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A Expansão marítima

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Expansão marítima

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  • vcs s]ao d++ gostei muito do seu trabalho parabéns..
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  • parabens nao sao poucos que fazem um trabalho assim e RARO...SUSEN KELY
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A Expansão marítima

  1. 1. O EXPANSIONISMO EUROPEU
  2. 2. Cartografia antes dos Descobrimentos • Desconhecia-se a existência do da América e da Oceânia; • Pensava-se não haver passagem entre o Atlântico e o Índico; • África e Ásia eram representadas com grandes imperfeições; • A zona melhor representada era o Mediterrâneo. Mapa ptolemaico (séc. XV), elaborado com base nos conhecimentos de Ptolomeu, grego do séc. II
  3. 3. – Seres com aparência de cão mas com cabeça humana (os cinântropos) ou o seu inverso (os cinocéfalos) – Seres de quatro olhos (os parvines)… – Seres de um só pé gigantesco, para se protegerem do sol e que atingiam velocidades fantásticas (os monópodos)… - Humanos sem cabeça, com olhos e boca na altura do peito (os blemeyes).
  4. 4. Outros mitos • A região equatorial era tão quente que a água do mar fervia; • Quem navegasse para o interior do Atlântico cairia no abismo; • Nos desertos acreditava-se existirem demónios em forma de mulher, com cabeça de dragão nas pontas dos pés e que, belas como as sereias, atraiam os viajantes para o deserto, onde os devoravam…
  5. 5. O século XV: uma nova época • Recuperação demográfica, • Surto urbano, • Reorganização dos campos, • Reanimação das rotas terrestres e incremento das rotas marítimas, • Desenvolvimento das práticas financeiras, • Ascensão da Burguesia, • Renovação cultural, • Tendência de centralização do poder, • Inovações técnicas e científicas…
  6. 6. Motivos da expansão marítima • Ultrapassar a crise do século XIV; • Fazer face à falta de mão de obra; • Fazer face à falta de cereais; • Fazer face à falta de metais preciosos. • Acercar diretamente as riquezas orientais (que chegavam à Europa por intermédio dos muçulmanos pelas rotas caravaneiras). • Os reis procuravam também novas terras para expandir a fé cristã e novas tecnologias que pudessem utilizar para seu proveito.
  7. 7. Motivações da sociedade portuguesa • Clero • Alargamento da fé cristã / enfraquecimento dos muçulmanos. • Nobreza • Novos domínios territoriais. • Novos cargos militares e administrativos. • Burguesia • Procura de novos produtos para comércio e de novos mercados. • Populares • Melhoria das condições de vida.
  8. 8. Condições da prioridade portuguesa • Condições geográficas: • Perto da costa de África e dos territórios a descobrir; • Longa costa marítima (845 Km); • Bons portos marítimos e fluviais.
  9. 9. Condições da prioridade portuguesa • Históricas • Tradição piscatória; • Forte atividade comercial; • Contatos com muçulmanos e judeus (conhecedores de técnicas de navegação e conhecimentos náuticos). • Políticas • Clima de paz; • Nova dinastia (que governa com uma nobreza renovada).
  10. 10. Contributo português • Nos séculos XV e XVI, os descobrimentos marítimos proporcionaram a Portugal um desenvolvimento dos saberes técnicos e científicos. • A inovação nas técnicas náuticas e na representação cartográfica da Terra, bem como pela observação e descrição da Natureza, permitiram que Portugal contribuísse para o alargamento do conhecimento do Mundo.
  11. 11. Descobertas marítimas 1415: Conquista de Ceuta. Uma esquadra portuguesa de 250 navios com 12.000 homens toma de assalto a cidade de Ceuta; esta data marca o início da expansão portuguesa do Século XV. 1418 – João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira desembarcam na ilha do Porto Santo 1419- João Gonçalves Zarco e Bartolomeu Perestrelo descobrem a ilha da Madeira. 1427 – Diogo de Silves descobre o grupo oriental dos Açores 1434 - Cabo Bojador. 1488 - Cabo da Boa Esperança. Í1498 – Índia. 1500 – Brasil. 1512 - António de Abreu descobre a ilha de Timor
  12. 12. Progressos técnicos Ampulheta Esfera Armilar Bússola A tábua quadrienal de declinação solar
  13. 13. Progressos
  14. 14. Progressos
  15. 15. Navegação • Navegação por cabotagem: navegação entre portos marítimos, sem perder a costa de vista. • Instrumentos náuticos necessários à navegação astronómica: • Astrolábio; • Quadrante; • Balestilha; • Kamal Bússola ou “agulha de marear” Instrumentos para saber a posição do navio (latitude) Instrumento para determinar o rumo a tomar
  16. 16. Navegação As caravelas permitiam navegar com ventos adversos e foram usadas sobretudo em viagens de exploração na costa africana. As naus tinham muita capacidade de transporte e faziam as viagens de comércio ao Oriente. Caravela Nau
  17. 17. A Expansão – período henriquino • Conquista de Ceuta (1415), cidade escolhida pela sua: localização geográfica e pela sua localização estratégica: • localiza-se estrategicamente à entrada do mar mediterrâneo; • era um importante entreposto comercial, que escoava para a Europa produtos como: ouro, especiarias, escravos e trigo. • As especiarias vinham do Oriente através das caravanas de mercadores muçulmanos.
  18. 18. A Expansão – período henriquino • Viagens marítimas de descoberta da Costa Africana (1434 – Gil Eanes dobra o Cabo Bojador; 1441, Nuno Tristão chega ao Cabo Branco e em 1460 Diogo Gomes atinge a Serra Leoa). • Reconhecimento e exploração dos recursos naturais dos arquipélagos atlânticos. • Colonização dos arquipélagos atlânticos, sob o regime de capitanias- donatárias. • Sistema de monopólio atribuído ao Infante D. Henrique (é ele quem controla o comércio).
  19. 19. Capitanias-donatarias • O rei recorre a elementos da pequena nobreza para administrar e explorar economicamente os novos territórios ultramarinos. • São concedidos aos capitães-donatários amplos poderes administrativos, judiciais e fiscais:  aplicam a justiça;  cobram rendas e impostos aos colonos;  administram e defendem o território. Sistema adotado na colonização da Madeira, dos Açores, de Cabo Verde, de S. Tomé e Príncipe e do Brasil
  20. 20. A exploração dos arquipélagos Açores: cidade de Angra na ilha Terceira, gravura de Jan Huygen van Linschoten, 1595.Madeira: divisão em capitanias.
  21. 21. A Expansão – período de D. Afonso V • Retorno à política de conquista das cidades marroquinas (Arzila, Alcácer- Ceguer e Tânger). • No litoral africano criam-se feitorias: de Arguim e S. Jorge da Mina, importantes postos de ligação entre Portugal e África. • Relações amistosas com os reis africanos. • Comércio de escravos, ouro, marfim, malagueta, peixe... (trocadas por sal, tecidos e objectos variados). • Entrega da expansão a particulares (arrendamento da costa africana a Fernão Gomes), com a condição de continuarem as descobertas na costa africana. Fim do monopólio régio.
  22. 22. A Expansão – período de D. João II • O comércio colonial torna-se definitivamente monopólio da coroa. • Continuam as descobertas africanas (em 1488 Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas, que passa a designar-se por Cabo da Boa Esperança). • Assinatura do Tratado de Alcáçovas, que divide o mundo pelo paralelo das Canárias (a sul ficariam as terras portuguesas). • Cristovão Colombo descobre as Antilhas, ao serviço de Castela. • Assinatura do Tratado de Tordesilhas (o mundo é dividido por um meridiano em duas partes, a Oriente para Portugal, a Ocidente para Castela). • Verifica-se uma verdadeira diáspora portuguesa.
  23. 23. Tratado de Alcáçovas (1497) Disputa pela posse das Canárias. Portugal e Castela dividem o mundo pelo paralelo do Tratado das Alcáçovas Tentativas dos castelhanos fazerem comércio na costa africana. 1.ª viagem de Cristóvão Colombo, ao serviço dos reis de Castela, 1492.
  24. 24. Tratado de Alcáçovas (1497)
  25. 25. Tratado de Tordesilhas LinhadeTordesilhas–1494 Linha de Alcáçovas-Toledo 1479 PropostadopapaAlexandreVI– 1493 Zona de expansão portuguesaZona de expansão espanhola A alteração da proposta do Papa pedida por D. João II leva os historiadores a supor que o rei já sabia, secretamente, da existência do Brasil e queria incluí-lo na sua área de influência. Zona de expan- são espanhola
  26. 26. O Mare Clausum • Dá-se este nome ao princípio pelo qual a navegação nos mares desconhecidos e a descoberta de novos territórios ficava proibida à maioria dos povos. Mare clausum • O Papa, autoridade internacional máxima da Europa, concedeu a Portugal e Castela a exclusividade de navegação em mares desconhecidos e o direito às terras por descobrir. • Os tratados de Alcáçovas-Toledo e de Tordesilhas estabeleceram esse direito aos dois países. Quem decidiu? De que modo o fez? • Portugal e Castela. Quais os beneficiários dessa política? D. João II Isabel de Castela e Fernando de Aragão
  27. 27. A Expansão – período de D. Manuel I • Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a Índia. • Pedro Alvares Cabral (re)descobre o Brasil. • O Oriente é controlado politicamente graças à criação do cargo de vice-rei (D. Francisco de Almeida e D. Afonso de Albuquerque). • O rei D. Manuel funda o mais importante entreposto português de controle comercial régio: a Casa da Índia. • Goa torna-se a sede da administração no Oriente. • Funda-se uma feitoria em Antuérpia, de onde os produtos são distribuídos para toda a Europa.
  28. 28. A Expansão – período de D. Manuel I
  29. 29. A chegada à Índia
  30. 30. A Expansão – período de D. Manuel I Domínio do Oriente -1505-1509 - Francisco de Almeida: entendia que a força de Portugal devia assentar numa forte esquadra e no domínio de importantes rotas do Índico (domínio dos mares). Manteve permanentemente uma frota no Oceano Índico e estabeleceu o sistema de licenças pagas (cartazes) para todos os navios mercantes que não fossem portugueses. Era a política do Mare Clausum.
  31. 31. A Expansão – período de D. Manuel I Domínio do Oriente -1509-1515 - Afonso de Albuquerque: defendia a existência de uma armada poderosa, mas também a conquista de praças importantes. Assim, procura dominar pontos estratégicos em terra: Goa; Ormuz e Malaca. A política deste vice-rei é de concretização da conquista. Para isso leva a cabo uma acção de miscigenação (casamento entre portugueses e indianas).
  32. 32. A Expansão – período de D. João III A exploração do Brasil 1ª FASE: entre 1503 e 1530. Regime de arrendamentos a cristãos-novos que exploram essencialmente o pau-brasil. A exploração foi entregue a um grupo de burgueses, onde se destacava Fernão de Noronha, que - em troca do comércio do pau-brasil, madeira que abundava nas terras brasileiras - se comprometeu a desbravar 300 léguas da costa por ano. 2ª FASE: entre 1530 e 1548. A decadência do comércio oriental, a lucrativa exploração de pau-brasil e os ataques da pirataria francesa ao território levaram D. João III, em 1534, a implantar o sistema de capitanias. Assim, este monarca dividiu o território brasileiro em várias faixas paralelas, entregando-as a 12 capitães-donatários, com amplos poderes sobre os territórios (excepção feita à cunhagem de moeda).
  33. 33. A Expansão – período de D. João III A exploração do Brasil 3ª FASE: a partir de 1548. Descoberta do tabaco. Governo Geral entregue a um Representante Real. Tomé de Sousa tornou-se, então, o primeiro governador-geral do Brasil. O Brasil conheceu um rápido desenvolvimento: milhares de colonos e muitos missionários, servindo-se de índios, mestiços e escravos africanos, arrotearam terras, expandiram culturas agrícolas (em particular a cana-de-açúcar), fundaram povoações e divulgaram a fé cristã. Entre os missionários, merecem destaque os jesuítas. O tabaco torna-se moeda de troca para a compra dos escravos. A partir de 1642 a exploração desta cultura passa a ser livre. Em 1674 D. Pedro, por necessidades do erário régio, lança um imposto sobre o consumo do tabaco, em princípio por seis anos, mas que se torna definitivo.
  34. 34. A organização dos espaços coloniais • A partir da conquista de Ceuta, Portugal torna-se cabeça de um vasto império diferente de todos os que tinham existido até então. • Na costa ocidental de África são fundadas feitorias apoiadas por fortalezas.
  35. 35. Produtos transacionados em África Objetivo principal dos Portugueses em África: fazer comércio. Produtos: Levados para África Trazidos de África Ouro Objetos de adorno Tecidos Marfim Malagueta Sal TrigoEscravos
  36. 36. A organização dos espaços coloniais • Nos arquipélagos atlânticos, a colonização foi realizada segundo um sistema de Capitanias- Donatárias, o mesmo acontecendo com o Brasil. Fundação de S. Vicente, S. Paulo, em 1532.
  37. 37. A organização dos espaços coloniais • Na Índia e Extremo-Oriente, geram-se formas de domínio estabelecidas através de uma intrincada rede de feitorias, vigilância dos mares e criação do posto de Vice-Rei.
  38. 38. Produtos transacionados no Oriente Objetivo principal dos Portugueses no Oriente: obter o monopólio do comércio no Índico Sedas Porcelana s Noz moscada CanelaCravinho Moeda Produtos: Levados para o Oriente Trazidos do Oriente PimentaPedras preciosas
  39. 39. O império espanhol Machu Picchu Incas Templo de Jaguar, ruínas maias de Tikal, Guatemala Maias Hérnan Cortez chega às terras de Vera Cruz, mural de Diego Rivera Astecas • Conquista rápida, • Conquista violenta dos povos e destruição das civilizações, • Exploração mineira (prata).
  40. 40. O império espanhol
  41. 41. Consequências da expansão: abertura das rotas comerciais •O Atlântico substitui o Mediterrâneo. •Lisboa e Sevilha são os grandes portos do comércio além-mar. •As artérias de circulação ou rotas do comércio marítimo português até 1490 são: •A Rota da Costa Africana - Guiné e Mina, englobando os arquipélagos atlânticos. •A Rota do Atlântico Norte - de Lisboa à Flandres e Norte da Europa - centrada na feitoria de Bruges. •O séc. XVI abrange novos espaços e novas rotas: •A Rota do Atlântico Nordeste - a Terra Nova - representa o espaço da pesca do Bacalhau que será daqui por diante o complemento indispensável da alimentação.
  42. 42. Consequências: abertura das rotas comerciais •A Rota do Atlântico Central e Sul - Brasil - a rota do pau-brasil, do açúcar e do tabaco. •A Rota do Cabo ou das Especiarias - que liga o Ocidente ao Oriente. Com este traçado, Portugal substitui os Italianos no tráfico das especiarias, no mercado europeu. •A rota de Manila – que liga Acapulco a Manila (rota espanhola).
  43. 43. Consequências: económicas • Desenvolve-se o comércio, que passa a ser à escala mundial (e designado como comércio triangular). • O desenvolvimento do comércio diminui a produção interna do reino. • A agricultura é abandonada e o artesanato é quase inexistente. • O rei é o principal empresário colonial. • Desenvolve-se a Economia de Transporte ou Política de Transporte.
  44. 44. Consequências • No quotidiano: • Introduzem-se novos hábitos na culinária – uso das especiarias. • Introduzem-se novas culturas como o ananás, o milho grosso, o cacau, a batata... • Generaliza-se o uso do tabaco. • Transformações ao nível do vestuário. • A nível social e demográfico: •Reforço do poder do rei. •A Burguesia ascende na escala social. •Expansão do Cristianismo. •O tráfico negreiro (de escravos) aumenta. •Aumenta a emigração para as novas áreas •Desenvolve-se a política de miscigenação (casamento entre colonizadores e entre colonizados).
  45. 45. Consequências: culturais • As línguas europeias espalham-se por todo o mundo. • Desenvolvem-se as ciências e a técnica: Medicina, Ciências Naturais, Náutica... • Conhece-se a verdadeira forma do globo terrestre e terminam as fábulas e lendas. • O saber livresco (característico da Idade Média) é substituído pelo valor da observação e da experiência – surge o Renascimento. • A arte passa a ser uma mistura da arte europeia com elementos indígenas (em Portugal surge o Manuelino, arte típica dos descobrimentos).
  46. 46. Multiculturalismo Aculturação e assimilação Nova organização social e económica Mestiçagem Difusão das línguas portuguesa e castelhana Missionação – difusão do catolicismo Divulgação de técnicas e artes Ouro Preto (Brasil) – arquitetura colonial. Contador indo- - português, séc. XVII. Pregação do Padre António Vieira aos índios do Brasil.
  47. 47. Expansão da religião • Intolerância: perseguição aos não cristãos, com destaque para os judeus Imposição do catolicismo • Averiguação e tortura de suspeitos de desrespeitar as normas católicas Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) • Nos autos de fé eram exibidos publicamente os condenados. Os que não mostravam arrependimento podiam ser queimados em fogueiras. Realização de cerimónias públicas de condenação Muitos abandonaram Portugal e Espanha, contribuindo para o desenvolvimento de outros países.

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