A cultura do belo

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A cultura do belo

  1. 1. Localização Espacial Península Balcânica
  2. 2. A Grécia localiza-se na Península Balcânica e é banhada a Sul pelo mar Mediterrâneo, a este pelo mar Egeu e a Oeste pelo mar Jónico. As características geográficas marcaram a sua evolução: • Terreno muito montanhoso; • Apresenta vales profundos e pequenas planícies; • Costa muito recortada e numerosos portos naturais.
  3. 3. O relevo montanhoso dificultava o contacto entre as cidades, pelo que as populações começaram a desenvolver-se isoladamente, formando cidades-estado ou pólis, cidades com governo, leis e exército próprios. Era fundamental a existência do território, das leis (Nomos) e do corpo cívico para que a pólis existisse em pleno. A pólis deveria bastar-se a si própria (ideal de autarcia).
  4. 4.  Atenas transformou-se na mais rica e prospera cidade do mundo grego para o qual contribuíram:  Situação geográfica, perto do mar Egeu que permitiu aos atenienses dedicarem-se, predominantemente, ao comércio marítimo;  O comércio florescente e o uso da prata na cunhagem de moeda – dracma – que passou a ser aceite, no comércio realizado em todo o Mediterrâneo;  O assumir a liderança da Liga de Delos, aliança defensiva, contra as invasões dos persa.
  5. 5. Acrópole, situada na parte mais alta da cidade, era o centro da vida religiosa e onde se encontravam os templos. Partenon Erectéion A pólis era constituída por: Acrópole
  6. 6. ou praça pública, era a parte mais baixa da cidade, onde se encontravam as zonas residenciais, administrativas e comerciais. Constituía o centro da cidade. A zona rural, com campos, pastos e bosques, servia para abastecer a cidade de produtos agrícolas.
  7. 7.  A sociedade grega estava dividida em três grupos:  Cidadãos  Metecos  Escravos
  8. 8.  Atenas foi governada por diversos sistemas políticos: • Monarquia (época micénica - até aos inícios do séc. VII a.C.); • Oligarquia ou aristocracia (séc. IX-VII a.C.). Primeira colonização (fixação). Como reformadores, Drácon e Sólon. • Tirania de Pisístrato e de Clístenes (séc. VI a V a.C.). Segunda colonização (comercial). Os conflitos sociais levaram Clístenes a realizar reformas que defendiam a igualdade de direitos políticos, entre todos os cidadãos. Esta reforma foi concluída por Péricles no séc. V a.C., dando origem à DEMOCRACIA.
  9. 9.  A democracia ateniense apresenta algumas contradições e limitações:  Limitação à liberdade de expressão: quem conspirasse contra a democracia era condenado ao ostracismo;  Só os cidadãos podiam participar no governo da cidade;  Segregação de sexos;  Participação na política vedada aos metecos e mulheres;
  10. 10.  Existência de escravos numa forma de governo que defendia a igualdade de direitos ;  Imperialismo exercido por Atenas através da Liga de Delos; exigia o pagamento de tributos e não respeitava os direitos das outras cidades; Apesar de todas estas limitações a democracia ateniense foi um exemplo de participação cívica, sendo um dos mais importantes legados que a civilização grega nos deixou. Limites da democracia ateniense
  11. 11. A cultura adquiriu, em Atenas, um estatuto especial durante os séculos V e IV a.C. O jovem grego aprendia, desde o berço, a comportar-se e a preparar-se para a vida de adulto. Ao chegar aos 20 anos, o jovem tinha que estar pronto para participar no governo da Polis. A educação começava em casa com a mãe. Até aos sete anos, rapazes e raparigas permaneciam no Gineceu, a parte da casa onde a mãe ensinava às crianças as regras de comportamento e os rudimentos (princípios) da religião e das tradições culturais. A partir dos sete anos, os rapazes e as raparigas separavam-se, para cada um deles se preparar para o futuro que os esperava .
  12. 12. O estado grego não interferia na educação dos jovens, que considerava responsabilidade dos pais. No entanto, todos deveriam saber ler, escrever e nadar. As raparigas permaneciam em casa, aprendendo as "artes" da economia doméstica, regras de etiqueta e música.
  13. 13. Os rapazes iam à escola onde aprendiam a ler e a escrever. Até aos 14 anos, tinham que aprender de cor os Poemas Homéricos (livro base de aprendizagem). Aos 15, entravam para o Ginásio, onde aprendiam a arte da harmonia entre o corpo físico e o espírito (a ginástica era a parte fundamental dessa harmonia). Entre os 18 e os 20 anos, os jovens cumpriam o serviço militar (parte final da sua preparação como cidadãos), o que lhes garantia o acesso aos cargos de administração pública, do governo da cidade.
  14. 14. Características da religião grega: • de toda a sociedade, com raízes nos Poemas Homéricos. • Politeísta. • Antropomorfismo dos deuses. • Diferentes tipos de culto. • Locais sagrados: • Oráculos (de consulta, como o de Delfos); • Santuários (como o de Olímpia).
  15. 15. Hera - Deusa do casamento Atena - Deusa da inteligência e da sabedoria; Hades - Deus do mundo subterrâneo (inferno) Apolo - Deus do Sol, das artes e da razão; Dionísio - Deus do vinho e do prazer Afrodite - Deusa do amor e da beleza Diana – Deusa da caça
  16. 16. A arte grega é feita à medida do homem. A sua arquitetura e escultura não têm qualquer semelhança com a das civilizações anteriores. As obras de arte são feitas à escala humana. A sua execução atinge uma perfeição, proporção, equilíbrio e harmonia que servirá de modelo a outras civilizações, ao longo dos tempos.
  17. 17. Características:  Racionalismo (concordância entre a estrutura e a forma);  Atenção aos pormenores;  Harmonia e proporção;  Simplicidade e elegância;  Aliança da escultura à arquitetura;  Obediência a uma das três ordens arquitetónicas.
  18. 18. Friso dividido em triglifos e métopas Arquitrave ou lintel liso Fuste estriado e com arestas vivas (não é um bloco monolítico,está dividido em peças, chamadas de “tambor”. Sem base (o fuste descansa sobre o estilóbato) Capitel composto por ábaco e equino) cornija Frontão Tímpano
  19. 19. Ictino e Calícrates. 447-432 a. C. Atenas. A obra foi dirigida por Fidias. Pág. 55
  20. 20. Base ática Fuste cilíndrico estriado (monolítico, de uma peça) Capitel com 2 volutas, (Decorado com uma linha de ovas e um cordão de Pérolas) Arquitrave (dividida em 3 franjas horizontais escalonadas) Friso, decorado com relevo
  21. 21. Atena Niké
  22. 22. ERECTEION Templo dedicado a 3 deuses: Poseidón, Krekrops e Athena. Jónico, destaca-se aqui o uso das Cariátides como colunas. Quando as figuras eram masculinas, eram chamadas de Atlantes. O seu construtor foi Mnesicles.
  23. 23. Com Base Fuste cilíndrico estriado e muito trabalhado Capitel com volutas e folhas de acanto Arquitrave (dividida) Friso, muito decorado com relevo
  24. 24. Características:  Beleza ideal;  Racionalismo;  Harmonia e proporção;  Simplicidade e elegância;  Aliança à arquitetura.
  25. 25. A - arcaica - primitiva (figuras estilizadas de corpo triangular e longo pescoço) e matura ou tardia (séc. VII/VI a.C.). Caracteriza-se: • pelo sentido de volume e desenho; • figuras de influência egípcia e suméria; •simetria rigorosa, rigidez e falta de naturalidade; • utilização de corpos cilíndricos, rosto triangular ovoidal, braços ligados ao longo do corpo. Cabelos em caracóis agarrados à cabeça, sem leveza. São características as Kóre (femininas) e os Kouros (masculinos).
  26. 26. B - fase de transição - fins do séc. VI à segunda metade do séc. V a.C.
  27. 27. C - clássica - da segunda metade do séc. V e séc. IV a.C. Caracteriza-se: • pela representação de uma beleza idealizada e perfeita. É a perfeição dos deuses humanizados. As vestes são suaves, delicadas e transparentes, dando a ideia de movimento, vida e volume por debaixo delas;
  28. 28. • a anatomia do corpo é atentamente estudada de modo a ser representada de forma realista. Durante o século IV, as figuras tornam-se mais delicadas e graciosas. O artista consegue fazer do material aquilo que quer, criando obras de uma graça natural e coesão perfeita.
  29. 29. O Cânone de Policleto
  30. 30. D - helenística - dos fins do séc. IV ao séc. II a.C. Tem como características, a expressividade, a emoção, ação, sentimento, dor, angústia, alegria... Por outro lado, movimento, teatralidade, realismo, são o comum deste período. O séc. III é um século racionalista, onde os deuses olímpicos já não têm razão de existir. Criou-se uma arte à medida do homem e virada para a realidade da vida. Agora, os temas são o homem e a vida na terra, desde o seu nascimento à sua morte, retratando o sofrimento e a alegria. Gal moribundo
  31. 31. Da pintura grega só já nos restam os desenhos que decoram as peças cerâmicas. Estas peças eram decoradas com temas inspirados na mitologia e no quotidiano. Até ao séc. VI a.C., o fundo dos vasos era pintado a vermelho e as figuras a negro. A partir do séc. V a.C., esta tendência inverteu-se. Agora, as figuras apresentam-se a vermelho sobre um fundo negro.
  32. 32. A palavra cerâmica vem do termo grego kéramos, que significa "argila". O uso da cerâmica entre os Gregos foi introduzido desde o Oriente, a partir do Neolítico (c. 6000 a. C.). Os recipientes de cerâmica mais antigos eram cobertos a negro ou tons muito escuros, evoluindo depois para cores mais claras. Algum tempo depois, na Tessália, começaram a aparecer as primeiras pinturas a vermelho com decoração linear (já com espirais e encurvamentos).
  33. 33. No início, apenas os vasos utilizados como oferendas fúnebres eram pintados. Com o tempo, os vasos de uso do dia a dia passaram a ser também decorados em quase toda a sua superfície com motivos geométricos, figuras de animais, cenas mitológicas e cenas do dia-a-dia. São estas cenas tão elaboradas que distinguem a decoração dos vasos gregos em relação aos vasos produzidos pelas demais civilizações antigas.
  34. 34. Podem considerar-se cinco fases distintas na cerâmica grega: • Proto Geométrico, • Geométrico, • Arcaico (figuras negras sob fundo vermelho), • Clássico (figuras vermelhas sob fundo preto / branco), • Helenístico (até ao inicio da era cristã). Todavia, neste módulo apenas iremos considerar as três mais características.
  35. 35. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  36. 36. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  37. 37. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  38. 38. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  39. 39. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  40. 40. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  41. 41. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  42. 42. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  43. 43. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  44. 44. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  45. 45. Retirado de http://www.slideshare.net/abaj/ceramica-grega
  46. 46. A forma e tipo de vaso gregos foram muitas ao longo do tempo:
  47. 47.  A ânfora era um jarro de armazenagem de tamanho médio, com alças dos dois lados.  A hídria tinha três alças e servia para carregar água; uma das alças, a vertical, ajudava a verter o líquido.  A cratera caracterizava-se pela boca muito larga e servia para misturar o vinho e a água. Retirado de http://greciantiga.org/img/index.asp?num=0023
  48. 48.  A enócoa era uma espécie de jarra e, assim como o cálice, uma espécie de prato fundo com pé e alças, servia para beber vinho.  O skýphos era uma taça um tanto funda, semelhante a uma caneca com duas alças, e era também usado para beber. Retirado de http://greciantiga.org/img/index.asp?num=0023
  49. 49.  O alabastro, alongado, de fundo ovalado e sem alças;  o lécito era também alongado, mas com pé, alças e gargalo estreito; ambos serviam para guardar perfumes e essências e era em geral usado por mulheres.  Um tipo especial, o lécito de fundo branco, era usado para guardar o óleo oferecido aos mortos. Retirado de http://greciantiga.org/img/index.asp?num=0023
  50. 50.  O aríbalo, pequeno e redondo, era utilizado pelos homens para carregar o óleo usado para a limpeza após exercícios.  O enorme lutróforo, de forma semelhante a uma ânfora de pescoço fino e alongado, servia para levar a água utilizada no banho ritual das noivas. Ocasionalmente, servia para marcar o túmulo de moças que morriam solteiras. Retirado de http://greciantiga.org/img/index.asp?num=0023
  51. 51. Os vasos eram feitos da seguinte forma: • primeiro, a argila era preparada e o pote moldado, em partes separadas, numa roda simples de oleiro, posta a girar pelo próprio ceramista ou um ajudante. • Depois a peça era deixada a secar ao ar. • Após secar algum tempo, eram novamente levadas à roda, para dar a forma final. • As peças eram então unidas com argila líquida, as alças eram colocadas e as superfícies alisadas. Só dpois disso vinha a pintura, efetuada com diversas técnicas. • Na última etapa, o vaso era levado ao fogo.
  52. 52. Durante os períodos Protogeométrico e Geométrico a cerâmica grega foi decorada com projetos abstratos. Exemplos de obras deste período podem ser encontradas no sítio arqueológico de Lefcandi e no cemitério de Dypilon, em Atenas. Com as mudanças ao nível estético os temas mudaram, passando a ser figuras humanas. A batalha e cenas de caçada também eram populares. Em períodos posteriores, temas eróticos, tanto homossexual quanto heterossexual, tornaram- se comuns.
  53. 53. Tal como na escultura, no Período Arcaico a pintura grega era muito semelhante à egípcia, com todos os símbolos e detalhes usados de forma a simplificar o desenho: - Uso da lei da frontalidade (os pés sempre de lado - são mais difíceis de serem desenhados vistos de frente - e os rostos de perfil com o olho virado para a frente. As pinturas representavam o quotidiano das pessoas e cenas mitológicas, como deuses e semi- deuses. A pintura grega de vasos servia assim para contar as histórias.
  54. 54. • deposição das cinzas dos defuntos; • armazenamento de produtos alimentares; • transporte comercial de produtos; • conservação e armazenamento de óleos, de perfumes e de cosméticos; • utilização em rituais religiosos; • utilização como recipiente para beber.

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