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Modelo romano parte 2

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Modelo romano parte 2

  1. 1. MÓDULO 1: RAÍZES MEDITERRÂNICAS DA CIVILIZAÇÃO EUROPEIAUnidade 1. O modelo romano – 2ª parte
  2. 2. A afirmação imperial de uma cultura urbana pragmática
  3. 3. A cultura romana: pragmatismo e influência Processo de síntese (original) da cultura : • etrusca, que lhe legou os fundamentos da vida urbana, da hierarquia social e das primeiras crenças; • grega, que lhe forneceu modelos artísticos, literários, filosóficos e religiosos; • oriental, que lhe incutiu o gosto pela monumentalidade, pelo conforto, pelo luxo e também pelo misticismo. Espírito prático (pragmático): ao contrário dos Gregos para quem todas as coisas tinham que ser belas, os Romanos sentiam que todas as coisas tinham que ser úteis.
  4. 4. A cultura romana: pragmatismo e influência• A literatura e as ciências conheceram também um grande desenvolvimento, destacando-se nomes como o de Tito Lívio e Tácito (na História); Virgílio, Horácio ou Ovídio (autores de ficção), Plauto (escritor de comédias) ou Séneca, um dos filósofos mais importantes da Antiguidade.• Muitas vezes, estes autores e outros artistas obtinham a proteção de homens ricos e poderosos, que lhes concediam patrocínios – eram os Mecenas.
  5. 5. A cultura romana: pragmatismo e influência Também na religião os romanos demonstraram este espírito:• Politeístas, souberam aproveitar os deuses autóctones dos povos que conquistaram;• Tornaram “seus” os deuses do panteão grego, mas alteraram-lhes a designação para nomes e características romanas;• Deram grande importância à mitologia;• Estabeleceram uma relação diferente com os deuses, uma espécie de contrato: em troca das dádivas pedidas, eram prestados pagamentos e recompensas aos deuses (os ex-votos);• Celebraram diferentes tipos de cultos: privados (aos Lares, Manes e Penates); coletivos e primitivos (augures, vestais…)
  6. 6. Elementos definidores da urbe Mas foi no urbanismo que este espírito pragmático mais se evidenciou:• Obediência a uma planta geométrica, retângular e racional (traçado Hipodâmico): • traçado perpendicular; • construção segundo dois eixos: • fórum (praça pública) no centro;• Muralha de proteção;• Edifícios públicos na área do fórum;• sistema de canalização, abastecimento de águas e rede de esgotos;• Habitações ricas (Domus) vs pobres (Insulae).
  7. 7. A padronização do urbanismo O urbanismo foi um dos pontos fundamentais na organização da civilização romana: o espaço urbano era pensado segundo as ideias pragmáticas romanas.
  8. 8. A padronização do urbanismo Os edifícios eram todos construídos tendo por base a sua utilidade: pontes,aquedutos, fóruns, termas, estradas, saneamento, anfiteatros, teatros, circos… Ouentão, por demonstrarem a importância do Império, como no caso dos Arcos deTriunfo.
  9. 9. A padronização do urbanismo• Os elementos da cidade distinguem-se de acordo com a sua função: - Edifícios de lazer: a cidade tinha a função de agradar aos seus cidadãos; - Edifícios comemorativos: com intenção de comemorar os grandes feitos romanos mas, simultaneamente, propagandear essa mesma grandeza; - Edifícios utilitários: com o fim de facilitar a administração da cidade.
  10. 10. Edifícios de lazer: Termas• Espaços públicos dedicados ao prazer do corpo e do espírito.• Frequentados por homens e mulheres, separadamente.
  11. 11. Edifícios de lazer: Anfiteatros• Resulta da fusão de dois teatros.• De planta circular, servia para a realização de espetáculos com feras e de gladiadores.
  12. 12. Edifícios de lazer: Teatros• De planta semicircular, servia para a realização de espetáculos teatrais de comédia e de tragédia.
  13. 13. Edifícios de lazer: Circos• Inspirado nos hipódromos gregos.• Usado para representações da grandeza de Roma: corridas de carros, animais…
  14. 14. Edifícios comemorativos: arcos do triunfo• Testemunham a grandeza do império e as façanhas do seu imperador.• Portas simbólicas por onde passam os vencedores na entrada da cidade.
  15. 15. Edifícios comemorativos: colunas• Tem a mesma finalidade que o arco de triunfo.• O fuste é gravado, de forma helicoidal, com os momentos principais da história romana.• A mais importante é a coluna de Trajano:
  16. 16. Edifícios utilitários: Fórum• No início, era um espaço aberto e sem edifícios onde as pessoas se reunião em dias de mercado ou festas religiosas.• Com o tempo, converteu-se no centro político onde se localizavam os principais edifícios administrativos e religiosos.
  17. 17. Edifícios utilitários: Aqueduto• Obra de engenharia com a função de transportar a água para abastecer a cidade.• No ínicio e no fim, os aquedutos possuíam depósitos de decantação (piscina limariae) onde a água depositava as suas impurezas. Daí passavam para os tanques de distribuição (castella).
  18. 18. Edifícios utilitários: Templos• Local de culto, é onde a influência grega é mais notória.• Apesar de influenciados, os romanos souberam deixar a sua marca neste edifício: tornam os edifícios mais altos e mais imponentes, criando um podium onde estes assentavam.
  19. 19. Edifícios utilitários: Basílica• Local de caráter administrativo e comercial.• Centro de reuniões, possuía uma planta retangular, de nave central com abóbadas de berço e de arestas nas naves centrais.
  20. 20. Edifícios utilitários: Domus • Residências particulares urbanas dos cidadãos mais ricos.• Casas de rés do chão, de planta retangular, segundo um eixo de simetria: a porta principal que conduzia à rua abria-se para um corredor (o vestíbulum) que continua até ao atrium (pátio retangular ou quadrado, composto por um peristilo ou pórtico, que rodeia o espaço vazío com uma abertura no teto -compluvium- inclinando desde o interior, para facilitar a recolha da água da chuva numa zona retangular (o implumvium).
  21. 21. Edifícios utilitários: Insulae• Residências coletivas urbanas da plebe.• Edifícios até cinco pisos, com balcões e varandas para o exterior.• De má qualiade, a maioria não possuía saneamento nem água.
  22. 22. Edifícios utilitários: os esgotos• Fundamentais para a manutenção das condições higiénicas numa cidade muito povoada.
  23. 23. Edifícios utilitários: Pontes
  24. 24. Edifícios utilitários: as estradas• Fundamentais na ligação entre os vários pontos do império.
  25. 25. A fixação de modelos artísticos A arte romana foi influenciada pela grega e pela etrusca. As grandes construções belas da Grécia deram lugar a grandes construções com fins úteis na Roma Antiga. Assim, as principais características são:• A monumentalidade e grandeza das construções;• A solidez e durabilidade;• A utilização de elementos de origem grega;• O carácter funcional das obras.
  26. 26. A arquitetura• Influenciada pela arte grega, mas com aspetos inovadores (podium, pilastras e frisos dedicatórios);• Adopção das três ordens arquitetónicas, com preferência para a Coríntia;• Monumentalidade das construções;• Subversão do sentido da proporção;• Valorização da imponência dos edifícios;• Introdução de novos materiais e técnicas de construção;• Construções com intenções comemorativas e propagandísticas.
  27. 27. Elementos arquitetónicos• Elementos de suspensão: - muros, - Colunas, - Pilares e pilastras, - Uso dos elementos das ordens arquitetónicas gregas (mais a toscana e a compósita romanas).• Elementos sustentados: - cúpulas, - Arco de volta perfeita; - Abóbadas de berço…
  28. 28. Materiais de construção• Cimento;• Betão (opus caementicium);• Mosaicos;• Revestimentos de tesselas…• Aparelho (de acordo com a disposição dos materiais no muro):
  29. 29. A escultura• Também influenciada pela escultura grega;• Os escultores romanos reproduziram as estátuas gregas;• Introdução de algumas alterações/inovações: - retrato: - realismo escultórico; - afirmação do indivíduo; - estilo oficial, usado para a glorificação do império; - propício à divinização do poder imperial. - relevo: - Caráter histórico-narrativo.
  30. 30. A pintura• Decorativa,• De dois tipos: • Pintura mural - técnica do fresco; • Pintura móvel – sobre tábuas, por exemplo (têmpera)• Presente na decoração das casas e templos, bem como das cerâmicas ou nos vidros.
  31. 31. O mosaico• Intimamente ligado à pintura;• Feito com pequenas tesselas de materiais coloridos como mármores, pedras várias e vidro, aplicadas sobre a argamassa fresca;• Os temas foram os mesmos da pintura romana e desenvolveram-se em composições figurativas: episódios mitológicos, cenas de caça, jogos, cenas de género, naturezas- mortas e, por vezes, passagens humorísticas, com particular evidência para cenas em trompe-loeil;• A mais típica decoração em mosaico data dos sécs. III e II a.C. e é formada por uma espécie de "tapetes" que cobrem o chão de algumas divisões;• Atingiu o seu apogeu no séc. IV.
  32. 32. A apologia do império na épica e na história• Através do mecenato, verifica-se um grande impulso nas letras e nas artes;• Usada para glorificar o império romano;• Forma de propaganda imperial;• Obras de destaque: - Poesia épica - Eneida de Virgílio, - Obra histórica - História de Roma de Tito Lívio.
  33. 33. A formação de uma rede escolar urbana• Desenvolvia-se em três níveis diferentes, para rapazes e raparigas, num período de 9 meses: • Escola primária: - Dos 7 aos 11 anos, - Litterator / calculator - aprendizagem da escrita, leitura e cálculo. • Ensino secundário: - Dos 12 aos 17 anos, - Gramaticus – obras literárias, matemática, geometria, música e astronomia. • Ensino superior (especialmente para os rapazes): - A partir dos 17 anos, - Rethor – centrado no ensino da retórica e do direito.
  34. 34. A difusão da rede escolar• Poderoso meio de unificação cultural do império, o ensino foi desde cedo incentivado: • Criação de escolas municipais (suportadas pela administração); • Concessão de proteção e privilégios fiscais aos professores; • Pagamento das atividades do alguns destacados gramáticos e retóricos, tornando os seus serviços gratuitos.

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