, comentou sobre a prática do profissional arquiteto da informação enfatizando os processos de estruturação e desenho de informações. Wurman era arquiteto. CAMARGO, L. S. de A. de; VIDOTTI, S. A. B. G. Arquitetura da Informação: uma abordagem prática para o tratamento de conteúdo e interface em ambientes informacionais digitais. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 232p. [pág. 5]
  8. 8. Richard Saul Wurman
  9. 9. A prática do Design de Informação (Infodesign) é muito mais antiga que a da ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO... Visa tratar a informação visual. O Design Gráfico estrutura e formada a informaçao visual, tratando a relação entre imagem e texto. CAMARGO, L. S. de A. de; VIDOTTI, S. A. B. G. Arquitetura da Informação: uma abordagem prática para o tratamento de conteúdo e interface em ambientes informacionais digitais. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 232p. [pág. 5]
  10. 10. Os conceitos de Wurman foram inicialmente aplicados na organização de materiais gráficos, como guias, mapas e Atlas, mas se espalharam por diversos outros campos, que vão desde a organização do layout de museus até a estruturação de imagens radiográficas para uso médico. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 61]
  11. 11. A história da AI envolve várias disciplinas como design, ergonomia, usabilidade, interação humano-computador, computação, entre outras. A evolução da AI não é linear, cronológica. CAMARGO, L. S. de A. de; VIDOTTI, S. A. B. G. Arquitetura da Informação: uma abordagem prática para o tratamento de conteúdo e interface em ambientes informacionais digitais. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 232p. [pág. 6]
  12. 12. Em 1994, Louis Rosenfeld e Peter Morville, ambos com formação em Ciência da Informação e Biblioteconomia, fundaram a Argus Associates, a primeira empresa dedicada exclusivamente a trabalhar com Arquitetura de Informação na Web. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 60]
  13. 13. A ação pioneira da Argus logo foi seguida por outras empresas especializadas em projetos de websites como a Sapient, Scient, Viant, Agency.com, IXL, marchFIRST, Rare Medium, Zefer, Luminant e Razorfish. Todas elas adotaram formalmente a Arquitetura de Informação como uma disciplina necessária para a execução de seus projetos. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 60]
  14. 14. Em 1998, ROSENFELD e MORVILLE publicaram a primeira edição do livro Information Architecture for the World Wide Web. A segunda edição foi publicada em 2002 e a terceira em novembro de 2006. Apelidado de livro do “urso polar”, esse livro marca o início da Arquitetura de Informação na Web e rapidamente se tornou a principal referência sobre o assunto. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 60]
  15. 15. ROSENFELDMORVILLE
  16. 16. O livro do “urso polar”
  17. 17. A primeira conferência internacional sobre Arquitetura de Informação da American Society for Information Science (ASIS) ocorreu em abril de 2000 com o nome Defining Information Architecture (Definindo a Arquitetura de Informação). Desde então a ASIS realiza anualmente o IA Summit, a mais importante conferência internacional sobre o tema. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 62]
  18. 18. Em 2002 surgiu a primeira comunidade formal de profissionais de Arquitetura de Informação, o Asilomar Institute for Information Architecture (AIfIA) que, em 2005, mudou seu nome para Information Architecture Institute. É uma organização sem fins lucrativos composta por voluntários e dedica-se ao avanço e promoção da Arquitetura da Informação. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 62]
  19. 19. A Argus Associates encerrou suas atividades em março de 2001, junto com várias das empresas citadas devido a estratégias de negócios imaturas que não conseguiram atravessar a explosão da bolha da Internet. Mas os conceitos da Arquitetura de Informação continuam a ser fundamentais no design de websites. REIS, G. A. Centrando a Arquitetura de Informação no usuário. São Paulo: Universidade de São Paulo – USP. Escola de Comunicação e Artes. SP, 2007. (Dissertação de Mestrado). 250p. [pág. 62]
  20. 20. Nos dias 19 e 20 de outubro de 2007, foi realizado em São Paulo o 1. Encontro Brasileiro de Arquitetura de o Informação (EBA, sigla depois alterada para EBAI). Objetivos: • Fortalecer as comunidades de arquitetos de informação brasileira e internacional e promover um maior intercâmbio de ideias com profissionais de outras partes do mundo; • Promover um amplo debate sobre a disciplina e seu papel no design de produtos digitais e espaços físicos; • Incentivar o interesse de uma nova geração de estudantes e jovens profissionais a adotarem práticas e metodologias desta área como parte de seus trabalhos.
  21. 21. O IX Encontro Nacional de Ciência da Informação (ENANCIB)4, aprovou em 28 de julho de 2008 o texto “Reflexões sobre Fundamentos da Arquitetura da Informação”, que em suas considerações finais continha a seguinte asserção: (...) a fundamentação da arquitetura da informação vem, de fato, da fundamentação da ciência da informação. Sua área de investigação é mais particular, porem os resultados buscados, assim como os problemas pesquisados, estão inseridos nos objetos nucleares da pesquisa da ciência da informação (ROBREDO et al. p. 9). ROBREDO, J.; LINS, G.S; TEIXEIRA, F.A.G.;CARLAN, E.; CÂMARA Jr., A.T. da. Reflexões sobre Fundamentos de Arquitetura da Informação. IN: Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ENANCIB), 9. Anais...São Paulo SP, 28 de setembro – 1o de outubro de 2008. (GT1 – Estudos Históricos e Epistemológicos da Informação).
  22. 22. A revista Veja de 26 de novembro de 2008 publicou um artigo sobre novas profissões, e a Arquitetura de Informação estava entre as mencionadas. A pesquisa de Guilhermo Reis (2008) sobre o perfil dos arquitetos de informação no Brasil revela que a maior parte dos profissionais encontra-se em São Paulo e Rio de Janeiro, e possuem elevado grau de instrução e, dos que atuam na área, a maior parte é autodidata ou aprendeu o ofício nas empresas em que trabalham.
  23. 23. Destacam-se no Brasil alguns estudiosos que têm pesquisado profundamente a disciplina, o seu desenvolvimento e sua aplicação no País. Entre estes se destacam Luiz Agner (PUC-RIO), Guilhermo Reis (USP) e Anamaria de Moraes (PUC-RIO). Também destacam-se Liriane Camargo e Silvana Vidotti. Observa-se, também, a criação de blogs e sites brasileiros que discutem o assunto e disponibilizam artigos e novidades.
  24. 24. AGNERREIS
  25. 25. Livro de Luiz Agner, 2009 (comprefácio de Peter Morville)
  26. 26. Livro de Liriane Camargo eSilvana Vidotti, 2011
  27. 27. Fim da primeiraparte desta aula.

×