11 os desafios dos grandes projetos em ep

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11 os desafios dos grandes projetos em ep

  1. 1. Os desafios dos grandes projetos em E&P A coluna bimestral de Armando Cavanha Filho [29.05.2013] 14h25m / Por Armando Cavanha Filho Os grandes projetos de desenvolvimento da produção em E&P têm sido analisados por diversas consultorias, como Schlumberger Business Consulting, SBC (“Desafios na entrega de megaprojetos em E&P”), Accenture (“Pesquisa global de grandes projetos de capital”) e A.T. Kearney (“Projetos de grandes investimentos”). Resumidamente, eis algumas conclusões importantes: – O dispêndio de capital triplicou nos últimos dez anos, atingindo US$ 550 bilhões em 2011. – A quantidade de projetos em andamento acima de US$ 1 bilhão quadriplicou, passando para a gestão de 40 operadores. – Para o período 2011-2035, há previsões de serem gastos quase US$ 20 trilhões no setor de óleo e gás em todo o mundo, e 13% desse total vão se destinar à América Latina. – Mais de 60% dos projetos ultrapassam o orçamento aprovado. – Mais de 70% dos projetos são entregues após o prazo acordado. – Quase 50% dos desafios estão relacionados a exigências regulatórias. – A transição entre construção e operação ainda é motivo de muitas perdas. – Cerca de um terço dos trabalhadores veem a Tecnologia da Informação (TI) como não contributiva para as tarefas demandadas neste segmento. – Há falta de líderes para a condução dos projetos. – A questão dos talentos é um grande desafio dos próximos anos, na percepção de quase a totalidade dos gestores. – Aumenta o convívio com múltiplos sócios, múltiplas interfaces, múltiplos riscos. – Compras, contratos, engenharia e projeto são desafiados por um mercado pouco preparado, com excesso de visão de curto prazo e gestão não automatizada. Possivelmente as causas dessas conclusões são que as operações têm se dado em águas cada vez mais profundas, com acessos a reservatórios antes não trabalhados, com controles de meio ambiente a cada dia mais severos, utilizando unidades de produção com tamanhos continuamente crescentes. Há um tema recorrente e de alto impacto na gestão de grandes projetos que trata dos fluxos de informação e do sistema de influência a montante. Como intervir antes que seja tarde, ou seja, como ajustar requisitos e especificações antecipadamente, evitando problemas a jusante? A sequência de eventos nesses grandes projetos pode ser sintetizada pela seguintes fases: • projeto conceitual • projeto básico • projeto de detalhamento • compras e contratos • construção e montagem • instalação e pré-operação • operação e manutenção • desmobilização Na fase conceitual, a liberdade de ajustes é bastante ampla. O projeto básico ainda experimenta grande liberdade, permitindo a escolha de tecnologias e alternativas. Já o detalhamento deve atender a muitas restrições impostas pelas fases anteriores. A partir daí, cumpre-se o especificado. Se algo estiver errado, as ações são limitadas. É comum gastar tempo na solução de problemas relativos à atividade anterior. Informações confusas, não objetivas e equivocadas, chegam sem compromissos claros à etapa seguinte. Não há qualidade garantida, mesmo nos casos em que as informações sejam consideradas, pelo emitente, precisas e relevantes. Diversas soluções foram experimentadas, como trabalhadores convivendo temporariamente em atividades anteriores e posteriores, tentando reduzir o impacto da desinformação anterior e futura. O “sonho” seria algo como uma “cadeia de informação em engenharia” (engineering chain), com dados, informações, documentos, análises essenciais preservados e de forma estruturada, fluindo nos dois sentidos, entre todas as engenharias, desde o conceito até a desmobilização. Organizações de provedores de serviços têm experimentado por anos influir positivamente nos processos iniciais, uma tarefa que, sendo coletiva, torna-se sem dúvida colaborativa. Um projeto de certeza informacional das engenharias traria fluxos de caixa mais robustos e redução de custos de gestão, motivando trabalhadores e melhorando os compromissos empresariais. Um belo desafio para o Brasil, que terá mais de U$ 1 trilhão para investir em óleo e gás nas próximas três décadas. A coluna de Armando Cavanha Filho é publicada a cada dois meses E-mail: cavanha@yahoo.com

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